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DESENROLA BRASIL

Economia

‘Desenrola’ renegociou R$ 35 bilhões em dívidas de 11,5 milhões de brasileiros, aponta balanço

por Redação 14 de fevereiro de 2024

O Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas do governo federal, beneficiou 11,5 milhões de pessoas desde sua criação, em julho do ano passado. Ao todo, R$ 35 bilhões em dívidas foram negociadas. Os dados são do mais recente balanço feito pelo Ministério da Fazenda, divulgado em fevereiro. O prazo para participar das negociações foi estendido até 31 de março.

Segundo o levantamento, 17 milhões de dívidas foram desnegativadas automaticamente. No fim de janeiro, o governo publicou uma portaria que alterou as regras referentes ao acesso ao sistema por meio da plataforma gov.br. A medida permitiu o parcelamento de dívidas renegociadas pelo programa para devedores com conta nível bronze. Anteriormente, somente contas com certificação digital ouro ou prata podiam parcelar os valores.

A pasta informou que, antes da possibilidade de parcelamento para as contas bronze, 27% das negociações diárias eram feitas por pessoas que tinham esse perfil de conta. Esse número passou para 42% desde a publicação da nova medida.

O governo anunciou novas regras, que autorizam que a plataforma do Desenrola seja acessada a partir de sites e aplicativos de financeiras e bancos, para facilitar a navegação.

Faixa 1
A Faixa 1 do Desenrola contempla pessoas com renda de até dois salários mínimos ou inscritas no CadÚnico. Ela engloba as dívidas que tenham sido negativadas entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, e não podem ultrapassar o valor atualizado de R$ 20 mil cada (valor original, sem os descontos do Desenrola).

Dívidas bancárias, como as de cartão de crédito, estão incluídas, assim como contas atrasadas de outros setores (energia, água, telefonia e comércio varejista). As dívidas disponíveis na plataforma podem ser parceladas até o valor de R$ 5 mil por beneficiário.

Segundo o governo, o ticket médio das negociações é de R$ 251 nos pagamentos à vista e R$ 961 nos parcelados. A média de descontos continua sendo de 90% à vista e 85% a prazo. Nesse último caso, os juros médios para refinanciamento da dívida são de 1,81%, e a média de parcelas é de 12 vezes.

Prorrogação do prazo de adesão
A ideia de ampliar o prazo para a adesão ao programa envolve a inclusão de consumidores que apresentaram dificuldade com o sistema de renegociação, afirmou o secretário Marcos Barbosa Pinto, do Ministério da Fazenda, ao divulgar os resultados parciais de dezembro.

Fonte: r7

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Economia

Desenrola faz mutirão para negociar dívida com desconto de até 99%

por Redação 22 de novembro de 2023

Além de atualizar o valor das dívidas que podem ser negociadas no Programa Desenrola Brasil para até R$ 20 mil, o Ministério da Fazenda promove nesta quarta-feira (22) o “Dia D — Mutirão Desenrola”.

A ação, em conjunto com organizações da sociedade civil, bancos e outros credores, vai renegociar débitos e ampliar o alcance do programa, para reduzir o número de endividados e dar oportunidade aos brasileiros com CPF negativado de limparem seu nome.

Segundo o ministério, os bancos vão aumentar o horário de atendimento de parte de suas agências. Os descontos médios são de 83%, mas podem chegar a 99%, e o programa ainda permite fechar acordos sem a necessidade de dar uma entrada imediata.

Será possível negociar pagamentos em atraso e quitar parcelas em aberto, com descontos e condições vantajosas. Também estão incluídas dívidas bancárias, como de cartão de crédito, e as contas atrasadas de outros setores, como energia, água e comércio varejista.

No Desenrola Brasil, só podem ser negociadas as dívidas que tenham sido negativadas de 2019 a 2022, e cujo valor atualizado seja inferior a R$ 20 mil.

O pagamento dos débitos pode começar só dois meses depois da negociação da dívida, ficando para 2024, e também é possível usar a primeira parcela do 13º salário para solucionar as pendências.

