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MARCOLA

Segurança

Ligações grampeadas, escuta e tocaia: como o sistema de Justiça conseguiu impedir fugas de Marcola

por Redação 18 de dezembro de 2023

Aos 55 anos, Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), dá trabalho para a polícia desde quando foi preso pela primeira vez, em 1986.

A organização criminosa já arquitetou planos milionários para resgatá-lo, mas, até o momento, todos foram frustrados pelos agentes de segurança pública.

O sistema judiciário brasileiro precisou se antecipar às tentativas de fuga, já que um criminoso condenado a mais de 300 anos de prisão certamente pensaria no assunto.

Por causa disso, ligações foram grampeadas e agentes ficaram de tocaia para conseguir “traduzir” códigos e declarações dos integrantes da facção.

Em entrevista ao R7, Ivana David, desembargadora do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) que acompanha o PCC desde a sua fundação e que decretou uma das primeiras prisões de Marcola, afirma que as “tentativas de fuga são diárias”.

“É uma guerra de gato e rato. Eu, como juíza, não entendo que preso tenha direito a fuga, mas há quem entenda, tanto que o sistema de segurança é justamente feito com esse olhar de se antecipar ao plano de fuga. As estratégias para impedir esses planos são elaboradas principalmente com o uso da tecnologia”, explica a especialista, que também integra o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Segundo Ivana, se o sistema de Justiça não se antecipa para abortar esse tipo de “resgate”, “pode acontecer uma verdadeira guerra no momento em que a polícia tentar intervir”.

O nome do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP (Ministério Público de São Paulo), estava na lista de autoridades que o PCC planejava matar para resgatar seu líder.

Ele foi o responsável por pedir a transferência de Marcola em 2019 do presídio de Rondônia para Brasília, após descobrir um novo plano de fuga.

Hoje, Gakiya vive escoltado. “Ninguém quer ter a vida que eu tenho, precisar ficar cercado de policiais 24 horas por dia. Não poder mais sair de férias com a família, nem dentro do Brasil, nem na América do Sul. É uma vida muito limitada”, diz.

O promotor conta que há uma disputa interna pelo cargo de Marcola, apesar de ele ainda ser considerado o líder supremo da facção. “O Marcola está gradativamente perdendo o poder porque ele está afastado e isolado, então outros pretendem atingir esse posto.”

Questionada sobre o que aconteceria caso Marcola fugisse, Ivana afirma que, com o respeito que ele tem dentro do grupo, logo retomaria seu cargo. Mas ressalta que isso é “praticamente impossível”.

A especialista afirma que, mesmo com ele preso, os criminosos que colocou em cargos de confiança conseguem dar sequência a parte de seus planos.

“A gente vê o PCC com o garimpo no Norte, lavando dinheiro em empresas públicas, traficando armas e drogas, mesmo com o Marcola fora”, completa.

Tentativas frustradas de resgate de Marcola
Em 2014, o plano do grupo criminoso era usar um helicóptero camuflado para tirar o líder do PCC da penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde estava preso na época.

Quatro anos depois, em 2018, o MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a Polícia Civil descobriram que a facção tinha “investido” R$ 100 milhões para a contratação de mercenários e na compra de armas, granadas e aeronaves a fim conseguir tirar Marcola da cadeia. Mas o plano também foi frustrado.

A tentativa mais recente de que se tem notícia ocorreu em 2019, quando o líder do PCC foi levado à penitenciária de Porto Velho, em Rondônia, e, um mês depois, transferido para Brasília, no Distrito Federal, para uma penitenciária de segurança máxima, onde cumpre pena atualmente.

Essa transferência ocorreu após uma investigação mostrar que o objetivo da facção criminosa era invadir o presídio com cem homens armados, sequestrar autoridades e incitar rebeliões em cadeias federais. Mais um plano mirabolante frustrado.

