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@2023 Voz de Guarulhos
Tag:

PCC

Segurança

Exclusivo: Polícia europeia já classifica o PCC como um cartel

por Redação 1 de agosto de 2023

A Europol, a polícia europeia, usou a expressão “cartel” para designar o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa nascida nos presídios paulistas na década de 90. O termo foi inserido em comunicado em relatório de maio de 2023 sobre a operação contra o tráfico de drogas na Espanha e em Portugal, em parceria com as polícias nacionais dos países e a Polícia Federal brasileira.

A operação de maio foi um desdobramento de uma apreensão, em junho de 2022, de 800 quilos de cocaína escondidos num contêiner com sacos de açaí congelados saídos do Brasil, no porto de Sines, Portugal.

A Europol explica que a razão para chamar o PCC de cartel é a concentração dentro do mesmo grupo criminoso das tarefas de venda e transporte de drogas para outros países e, sobretudo, ter pessoas da própria organização responsáveis pela lavagem do dinheiro.

“Os cartéis de drogas são grandes e sofisticadas organizações criminosas compostas de várias organizações e células de tráfico de drogas que se reúnem para controlar toda a cadeia do tráfico de drogas, incluindo transporte e lavagem de dinheiro. Como tal, o PCC é considerado um cartel de drogas pela Europol”, explica a vice-porta-voz da polícia europeia, Claire Georges.

Em São Paulo, a Polícia Civil apreendeu no dia 28 de julho 50 veículos de luxo, como uma McLaren avaliada em R$ 1,5 milhão. Os Porsches, Ferraris, Audis e outros carros caríssimos seriam usados para lavar o dinheiro da droga pelo PCC. Eles estavam em agências de veículos supostamente ligadas à organização.

Membros do PCC morando na Europa
Também foi perguntado à Europol sobre o mapeamento da quantidade de integrantes do PCC que vivem na Europa, servindo como representantes comerciais da organização para negociar o envio de cocaína do Brasil para lá em acordos comerciais com as máfias europeias, como a italiana Danguera.

“A Europol não pode fornecer nenhum comentário sobre a presença de membros do PCC na Europa especificamente. O que podemos dizer é que, nos últimos anos, o crime organizado brasileiro de forma mais geral tem tentado se estabelecer na Europa, particularmente quando se trata de tráfico de cocaína. Da mesma forma, as organizações europeias de narcotráfico estão cada vez mais presentes no Brasil”, diz Claire Georges.

Ela ainda acrescenta: “Por causa disso, a Europol intensificou sua cooperação estratégica com o Brasil, e a Polícia Federal brasileira agora tem dois agentes de ligação destacados na sede da Europol em Haia. Esses agentes de ligação juntaram-se a uma rede de mais de 250 agentes de ligação de mais de 50 países e organizações com representação permanente na Europol”.

PCC entra na lista de organizações perigosas nos EUA
O governo dos Estados Unidos incluiu o PCC na lista de risco para ameaças da segurança nacional do país, ao lado da tríade chinesa, a máfia italiana e a japonesa Yakuza.

Fonte: r7

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Segurança

Polícia faz operação contra integrantes do PCC e busca por armazém de armas

por Redação 27 de julho de 2023

A Polícia Civil faz, na manhã desta quinta-feira (27), uma operação contra a maior facção criminosa do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital), na região da zona leste de São Paulo.

De acordo com a corporação, o objetivo é chegar a integrantes do grupo, principalmente até o indivíduo que atua como contador do PCC. Além disso, os agentes buscam encontrar onde a facção está armazenando armas e os cadernos de anotações.

Serão cumpridos dois mandados de busca e apreensão. A ação é coordenada pelo delegado Vinicius Nogueira da 4ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Condomínios e Residências do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

As equipes deixaram o DEIC por volta das 5h e possíveis materiais apreendidos e presos serão encaminhados de volta ao local, na avenida Zaki Narchi, número 152, no Carandiru, zona norte de São Paulo.

Fonte: r7

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São PauloSegurança

‘Bando do Magrelo’ representa ameaça ao PCC apenas no interior de São Paulo, dizem especialistas

por Redação 26 de maio de 2023

Apontada como rival do PCC (Primeiro Comando da Capital), a organização criminosa criada e liderada por Anderson Ricardo de Menezes, mais conhecido como Magrelo, provocou uma disputa sangrenta pela rota do narcotráfico na região de Rio Claro, no interior de São Paulo, nos últimos dois anos. Apesar do poder bélico e da movimentação vultuosa de dinheiro, especialistas ouvidos pelo R7 dizem que o grupo oferece apenas uma ameaça local.