Todas as negociações são feitas em meio digital, na plataforma do Desenrola Brasil (desenrola.gov.br), desenvolvida com uma navegação intuitiva e rápida, que garante agilidade, comodidade, segurança e conveniência para a regularização dos débitos. Para ter acesso à página, é preciso ter conta no portal do governo federal, o gov.br, nível prata ou ouro.

O Desenrola Brasil é um programa destinado a combater a inadimplência e ajudar as pessoas que se endividaram a limparem seu nome nas instituições de proteção ao crédito.

Desde que foi lançado, em julho de 2023, 7 milhões de brasileiros já conseguiram quitar as dívidas, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Desse total, 2 milhões de pessoas limparam o nome direto na plataforma do projeto.

Segundo o ministério, o Brasil tem, atualmente, cerca de 70 milhões de negativados.

Fonte: r7

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Economia

Desenrola Brasil renegocia R$ 22,5 bilhões em dívidas, diz governo

por Redação 6 de novembro de 2023

O Desenrola Brasil ajudou a renegociar mais de R$ 22,5 bilhões em dívidas, entre julho e o dia 2 de novembro. Os dados são do Ministério da Fazenda.

Essa soma inclui os valores renegociados diretamente com os bancos, na primeira fase do programa (Faixa 2), e os acordos feitos diretamente pelo site da iniciativa, lançado no dia 9 do mês passado.

Na primeira etapa, 2,2 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo Desenrola; 2,8 milhões de contratos foram rediscutidos. Além disso, 10 milhões de registros de dívidas de no máximo R$ 100 foram automaticamente “desnegativados”. Por sua vez, esta segunda fase já contemplou 590 mil consumidores e 1 milhão de débitos.

Na Faixa 2 estão pessoas físicas com renda acima de dois salários mínimos (R$ 2.640) e até R$ 20 mil que têm dívidas em banco sem limite de valor.

Elas entram em contato com as instituições por meio de seus canais de atendimento a clientes e avaliam as condições, que mudam de acordo com a empresa.

Já as renegociações desta Fase 1 são voltadas a cidadãos que ganham até dois salários mínimos ou que estejam inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal) e tenham dívidas de até R$ 5.000.

Anteriormente, as informações estavam sendo levantadas pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Segundo a última divulgação da entidade, os bancos haviam renegociado R$ 15,8 bilhões até o dia 29 de setembro somente na Faixa 2.

O que é e como participar
O Desenrola Brasil é um programa de renegociação de dívidas idealizado pela equipe econômica do ministro Fernando Haddad. A ideia é que, com débitos quitados, a população brasileira consuma mais e movimente as finanças do país.

O único meio que o cidadão tem para consultar as propostas de renegociação de cada credor e aceitar ou não o desconto oferecido é a plataforma do programa, no endereço desenrola.gov.br. Para ter acesso a ela, é preciso estar cadastrado no sistema gov.br, do governo federal, e ter conta de nível prata ou ouro.

Fonte: r7

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Economia

Quem paga dívidas pelo Desenrola Brasil deixa de ter acesso a crédito?

por Redação 16 de outubro de 2023

Na primeira semana de funcionamento da plataforma do programa Desenrola Brasil, lançada na última segunda-feira (9), não faltaram manifestações de usuários nas redes sociais, alguns celebrando a oportunidade de pagar suas dívidas com desconto, outros ainda em busca de respostas para suas dúvidas. Mas uma parcela das pessoas se dedicou a falar inverdades sobre a política de renegociação de dívidas.

O comentário que teve o maior alcance, principalmente na rede X (antigo Twitter) e no TikTok, foi de que as pessoas que pagarem suas dívidas pelo programa do governo “nunca mais” terão acesso a crédito e a financiamentos. Também andaram dizendo que haverá uma restrição no nome do devedor em uma “lista” do BC (Banco Central).

Quanto à primeira afirmação, é preciso esclarecer que não existe nenhuma relação entre o pagamento de dívidas, seja pelo Desenrola, seja por qualquer outro meio, e os critérios usados por bancos e demais instituições financeiras para conceder empréstimos e aprovar financiamentos. Quitar débitos sempre é positivo para o consumidor, que só assim volta a ter o nome limpo nos serviços de proteção ao crédito.

