Brasil Assessor de deputado é preso após saque milionário em Recife e acaba exonerado do cargo Redação24 de março de 2026012 visualizações A Polícia Federal prendeu em flagrante quatro suspeitos de lavagem de dinheiro na última sexta-feira após um deles sacar mais de R$ 2,7 milhões em espécie em uma agência bancária do Recife. Entre os detidos estava Fernando José Palma Sampaio, que até então atuava como assessor parlamentar do deputado federal Vinicius Carvalho (PL-SP). Também foram presos Luiz Henrique de Albuquerque Bueno, Tiago Galve dos Santos e Tales Mariano Carvalho da Silva. Os quatro já foram colocados em liberdade provisória. O caso tramita sob sigilo na Justiça Federal, e novas audiências devem ocorrer nos próximos dias. De acordo com a Polícia Federal, um dos suspeitos foi ao banco retirar o montante em dinheiro e faria a entrega aos outros três envolvidos, que haviam chegado à capital pernambucana pouco antes da prisão em um jato particular. Em nota, a PF informou que todos foram conduzidos à superintendência da corporação e autuados em flagrante, enquanto as investigações continuam para apurar a origem dos recursos e possíveis outros crimes. A defesa dos suspeitos afirma que não há comprovação de irregularidades. Segundo o advogado Ulisses Narcizo, a acusação de lavagem de dinheiro depende da existência de um crime anterior. Ele sustenta ainda que os valores teriam origem lícita, decorrentes de uma operação empresarial privada. Após a repercussão do caso, o deputado Vinicius Carvalho anunciou a exoneração imediata de Sampaio. Em nota divulgada por meio do advogado Antônio Belarmino Júnior, o parlamentar afirmou que não tinha conhecimento da viagem ao Recife nem de quaisquer condutas investigadas. O documento também menciona manifestação do Ministério Público Federal indicando não haver elementos que associem o deputado aos fatos. Nesta segunda-feira, Carvalho publicou um vídeo nas redes sociais reafirmando não possuir relação com o episódio e reiterando o compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade administrativa. Segundo ele, a exoneração foi uma medida de cautela e respeito às instituições. Fonte: OGLOBO