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ARTHUR LIRA

Brasil

Líderes avaliam que demora na decisão da Câmara sobre prisão de deputado não prejudica o caso

por Redação 27 de março de 2024

Apesar da pressão pública e da pressa de parlamentares mais à esquerda, que acompanharam de perto os seis anos de espera por um desfecho sobre a morte da vereadora Marielle Franco, a avaliação de líderes da Câmara dos Deputados é que os pedidos de vista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o consequente adiamento da votação sobre a situação do deputado para a segunda semana de abril não prejudicarão o caso.

Ao blog, líderes que participaram da reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disseram que, apesar da expectativa de votar ainda nesta semana, o adiamento não gerou insatisfação e a demora não deve mudar a tendência da maioria de manter a prisão preventiva de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), um dos suspeitos de ser o mentor do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Com o fim da janela partidária no dia 5 de abril, Lira dará uma espécie de “recesso” aos parlamentares na próxima semana para que possam focar nos seus redutos eleitorais. Por isso, com o pedido de vista na CCJ e o prazo regimental de duas sessões, o assunto só deve ser vencido na comissão no dia 9 de abril e, só então, enviado ao plenário para bater o martelo sobre a situação do deputado preso.

Fonte: r7

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Brasil

PEC que amplia imunidade tributária a templos religiosos deve ser votada nesta terça na Câmara

por Redação 5 de março de 2024

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que amplia a imunidade tributária a templos religiosos e instituições sem fins lucrativos pode ser votada nesta terça-feira (5) na Câmara dos Deputados. A inclusão na pauta do plenário foi confirmada pelo autor da proposta, deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), deu o aval para a proposta ir ao plenário, e o tema passou por reunião de líderes partidários na semana passada.

“PEC 5/23 mais próxima de se tornar realidade. Após ser aprovada pela comissão especial na última semana, nossa proposta avança para uma etapa crucial: a votação no plenário do Congresso Nacional, que poderá ocorrer na terça”, informou o deputado.

Pelo texto, a imunidade tributária será dada às instituições e não a pessoas físicas, como padres e pastores. O benefício será concedido em forma de restituição, ou seja, primeiro haverá a realização do serviço ou da compra dos bens para que posteriormente haja o pedido de devolução do montante já pago em impostos.

Segundo Crivella, o texto foi negociado com o governo federal, que expressou apoio à sua aprovação. O parlamentar espera que mais de 400 deputados votem a favor da matéria no plenário para que seja promulgada neste mês.

Atualmente, a legislação brasileira determina imunidade tributária sobre patrimônio, renda e serviços essenciais das instituições. A medida amplia a isenção à aquisição de bens e serviços. Após a análise no plenário da Câmara, o texto ainda precisa ser avaliado pelos senadores. Se não houver mudanças, será promulgado.

No relatório da PEC, o deputado Fernando Máximo (União-RO) cita uma decisão do Supremo Tribunal Federal, com repercussão geral, em que o ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, afirmou que certos benefícios fiscais para templos religiosos não devem ser limitados apenas ao que está diretamente relacionado ao patrimônio, renda ou serviços religiosos.

No parecer, o ministro disse que esses benefícios podem ser aplicados mesmo quando os templos realizam atividades extras, desde que os ganhos sejam usados para cumprir seus objetivos sociais.

“A dificuldade que o governo terá por causa dessa PEC é praticamente nula, e ainda devemos levar em consideração tudo de bom que essas instituições fazem: creches, orfanatos e comunidades terapêuticas, tirando pessoas das drogas, álcool e vícios”, comentou Máximo.

Fonte: r7

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Brasilia

Legislativo retoma trabalhos com foco em regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial

por Redação 5 de fevereiro de 2024

O Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta segunda-feira (5), depois do recesso legislativo, com a regulação das plataformas digitais e da inteligência artificial no centro das discussões dos deputados e senadores em 2024. A medida provisória do governo Luiz Inácio Lula da Silva que reonerou a folha de pagamento de 17 setores da economia e a limitação das atuações dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) também devem ser debatidos pelos parlamentares ao longo do ano.

