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São PauloSegurança

‘Senti a janela e o chão tremerem’, relata moradora após explosão de caixa eletrônico

por Redação 5 de dezembro de 2022

A webdesigner Karina Chaves, de 25 anos, acordou por volta das 3h desta segunda-feira (5) assustada com o barulho de tiros em uma rua próxima a sua casa, no bairro do Grajaú, na zona sul de São Paulo. Isso porque homens armados estouraram um caixa eletrônico localizado no estacionamento do Supermercado Ricoy, na rua Rubens de Oliveira, nesta madrugada. “Parecia que a região estava dominada. As janelas e o chão tremiam.”

“Achei que poderia ser bomba, mas logo em seguida percebi que não era. Escutei pessoas gritando e um barulho de explosão, umas quatro ou cinco vezes. Esses barulhos que estremecem a casa”, diz ela. “Dava para perceber que a rua estava um caos, havia pessoas gritando pela janela”, relata Karina.

Segundo a moradora do Grajaú, os barulhos intensos permaneceram até as 5h da manhã e, segundo ela, mesmo com a presença de helicópteros, mais tiros foram disparados. “Não me arrisquei a abrir a janela”, disse.

Karina diz que por meio das redes sociais percebeu que amigos e vizinhos compartilhavam o temor. “Disseram que tinha carros queimados no meio da rua, que o mercado está totalmente destruído, carros detonados. As estradas estão bloqueadas por um ônibus e outras por carros.”

Karina, que trabalha em casa, diz que prefere não sair às ruas nesta manhã. “Ainda estou com um pouco de receio, mas pelo que vi a situação já está normalizada.”

Explosão de caixa eletrônico

Homens armados estouraram pelo menos um caixa eletrônico localizado no estacionamento do supermercado Ricoy, na rua Rubens de Oliveira, altura do número 318, no Parque Residencial Cocaia, região do Grajaú, extremo sul da capital paulista, na madrugada desta segunda-feira (5).

De acordo com a Polícia Militar, o grupo interceptou dois ônibus, e pelo menos um deles foi incendiado na rua Rubens de Oliveira e atravessou os coletivos em ruas próximas ao supermercado para dificultar a aproximação dos policiais. Além deles, foram utilizados pelo menos quatro carros de passeio, também incendiados.

Os homens utilizaram explosivos para estourar o caixa eletrônico e tentar roubar o dinheiro. O local, depois das explosões, ficou totalmente destruído, e houve um foco de incêndio de aproximadamente 70 m² no mercado. Aparentemente, o grupo não conseguiu acessar o cofre onde é armazenado o dinheiro.

De acordo com os policiais, há a suspeita de que parte do grupo tenha roubado motos e fugido no sentido bairro do Jardim Apura. As viaturas tentam apurar mais informações sobre a ocorrência. O Corpo de Bombeiros atuou na extinção de incêndios em seis veículos, e foi realizado o desligamento da parte elétrica e de gás.

Muitos tiros foram disparados e fortes explosões foram ouvidas em todo bairro. Nas redes sociais, moradores da região disseram que acordaram assustados com a situação. Em um dos relatos, uma mulher disse que estava em um ônibus e presenciou os criminosos ao abordarem um coletivo à frente. O motorista retornou para o terminal assim que viu a cena.

O helicóptero Águia, do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, prestou apoio às viaturas na busca pelos criminosos. Agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) também foram acionados. O que se sabe é que já não há mais nenhum artefato explosivo ativo no local.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Paulo Cupertino interrompe depoimento de sobrinha em audiência e leva bronca de juiz

por Redação 30 de novembro de 2022

O comerciante Paulo Cupertino, de 52 anos, preso sob acusação de assassinar o ator Rafael Miguel e os pais dele em junho de 2019, foi repreendido pelo juiz que acompanhava a audiência de instrução após ter interrompido o depoimento de sua sobrinha.

Ao interrompê-la para discordar do trecho do depoimento, Cupertino descumpriu as regras do Tribunal de Justiça e, por isso, o juiz chamou sua atenção. Em seguida, o acusado se desculpou. Além da sobrinha, a ex-companheira dele deu detalhes do crime e lembrou que Cupertino tinha a personalidade agressiva.