Fonte: r7

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Segurança

Homem considerado o ‘número do 2’ do PCC é transferido para o presídio onde está Marcola

por Redação 7 de dezembro de 2023

Gilberto Aparecido dos Santos, de 53 anos, mais conhecido como Fuminho e apontado pela polícia como o ‘número 2’ do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi transferido do Presídio Federal de Mossoró (RN) para a Penitenciária Federal de Brasília (DF), na última semana.

Agora, o condenado, que ficou 21 anos foragido da Justiça e foi preso em abril de 2020, cumpre pena no mesmo lugar em que está Marcos Williams Herbas Camanho, o Marcola, líder máximo do PCC, considerada a maior facção criminosa do Brasil.

A informação da transferência foi confirmada ao R7 pelo advogado de Fuminho, Ércio Quaresma. Segundo o defensor, apesar da afirmação das autoridades públicas de que seu cliente é uma das principais lideranças do PCC, não há provas que o vinculem à facção.

“Eles [as autoridades] falam isso para fazer alardes, para fazer ele ser preso em presídios federais, mas nunca conseguiram provar porque não tem o que provar”, disse Quaresma.

O advogado ainda afirmou que o presídio onde o acusado está preso tem um “sistema rígido e absurdamente controlado”, para ressaltar que o contato dele com Marcola possivelmente será mínimo.

Além disso, o líder maior do PCC deve ser transferido para outra unidade de segurança máxima. Porém, o novo endereço e a data não foram divulgados. A medida ocorre depois que o setor de inteligência das penitenciárias federais identificou um plano em andamento para sequestrar e matar policiais penais federais.

Como Fuminho foi preso?
Antes de ser detido, Gilberto Aparecido dos Santos estava na lista do Ministério da Justiça e Segurança Pública como um dos criminosos mais procurados do Brasil.

Ele foi preso em 13 de abril de 2020, em Maputo, capital de Moçambique, na África. O homem voltou ao Brasil em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

Para especialistas em segurança pública, a prisão do homem foi um “terremoto para o equilíbrio interno do PCC”, uma vez que os negócios da facção já haviam sido impactados com a pandemia de Covid-19.

No momento da prisão, Fuminho estava em um condomínio da capital moçambicana. O acusado foi capturado por meio de uma ação conjunta da PF com o DEA (Órgão de Combate às Drogas, na tradução do inglês), do Departamento de Justiça dos EUA, e a polícia do país africano.

As investigações da PF mostram que Fuminho é o braço-direito de Marcola. Ele estava foragido das autoridades brasileiras havia 21 anos.

Fuminho foi denunciado à Justiça como o responsável por mandar matar Rogério Jeremias de Simone, Gegê do Mangue, e Fabiano Souza, o Paca, em fevereiro de 2018 em Aquiraz, na região metropolitana de Fortaleza. Parte da cúpula do PCC, a dupla era suspeita de desviar dinheiro da organização criminosa.

Fonte: r7

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Segurança

Jurado de morte, homem que diz ser ex-integrante do PCC revela detalhes da facção e alerta jovens

por Redação 17 de outubro de 2023

Um homem, identificado como Frank e que diz ser ex-integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital), maior facção criminosa do país, abriu um perfil em uma rede social no qual compartilha detalhes sobre a organização, com o objetivo, segundo ele, de alertar jovens. A primeira publicação foi feita nesta segunda-feira (16) e acumulou mais de 295 mil visualizações — assista ao vídeo abaixo.

Frank afirma que está jurado de morte desde que deixou o seu cargo na “sintonia”, setor responsável por tomar decisões e dar ordens a outros faccionados, e, desde então, se muda e se esconde em diversas casas.

“Eu era a sintonia geral da lista negra dos estados internos e externos. Tinha planilhas, dados de muitos integrantes. Sei como funciona, então não aceitaram que eu saísse”, explicou.

@ex.integrante_do_pcc Vou falar tudo #pcc #sintoni #franck #facçao #policia #exintegrante #foy #fyp #fypシ #fypシ゚viral #fypage #vira #viral ♬ Sequência da Dz7 – MC Menor Do Alvorada & TRASHXRL

O ex-integrante da facção afirma que faz os vídeos porque não tem mais nada a perder. “Vou morrer de qualquer jeito, daqui a pouco vão deixar outro cara igual a mim no lugar, outro Frank, que com 16 anos viu no crime uma oportunidade de ganhar dinheiro e sustentar a família”, revelou.