Além disso, o Legislativo volta do recesso com 27 vetos presidenciais pendentes de análise. Desses, 12 já estão trancando a pauta, ou seja, precisam ser apreciados antes de outras propostas que não possuem a mesma urgência.

A regulação das plataformas digitais é prevista no projeto de lei conhecido como PL das Fake News, cuja votação na Câmara foi adiada diversas vezes pela falta de acordo entre os parlamentares e diante da resistência da oposição e das proprietárias de plataformas digitais. Já o projeto de lei da inteligência artificial tramita na comissão temporária criada para analisar o tema, sob a relatoria do senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Regulamentação das plataformas digitais
Aprovado pelo Senado em 2020, o PL das Fake News prevê regras de uso, gestão e punições no caso de divulgação de informações falsas. O texto estabelece prisão de um a três anos e multa a quem promover ou financiar a disseminação em massa de mensagens que contenham “fato que se sabe inverídico” e que possa comprometer a “higidez” do processo eleitoral ou causar dano à integridade física de agentes públicos. Além disso, as plataformas terão de publicar regularmente relatórios semestrais de transparência, com informações sobre a moderação de conteúdo falso.

Na proposta, há ainda um capítulo específico sobre segurança infantil. O texto obriga as plataformas a estabelecer níveis de proteção de dados e impedir o acesso a determinados serviços, além de proibir o uso dos dados desse público para a criação de conteúdos personalizados. Outro trecho do PL aprovado prevê a remuneração do conteúdo jornalístico profissional replicado pelas plataformas digitais, como já ocorre na Austrália.

Supremo
As propostas de emenda à Constituição (PECs) que limitam os poderes de ministros do STF devem estar entre os temas prioritários do Congresso após o recesso legislativo. O assunto tem o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que prometeu avançar na discussão de pautas que podem mudar o cenário político nos próximos anos.

Duas PECs tratam da limitação dos poderes dos ministros da Suprema Corte. Uma delas limita decisões monocráticas e pedidos de vista nos tribunais superiores. Em linhas gerais, a proposta impede que decisões tomadas por um ministro do STF suspendam a vigência de leis ou atos dos presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados.

Apesar da insatisfação declarada de ministros do Supremo, Pacheco tem defendido a aprovação da proposta sob o argumento de que ela ajuda a equilibrar os Poderes, e, em mais de uma ocasião, disse que ter posto a matéria em pauta não indica “retaliação” do Congresso às recentes decisões do STF. O texto recebeu aval dos senadores em novembro e seguiu para a Câmara.

A outra PEC tem a ver com a elevação da idade mínima e a instituição de mandato com prazo fixo para ministros do STF. Pela proposta, seriam fixados oito anos para o mandato de ministros do Supremo, sem direito à recondução. Atualmente, para ser indicado à vaga, é necessário que o candidato tenha entre 35 e 70 anos, sendo que pode ficar no cargo até completar 75 anos, que é a idade máxima para a aposentadoria no serviço público.

Uma terceira proposta tem a ver com a limitação do acesso ao Supremo por parte de partidos políticos. A ideia já foi defendida pelo presidente da Câmara e tem a simpatia do ministro Gilmar Mendes, do STF. Por isso, é vista como a proposta mais viável nas duas Casas.

Reoneração da folha de pagamento
Na semana passada, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, declarou que o Executivo pretende apresentar ao Legislativo até o Carnaval as prioridades do governo federal no Congresso. Entre os temas, divididos em quatro tópicos, está a reoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia, presente em medida provisória apresentada aos parlamentares pelo titular da Fazenda, Fernando Haddad.

O ministro, responsável pela articulação do governo com o Congresso, também afirmou que o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a R$ 5,6 bilhões em emendas de comissão no Orçamento de 2024 será debatido com os parlamentares. Apesar da restrição do petista, esse tipo de investimento vai direcionar R$ 11 bilhões. Segundo Padilha, o veto às emendas parlamentares foi feito para não prejudicar áreas como saúde, segurança pública e educação.

A prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027 foi aprovada pelo Legislativo em outubro do ano passada, mas foi vetada pelo presidente integralmente menos de um mês depois. Em dezembro, o Congresso derrubou o veto de Lula.

