Moraes pede ao Itamaraty agenda de assessor de Trump antes de decidir sobre visita a Bolsonaro

por Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao Ministério das Relações Exteriores informações sobre a agenda diplomática de Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Brasil. O pedido foi feito para embasar a decisão sobre a possível mudança da data de visita do americano ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília.

Nesta semana, Moraes autorizou o encontro entre Bolsonaro e Beattie e definiu o dia 18 de março, quarta-feira, como data para a visita na unidade prisional conhecida como Papudinha, no Distrito Federal.

A defesa do ex-presidente, no entanto, apresentou um pedido de reconsideração para que o encontro ocorra antes, na segunda-feira (16) ou na terça-feira (17). Segundo os advogados, no dia 18 o assessor americano deve participar de um evento em São Paulo sobre terras raras e minerais críticos.

Diante da solicitação, Moraes decidiu pedir ao Itamaraty informações oficiais sobre os compromissos de Beattie no país. Com base nesses dados, o ministro deve avaliar se mantém ou altera a data inicialmente definida.

De acordo com as regras do presídio, as visitas costumam ocorrer às quartas-feiras e aos sábados. Na decisão que autorizou o encontro, Moraes ressaltou que não existe previsão legal para alterar datas específicas de visitação apenas para atender à conveniência dos visitantes.

“Os visitantes devem se adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário, no sentido de resguardar a organização administrativa e a segurança”, registrou o ministro.

Quem é Darren Beattie

Darren Beattie foi nomeado no mês passado para o Departamento de Estado dos Estados Unidos, onde atua na formulação e supervisão de políticas e ações de Washington em relação ao Brasil.

Ele é conhecido por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também à atuação de Alexandre de Moraes nos processos relacionados à investigação sobre a tentativa de golpe de Estado no país.

Na autorização concedida por Moraes, também foi permitido que Beattie esteja acompanhado por um intérprete durante a visita. O nome do tradutor deverá ser informado previamente, já que Bolsonaro não fala inglês.

Fonte: G1

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