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ABUSO

Segurança

São Paulo tem recorde de estupros nos primeiros cinco meses de 2023

por Redação 27 de junho de 2023

Nos cinco primeiros meses de 2023, o estado de São Paulo registrou o maior número de estupros desde o início da série histórica da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), em 2001. Somente entre janeiro e maio, foram 5.977 casos, ou seja, uma média de 39 ocorrências por dia.

Os dados, disponibilizados pela pasta, são dos boletins de ocorrência registrados em todo o estado. O número, de acordo com especialistas em segurança pública, pode ser até quatro vezes maior, pois esse tipo de crime é caracterizado pela subnotificação.

No domingo (25), uma vítima, de 19 anos, entrou para a estatística e foi estuprada por um homem enquanto participava de um evento universitário na Neo Química Arena, em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Um segurança da festa viu a jovem – com sinais de embriguez – sendo empurrada pelo agressor para dentro de um banheiro químico.

Os crimes sexuais vêm crescendo de forma sistemática ao longo dos anos. Nos primeiros cinco meses de 2001 – ano em que a SSP-SP começou a realizar esse tipo de levantamento – São Paulo contabilizou 1.695 casos de estupro. O recorde anterior para o mesmo período era de 2013 (5.505), seguido por 2022 (5.175) e 2019 (5.140).

Do total de casos registrados em 2023, 1.433 são de estupro e 4.544 de estupro de vulneráveis – vítimas menores de 14 anos ou pessoas com alguma condição que as impede de discernir essa violência. Isto é, a cada cinco ocorrências, em média quatro são de estupro de vulnerável, o que levanta um alerta.

O que justifica o aumento?
Para a delegada Jamila Jorge Ferrari, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher, as vítimas e os responsáveis legais por elas têm procurado mais a polícia para denunciar os casos de estupro nos últimos anos. Isso acontece em razão da maior conscientização e da constante divulgação de informações sobre esses crimes sexuais e sobre como denunciá-los.

A pandemia de Covid-19, marcada pelo intenso isolamento social, também foi um período que impactou os números, pois o acesso às delegacias e aos demais serviços de denúncia e proteção foi reduzido.

Estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e de outras instituições já mostraram que o lar é um ambiente mais inseguro em comparação com a rua, pois, em muitos casos, a vítima mora ou convive com o próprio agressor – que pode ser o pai, o avô, o tio, o irmão ou o vizinho.

De acordo com a delegada, a escola é a principal fonte de informação para a polícia em relação aos casos de estupro de crianças e adolescentes. Os professores têm papel fundamental na detecção de mudanças de comportamento dos alunos. No período da pandemia, com a interrupção das aulas presenciais, houve um represamento de dados de crimes sexuais.

O aumento do número de registros pode ser atribuído ainda, segundo Ferrari, a uma modificação no Código Penal pela lei n° 13.718, de setembro de 2018. Antes dessa alteração, não havia obrigatoriedade do registro de boletim de ocorrência por estupro, ou seja, a polícia só podia agir com a autorização da vítima.

Com o decreto da lei, a ação penal de crimes contra a liberdade sexual e de crimes sexuais contra vulneráveis se tornou incondicionada: a polícia tem que agir independentemente da vontade das vítimas.

O coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz, Rafael Rocha, reitera que houve um crescimento no número de denúncias devido à maior discussão do tema, porém faz um alerta: “Os estupros não aumentaram na mesma velocidade na sociedade brasileira como um todo. O aumento em São Paulo foi maior do que a média nacional”.

Como combater?
Em razão desse cenário, o pesquisador afirma que é essencial a análise profunda e transparente por parte do governo estadual do perfil e da faixa etária das vítimas para a criação de políticas públicas de combate e de prevenção a esse tipo de crime.

“É necessária uma força-tarefa. O secretário [Guilherme Derrite] tem colocado muito tempo e energia, por exemplo, no enfrentamento aos crimes patrimoniais. [O índice] está se reduzindo aos poucos, e é muito significativo. Isso aconteceu porque teve uma concentração de esforços. A gente não vê nada nesse sentido em relação aos crimes de estupro”, aponta Rocha.

Um dos caminhos para combater os crimes sexuais, de acordo com o coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz, é reunir as secretarias de Segurança Pública, de Saúde, de Educação e Desenvolvimento Social.