As entidades representantes dos 17 setores desonerados, dos trabalhadores e de organizações da sociedade civil fizeram coro pela derrubada do veto do presidente. As centrais sindicais estimavam que ao menos 1 milhão de vagas seriam perdidas se a desoneração deixasse de valer.

A medida provisória editada por Lula contém diversas propostas para aumentar a arrecadação da União e alcançar a meta do déficit zero. A principal delas é retomar o imposto sobre a folha de pagamento gradualmente.

A desoneração beneficia os 17 setores que mais empregam, responsáveis por 9 milhões de empregos. Em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia, conforme o setor, de 1% a 4,5%.

Fonte: r7

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Economia

Bancadas e líderes se unem para tentar derrubar veto de Lula à desoneração nesta semana

por Redação 27 de novembro de 2023

O veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à desoneração da folha de pagamento gerou reação imediata no Congresso, e parlamentares das duas Casas se uniram para tentar reverter a decisão do chefe do Executivo ainda nesta semana. O tema pode entrar em discussão na sessão desta terça-feira (28). Entidades representativas dos setores desonerados pressionam para que o veto caia e avaliam que 1 milhão de empregos estarão sob risco após o fim da validade da medida.

Na visão do vice-presidente da Câmara, o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), a tendência é que o veto seja derrubado. “O projeto de desoneração da folha é crucial para esses 17 setores. […] Não é o melhor modelo, mas é o que foi possível, e isso trouxe um debate muito intenso no Congresso. Meu sentimento é que o Congresso tende a derrubar esse veto do presidente Lula”, afirmou.

Ao comentar o veto total ao projeto, o presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), também defendeu a desoneração. Para Pacheco, o projeto é positivo para o país e a indefinição sobre a prorrogação da medida pode gerar “instabilidade e insegurança jurídica” para os setores produtivos.

Essa também é a visão da maioria dos parlamentares. Eles esperavam que ao menos o mérito principal do projeto fosse sancionado por Lula. A proposta passou pelo Congresso com ampla aprovação de deputados e senadores. Na Câmara, o texto passou com 430 votos a favor e 17 contra.

No Senado, a votação foi simbólica — quando os senadores não registram o voto nominalmente. Isso é mais do que suficiente para superar o veto, o que requer o respaldo da maioria absoluta dos legisladores, ou seja, pelo menos 257 votos de deputados e 41 de senadores.

A decisão do governo federal pegou de surpresa até o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Na visão de Lira, segundo fontes próximas a ele ouvidas pelo R7, Lula vetaria apenas o trecho que favorecia pequenos municípios com a diminuição da contribuição previdenciária. A medida não estava prevista no projeto de lei original e entrou no texto durante a discussão na Câmara dos Deputados.

Para os articuladores da medida nas duas Casas, o veto de Lula foi lido como uma afronta ao parecer do Legislativo. A deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), relatora da medida na Câmara, disse que o presidente tomou uma decisão “equivocada”.

“Vai contra tudo o que o presidente falou na campanha eleitoral de geração de emprego, de geração de renda. É injustificável, porque temos estudos que mostram que a renúncia fiscal do governo, no ano passado, por exemplo, seria de R$ 9 bilhões, e o incremento na receita por conta da medida da desoneração, de mais R$ 30 bilhões”, afirmou a deputada.

O senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator do texto no Senado, também criticou o veto e disse que o Congresso “tem o direito de derrubar” a decisão de Lula. “É o que vamos trabalhar para acontecer, porque são 17 segmentos da economia que geram 9 milhões de empregos, que ficarão prejudicados, bem como 5.000 prefeituras que estão à beira da falência”, comentou.

O senador Efraim Filho (União Brasil-PB), autor do projeto de lei que prorroga a desoneração, avaliou o movimento do Executivo como “equivocado” e “inconsistente”. “Faltou discernimento entre duas prioridades — uma é arrecadar mais, e a outra é preservar empregos e gerar novas oportunidades. Se escolheu a prioridade errada, e isso pode gerar um risco político de um desgaste desnecessário para o governo”, disse.

