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BrasilSegurança

Três pessoas morrem eletrocutadas após queda de fio de alta tensão no DF

por Redação 10 de dezembro de 2022

Três pessoas morreram eletrocutadas após serem atingidas por um fio de alta tensão que caiu em Ceilândia, no Distrito Federal, na noite desta sexta-feira (9). O caso ocorreu na QNP 24 (P Sul). As vítimas são dois adolescentes de 14 anos e uma criança de cinco anos, que estavam na calçada no momento do acidente.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, outras duas vítimas que estavam dentro de um automóvel atingido pela rede elétrica foram socorridas com vida para uma unidade de saúde da região. No momento da queda dos fios, chovia forte na região, assim como em quase todas as cidades do Distrito Federal.

Das três vítimas, duas eram meninas, e um era um adolescente do sexo masculino. O jovem chegou a ser resgatado por um morador, que é eletricista e usou uma madeira para afastar o garoto do local onde estava a corrente elétrica. O morador chegou a iniciar procedimentos de primeiros socorros. No entanto, o menino não sobreviveu.

Em nota, a Neoenergia, responsável pela manutenção da rede elétrica, afirmou que está investigando as causas que levaram a queda da fiação.

“A Neoenergia Brasília lamenta o acidente ocorrido em Ceilândia, na noite desta sexta-feira (09). A empresa está apurando as causas da ocorrência e auxiliando as autoridades competentes. Após ser comunicada do fato pelo Corpo de Bombeiros, a companhia enviou uma equipe técnica imediatamente ao local para proceder com as medidas emergenciais cabíveis. Prestamos nossa solidariedade e apoio às famílias das vítimas”, destacou a empresa.

Os bombeiros deslocaram 10 viaturas e 25 militares para atender a ocorrência.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioGuarulhos

Quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil, aponta pesquisa

por Redação 10 de dezembro de 2022

A cada seis horas uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil. De acordo com um estudo realizado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), no primeiro semestre de 2022, 699 mulheres foram assassinadas. Este número é 3,2% maior do que o total de mortes registrado no mesmo período de 2021, quando 677 vidas foram ceifadas.

Na pesquisa, os estados com maior incremento desse tipo de crime foram o Acre (250%), Amapá (200%), Rondônia (116,7%), Sergipe (100%) e Santa Catarina (52,6%). Analisando de forma regional, no último ano, o Sul apresentou a maior porcentagem (12,6%) com 116 mortes.

Segundo a advogada Isabela Guimarães Del Monde, coordenadora do movimento Me Too Brasil, apesar da flexibilização das medidas de isolamento social, a pandemia ainda tem impacto no aumento do número de casos de feminicídio no país. “As mulheres perderam muita renda, a permanência e o ingresso no mercado de trabalho, tornando-se mais dependente financeiramente dos agressores”.

Além da queda de emprego, a pandemia também trouxe como consequência o consumo acentuado de álcool no ambiente familiar, onde as mulheres ficam mais expostas à violência doméstica. Esse cenário dificulta a realização de denúncia seja presencialmete em uma delegacia ou de forma on-line.

A flexibilização do acesso a armas e munições pela população civil a partir do Pacote Anticrime, em 2019, também está diretamente ligado à onda de violência contra as mulheres. De acordo com o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país vive uma corrida armamentista. Entre 2017 e 2021, registrou-se aumento de mais de 130% do registro de armas de fogo ativas pelo Sistema Nacional de Armas. São 1.490.323 em circulação.

O acesso desenfreado ao armamento coloca as mulheres em situação de maior vulnerabilidade. Uma situação de violência psicológica ou doméstica pode facilmente se transformar em feminicídio.

Apesar do crescimento ininterrupto de assassinatos, os recursos investidos pelo Governo Federal para o enfrentamento à violência têm reduzido. Uma nota técnica produzida pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) aponta que, em 2021, apenas 4,5% dos recursos destinados a Casa da Mulher Brasileira – que oferece atendimento humanizado às vítimas de violência doméstica – foram executados. Dos R$ 21,8 milhões autorizados, foram gastos apenas R$ 1 milhão.

