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MINISTRO DA FAZENDA

Brasil

Haddad reafirma compromisso com contas públicas e defende revisão de programas sociais

por Redação 20 de agosto de 2024

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta terça-feira (20) o compromisso do governo com as contas públicas e voltou a defender a revisão de programas sociais, a fim de alcançar a meta ainda neste ano. Segundo ele, a questão fiscal é importante para a pasta, mas que vem “tirando o pé” de maneira sensata e correta, sem prejudicar os mais pobres.

Na agenda, Haddad citou que programas sociais, como Bolsa Família e BPC (Benefício de Prestação Continuada), possuíam checagem com maior frequência das condições de elegibilidade e de condicionalidade. Diante do cenário, o ministro da Fazenda pediu maior controle em relação aos beneficiários.

“Tem gente que pensa que é uma questão de ortodoxia, liberalismo. Não tem nada a ver com escola de pensamento econômico. Ninguém pode ser contra ter um programa consistente, transparente, em que as condições de elegibilidade sejam verificadas mês a mês, senão vai perdendo o controle da situação e o programa vai perdendo o objetivo de reduzir desigualdades. Então, precisamos ter cautela com isso. E estamos num momento particularmente favorável para fazer esse tipo de ajuste”, disse o ministro.

Haddad relatou que a correção de distorção não pode ser avaliada como corte e defendeu que os programas sociais alcancem os objetivos.

“Estamos levando com certa frequência ao presidente da República aquilo que a gente entende que é necessário fazer, não para prejudicar quem precisa do Estado, mas para adequar os programas aos reais objetivos e garantir que isso não tenham repercussão negativa, não apenas nas contas públicas, mas também no mercado de trabalho”, destacou. “Não podemos correr o risco nesse momento de tirar do mercado de trabalho quem pode trabalhar por conta de uma distorção de um programa mal gerenciado. Essas correções precisam ser feitas para o bem da economia brasileira”, completou.

O titular responsável pela área econômica também comentou que a equipe tem pressa, mas os resultados dependem de uma coalização de forças, que envolve, sobretudo, o Legislativo. “O sucesso, repito, também inspira cuidado. Nós estamos crescendo a 3%, então precisamos prestar atenção nas variáveis que precisam ser ajustadas para manter a qualidade do crescimento.”

Questão fiscal
Haddad afirmou que a questão fiscal é importante para o Ministério da Fazenda, mas que vem “tirando o pé”. O ministro argumentou que os estímulos fiscais não estão produzindo resultados importantes para a economia brasileira e, por isso, tem de reduzir de forma gradual.

“Eu acho que, às vezes, tem exagero aqui [no Brasil] e tem exagero lá nos Estados Unidos. Acho que, às vezes, lá tem um certo desleixo sobre o assunto. Eu conversei com várias autoridades americanas sobre o tema, inclusive sobre os efeitos dos juros sobre as economias de uma maneira geral, mas com as emergentes em particular. De fato, não é um assunto tão importante quanto aqui, na minha opinião, exageradamente”, disse.

“Estamos tirando o pé do fiscal, quer dizer, esse ano não tem como ser muito melhor do que o ano passado. Não tem como. Aconteça o que acontecer. E o ano que vem vai ser melhor que do que esse. Aconteça o que acontecer. Eu estou acompanhando. Então estamos tirando estímulo fiscal, de maneira organizada, sensata, sem prejudicar os pobres, da maneira correta. Mas a questão fiscal é uma que preocupa a Fazenda”, acrescentou.

Fonte: r7

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Economia

Após atrito, Haddad e Pacheco se reúnem para discutir desoneração dos municípios

por Redação 8 de abril de 2024

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve participar de um almoço na residência oficial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta segunda-feira (8), para discutir a desoneração da folha de pagamentos dos municípios. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), e o líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) também devem participar.

O assunto gerou atrito entre os dois na semana passada, após decisão de Pacheco de deixar caducar o trecho da medida provisória (MP 1202/2023) que tratava sobre a reoneração dos municípios.

Nos bastidores, a avaliação é que a decisão do presidente do Congresso foi uma “pancada” para Haddad, já que a medida impacta em cerca de R$ 10 bilhões de reais nos cofres da União, não estava previsto no orçamento, e atrapalha ainda mais o objetivo do governo de alcançar a meta de zerar o déficit nas contas públicas.

