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FEMINICÍDIO

FeminicidioSão Paulo

Advogado mata ex-mulher a tiros em garagem no litoral de SP e depois tira a própria vida

por Redação 16 de março de 2023

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher, de 27 anos, identificada como Michelli Stefani do Nascimento, ocorrida na noite de terça-feira (14), na rua Alexandre Martins, em Santos. Logo depois, o autor do crime, o advogado e ex-companheiro da vítima, Vicente Nogueira Gumbis de Souza, de 48 anos, deu um tiro na própria boca e morreu no local.

Policiais militares foram acionados e encontraram a mulher ferida dentro de um carro e o homem caído no chão, em um estacionamento.

A arma do crime, um revólver calibre 38, e dois celulares foram apreendidos.

Imagens do circuito interno do prédio mostraram a chegada da vítima no estacionamento do edifício, parando o carro e retirando duas malas do porta-malas de seu carro, enquanto Vicente já a aguardava no local.

Minutos antes dela estacionar, o advogado aparece andando de um lado para o outro.

Após a vítima colocar as duas malas no chão e entrar novamente no carro dela, o advogado foi até o lado do motorista e atirou duas vezes contra a vítima. Posteriormente, ele colocou a arma na direção de sua boca, apertou o gatilho e caiu ao lado da ex-companheira.

O caso foi registrado como feminicídio e suicídio pela Delegacia de Defesa da Mulher – DDM de Santos que solicitou perícia ao local e exames de IML.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Jovem é esfaqueada pelo ex e morre em ponto de ônibus em SP

por Redação 16 de março de 2023

Uma jovem, de 19 anos, identificada como Fernanda Gomes dos Santos, morreu após ser esfaqueada em um ponto de ônibus de Diadema, no ABC Paulista, na manhã de quarta-feira (15). O principal suspeito do crime é o ex-namorado dela.

Segundo informações, a vítima foi atacada pelo ex, de 20 anos, enquanto esperava pelo ônibus na rua Jovercina Paula de Oliveira, no bairro Conceição. Eles haviam terminado há um mês após dois anos de relacionamento.

O motivo do termino teria sido por ciúme excessivo por parte do homem, que não aceitava o fim do namoro.

Fernanda precisou bloqueá-lo de todas as redes sociais, mesmo assim, ele continuou perseguindo. Segundo amigos próximos da jovem, ele afirmava que “se ela não fosse feliz com ele, não seria com mais ninguém”.

De acordo com a Polícia Civil, um amigo dele teria participação no ataque.

Conhecia a rotina de Fernanda
Por conhecer a rotina da vítima, o suspeito sabia exatamente o local que deveria esperar a ex-namorada passar. Após os ataques, Fernanda morreu no local.

Logo após o crime, testemunhas que presenciaram a violência, tentaram linchar o homem. O amigo, por outro lado, conseguiu fugir.

O ex-namorado de Fernanda foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e encaminhado ao Hospital Municipal, onde permanece internado sob escolta da Polícia Militar. Segundo a corporação, assim que receber alta, será encaminhado à carceragem.

Por meio da nota, a Fundação Florestan Fernandes, escola de cursos profissionalizantes gratuitos, lamentou a morte da jovem. Ela era aluna do curso de Departamento Pessoal.

O caso foi registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Diadema.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioGuarulhos

Sete em cada dez feminicídios são cometidos por companheiros ou ex das vítimas

por Redação 8 de março de 2023

Sete em cada dez feminicídios foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros de vítimas em 2022, contabilizando os estados de São Paulo, Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Maranhão, Piauí e Pernambuco. No total, foram registrados 495 casos, ou seja, uma mulher foi assassinada por dia.

As informações são do boletim “Elas Vivem: dados que não se calam”, produzido pela Rede de Observatórios da Segurança, que reúne sete organizações acadêmicas de sete estados. Os dados foram coletados pelo grupo a partir do monitoramento de casos de violência contra a mulher divulgados em grandes veículos de comunicação e nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, os companheiros e ex foram responsáveis pela morte de 373 mulheres no ano passado. São Paulo registrou o maior índice, com mais de 94% (103), seguido do Maranhão com 80% (46) e de Pernambuco com 69% (41).

