O pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (16), em São Paulo, que não pretende abrir mão da cabeça de chapa para compor como vice em uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a decisão é levar sua candidatura até o final da disputa eleitoral.
A declaração ocorreu durante o evento “O Brasil sem intocáveis”, onde Zema apresentou diretrizes do seu plano de governo. No discurso, o ex-governador de Minas Gerais defendeu propostas que, segundo ele, enfrentam resistência da classe política. “Vou manter a pré-candidatura até o final. Porque nós temos propostas que a maioria da classe política tem pavor”, disse, ao destacar sua gestão em Minas como credencial.
Durante o evento, Zema também defendeu a presença de múltiplos candidatos da direita no primeiro turno, como estratégia para forçar uma segunda etapa da eleição e evitar uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno. Ele afirmou ainda que, em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, candidatos desse campo político estariam unidos em apoio.
Entre as propostas apresentadas por sua equipe estão a privatização ampla de ativos públicos, a redução da maioridade penal para 16 anos, a criação de uma legislação trabalhista paralela à CLT e a integração entre políticas agrícolas e ambientais. O coordenador do plano econômico, Carlos da Costa, chegou a afirmar que um eventual governo Zema “vai privatizar tudo”.
Zema também reiterou a defesa de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando que essa medida estaria entre as primeiras ações de um eventual governo.
Questionado sobre o reajuste de cerca de 300% em seu salário como governador de Minas Gerais em 2023, Zema afirmou que não há impacto pessoal, já que doa integralmente os vencimentos para instituições de caridade. Segundo ele, os valores são destinados principalmente às Apaes, e comparou a remuneração atual com gestões anteriores para defender maior transparência.
Fonte: G1