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Tag:

FACÇÃO CRIMINOSA

Segurança

Ligações grampeadas, escuta e tocaia: como o sistema de Justiça conseguiu impedir fugas de Marcola

por Redação 18 de dezembro de 2023

Aos 55 anos, Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), dá trabalho para a polícia desde quando foi preso pela primeira vez, em 1986.

A organização criminosa já arquitetou planos milionários para resgatá-lo, mas, até o momento, todos foram frustrados pelos agentes de segurança pública.

O sistema judiciário brasileiro precisou se antecipar às tentativas de fuga, já que um criminoso condenado a mais de 300 anos de prisão certamente pensaria no assunto.

Por causa disso, ligações foram grampeadas e agentes ficaram de tocaia para conseguir “traduzir” códigos e declarações dos integrantes da facção.

Em entrevista ao R7, Ivana David, desembargadora do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) que acompanha o PCC desde a sua fundação e que decretou uma das primeiras prisões de Marcola, afirma que as “tentativas de fuga são diárias”.

“É uma guerra de gato e rato. Eu, como juíza, não entendo que preso tenha direito a fuga, mas há quem entenda, tanto que o sistema de segurança é justamente feito com esse olhar de se antecipar ao plano de fuga. As estratégias para impedir esses planos são elaboradas principalmente com o uso da tecnologia”, explica a especialista, que também integra o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Segundo Ivana, se o sistema de Justiça não se antecipa para abortar esse tipo de “resgate”, “pode acontecer uma verdadeira guerra no momento em que a polícia tentar intervir”.

O nome do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo), estava na lista de autoridades que o PCC planejava matar para resgatar seu líder.

Ele foi o responsável por pedir a transferência de Marcola em 2019 do presídio de Rondônia para Brasília, após descobrir um novo plano de fuga.

Hoje, Gakiya vive escoltado. “Ninguém quer ter a vida que eu tenho, precisar ficar cercado de policiais 24 horas por dia. Não poder mais sair de férias com a família, nem dentro do Brasil, nem na América do Sul. É uma vida muito limitada”, diz.

O promotor conta que há uma disputa interna pelo cargo de Marcola, apesar de ele ainda ser considerado o líder supremo da facção. “O Marcola está gradativamente perdendo o poder porque ele está afastado e isolado, então outros pretendem atingir esse posto.”

Questionada sobre o que aconteceria caso Marcola fugisse, Ivana afirma que, com o respeito que ele tem dentro do grupo, logo retomaria seu cargo. Mas ressalta que isso é “praticamente impossível”.

A especialista afirma que, mesmo com ele preso, os criminosos que colocou em cargos de confiança conseguem dar sequência a parte de seus planos.

“A gente vê o PCC com o garimpo no Norte, lavando dinheiro em empresas públicas, traficando armas e drogas, mesmo com o Marcola fora”, completa.

Tentativas frustradas de resgate de Marcola
Em 2014, o plano do grupo criminoso era usar um helicóptero camuflado para tirar o líder do PCC da penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde estava preso na época.

Quatro anos depois, em 2018, o MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Polícia Civil descobriram que a facção tinha “investido” R$ 100 milhões para a contratação de mercenários e na compra de armas, granadas e aeronaves a fim conseguir tirar Marcola da cadeia. Mas o plano também foi frustrado.

A tentativa mais recente de que se tem notícia ocorreu em 2019, quando o líder do PCC foi levado à penitenciária de Porto Velho, em Rondônia, e, um mês depois, transferido para Brasília, no Distrito Federal, para uma penitenciária de segurança máxima, onde cumpre pena atualmente.

Essa transferência ocorreu após uma investigação mostrar que o objetivo da facção criminosa era invadir o presídio com cem homens armados, sequestrar autoridades e incitar rebeliões em cadeias federais. Mais um plano mirabolante frustrado.

Fonte: r7

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Segurança

Homem considerado o ‘número do 2’ do PCC é transferido para o presídio onde está Marcola

por Redação 7 de dezembro de 2023

Gilberto Aparecido dos Santos, de 53 anos, mais conhecido como Fuminho e apontado pela polícia como o ‘número 2’ do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi transferido do Presídio Federal de Mossoró (RN) para a Penitenciária Federal de Brasília (DF), na última semana.