Para Del Monde, a razão principal do aumento de feminicídios no Brasil é o desmonte das políticas públicas federais, principalmente nas área de educação, saúde e informação. “O feminicídio é uma morte evitável. A violência não começa no ato mais grave, que é a tentativa ou a consumação do crime. Começa com a violência psicológica e moral”.

Fabiana Dal’Mas, promotora de Justiça de Enfrentamento a Violência contra a mulher do Gevid Central, apontou que o corte orçamentário afeta o funcionamento, por exemplo, dos atendimentos médicos e psicológicos, da assistência social, das casas de abrigo, da Casa da Mulher Brasileira, das delegacias de polícia – onde é possível registrar boletins de ocorrência e solicitar medidas protestivas de urgência.

“A partir do momento que não há um investimento maciço nessas políticas públicas, essas portas [de acolhimento] são fechadas e a consequência disso é o aumento da violência e do desemparo das mulheres”, complementa Dal’Mas.

A promotora ainda afirma que “recentemente o Brasil foi considerado a nona economia do mundo. Então, nada justifica o não investimento em políticas públicas para mulher. O Estado deve propiciar a igualdade entre homens e mulher como determina a Constituição Federal, e uma sociedade menos violenta”.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Adolescente morre em tiroteio após briga em shopping no interior de SP

por Redação 10 de dezembro de 2022

A adolescente Bárbara Carolina Cantídio, de 17 anos morreu, nesta sexta-feira (9), em um tiroteio que ocorreu após uma briga generalizada dentro de um shopping no município de Barretos, no interior de São Paulo. Outras três pessoas ficaram feridas. A confusão começou durante a transmissão do jogo entre Brasil e Croácia, que resultou na eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo no Catar.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um grupo de jovens trocando socos e chutes na praça de alimentação do shopping. De acordo com o North Shopping, onde ocorreu o incidente, os seguranças conseguiram controlar a situação e levar as pessoas envolvidas para fora do estabelecimento. No entanto, a confusão se estendeu para os arredores do shopping.

Segundo a Polícia Civil, homens armados dentro de um carro Ford Ka, de cor preta, passaram e efetuaram os disparos contra o grupo de pessoas que estava na rua. O tiroteio foi registrado na Via Conselheiro Antônio Prado, próximo ao Ginásio de Esportes João Batista da Rocha.

Identificada como Bárbara Carolina Cantídio, a jovem que morreu foi atingida por dois disparos nas costas. Ela ainda chegou a ser socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho do hospital.

Uma prima de Bárbara, também de 17 anos, foi baleada no tórax e levada em estado grave para a Santa Casa da cidade. Até o momento, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da adolescente. Outras duas pessoas, um homem de 21 anos e uma mulher de 20, sofreram escoriações durante a confusão.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. “Nós apuramos, inicialmente, alguns suspeitos. As investigações agora prosseguem para confirmar o envolvimento deles e a motivação do crime. Estamos também ouvindo algumas testemunhas, para que possamos esclarecer de forma completa esse crime, identificando os autores e prendendo-os”, disse o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais de Barretos, Rafael Faria Domingos.

Mais cedo, a Polícia Civil ouviu dois suspeitos de participarem do crime, sendo um deles um adolescente de 17 anos reconhecido por uma das testemunhas. De acordo com o delegado Edson Winning, a equipe trabalha com a hipótese inicial de que uma disputa por tráfico de drogas teria motivado a confusão e o ataque a tiros.

O delegado ainda acrescentou que, conforme relato de testemunhas, as duas jovens atingidas não seriam os alvos dos atiradores, mas sim um rapaz que estava no mesmo local no momento dos disparos.