O homem conta que hoje, aos 31 anos, após passar por vários cargos até estar entre os líderes, cansou de precisar viver com medo, ter que andar armado e dormir só de dia. Ele ainda explica que, na época em que entrou para o PCC, acreditava no estatuto e na revolução que a facção tanto pregava.

Drogas, luxo e política: qual é a realidade?
Frank nega que tenha traído a facção durante os anos de “carreira”, mas que talvez esteja fazendo isso agora por falar a verdade, mas que precisava mostrar a realidade.

O PCC, segundo o ex-integrante, não é só o que mostram nos videoclipes dos MCs, com muito dinheiro, luxo e diversão, ou o que a polícia fala a respeito da questão da facção com o tráfico de drogas.

“Eles estão até dentro da prefeitura, tem senador e prefeito integrante. Vereador, então… é o que mais tem”, revela.

Para Frank, o PCC é um setor político, diferente do Comando Vermelho, que investe em armas porque quer guerra.

“É tipo um sistema político, uma revolução. Foi nisso que acreditei, mas depois começaram a batizar menor de idade, comecei a ter que ficar isolado em chácaras, ir para o Paraguai, ficar longe da minha família, dos meus filhos”, menciona.

Mas dá para sair do PCC?
A saída do PCC, na maioria das vezes, é a morte, conforme afirmam especialistas que estudam a facção há anos. O ex-integrante, porém, revela que há duas saídas para um batizado: ser diagnosticado com uma doença que impossibilite a pessoa de realizar os serviços ou se ele decidir ir para a igreja.

Porém, a pessoa passa a ser monitorada pelos faccionados. “Foi para a igreja e está fumando cigarro, maconha, frequentando baile funk ou bebendo, vai ser cobrado”, conta.

Emocionado, Frank ressalta que foi uma criança, um ser humano bom um dia, mas que se corrompeu. “Não quero ser a vítima. Meus motivos foram o caminho fácil, falta de vergonha na cara e de ouvir meu pai e minha mãe.”

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Segurança

Helicóptero, escolta e mais de 90 policiais: veja imagens da ida de Marcola a hospital do DF

por Redação 4 de agosto de 2023

Um dos mais famosos internos do sistema prisional brasileiro, Marco Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, mobilizou mais de 90 policiais de diversas áreas de segurança para realizar sua escolta até o Hospital Regional do Gama (HRG), localizado a cerca de 40 km do presídio federal no qual o líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) está preso desde janeiro deste ano, após ser transferido de Porto Velho, a capital de Rondônia.

Imagens mostram que os policiais estavam com armamento pesado e que Camacho era acompanhado de perto por um deles. Além disso, o preso utilizava um uniforme com os dizerem “Interno” para garantir a identificação.

Uma testemunha gravou também os homens armados que estavam em todo o perímetro da unidade pública de saúde e os presos — Marcola e outro detento que não teve a identidade revelada — que foram levados por um carro do Sistema Penitenciário Federal.

Depois de realizar os exames — uma coleta de sangue e uma endoscopia —, o chefe da facção foi levado para a prisão em um helicóptero. A aeronave levantou voo por volta das 8h30 em um local cercado por grades e policiais.

Transferência
Marcola foi transferido para a capital federal no dia 25 de janeiro após determinação do ministro da Justiça, Flávio Dino. Segundo ele, a mudança foi necessária pela descoberta de um suposto plano para libertar o preso, que estava no complexo federal de Porto Velho.

O chefe do PCC havia sido transferido para a capital de Rondônia em março do ano passado. Ele havia saído exatamente da penitenciária federal em Brasília. Na época, a remoção foi um pedido do governador do DF, Ibaneis Rocha.