Agora, o condenado, que ficou 21 anos foragido da Justiça e foi preso em abril de 2020, cumpre pena no mesmo lugar em que está Marcos Williams Herbas Camanho, o Marcola, líder máximo do PCC, considerada a maior facção criminosa do Brasil.

A informação da transferência foi confirmada ao R7 pelo advogado de Fuminho, Ércio Quaresma. Segundo o defensor, apesar da afirmação das autoridades públicas de que seu cliente é uma das principais lideranças do PCC, não há provas que o vinculem à facção.

“Eles [as autoridades] falam isso para fazer alardes, para fazer ele ser preso em presídios federais, mas nunca conseguiram provar porque não tem o que provar”, disse Quaresma.

O advogado ainda afirmou que o presídio onde o acusado está preso tem um “sistema rígido e absurdamente controlado”, para ressaltar que o contato dele com Marcola possivelmente será mínimo.

Além disso, o líder maior do PCC deve ser transferido para outra unidade de segurança máxima. Porém, o novo endereço e a data não foram divulgados. A medida ocorre depois que o setor de inteligência das penitenciárias federais identificou um plano em andamento para sequestrar e matar policiais penais federais.

Como Fuminho foi preso?
Antes de ser detido, Gilberto Aparecido dos Santos estava na lista do Ministério da Justiça e Segurança Pública como um dos criminosos mais procurados do Brasil.

Ele foi preso em 13 de abril de 2020, em Maputo, capital de Moçambique, na África. O homem voltou ao Brasil em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

Para especialistas em segurança pública, a prisão do homem foi um “terremoto para o equilíbrio interno do PCC”, uma vez que os negócios da facção já haviam sido impactados com a pandemia de Covid-19.

No momento da prisão, Fuminho estava em um condomínio da capital moçambicana. O acusado foi capturado por meio de uma ação conjunta da PF com o DEA (Órgão de Combate às Drogas, na tradução do inglês), do Departamento de Justiça dos EUA, e a polícia do país africano.

As investigações da PF mostram que Fuminho é o braço-direito de Marcola. Ele estava foragido das autoridades brasileiras havia 21 anos.

Fuminho foi denunciado à Justiça como o responsável por mandar matar Rogério Jeremias de Simone, Gegê do Mangue, e Fabiano Souza, o Paca, em fevereiro de 2018 em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza. Parte da cúpula do PCC, a dupla era suspeita de desviar dinheiro da organização criminosa.

Fonte: r7

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Segurança

Exército e Polícia Civil do Rio localizam mais duas metralhadoras .50 furtadas do arsenal de guerra

por Redação 1 de novembro de 2023

O Exército brasileiro e a Polícia Civil do Rio de Janeiro localizaram, na madrugada desta quarta-feira (1º), mais duas metralhadoras .50 furtadas do Arsenal de Guerra da Força Armada no quartel de Barueri, na Grande São Paulo. Sete militares são suspeitos de desviar as armas — no total, 20 respondem a processo interno.

Além das duas armas de guerra, foi achado um fuzil de calibre 7.62 que não fazia parte do conjunto de armas desaparecidas do quartel paulista. A origem dele ainda será investigada.

Com a operação desta madrugada, 19 das 21 armas furtadas foram recuperadas — duas metralhadoras .50, capazes de derrubar aeronaves e perfurar carros-fortes, permanecem sumidas.

O CMSE (Comando Militar do Sudeste) fará um pronunciamento hoje à tarde, em São Paulo, para explicar as circunstâncias da localização do armamento.

Metralhadoras .50 e fuzis 7.62
O sumiço de 21 armas do Exército brasileiro — 13 do modelo .50 e nove de calibre 7.62 — foi constatado no dia 10 de outubro. A suspeita é que tenham sido furtadas do quartel de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, no dia 7 de setembro, quando a inspeção e a vigilância são menos rígidas por conta das comemorações da Independência.

Nos dias seguintes, os militares do Exército e homens das polícias Civil e Militar de São Paulo e Rio de Janeiro empreenderam várias operações para localizar os armamentos.