A Fazenda gostaria que a alíquota da contribuição previdenciária dos municípios passasse dos 8% para 20% ainda neste mês, mas sabia da resistência no legislativo. Porém, contava que o Congresso Nacional analisaria o projeto de lei que trata sobre o assunto antes de definir sobre manter a desoneração. Pacheco prorrogou alguns pontos da MP por sessenta dias, mais deixou esse de fora, fazendo com que perdesse a validade.

Já Pacheco disse ao blog ter alertado desde o início que o assunto só seria tratado por projeto de lei e que “está claro que não permitiríamos voltar a alíquota de 20% por MP”. Ele afirmou, ainda, não ver “problema em avaliar a proposta do governo antes das eleições”, mas precisaria “conversar com os municípios”.

Com o pano de fundo das eleições municipais, dificilmente há clima no congresso para reonerar municípios antes do pleito.

No fim de março, o governo apresentou ao congresso um projeto de lei, desenhado pela Fazenda, sobre o assunto. A proposta prevê desoneração para cidades abaixo de 50 mil habitantes – não mais 156 mil habitantes – e receita corrente líquida per capita de R$ 3.895. A ideia seria escalonar a reoneração, iniciando em 14% de contribuição patronal em 2024 e aumentando 2% por ano, até chegar em 20%, em 2027. A projeção do governo seria de atender 2,5 mil municípios. Porém, a proposta, até o momento, segue parada.

De acordo com Haddad, o governo pretende acionar a Justiça para pedir a derrubada da desoneração, já que o legislativo não apontou fonte de recurso para a renúncia fiscal.

Fonte: r7

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Economia

No G20, Haddad defende tributação mínima global sobre a riqueza

por Redação 28 de fevereiro de 2024

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a tributação progressiva como tema central para a construção de um mundo mais justo e defendeu uma tributação mínima global sobre a riqueza para construir o “terceiro pilar” para a cooperação tributária internacional. “Abordaremos um tema que considero central para a construção de um mundo mais justo, a saber, tributação progressiva. Reconhecendo os avanços obtidos na última década, precisamos admitir que ainda precisamos fazer com que os bilionários do mundo paguem sua justa contribuição em impostos”, disse o ministro.

“Além de buscar avançar nas negociações em andamento na OCDE e na ONU, acreditamos que uma tributação mínima global sobre a riqueza poderá constituir um ‘terceiro pilar’ para a cooperação tributária internacional”, complementou Haddad.

O titular disse também que a pobreza e a desigualdade precisam ser enfrentadas como desafios globais. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (28) durante a abertura do painel “O papel político-econômico na abordagem das desigualdades: experiências nacionais e cooperação internacional”, do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo.

O titular da Fazenda destacou que não há ganhadores com a crise da globalização. “Embora, como disse, os países mais pobres paguem um preço proporcionalmente mais alto, seria uma ilusão pensar que países ricos podem dar as costas para o mundo e focar apenas em soluções nacionais. Em um mundo no qual trabalho e capital são cada vez mais móveis, pobreza e desigualdade precisam ser enfrentadas como desafios globais, sob a pena da ampliação das crises humanitárias e imigratórias”, defendeu.

Haddad participou da agenda do G20 de forma virtual, em função do diagnóstico de Covid-19. De acordo com a assessoria de imprensa, o ministro se sentiu indisposto no domingo (25) e fez o teste que apontou infecção pela doença. Apesar disso, passa bem. Nesta semana, há intensa agenda na primeira reunião em nível ministerial da Trilha de Finanças do G20 durante a presidência brasileira no grupo.

A Fazenda informou que Haddad seguirá fazendo novos testes. Em caso de diagnóstico negativo, ele estará liberado para participar presencialmente dos eventos do G20 em São Paulo, especificamente em 28 e 29 de fevereiro, quando preside as reuniões. “Reiteramos que a programação oficial do G20 está preservada e que o ministro estará representado em todos os eventos”, disse a pasta.

Fonte: r7

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Economia

Haddad confirma reoneração do diesel a partir de 1º de janeiro e diz que preço nos postos não vai subir

por Redação 27 de dezembro de 2023

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (26) a reoneração do diesel a partir de 1º de janeiro de 2024. Ele garantiu, no entanto, que isso não deve significar aumento do preço nos postos, pois o imposto será compensado com a redução no valor do combustível que foi anunciada mais cedo pela Petrobras.