Cada companhia (banco, financeira, comércio etc.) define suas próprias regras para avaliar os riscos das operações de crédito. Um dos critérios utilizados é o score do cliente, um indicador das chances de cada pessoa pagar as contas em dia, calculado por empresas como a Serasa.

Há instituições que, antes de conceder novos empréstimos ou financiamentos, analisam sua relação com o cliente ao longo do tempo ou consideram o histórico dele com outros credores. Se os riscos de atraso ou de falta de pagamento foram grandes, é muito provável que o banco ou outro credor não se interesse em fechar o contrato.

Sobre a “lista” e a restrição no Banco Central mencionadas nas postagens que viralizaram, supõe-se que se trate do Registrato. Em seu site, a própria autarquia o define como “um sistema em que você consulta, de graça, empréstimos em seu nome, bancos onde tem conta, chaves Pix cadastradas, dívidas com órgãos públicos federais, cheques sem fundos e dados de compra ou venda de moeda estrangeira”.

Nesse sistema, os bancos registram as informações financeiras de seus clientes, incluindo a falta de pagamento de dívidas e parcelas em atraso, como determina o BC. “É um histórico que indica a probabilidade de cada pessoa honrar seus compromissos”, explicou a influenciadora Nath Finanças em uma thread no X em que esclarece dúvidas sobre o Desenrola.

“Se todos os compromissos são pagos em dia, [a pessoa] não terá nenhum apontamento [no Registrato]. Se tem algum atraso ou inadimplência, ficará esse histórico. Dessa forma, além da possível negativação na Serasa, por exemplo, o perfil fica com uma marca no Registrato, por não honrar o compromisso. O score fica um pouco prejudicado, e isso vai sendo acumulado a cada nova operação”, completou Nath.

Esse procedimento, assim como a consulta a outros bancos de dados, faz parte da rotina de análise de riscos das instituições financeiras e demais empresas que oferecem crédito e não tem relação com a criação do Desenrola Brasil.

O que o Desenrola oferece?
O programa incentiva credores a oferecer descontos a pessoas físicas para que elas paguem, à vista ou a prazo, dívidas negativadas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022. Com a quitação, o devedor é desnegativado, e, oficialmente, seu nome deixa de ter restrição de crédito.

Dívidas de outros períodos, por não cumprirem os requisitos do Desenrola, devem ser negociadas diretamente com as instituições. Se o cliente tiver contas em atraso a serem pagas pelo Desenrola e outras fora do programa, e caso estas já tenham sido negativadas, o cadastro dele só voltará a ficar positivo quando tudo for acertado.

Para saber se você tem alguma pendência referente aos meses cobertos pelo programa, basta consultar a plataforma, pelo link https://desenrola.gov.br/. Caso existam dívidas, também será possível acessar as propostas de descontos oferecidas pelas empresas que aderiram ao sistema, que podem ser superiores a 90%.

Após o pagamento à vista ou o da primeira parcela da dívida renegociada, as instituições têm um prazo de até 15 dias úteis para dar baixa no débito do cliente. Portanto, pode demorar um pouquinho para o nome “ficar limpo” e o consumidor recuperar o acesso ao crédito.

Além disso, é importante considerar a análise de risco, feita sistematicamente pelas empresas, como explicado anteriormente.

Pagamento a prazo
No site do Desenrola, o pagamento a prazo é oferecido prioritariamente às pessoas que recebem até dois salários mínimos (R$ 2.640 mensais) ou estão inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais, do governo federal) e têm dívidas de até R$ 5.000.

Para oferecer descontos às pessoas nessas situações e facilitar o pagamento de suas dívidas, 924 credores aderiram voluntariamente ao programa. Portanto, não são todas as instituições que fazem parte do Desenrola; algumas empresas não tiveram interesse em participar.

O total de credores participantes representa 86% das 51 milhões de dívidas de pessoas físicas desse grupo, que alcançaram descontos que somam R$ 59 bilhões. Após a aplicação das reduções, o volume financeiro a ser renegociado em dívidas de até R$ 5.000 é de R$ 13 bilhões.

Os pagamentos a prazo poderão ser feitos em até 60 meses, com taxa de juros de até 1,99% ao mês, o que foi viabilizado pelo governo graças aos R$ 8 bilhões do FGO (Fundo de Garantia de Operações).