Efeitos do fim da desoneração serão imediatos
O cientista político Kleber Carrilho avalia que o governo tem tido dificuldade em se relacionar com o setor produtivo. “O ponto nessa questão foi de comunicação com o setor produtivo. Creio que em alguns momentos o governo tem tido dificuldade de manter um relacionamento mais próximo com alguns públicos, como acontece neste caso”, diz.

“Por outro lado, a queda constante do desemprego [nos números oficiais] também pode abrir uma oportunidade para o governo mexer nessas questões importantes com um impacto menor”, completa.

Segundo o presidente do Comitê de Transação Tributária da Associação Brasileira da Advocacia Tributária (ABAT), Eduardo Natal, o veto frustra as expectativas do setor produtivo, e o eventual fim da medida impacta diretamente nos custos das empresas. “Sem dúvida alguma, isso deve impactar nos custos dessas empresas, em especial nas empresas com grande volume de mão de obra”, afirma.

“Considerando o veto, a desoneração da folha terminaria agora, em 31 de dezembro. Com isso, os efeitos seriam sentidos imediatamente em janeiro, a partir do momento do recolhimento da primeira contribuição previdenciária em 2024”, completa.

Na mesma linha, a análise do economista Werton Oliveira considera o cálculo de empresas e centrais sindicais, que afirmam que, sem a continuidade da medida, há uma previsão de fechamento de 1 milhão de postos de trabalho e aumento no preço final de serviços e produtos.

“De fato, tanto os empregos estarão ameaçados quanto os custos das empresas vão se elevar. De uma forma ou de outra, toda a economia nacional sofrerá o impacto dessa mudança: as empresas terão que cortar custos para equilibrar as contas, podendo haver redução no número de empregados e aumento no valor dos produtos, que pressionará a inflação”, afirma.

O que é a desoneração da folha de pagamento
Pela medida, em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia de 1% a 4,5%, conforme o setor.

A contribuição é feita, mas passa a se adequar ao nível real da atividade produtiva do empreendimento. Em outras palavras, as empresas que faturam mais contribuem mais. Com isso, é possível contratar mais empregados sem gerar aumento de custos.

Fonte: r7

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Brasil

Exoneração de Rita Serrano da presidência da Caixa é publicada no Diário Oficial desta segunda

por Redação 30 de outubro de 2023

A exoneração de Rita Serrano da presidência da Caixa foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (30). A saída foi anunciada na última quarta (25), após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Rita será substituída por Carlos Antônio Vieira Fernandes, funcionário aposentado do banco ligado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Após a confirmação da troca, a ex-presidente do banco afirmou que enfrentou o desafio de “ser mulher em espaços de poder” nos dez meses em que ocupou o cargo. “Ser mulher em espaços de poder é algo sempre desafiador. Não foi fácil ver meu nome exposto durante meses a fio na imprensa”, escreveu ela.

“Espero deixar como legado a mensagem de que é preciso enfrentar a misoginia, de que é possível uma empregada de carreira ser presidente de um grande banco e entregar resultados, de que é possível ter um banco público eficiente e íntegro, de que é necessário e urgente pensar em outra forma de fazer política e ter relações humanizadas no trabalho”, declarou Rita.

Servidora do banco desde 1989, Rita afirmou que voltará a ser bancária. Ela sofria desgaste no governo e no mundo político desde o primeiro semestre, e seu cargo já era negociado desde julho.

Novo presidente é funcionário aposentado
Na Caixa, Rita Serrano será substituída por Carlos Antônio Vieira Fernandes, funcionário aposentado do banco. Anunciado por Lula nesta quarta-feira, ele foi ministro interino em duas pastas durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Fernandes foi secretário-executivo dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional na gestão de Dilma. Na pasta das Cidades, o novo presidente da Caixa atuou entre novembro de 2013 e fevereiro de 2015 e, na da Integração Nacional, entre fevereiro de 2015 e abril de 2016.

Fonte: r7

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Segurança

‘Não quero as Forças Armadas nas favelas brigando com bandido’, diz Lula, sobre atuação federal no Rio

por Redação 27 de outubro de 2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (27), em encontro com a imprensa, que não haverá intervenção federal na área de segurança nos estados. “Enquanto eu for presidente, não tem GLO [Garantia da Lei e da Ordem]. Nós vamos ajudar. Nem a PF tem que fazer o papel da polícia do estado”, disse o presidente. […] Eu não quero as Forças Armadas nas favelas brigando com bandido. Eu não quero isso”, afirmou.