O bando é alvo de uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo) de Piracicaba, do MPSP (Ministério Público de São Paulo). Oito integrantes, incluindo Magrelo, já foram identificados pelo órgão. Eles foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.

Durante operação do Gaeco em parceria com o Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), em 17 de maio, cinco membros da organização rival do PCC foram presos preventivamente. Nesta terça-feira (23), a Polícia Militar Ambiental também conseguiu capturar Magrelo, durante patrulhamento, entre as cidades de Novo Horizonte e Borborema, a cerca de 220 quilômetros de Rio Claro.

Para a desembargadora do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) Ivana David, o grupo liderado por Magrelo — também conhecido como “Chefe”, “Patrão” e “Barabas” — pode ser considerado somente uma ameaça regional ao PCC, pois a estrutura ainda é pequena. Em razão disso, eles não podem ser denominados facção criminosa, a exemplo do PCC ou o do Comando Vermelho.

“Uma organização criminosa tem que ter mais de quatro integrantes, uma hierarquia e estrutura de carreira dentro da associação [do tráfico de drogas]. A facção criminosa tem outro tipo de ligação. Existe uma estrutura empresarial. O PCC, por exemplo, tem uma estrutura transnacional, domina as fronteiras da América do Sul e já tem ligações com a Europa, Ásia e África”, explica a desembargadora.

À reportagem, David também afirma que as prisões recentes vão abalar o organograma do grupo de Rio Claro, pois vão desestabilizar a hierarquia e a divisão de tarefas. “Quando se tira, por exemplo, o líder, a estrutura cai e é necessário refazê-la, o que demanda um tempo. Pelo menos por hora, a coluna hierárquica dessa organização enfraqueceu”, afirma.

De acordo com o promotor de Justiça Criminal Marcio Sergio Christino, o PCC já alcançou o nível de cartel, o que também dificulta uma comparação com o grupo de Magrelo. “É uma facção que tem amplitude gigantesca com volume de recursos grande. É a organização que mais cresce no mundo e atua no país inteiro”, afirma.

Atualmente, segundo Christino, a facção paulista encontra, de fato, resistência entre as organizações criminosas da região do Norte do país, como a Família do Norte, em razão da disputa do mercado de drogas.

“Os grupos criminosos [nortistas] se abastecem [com mercadorias] do Peru, usam a Rota Solimões e vendem drogas na parte de cima no Brasil. Enquanto o PCC importa a cocaína da Bolívia. Já o grupo de Rio Claro, provavelmente, obtém as drogas por intermediários”, explica o promotor de Justiça.

“Seria uma surpresa se surgisse uma organização para se opor ao PCC em tamanho e força. Isso não é uma coisa que acontece de hoje para amanhã. São disputas de mercado. Quando o grupo [de oposição] se tornar um incômodo, há duas possibilidades: eles podem se integrar ao PCC ou a facção paulista vai cortar o fornecimento de drogas”, defende Christino.

Magrelo: opositor do Marcola?
Criador da organização criminosa em Rio Claro, o traficante Anderson Ricardo de Menezes, de 48 anos, se considera o “novo Marcola”. Na denúncia do MPSP, obtida pelo R7, ele é descrito como o chefe da criminalidade local, sendo respeitado na área por meio do comportamento violento.

“[Ele] não admite desaforos, seja de outros criminosos de seu grupo, seja de pessoas envolvidas com outras organizações criminosas, tal como o Primeiro Comando da Capital. A consequência de quem ousa contrariar as determinações de Anderson Ricardo é uma só: a morte”, definem os procuradores responsáveis pela investigação.

Esta não é a primeira vez que Magrelo é alvo de investigações pelo Gaeco de Piracicaba. Em 2014, foi deflagrada a Operação Carro Falso contra uma organização criminosa acusada de falsificação, adulteração, roubo e furto de documentos e veículos, da qual ele fazia parte.

A denúncia do MPSP também afirma que, ao longo dos anos, Anderson Ricardo “evoluiu na criminalidade”. Antes de ser preso nesta terça-feira, ele ostentava alto padrão financeiro, fruto do tráfico de drogas, morava em um condomínio fechado e frequentava ambientes da alta sociedade rio-clarense.

