Após derrota histórica, oposição diz que Lula não conseguirá aprovar novo nome ao STF antes das eleições

A derrota do governo no Senado na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) provocou reação imediata da oposição, que passou a defender publicamente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não conseguirá aprovar um novo nome para a Corte antes das eleições.

Nos bastidores, senadores oposicionistas afirmaram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teria garantido que nenhuma nova indicação ao STF será colocada para sabatina antes do período eleitoral.

Segundo um senador do PL, Alcolumbre assumiu compromisso com a oposição para não pautar outro indicado de Lula ao Supremo até as eleições.

A avaliação ganhou força logo após o placar de 42 votos contra 34 impor uma derrota ao governo no plenário. Para integrantes da oposição, o resultado foi interpretado como um recado político direto ao Palácio do Planalto.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que não existe ambiente político para uma nova indicação neste momento.

“A derrota não foi do Jorge Messias, foi do governo Lula, que decidiu colocar seus interesses particulares acima de tudo na indicação para o Supremo”, declarou.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, defendeu que a próxima indicação ao STF seja feita pelo futuro presidente eleito nas urnas.

Segundo aliados do governo, Lula ainda não definiu qual será sua estratégia após a derrota, considerada inesperada dentro do Planalto.

Entre as alternativas discutidas nos bastidores está a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). No entanto, assessores presidenciais avaliam que essa possibilidade poderia ser interpretada como uma vitória política de Alcolumbre, que há meses defende o nome do ex-presidente do Senado para a vaga no Supremo.

Após a derrota, senadores governistas também passaram a defender a escolha de uma mulher negra para a Corte. Mesmo assim, aliados do presidente avaliam que a mudança de postura poderia gerar desgaste político, ao transmitir a ideia de que o tema só ganhou força após o revés no Senado.

O episódio expôs mais uma vez a dificuldade do governo em consolidar maioria no Congresso e ampliou a tensão política em torno da sucessão presidencial e da disputa por influência no STF.

Fonte: G1

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