“Ele chegou em casa, como vinha todos os dias, mas aquele dia minha filha tinha saído. Não sabia que ela tinha ido encontrar o Rafael. Ele perguntou onde ela estava, eu disse que estava com a minha mãe no telefone sobre problemas de família e ele insistiu: ‘Cadê a sua filha?'”, disse a ex-companheira em depoimento.

Cupertino, que nunca aceitou a relação da filha com o ator, insistia em saber onde a filha estava no dia dos fatos. Horas depois, a garota chegou acompanhada dos sogros e do namorado. Nessa hora, o pai dela perdeu a cabeça, puxou-a para dentro de casa e disparou. “Ouvi os disparos, só vi minha filha do lado de fora chorando debruçada em cima de pessoas.”

A ex-companheira de Cupertino afirma que ele tinha uma arma, mas não deu detalhes sobre ele ter ou não posse do objeto. “Não sei a constância nem as razões, mas vez ou outra eu o via (com a arma)”, disse ela em depoimento. Ela ressaltou que Cupertino era violento e que perdeu as contas de quantas vezes ele a agrediu.

Ele responde preso pelos assassinatos cometidos.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Operação no Rio apreende produtos de luxo falsificados vendidos por lojas virtuais

por Redação 30 de novembro de 2022

A Polícia Civil realizou uma operação, nesta terça-feira (29), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, contra lojas virtuais que vendiam produtos de luxo falsificados por meio de redes sociais.

Os agentes da DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial) apreenderam camisas, calças, bolsas, malas, calçados e relógios piratas de marcas famosas, além de aparelhos de telefone celular e computadores.

Os responsáveis foram encaminhados para a delegacia e já prestaram depoimento. Segundo a polícia, eles devem responder por crime de propriedade industrial.

“Foi apurado que os investigados comercializavam produtos de marcas de luxo falsificados utilizando-se da prática conhecida como “dropshipping”. Trata-se de uma modalidade de comércio na qual os vendedores não dispõem de grandes estoques de produtos, nem são responsáveis pelo seu frete, mas apenas administram sites que funcionam como intermediários entre os compradores e as grandes plataformas, que enviam diretamente os produtos aos clientes”, disse o delegado Pedro Brasil.

A polícia também vai investigar se duas plataformas de compra e venda pela internet estavam cientes da venda de mercadoria pirata por meio deste modelo de negócio.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

Policial é condenado a 17 anos de prisão por estuprar mulher presa

por Redação 30 de novembro de 2022

O policial civil Carlos Ricardo Ferreira foi condenado a 17 anos de prisão por estuprar uma detenta na carceragem da Delegacia de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, em março de 2022.

A decisão é do juiz Fábio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida na segunda-feira (21).

A mulher, de 18 anos, estava presa preventivamente quando o crime aconteceu. Sobre a violência sofrida pela vítima, outras duas mulheres denunciaram assédio e ameaça cometidos pelo mesmo policial civil enquanto estavam reclusas na carceragem.

Segundo o documento, após a jovem comunicar o crime, foram elaborados diversos laudos periciais. O exame sexológico, por exemplo, apontou existência de PSA prostático (uma espécie de enzima) no corpo da vítima e a análise concluiu ser material genético masculino. Outro laudo apontou a existência de um rasgo na calça da presa.

“Não há dúvida de que o réu era o carcereiro em exercício na cadeia de Barueri na ocasião dos fatos e ele mesmo admitiu que manteve conjunção carnal com a vítima, embora tenha afirmado que o ato foi consentido”, acrescentou o juiz.

O carcereiro Carlos Ricardo Ferreira foi condenado a 9 anos por estupro de vulnerável com aumento de pena por exercer autoridade sobre a vítima, tendo em vista que é agente público e mantinha Ketlyn sob custódia, segundo a decisão. A sentença passou a ser de 17 anos de reclusão em regime inicial fechado.

