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Brasil

SegurançaBrasilSão Paulo

Mais de mil policiais cumprem 228 mandados prisão em operação contra o crime organizado

por Redação 10 de maio de 2023

Mais de mil policiais foram selecionados para dar cumprimento a 228 mandados de prisão e 223 de busca e apreensão durante uma operação contra o crime organizado em 13 estados. A ação teve início na manhã desta quarta-feira (10).

De acordo com informações do Ministério Público de São Paulo, o objetivo é desarticular as facções que agem nas ruas e no sistema prisional em todo o Brasil, coletando provas contra os seus integrantes. As Polícias Civil, Militar, Penal e Rodoviária Federal cumprem os mandados.

Além dos agentes, 43 promotores de Justiça e 40 servidores dos Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) das uniddes do Ministério Público nos Estados do Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Pará, Paraná, São Paulo, Sergipe e do Tocantins

O procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubo, que dirige o GNCOC (Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado), está na frente desta operação, juntamente com os Gaecos. Mais detalhes serão passados após o fim da ação.

Fonte: r7

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EsporteBrasil

Senado aprova Lei Geral do Esporte com punição a torcidas organizadas

por Redação 10 de maio de 2023

O Senado aprovou nesta terça-feira (9) a Lei Geral do Esporte (LGE), que segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A lei determina punição às torcidas organizadas por condutas discriminatórias, racistas, xenófobas, homofóbicas ou transfóbicas. Além disso, os grupos de torcedores podem ficar impedidos de comparecer a eventos esportivos por até cinco anos.

A proposta tramitava desde 2017 e tinha sido aprovada pelo Senado, mas foi modificada pela Câmara dos Deputados, que acrescentou pontos polêmicos e sem consenso. O texto retornou ao Senado, no qual foi votado nesta terça.

A votação de termos como “o racismo, a xenofobia, a homofobia, o sexismo, […] especialmente de caráter racista, homofóbico, sexista ou xenófobo, […] racistas, xenófobas, homofóbicas ou transfóbicas” foi, inclusive, o ponto de maior divergência entre os senadores.

O senador Magno Malta (PL-ES), atendendo a um requerimento do líder do partido, Carlos Portinho (PL-RJ), solicitou a retirada dos termos do texto-base. No entanto, após a votação em plenário, os termos foram mantidos, com 43 votos contrários à retirada.

“Estamos garantindo direitos claros, transparência, responsabilidade dos recursos públicos e promoção da paz e da segurança, além da tolerância no ambiente esportivo”, afirmou a relatora do projeto, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

A LGE reconhece ainda o esporte como uma atividade de alto interesse social. Sua exploração e sua gestão devem ser guiadas pelos princípios de transparência financeira e administrativa, pela moralidade na gestão esportiva e pela responsabilidade social de seus dirigentes. A LGE também trata do Sistema Nacional do Esporte (Sinesp), que deve ser balizado por planos decenais de esporte de estados, Distrito Federal e municípios, em consonância com o Plano Nacional do Esporte.

Entenda
O projeto original (PLS 68/2017) foi proposto para regulamentar a atividade desportiva e estabelecer normas para exploração e a gestão do setor no Brasil. Foi elaborado por uma comissão de juristas formada no Senado e aprovado em junho de 2022.

No mês seguinte, foi aprovado pela Câmara na forma de um substitutivo, que reuniu sugestões de várias proposições em tramitação nas duas Casas. O texto aprovado nesta terça (9) é o parecer da senadora Leila Barros (PDT-DF).

Fonte: r7

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SaúdeBrasilPolítica

Ministros articulam com senadores para reverter derrota na Câmara sobre o marco do saneamento

por Redação 10 de maio de 2023

Após a Câmara dos Deputados derrubar alterações feitas pelo governo federal no marco do saneamento básico, ministros devem se reunir com senadores para tentar reverter a decisão. A previsão do Senado é concluir a análise do texto em maio.

Para discutir os decretos sobre o tema, a base articula uma reunião entre líderes partidários e os ministros Jader Filho (Cidades), Walder Góes (Desenvolvimento Regional) e Rui Costa (Casa Civil). A expectativa é de que o Senado siga a decisão dos deputados.

