Os pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) reagiram nesta quarta-feira (13) à divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
O material revelado mostra Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ampliou a crise política em torno do escândalo envolvendo o Banco Master e provocou críticas até mesmo entre nomes da direita e possíveis aliados do senador.
Romeu Zema divulgou um vídeo nas redes sociais condenando a postura de Flávio Bolsonaro e afirmou que o episódio compromete o discurso político do grupo bolsonarista contra o PT.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.
A fala de Zema ganha peso político porque ele vinha sendo citado nos bastidores como possível candidato a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026.
Outro presidenciável, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou após a repercussão do caso e cobrou esclarecimentos públicos do senador.
As críticas surgem depois da divulgação de conversas reveladas pelo portal Intercept Brasil, que apontam que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção cinematográfica “Dark Horses”, inspirada em Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, os contatos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro ocorreram entre setembro e novembro de 2025. Em um dos áudios, o senador demonstra preocupação com pagamentos atrasados e afirma que a equipe do filme estava sob pressão.
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas às apurações a autenticidade do áudio e das mensagens.
Após a divulgação do conteúdo, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu recursos a Vorcaro, mas afirmou que se tratava apenas de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e afirmou que adversários políticos tentam associá-lo indevidamente ao escândalo do Banco Master.
O caso provocou forte repercussão no cenário político nacional, especialmente porque Flávio vinha defendendo publicamente a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e associando o escândalo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fonte: G1