Em nota, a assessoria de imprensa do shopping lamentou o ocorrido e que irão colaborar com as investigações do acontecido. “Toda equipe e família North Shopping Barretos se solidariza neste momento de dor com as famílias das vítimas do lamentável incidente que ocorreu nos arredores do nosso centro de compras. Recebemos a informação, por meio da imprensa, que uma das vítimas foi a óbito e estamos consternados com essa situação. Mais uma vez esclarecemos que a briga registrada em nossa praça de alimentação, que ganhou os corredores, foi dissipada, com a equipe de segurança, formada por 28 profissionais treinados, seguindo os protocolos estabelecidos por nossos princípios de atuação, com revista em cada pessoa que visitao shopping em dias de eventos especiais. Colocando pra fora do centro de compras todas as pessoas envolvidas na confusão”, disse.

“O desenrolar dos fatos foi lamentável para toda a comunidade barretense e lamentamos acontecimentos assim. Reiteramos que as imagens de nosso sistema de segurança estão a disposição das autoridades, caso entendam que possam vir a colaborar com os esclarecimentos dos fatos”, completou o comunicado.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

TJ-SP concede liberdade provisória a dona de casa de repouso clandestina

por Redação 8 de dezembro de 2022

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) concedeu liberdade provisória a Juliana Siqueira Prado Freitas, dona do imóvel onde a polícia descobriu uma casa de repouso clandestina em Itapecerica da Serra (SP), que havia sido presa nesta quarta-feira (7).

A decisão é de hoje (8), e se dá diante das seguintes medidas cautelares: comparecimento mensal em juízo para justificar suas atividades, proibição de se ausentar da Comarca sem aviso prévio, recolhimento domiciliar no período noturno e em dias de folga, e, por fim, o comparecimento a todos os atos processuais.

Juliana também não poderá se mudar de domicílio sem aviso prévio à Justiça.

O caso
Ela havia sido detida após policiais encontrarem 13 pessoas com idades entre 18 e 71 anos em condições precárias no imóvel, localizado em uma área rural da cidade da Grande São Paulo. Dois funcionários foram conduzidos à delegacia para prestar depoimentos.

Imagens obtidas pela reportagem mostram parte das pessoas em um cômodo apertado cercado por grades, que se assemelhava a uma espécie de jaula. Outras fotos do local exibem uma cozinha improvisada no fundo do terreno, com um fogão à lenha, onde eram feitas as refeições dos internos.

De acordo com informações da Guarda Civil Municipal da cidade, a Vigilância Sanitária foi acionada por meio de uma denúncia para averiguar o local.

A GCM prestou apoio a ocorrência e quando as equipes chegaram no endereço encontraram o imóvel onde funcionava uma igreja na parte da frente e nos fundos estavam cômodos com grades, onde eram mantidas as pessoas.

Ainda de acordo com a GCM, a maior parte dos idosos tem problemas psicológicos, estava sem banho há dias e em péssimas condições de higiene, assim como o local onde eram mantidos. Muitos deles estavam bem debilitados fisicamente.

As equipes também encontraram alimentos que estavam vencidos há mais de seis meses.

Os agentes apuraram no local que as aposentadorias e pensões dos idosos eram administradas por Juliana, proprietária do local. Aos agentes, ela informou que a intenção dela era ajudar essas pessoas, o que segundo eles não foi constatado no local.

Equipes da Polícia Civil estiveram no imóvel para realizas perícia. O caso foi registrado no 1° Distrito Policial de Itapecerica da Serra como Cárcere Privado e Maus Tratos.

Os internos foram encaminhados a unidades de saúde para receberem atendimento médico e psicológico e posteriormente serão encaminhados para abrigos da prefeitura.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Funcionária do IBGE é vítima de tentativa de estupro enquanto fazia pesquisa

por Redação 8 de dezembro de 2022

Uma funcionária do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sofreu uma tentativa estupro durante o expediente na cidade de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, na tarde de quarta-feira (7).