O magistrado responsável pela sentença pediu também a perda do cargo público de Carlos. “A violência sexual, um dos crimes mais graves possíveis, foi cometido nas dependências do órgão estatal, contra uma mulher que estava sob custódia do Estado, presentado na ocasião pelo réu na condição de agente público”, pontuou.

O réu está preso preventivamente e pode recorrer da decisão. A Agência Record não teve acesso à defesa de Carlos.

Segundo o advogado da vítima, Amadeu de França, a jovem está trabalhando e tenta se recuperar do trauma que sofreu. Amadeu acredita que, assim como outras duas mulheres também denunciaram abusos cometidos por Carlos, outras vítimas possam se manifestar após a decisão favorável.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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EconomiaSão PauloSegurança

PF acaba com quadrilha que fraudou R$ 830 mil do seguro-desemprego

por Redação 29 de novembro de 2022

A PF (Polícia Federal) cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, nesta terça-feira (29), contra uma quadrilha especializada a fraudar o recebimento de dinheiro do seguro-desemprego em Assis (SP). A ação contou com reforço da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista, ligada ao Ministério do Trabalho e Previdência.

A Operação Hemera, uma referência à Deusa da mentira, que manipulava com facilidade, por meio da astúcia, outros Deuses e pessoas, esteve em escritórios de contabilidade da cidade do interior paulista, onde dois mandados foram cumpridos.

A investigação apontou que o grupo criava empresas de fachada, que, por sua vez, geravam empregos formais fictícios, com vínculos empregatícios de funcionários também falsos. Faziam parte do esquema pessoas físicas cooptadas para o crime. Com isso, a quadrilha conseguia requerer e receber o dinheiro do benefício junto ao governo federal.

Até agora, a PF identificou três pessoas que integravam a quadrilha, além de cinco empresas de fachada e mais de 120 pessoas físicas que aceitaram fazer parte do esquema criminoso. Ao menos 150 benefícios de seguro-desemprego, supostamente falsos, foram pedidos pela quadrilha de maio de 2021 a novembro de 2022. O prejuízo aproximado à União é de R$ 830 mil.

O nome da operação de hoje se deu para fazer uma alusão ao mesmo procedimento usado pelos criminosos quanto aos vínculos empregatícios falsos, que eram escriturados para que o recebimento indevido de benefícios se tornasse possível.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurançaTransporte

“Cena de tragédia”, declara agente da PRF sobre deslizamento na BR-376

por Redação 29 de novembro de 2022

Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária que administra o trecho, retomaram as buscas por vítimas na manhã desta terça-feira (29). Até o momento, já foi confirmado um óbito e duas pessoas foram resgatadas com vida.

O agente Jair Luiz Fincler, da PRF, deu detalhes sobre a operação para resgate de vítimas e controle do tráfego de veículos. Desde a noite de segunda-feira (28), a BR-376, no km 668, está totalmente bloqueada, entre o Paraná e Santa Catarina.

“Podemos observar aqui no local uma cena de tragédia e as condições da encostas ainda se mantêm muito instáveis, a todo momento se desprendendo rocha e muita terra ainda descendo, o que com certeza vai dificultar os trabalhos de resgate das vítimas do local. Bem como, os trabalhos para liberação da vida. Desta forma, podemos dizer que não temos nenhuma previsão quanto à liberação da BR-376 no local do desabamento da encosta”, informou Jair Luiz Fincler, da PRF.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Mulher é encontrada morta dentro de baú de cama box

por Redação 29 de novembro de 2022

Uma mulher que estava desaparecida foi encontrada morta dentro do baú de uma cama box neste domingo (27), em Americanópolis, na zona sul de São Paulo. O principal suspeito está foragido.

Sheila Lisboa, de 38 anos, foi vista pela última vez por volta das 4h de sexta-feira (25), ao entrar na casa de Leandro Domingos da Silva, localizada na rua Doutor Rafael Parisi.

No dia anterior, na tarde de quinta (24), ela tinha ido a uma tabacaria na região para assistir ao jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo.

