Tori Penso faz história como primeira árbitra mulher a apitar na Copa do Mundo de 2026

A arbitragem feminina marcará presença pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (18), durante a partida entre Tchéquia e África do Sul, válida pela segunda rodada da fase de grupos. O confronto será disputado em Atlanta, nos Estados Unidos, às 13h (de Brasília), com a americana Tori Penso como árbitra principal.

Ao lado de Penso estarão as assistentes Brooke Mayo e Kathryn Nesbitt, também dos Estados Unidos. A escala representa mais um avanço da presença feminina em uma função historicamente dominada por homens nas Copas do Mundo masculinas.

Aos 39 anos, Tori Penso chega ao Mundial após construir uma trajetória de destaque na arbitragem internacional. Em 2020, tornou-se a primeira mulher em duas décadas a apitar uma partida da Major League Soccer (MLS). Em 2023, ganhou projeção global ao comandar a final da Copa do Mundo Feminina entre Espanha e Inglaterra, tornando-se a primeira árbitra dos Estados Unidos a dirigir uma decisão do torneio.

A árbitra também atuou nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e acumulou experiência em amistosos internacionais recentes, como Argentina x Venezuela, em 2025, e Bolívia x Argélia, em 2026.

A FIFA selecionou seis mulheres para integrar o quadro de arbitragem da Copa do Mundo de 2026. Além de Tori Penso, a mexicana Katia Itzel García foi escolhida como árbitra principal. Entre as assistentes estão Brooke Mayo, Kathryn Nesbitt e Sandra Ramírez. Já Tatiana Guzmán, da Nicarágua, atuará como oficial de vídeo (VAR).

Apesar do avanço, o número ainda representa uma pequena parcela do total de profissionais selecionados. Para o torneio, a FIFA convocou 170 integrantes da arbitragem, incluindo 52 árbitros, 88 assistentes e 30 oficiais de vídeo. As seis mulheres representam cerca de 3,5% do quadro geral.

Katia García, de 33 anos, recebeu destaque internacional após atuar nos Jogos Olímpicos de Paris e conquistar o Prêmio Nacional do Esporte do México na categoria Arbitragem. Já Tatiana Guzmán ficou conhecida por ser a primeira representante da arbitragem da Nicarágua em uma Copa do Mundo.

Kathryn Nesbitt combina a carreira de árbitra com formação acadêmica em química e já fez história ao participar da final da MLS Cup em 2020. Brooke Mayo se tornou a primeira árbitra assistente assumidamente LGBTQ+ a atuar em uma Copa do Mundo masculina. Sandra Ramírez acumula participações em competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo Feminina e os Jogos Olímpicos.

Segundo a FIFA, a seleção dos profissionais foi baseada exclusivamente em critérios técnicos, desempenho e avaliações realizadas ao longo dos últimos anos em competições nacionais e internacionais.

Fonte: GE

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