Em uma conversa por WhatsApp entre integrantes da organização criminosa, a que o MPSP teve acesso, Willian Ribeiro de Lima Diez, considerado o braço direito de Magrelo, afirma que o grupo chegou a lucrar R$ 100 mil por semana com a venda de drogas.

Questionada sobre a comparação com o líder máximo do PCC, a desembargadora Ivana David reitera que “o Anderson é uma pessoa violenta. Ele não é parecido com o Marcola, ele é parecido com o Pablo Escobar. Ele vai matando todo mundo que vai passando na frente dele”.

Disputa pela Rota Caipira
O objetivo do grupo de Magrelo é tentar dominar parte da Rota Caipira, conhecida rota de tráfico internacional de drogas, delimitada entre o interior paulista e o Triângulo Mineiro, de acordo com os especialistas. Essa região é a ponte entre os países produtores da droga, a Colômbia, o Peru e a Bolívia, e os centros consumidores, como São Paulo e Rio de Janeiro.

“A região de Rio Claro tem algumas peculiaridades, por isso faz parte da Rota Caipira. Ela é uma região rica, com malha viária muito boa, e tem muita pista clandestina. É uma região de fazenda, e é boa para o tráfico de entorpecentes, por isso escolheram aquela região”, explica a desembargadora.

Pelo menos desde o ano de 2021, o MPSP identificou a atividade da organização criminosa em Rio Claro devido ao aumento do número de assassinatos. O uso de fuzis e execuções em via pública à luz do dia faz parte do modus operandi dos criminosos.

De acordo com os dados disponibilizados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), em 2020, foram registrados 21 boletins de ocorrência por homicídios dolosos na cidade. O número aumentou para 37 em 2021. Enquanto, em 2022, foram contabilizados 33 casos pela pasta.

Além do tráfico de drogas, o Gaeco de Piracicaba também observou a partir das fotos e conversas de WhatsApp, obtidas pela perícia dos celulares de integrantes da organização, a prática dos crimes de porte e posse de armas de fogo de uso permitido e restrito, lavagem de dinheiro e homicídios.

Fonte: r7

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SegurançaSão Paulo

Líder da facção rival ao PCC é preso no interior de São Paulo

por Redação 24 de maio de 2023

O líder do grupo rival do PCC (Primeiro Comando da Capital), Anderson Ricardo de Menezes, mais conhecido como “Magrelo”, foi preso pela Polícia Militar no município de Borborema, a cerca de 380 quilômetros da capital paulista, nesta terça-feira (23). A informação foi confirmada pelo Cidade Alerta, da Record TV. Ele era procurado pelo envolvimento em diversos homicídios.

O grupo criminoso liderado por Magrelo nasceu na cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo. A região virou palco de uma disputa pelo controle do tráfico de drogas. Somente em 2022, foram registrados 33 homicídios.

Na quarta-feira (17), o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e o Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) realizaram a Operação Oposição, para cumprir oito mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão contra integrantes dessa organização criminosa.

Durante a ação, Magrelo conseguiu fugir por uma passagem secreta na mansão em que morava, em um condomínio de luxo de Ipeúna, município vizinho a Rio Claro — onde a facção criminosa nasceu.

De acordo com a denúncia do MP-SP, Magrelo é descrito como alguém que “não admite desaforos, seja de outros criminosos de seu grupo, seja de pessoas envolvidas com outras organizações tal como o PCC”.

“A consequência de quem ousa contrariar as determinações de Anderson Ricardo é uma só: a morte”, ainda alerta o órgão.

No momento da prisão, na tarde desta terça-feira, o líder da facção rival do PCC estava com documentos falsos. Segundo informações do Cidade Alerta, inicialmente, ele foi levado para a Cadeia Pública de Novo Horizonte. Posteriormente, Magrelo será encaminhado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de São José do Rio Preto.

Fonte: r7

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BrasilSegurança

Caçada a quadrilha de mega-assaltos ligada ao PCC termina com 18 mortos e cinco presos

por Redação 18 de maio de 2023

Chegou ao fim nesta quarta-feira (17) a Operação Canguçu, montada com 320 policiais de Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Pará e Minas Gerais, para caçar criminosos de uma quadrilha ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) que tentou assaltar um caixa-forte da transportadora de valores Brinks em Confresa (MT) no dia 9 de abril, e fugiu para o Tocantins.

