Trump eleva tom contra o Irã e fala em “fim de civilização” às vésperas de ultimato

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a intensificar o discurso contra o Irã nesta terça-feira (7), ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite” em publicação na rede Truth Social. A declaração ocorre a poucas horas do prazo estabelecido por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

No mesmo texto, Trump sugeriu que uma mudança total de regime no Irã poderia abrir caminho para algo “revolucionário e maravilhoso”, embora tenha dito que o cenário mais provável seria devastador. O republicano também ameaçou destruir o país caso não haja acordo até as 21h (horário de Brasília), incluindo ataques a pontes e usinas de energia. Ele afirmou ainda não se preocupar com possíveis acusações de crimes de guerra por atingir alvos civis.

As declarações tiveram impacto imediato: o Irã interrompeu negociações indiretas com os EUA que, segundo a TV estatal iraniana, avançavam de forma favorável. O impasse ocorre após ambos os países rejeitarem um plano de cessar-fogo proposto pelo Paquistão. Paralelamente, Trump chegou a afirmar que gostaria de controlar o petróleo iraniano, embora tenha reconhecido que a população americana deseja o fim do conflito.

No campo militar, os confrontos se intensificaram. Bombardeios atingiram a província de Alborz, próxima a Teerã, deixando ao menos 18 mortos e 24 feridos. A capital iraniana também sofreu ataques em áreas residenciais e no aeroporto internacional de Khorramabad. Na Ilha de Kharg, principal polo petrolífero do país, explosões foram registradas, e veículos de imprensa americanos apontam ataques dos EUA a alvos militares como bunkers e radares — sem atingir a infraestrutura de petróleo.

O governo iraniano reagiu classificando as ameaças como “delirantes” e afirmou que elas não compensam a “humilhação” dos Estados Unidos na região. Internamente, o presidente Masoud Pezeshkian reforçou o discurso de mobilização total, declarando que 14 milhões de pessoas estariam dispostas a morrer na guerra.

O ultimato de Trump, adiado quatro vezes desde março, chega ao momento mais crítico com escalada de ataques e tensões internacionais. Enquanto isso, cresce o temor global diante de um possível agravamento do conflito em uma das regiões mais estratégicas do planeta.

Fonte: CBN

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