Como há uma diferença de R$ 5.000 entre o valor disponível como garantia e o montante a ser pago pelos inadimplentes, não são todas as dívidas que poderão ser quitadas com a melhor condição de parcelamento, já que a cada 20 dias a “fila” das propostas apresentadas pelos credores anda, e novas oportunidades de descontos são apresentadas.

Por isso, é bom ficar atento: se encontrar uma renegociação “irrecusável”, não perca tempo para aceitar, porque ela pode não ser oferecida novamente.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o Desenrola tem, ainda, 9 milhões de dívidas entre R$ 5.001 e R$ 20 mil, para as quais foi oferecido o desconto total de R$ 68 bilhões. Após a aplicação das reduções, o volume financeiro renegociado com esse grupo pode chegar a R$ 12 bilhões.

As dívidas entre R$ 5.001 e R$ 20 mil só poderão ser pagas à vista, e os descontos oferecidos pelos credores já estão cadastrados na plataforma, na qual é concretizada a negociação.

Fonte: r7

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Brasilia

Desenrola Brasil será votado na tarde desta segunda no Senado

por Redação 2 de outubro de 2023

A um dia de perder a validade, o projeto que cria o programa emergencial Desenrola Brasil será votado na tarde desta segunda-feira (2) no plenário do Senado Federal. A matéria tem como foco facilitar a renegociação de dívidas pessoais, visando reduzir o endividamento da população.

Com o Desenrola Brasil, em dois meses, 4.455.172 brasileiros negociaram 6 milhões de acordos para quitar dívidas pelas plataformas da Serasa. Já o total de negociações bancárias chegou a R$ 14,23 bilhões, entre 17 de julho e 22 de setembro, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou o projeto na última quinta (28). Os senadores vão analisar a proposta nesta segunda (2) porque o prazo de validade da medida provisória (MP) nº 1.176/2023, que criou o Programa Desenrola Brasil, em funcionamento desde 17 de julho deste ano, vence nesta terça-feira (3).

O projeto já passou pela Câmara dos Deputados, e a ideia dos parlamentares é não mexer no que foi acordado e incluso no texto pelos deputados para que o projeto não precise voltar para uma reanálise na Câmara. Na quarta (27), o relator da proposta, senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para alinhar esses detalhes. O relator acordou que alguns pontos devem ser tratados em projetos de lei separados.

Sendo assim, o que deve ficar no texto tem a ver, principalmente, com as regras que limitam os juros do rotativo do cartão de crédito, cobrados dos clientes que não conseguem pagar o valor total da fatura até o vencimento. Pela proposta, os juros serão congelados quando chegarem a 100% do valor total da dívida.

Esse teto para os juros do cartão, no entanto, só entra em vigor no caso de o Banco Central não apresente uma solução para o tema. O órgão e o Conselho Monetário Nacional (CMN) terão 90 dias, a partir da sanção da lei, para fazer a proposição para combater os juros abusivos do cartão de crédito. A proposta também prevê que todas as instituições financeiras que ofereçam crédito devem adotar medidas para prevenir a inadimplência e o superendividamento.

Fonte: r7

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Economia

Sob risco de paralisar o Desenrola, Comissão do Senado pretende votar projeto de lei nesta quinta

por Redação 28 de setembro de 2023

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta quinta-feira (28) o projeto de lei do Desenrola, programa de renegociação de dívidas proposto pelo governo federal. Também há a possibilidade de o projeto ser votado no plenário da Casa no mesmo dia, pois o governo tem pressionado para que a análise da matéria ocorra antes do vencimento da medida provisória que pôs o programa em prática, em 3 de outubro. Técnicos do governo temem que o programa seja paralisado caso a proposta não seja votada dentro do prazo.

Na quarta (27), o relator da proposta, senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para alinhar os detalhes da proposta. Para que não haja mudanças em relação ao texto aprovado na Câmara, o que exigiria uma nova análise dos deputados, o relator acordou que alguns pontos devem ser tratados em projetos de lei separados.