A ideia é aproveitar a ida dos ministros das Cidades e do Desenvolvimento Regional à Comissão de Meio Ambiente (CMA) para intensificar a articulação. Eles levarão as possibilidades de alteração em que o governo tende a ceder. Já Rui Costa iria para dar peso ao grupo de ministros, com o líder da pasta de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

A articulação será feita pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O principal argumento é de que não houve debate suficiente na Câmara, o que pode ser revertido no Senado. É o que acredita também o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do governo no Congresso. “Os ministros virão para esclarecer o teor dos decretos. Temos mais espaço para debater, e o governo está à disposição para reorganizar e [para] eventuais mudanças”, disse Randolfe.

Na outra ponta, a oposição se organiza para derreter a tentativa do governo. Na CMA, Jader Filho terá que responder às acusações de que os decretos de Lula vão contra o Marco do Saneamento. O requerimento para ouvi-lo foi protocolado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).

“Eu nunca entendi que um governo eleito não possa tentar implementar sua agenda, mas deve ser feito dentro do regramento institucional. Essa é nossa preocupação. Estaremos discutindo tanto a ilegalidade quanto o mérito”, justificou Marinho.

Na Câmara, o tema foi derrotado com o aval do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e forte adesão de partidos que colaboravam com o governo, como o MDB, PSD e União Brasil. A tarefa de reverter o ambiente é difícil, sobretudo em um Congresso mais conservador.

O próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já sinalizou essa tendência ao declarar não ser possível ficar rediscutindo a cada governo assuntos que já foram decididos no Legislativo.

“Todos esses projetos foram concebidos dentro de um senso de responsabilidade do Parlamento. Muitos dos personagens que votaram favoravelmente a esses projetos estão no Senado ainda hoje. É fundamental no Brasil que tenhamos respeito ao passado. Isso [a rediscussão de decisões do Congresso] gera algo nefasto para o Brasil, que é a insegurança jurídica”, afirmou Pacheco, durante encontro na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), nesta segunda (8).

O cenário pessimista já exige do governo pensar em estratégias para fazer valer as mudanças no Marco do Saneamento. Há a possibilidade de as alterações voltarem por meio de medida provisória ou por projeto de lei.

Marco do saneamento
Os decretos editados pelo presidente Lula atualizam o Marco Legal do Saneamento Básico, norma responsável por atrair investimentos para o setor com o objetivo de universalizar serviços de água e esgoto nas cidades do país até 2033, ao fornecer água a 99% da população e coleta e tratamento de esgoto a 90%.

A intenção do governo era garantir investimentos para ações de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que seriam usados para projetos de limpeza urbana, manejo dos resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais.

A estratégia, para isso, incluía dar uma nova chance às estatais para que comprovem ter capacidade financeira para cumprir a meta, além de retirar das empresas privadas a possibilidade de concorrer de forma igualitária nas licitações. Esses pontos foram rebatidos pelos parlamentares.

Fonte: r7

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BrasilPolítica

STF deve julgar nesta quarta ação que acusa Fernando Collor de três crimes

por Redação 10 de maio de 2023

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, nesta quarta-feira (10), uma ação penal contra o ex-presidente da República e ex-senador Fernando Collor de Mello. Ele é acusado de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa. O STF vai decidir se estão presentes autoria e materialidade para a caracterização dos crimes.

O julgamento chegou a entrar na pauta do STF no fim de 2021 e de 2022, mas foi adiado por causa de outros processos que ganharam prioridade na Corte.

Réu no âmbito da Lava Jato, Collor é acusado de receber propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o ex-presidente e seu grupo político de terem recebido R$ 30 milhões em propina. Somente o senador teria recebido R$ 9,6 milhões em troca de ter viabilizado um contrato de troca de bandeira de postos de combustível, celebrado entre a Derivados do Brasil (DVBR) e a BR Distribuidora.

Em 2017, o tribunal aceitou uma denúncia contra Collor e o tornou réu pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e comando de organização criminosa.

