Moradora relata série de ataques a homem em situação de rua em Belém e caso vira alvo de investigação do MPF

por Redação

Uma moradora da região onde um homem em situação de rua foi atacado com uma arma de choque por dois estudantes de direito em Belém afirmou que a vítima é alvo de agressões recorrentes, que teriam se intensificado desde o início de 2026. O caso já é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), que abriu apuração nesta segunda-feira (13).

Segundo a polícia, os suspeitos identificados são dois estudantes de uma faculdade particular: um deles teria utilizado uma arma de choque contra a vítima, enquanto o outro filmava a ação. A instituição de ensino informou que ambos foram afastados. A defesa dos envolvidos não foi localizada até a última atualização.

A moradora afirma que os ataques não seriam isolados e que grupos de jovens chegariam ao local em carros de luxo para praticar agressões e “trotes” contra o homem, incluindo arremesso de objetos, uso de extintor de incêndio e gravação de vídeos. Não há confirmação oficial da participação dos estudantes nesses episódios anteriores.

Ela relata que as ações começaram em janeiro e se repetiram em diferentes ocasiões. Em um dos episódios descritos, teria havido barulhos semelhantes a disparos durante a madrugada, seguidos de agressões com objetos e registro em vídeo por pessoas dentro de veículos.

Em outro relato, a moradora afirma ter presenciado novamente a chegada de carros ao local, com ocupantes filmando e rindo enquanto um extintor de incêndio era direcionado contra a vítima. Ela descreve a situação como recorrente e afirma que boletins de ocorrência já foram registrados.

O homem em situação de rua, segundo testemunhas, possui problemas de saúde mental, mas não apresentaria comportamento agressivo com quem não o aborda. O estado de saúde dele não foi informado até o momento.

A Prefeitura de Belém informou que acompanha o caso por meio da Secretaria Executiva de Direitos Humanos, acionou a Polícia Civil e notificou a instituição de ensino. O homem foi identificado e medidas cabíveis estão sendo adotadas.

A instituição de ensino onde estudam os suspeitos afirmou que abriu procedimento administrativo interno, afastou os alunos e colabora com as investigações. O caso também foi registrado na Polícia Civil e segue em apuração.

O MPF solicitou informações à universidade e deve encaminhar representação ao Ministério Público do Estado do Pará para investigação criminal. Parlamentares também acionaram órgãos de controle e pedem apuração rigorosa dos fatos.

Fonte: G1

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