A vítima, de 29 anos, fazia entrevistas para o Censo do IBGE no Parque Paraíso, quando, em uma das casas, um homem de aproximadamente 40 anos tentou agarrá-la e arrastá-la para dentro de casa, com palavras de baixo calão dirigidas à mulher.

A vítima relata que, após dizer que iria realizar a entrevista, o homem questionou: “Que entrevista, sua vagabunda? Vem aqui pra dentro de casa” e pegou no braço dela, dizendo, “vou te levar para dentro do meu quarto”.

Na sequência, o homem empurrou a trabalhadora, que pediu calma e disse que iria pegar suas coisas que tinham ficado na parte de fora da casa e voltaria.

A mulher relatou que percebeu que o homem estava alterado e, no momento em que conseguiu se distanciar dele, fugiu. Depois de cinco quarteirões, ela encontrou um amigo para ajudá-la.

Eles foram até a delegacia de Itapecerica. No local, a mulher relatou o ocorrido à polícia e voltou para a casa do suspeito. Ela reconheceu o homem, que foi detido.

O guarda-civil que acompanhou a vítima até a casa do acusado conta que o suspeito estava com a fala estranha, aparentemente sob efeito de drogas ou álcool, porém não resistiu à prisão.

A delegacia de Itapecerica da Serra registrou a ocorrência.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Homem invade casa para usar drogas, se atrapalha e tem perna atravessada por lança de portão

por Redação 8 de dezembro de 2022

Um homem teve a perna atravessada pela lança de um portão ao tentar invadir uma casa na rua Cachoeira, na região do Brás, no centro de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira (8).

As equipes da Polícia Militar passavam pelo local quando notaram o homem pedindo socorro com a perna enganchada no portão.

O suspeito contou aos policiais que tentava entrar no quintal da casa, que está abandonada, para utilizar drogas quando perdeu o equilíbrio e caiu de cima do portão.

Os agentes acionaram o Corpo de Bombeiros, que precisaram serrar o portão para fazer o resgate. Ele foi encaminhado para um hospital da região com a lança atravessada na perna.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

‘Desconfiei dessa mulher desde o começo’, diz jovem que teve rosto cortado em ônibus sobre suspeita

por Redação 8 de dezembro de 2022

“Desconfiei dessa mulher desde o começo. Quando levanto e vou até minha amiga, ela olha pra mim. É a única pessoa acordada, as demais estão dormindo, e não esboça nenhuma reação.”

Stefani Firmo, 23, cujo rosto foi cortado enquanto dormia em uma viagem de ônibus de Recife (PE) para Salvador (BA), junta as peças do ataque contra ela e acredita que a atual suspeita seja mesmo a responsável pelo crime.

A mulher de quem ela fala foi encontrada pela polícia com uma faca e viajou na poltrona atrás da vítima, mas acabou liberada por falta de evidências, na avaliação da investigação.

No entanto, a estudante de enfermagem considera haver elementos suficientes para a resolução do caso.

Stefani conta que, antes de ser atacada, teve a sensação de que alguém mexeu em seu cabelo, e sentiu receio de que a mulher sentada atrás o cortasse. Em seguida, embora ressabiada, se cobriu com o edredom até o pescoço e adormeceu. Dormindo, recebeu o golpe no rosto.

“Esperava no mínimo uma surpresa, uma expressão de espanto, mas ela realmente age com frieza. Depois que vejo que foi um corte intencional e mesmo as evidências só afirmavam essa minha intuição. O comportamento dela após o ocorrido e os objetos encontrados com ela, para mim, estava claro que era culpada”, pondera a jovem.

Outro fato que chamou sua atenção foi a reação quase unânime dos passageiros de ajudá-la. A única exceção veio justamente da suspeita pelo crime, segundo a vítima:

“Então, [depois do ataque] teve essa mobilização dos passageiros, exceto dessa mulher. Se fazia de desentendida. Minha amiga foi até ela e perguntou se tinha visto alguma coisa, e a mulher disse que não sabia o que estava acontecendo e que estava falando com a filha.”