Fonte: r7

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GuarulhosBrasilEconomia

Produção industrial volta a crescer e acumula alta de 0,2% no primeiro trimestre

por Redação 10 de maio de 2023

Depois de abrir 2023 com duas quedas consecutivas, a produção industrial no Brasil cresceu 1,1% em março, mostram dados apresentados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta é a maior apurada desde outubro do ano passado (+1,3%).

O avanço foi suficiente para reverter os resultados negativos contabilizadas em janeiro e fevereiro. Assim, o segmento responsável por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) acumula alta de 0,2% no primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses de 2022.

Apesar da melhora em março, os números da PIM (Pesquisa Industrial Mensal) indicam que a recente sequência ruim coloca a produção do setor em um patamar 1,3% abaixo do apurado em fevereiro de 2020, o último mês sem os efeitos da pandemia na atividade econômica nacional.

“Há uma melhora de comportamento da produção industrial, especialmente considerando esse crescimento de magnitude mais elevada, mas ainda está longe de recuperar as perdas do passado recente”, avalia André Macedo, gerente responsável pela pesquisa.

Os recentes dados ruins da indústria surgem em meio ao elevado patamar da taxa básica de juros, que tem motivado críticas do governo à diretoria do BC (Banco Central). Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a manutenção da taxa Selic no maior patamar dos últimos seis anos é “equivocada” e “apenas traz custos adicionais para a atividade econômica”.

“Ainda permanecem no nosso escopo de análise as questões conjunturais, como a taxa de juros em patamares mais elevados, que dificultam o acesso ao crédito, a taxa alta de inadimplência e o maior nível de endividamento por parte das famílias, assim como o grande número de pessoas fora mercado de trabalho e a alta informalidade”, analisa Macedo.

Segmentos
Das 25 atividades investigadas pela pesquisa, 16 avançaram em março, na comparação com fevereiro. As principais influências para o resultado positivo do mês partiram dos ramos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,7%), máquinas e equipamentos (+5,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (+6,7%).

De acordo com Macedo, a alta do setor de setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis é originada em uma base de comparação depreciada devido às perdas contabilizadas pelo ramo em janeiro e dezembro. “Também podemos destacar o aumento na produção de itens como gasolina automotiva e óleo diesel entre os fatores que impulsionaram esse crescimento”, afirma o pesquisador.

Ainda no campo positivo, outros destaques foram os setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,2%), de outros equipamentos de transporte (4,8%), de produtos químicos (0,6%), de couro, artigos para viagem e calçados (2,8%) e de produtos de minerais não metálicos (1,2%).

Por outro lado, o segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,7%) exerceu a principal influência entre as oito atividades que recuaram no mês. O setor havia crescido por três meses consecutivos, acumulando ganho de 13,5% no período. Os setores de móveis (-4,3%) e de produtos de metal (-1,0%) também se destacaram entre as quedas.

Fonte: r7

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TransporteBrasil

Avião ultrapassa limite de pista e para em matagal durante pouso em aeroporto de Salvador

por Redação 10 de maio de 2023

Um avião ultrapassou os limites de uma das pistas do Aeroporto Internacional de Salvador, e parou em uma área de mata, no entorno das pistas, durante um pouso, na madrugada desta quarta-feira (10).

Apesar do incidente, os passageiros e tripulantes desembarcaram da aeronave em segurança e sem ferimentos. A aeronave, da companhia Azul, partiu de Campinas, no Aeroporto de Viracopos, e tinha como destino a capital baiana.

O aeroporto continua funcionando normalmente.

Em nota, a Azul confirmou que o avião ultrapassou o limite da pista, mas não informou se a aeronave tinha algum problema mecânico. A companhia também lamentou o transtorno e disse estar prestando toda assistência necessária aos passageiros.

Fonte: r7

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BrasilSaúde

Corpo de bebê, morto durante parto, ficará no IML de BH por 30 dias para exames

por Redação 9 de maio de 2023

O corpo da bebê que morreu durante o nacimento no dia 1º, no Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, permanecerá no IML da capital mineira por 30 dias para a realização de exames complementares. A família acusa uma das médicas presentes na sala de operaçãode ter arrancado a cabeça da criança.