Os familiares desconfiaram de um homem identificado como Leandro, que foi visto com Sheila, e tentaram conversar com ele por mensagem, porém foram bloqueados. Ele foram, então, até o endereço do suspeito e invadiram a casa. No endereço, encontraram a mulher morta e nua, além de cheia de marcas pelo corpo.

De acordo com informações da repórter Beatriz Casadei, vizinhos ouviram gritos vindos do imóvel, mas não desconfiaram de nada.

Sheila deixa um filho de 13 anos. Ainda segundo a repórter, Leandro morava no imóvel havia aproximadamente três meses, e sua casa era alugada. Ele era pouco conhecido pela vizinhança.

A reportagem tentou entrar em contato com a irmã da vítima, mas até o fechamento desta nota não obteve resposta.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilSegurança

Jovem aproveitou saída dos pais para executar atentado e almoçou após tragédia

por Redação 28 de novembro de 2022

A Polícia Civil do Espírito Santo afirmou na manhã desta segunda-feira (28) que o adolescente que planejou e executou o atentatou que matou quatro pessoas e deixou ao menos 12 feridos na cidade de Aracruz, na sexta-feira (28), se aproveitou da saída dos pais de casa para manusear duas armas do pai e sair para cometer a ação. Além disso, segundo o delegado responsável pelo caso, o jovem almoçou com os pais após a tragédia.

“O pai e a mãe saíram uma hora antes dele para ir ao centro de Aracruz fazer compras e isso demandaria tempo, então, ele aproveitou esse momento para cometer o atentado. Ele se apossou de objetos no interior da casa, em especial das duas armas de fogo. Depois, cobriu as placas dos veículos”, diz o delegado André.

Depois dos ataques, ele retornou para casa e os pais chegaram. “Ele reage naturalmente, como uma rotina comum da família, almoçam e vão a uma segunda casa”, diz a investigação. “No primeiro momento, ele nega o ato, mas, logo em seguida confessou e retornou com os policiais para que pudessemos apreender todos os objetos.”

Adolescente que atirou em escolas fazia acompanhamento com psicólogo, diz polícia
Segundo a polícia, o adolescente afirmou que teria sofrido bullying. Com isso, a partir de 2020 ele começaria a planejar como executaria essa ação. “Isso foi alimentando esse sentimento de ódio. Ele fazia acompanhamento com psicólogo e psiquiatra.” Ele era instrospectivo, falava pouco com a família, disse a polícia.

Em relação à dinâmica das ações, a polícia diz ainda que ele decidiu que no momento em que tivesse oportunidade se apossaria de duas armas de fogo na casa para cometer esse atentado em duas escolas mais próximas de sua casa. Para isso, sempre que tinha oportunidade, ele manuseava as armas sem conhecimento dos familiares a fim de criar familiariadade com os equipamentos.

O delegado diz ainda que ao invadir aa primeira escola, o adolescente rompeu um cadeado, chegou ao segundo portão, rompe o segundo cadeado e se aproxima das portas dos fundos, com a pistola entra na sala dos professores disparando e esgota das munições.

A polícia apirou que ele sai da instituição pelo mesmo caminho que entrou e segue para a segunda escola a cerca de um quilômetro de distância. No segundo colégio, o portão principal estava aberto e ele tem acesso ao hall de entrada se utilizando do revolver já que a munição da pistola tinham se esgotado.

Os estudantes em pé correm para o interior da sala e se trancam. Ele efetua novos disparos em uma segunda sala de estudantes, volta ao carro pelo lado do motorista e vai a um local mais ermo. Na volta, ele coloca os objetos nos locais que estavam em casa, as armas, o veículo e fica no interior da casa, esperando a chegada dos pais. Segundo a polícia, os pais sabiam do atentado, mas, até aquele momento, desconheciam a autoria.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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São PauloSegurança

PM de folga reage a assalto e baleia suspeito, na Grande São Paulo

por Redação 28 de novembro de 2022

Um policial militar de folga interviu em um assalto, baleou um dos suspeitos e outro foi preso na Estrada Kizaemon Takeuti, altura do número 579, em Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo por volta das 5h20 desta segunda-feira (28).

