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VIOLÊNCIA POLICIAL

Segurança

Viatura da PM é atingida com tiros de fuzil e policial fica ferida em Santos

por Redação 1 de agosto de 2023

Uma viatura da Polícia Militar foi atingida com tiros de fuzil na rua Evaristo da Veiga, em Santos, no litoral de São Paulo, na manhã desta terça-feira (1°). As informações são da Record TV.

Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que a quadrilha desce do carro e dispara contra a viatura. Uma policial ficou ferida e foi levada à pressas para a Santa Casa do município.

Segundo informações preliminares, um suspeito foi morto.

O R7 pediu um posicionamento à SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) e à Santa Casa para saber do estado de saúde da agente, mas, até o momento, não obteve retorno.

Violência no litoral
O litoral paulista tem vivido uma onda de violência desde que o policial militar da Rota Patrick Bastos Reis foi morto enquanto fazia patrulhamento em uma comunidade de Guarujá, na noite da última quinta-feira (27).

No mesmo dia, a Polícia Civil iniciou uma intensa operação para encontrar os suspeitos de terem matado o agente. Desde então, ao menos dez mortes foram confirmadas.

Após a onda de violência, um suspeito, apontado como o principal responsável pelos disparos, se entregou. Ele e um outro homem foram presos.

Apesar da prisão, a operação deve se estender por mais 30 dias na região.

Fonte: r7

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Segurança

Massacre de Paraisópolis: Justiça começa a decidir se PMs vão a júri

por Redação 25 de julho de 2023

Depois de três anos, o caso que envolve a morte de nove jovens após ação da Polícia Militar na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, durante um baile funk em 2019, pode ganhar novos desdobramentos.

Nesta terça-feira (25), acontece a primeira parte da audiência de “instrução, interrogatório, debates e julgamento” do caso, que vai definir se os 12 policiais militares denunciados pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) por homicídio doloso (quando há a intenção de matar) vão a júri popular. Eles respondem ao processo em liberdade.

Segundo o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), a audiência terá início às 13h30 no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. O caso tramita na 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal da capital.

No total, 52 pessoas foram arroladas no processo. Em razão da quantidade de testemunhas, nesta terça (25) serão ouvidas apenas as de acusação, de acordo com o TJSP. Por enquanto, não há prazo para o fim da audiência nem data para as próximas oitivas.

Relembre o caso
Em 1° de dezembro de 2019, nove jovens – de 14 a 23 anos – morreram e 12 ficaram feridos durante o famoso Baile da DZ7, no cruzamento entre as ruas Ernest Renan e Rudolf Lutze, em Paraisópolis. De 5.000 a 8.000 pessoas participavam do evento.

De acordo com a versão da Polícia Militar, equipes da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) estavam perseguindo dois homens em uma moto. Eles estariam armados e teriam atirado contra os policiais.

Durante a perseguição, os homens fugiram em direção ao baile funk, que acontecia na comunidade. Em seguida, outras equipes da PM foram acionadas para prestar apoio e teriam sido, segundo a corporação, recebidas com hostilidade pela população, com o arremesso de pedras e garrafas.

Para dispersar a multidão, os PMs usaram bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e bala de borracha. Segundo a denúncia do MPSP, os participantes do baile, sob “pânico e desespero”, ficaram confinados no quarteirão da rua Ernest Renan.

Na ausência de uma rota de fuga, a única saída possível passou a ser a viela do Louro, por onde milhares de pessoas se dirigiram. O local foi palco do episódio conhecido como Massacre de Paraisópolis. Nove jovens morreram pisoteados:

  • Gustavo Cruz Xavier, de 14 anos;
  • Gabriel Rogério de Moraes, de 20 anos;
  • Dennys Guilherme dos Santos, de 16 anos;
  • Luara Victoria de Oliveira, de 18 anos;
  • Marcos Paulo Oliveira dos Santos, de 16 anos;
  • Bruno Gabriel dos Santos, de 22 anos;
  • Eduardo Silva, de 21 anos;
  • Denys Henrique Quirino da Silva, de 16 anos; e
  • Mateus dos Santos Costa, de 23 anos.

O laudo do IML (Instituto Médico-Legal) divulgado na época concluiu que os jovens morreram por asfixia por sufocação indireta.

Denúncia do Ministério Público

Desde novembro, um mês antes do massacre, os moradores de Paraisópolis e a Polícia Militar viviam em clima de tensão em razão do assassinato do sargento Ronaldo Ruas Silva, da Força Tática do 16º Batalhão, na comunidade.