As missões de GLO são realizadas exclusivamente por ordem da Presidência da República quando as forças tradicionais de segurança pública não são mais capazes de manter a ordem. A GLO concede provisoriamente aos militares autorização para atuar com poder de polícia até o restabelecimento da normalidade.

Lula disse também que tem uma boa relação com as Forças Armadas. “Militar não é melhor que civil e civil não é melhor que militar. O que nós queremos é que as Forças Armadas cumpram a sua missão constitucional”, afirmou. “O que aconteceu no 8 de Janeiro foi um desvio por conta de um governante que sabia tudo, menos governar. Não tinha nada de republicano na cabeça dele”, disse. “O militar tem uma escolha. Ele quer ser político, sai e vira político. Vamos garantir isso. Forças Armadas têm uma missão nobre. […] Não podemos julgar as Forças Armadas pelo 8 de Janeiro. Quero recuperar as instituições do país”, concluiu.

Está previsto para a próxima segunda-feira (30) um encontro de Lula com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho para discutir a atuação do governo federal na crise de segurança no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: r7

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BrasilPolítica

Exoneração de ex-assessor de Lira investigado em operação da PF é publicada no Diário Oficial

por Redação 6 de junho de 2023

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), exonerou o assessor Luciano Cavalcante do gabinete da liderança do PP na Casa. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (6). Alvo de operação da Polícia Federal que investiga fraudes na compra de kits de robótica, Cavalcante já foi assessor de Lira.

A exoneração dele já havia sido assinada na sexta-feira (2) e publicada no Boletim Administrativo da Câmara nessa segunda (5), mas só saiu no Diário Oficial na manhã desta terça.

Ele recebia R$ 14,7 mil como secretário particular na liderança do PP na Casa. Além disso, é presidente do diretório do União Brasil em Alagoas.

Cavalcante foi alvo de uma operação da Polícia Federal, na última quinta-feira (1º), que investiga um grupo suspeito de fraude de R$ 8,1 milhões em licitação, além de lavagem de dinheiro na compra de kits de robótica.

Durante a ação, uma mala com dinheiro supostamente destinado a ele foi encontrada na casa de um policial civil. Além disso, a PF apreendeu cerca de R$ 4,4 milhões em dinheiro vivo na casa de um dos investigados pela operação.

Operação Hefesto
De acordo com a PF, contratações feitas com recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) teriam sido ilicitamente direcionadas a uma única empresa fornecedora de equipamentos de robótica, por meio da inserção de especificações técnicas restritivas nos editais dos concursos e do cerceamento à participação plena de outros licitantes.

Além dos mandados, foram determinados o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados, no valor de R$ 8,1 milhões, e a suspensão de processos licitatórios e contratos administrativos celebrados entre a empresa fornecedora investigada e os municípios alagoanos que receberam recursos do FNDE para a aquisição de equipamentos de robótica.

A investigação identificou ainda que foram realizadas, pelos sócios da empresa fornecedora e por outros investigados, movimentações financeiras para pessoas físicas e jurídicas sem capacidade econômica e sem pertinência com o ramo de atividade de fornecimento de equipamentos de robótica — o que pode indicar a ocultação e a dissimulação de bens, direitos e valores provenientes das atividades ilícitas.

De acordo com a PF, algumas dessas transações eram fracionadas em valores individuais abaixo de R$ 50 mil, com o fim, aparentemente, de burlar o sistema de controle do Banco Central. Em seguida, seriam realizados saques em espécie e entregas aos destinatários.

Fonte: r7

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BrasilPolítica

STF decidirá nesta terça se Arthur Lira será réu por corrupção passiva

por Redação 6 de junho de 2023

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta terça-feira (6) o julgamento de um recurso da defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que contesta a decisão da Corte de acolher uma denúncia contra o parlamentar alagoano pela suposta prática de corrupção passiva.