Com isso, o que permaneceu no texto tem a ver, principalmente, com as regras que limitam os juros do rotativo do cartão de crédito, cobrados dos clientes que não conseguem pagar o valor total da fatura até o vencimento. Pela proposta, os juros serão congelados quando chegarem a 100% do valor total da dívida.

Esse teto para os juros do cartão, no entanto, só entra em vigor no caso de o Banco Central não apresentar uma solução para o tema. O órgão e o Conselho Monetário Nacional (CMN) terão 90 dias, a partir da sanção da lei, para fazer a proposição para combater os juros abusivos do cartão de crédito. A proposta também prevê que todas as instituições financeiras que ofereçam crédito devem adotar medidas para prevenir a inadimplência e o superendividamento.

Dívidas de energia e água e do Fies
Outra questão central, segundo o relator, foi a garantia de aplicar o leilão reverso para quitar dívidas com serviços essenciais, como conta de energia e água. “O foco principal não é dar dinheiro para os bancos, mas resolver o problema do cidadão. Por isso, pedi prioridade absoluta, está sendo feito um lote específico para direcionar boa parte desses recursos aos serviços essenciais.”

Já a inclusão de renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no programa, como havia anunciado o relator, pode ser tratada em um projeto separado. “Esse é um ponto que ainda falta ser delimitado e que, se não entrar no parecer, já tem o compromisso de dois ministros. Será dada prioridade em um projeto à parte para que não atrapalhe o Desenrola”, afirmou Cunha.

Com o Desenrola Brasil, em dois meses, 4.455.172 brasileiros negociaram 6 milhões de acordos para quitar dívidas pelas plataformas da Serasa. Já o total de negociações bancárias chegou a R$ 14,23 bilhões entre 17 de julho e 22 de setembro, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Fonte: r7

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Economia

Nova fase do Desenrola abre leilão para credores nesta segunda-feira

por Redação 25 de setembro de 2023

O Desenrola Brasil dará início nesta segunda-feira (25) ao leilão para que os credores cadastrados ofereçam os lances de maiores descontos para a renegociação de dívidas.

Na segunda etapa do programa, prevista para a primeira semana de outubro, serão negociadas contas atrasadas de luz, água, varejo e educação, entre outras, além de dívidas bancárias.

Poderão participar pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.640) ou que estejam inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal). O leilão vai até o dia 27 de setembro.

Segundo o Ministério da Fazenda, será lançada a plataforma para que todos os interessados possam renegociar suas dívidas com descontos e pagá-las à vista ou em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês.

Para ingressar na plataforma e poder renegociar as dívidas, é preciso fazer antes o cadastro no gov.br em contas prata ou ouro.

Os credores poderão fazer os lances de acordo com os lotes de dívidas, que estarão organizados por segmentos, como serviços financeiros, securitizadoras, comércio varejista, eletricidade, telecomunicações, educação, saneamento, micro e pequenas empresas, entre outros.

Outro critério será por tempo de dívidas, de acordo com o ano da inadimplência, em 2019, 2020, 2021 e 2022.

Os descontos serão ofertados pelas empresas em lances individuais, sobre o valor de cada dívida, e observado o desconto mínimo estipulado para cada lote.

As dívidas com os maiores descontos poderão ser renegociadas à vista ou em parcelamento com a garantia do governo, que soma R$ 8 bilhões. Cabe ressaltar que as dívidas que não tiverem acesso ao financiamento com garantia poderão ser pagas na plataforma do programa, à vista, com o desconto oferecido pelo credor.

A renegociação com a garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações) será realizada em dois momentos. O primeiro, voltado para as dívidas com valor atualizado de até R$ 5.000, e o segundo, para dívidas com valor entre R$ 5.000 e R$ 20 mil.

Priorizar as dívidas nesses recortes de valor, que correspondem a 98% dos contratos na plataforma, busca fomentar o maior número de renegociações no programa.

Dívidas de até R$ 5.000 correspondem a um volume total de R$ 78,9 bilhões, enquanto dívidas até R$ 20 mil somam R$ 161,3 bilhões, em valores cadastrados pelos credores que aderiram ao Desenrola.

Dívidas com valores acima de R$ 20 mil não estarão disponíveis para renegociação na plataforma. Veja a seguir perguntas e respostas sobre o leilão de credores.