Ranielly Santos, de 33 anos, estava grávida de sete meses e entrou em trabalho de parto induzido. Segundo a mãe, a menina tinha uma malformação nos pulmões, identificada por cistos encontrados em exames de imagem. Mesmo com risco de não sobreviver após o parto, o coração da menina, segundo os pais, batia momentos antes de ser retirada do útero.

O pai da recém-nascida, Victor da Silva, esteve presente durante o trabalho de parto. Ele diz ter estranhado a alta dosagem de medicamento dado à companheira, mas afirma que, no começo do parto, tudo parecia normal, até que a criança começou a nascer.

O marido se desesperou quando viu a filha sem vida e chegou a ser retirado da sala por uma equipe de segurança. Ranielly diz ter sido sedada após o parto. Quando acordou, recebeu apenas o corpo da filha.

Em nota, o Hospital das Clínicas lamentou a morte e informou que foi aberto um processo administrativo interno para a apuração dos fatos. Segundo o hospital, a equipe médica “realizou todos os esforços para garantir a vida da gestante e está empenhada em esclarecer os fatos com transparência e agilidade”.

A Polícia Civil investiga o caso.

Fonte: r7

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SegurançaBrasil

Jardineiro contratado há 15 dias mata patroa esganada em banheiro, no RJ

por Redação 9 de maio de 2023

Eliane Rodrigues Mendes, de 58 anos, foi encontrada morta enrolada em um tapete dentro do banheiro da casa para onde contratou um jardineiro, a fim de cuidar das plantas do seu imóvel não habitado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

O caso aconteceu nesta segunda-feira (8), em Santa Rita, após o criminoso, contratado havia menos de 15 dias, ter arrombado a casa da vítima e a agredido dentro do quarto. Em seguida, ela foi levada ao banheiro, amarrada e esganada dentro do cômodo.

Após ter cometido o assassinato, o caseiro invadiu o imóvel onde a vítima morava com o marido para roubar itens de valor e deparou com o esposo de Eliane. Na ocasião, ele discutiu com o homem e fugiu em uma moto roubada.

Motivo do crime

Segundo familiares, o criminoso teria passagens pela polícia e estava em liberdade condicional havia pouco mais de um mês. Ele foi indicado por conhecidos para trabalhar com Eliane e cuidar das plantas do imóvel.

Além disso, a mulher guardava dinheiro em espécie no local, o que aumentou a justificativa do crime para a família de Eliane. Ainda de acordo com os familiares, Eliane teria morrido da mesma maneira que o filho, há 20 anos.

Confissão do crime

De acordo com informações da Record TV Rio, após familiares divulgarem a foto do caseiro nas redes sociais, o homem foi reconhecido por um policial militar reformado, que acionou a corporação e prendeu o suspeito.

O jardineiro foi encaminhado para a DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) e confessou o assassinato.

Fonte: r7

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BrasilPolítica

‘Não existe liberdade de expressão para cometimento de crimes’, diz Dino ao defender PL das Fake News

por Redação 9 de maio de 2023

O ministro da Justiça, Flávio Dino, defendeu, nesta terça-feira (9), o projeto de lei 2.630/2020, conhecido como PL das Fake News, e reafirmou a defesa da regulação das redes sociais sob o argumento de que “não existe liberdade de expressão para cometimento de crimes”. O ministro ainda classificou de “chantagem” a pressão das chamadas big techs para barrar a tramitação do texto na Câmara dos Deputados.

“O setor de rádio é regulado, o setor de televisão é regulado, a farmácia é regulada, banco também. Por que só as plataformas tecnológicas não podem ter regulação?”, questionou Dino, em audiência da Comissão de Segurança Pública do Senado.

E continuou: “Quem deu essa imunidade jurídica a cinco empresas que querem controlar o pensamento, a arte, a cultura, a política, a economia e os negócios? Essa é a imunidade do poder financeiro? É óbvio que tem que ter regulação”.

