Mundo Trump mira a Venezuela para combater o narcotráfico, mas principais mortes por fentanil nos EUA têm origem no México Redação24 de outubro de 2025027 visualizações O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu recentemente ataques a embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico com o argumento de que as ações visam combater o tráfico de drogas e salvar vidas americanas. Em declarações à imprensa, Trump chegou a afirmar que cada barco destruído “estaria salvando 25.000 vidas americanas”. Desde setembro, autoridades norte-americanas ampliaram a presença militar na região, incluindo navios, aeronaves e operações navais, e divulgaram ataques a várias embarcações que, segundo Washington, estariam transportando drogas. ONG’s e especialistas independentes das Nações Unidas criticaram as ações, chegando a classificar alguns dos ataques como execuções extrajudiciais por terem resultado em mortes sem que houvesse processos de captura e julgamento prévios. Relatórios oficiais dos Estados Unidos mostram que a epidemia de overdoses nos EUA é fortemente impulsionada pelo fentanil: em 2023, mais de 100 mil mortes por overdose foram registradas no país, e aproximadamente 69% envolveram opioides sintéticos, principalmente fentanil. A Agência Antidrogas norte-americana (DEA) e relatórios governamentais atribuem a produção e o fornecimento em larga escala do fentanil sobretudo a organizações criminosas no México, ao passo que as substâncias químicas precursores podem vir, em parte, de empresas e fornecedores em outros países, como a China. Apesar das justificativas oficiais, analistas advertem que os ataques militares contra embarcações e quaisquer operações que não respeitem o direito internacional podem agravar tensões regionais — inclusive com críticas de governos vizinhos — e não resolvem, por si só, problemas estruturais ligados à produção, distribuição e demanda por drogas. Além das ações militares, veículos de imprensa noticiaram que a Casa Branca autorizou operações clandestinas da Agência Central de Inteligência (CIA) relacionadas à Venezuela, e que documentos internos conteriam autorizações para medidas agressivas que podem, segundo reportagens, ter potencial para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro. O documento, segundo as reportagens, não ordena explicitamente uma derrubada do presidente venezuelano, mas abre margem para ações que podem resultar nesse desfecho. A imprensa também registrou oferta de recompensa do Departamento de Justiça por informações contra membros do alto comando venezuelano. Em síntese: o governo Trump sustenta que as operações navais e ações contra embarcações fazem parte de uma estratégia para reduzir a entrada de fentanil nos EUA. No entanto, dados oficiais e análises independentes indicam que o elo mais direto do fentanil que provoca overdoses nos EUA é o México, enquanto as medidas militares e covert operations têm provocado críticas por potenciais violações do direito internacional e por riscos de escalada regional. Fonte: G1