O que é e para que serve o leilão?
Será realizado processo competitivo por meio de leilão no qual os credores serão chamados a ofertar descontos a cada um dos contratos incluídos nos lotes a ser definidos. Serão vencedores do leilão, ou seja, aptos à renegociação com garantia do FGO, os contratos que receberem os maiores descontos.

Como se dará a construção de lotes do leilão?
A construção dos lotes será feita de forma a agrupar dívidas de perfis semelhantes, como setor de atuação do credor, tipo e idade das dívidas, entre outros.

Haverá um desconto mínimo para se habilitar no leilão?
Será definido desconto mínimo para cada um dos lotes formados, considerando suas características. Esse desconto será informado aos credores previamente à realização do leilão.

Como será a oferta de lances no leilão?
Os lances serão ofertados com o percentual de desconto para cada contrato, em ferramenta específica na plataforma do operador.

Como os credores ficarão sabendo do resultado do leilão?
Estará disponível na plataforma um módulo para os credores consultarem seus lotes e valores/créditos contemplados.

Qual o benefício para a empresa credora em ganhar o leilão?
Ao ser contemplado pelo leilão, o contrato de seu cliente terá condições de renegociação viabilizadas pelo programa, com o parcelamento em até 60 meses, com taxas de juros até 1,99% ao mês, o que permitirá um aumento expressivo da recuperação do crédito das empresas credoras.

Dessa forma, com condições mais atrativas, o cliente terá mais capacidade de renegociar e regularizar sua dívida. A empresa credora terá seu pagamento à vista realizado pelo agente financeiro selecionado pelo cliente.

Entenda o programa
O Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas com descontos de até 96%, já soma R$ 13,2 bilhões em quantidade de recursos financeiros negociados nos dois primeiros meses desde o lançamento anunciado pelo governo federal.

A primeira fase, que começou em 17 de julho, inclui dívidas de pessoas que recebem acima de dois salários mínimos até R$ 20 mil, referentes à Faixa 2, na qual os débitos bancários são negociados diretamente com a instituição financeira em condições especiais.

A Faixa 1 do programa é destinada a clientes com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritos no CadÚnico que tenham dívidas de até R$ 5.000. Essa nova fase deve começar na primeira semana de outubro.

Os bancos, varejistas e companhias de fornecimento de água, gás e energia elétrica cadastrados para a nova rodada de renegociação vão participar de leilão na semana que vem. O programa vai até o fim deste ano.

Fonte: r7

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Economia

Prazo para adesão de credores à nova fase do Desenrola acaba hoje

por Redação 12 de setembro de 2023

Bancos, varejistas e companhias de fornecimento de água, gás e energia elétrica que querem participar do Desenrola Brasil têm até esta terça-feira (12) para fazer a adesão. Podem se inscrever as empresas que têm valores a receber referentes à Faixa 1 do programa, voltada a clientes com renda mensal de até dois salários mínimos ou inscritos no CadÚnico que tenham dívidas de até R$ 5.000.

Os interessados devem acessar o Portal Credor do Programa Desenrola Brasil e infomar o CNPJ com certificado digital. Nessa página, além da adesão ao programa, as empresas precisam identificar as dívidas que têm a receber e atualizar os valores correspondentes.

O prazo para o cadastro dos credores começou em 28 de agosto e deveria ter acabado no último sábado (9), mas foi prorrogado pelo MF (Ministério da Fazenda) até esta terça. Podem se inscrever para atender à Faixa 1 as pessoas jurídicas que negativaram consumidores inadimplentes entre o início de 2019 e o fim de 2022, desde que a negativação tenha permanecido vigente até 27 de junho deste ano.

As companhias que forem habilitadas receberão os pagamentos das dívidas à vista, a partir do fim de setembro, período previsto pelo governo para dar início à terceira etapa do Desenrola.

Depois do cadastro inicial, a habilitação das empresas tem um o processo competitivo, sob a forma de leilão do maior desconto oferecido, meio pelo qual será feita a delimitação das dívidas com direito à garantia de cobertura de risco pelo FGO (Fundo de Garantia de Operações), do Tesouro Nacional.