Com a repercussão do ataque e o vídeo do ataque divulgado, a estudante espera que as investigações avancem para confirmar quem de fato cometeu o crime. “Agora a justiça tem que ser feita”, afirma.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Estupro de meninas e mulheres cresce 12,5% em 2022; crime ocorre a cada nove minutos

por Redação 8 de dezembro de 2022

O número de casos de estupro de meninas e mulheres aumentou 12,5% em relação ao ano passado, dos quais 74,7% foram registrados como estupro de vulnerável, de acordo com o levantamento realizado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), divulgado nesta quarta-feira (7).

A pesquisa reúne as estatísticas criminais de feminicídio e estupro dos primeiros semestres dos últimos quatro anos, e constatou que foram 29.285 ocorrências no ano de 2022. Assim, o número atinge os patamares anteriores à pandemia.

Isso significa que, em média, entre janeiro e junho deste ano, ocorreu um estupro de uma menina ou mulher a cada nove minutos no Brasil.

No acumulado dos quatro anos, mais de 112 mil mulheres foram estupradas no Brasil, se levado em consideração apenas o primeiro semestre de cada ano.

“Esses dados podem sinalizar que temos uma informação que estava represada. Durante muito tempo as mulheres não buscaram ajuda e não registraram”, afirma a delegada e coordenadora da GPM (Gerência de Proteção à Mulher) da Sesp (Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo), Natália Tenório.

Pandemia e subnotificação
Os dados levantados pela pesquisa também mostram que o número de casos de estupro denunciados já atingem os patamares registrados em 2019, no período pré-pandêmico.

O impacto das medidas sanitárias e de isolamento fizeram essas denúncias despencarem.
No primeiro semestre de 2019, foram 29.814 registros de estupro no Brasil, enquanto em 2020, no auge da pandemia, foram 25.169 registros nos primeiros seis meses. O número voltou a subir já em 2021, com 28.035 registros, e agora, em 2022, com 29.285 casos.

Para a delegada Tenório, esses números podem ser considerados uma subnotificação nas denúncias, e não uma diminuição. Especialmente por conta da dificuldade que a pandemia trouxe para as mulheres conseguirem acessar delegacias e outros mecanismos públicos de registro. “Talvez com o retorno dessa aparente normalidade as mulheres voltaram a buscar ajuda”, diz.

De acordo com a supervisora do Núcleo de Dados do FBSP, os índices de notificação já são altos porque o estupro é um crime que necessariamente exige um exame de corpo de delito nas vítimas para ser registrado.

Durante o período mais intenso de isolamento social, a diminuição do acesso às delegacias e demais serviços de denúncia e proteção impactou negativamente a comunicação das vítimas para o registro.

Porém, a promotora e especialista em direito da mulher Gabriela Manssur afirma que a pandemia obrigou as famílias a conviverem cada vez mais, e foram, também, postas em situações de maior conflito econômico, sanitário e social, sendo esse o gatilho, não a causa, para o aumento da notificação após a pandemia.

“Assim que as portas de casa foram abertas novamente, as mulheres voltaram a ser vítima das piores violências. É como se o corpo feminino não merecesse respeito”, diz.

Estupro de vulnerável
Dentro do aumento de 12,5% mostrado pela pesquisa do Fórum, 74,7% foram registrados como estupro de vulnerável, em que as vítimas são incapazes de consentir com o ato sexual.

Na pandemia, a subnotificação desse abuso aumentou. De acordo com o Fórum de Segurança Pública, o acesso às escolas e instituições de ensino em geral, que possuem um papel muito importante no mapeamento de possíveis crianças que estejam vivendo sob algum risco, diminuiu muito durante o período de isolamento.

“Falta a proteção do direito das meninas. É como se o corpo da mulher fosse posse do homem, e se valer da pessoa para o próprio prazer sexual precisa ser visto e encarado como o crime que é”, afirma Gabriela Manssur. Para a especialista, existem leis firmes, mas que ainda não são o suficiente para proteger a vida e a integridade das meninas que são violadas.