De acordo com a Polícia Militar, um agente da corporação voltava para casa depois da jornada de trabalho quando viu dois suspeitos abordando uma pessoa em uma tentativa de assalto.

O policial interviu ao assalto e conseguiu atingir um dos suspeitos. A equipe de resgate foi acionada e encaminhou o homem ao pronto socorro do Hospital Geral de Pirajussara. O segundo suspeito foi preso em flagrante.

O local foi isolado e aguarda a chegada da perícia para a liberação dos veículos envolvidos. Agentes da Polícia Militar preservam o endereço. A delegacia da área é o 2° DP de Taboão da Serra.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Moradoras do Tremembé precisam se deslocar 22,2 km para registrar denúncia

por Redação 28 de novembro de 2022

Com o corpo coberto de ferimentos e marcas roxas, a filha de Mayara, de 16 anos, tentou se deslocar da casa em que vive no Tremembé, na zona norte de São Paulo, até a delegacia mais próxima para registrar a agressão sofrida após uma briga com o companheiro em setembro. O sangue e os machucados, porém, transformaram o trajeto em uma saga até o distrito policial — não especializado em atender mulheres.

Com a ajuda da mãe, ambas decidiram sair do bairro Vila Nova Galvão e ir até um posto de polícia para pedir ajuda. Mayara e a filha, que prefere não se identificar, fazem parte da parcela de moradoras que percorrem a maior distância para conseguir registrar uma denúncia de violência em São Paulo. De acordo com o Mapa das Desigualdades, realizado pelo Instituto Cidades Sustentáveis e divulgado na última semana, uma moradora do Tremembé precisa se deslocar 22,2 quilômetros para denunciar uma violência sofrida.

A distância e as dificuldades impostas pelo trajeto fazem com que muitas moradoras do distrito não cheguem às delegacias especializadas no atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica. As DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) são unidades policiais especializadas no atendimento de mulheres, crianças e adolescentes que enfrentam situações de violência física, moral e sexual. Na prática, a falta de equipamentos públicos e de apoio às mulheres é o principal motivo responsável por desestimular as vítimas — o que contribui para o aumento da subnotificação dos casos.

Moradora do Tremembé há mais de 20 anos, Mayara encontrou a filha machucada em frente à casa em que a adolescente morava com o marido. Desesperada, ela foi até um posto policial para pedir aos agentes que as levassem até a delegacia de carro. “Mas eles me disseram que não tinha viatura disponível. Nos mandaram de volta para a casa do agressor, dizendo que a polícia só poderia nos levar de lá. Então, fiquei com a minha filha toda ensanguentada das 4h às 6h para irmos a uma UPA”, lembra a mãe.

Somente depois de a filha receber atendimento inicial na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jaçanã, elas foram ao 39º Distrito Policial da Vila Gustavo, no Tucuruvi, zona norte, para registrar a denúncia.

A pesquisa Mapa das Desigualdades, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis e divulgada na quarta-feira (23), dimensionou pela primeira vez o deslocamento médio para realização de denúncia contra a mulher entre os distritos da cidade de São Paulo.

De acordo com o estudo, o distrito com maior quilometragem percorrida é o Tremembé — o que significa dizer que uma moradora dessa região precisa percorrer 22,2 quilômetros para fazer um boletim de ocorrência e ser atendida com dignidade. O distrito com melhor avaliação é o Pari, localizado na região central do município, com uma distância de 1,2 quilômetro.

A saga de Mayara e da filha até o registro da denúncia passou por um posto de polícia, por uma Unidade de Pronto Atendimento, pela volta para a rua em que ocorreu a agressão e, por fim, pela chegada a uma delegacia não especializada — a mais próxima da casa em que vivem. O percurso exigiu das vítimas disposição para enfrentar horas de desgate.

A distância da casa da filha de Mayara até a 4ª DDM é de aproximadamente 24 quilômetros. O trajeto é feito por, no mínimo, dois ônibus e alguns metros de caminhadas durante 1h e 22 minutos. “Ela reclamou muito e estava chorando muito. Estava com muita dor, principalmente no maxilar”, lembra a mãe.