“Não vai ser só a SSP que vai conseguir identificar, punir e prevenir esses crimes e os autores. Por mais que esteja equipada e tenha mais policiais, ela nunca vai conseguir resolver [o problema] sozinha. Tem que existir uma ação coordenada. É o professor ou a professora na escola que vai identificar se a criança está com o comportamento diferente. Ou no atendimento de saúde com o médico da família”, exemplifica o pesquisador.

Saiba como denunciar

  • Ligue 190 (Polícia Militar);
  • Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher);
  • Acesse o aplicativo Direitos Humanos Brasil;
  • Registre boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher; e
  • Registre denúncia na página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos.

Fonte: r7

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Segurança

Homem é preso em flagrante após estuprar jovem durante festa universitária em SP

por Redação 26 de junho de 2023

Um homem de 19 anos foi preso após estuprar uma mulher durante um evento na Neo Química Arena, em Itaquera, zona leste de São Paulo, na madruga deste domingo (25).

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da 2ª Companhia do 39º Batalhão foram acionados por volta das 07h para o evento universitário Fanfarra Festival, que acontecia no estádio, localizado na Avenida Miguel Ignácio Curi.

Uma das controladoras de acesso relatou aos policiais que foi avisada do ocorrido por um segurança às 3h.

Segundo o agente, ele viu a vítima, também de 19 anos, cambaleando e flagrou a jovem sendo empurrada pelo agressor para dentro de um banheiro químico.

Por se tratar de um banheiro masculino e de uso individual, o homem decidiu chamar a controladora de acesso.

A funcionária encontrou a mulher inconsciente e com as roupas íntimas abaixadas, e o criminoso, também parcialmente nu, dentro do banheiro.

O homem foi detido no local pela controladora.

Para os policiais, o agressor informou que conheceu a moça na madrugada e que teve relações com ela de forma voluntária e com consentimentos de ambas partes.

Alguns populares, ao verem o suspeito saindo com a vítima totalmente inconsciente, se revoltaram e o agrediram. Após os ataques, ele foi encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaquera, onde recebeu atendimento e foi liberado.

A vítima foi encaminhada a um hospital da mulher por uma ambulância do evento, onde permaneceu em observação, ainda sem retomar a consciência e sem conseguir falar.

O preso foi encaminhado ao 24º Distrito Policial, Ponte Rasa, e a ocorrência é da área do 65º Distrito Policial, Artur Alvim.

Fonte: r7

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FeminicidioGuarulhos

Inspirada no caso Daniel Alves, capital paulista aprova lei contra violência sexual em casas noturnas

por Redação 14 de abril de 2023

A Câmara dos Vereadores da capital paulista aprovou em votação definitiva o projeto de lei (PL) 18 de 2023, conhecido como “Não Se Cale”. O texto estabelece um programa de combate à violência sexual em estabelecimentos de lazer, como restaurantes, bares, casas noturnas e de espetáculos. Para se tornar lei, o PL ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Ricardo Nunes.

De acordo com a Bancada Feminista do Psol, que propôs o PL, o projeto da nova legislação foi inspirado em uma lei de Barcelona, na Espanha, utilizada no caso do jogador de futebol Daniel Alves, preso naquele país por acusação de estupro. São proponentes do projeto os vereadores Cris Monteiro (Novo), Daniel Annenberg (PSB), Sandra Tadeu (União Brasil), Sandra Santana (PSDB), Rinaldi Digilio (União Brasil), Marcelo Messias (MDB), Fernando Holiday (Republicanos), Silvia da Bancada Feminista (Psol), e João Ananias (PT).

“O espaço de lazer que aderir ao Programa ‘Não se Cale’ deverá providenciar capacitação de seus funcionários para habilitá-los a detectar situações de agressão sexual e o procedimento de ação face aos casos que ocorrerem em suas dependências”, diz o texto aprovado. A adesão ao programa é facultativa.

De acordo com o PL, os funcionários ou responsáveis pelo estabelecimento, uma vez identificada uma agressão sexual, deverão oferecer à vítima e seus possíveis acompanhantes um espaço reservado e seguro, dentro do próprio local, o mais rápido possível, para que sejam prestados os primeiros cuidados de emergência.

Os funcionários e responsáveis deverão ainda ser treinados para identificar o momento mais adequado de acionar a emergência médica e policial. Também deverão buscar informações sobre o possível agressor por meio de testemunhas ou câmeras de vídeo e compartilhar com as autoridades policiais, caso solicitado.