No dia 19 de outubro, oito armas furtadas foram apreendidas pelos policiais da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) na Gardênia Azul, na zona oeste do Rio de Janeiro. Eram quatro metralhadoras .50 e quatro de calibre 7.62.

Dois dias depois, a Polícia Civil de São Paulo achou mais nove armas — cinco .50 e quatro de calibre 7.62 — em uma poça d’água na área rural de São Roque, na região metropolitana de Sorocaba. Ao chegarem, os agentes de segurança foram recebidos com disparos de arma de fogo pelos suspeitos.

Agora, 19 armas das 21 furtadas já foram encontradas: dez no Rio de Janeiro e nove em São Paulo. Duas metralhadoras .50 continuam desaparecidas.

Leia a nota do Exército na íntegra:
“O Comando Militar do Sudeste (CMSE) informa que, no prosseguimento das ações integradas com o Comando Miliar do Leste e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, na madrugada do dia 1º de novembro, foram recuperados mais 2 Metralhadoras calibre .50 e um Fuzil calibre 7.62 no Rio de Janeiro. Foram recuperadas ao total 19 das 21 metralhadoras furtadas do Arsenal de Guerra de São Paulo. Sobre o Fuzil calibre 7.62, a origem do armamento está sendo investigada.

Maiores detalhes da ação realizada serão passados em um pronunciamento hoje no Comando Militar do Sudeste às 15 horas.

O Exército considera o episódio inaceitável e seguirá realizando todos os esforços necessários para recuperação de todo o armamento no mais curto prazo e a responsabilização de todos os autores.”

Fonte: r7

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Segurança

Jurado de morte, homem que diz ser ex-integrante do PCC revela detalhes da facção e alerta jovens

por Redação 17 de outubro de 2023

Um homem, identificado como Frank e que diz ser ex-integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), maior facção criminosa do país, abriu um perfil em uma rede social no qual compartilha detalhes sobre a organização, com o objetivo, segundo ele, de alertar jovens. A primeira publicação foi feita nesta segunda-feira (16) e acumulou mais de 295 mil visualizações — assista ao vídeo abaixo.

Frank afirma que está jurado de morte desde que deixou o seu cargo na “sintonia”, setor responsável por tomar decisões e dar ordens a outros faccionados, e, desde então, se muda e se esconde em diversas casas.

“Eu era a sintonia geral da lista negra dos estados internos e externos. Tinha planilhas, dados de muitos integrantes. Sei como funciona, então não aceitaram que eu saísse”, explicou.

@ex.integrante_do_pcc Vou falar tudo #pcc #sintoni #franck #facçao #policia #exintegrante #foy #fyp #fypシ #fypシ゚viral #fypage #vira #viral ♬ Sequência da Dz7 – MC Menor Do Alvorada & TRASHXRL

O ex-integrante da facção afirma que faz os vídeos porque não tem mais nada a perder. “Vou morrer de qualquer jeito, daqui a pouco vão deixar outro cara igual a mim no lugar, outro Frank, que com 16 anos viu no crime uma oportunidade de ganhar dinheiro e sustentar a família”, revelou.

O homem conta que hoje, aos 31 anos, após passar por vários cargos até estar entre os líderes, cansou de precisar viver com medo, ter que andar armado e dormir só de dia. Ele ainda explica que, na época em que entrou para o PCC, acreditava no estatuto e na revolução que a facção tanto pregava.

Drogas, luxo e política: qual é a realidade?
Frank nega que tenha traído a facção durante os anos de “carreira”, mas que talvez esteja fazendo isso agora por falar a verdade, mas que precisava mostrar a realidade.

O PCC, segundo o ex-integrante, não é só o que mostram nos videoclipes dos MCs, com muito dinheiro, luxo e diversão, ou o que a polícia fala a respeito da questão da facção com o tráfico de drogas.

“Eles estão até dentro da prefeitura, tem senador e prefeito integrante. Vereador, então… é o que mais tem”, revela.

Para Frank, o PCC é um setor político, diferente do Comando Vermelho, que investe em armas porque quer guerra.

“É tipo um sistema político, uma revolução. Foi nisso que acreditei, mas depois começaram a batizar menor de idade, comecei a ter que ficar isolado em chácaras, ir para o Paraguai, ficar longe da minha família, dos meus filhos”, menciona.

