Trump diz que EUA estão ‘massacrando’ o Irã e ameaça: ‘Grande onda ainda está por vir’

por Redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista à CNN, que o país está “massacrando” o Irã e que a operação militar em curso está indo “muito bem”. Segundo ele, as forças americanas ainda não atingiram o país com toda a intensidade prevista — mas isso deve acontecer em breve.

“Ainda nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve”, declarou.

Trump também não descartou o envio de tropas americanas para o solo iraniano “se necessário”, ampliando o tom de ameaça em meio à escalada do conflito.

Em entrevista à ABC News, o presidente afirmou que, há um ano, teria aceitado propostas iranianas para um acordo nuclear. No entanto, disse que o “sucesso” na Venezuela teria “mimado” os Estados Unidos, tornando-o “menos aberto a aceitar concessões” de Teerã.

Ao jornal britânico The Telegraph, Trump declarou estar impressionado com a rapidez das ações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel, que resultaram na m0rt3 dos principais líderes iranianos. Segundo ele, o planejamento inicial previa até quatro semanas para a “eliminação” do aiatolá Ali Khamenei, mas a liderança teria sido neutralizada em apenas um dia.

“Previmos que levaria duas ou três semanas para eliminar parte da liderança, mas conseguimos eliminar todos em apenas um dia. Portanto, fomos muito mais rápidos do que o esperado”, afirmou.

O presidente ainda declarou que os iranianos “realmente querem fechar um acordo”, mas que deveriam ter feito isso “há uma semana”. Ele também revelou que os ataques começaram “muito antes do previsto”.

No Irã, o clérigo Alireza Arafi declarou à televisão estatal que o novo líder supremo será nomeado “rapidamente”. Arafi foi escolhido como integrante do Conselho de Liderança provisória após o ass4ssin4t0 de Ali Khamenei, ocorrido no sábado (28).

A Assembleia de Peritos, composta por 88 membros — majoritariamente clérigos —, será responsável por escolher o substituto, embora ainda não haja um nome definido. O conselho provisório também inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei. Arafi afirmou que as instituições estatais seguem funcionando “sob estas circunstâncias extremamente difíceis”.

Em reação aos ataques iranianos, países árabes do Golfo, aliados dos Estados Unidos, classificaram as ações como “inaceitáveis” e prometeram resposta. Segundo a Al Jazeera, citando autoridades do Catar, os ataques “não podem ficar sem retaliação”.

Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos reafirmaram, em comunicado conjunto, o “direito à autodefesa” para proteger seus cidadãos.

Israel afirmou que os ataques desde sábado (28) eliminaram importantes membros da inteligência iraniana, incluindo Sayed Yahya Hamidi, vice-ministro responsável por “assuntos israelenses”, e Jalal Pour Hossein, chefe da divisão de espionagem do Ministério da Inteligência.

O porta-voz militar israelense declarou que documentos encontrados na Faixa de Gaza indicam tentativas repetidas de criar uma sala conjunta de operações de inteligência entre Hezbollah, Hamas e a Guarda Revolucionária Islâmica do Líbano, com liderança vinculada ao Ministério da Inteligência iraniano.

O comunicado acrescenta que o ministério, sob sanções dos EUA há anos, é apontado como instrumento de monitoramento da população civil e de repressão a protestos internos.

Segundo comunicados oficiais divulgados nesta segunda-feira (2), os ataques mais recentes dos Estados Unidos e de Israel resultaram na m0rt3 de três membros da Guarda Revolucionária, em Lorestan, e de cinco militares do exército iraniano, em Khorramabad, conforme informado pelas agências ISNA e Tasnim.

Fonte: G1

Leia também