Os estabelecimentos que aderirem ao programa “Não se Cale” receberão um selo e poderão sinalizar com cartazes que combatem a violência sexual e informar que os clientes podem reportar aos funcionários qualquer situação que possa ser decorrente de casos de agressão.

De acordo com o PL, para recebimento do selo “Não Se Cale”, o estabelecimento deverá ser certificado por uma secretaria municipal, que será identificada pela prefeitura após a sanção do prefeito.

De acordo com a bancada feminista da Câmara de Vereadores, o programa foi fundamental em Barcelona para o acolhimento da vítima de Daniel Alves. O estabelecimento preservou a identidade da vítima e forneceu provas que colaboraram na investigação do caso.

“O papel do estabelecimento de diversão é essencial, porque são esses seguranças, garçons, como foi o caso em Barcelona, que têm uma janela de oportunidade muito grande de fazer um encaminhamento adequado daquela vítima”, destaca a presidente do Mee Too Brasil, Marina Ganzarolli.

“É muito importante não só para garantir e orientar que a vítima pode ter acesso a um coquetel antirretroviral, um contraceptivo de emergência, mas para se preservar o material biológico que esteja no corpo dela ou na roupa dela, essencial para provas que serão úteis, caso ela queira seguir com uma denúncia criminalmente”, acrescentou.

Ganzarolli ressalvou que a legislação deveria garantir condições aos estabelecimentos para realizar o treinamento adequado dos funcionários. “É preciso garantir condições para o empresário fazer isso. Esse é um papel obviamente do poder executivo. A própria prefeitura de Barcelona oferece o modelo do cartaz e o conteúdo do treinamento”.

Fonte: r7

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FeminicidioSão Paulo

Mulher com filho de três anos no colo flagra homem tocando partes íntimas em estação de trem

por Redação 21 de março de 2023

Um homem é suspeito de ter assediado uma mulher em uma estação de trem enquanto ela segurava o filho, de 3 anos, no colo, na plataforma da Linha 11-Coral, da CPTM, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo, por volta das 19h30 desta segunda-feira (20).

Thayná dos Santos Oliveira, de 28 anos, estava voltando da sessão de terapia do filho, que tem TEA (transtorno do espectro autista), e esperava encontrar o namorado na plataforma, no sentido da estação Estudantes.

Thayná tirou uma foto do trem e a mandou para seu companheiro, fazendo um comentário sobre como estava vazio. Em determinado momento, um homem, que aparece na foto, desce de um dos vagões, encosta em uma coluna de frente para a mãe e o bebê e começa a se tocar na região íntima enquanto a encara.

Quando a mulher percebeu o que estava acontecendo, pegou o celular e gravou a ação. O suspeito entrou no vagão, porém não parou com os gestos.

“Assim que comecei a gravar, ele pegou o próximo trem e continuou se tocando como estava no vídeo. Mesmo gravando ele continuou”, contou a vítima.

A mulher afirma que não gritou nem procurou a segurança da estação para não assustar seu filho, mas o vídeo gravado por ela flagra o momento da ação.

Em nota, a CPTM (Companhia Paulistana de Trens Metropolitanos) diz não ter registro do caso, mas informa que “os trens e estações possuem câmeras de monitoramento que podem auxiliar na identificação do autor, para que ele seja abordado quando tentar entrar no sistema novamente.

Fonte: r7

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São PauloSegurança

Transporte público é eleito local onde paulistanas mais correm risco de sofrer assédio pelo quinto ano

por Redação 7 de março de 2023

Quatro em cada dez paulistanas têm medo de sofrer algum tipo de assédio em ônibus, trens e metrô. Pelo quinto ano consecutivo, o transporte público foi eleito o local mais temido pelas mulheres na capital.

Os dados são da pesquisa Viver em São Paulo: Mulheres, da Rede Nossa São Paulo, divulgada nesta terça-feira (7). Foram realizadas mais de 400 entrevistas — de forma online e domiciliar — com mulheres de 16 anos ou mais entre 8 e 30 de dezembro.

De acordo com o levantamento, em 2022, 52% das entrevistadas consideraram o transporte público o local mais provável para sofrer assédio. Apesar de o número ter caído para 39% neste ano, a categoria ainda lidera o ranking.