A desmobilização das forças policiais começou no início da tarde após os comandantes das tropas considerarem que todos os assaltantes diretamente envolvidos no crime foram mortos ou presos. A Polícia Militar do Tocantins inicia agora a 2ª fase da operação para tentar identificar possíveis apoiadores da quadrilha.

Em 38 dias de operação, foram 18 suspeitos mortos, dois presos no cerco policial no Tocantins, mais dois em Redenção (PA) e outro em Araguaína, norte do Tocantins, suspeito de ser um dos articuladores da logística do assalto. Entre os criminosos mortos e presos, a maior parte tem origem em São Paulo, segundo relatório de inteligência que o Estadão teve acesso:

  • Danilo Ricardo Ferreira, o 1º morto, no dia 10 de abril;
  • Raul Yuri de Jesus Rodrigues, 2º morto, no dia 12 de abril;
  • Célio Carlos Monteiro, 5º morto, no dia 19 de abril;
  • José Cláudio dos Santos Braz, 6º morto, no dia 19 de abril;
  • Jonathan Camilo de Sousa, 8ª morto, 27 de abril;
  • Ericson Lopes de Abreu, 12º morto, 1º de maio;
  • Luis Silva, 13º morto, 1º de maio;
  • Ronildo Alves dos Santos, 16º morto, dia 8 de maio;
  • Ricardo Aparecido da Silva, 17º morto, dia 10 de maio.

Os presos
O núcleo paraense teve quatro suspeitos mortos:

  • Rafael Ferreira Lima, o 11º morto, no dia 1º de maio;
  • Gilvan Moraes da Silva , o 14º morto, no dia 2 de maio;
  • Robson Moura dos Santos, o 15º morto, no dia 2 de maio;
  • Janiel Ferreira Araújo, o 18º morto, no dia 13 de maio.

Outros dois suspeitos são de Imperatriz, no Maranhão:

•Eduardo Batista Campos, o 3º morto no dia 19 de abril;

•Julimar Viana de Deus, o 4º morto, no dia 19 de abril.

Os demais mortos são:

Matheus Fernandes Alves, de Goiás, a 7ª morte, no dia 22 de abril;

Airton Magalhães Marques, da Bahia, a 9ª morte, ocorrida dia 29 de abril;

Luiz Gustavo Pereira dos Santos, a 10ª morte, no dia 1º de maio.

Os presos
Paulo Sérgio Alberto de Lima, de Nova Odessa-SP, foi o primeiro preso no cerco do Tocantins. Outro paulista, Isaías Pereira da Silva, foi detido dentro de um ônibus no cerco policial, com destino a Palmas. Os paraenses Pertusilandio Machado e Felix da Silva Aguiar foram presos em Redenção em um imóvel que servia de suporte ao grupo. O quinto preso é Nelsivan Jovan de Araújo, detido em Araguaína, norte do Tocantins. Ele é apontado como o articulador da logística do grupo.

As forças policiais apreenderam dois fuzis calibre .50 e mais dezesseis calibre AK-47, além de carregadores, munições, coletes e capacetes balísticos, granadas e detonadores e equipamento usado em combate, como coturnos, luvas, joelheiras, cotoveleiras e balaclavas.

O comandante do Bope do Mato Grosso, coronel Frederico Correa Lima Lopes, avaliou a operação como bem sucedida. O militar considera que crimes como esse “geram um pânico na população” e uma resposta imediata é de “suma importância” para contornar o trauma e o prejuízo econômico para a região, afetada pela interferência da perseguição.

Copyright © Estadão. Todos os direitos reservados.

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São PauloSegurança

Polícia prende sete pessoas suspeitas de executarem casal durante tribunal do crime

por Redação 13 de maio de 2023

Sete pessoas suspeitas de integrar facção criminosa foram presas após a execução de um casal, durante um julgamento paralelo conhecido como ‘tribunal do crime’, rua Pirai do Nortena, no Jaraguá, zona norte de São Paulo, na madrugada deste sábado (13).

De acordo com a Polícia Militar, a corporação recebeu uma denúncia anônima para o endereço. No local, os agentes encontraram os sete suspeitos e, nas proximidades de uma mata, os corpos de um homem e de uma mulher. Até o momento, não há informações sobre a motivação dos fatos.