O líder da facção criminosa foi transferido na parte da tarde, também com um grande esquema de segurança, que contou com aeronaves, veículos, helicópteros e policiais fortemente armados. Os detalhes — como número de pessoas que participaram e tipo de armamento utilizado — não foram divulgados por questão de segurança.

‘Marcola’
Marco Willians Herbas Camacho tem 55 anos e é apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Marcola está preso desde 19 de julho de 1999 e já passou por presídios do Distrito Federal, de Rondônia e do Rio Grande do Norte.

Nascido em Osasco, ele é filho de pai boliviano e mãe brasileira. Camacho negou, em um depoimento de 2017, que tenha ligação com a facção e, entre os apelidos que lhe são atribuídos, confirmou apenas ser conhecido como Marcola.

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Segurança

Marcola, apontado como principal líder do PCC, deixa presídio federal e é levado para hospital

por Redação 4 de agosto de 2023

Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola e suspeito de ser o principal líder da maior facção criminosa do Brasil, o PCC (Primeiro Comando da Capital), foi transferido do Presídio Federal de Brasília, onde cumpre pena, para o Hospital Regional de Gama, na manhã desta sexta-feira (4).

Ao R7, Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, informou que o médico particular do detento já havia pedido alguns procedimentos de rotina e, nesta sexta, ele foi submetido a exames de sangue e endoscopia.

Apesar disso, segundo Ferullo, Marcola não teve nenhum problema de saúde. “Eles [a polícia] não avisam ninguém, a gente só sabe depois que acontece”, comentou.

O chefe do PCC soma 342 anos de prisão por crimes como homicídio, tráfico de drogas, formação de quadrilha e roubo.

Em nota, a Secretaria Nacional de Políticas Penais diz que detalhes sobre a saúde dos detentos não são informados por questão de segurança, mas que zela pela integridade dos custodiados e conta com equipe de saúde multidisciplinar — veja a nota na íntegra abaixo.

Veja a nota da Secretaria Nacional de Políticas Penais na íntegra:

“A Secretaria Nacional de Políticas Penais informa que, segundo o Código de Ética Médica e resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) nº 999/80 de 23 de maio de 1980 e nº 1.605/2000, o sigilo de informações de saúde é simultaneamente direito do paciente e dever do profissional.

Todas as informações de saúde de quaisquer pessoas são sigilosas e privativas; porém, a Senappen reitera que os presos custodiados no Sistema Penitenciário Federal, nos ditames na Lei de Execução Penal, têm toda a assistência necessária de acordo com suas necessidades individuais, inclusive em questões materiais que, dentre outros, prevê o fornecimento de alimentação balanceada, vestuário e instalações higiênicas.

Além de contar com equipe de saúde multidisciplinar composta de médicos, enfermeiros, técnicos, dentistas, psicólogos e assistentes sociais, também há ativo o serviço de telemedicina, em que os privados de liberdade podem se consultar nas especialidades de cardiologia, ortopedia, pneumologia, urologia, dermatologia e psiquiatria.

Quaisquer informações individualizadas de custodiados não são informadas por questões de segurança e/ou legais.

Reforçamos que a Senappen zela pela integridade dos custodiados nas penitenciárias federais e pelo fiel cumprimento da Lei de Execução Penal (LEP).”

Transferência
Marcola foi transferido da penitenciária federal de Porto Velho, no estado de Rondônia, onde estava preso, para o Presídio Federal de Brasília, no Distrito Federal, em 25 de janeiro deste ano.

A operação de transferência foi coordenada pela Secretaria de Políticas Penais do Ministério da Justiça e realizada durante a tarde, sob forte esquema de segurança.

O motivo da mudança de prisão, segundo revelou o ministro de Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, seria um suposto plano de fuga de Marcola da unidade.