“A Petrobras hoje anunciou o segundo corte no mês de dezembro, que mais do que compensa a reoneração de 1º de janeiro. Isso é importante para todo mundo ficar atento, porque se vier argumento de aumento do preço, não tem nada a ver. Não há nenhuma razão para impacto do diesel”, declarou Haddad a jornalistas após reunião com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

A reoneração resulta em um acréscimo de cerca de R$ 0,30 no valor do combustível. No entanto, a Petrobras comunicou uma diminuição de R$ 0,30 no preço do diesel nas refinarias a partir desta quarta (27).

“Se você comparar o preço do diesel com dezembro de 2023, você tem uma queda do preço da Petrobras mesmo com a reoneração. Não tem razões para [o posto de combustível] aumentar. Tem para diminuir”, completou.

Valor para as distribuidoras vai cair a R$ 3,48 por litro
A redução anunciada pela Petrobras chega a 7,9%. Com isso, o valor para as distribuidoras do combustível vai cair a R$ 3,48 por litro. A variação acumulada no ano no preço de venda do diesel representa uma redução de 22,5%, ou queda de R$ 1,01 por litro.

“O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação”, informou a estatal em nota.

Fonte: r7

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Política

Pacote econômico e vetos marcam semana decisiva no Congresso

por Redação 11 de dezembro de 2023

O governo corre contra o tempo para aprovar e resolver pendências econômicas que impulsionam a arrecadação federal. Há a previsão de votação de vários projetos e vetos nesta semana no Congresso Nacional, entre elas a medida provisória que altera as regras de subvenção do ICMS e o projeto de lei das apostas esportivas. Os textos foram enviados pelo Ministério da Fazenda em agosto, e os parlamentares entram em recesso no próximo dia 22.

Na tentativa de aparar as arestas e garantir uma sólida aprovação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não compareceu à Cúpula do Mercosul, realizada na última semana no Rio de Janeiro, para priorizar reuniões com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e tratar do tema econômico, entre outros assuntos.

Para o fim de ano, Haddad considera como prioritária a aprovação de um pacote de medidas: taxação de offshore, que altera regras de subvenção do ICMS; Lei de Diretrizes Orçamentárias; as apostas esportivas; e a reforma tributária. O primeiro projeto já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e aguarda sanção presidencial.

O projeto de lei das apostas esportivas, cuja previsão é ser analisado nesta terça-feira (12) no Senado, já foi aprovado pelos deputados. Pelo texto, serão taxadas apostas esportivas virtuais, jogos de azar, casas de apostas, cassinos online e os próprios apostadores. Para funcionar, os operadores deverão pedir autorização à Fazenda, com outorga que pode custar até R$ 30 milhões para explorar a atividade por três anos.

A taxação deve ocorrer nos moldes do que foi proposto pelo governo: 18% sobre o faturamento bruto das empresas e 30% de Imposto de Renda sobre os ganhos de cada aposta. Haddad argumenta que a arrecadação anual com as apostas pode chegar a R$ 12 bilhões por ano. Agora, falta a aprovação do Senado.

Outro tema considerado relevante pela equipe econômica é a aprovação da MP que altera regras de subvenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na prática, a medida limita a transferência de recursos pelas empresas para reduzir a base de cálculo do pagamento dos impostos federais.

A estimativa de arrecadação, nesse caso, é de R$ 35 bilhões em 2024. Outro destaque, inserido na MP das subvenções, é a mudança de regra dos juros sobre capital próprio (JCP). O governo tenta acordo nesse tema.

Diante da baixa adesão do Congresso à MP, Haddad admitiu mudanças. “Estamos concordando em dar um desconto sobre R$ 90 bilhões, de condenação pelo Superior Tribunal de Justiça, de praticamente todas as empresas, e estamos calibrando a subvenção a investimento, mas investimento real, não presumido. Tem que demonstrar que houve investimento concreto para que a União possa participar”, disse.

O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 deve ser apreciado pela Comissão Mista de Orçamento nesta quarta (13). A LDO baliza a Lei Orçamentária Anual (LOA), que é o Orçamento da União. A matéria prevê metas e prioridades do governo, despesas de capital para o ano seguinte, alterações na legislação tributária e política de aplicação nas agências financeiras de fomento.