A pesquisadora Francine Ribeiro, da Rede de Observatórios da Segurança, conta que a expectativa do monitoramento era a redução do número de casos de violência contra a mulher em razão da flexibilização das medidas sanitárias de combate à Covid-19 em 2022, o que não aconteceu.

Em teoria, com a retomada das atividades presenciais, o homem passaria menor tempo em casa, diminuindo o convívio com a cônjuge e reduzindo os episódios de agressão e até mesmo de feminicídio. Para Ribeiro, nos últimos quatro anos, o desmonte das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher, que incluem os serviços de acolhimento e disque-denúncia, por parte do governo Bolsonaro impactaram esse cenário.

De acordo com a delegada Jamila Jorge Ferrari, coordenadora das DDMs (Delegacia de Defesa da Mulher) de São Paulo, após a pandemia, houve aumento da violência em todos os sentidos. Pequenas ações no cotidiano, como um carro com o som alto ou um acidente de trânsito, estão provocando respostas muito violentas. As mulheres acabam sendo um dos principais alvos dessa banalização da violência.

A delegada também diz que, nos últimos anos, crimes mais violentos e com requintes de crueldade contra as mulheres estão sendo observados. Em setembro, por exemplo, Vanessa Bianca de Lima foi perseguida, agredida e teve o corpo incendiado pelo marido no meio da rua, em Diadema, na região metropolitana de São Paulo. Eles estavam em processo de separação.

Casos de violência
No último ano, a Rede de Observatórios da Segurança registrou 2.423 casos de violência, ou seja, a cada quatro horas ao menos uma mulher foi vítima de agressão física e verbal, estupro, tortura, ameaça, cárcere privado ou sequestro nos sete estados monitorados. São Paulo é o líder do ranking com 898 casos — um a cada dez horas.

Em 2022, dois casos ganharam destaque devido à brutalidade contra as vítimas. Em junho, a procuradora-geral do município de Registro, Gabriela Samadello, foi espancada pelo colega Demétrius Oliveira de Macedo dentro da própria prefeitura, no interior de São Paulo.

Enquanto, em maio, uma jovem de 18 anos teve o rosto tatuado à força com o nome do ex-namorado na cidade de Taubaté, também no interior do estado. O homem, que posteriormente foi preso, não aceitava o fim do relacionamento e descumpriu duas medidas protetivas.

Comparando com o ano de 2021, a Bahia e o Rio de Janeiro apresentaram o maior incremento com, respectivamente, 58% e 45%. Na contramão dos outros estados, Pernambuco registrou queda de 27%.

Para a pesquisadora Francine Ribeiro, há dois fatores principais que explicam a dificuldade na redução dos casos de violência contra a mulher: o machismo e a falta de estrutura. “O primeiro problema é o sistema patriarcal, e essa relação de poder sobre o corpo feminino. O segundo está relacionado à falta de estrutura. Na periferia, dificilmente tem delegacia 24 horas. Às vezes as mulheres precisam viajar mais de 40 km para fazer uma denúncia. Você vê que o estado falhou”, afirma.

A coordenadora das DDMs de São Paulo também acredita que o aumento do registro de boletins de ocorrência por violência doméstica e outros tipos de crime pode ser considerado positivo, e não necessariamente indicam um incremento no número de casos. “A vítima está confiando mais na polícia, pedindo ajuda. A preocupação é quando aumentam os casos de feminicídio”, diz.

Motivação
As brigas, os términos de relacionamento e o ciúme são indicados pela pesquisa como os principais motivos que levam ao assassinato das mulheres. “No fundo, [a causa] é o machismo estrutural, algo que está enraizado na sociedade. Desde pequenos [os homens] são ensinados que não podem chorar porque é coisa de menina, que mulheres não podem ter certas profissões, entre outras coisas. São pequenas situações que estão no nosso dia a dia”, explica a delegada.

