Avião espião de US$ 270 milhões dos EUA é destruído em ataque iraniano e eleva tensão no Oriente Médio

Um avião de vigilância aérea dos Estados Unidos, avaliado em cerca de US$ 270 milhões, foi destruído após um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, no último domingo (29). O episódio intensifica a escalada de tensões no Oriente Médio e expõe a vulnerabilidade de estruturas militares estratégicas na região.

Imagens verificadas pela agência AFP mostram a aeronave, um E-3 Sentry, completamente destruída após o impacto. Registros que circularam nas redes sociais indicam que o avião ficou partido ao meio. O modelo é utilizado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares, sendo peça-chave em missões de vigilância.

O ataque teria sido realizado com o uso combinado de mísseis e drones, segundo informações publicadas por veículos como The New York Times e The Wall Street Journal. Pelo menos 12 militares americanos ficaram feridos, sendo dois em estado grave.

De acordo com o Wall Street Journal, além do E-3 Sentry, outras aeronaves também foram atingidas na base, incluindo aviões de reabastecimento. A Base Príncipe Sultan é utilizada pelas forças dos Estados Unidos e tem sido alvo de ofensivas iranianas recentes.

O E-3 Sentry integra o sistema AWACS (Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado), capaz de rastrear drones, mísseis e aeronaves a grandes distâncias. Antes do ataque, a Força Aérea dos EUA mantinha cerca de 16 unidades desse modelo em operação.

O episódio ocorre em meio a uma série de ações militares do Irã contra estruturas americanas no Golfo. Nas últimas semanas, ataques teriam atingido sistemas de radar, baterias de defesa antimísseis, drones e aeronaves em bases localizadas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait, conforme relatos da imprensa internacional.

As ofensivas são apontadas como resposta de Teerã à atuação dos Estados Unidos na região, ampliando a instabilidade em uma área estratégica para a produção e o transporte global de petróleo.

Fonte: G1

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