Ainda segundo a PM, o casal – ainda não identificado – foi morto em um julgamento paralelo realizado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), facção que atua dentro e fora dos presídios de São Paulo, além de fomentar ações criminosas em países como Paraguai, Bolívia, Colômbia e Venezuela.

Os detidos afirmaram que não tinham envolvimento no crime. Todos eles têm antecedentes criminais.

A PM acredita que o local seja um cemitério clandestino e que haja mais corpos enterrados. Um veículo, que continha marcas de sangue, além dos celulares dos detidos foram apreendidos.

O caso foi encaminhado para o 77° DP (Santa Cecília).

Fonte: r7

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SegurançaSão Paulo

Suspeita de guardar armas para o PCC, ‘Senhora do Fuzil’ deixa presídio por estar grávida

por Redação 11 de maio de 2023

A Justiça de São Paulo decidiu na última sexta-feira (5) pela soltura de Mariana Fragoso, de 25 anos. A jovem ficou conhecida como “Senhora do Fuzil” e é suspeita de guardar em casa armas que seriam de propriedade do PCC.

A mulher, que foi presa em Campinas no final de abril, receberia R$ 1.000 por mês para guardar o arsenal da quadrilha, segundo a polícia. De acordo com as investigações, entre as armas estavam fuzis.

No dia em que foi presa, a auxiliar administrativa afirmou que tinha acabado de descobrir que estava grávida. A Justiça de São Paulo informou que, do momento da detenção até a sessão que transformou a prisão em flagrante em prisão preventiva, Mariana não entregou o teste às autoridades.

Uma das armas encontradas na casa da “Senhora do Fuzil” foi utilizada em um duplo homicídio, de acordo com a polícia. Durante os primeiros depoimentos, a jovem não informou quem seria o dono do arsenal.

Nas redes sociais, além de postar imagens de bares e baladas caras que costumava frequentar, ela mostrava viajar a lugares paradisíacos.

Mariana aparece em lanchas e casas luxuosas nas fotos que compartilhava com os mais de 11 mil seguidores. Estas postagens nas redes sociais geraram desconfiança sobre os rendimentos da jovem.

Fonte: r7

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GuarulhosSegurança

Polícia impede tribunal do crime, salva vítima torturada e prende grupo em flagrante em SP

por Redação 10 de maio de 2023

A polícia prendeu seis pessoas suspeitas de terem sequestrado um homem para levá-lo ao tribunal do crime, conhecido por ser a justiça alternativa do PCC (Primeiro Comando da Capital). Os agentes efetuaram a prisão em flagrante, em uma casa de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, por volta das 20h de terça-feira (9).

A Polícia Militar informou que estava em patrulhamento pelo bairro do Pimentas, quando foi acionada para uma ocorrência. Os agentes foram informados de que quatro suspeitos em um carro Hyundai HB20 prata tinham sequestrado um quinto homem.

O homem, que aparenta ter cerca de 50 anos, foi sequestrado após ser acusado de estar se masturbando ao lado de uma mulher, no interior de um ônibus, ainda em Guarulhos.

O homem foi retirado do coletivo, colocado dentro do veículo dos criminosos e levado para uma comunidade, no Parque Jandaia, por pessoas que planejavam praticar o “tribunal do crime”, ou seja, executar o homem após o julgamento feito por líderes de uma facção.

As equipes chegaram em uma viela na rua Arauá com a rua 33, no Parque Jandaia, onde localizaram 15 pessoas em uma biqueira em volta do homem sequestrado. Com a chegada da viatura, alguns envolvidos conseguiram fugir.

Os agentes detiveram seis suspeitos e libertaram o homem, que estava bastante desorientado e machucado por conta das agressões.

O homem foi socorrido para um Pronto Socorro da região e negou a acusação do motivo do julgamento. Como a vítima do possível ato no coletivo não foi localizada, a PM ouviu apenas a versão dos sequestradores.

Drogas e máscaras encontradas
Por se tratar de uma biqueira, uma mochila infantil foi localizada com drogas. No carro, que é alugado, a PM localizou uma foto e 12 máscaras, em papel plastificado com um furo no olho direito, de rostos de homens.

Ainda será investigado qual a função dessas imagens, mas a suspeita é de que eles utilizassem para cadastrar em aplicativos de corrida ou para conseguirem acessar, por meio de reconhecimento facial, aplicativos de banco e efetuassem transações bancárias.