A assistente social Kátia Chambo Gonçalves, de 56 anos, é moradora do Tremembé há 18 anos e trabalha no acolhimento de mulheres vítimas de violência há três anos e meio. “Todos os serviços de atendimento são extremamente fora de mão, não tem como essas mulheres terem acesso sem pegar dois ou três ônibus”, afirma Kátia.

“É uma região muito grande, com vários bairros pequenos e que carecem de serviço social. Quando uma vítima nos aciona, informamos o serviço mais próximo. Mas muitas têm dificuldade para chegar até mesmo aqui na ONG. Não à toa desistem antes de chegar à delegacia.”

Kátia diz que leva, de carro, em torno de 45 minutos para sair da casa em que vive e chegar à ONG, localizada na Vila Nova Cachoeirinha. Segundo a assistente social, a delegacia da mulher mais próxima é a 4ª DDM. “Pela distância, muitas mulheres não registram boletim de ocorrência, só os casos mais graves são denunciados nas delegacias de bairro.”

Depois de a filha ter sido medicada, Mayara recebeu a orientação de voltar para o local em que ocorreu a agressão. “Eles disseram que eu só poderia chamar a viatura onde ele tinha batido nela. Fiquei sentada na rua com a minha filha.” Mayara afirma que aquela não foi a primeira vez que a filha havia sido agredida pelo companheiro.

“Esse relacionamento já teve empurrão, tapa, humilhação. Ela levou até ponto no maxilar”, afirma. Além disso, Mayara diz que a filha é vítima de violência psicológica. “Ele humilha ela, fala que ela é gorda e que, por isso, não vai conseguir ficar com ninguém.”

O histórico de violência fez com que Mayara conseguisse a guarda do neto, de 1 ano e 11 meses. “Um dia a irmã dele foi à minha casa me avisar que minha filha estava toda cortada. Fiquei desesperada, fui lá e comecei a ajudar ela a levantar da calçada. Chorei, passei mal até.”

Na UPA Jaçanã, a jovem foi medicada com soro e injeção para amenizar a dor. Somente por volta das 12h mãe e filha foram levadas até a delegacia para a elaboração do boletim de ocorrência.

Segundo Mayara, antes de serem atendidas, os agentes estavam registrando dois casos de apreensão de drogas. Quando, finalmente, chegou o momento de registrar a denúncia, outro entrave: os relatos ocorreriam em frente ao agressor.

“Em uma delegacia especializada, tudo seria diferente: a proteção dela, o tempo de espera para o atendimento e os deslocamentos”, diz a mãe. “Perguntaram na frente do ex-companheiro da minha filha se achávamos que ele deveria ir para um CDP (Centro de Detenção Provisória) ou se era para ele ser libertá-lo. Fiquei com medo de represália.”

Dois meses depois, Mayara conseguiu a medida protetiva para afastar o agressor de sua filha. “Mas não esqueço que ela não teve a oportunidade de relatar o que aconteceu na hora de escrever o B.O., quem fez isso foram os policiais”, diz Mayara.

“Hoje, nem sabemos como está a investigação. É um descaso. Depois que ela teve que se locomover toda roxa e ensanguentada, não espero mais nada.” O estudo do Instituto Cidades Sustentáveis demonstra que a média de quilômetros percorridos para a denúncia de uma violência é de 20,2 quilômetros em toda a cidade.

O estudo mostra ainda outros indicadores com maior incidência de violência contra as mulheres. O número de feminicídios, assassinatos de mulheres em razão de violência doméstica e familiar, é seis vezes maior na Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, do que em 29 outros distritos da cidade.

A Barra Funda também é o bairro mais violento de São Paulo para mulheres, com uma taxa de 636,2 vítimas por 10 mil mulheres. A violência contra essa parcela da população aumentou 67,9% de 2020 para 2012. O bairro com melhor avaliação é o Alto de Pinheiros, com uma taxa de 116,5 vítimas por 10 mil habitantes.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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