“As crianças estão em uma situação de vulnerabilidade, e os principais violadores de meninas estão dentro de casa. Elas não têm voz ativa e há uma ausência de autonomia que fragiliza esse público”, reitera a delegada Natália Tenório.

Empoderamento e redes sociais
O estupro é um crime cujas vítimas, as mulheres, social e historicamente nem compreendiam que estavam sendo vítimas. Agora existe um empoderamento e uma discussão maior em todos os âmbitos. Então, um fruto positivo é colhido, que são mulheres reconhecendo que são vítimas e buscando ajuda, de acordo com a delegada Natália Tenório.

O aumento das denúncias desses casos também pode ser atribuído as redes sociais, na opinião de Gabriela Manssur, porque, quando a vítima fala nas redes, o crime fica muito exposto: “Houve a materialização dessa violência. O que os olhos veem, as pessoas pedem justiça, e o clamor público que é causado nas pessoas tem contribuído com o aumento das denúncias”.

A violência vem aumentando ao longo do tempo, pondera a promotora, também por falta de investimento em políticas públicas e na justiça: “Falta também intimidar esses comportamentos, porque as mulheres continuam morrendo sendo estupradas”.

“Podemos afirmar de modo categórico que a violência contra meninas e mulheres é um gravíssimo fenômeno social vivenciado no Brasil, e precisamos discutir urgentemente o fortalecimento e aprimoramento das políticas públicas de enfrentamento a esse tipo de violência. A situação é grave”, finaliza Natália Tenório.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Idosa de 82 anos é resgatada após 27 anos de trabalho análogo à escravidão

por Redação 8 de dezembro de 2022

Uma mulher negra de 82 anos foi resgatada de trabalho análogo à escravidão, em Ribeirão Preto (SP), durante operação do MPT (Ministério Público do Trabalho), da Polícia Militar e do Ministério do Trabalho e Previdência.

A Justiça determinou, na sexta-feira (1ª), o bloqueio de R$ 815 mil do casal que mantinha a vítima trabalhando como empregada doméstica, sem salário nem folgas e controle de ponto.

A fim de reparar a submissão e os abusos praticados pelos réus — um empresário e uma médica —, o valor será transferido para a trabalhadora, que ainda receberá seguro-desemprego e verbas rescisórias.

A empregada passou 27 anos trabalhando para a família sem remuneração, “sonhando em ter uma casinha”. Ela acreditava que a patroa juntaria dinheiro para realizar seu desejo. Segundo a investigação, os empregadores a enganaram durante o período e alegavam não pagar o salário pois estavam guardando dinheiro para ela.

O resgate ocorreu no dia 24 de outubro, após o MPT receber uma denúncia anônima a respeito do trabalho análogo ao de escrava no endereço do casal.

Durante a operação, os auditores fiscais foram recebidos pela empregadora com frases como “minha vontade era de te esganar” e “eu queria te bater, se eu pudesse”. Em dado momento, segundo o MPT, ela tentou fugir com a vítima, mas foi reconduzida ao local pelos policiais militares. Por fim, ainda tentou impedir a entrega de documentos pessoais.

A vítima relatou que trabalhava todos os dias sem receber, e que até seu BPC (Benefício Previdenciário Continuado) ficava sob a posse da patroa. Durante as diligências, os agentes constataram que não havia recibos de pagamento nem de conta-corrente para pagamento de salário à vítima.

A única quantia paga pelos patrões era de cerca de R$ 100, enviados mensalmente ao irmão da vítima, que vivia em Jardinópolis (SP).

“A empregada possuía um benefício assistencial, e a empregadora fazia o gerenciamento daquele recurso e adquiria os gêneros de primeira necessidade para a trabalhadora com esses recursos que eram passados pelo governo. Salário nunca recebeu. Ela tinha o sonho grande de ter uma casa em recompensa por todos esses anos de trabalho, e ela expressava isso. Ela tinha essa crença muito forte de que receberia essa casa da empregadora”, explica a auditora fiscal do trabalho Jamile Freitas Virginio.