Dos seis detidos, quatro confessaram que executariam o homem. Desses, um possuía passagem por tráfico de drogas e receptação. O caso foi registrado no 4° DP (Guarulhos).

Fonte: r7

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BrasilSegurança

Olheiro do PCC fazia campana na frente da casa de Moro; senador mantém segurança reforçada

por Redação 22 de março de 2023

O senador Sergio Moro (União-PR) sabia que poderia ser alvo dos atentados planejados por uma organização criminosa desarticulada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22). O R7 e a Record TV verificaram que equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, descobriram os planos dos criminosos para a execução de Moro e informaram o caso aos policiais.

Durante as apurações, foi observado que um olheiro, ligado à facção criminosa PCC, de São Paulo, estaria fazendo campana na frente da casa do senador, em Curitiba (PR). Com o risco descoberto, uma equipe de ao menos nove policiais da inteligência da Polícia Militar do Paraná faz a escolta do senador e da família dele há mais de um mês.

A esposa de Moro, a deputada Rosangela Moro (União-SP), usa um carro blindado como medida de segurança. As investigações mostram que os suspeitos pretendiam realizar os ataques à família de Moro e de outras autoridades e servidores públicos de forma simultânea.

O senador, que é ex-juiz da Lava Jato, confirmou por uma rede social que seria um dos alvos dos criminosos e disse que se pronunciará sobre o caso nesta quarta-feira.

A Polícia Federal cumpre nesta quarta-feira (22) 11 mandados de prisão de suspeitos de planejar ataques a servidores públicos e autoridades, além de homicídios e extorsão mediante sequestro. De acordo com as investigações, os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea. Até as 10h30 desta quarta-feira, foram nove presos — sendo seis homens e três mulheres —, todos em São Paulo. Os outros dois procurados com mandado de prisão expedido são do Paraná.

Nesta quarta, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, 7 de prisão preventiva e 4 de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e no Paraná. Os principais investigados estão em São Paulo e no Paraná, segundo a Polícia Federal.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou em uma rede social que os planos dos suspeitos incluíam o assassinato de um senador e de um promotor de Justiça.

A operação ganhou o nome de Sequaz, que se refere ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém. Esse nome foi dado devido ao método utilizado pelos criminosos para fazer o levantamento de informações das possíveis vítimas.

Fonte: r7

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São PauloSegurança

Mulher ‘intocável’ do PCC fazia contabilidade do tráfico e cadastro de novos integrantes na facção

por Redação 6 de março de 2023

Responsável pela contabilidade do tráfico de drogas e por aceitar e cadastrar o nome de novos integrantes da facção, Suliane Abitabile Arantes, conhecida por ser a ‘intocável’ do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi presa na sexta-feira (3), na zona leste de São Paulo, mas estava foragida da Justiça do Distrito Federal desde 27 de fevereiro.

A mulher, também conhecida como Elektra, Assombrada e Kitana, tinha uma extensa ficha criminal e havia sido presa em 2018 por suspeita de fazer parte da facção.

Na época, durante uma audiência, Suliane revelou que entrou para o PCC por conta de um problema familiar e que a polícia não havia ajudado. Depois disso, segundo ela, foi convidada para cuidar das planilhas financeiras da organização criminosa porque tinha cursos de informática.

Acesso ao vídeo da audiência em que a mulher faz algumas revelações. “Quando souberam que eu tinha esses cursos, me cadastraram como planilheira”, revelou Elektra. Ela ainda confessou que “batizou” novos membros da facção no Distrito Federal.

Mulher ‘intocável’ diz que se arrepende de ter entrado para a facção
A mulher disse, ainda, que se arrepende de ter entrado para a facção, principalmente por causa dos filhos, dos quais exibia fotos com frequência nas redes sociais. “Eu entrei impulsionada por uma coisa que ocorreu comigo”, afirmou.

Além disso, ela afirmou, na época em que estava presa em 2018, que o que mais “pesava” não era estar na cadeia, mas sim a distância dos filhos.

Suliane ainda prometeu que não faria o mesmo quando saísse da cadeia, para que os filhos não sofressem mais. “Eles não merecem.”

No entanto, assim que ela saiu da cadeia, continuou atuando no PCC, o que motivou uma nova detenção. Ela é investigada por posse ilegal de armas e associação criminosa.

A defesa da mulher foi procurada, mas não houve retorno.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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