O medicamento Mounjaro (tirzepatida) terá aumento de preço a partir desta quarta-feira (1º), após autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Já os concorrentes Ozempic e Wegovy, à base de semaglutida, terão os valores mantidos por enquanto, enquanto a farmacêutica Novo Nordisk avalia o cenário.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o reajuste define apenas o teto permitido no país, cabendo a fabricantes e farmácias decidirem o preço final ao consumidor dentro desse limite. O novo valor máximo ainda precisa ser formalizado junto à CMED para entrar em vigor oficialmente.
Os três medicamentos estão enquadrados no nível 3 de regulação, destinado a produtos com pouca ou nenhuma concorrência, com reajuste máximo de 1,13% em 2026. No caso do Mounjaro, a fabricante Eli Lilly confirmou que aplicará o aumento integral permitido.
Com isso, o preço de fábrica do Mounjaro passa de uma faixa entre R$ 423,66 e R$ 3.680,86 para valores estimados entre R$ 428,44 e R$ 3.722,45, dependendo da dosagem. Os valores não incluem impostos e podem variar no preço final ao consumidor.
Já Ozempic e Wegovy permanecem sem alteração nos preços de fábrica. Atualmente, o Wegovy varia entre R$ 794,47 e R$ 1.987,84, enquanto o Ozempic custa entre R$ 794,47 e R$ 1.031,78, também conforme a dosagem.
O movimento ocorre em meio à crescente demanda por medicamentos voltados ao controle de diabetes e perda de peso, ampliando a disputa entre farmacêuticas e colocando pressão sobre preços em um mercado ainda com baixa concorrência.
Fonte: VALOR