Os dados também mostram que a violência está concentrada nos lares brasileiros, onde as mulheres convivem com os companheiros e agressores. De acordo com as especialistas ouvidas, quando as vítimas tentam romper o ciclo de violência e terminar a relação, elas acabam ficando mais vulneráveis a episódios de agressão. Nos primeiros meses após o término, muitos homens não aceitam a situação e passam a perseguir e ameaçar as ex-namoradas ou ex-esposas.

Acompanhando os dados da Rede de Observatórios da Segurança, a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), divulgada na quinta-feira (2), mostrou que as mulheres separadas e divorciadas (41,3%) são mais vulneráveis à violência do que as casadas (17%), viúvas (24,6%) e solteiras (37,3%).

A delegada Jamila Jorge Ferrari e a pesquisadora Francine Ribeiro também assinalam que é essencial a vítima contar com uma rede de apoio formada por familiares e amigos, além de serviços de acolhimento, de assistência psicossocial e de geração de renda ofertados pelo poder público para garantir a retomada da própria vida.

“Falta a prevenção da violência contra as mulheres e concessão de ferramentas para libertá-las. Em briga de marido e mulher, tem que meter a colher e trazer medida protetiva”, finaliza Ribeiro.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Homem espanca esposa até a morte na frente da filha de dois anos em Santo André

por Redação 7 de março de 2023

Um homem espancou e matou a esposa em frente da filha de 2 anos, na rua Eneida, na Vila Suíça, em Santo André, região metropolitana de São Paulo, por volta das 9h de segunda-feira (6).

Vinícius e Eduarda eram casados havia três anos e o homem a chantageava toda vez que ela queria terminar o relacionamento. Ele dizia que se isso acontecesse, ela nunca mais veria a filha.

Segundo os vizinhos, apesar de o homem, que trabalhava como pedreiro, não ter histórico de violência, e de Eduarda nunca ter feito nenhum boletim de ocorrência contra o marido, eles ouviram os gritos e barulho como se Vinícius estivesse jogando coisas na esposa.

Ainda ouviram Eduarda gritando “desse jeito vou morrer. Não estou conseguindo respirar”.

Homem ligou para a mãe da vítima confessando o crime
Segundo a mãe da vítima, o homem ainda ligou para a sogra e avisou que espancou a mulher, mas não tinha matado. A mãe de Eduarda ainda disse que Vinícius debochou na ligação e disse que ia se entregar com uma advogada.

De acordo com um policial militar, as equipes foram acionadas para uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar ao local, os oficiais encontraram Eduarda, de 18 anos, no chão de uma residência, com vários ferimentos por todo o corpo.

Para os policiais, a vítima afirmou que o responsável pelos ferimentos foi o seu companheiro e que ele já tinha fugido do local.

A PM acionou o Corpo de Bombeiros no socorro da jovem, que chegou a ser encaminhada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Luzita, mas morreu na unidade hospitalar.

O caso foi registrado como feminicídio no 6° DP (Santo André). A família de Eduarda foi ao Instituto Médico-Legal e agora busca, com o conselho tutelar, ficar com a guarda da criança.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Mulher é encontrada morta com marcas de facadas pelo corpo e suspeito do crime foge

por Redação 6 de fevereiro de 2023

Uma mulher, identificada como Noemi Pereira dos Santos Silva, de 41 anos, foi encontrada morta com diversas marcas de facadas pelo corpo dentro de casa, na rua Anísio da Silveira, em Osasco, região metropolitana de São Paulo, na noite de sábado (4).

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, agentes estavam em patrulhamento quando uma pessoa informou que havia uma mulher morta dentro de uma casa.

Ao chegarem no endereço, encontraram a vítima caída no chão com diversas perfurações, aparentemente causadas por uma faca que estava ao lado do corpo.

O óbito foi constatado ainda no local por uma equipe de resgate. No imóvel, localizaram documentos em nome de Noemi.

A mulher tinha um namorado, porém, momentos antes de ter sido encontrada morta, testemunhas viram um homem desconhecido saindo de sua casa.