Na sequência, os ambientes considerados mais perigosos pelas paulistanas são: rua (23%), bares e casas noturnas (11%), pontos de ônibus (8%), transporte particular como táxi e Uber (3%), trabalho (3%), ambiente familiar (2%) e “não respondeu ou não sabe” (11%).

Além de o transporte coletivo ser considerado um local inseguro, 45% das entrevistadas relataram diversos episódios de assédio nele, como a importunação sexual. A porcentagem pode variar dependendo de faixa etária, renda familiar e escolaridade.

Cerca de 39%, por exemplo, das paulistanas de 16 a 24 anos e 60 anos ou mais sofreram assédio no metrô, trem ou ônibus, assim como 53% das entrevistadas dos 25 aos 34 anos e dos 35 aos 44 anos.

Transporte particular
Desde o início da série histórica, o assédio em táxis e carros de aplicativo, como Uber e 99, vem crescendo. No primeiro ano da pesquisa, em 2018, apenas 4% das paulistanas relataram ter sofrido assédio no transporte particular. Neste ano, o número saltou para 19%.

Analisando os dados por região, a zona leste da cidade registrou o maior índice de assédio em transporte particular (27%). Em contrapartida, a região oeste foi a menos citada entre as moradoras (6%).

Em novembro do ano passado, a Polícia Militar chegou a prender um motorista de Uber suspeito de roubar, sequestrar, ameaçar, abusar sexualmente e até estuprar passageiras no bairro de Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo.

Outras formas de assédio
A pesquisa Viver em São Paulo: Mulheres ainda revela os seguintes números:

• 67% das paulistanas já sofreram algum tipo de assédio, o que corresponde a 3.829.094 mulheres;

• 53% já sofreram com gestos, olhares incômodos ou comentários invasivos;

• 32% foram assediadas dentro do ambiente de trabalho;

• 29% já foram agarradas, beijadas ou desrespeitadas em outra situação sem consentimento;

• 21% foram assediadas dentro do ambiente familiar.

Como denunciar o abuso?
Caso uma mulher seja vítima de abuso sexual no ônibus, ela pode ligar para o 156, canal de denúncia oferecido pela Prefeitura de São Paulo. Os dados serão repassados à SPTrans, que realizará o mapeamento dos casos para colaborar com as investigações policiais e verificar se os operadores adotaram os procedimentos corretos, de acordo com a gestão municipal.

Na CPTM, a passageira pode enviar as informações pelo SMS-Denúncia no número (11) 97150-4949, enquanto no Metrô há dois caminhos: o SMS-Denúncia, pelo (11) 97333-2252, e o aplicativo Metrô Conecta.

A vítima também deve relatar o ocorrido e o autor imediatamente a um funcionário para que sejam conduzidos à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), a um distrito policial da região ou a uma Delegacia da Mulher.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

‘Foi um trauma’, diz paciente que denunciou médico por abuso durante exame no Rio

por Redação 3 de março de 2023

A paciente que denunciou o médico radiologista por abuso sexual durante um exame de mamografia, seguido de outro ginecológico, em uma clínica em Copacabana, zona sul do Rio, fez um desabafo, nesta quinta-feira (2).

“Não estou conseguindo comer, não dormi direito depois do que aconteceu. Não me sinto confortável para ir a um médico homem, porque só de pensar em entrar e ficar com a porta fechada já não me sinto bem. Foi um trauma para mim”, disse a jovem.

O médico Martinho Gomes de Souza Neto, de 35 anos, foi preso em flagrante na 12ª DP (Copacabana). Segundo a polícia, ele já era alvo de outra investigação na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) por um crime semelhante, em 2020.

O suspeito vai responder por violação sexual mediante fraude. O crime é inafiançável e tem pena prevista de dois a seis anos de reclusão.

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio) disse ter tomado conhecimento do caso pela imprensa e que está apurando os fatos.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Casos de abuso sexual de crianças disparam no estado de São Paulo

por Redação 7 de fevereiro de 2023

O estado de São Paulo registrou uma quantidade alarmante de ocorrências de abuso sexual infantil nos últimos três anos, período que coincide com a pandemia da Covid-19. Ao todo, foram 44.026 ocorrências de 2020 a 2022, o que significa 40 casos por dia em média, e o número está sujeito a aumentar já que os especialistas asseguram que há subnotificação de casos.

Foram 13.472 casos em 2020, 13.236 em 2021, e um salto para 17.318 em 2022, o que significa um aumento de 30,8% em relação ao ano anterior, de acordo com um levantamento feito pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) e obtido com exclusividade via Lei de Acesso à Informação (veja os dados no quadro abaixo).