Como mostrou o R7, o relator da LDO propôs um cronograma de pagamento das emendas parlamentares impositivas, o que na prática fortalece o Congresso Nacional ao retirar do governo federal o controle do momento em que essas verbas são gastas.

O calendário dá o prazo de até 15 dias após o início do ano legislativo para que se cadastrem projetos, com tempo de análise de até 120 dias. Caso não haja nenhuma divergência, o valor da emenda precisa ser empenhado (ou seja, reservado) em até 30 dias. Já o prazo para pagamento é até o fim do ano.

A Câmara dos Deputados pretende votar nesta semana a reforma tributária. Durante a discussão do tema no Senado, o número de produtos e serviços que podem ter tratamento favorecido foi ampliado para 42, ante 33 exceções impostas pelos deputados. Os parlamentares avaliam essas mudanças. A intenção dos presidentes Arthur Lira e Rodrigo Pacheco é que o texto seja promulgado ainda em 2023.

Caso a reforma seja aprovada em 2023 no Congresso Nacional, é somente no próximo ano que ocorrerão as votações de leis complementares que vão regulamentá-la. A definição das alíquotas, itens a ser incluídos na cesta básica para receberem a isenção total e produtos que terão imposto seletivo aplicado são temas que ainda precisarão ser resolvidos.

A infraestrutura do novo sistema deve ser montada em 2025. A partir de 2026, começa a transição de impostos até 2033, quando sobrarão apenas os novos impostos previstos na reforma: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo.

Vetos
O Congresso Nacional deve analisar, na próxima quinta (14), o veto presidencial à desoneração da folha. A expectativa é de reversão da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de barrar a prorrogação da medida. Na pauta da mesma sessão estão os vetos ao marco temporal das terras indígenas, às novas regras do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e ao arcabouço fiscal.

Em relação ao projeto da desoneração, a ala governista tenta incluir a discussão da medida somente na segunda etapa da reforma tributária. A indicação por parte da maioria dos parlamentares é a de manter o movimento pela derrubada do veto integral ao projeto, por avaliar que não há tempo hábil para analisar uma nova proposta do zero até o fim do ano.

Nos bastidores, a equipe econômica já planeja alternativas à desoneração, por prever a derrubada do veto. Por isso, a Fazenda considera essencial para manter as metas fiscais a aprovação da MP das subvenções, que limita a transferência de recursos do ICMS pelas empresas, para reduzir a base de cálculo do pagamento dos impostos federais.

Fonte: r7

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Economia

Haddad comenta aprovação da taxação dos ‘super-ricos’ e diz que medidas corrigem distorções

por Redação 30 de novembro de 2023

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (30) que a aprovação pelo Senado Federal da taxação de investimentos de pessoas físicas no exterior por meio dos fundos offshore e de investimentos exclusivos e de outras medidas econômicas tem o objetivo de corrigir distorções do sistema tributário brasileiro.

“Ontem aprovamos taxação dos chamados super-ricos, que são as offshores e fundos fechados. Temos a instalação da comissão mista da MP 1185, que corrige uma distorção absurda do nosso sistema tributário, fazendo com que grandes empresas não paguem impostos de renda, prejudicando estados e municípios que deixam de receber fundo de participação”, disse Haddad, no Catar.

“Tudo isso são correções de distorções provocadas nos últimos anos, o que minou a base fiscal do Estado brasileiro. São grupos de interesse que se apropriaram do orçamento público, prejudicando a população, prejudicando estados e municípios e a União, que acaba tendo que arcar com esses custos”, completou o ministro.

Entenda o projeto
O projeto foi aprovado pelos senadores na última quarta-feira (29). De autoria do Executivo, a medida prevê uma arrecadação de R$ 7 bilhões em 2024. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de outubro e agora segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na Câmara, a proposta incorporou o conteúdo da medida provisória 1.184/2023, que instituiu o chamado “come-cotas” nos fundos fechados. Com isso, a tributação ocorrerá sobre rendimentos de aplicações financeiras e lucros e dividendos de entidades controladas no exterior (offshores) e de trusts (bens administrados por terceiros).