Dentro da residência, os agentes encontraram um outro documento no nome de um homem, bem como um papel contendo um endereço. Ele é investigado pelo crime.

O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio simples no 5° DP (Osasco).

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilFeminicidio

Suspeito de matar a ex-mulher na frente da filha se entrega à polícia

por Redação 6 de fevereiro de 2023

Paulo Roberto Moreira, suspeito de matar a ex-companheira com um tiro na cabeça, se entregou à polícia na madrugada desta segunda-feira (6). Segundo familiares de Izabel Guimarães, o homem não aceitava o fim do relacionamento. Já a defesa de Paulo nega a versão e diz que Izabel era quem não aceitava a separação. O crime ocorreu em Ceilândia (DF), no sábado (4).

Paulo chegou à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Ceilândia acompanhado dos advogados e de familiares. Parentes de Izabel também foram à delegacia para protestar contra o assassinato.

De acordo com a ocorrência, Paulo atirou na cabeça de Izabel na frente da filha do casal, de 10 anos. Eles tinham discutido momentos antes do crime. A vítima chegou a ser socorrida e levada de helicóptero ao Hospital de Base, mas não resistiu ao ferimento.

Depois de matar ex, Paulo confessou o crime a amigos em um grupo de WhatsApp. Na mensagem, ele diz que Izabel fez uma operação bancária e retirou um dinheiro que ele queria de volta. Ele também justificou que “não pensou no que estava fazendo” ao atirar na ex-companheira.

“A Bel me deixou louco. Ela bloqueou, pegou todo o meu dinheiro da conta. E aí ela ficava rindo, falando que eu ia passar vergonha. Eu cheguei lá nela e falei ‘desbloqueia a conta, Bel, manda pra minha conta de volta’. Ela falou que não ia voltar. Eu não pensei. Eu matei o amor da minha vida”, afirmou Paulo a amigos ainda durante a tarde, após o crime.

Segundo familiares, o casal estava separado e ele já teria feito ameaças à mulher. Nas redes sociais, ele exibe fotos usando armas. A Polícia Militar apreendeu a arma que teria sido usada no crime e o carro do suspeito, um Ford Fusion preto.

O velório e enterro de Izabel Guimarães está marcado para ocorrer nesta segunda-feira (6), a partir das 14h30 no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

Feminicídios em 2023
Este é o quinto caso de feminicídio no Distrito Federal este ano. O primeiro assassinato aconteceu no réveillon, em 1º de janeiro, em Ceilândia. Fernanda Letícia da Silva, 27 anos, foi asfixiada pelo namorado Maxwel Lucas Rômulo Pereira de Oliveira, de 32 anos. O motivo do crime teria sido uma briga que começou porque Fernanda queria sair para comemorar a virada do ano.

No dia seguinte, André Muniz, 52 anos, enforcou a companheira, Mirian Alves Nunes, 26 anos, com um fio de varal. O crime também aconteceu em Ceilândia. Mirian deixou uma filha de 8 anos, outra de 6 e uma recém-nascida de 1 mês.

Em 17 de janeiro, no Park Way, João Inácio dos Santos, 54 anos, atirou na ex-companheira, Jeane Sena da Cunha Santos, 42 anos, e se matou em seguida. E no quarto caso, Wellington Rodriguez Ferreira assassinou Giovana Camilly, de 20 anos, com um tiro no rosto em 18 de janeiro.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilFeminicidio

Vizinha encontra bilhete e salva mulher mantida em cárcere pelo marido em Curitiba

por Redação 27 de dezembro de 2022

Uma mulher foi resgatada após passar três dias em cárcere privado pelo marido, no bairro Campo do Santana, em Curitiba. Na noite desta segunda-feira (26), a Guarda Municipal (GM) recebeu uma denúncia anônima e foi até um endereço da capital paranaense. No local, os agentes encontraram um homem organizando uma festa e a companheira presa em um quarto.