Mas dá para sair do PCC?
A saída do PCC, na maioria das vezes, é a morte, conforme afirmam especialistas que estudam a facção há anos. O ex-integrante, porém, revela que há duas saídas para um batizado: ser diagnosticado com uma doença que impossibilite a pessoa de realizar os serviços ou se ele decidir ir para a igreja.

Porém, a pessoa passa a ser monitorada pelos faccionados. “Foi para a igreja e está fumando cigarro, maconha, frequentando baile funk ou bebendo, vai ser cobrado”, conta.

Emocionado, Frank ressalta que foi uma criança, um ser humano bom um dia, mas que se corrompeu. “Não quero ser a vítima. Meus motivos foram o caminho fácil, falta de vergonha na cara e de ouvir meu pai e minha mãe.”

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Segurança

Polícia faz operação contra facção criminosa envolvida em tráfico e lavagem de dinheiro

por Redação 31 de julho de 2023

A Polícia Civil de Poá, no interior de São Paulo, faz operação contra organização criminosa, envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, na manhã desta segunda-feira (31).

A ação é coordenada pelo delegado Eliardo Moura Jordão, titular da Delegacia de Poá e é fruto de uma investigação que vem ocorrendo há meses. Estão sendo cumpridos cerca de 40 mandados em todo o estado.

Na primeira parte dessa ação foram cumpridos 34 mandados de prisão e aproximadamente 40 de busca e apreensão, permitindo que a investigação continuasse. Na ocasião, foram apreendidos veículos e até máquinas de caça-níqueis.

Nesta segunda-feira (31), estão sendo cumpridos cerca de 30 mandados de prisão temporária e cerca de 40 de busca e apreensão. Até o momento, oito pessoas foram presas, sendo seis homens e duas mulheres.

O delegado Eliardo afirmou que com um dos alvos foi apreendida uma arma falsa. Com isso, a polícia continuará investigando, posteriormente, se ele possui relação com algum outro tipo de crime com uso de simulacro, como por exemplo roubo.

Os alvos estão em todo o estado de São Paulo, como nas cidades do Alto Tietê – Poá, Mogi das Cruzes e Suzano, além de capital e litoral.

Os presos e materiais apreendidos estão sendo encaminhados à Delegacia de Poá.

Fonte: r7

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Segurança

Polícia faz operação contra integrantes do PCC e busca por armazém de armas

por Redação 27 de julho de 2023

A Polícia Civil faz, na manhã desta quinta-feira (27), uma operação contra a maior facção criminosa do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital), na região da zona leste de São Paulo.

De acordo com a corporação, o objetivo é chegar a integrantes do grupo, principalmente até o indivíduo que atua como contador do PCC. Além disso, os agentes buscam encontrar onde a facção está armazenando armas e os cadernos de anotações.

Serão cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A ação é coordenada pelo delegado Vinicius Nogueira da 4ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Condomínios e Residências do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

As equipes deixaram o DEIC por volta das 5h e possíveis materiais apreendidos e presos serão encaminhados de volta ao local, na avenida Zaki Narchi, número 152, no Carandiru, zona norte de São Paulo.

Fonte: r7

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São PauloSegurança

‘Bando do Magrelo’ representa ameaça ao PCC apenas no interior de São Paulo, dizem especialistas

por Redação 26 de maio de 2023

Apontada como rival do PCC (Primeiro Comando da Capital), a organização criminosa criada e liderada por Anderson Ricardo de Menezes, mais conhecido como Magrelo, provocou uma disputa sangrenta pela rota do narcotráfico na região de Rio Claro, no interior de São Paulo, nos últimos dois anos. Apesar do poder bélico e da movimentação vultuosa de dinheiro, especialistas ouvidos pelo R7 dizem que o grupo oferece apenas uma ameaça local.

O bando é alvo de uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) de Piracicaba, do MPSP (Ministério Público de São Paulo). Oito integrantes, incluindo Magrelo, já foram identificados pelo órgão. Eles foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.

Durante operação do Gaeco em parceria com o Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), em 17 de maio, cinco membros da organização rival do PCC foram presos preventivamente. Nesta terça-feira (23), a Polícia Militar Ambiental também conseguiu capturar Magrelo, durante patrulhamento, entre as cidades de Novo Horizonte e Borborema, a cerca de 220 quilômetros de Rio Claro.