A delegada e coordenadora das DDMs (Delegacias de Defesa Mulher), Jamila Jorge Ferrari, explica que nos dois primeiros anos da pandemia, com o isolamento e as escolas fechadas, boa parte dessas crianças “não tinha quem ficasse observando os pequenos indícios”, já que “os professores são uma das maiores fontes de informação de abuso”.

Para a delegada, o aumento expressivo em 2022 ocorreu porque as vítimas voltaram a conviver em sociedade com o relaxamento das regras de quarentena. Pessoas com quem tiveram contato na escola, curso ou no trabalho, em casos de adolescentes, notaram as evidências e fizeram as denúncias, avalia.

“A gente sabe que a violência sexual, principalmente de crianças e adolescentes, é totalmente subnotificada e, quando fecharam as escolas e todo o resto, a preocupação foi ainda maior porque, a partir disso, se os abusos ocorrem em casa, para quem essas vítimas vão recorrer? E a maioria, infelizmente, acontece dentro dos próprios lares”, afirma Ferrari.

Abuso sexual em casa
Ainda segundo os dados, mais de 70% dos casos de abuso nos últimos três anos foram cometidos por uma pessoa com algum grau de parentesco com a vítima. Para Gledson Deziatto, que é conselheiro tutelar na zona oeste de São Paulo e acompanha essas situações de perto, os números mostram que “uma parte significativa dos lares em São Paulo não está mais seguro, além de revelarem que muitas famílias são perversas”.

O conselheiro, que trabalha há mais de 12 anos recebendo essas denúncias e orientando as famílias, conta que um dos casos que mais marcaram sua carreira foi o de uma menina de 9 anos que era obrigada pela mãe a manter relações sexuais com homens por R$ 5. “A menina ficava em um barraco e qualquer homem que quisesse entrar para abusar dela precisava pagar para a mãe”, diz.

Diversas formas de abuso
“Muita gente acha que, para ser abuso, precisa haver a penetração, mas não necessariamente. O abuso ocorre sempre que um adulto se aproveita do corpo de uma criança ou adolescente para obter prazer”, explica o cientista social e coordenador do Grupo de Trabalho de Enfrentamento às Violências do Movimento Agenda 227, Lucas Lopes.

A maioria dos boletins de ocorrência por abuso entre 2020 e 2022 foi registrado como estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal), quando há a conjunção carnal ou ato libidinoso, com pena de 8 a 15 anos de reclusão ao acusado.

O segundo do ranking é a importunação sexual (artigo 215-A), que é qualquer ato feito para satisfazer a própria lascívia que seja realizado sem o consentimento da vítima. Um exemplo disso é de um homem que foi preso após ser gravado por câmeras de segurança se masturbando em frente a duas crianças de 7 e 8 anos, que brincavam em frente a uma casa, na zona sul de São Paulo. Quando as meninas perceberam a presença do homem, começaram a gritar.

Na sequência, vem o crime de satisfação de lascívia mediante presença da criança ou do adolescente (artigo 218-A), quando o abusador obriga a vítima a presenciar algum ato sexual a fim de se satisfazer, com pena de dois a quatro anos de reclusão.

Ato obsceno, corrupção de menores, favorecimento de prostituição ou exploração sexual de vulnerável também estão entre os principais crimes de abuso. Para Lopes, o problema do Brasil é que existem diversas leis contra essa violência, mas nenhum tipo de prevenção. “Tudo o que a gente faz, mas de forma deficitária, são leis que são aplicadas só depois que o ato ocorreu. O responsável pode ser preso, mas e o trauma que essas milhares de crianças vão levar para a vida?”, questiona.

Ainda segundo o cientista social, há muita subnotificação de dados, porque algumas crianças não conseguem denunciar e não são orientadas sobre como agir nesses casos e devido à falta de políticas públicas preventivas contra esse tipo de crime.

Possíveis soluções
O advogado Ariel de Castro Alves, que recentemente assumiu a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, ressalta a importância da implantação das medidas previstas na lei nº 13.431 de 2017. O regulamento visa um sistema de garantia de direitos, tanto das vítimas quanto das testemunhas.