Ainda não foi divulgado o prazo para os credores oferecerem os descontos para o leilão. O ministério diz que essa informação será disponibilizada após o encerramento das inscrições, no Portal Credor e no site do Desenrola.

A Faixa 1 do Desenrola Brasil
A Faixa 1 do programa envolve dívidas bancárias e não bancárias de clientes com renda de até dois salários mínimos (R$ 2.640) ou que estejam inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal), desde que os valores de negativação não ultrapassem R$ 5.000.

Segundo o MF, a nova fase deve alcançar e regularizar as dívidas da maior quantidade de beneficiários do programa, o que vai possibilitar a reabilitação das pessoas ao crédito, impulsionar os negócios das empresas e aquecer a atividade econômica.

Os consumidores que atenderem aos critérios da Faixa 1 terão a oportunidade de renegociar suas dívidas diretamente com as instituições habilitadas, quitando os débitos à vista com os credores originais, o que vai permitir sua volta ao consumo.

“O Desenrola é uma solução paliativa no combate aos problemas de gestão nas finanças pessoais da população, essa é a primeira observação a ser feita. Trata-se de uma oportunidade de se tornar adimplente”, afirma Reinaldo Domingos, ph.D. em educação financeira e presidente da Abefin (Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira).

“O cidadão deve ter a consciência de que vai trocar a inadimplência pelo endividamento, ou seja, a dívida não vai acabar após a renegociação. Ele vai continuar a ser endividado, o que resolve a questão apenas parcialmente. Ainda vai ser preciso pagar as parcelas do contrato renegociado, que podem ser até 60”, completa.

Orientações aos inadimplentes e endividados
Por enquanto, apenas as companhias com dívidas a receber podem se cadastrar na plataforma do Desenrola Brasil. Por isso, o MF orienta os devedores que pretendem renegociar pagamentos em atraso a revisar seus dados nos sistemas do governo.

Eles devem aproveitar esse período para criar uma conta ou atualizar as informações já registradas no portal gov.br. Futuramente, para acessar o sistema do programa, será preciso ter um perfil com certificação prata ou ouro. As orientações sobre o cadastro e os níveis de contas estão disponíveis neste link.

Além disso, é preciso verificar qual é o tamanho da dívida atual, saber qual é o montante real da dívida e o que diz respeito aos juros. Depois, devem-se avaliar os possíveis valores de parcelas que cabem no orçamento mensal da família.

“Descobrir esse número é o passo mais importante da renegociação antes da assinatura do contrato. Os recursos financeiros necessários para pagar as parcelas têm de estar dentro do orçamento. Para não acabar contraindo uma dívida ainda maior, é necessário buscar um equilíbrio financeiro, calcular o quanto a família tem de rendimentos e o quanto gasta para se manter”, afirma Domingos, da Abefin.

O especialista diz que o ideal é mudar o comportamento financeiro que levou à inadimplência. “Um bom exercício para isso é apresentar a situação a todos da família e tratar em conjunto das adequações do padrão de vida que serão necessárias, decidir onde será feita a redução dos excessos.”

Domingos diz que o consumo mensal das famílias brasileiras corresponde a algo entre de 20% e 50% dos salários, em média. “Já é apertado para pagar as contas do dia a dia. Isso mostra que o cálculo antecipado da parcela que cabe no orçamento é fundamental”, avalia.

“A maioria dos devedores assina os contratos de renegociação de dívidas sem cuidar da causa desse problema. Se não for feita essa ‘lição de casa’, pode até ser melhor não renegociar. A dica para o consumidor é fechar o contrato apenas se a nova dívida não carregar os juros que estão sendo cobrados atualmente”, explica o especialista.

Para ele, uma boa renegociação deve chegar a uma redução entre 70% e 90% do valor principal da dívida. “A ideia é escapar dos juros exorbitantes que já estão somados à dívida inicial. Se não for possível cortar esse excesso, talvez o melhor caminho seja continuar negativado e esperar outra oportunidade de acordo, com condições mais favoráveis”, finaliza Domingos.

Programa já limpou o nome de 10 milhões com dívidas de até R$ 100
Por meio do Desenrola Brasil, 10 milhões de pessoas com dívidas de até R$ 100 conseguiram ficar com o nome limpo, segundo informou o MF no domingo (10). A “desnegativação” automática, realizada pelos bancos participantes, faz parte da primeira etapa do programa.