A tributação dos chamados “super-ricos” é uma das matérias consideradas prioritárias pelo governo federal para cumprir a meta de zerar o déficit das contas públicas. Inicialmente, o governo tinha sugerido uma alíquota de 10% para fundos de alta renda. Esse percentual seria cobrado duas vezes por ano, sobre os rendimentos de cada fundo. No entanto, o relator na Câmara diminuiu a alíquota para 6%. Antes das alterações de alíquotas na Câmara, o governo esperava arrecadar R$ 20 bilhões entre 2024 e 2026.

Os fundos exclusivos de investimento são voltados para quem tem, no mínimo, R$ 10 milhões em investimentos. Atualmente, existem 2.568 fundos exclusivos de investimentos no mercado brasileiro. Isso significa R$ 756 bilhões alocados nesses fundos, segundo o TradeMap. Esse dinheiro representa 12,3% de tudo o que está aplicado em fundos no Brasil.

No caso das offshores, a proposta prevê a tributação de 15% sobre o lucro esperado e 8% sobre o estoque. Atualmente, quem investe fora do Brasil nos fundos desse tipo escapa da taxação se não movimentar os valores.

Congresso Nacional
Haddad falou também em apoio dos parlamentares. “Nós vamos trabalhar até o último dia para tudo isso ser aprovado. Nós temos o apoio tanto do presidente da Câmara quanto do Senado. Tenho conversado aqui na viagem com o senador Rodrigo Pacheco todos os dias e por telefone com o deputado Arthur Lira. Eu penso que o Congresso Nacional está empenhado em ajudar o país a equilibrar suas contas”, destacou.

“Nada é polêmico. Tudo é justo porque são distorções que estão sendo corrigidas. Se fosse justo, o Congresso não estaria nem debruçado sobre o tema. São coisas justas. São distorções e isso reconhecido pelos melhores economistas do país. Não é o Ministério da Fazenda que está falando. Se você pegar a posição dos melhores economistas do país, que têm se declarado, é de apoio. São correções importantes no sistema tributário injusto, que faz recair a conta no lado mais fraco da sociedade”, acrescentou.

Fonte: r7

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Economia

Sete milhões de brasileiros já quitaram dívidas pelo Desenrola, diz Haddad

por Redação 21 de novembro de 2023

“Hoje, nós temos 7 milhões de brasileiros que conseguiram pagar suas dívidas. Temos cerca de 1 milhão de brasileiros de baixa renda, outros 2 milhões de brasileiros que conseguiram na plataforma e temos outros 4 milhões de brasileiros que conseguiram junto com a rede bancária na primeira fase do programa, totalizando 7 milhões de pessoas”, disse Haddad.

O governo vai promover nesta quarta-feira (22) o Dia D — Mutirão Desenrola, uma ação em conjunto com organizações da sociedade civil, bancos e outros credores para fomentar as renegociações de débitos e ampliar o alcance do programa.

Segundo o ministério, os bancos vão aumentar o horário de atendimento de parte de suas agências, de acordo com as próprias políticas internas, para que os usuários das instituições financeiras fiquem a par dos benefícios concedidos pelo governo federal e para que haja mais disponibilidade de tempo para esses atendimentos.

Desde esta segunda-feira (20), o Desenrola passou a oferecer condições de parcelamento para dívidas com valor atualizado de até R$ 20 mil. Desde o lançamento da Faixa 1, em 9 de outubro, a plataforma já oferecia a possibilidade de pagamento à vista de dívidas até R$ 20 mil, porém, o parcelamento só estava disponível para dívidas de até R$ 5 mil.

A partir de amanhã, dívidas de até R$ 20 mil também terão a possiblidade de parcelamento na plataforma. De acordo com as regras do programa, as operações podem ser divididas em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês. Até então, as dívidas de até R$ 20 mil, com desconto ofertado, tinham de ser pagas à vista.

Durante uma transmissão nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o programa permite aos brasileiros contrair novas dívidas de “forma responsável” e brincou que a equipe do Ministério da Fazenda poderia ser indicada ao Nobel de Economia.

“Se esse plano der o resultado que estamos pensando, vamos indicar a equipe para o prêmio Nobel da economia. Nós resolvemos um problema crucial da sociedade. Na hora que você liberta um cara de uma dívida, você está dando para ele liberdade até para que ele se endivide outra vez. Mas que ele se endivide com responsabilidade”, disse o presidente.

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