O PL das Fake News tramitava em regime de urgência na Câmara dos Deputados, mas o relator do projeto, Orlando Silva (PCdoB-SP), pediu o adiamento da votação da proposta, na terça-feira (2), por causa das divergências no texto.

Diante do impasse, os líderes dos partidos chegaram a cogitar a votação apenas de alguns pontos do projeto, para facilitar a aprovação.

Em linhas gerais, o projeto cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet e é um primeiro passo para a regulamentação das redes sociais e dos buscadores de internet. O texto prevê regras de uso, gestão e punição em caso da divulgação de notícias falsas.

Troca de farpas com a oposição
O ministro protagonizou troca de farpas com senadores da oposição em diversos momentos da audiência pública. Ao responder a uma lista de perguntas feitas por Sergio Moro (União-PR) sobre a agenda do Ministério da Justiça, Dino provocou o ex-juiz ao dizer que nunca teve “sentença anulada”.

Essa foi uma referência à anulação da sentença condenatória proferida por Sergio Moro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato.

Moro não gostou do comentário e acusou Dino de responder às perguntas com sarcasmo. “Deboche eu não concordo. Sei que na minha gestão no MJ a gente reduziu os assassinatos em 20%, coisa que não vi ainda. Eu não tratei com deboche o ministro, peço respeito”, afirmou.

Em outro momento, Dino foi questionado pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) sobre os atentados do 8 de Janeiro. Segundo o parlamentar, o ministro da Justiça assistiu à vandalização das sedes dos Três Poderes pela janela do gabinete do Ministério da Justiça.

Dino respondeu que o senador havia editado trechos de entrevistas para pescar “contradições inexistentes”. “Eu não estava lá, eu fui avisado e cheguei lá. E é claro que o presidente Lula sabia [que as sedes dos Poderes estavam sendo vandalizadas] porque eu telefonei e avisei.”

“Não precisa o senhor ir para a porta do Ministério da Justiça fazer vídeo de internet porque, se o senhor é da Swat, eu sou dos Vingadores. O senhor conhece o Capitão América? O Homem-Aranha?”, disse o ministro.

O senador pelo Espírito Santo é militar da reserva e atuou no 38º Batalhão de Infantaria do Exército. Ele se elegeu parlamentar depois de usar credenciais de que teria participado de treinamentos em instituições como Swat, Nasa e FBI, nos Estados Unidos.

Ao ser repreendido pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) sob a acusação de ser debochado, Dino reagiu: “Riso não é crime. Se querem debater comigo, debatam. Ou querem que eu ouça tudo calado? Venho todas as vezes, mas não me peçam que eu venha calado porque não posso renunciar ao meu direito de responder”.

Fonte: r7

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BrasilCidade

STF mantém condenação de mãe que roubou quatro pacotes de fraldas em MG

por Redação 9 de maio de 2023

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a condenção de uma mulher que furtou quatro pacotes de fraldas em 2017, em Montes Claros, a 422 km de Belo Horizonte. O ministro autorizou, no entanto, que a pena seja cumprida em regime aberto.

A mulher foi condenada, em primeira instância, a 1 ano e 2 meses de prisão, em regime semiaberto e ao pagamento de 11 dias-multa. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de absolvição da defesa, com o entendimento de que o princípio da insignificância não se aplicaria, uma vez que se trata de um caso de reincidência.

No recurso ao STF, a defesa insistiu na aplicação do princípio da insignificância, em razão do pequeno valor dos objetos furtados e argumentou ainda que a mulher é mãe solteira de três crianças. O STF concedeu a aplicação da pena em regime aberto.

Na decisão, o ministro observou que, no caso, a mulher tinha duas condenações definitivas, por furto e receptação. Outro ponto apontado pelo relator foi que o valor dos bens não é insignificante, uma vez que os pacotes de fraldas, avaliados em R$ 120,00, eram equivalentes a mais de 10% do salário-mínimo vigente em agosto de 2017 (R$ 937), época do crime.

O ministro considerou cabível a fixação do regime inicial aberto, uma vez que a pena é inferior a quatro anos.

Fonte: r7

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