Com o cumprimento da lei nas cidades, haverá a criação de delegacias de proteção especializadas, centros de atendimentos integrados às vítimas e testemunhas, incluindo procedimentos como escuta protegida, depoimento especial, medidas de proteção, além de assistência psicológica e jurídica para essas pessoas.

“Os casos deveriam ser apurados pelas delegacias especializadas da criança e adolescente, mas, em vários estados, como São Paulo, elas não existem, e essas ocorrências passam a ser apuradas por delegacias comuns ou pelas delegacias de defesa da mulher”, explica Castro.

Além dessas unidades especializadas, as equipes da Agenda 227, que é uma entidade de assistência social, sugeriram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) algumas ações para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes. Lucas Lopes, que é o coordenador do grupo, disse à reportagem que, a curto prazo, uma das medidas é falar mais sobre o abuso infantil em escolas, desde a primeira infância até a educação básica, e em outros espaços públicos de convívio.

“Precisamos colocar o tema na agenda pública e não depende de orçamento ou recurso nenhum, mas, talvez, seja o mais difícil, porque causa vergonha. É necessário orientar esse público que há partes em que as pessoas não podem tocar, que há órgãos que vão lutar pelos direitos delas e que elas não precisam crescer com esse trauma”, afirma.

Uma outra proposta que a Agenda 227 traz é o compartilhamento de dados e relatórios, o que, segundo Lopes, “é bastante incipiente no Brasil” porque não há um investimento nesse sentido. Para o especialista, saber a idade, condição física e sensorial, cor da pele, região onde mora, se a criança pertence a grupos originários ou não, como e onde ocorreu o crime e o grau de parentesco do abusador com a vítima ajudam os órgãos a criar políticas de prevenção melhores e customizadas para combater esse tipo de violência.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Técnico de enfermagem é preso suspeito de abusar sexualmente jovem de 22 anos em UPA

por Redação 17 de janeiro de 2023

Um técnico de enfermagem foi preso acusado de abusar sexualmente um jovem, de 22 anos, durante atendimento médico dentro de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na região do Grajaú, zona sul de São Paulo.

O caso ocorreu dia 17 de dezembro de 2022, na UPA Dona Maria Antonieta, localizada na rua Antônio Felipe Filho, altura do número 180, no Jardim Somara.

O suspeito já havia sido acusado de cometer outro abuso na mesma unidade uma semana antes com outra paciente.

A vítima, que não quis se identificar, acusou o profissional da rede pública de saúde, de 34 anos, de se aproveitar da vulnerabilidade do paciente durante um procedimento médico para cometer os abusos.

Segundo o jovem, que é pai de uma menina de oito meses, ele sofre de mialgia, que são dores musculares intensas, e estava sentindo fortes dores no peito por conta da hipertensão quando foi até a UPA.

Na consulta, o médico responsável solicitou por um raio-x da região do tórax e que o paciente fosse colocado no soro, com remédios para a dor.

Pouco antes da medicação intravenosa terminar, a vítima foi abordada pelo técnico de enfermagem que informou que o paciente precisaria realizar um eletrocardiograma e o levou até uma sala reservada.

Segundo o jovem, já dentro do ambiente de exame, enquanto os dois estavam a sós, o enfermeiro pediu para ele se deitar e começou a massagear seus braços e pernas.

Após cerca de uma hora trancados dentro da sala, a enfermeira-chefe do setor bateu à porta perguntando sobre a demora do eletrocardiograma, sendo que o exame dura em média 15 minutos.

Ao ser questionado, o técnico alegou que o exame demorou devido a agitação do paciente e a um problema no aparelho.

A vítima, já fora da sala, procurou a enfermeira que iria coletar seus exames e relatou que na sala ao lado o técnico teria cometido o abuso, apertando seus braços e abaixando as suas calças.

Após o relatório da enfermeira, a Polícia Militar foi acionada e o enfermeiro preso em flagrante. Ele foi encaminhado para a delegacia, onde preferiu se manter em silêncio e foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável.

De acordo com a polícia, as suspeitas são de que o técnico de enfermagem tenha colocado algo no soro da vítima. Essa era a primeira vez que o jovem se consultava no hospital.

O caso, que segue em investigação, foi registrado no 101º DP (Jardim das Imbuias).

O Conselho Regional de Enfermagem acatou a denúncia e informou que o registro funcional de técnico será caçado. Já a Secretaria Municipal de Saúde afirmou, em nota, que o suspeito teve o contrato de trabalho suspenso.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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