De acordo com a denúncia do MPSP, motivada pelo homicídio, a PM deu início à chamada Operação Saturação em Paraisópolis, com a “intensificação do policiamento para combater o tráfico no local e prender criminosos, sem previsão de término”.

No dia do Baile da DZ7, a corporação também realizava a Operação Pancadão, com o objetivo de prevenir a “instalação e acontecimento de aglomerações e algazarras” em Paraisópolis.

Para o órgão, os policiais denunciados “agiram pela torpe motivação de causar tumulto, pânico e sofrimento, em abusiva demonstração de poder e prepotência contra a população que estava em evento cultural”.

Na denúncia, o MPSP ainda ressalta que a ação dos policiais – que cercaram os participantes do baile com as viaturas e arremessaram as bombas de efeito moral – impossibilitou a defesa das vítimas.

“Elas foram surpreendidas em um momento de lazer e não podiam esperar por atuação policial com tamanha violência e fechamento de ambas as vias de acesso ao baile, máxime as vítimas fatais que sequer residiam na comunidade”, afirma.

Ouvidoria da Polícia
A Ouvidoria da Polícia informou, em nota, que vai continuar acompanhando o caso e prestando o apoio necessário às famílias das vítimas.

“Trágicos episódios dessa natureza exigem ações efetivas, buscando sempre impedir que tornem a ocorrer, com ações de monitoramento e formação das forças policiais até a devida responsabilização dos agentes que atuaram irregularmente”, declara a Ouvidoria.

Fonte: r7

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São PauloSegurança

Ouvidoria das polícias critica agentes que amarraram suspeito com cordas: ‘Remete à escravidão’

por Redação 7 de junho de 2023

A Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo criticou a abordagem dos dois agentes que amarraram com cordas um suspeito de furto a um supermercado na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

“Há visível descumprimento de protocolo operacional da Polícia Militar e graves violações de direitos. As imagens remetem aos vergonhosos tempos da escravidão e da ditadura no Brasil”, afirma a ouvidoria em nota.

O caso ocorreu entre o fim da noite de domingo (4) e o início da madrugada de segunda-feira (5). O suspeito foi amarrado nos pés e nas mãos pelos policiais dentro de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) após supostamente ter furtado um supermercado na mesma região. Assista ao vídeo abaixo.

Para a ouvidoria, não há nada que justifique o uso “tão desproporcional de força e ausência de cuidados humanizados dos policiais”.

O órgão afirma ainda que o caso retrata a desigualdade e as vulnerabilidades às quais essas pessoas são submetidas. “Entre os itens furtados estão alimentos, coisas de pequeno valor. O papel do Estado, nesses casos, deve ser o de aplicação da lei, com atenção às condições psicossociais desses sujeitos, e não sua revitimização e exposição”.

A Polícia Militar afastou preventivamente os dois policiais envolvidos e lamentou o ocorrido.

Já a Ouvidoria das Polícias do Estado solicitou à corregedoria apuração detalhada do caso, “com as adequadas responsabilizações”.

Fonte: r7

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SegurançaSão Paulo

PMs amarram suspeito de furto em supermercado de SP com cordas e o carregam; veja vídeo

por Redação 7 de junho de 2023

Um suspeito de furtar um supermercado foi amarrado com cordas e carregado por policiais militares dentro de um hospital na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, entre o final da noite de domingo (4) e início da madrugada de segunda-feira (5).

Nas imagens, gravadas por uma testemunha, o homem aparece com os braços e pernas amarrados por cordas na parte de trás do corpo, enquanto é levado por dois agentes. É possível ver o suspeito gritando de dor.

Em nota, a Polícia Militar lamenta o episódio e afirma que todos os agentes que tiveram relação com o ocorrido foram preventivamente afastados das atividades operacionais.

O flagrante ocorreu dentro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Mariana. O vídeo mostra o suspeito detido enquanto é colocado em uma maca e, posteriormente, dentro de uma viatura.

A PM afirma que o suspeito foi preso em flagrante por furto em um supermercado na rua Morgado de Mateus, também na Vila Mariana. Outra pessoa também foi detida e um adolescente, apreendido.

Não há informações a respeito da motivação pela qual o homem preso foi encaminhado ao hospital, tampouco o porquê teve as mãos e pés amarrados com cordas.

A polícia conta que foi aberto um inquérito para apurar todas as circunstâncias relativas às ações dos policiais envolvidos no episódio.

Fonte: r7

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