Para a desembargadora do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) Ivana David, o grupo liderado por Magrelo — também conhecido como “Chefe”, “Patrão” e “Barabas” — pode ser considerado somente uma ameaça regional ao PCC, pois a estrutura ainda é pequena. Em razão disso, eles não podem ser denominados facção criminosa, a exemplo do PCC ou o do Comando Vermelho.

“Uma organização criminosa tem que ter mais de quatro integrantes, uma hierarquia e estrutura de carreira dentro da associação [do tráfico de drogas]. A facção criminosa tem outro tipo de ligação. Existe uma estrutura empresarial. O PCC, por exemplo, tem uma estrutura transnacional, domina as fronteiras da América do Sul e já tem ligações com a Europa, Ásia e África”, explica a desembargadora.

À reportagem, David também afirma que as prisões recentes vão abalar o organograma do grupo de Rio Claro, pois vão desestabilizar a hierarquia e a divisão de tarefas. “Quando se tira, por exemplo, o líder, a estrutura cai e é necessário refazê-la, o que demanda um tempo. Pelo menos por hora, a coluna hierárquica dessa organização enfraqueceu”, afirma.

De acordo com o promotor de Justiça Criminal Marcio Sergio Christino, o PCC já alcançou o nível de cartel, o que também dificulta uma comparação com o grupo de Magrelo. “É uma facção que tem amplitude gigantesca com volume de recursos grande. É a organização que mais cresce no mundo e atua no país inteiro”, afirma.

Atualmente, segundo Christino, a facção paulista encontra, de fato, resistência entre as organizações criminosas da região do Norte do país, como a Família do Norte, em razão da disputa do mercado de drogas.

“Os grupos criminosos [nortistas] se abastecem [com mercadorias] do Peru, usam a Rota Solimões e vendem drogas na parte de cima no Brasil. Enquanto o PCC importa a cocaína da Bolívia. Já o grupo de Rio Claro, provavelmente, obtém as drogas por intermediários”, explica o promotor de Justiça.

“Seria uma surpresa se surgisse uma organização para se opor ao PCC em tamanho e força. Isso não é uma coisa que acontece de hoje para amanhã. São disputas de mercado. Quando o grupo [de oposição] se tornar um incômodo, há duas possibilidades: eles podem se integrar ao PCC ou a facção paulista vai cortar o fornecimento de drogas”, defende Christino.

Magrelo: opositor do Marcola?
Criador da organização criminosa em Rio Claro, o traficante Anderson Ricardo de Menezes, de 48 anos, se considera o “novo Marcola”. Na denúncia do MPSP, obtida pelo R7, ele é descrito como o chefe da criminalidade local, sendo respeitado na área por meio do comportamento violento.

“[Ele] não admite desaforos, seja de outros criminosos de seu grupo, seja de pessoas envolvidas com outras organizações criminosas, tal como o Primeiro Comando da Capital. A consequência de quem ousa contrariar as determinações de Anderson Ricardo é uma só: a morte”, definem os procuradores responsáveis pela investigação.

Esta não é a primeira vez que Magrelo é alvo de investigações pelo Gaeco de Piracicaba. Em 2014, foi deflagrada a Operação Carro Falso contra uma organização criminosa acusada de falsificação, adulteração, roubo e furto de documentos e veículos, da qual ele fazia parte.

A denúncia do MPSP também afirma que, ao longo dos anos, Anderson Ricardo “evoluiu na criminalidade”. Antes de ser preso nesta terça-feira, ele ostentava alto padrão financeiro, fruto do tráfico de drogas, morava em um condomínio fechado e frequentava ambientes da alta sociedade rio-clarense.

Em uma conversa por WhatsApp entre integrantes da organização criminosa, a que o MPSP teve acesso, Willian Ribeiro de Lima Diez, considerado o braço direito de Magrelo, afirma que o grupo chegou a lucrar R$ 100 mil por semana com a venda de drogas.