Fonte: r7

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São PauloSegurança

‘Bando do Magrelo’ representa ameaça ao PCC apenas no interior de São Paulo, dizem especialistas

por Redação 26 de maio de 2023

Apontada como rival do PCC (Primeiro Comando da Capital), a organização criminosa criada e liderada por Anderson Ricardo de Menezes, mais conhecido como Magrelo, provocou uma disputa sangrenta pela rota do narcotráfico na região de Rio Claro, no interior de São Paulo, nos últimos dois anos. Apesar do poder bélico e da movimentação vultuosa de dinheiro, especialistas ouvidos pelo R7 dizem que o grupo oferece apenas uma ameaça local.

O bando é alvo de uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) de Piracicaba, do MPSP (Ministério Público de São Paulo). Oito integrantes, incluindo Magrelo, já foram identificados pelo órgão. Eles foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.

Durante operação do Gaeco em parceria com o Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), em 17 de maio, cinco membros da organização rival do PCC foram presos preventivamente. Nesta terça-feira (23), a Polícia Militar Ambiental também conseguiu capturar Magrelo, durante patrulhamento, entre as cidades de Novo Horizonte e Borborema, a cerca de 220 quilômetros de Rio Claro.

Para a desembargadora do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) Ivana David, o grupo liderado por Magrelo — também conhecido como “Chefe”, “Patrão” e “Barabas” — pode ser considerado somente uma ameaça regional ao PCC, pois a estrutura ainda é pequena. Em razão disso, eles não podem ser denominados facção criminosa, a exemplo do PCC ou o do Comando Vermelho.

“Uma organização criminosa tem que ter mais de quatro integrantes, uma hierarquia e estrutura de carreira dentro da associação [do tráfico de drogas]. A facção criminosa tem outro tipo de ligação. Existe uma estrutura empresarial. O PCC, por exemplo, tem uma estrutura transnacional, domina as fronteiras da América do Sul e já tem ligações com a Europa, Ásia e África”, explica a desembargadora.

À reportagem, David também afirma que as prisões recentes vão abalar o organograma do grupo de Rio Claro, pois vão desestabilizar a hierarquia e a divisão de tarefas. “Quando se tira, por exemplo, o líder, a estrutura cai e é necessário refazê-la, o que demanda um tempo. Pelo menos por hora, a coluna hierárquica dessa organização enfraqueceu”, afirma.

De acordo com o promotor de Justiça Criminal Marcio Sergio Christino, o PCC já alcançou o nível de cartel, o que também dificulta uma comparação com o grupo de Magrelo. “É uma facção que tem amplitude gigantesca com volume de recursos grande. É a organização que mais cresce no mundo e atua no país inteiro”, afirma.

Atualmente, segundo Christino, a facção paulista encontra, de fato, resistência entre as organizações criminosas da região do Norte do país, como a Família do Norte, em razão da disputa do mercado de drogas.

“Os grupos criminosos [nortistas] se abastecem [com mercadorias] do Peru, usam a Rota Solimões e vendem drogas na parte de cima no Brasil. Enquanto o PCC importa a cocaína da Bolívia. Já o grupo de Rio Claro, provavelmente, obtém as drogas por intermediários”, explica o promotor de Justiça.

“Seria uma surpresa se surgisse uma organização para se opor ao PCC em tamanho e força. Isso não é uma coisa que acontece de hoje para amanhã. São disputas de mercado. Quando o grupo [de oposição] se tornar um incômodo, há duas possibilidades: eles podem se integrar ao PCC ou a facção paulista vai cortar o fornecimento de drogas”, defende Christino.

Magrelo: opositor do Marcola?
Criador da organização criminosa em Rio Claro, o traficante Anderson Ricardo de Menezes, de 48 anos, se considera o “novo Marcola”. Na denúncia do MPSP, obtida pelo R7, ele é descrito como o chefe da criminalidade local, sendo respeitado na área por meio do comportamento violento.

“[Ele] não admite desaforos, seja de outros criminosos de seu grupo, seja de pessoas envolvidas com outras organizações criminosas, tal como o Primeiro Comando da Capital. A consequência de quem ousa contrariar as determinações de Anderson Ricardo é uma só: a morte”, definem os procuradores responsáveis pela investigação.

