Segurança Suspeita de matar casal de idosos em BH tinha dívidas com apostas e família pagou R$ 40 mil a agiota Redação2 de julho de 202608 visualizações A mulher apontada como principal suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte, acumulava dívidas relacionadas a apostas online. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, familiares chegaram a arrecadar R$ 40 mil para ajudá-la a quitar um débito com um agiota. A suspeita segue foragida, e a investigação trata o caso como latrocínio (roubo seguido de m0rt3). As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (2) durante coletiva da Polícia Civil. De acordo com o delegado Gustavo Barletta, a própria família confirmou ter reunido cerca de R$ 40 mil para auxiliar a suspeita no pagamento da dívida. Já o delegado Felipe Freitas afirmou que ainda não foi possível esclarecer como o débito foi contraído, embora familiares tenham informado que o valor seria destinado ao pagamento de um agiota. A tia da suspeita, Nilza Maria Neto, relatou que ela enfrentava problemas com apostas online, incluindo o chamado “jogo do Tigrinho”. Segundo a familiar, após perceber mudanças no comportamento da sobrinha, a família buscou atendimento em um hospital psiquiátrico de Belo Horizonte, onde ela iniciou tratamento medicamentoso. No entanto, o acompanhamento não teria sido mantido de forma regular. As investigações apontam que a diarista havia sido indicada por um parente das vítimas e fazia seu primeiro dia de trabalho no apartamento. Conforme a perícia, o advogado foi atingido por 17 facadas e a empresária sofreu sete golpes. Ambos apresentavam ferimentos compatíveis com tentativa de defesa. Segundo a Polícia Civil, após o crime, a suspeita tomou banho no imóvel, trocou de roupa e deixou o prédio levando bolsas, mochilas, joias, relógios, celulares e outros pertences das vítimas. Parte dos objetos foi vendida na região central de Belo Horizonte antes da fuga. Na quarta-feira (1º), investigadores recuperaram os celulares do casal em Vespasiano, reforçando a hipótese de motivação patrimonial. As autoridades também apuram se a suspeita recebeu ajuda para fugir. Imagens de câmeras de segurança mostram um veículo parado nas proximidades do prédio por cerca de 15 minutos antes de ela embarcar. Após passar pelo Centro de Belo Horizonte, ela seguiu para Ribeirão das Neves, onde morava com familiares. No dia seguinte, fugiu levando o filho de 6 anos e continua sendo procurada pela polícia. Fonte: G1