De acordo com a denúncia, Lira teria aceitado, por meio de um assessor, a propina de R$ 106 mil oferecida pelo então presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Francisco Colombo.

O dinheiro teria sido recebido no Aeroporto de Congonhas pelo assessor parlamentar Jaymerson José Gomes, que, segundo dizem os investigadores, foi enviado a São Paulo pelo deputado. Ao tentar passar pelo aparelho de raio x, o assessor foi abordado por agentes aeroportuários e detido pela Polícia Federal.

De acordo com a Procuradoria-geral da República (PGR), os valores apreendidos deveriam ser entregues a Lira, em troca de apoio político para manter Francisco Colombo no cargo de presidente da CBTU. Segundo a PGR, foi o deputado quem determinou que Jaymerson escondesse as notas de dinheiro na roupa (bolsas do paletó, cintura e dentro das meias).

Em outubro de 2019, o STF decidiu aceitar a denúncia contra Lira e abrir uma ação penal para aprofundar as investigações. O julgamento do recurso ficou parado desde 2020 por pedido de vista de Dias Toffoli. Na ocasião, o colegiado da 1ª Turma do Supremo já havia formado maioria para tornar Lira réu por corrupção passiva.

Votaram pela confirmação do recebimento da denúncia os ministros Marco Aurélio Mello (aposentado), que era relator do caso, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber, presidente da Corte.

Fonte: r7

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Política

Pacheco, Lira e Haddad sinalizam consenso para aprovação do novo marco fiscal

por Redação 23 de maio de 2023

Após reunião com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e do Banco Central, Roberto Campos Neto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que há consenso sobre a aprovação da reforma tributária e das novas regras fiscais que vão substituir o teto de gastos. “Há um consenso em torno das duas pautas, temos que votar o marco fiscal e a reforma tributária, não há uma única voz dissonante a respeito da urgência dessas duas matérias para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, afirmou Haddad.

A matéria está em discussão na Câmara, e deve ser votada na quarta-feira (24), após acordo firmado na reunião de líderes da Casa.

Lira também enfatizou que há acordo para que o relatório do deputado Cláudio Cajado (PP-BA) seja votado o mais rápido possível na Câmara. No entanto, comentou que a aprovação vai depender de um esforço conjunto do governo e do Congresso.

“Fizemos esse encontro para sensibilziar, ouvir, acomodar a realidade na ponta, as dificuldades de quem gera emprego. Camara e Senado estarão juntos trabalhando com governo federal”, disse Lira. “Todos os temas do marco financeiro foram tratados. O apoio pedido para que todos se envolvam na defesa de uma reforma tributária que é necessária e está na premissa de ser votada”, completou.

Pacheco também avalia que há boas perspectivas para a aprovação do projeto no Senado. “Ainda faremos outras reuniões para receber o apoio necessário para as modificações dos projetos. Há uma boa perspectiva para o marco fiscal na Câmara dos Deputados e, tão logo chegue ao Senado, nós vamos dar a devida celeridade ainda neste semestre. É um tema muito importante”, comentou.

Cajado estava na reunião e posou ao final do encontro ao lado do ministro e dos presidentes da Câmara e do Senado, mas evitou comentar detalhes da nova versão do relatório, que recebeu cerca de 40 emendas nos últimos dias.

O tema vai ser discutido em uma reunião de líderes na residência oficial da Câmara dos Deputados. A depender da recepção dos líderes, o texto deve ser votado entre esta terça (23) e a quarta-feira (24).

Otimismo do governo
Na segunda-feira (22), Haddad se reuniu com Cajado e mostrou-se otimista para a aprovação do projeto. Nas contas do governo, o mérito da matéria deve ter o apoio de cerca de 400 deputados. Se o placar se confirmar, essa será a vitória mais expressiva do governo no Congresso.

“O que ele [Cajado] me trouxe aqui foram emendas para deixar mais claras contas erradas que foram feitas, como evitar interpretações erradas, dar mais clareza, promover pequenas alterações que impedem má interpretação. Foi mais [sobre] redação, para deixar mais claro algumas coisas, de confusão de contas. Estamos em um bom caminho. [Cajado] falou que está confiante que vota esta semana”, afirmou Haddad.