Esta não é a primeira vez que Magrelo é alvo de investigações pelo Gaeco de Piracicaba. Em 2014, foi deflagrada a Operação Carro Falso contra uma organização criminosa acusada de falsificação, adulteração, roubo e furto de documentos e veículos, da qual ele fazia parte.

A denúncia do MPSP também afirma que, ao longo dos anos, Anderson Ricardo “evoluiu na criminalidade”. Antes de ser preso nesta terça-feira, ele ostentava alto padrão financeiro, fruto do tráfico de drogas, morava em um condomínio fechado e frequentava ambientes da alta sociedade rio-clarense.

Em uma conversa por WhatsApp entre integrantes da organização criminosa, a que o MPSP teve acesso, Willian Ribeiro de Lima Diez, considerado o braço direito de Magrelo, afirma que o grupo chegou a lucrar R$ 100 mil por semana com a venda de drogas.

Questionada sobre a comparação com o líder máximo do PCC, a desembargadora Ivana David reitera que “o Anderson é uma pessoa violenta. Ele não é parecido com o Marcola, ele é parecido com o Pablo Escobar. Ele vai matando todo mundo que vai passando na frente dele”.

Disputa pela Rota Caipira
O objetivo do grupo de Magrelo é tentar dominar parte da Rota Caipira, conhecida rota de tráfico internacional de drogas, delimitada entre o interior paulista e o Triângulo Mineiro, de acordo com os especialistas. Essa região é a ponte entre os países produtores da droga, a Colômbia, o Peru e a Bolívia, e os centros consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro.

“A região de Rio Claro tem algumas peculiaridades, por isso faz parte da Rota Caipira. Ela é uma região rica, com malha viária muito boa, e tem muita pista clandestina. É uma região de fazenda, e é boa para o tráfico de entorpecentes, por isso escolheram aquela região”, explica a desembargadora.

Pelo menos desde o ano de 2021, o MPSP identificou a atividade da organização criminosa em Rio Claro devido ao aumento do número de assassinatos. O uso de fuzis e execuções em via pública à luz do dia faz parte do modus operandi dos criminosos.

De acordo com os dados disponibilizados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), em 2020, foram registrados 21 boletins de ocorrência por homicídios dolosos na cidade. O número aumentou para 37 em 2021. Enquanto, em 2022, foram contabilizados 33 casos pela pasta.

Além do tráfico de drogas, o Gaeco de Piracicaba também observou a partir das fotos e conversas de WhatsApp, obtidas pela perícia dos celulares de integrantes da organização, a prática dos crimes de porte e posse de armas de fogo de uso permitido e restrito, lavagem de dinheiro e homicídios.

Fonte: r7

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BrasilSegurança

Marcola, líder do PCC, é transferido de Rondônia para o Distrito Federal

por Redação 26 de janeiro de 2023

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou que o detento Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, foi transferido nesta quarta-feira (25) da penitenciária federal de Porto Velho para a penitenciária federal de Brasília. Marcola é apontado como um dos principais líderes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação de transferência foi coordenada pela Secretaria de Políticas Penais do Ministério da Justiça e realizada durante a tarde, sob forte esquema de segurança. O motivo da mudança de prisão, segundo revelou o próprio ministro, seria a existência de um suposto plano de fuga de Marcola da unidade.

“A transferência foi feita de um presídio federal para outro, exatamente visando prevenir um suposto plano de fuga ou resgate desse preso. Portanto, essa operação se fez necessária para garantir a segurança da sociedade”, afirmou Dino em uma entrevista a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo ele, o preso já está na capital federal.

Marcola havia sido transferido para Rondônia em março do ano passado. Ele havia saído exatamente da penitenciária federal em Brasília. Na época, a remoção foi um pedido do governador do DF Ibaneis Rocha, atualmente afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), após os atos golpistas de 8 de janeiro, na capital federal.

O líder do PCC já havia passado pela penitenciária federal de Porto Velho em 2019. Marcola acumula condenações que somam mais de 300 anos.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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