Questionada sobre a comparação com o líder máximo do PCC, a desembargadora Ivana David reitera que “o Anderson é uma pessoa violenta. Ele não é parecido com o Marcola, ele é parecido com o Pablo Escobar. Ele vai matando todo mundo que vai passando na frente dele”.

Disputa pela Rota Caipira
O objetivo do grupo de Magrelo é tentar dominar parte da Rota Caipira, conhecida rota de tráfico internacional de drogas, delimitada entre o interior paulista e o Triângulo Mineiro, de acordo com os especialistas. Essa região é a ponte entre os países produtores da droga, a Colômbia, o Peru e a Bolívia, e os centros consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro.

“A região de Rio Claro tem algumas peculiaridades, por isso faz parte da Rota Caipira. Ela é uma região rica, com malha viária muito boa, e tem muita pista clandestina. É uma região de fazenda, e é boa para o tráfico de entorpecentes, por isso escolheram aquela região”, explica a desembargadora.

Pelo menos desde o ano de 2021, o MPSP identificou a atividade da organização criminosa em Rio Claro devido ao aumento do número de assassinatos. O uso de fuzis e execuções em via pública à luz do dia faz parte do modus operandi dos criminosos.

De acordo com os dados disponibilizados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), em 2020, foram registrados 21 boletins de ocorrência por homicídios dolosos na cidade. O número aumentou para 37 em 2021. Enquanto, em 2022, foram contabilizados 33 casos pela pasta.

Além do tráfico de drogas, o Gaeco de Piracicaba também observou a partir das fotos e conversas de WhatsApp, obtidas pela perícia dos celulares de integrantes da organização, a prática dos crimes de porte e posse de armas de fogo de uso permitido e restrito, lavagem de dinheiro e homicídios.

Fonte: r7

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SegurançaSão Paulo

Líder da facção rival ao PCC é preso no interior de São Paulo

por Redação 24 de maio de 2023

O líder do grupo rival do PCC (Primeiro Comando da Capital), Anderson Ricardo de Menezes, mais conhecido como “Magrelo”, foi preso pela Polícia Militar no município de Borborema, a cerca de 380 quilômetros da capital paulista, nesta terça-feira (23). A informação foi confirmada pelo Cidade Alerta, da Record TV. Ele era procurado pelo envolvimento em diversos homicídios.

O grupo criminoso liderado por Magrelo nasceu na cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo. A região virou palco de uma disputa pelo controle do tráfico de drogas. Somente em 2022, foram registrados 33 homicídios.

Na quarta-feira (17), o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e o Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) realizaram a Operação Oposição, para cumprir oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão contra integrantes dessa organização criminosa.

Durante a ação, Magrelo conseguiu fugir por uma passagem secreta na mansão em que morava, em um condomínio de luxo de Ipeúna, município vizinho a Rio Claro — onde a facção criminosa nasceu.

De acordo com a denúncia do MP-SP, Magrelo é descrito como alguém que “não admite desaforos, seja de outros criminosos de seu grupo, seja de pessoas envolvidas com outras organizações tal como o PCC”.

“A consequência de quem ousa contrariar as determinações de Anderson Ricardo é uma só: a morte”, ainda alerta o órgão.

No momento da prisão, na tarde desta terça-feira, o líder da facção rival do PCC estava com documentos falsos. Segundo informações do Cidade Alerta, inicialmente, ele foi levado para a Cadeia Pública de Novo Horizonte. Posteriormente, Magrelo será encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José do Rio Preto.

Fonte: r7

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BrasilSegurança

Caçada a quadrilha de mega-assaltos ligada ao PCC termina com 18 mortos e cinco presos

por Redação 18 de maio de 2023

Chegou ao fim nesta quarta-feira (17) a Operação Canguçu, montada com 320 policiais de Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Pará e Minas Gerais, para caçar criminosos de uma quadrilha ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) que tentou assaltar um caixa-forte da transportadora de valores Brinks em Confresa (MT) no dia 9 de abril, e fugiu para o Tocantins.

A desmobilização das forças policiais começou no início da tarde após os comandantes das tropas considerarem que todos os assaltantes diretamente envolvidos no crime foram mortos ou presos. A Polícia Militar do Tocantins inicia agora a 2ª fase da operação para tentar identificar possíveis apoiadores da quadrilha.

