Um teste realizado pelo programa Fantástico, em parceria com a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), revelou que três em cada quatro garrafinhas de água analisadas apresentavam contaminação por bactérias potencialmente prejudiciais à saúde.
Ao todo, foram avaliadas 50 garrafinhas utilizadas em diferentes ambientes, como parques, escolas, academias e escritórios. Os pesquisadores coletaram amostras da água e utilizaram um swab para analisar áreas como tampa, bocal, canudo e borrachas de vedação.
O resultado mostrou que 37 recipientes, o equivalente a 75% do total, continham colônias de bactérias. Foram identificados oito tipos diferentes de microrganismos, capazes de causar sintomas como diarreia, vômito, febre, cólicas e desidratação. O risco é maior para crianças, idosos, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Segundo a biomédica e pesquisadora do Projeto IPH da USCS, Renata Borges Franchi, o dado mais preocupante foi a identificação de bactérias associadas ao esgoto.
De acordo com os pesquisadores, a contaminação não está relacionada à água armazenada, mas ao próprio recipiente. Entre os fatores que favorecem a proliferação de bactérias estão manusear a garrafa com as mãos sujas, apoiá-la no chão e compartilhá-la com outras pessoas.
Os especialistas também orientam que garrafinhas não sejam compartilhadas, já que cada indivíduo possui uma microbiota própria.
Para uma higienização adequada, a recomendação é desmontar completamente a garrafa, separar tampa, bocal, canudo e borrachas de vedação, deixar todas as peças de molho por 15 a 20 minutos em uma solução com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água, lavar tudo com água e sabão utilizando uma escova para alcançar o fundo do recipiente, limpar individualmente as peças menores e deixar a garrafa aberta, virada para baixo, até secar. O procedimento deve ser repetido diariamente.
Fonte: FANTÁSTICO