De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o programa, lançado em julho pelo governo Lula, fechou 1,6 milhão de contratos de dívidas negociadas, no valor total de R$ 11,7 bilhões, exclusivamente pela Faixa 2. Ela engloba a população com renda mensal entre dois salários mínimos e R$ 20 mil.

De 17 de julho a 1º de setembro, 1,25 milhão de clientes de bancos foram beneficiados no Desenrola. As operações desta nova fase serão garantidas com o montante de R$ 8 bilhões, do FGO. A previsão é que todas as fases do programa se encerrem no dia 31 de dezembro.

Fonte: r7

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SegurançaTecnologia

Governo dá 48 horas para Google e Facebook retirarem do ar anúncios falsos do Desenrola

por Redação 26 de julho de 2023

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, deu 48 horas para que o Google e o Facebook retirem do ar anúncios falsos relacionados ao programa de renegociação de dívidas bancárias Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal. O despacho foi publicado nesta quarta-feira (26) no Diário Oficial da União.

Em caso de descumprimento, as plataformas serão multadas em R$ 150 mil por dia. O governo determina que as big techs adotem as “cautelas necessárias para que conteúdo dessa natureza não voltem a ser veiculados, sob pena da incidência de multa diária”.

As empresas têm até 10 dias para apresentar um relatório de transparência sobre as medidas adotadas para limitar a propagação desses materiais. Segundo o texto, o relatório deve conter a identificação de todos os conteúdos e anúncios envolvendo o projeto “Desenrola”.

Fonte: r7

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Economia

Desenrola Brasil: entenda como renegociar dívidas; programa começa nesta segunda

por Redação 17 de julho de 2023

O governo federal começa nesta segunda-feira (17) as operações do Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas que pode beneficiar até 70 milhões de pessoas.

As renegociações poderão ser feitas diretamente entre os clientes e as instituições financeiras em que os débitos existem. Com o nome limpo, é possível voltar a comprar a prazo, pegar empréstimos ou mesmo fechar contratos de aluguel.

Como participar

A renegociação das dívidas será feita por meio da plataforma do programa. Para participar, é preciso se cadastrar no site do governo federal (www.gov.br) e seguir as instruções para obter o nível de certificação “prata” ou “ouro”. Na plataforma, os cidadãos terão acesso à lista de dívidas que poderão ser negociadas no programa e a situação de cada uma delas.

Os beneficiários serão incentivados a realizar um curso de educação financeira, que estará disponível no momento da habilitação ao programa. A iniciativa atenderá devedores em três faixas. A terceira será iniciada em setembro.

Faixa 1
Na faixa 1, serão enquadradas pessoas físicas com renda bruta mensal de até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 2.640, ou que estejam inscritas no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Poderão ser renegociadas dívidas financeiras e de consumo, como contas de água, luz, telefone ou varejo, negativadas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022 e que não ultrapassem o valor total de R$ 5.000.

Nesta faixa, não podem ser financiadas:

  • dívidas de crédito rural;
  • dívidas de financiamento imobiliário;
  • créditos com garantia real; e
  • operações com funding ou risco de terceiros.

As dívidas renegociadas poderão ser quitadas à vista ou parceladas em até 60 vezes, com pagamento mínimo de R$ 50,00 e juros de até 1,99% ao mês.

Faixa 2
Na faixa 2, podem participar pessoas físicas com renda mensal de até R$ 20.000 e que tenham dívidas em cadastros de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022. Nesse caso, a renegociação dos débitos pode ser feita de forma direta entre os devedores e as instituições financeiras, por meio de seus próprios canais de atendimento, com um prazo mínimo de 12 meses para o pagamento.

Nesta faixa, não podem ser financiadas:

  • dívidas de crédito rural;
  • que possuam garantia da União ou de entidade pública;
  • que não tenham o risco de crédito integralmente assumido pelos agentes financeiros;
  • que tenham qualquer tipo de previsão de aporte de recursos públicos; e
  • que tenham qualquer equalização de taxa de juros por parte da União.

Fonte: r7

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