“A equipe recebeu uma denúncia de uma pessoa que não quis se identificar, ela trouxe dois bilhetes escritos pela vítima. No local encontrou o suposto agressor, estava com convidados em casa, bem tranquilo, fazendo churrasco. De imediato não quis receber a equipe, depois liberou, acatou as ordens e a vítima foi localizada”, contou o agente Halabura.

Em segurança, a mulher revelou que passou o Natal trancada no quarto e só conseguiu pedir ajuda ao jogar um bilhete para que moradores da região encontrassem.

“Me empurrou, caí de costas no chão. Daí já tirou a faca da cintura e levou pro quarto me ameaçando. Falando que eu estava com outro, aí ele me deixou trancada, passei o natal trancada […] Ele me soltou no quarto para eu lavar roupa. Daí eu já tinha feito o bilhete e joguei pelo burraquinho, na casa da vizinha”, declarou a vítima.

Bilhete de desespero
Para tentar escapar do cárcere do marido, a vítima escreveu dois bilhetes. Em um deles, a mulher citou que precisa de ajuda urgente.

“Por favor, não fale nada para ninguém, só liga para a Polícia. Me ajuda, só achei essa forma”, escreveu.

Já em outro, a mulher revelou que o homem tinha cometido ameaças de morte. “Ele está me mantendo presa aqui e disse que vai me matar”, escreveu a vítima.

Após ser resgatada e encaminhada à Delegacia da Mulher, a vítima declarou que estava no relacionamento há um ano. Em outra oportunidade ela chegou a dar entrada em uma medida protetiva, mas desistiu depois que o marido prometeu mudar as atitudes.

“Eu caí na dele […] Ciúme obsessivo. Onde eu ia ele ia atrás, eu não podia trabalhar e nem conversar com a minha família”, desabafou a vítima.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioGuarulhos

ONU aponta que mais de cinco mulheres foram mortas a cada hora por um familiar em 2021

por Redação 25 de novembro de 2022

A ONU celebra nesta sexta-feira (25) o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres em um esforço para alertar o mundo sobre e violência de gênero, uma das violações de direitos humanos mais difundidas em todo o mundo.

Um novo relatório do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), publicado na última quarta-feira (23), revela que, das 81,1 mil mulheres mortas em 2021, cerca de 56% foram assassinadas por parceiros ou outros membros da família. Ou seja, mais de cinco mortes a cada hora.

cinco mulheres foram mortas

O dado alarmante mostra que o lar, que deveria ser um ambiente de acolhimento, não é um lugar seguro para muitas mulheres e meninas.

Em meio à urgência da situação, ainda é preciso lidar com a subnotificação de dados. Segundo o relatório, cerca de quatro em cada dez dos assassinatos não têm informações suficientes para que possam ser contabilizados como feminicídios.

Casos recentes de violência contra as mulheres ganharam repercusão mundial. A morte da jovem curda Mahsa Amini, de 22 anos, no Irã, após ser presa pela polícia da moral por usar o véu de forma “inapropriada” gerou uma onda de protestos no país que reivindica a proteção do direito das mulheres.

Em outras partes do mundo as mulheres sofrem com a violência e também com restrições e proibições. No Afeganistão, após a volta do Talibã ao poder em agosto do ano passado, mulheres e meninas desafiam o regime extremista em manifestações pelas ruas do país. O grupo estabeleceu uma série de limitações às afegãs, entre elas, o fechamento de escolas de ensino médio, a obrigatoriedade do uso do véu no espaço público e a circulação limitada pelo país.

Em 2021, a taxa de assassinatos de mulheres em ambientes privados foi estimada em 2,5 por 100 mil na África, em comparação com 1,4 nas Américas, 1,2 na Oceania, 0,8 na Ásia e 0,6 na Europa.

Muitas vezes a violência não é denunciada devido à falta de acolhimento e impunidade, além do medo que cerca as mulheres.

As violações podem ocorrer de várias formas, entre elas, abuso psicológico, violência sexual, perseguição, tráfico humano, mutilação genital e casamento forçado.

Segundo a ONU, na última década, o número geral de homicídios femininos continuou quase inalterado, o que mostra a urgência para que medidas sejam tomadas para combater a violência de gênero.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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