Em 38 dias de operação, foram 18 suspeitos mortos, dois presos no cerco policial no Tocantins, mais dois em Redenção (PA) e outro em Araguaína, norte do Tocantins, suspeito de ser um dos articuladores da logística do assalto. Entre os criminosos mortos e presos, a maior parte tem origem em São Paulo, segundo relatório de inteligência que o Estadão teve acesso:

  • Danilo Ricardo Ferreira, o 1º morto, no dia 10 de abril;
  • Raul Yuri de Jesus Rodrigues, 2º morto, no dia 12 de abril;
  • Célio Carlos Monteiro, 5º morto, no dia 19 de abril;
  • José Cláudio dos Santos Braz, 6º morto, no dia 19 de abril;
  • Jonathan Camilo de Sousa, 8ª morto, 27 de abril;
  • Ericson Lopes de Abreu, 12º morto, 1º de maio;
  • Luis Silva, 13º morto, 1º de maio;
  • Ronildo Alves dos Santos, 16º morto, dia 8 de maio;
  • Ricardo Aparecido da Silva, 17º morto, dia 10 de maio.

Os presos
O núcleo paraense teve quatro suspeitos mortos:

  • Rafael Ferreira Lima, o 11º morto, no dia 1º de maio;
  • Gilvan Moraes da Silva , o 14º morto, no dia 2 de maio;
  • Robson Moura dos Santos, o 15º morto, no dia 2 de maio;
  • Janiel Ferreira Araújo, o 18º morto, no dia 13 de maio.

Outros dois suspeitos são de Imperatriz, no Maranhão:

•Eduardo Batista Campos, o 3º morto no dia 19 de abril;

•Julimar Viana de Deus, o 4º morto, no dia 19 de abril.

Os demais mortos são:

Matheus Fernandes Alves, de Goiás, a 7ª morte, no dia 22 de abril;

Airton Magalhães Marques, da Bahia, a 9ª morte, ocorrida dia 29 de abril;

Luiz Gustavo Pereira dos Santos, a 10ª morte, no dia 1º de maio.

Os presos
Paulo Sérgio Alberto de Lima, de Nova Odessa-SP, foi o primeiro preso no cerco do Tocantins. Outro paulista, Isaías Pereira da Silva, foi detido dentro de um ônibus no cerco policial, com destino a Palmas. Os paraenses Pertusilandio Machado e Felix da Silva Aguiar foram presos em Redenção em um imóvel que servia de suporte ao grupo. O quinto preso é Nelsivan Jovan de Araújo, detido em Araguaína, norte do Tocantins. Ele é apontado como o articulador da logística do grupo.

As forças policiais apreenderam dois fuzis calibre .50 e mais dezesseis calibre AK-47, além de carregadores, munições, coletes e capacetes balísticos, granadas e detonadores e equipamento usado em combate, como coturnos, luvas, joelheiras, cotoveleiras e balaclavas.

O comandante do Bope do Mato Grosso, coronel Frederico Correa Lima Lopes, avaliou a operação como bem sucedida. O militar considera que crimes como esse “geram um pânico na população” e uma resposta imediata é de “suma importância” para contornar o trauma e o prejuízo econômico para a região, afetada pela interferência da perseguição.

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SegurançaBrasilSão Paulo

Mais de mil policiais cumprem 228 mandados prisão em operação contra o crime organizado

por Redação 10 de maio de 2023

Mais de mil policiais foram selecionados para dar cumprimento a 228 mandados de prisão e 223 de busca e apreensão durante uma operação contra o crime organizado em 13 estados. A ação teve início na manhã desta quarta-feira (10).

De acordo com informações do Ministério Público de São Paulo, o objetivo é desarticular as facções que agem nas ruas e no sistema prisional em todo o Brasil, coletando provas contra os seus integrantes. As Polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal cumprem os mandados.

Além dos agentes, 43 promotores de Justiça e 40 servidores dos Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) das uniddes do Ministério Público nos Estados do Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Pará, Paraná, São Paulo, Sergipe e do Tocantins

O procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubo, que dirige o GNCOC (Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado), está na frente desta operação, juntamente com os Gaecos. Mais detalhes serão passados após o fim da ação.

Fonte: r7

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