Um dos principais impasses envolve a inclusão do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) no limite de gastos, e a limitação do avanço dos gastos públicos a 2% ao ano — em vez de até 2,5%, como proposto pelo Executivo.

Outro ponto diz respeito à manutenção do Fundo Constitucional do DF na lista de despesas que podem ficar fora do limite de gastos do governo. O fundo é uma verba repassada pelo Executivo federal para financiar a Segurança Pública, a Saúde e a Educação na capital do país.

Segundo parlamentares da bancada do DF, se o projeto for votado como está, o governo do Distrito Federal terá problemas para pagar a folha dos servidores, além de não conseguir fazer novas contratações.

Reunião com o setor produtivo
Na reunião, Lira, Pacheco, Haddad e Campos Neto também discutiram a taxa de juros e o cenário econômico brasileiro. Segundo Pacheco, o tema dos juros no Brasil esteve “muito presente nas conversas”.

“É o intuito de todos a redução gradativa da taxa Selic. Podemos criar um ambiente para as reformas e de otimismo no Brasil. Estamos todos no mesmo barco”, disse Pacheco em um pronunciamento à imprensa ao final do encontro.

Campos Neto não participou do pronunciamento e ao final da reunião se limitou a dizer que o “diálogo é sempre bom”. O presidente do BC tem falado que o debate sobre juros é “justo” e faz parte da “equação macroeconômica”.

O governo tem criticado a manutenção, pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, da taxa de juros (Selic) em 13,75%. Na visão dos aliados de Lula, a Selic não é compatível com a taxa de inflação, que acumula alta de 3,39% nos últimos 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre).

Em outras ocasiões, Haddad disse que a atual Selic era “muito preocupante”. Na visão do ministro, as decisões do Banco Central podem comprometer o resultado fiscal que o governo espera. Haddad tem tentado acelerar a aprovação do novo marco fiscal, como uma garantia de que o BC repense a Selic nas próximas reuniões do Copom.

Fonte: r7

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Política

Haddad e Lira se reúnem às vésperas da votação das novas regras fiscais

por Redação 22 de maio de 2023

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reúnem nesta segunda-feira (22), às vésperas da votação do projeto de lei das novas regras fiscais no plenário da Casa — regra que vai substituir o teto de gastos. O número 2 do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, também participa do encontro na residência oficial do presidente da Câmara.

O relator da matéria, deputado Claudio Cajado (PP-BA), também deve se reunir com Haddad ainda nesta segunda-feira para tratar de sugestões que foram apresentadas ao texto. Antes de ir à reunião com Lira, Haddad comentou que colocou a equipe da Fazenda à disposição do presidente da Câmara e do relator.

Na semana passada, quando foi aprovada a tramitação do texto em regime de urgência na Câmara, a base do governo e outros partidos que apoiam a proposta firmaram um acordo para que, caso haja mudanças na matéria, as emendas sejam acordadas com a maioria e incluídas antes da votação.

Para agradar ao governo, foi excluído da regra do teto de gastos o aumento real do salário mínimo. Em contrapartida, Cajado criou dispositivos para obrigar os gestores a conter despesas quando houver descompasso entre os gastos e a meta fiscal. No primeiro ano de descumprimento, o governo fica proibido de criar cargos, reajustar despesas acima da inflação e criar despesas obrigatórias, por exemplo.

No segundo ano seguido de descumprimento da meta, a realização de novos concursos e aumento de salário de servidores são barrados. Os chamados “gatilhos” são medidas administrativas e não criminais, mas oferecem uma regra mais firme em relação à proposta inicial do governo, conforme demanda feita por partidos como o União Brasil e o PSD.

O relatório pôs o Bolsa Família dentro do limite geral de gastos, assim como o piso salarial da enfermagem e investimentos em estatais não dependentes. Na prática, a inclusão impede aumentar o valor do programa acima da inflação caso a meta fiscal não seja cumprida. A dinâmica vai contra o desejo da bancada do PT, que previa o Bolsa Família fora do limite de gastos, assim como a política de valorização do salário mínimo.

Fonte: r7

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Mais previsões: Meteorologia 25 dias

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