A vítima contou que começou a trabalhar como doméstica para outra família, ainda criança, e posteriormente foi “cedida” aos atuais patrões. Em um contexto de vulnerabilidade, sem possuir estudos nem qualquer relacionamento, ela se submeteu à situação de trabalho escravo.

“Mulher, negra, de origem humilde, analfabeta, ela é mais um exemplo de interseccionalidade, uma vez que evidencia a sobreposição de opressões e discriminações existentes em nossa sociedade, as quais permitiram que tantos anos se passassem sem que a presente situação de exploração fosse descoberta pela comunidade que rodeava a família”, afirma o procurador Henrique Correia.

Além de condenados a pagar cerca de R$ 800 mil — que cabe recurso —, os patrões podem ter seu nome incluído na “lista suja do trabalho escravo”.

Saiba como identificar e denunciar o trabalho escravo
O trabalho análogo à escravidão moderna pode ser identificado por qualquer pessoa e tem as seguintes características:

• Trabalho forçado (indivíduo submetido a exploração, sem poder deixar o local por conta de dívidas ou ameaças);
• Jornada exaustiva (horas diárias ou dias por semana desgastantes, que põem em risco a saúde do trabalhador ou trabalhadora);
• Servidão por dívida (trabalho para pagar dívidas ilegais que “prendem” o trabalhador à atividade);
• Condições degradantes (elementos que indicam a precariedade do trabalho: alojamento insalubre, alimentação de baixa qualidade, maus-tratos, ausência de assistência médica, saneamento básico e água potável).

A denúncia de um caso de trabalho escravo pode ser realizada pelo Disque 100. A notificação do Ministério Público do Trabalho pode ser feita pelo MPT Pardal, aplicativo disponível nos sistemas Android e iOS. A Detrae, divisão do governo federal, recebe denúncias por meio deste link.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Muro desaba sobre casas e deixa dois mortos

por Redação 7 de dezembro de 2022

Dois homens morreram após um muro desabar sobre casas na avenida José Barbosa de Siqueira, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (7).

O acidente, de acordo com a prefeitura da cidade da Grande São Paulo, “foi causado pela forte chuva que atingiu a região no fim da noite de ontem”. Em seguida, “com o peso da chuva, parte o muro desceu com o barranco e atingiu as residências”, completa a nota oficial.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as vítimas foram retiradas dos escombros em parada cardiorrespiratória, mas não resistiram. As mortes foram constatadas no local pelo médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Em nota, a prefeitura de Osasco informou que ao menos três casas foram atingidas e, dessas, duas estavam vazias. “O desabamento foi causado pela forte chuva que atingiu a região no fim da noite de ontem”, diz o comunicado oficial.

Oito viaturas do Corpo de Bombeiros atenderam à ocorrência. O local ficou aos cuidados da Defesa Civil. O caso foi registrado no 5º DP (Osasco).

Confira a nota da prefeitura de Osasco na íntegra:

“O desabamento de parte do muro de concreto, localizado na Avenida Leonil Crê Bortolosso – altura do 959, no Jardim Padroeira, aconteceu por volta da 0h40 desta quarta-feira, 7/12.

Três casas foram atingidas, sendo que duas estavam vazias e uma delas era ocupada por dois homens, que são as vítimas fatais.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local do desabamento e prestou socorro aos dois homens que, infelizmente, não resistiram aos ferimentos.

O desabamento foi causado pela forte chuva que atingiu a região no fim da noite de ontem. Com o peso da chuva, parte o muro desceu com o barranco e atingiu as residências.

A área da ocorrência permanece interditada.

Após os trabalhos da perícia técnica da Polícia Civil, a Defesa Civil da Prefeitura de Osasco fará uma avaliação no local para verificar se há risco de novos desabamentos.”

Fonte: Com informações da Agência Estado

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