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@2023 Voz de Guarulhos
Categoria:

Brasil

BBB

Treta no BBB 26: Babu entra em briga entre Chaiany e Jordana e clima explode no Sincerão

por Redação 10 de março de 2026

O clima seguiu tenso na casa do BBB 26 após o Sincerão exibido na noite de segunda-feira (9). Depois de uma discussão intensa entre Chaiany e Jordana, o ator Babu Santana decidiu se envolver na briga, o que aumentou ainda mais o nível da confusão entre os participantes.

Durante o bate-boca entre as duas sisters, Babu tentou intervir e criticou o tom da discussão. “Para de gritar, garota! […] Você não é a rainha da coerência?”, disparou o ator.

A fala irritou Jordana, que reagiu imediatamente e respondeu de forma direta: “F*da-se, Babu. Não vou fazer o que você quer”.

Diante da resposta, o ator retrucou no mesmo tom e acusou a sister de buscar confronto dentro do jogo. “F*da-se você também. Você não tem jogo, você quer ficar nesse ‘enfrentamentozinho’”, afirmou.

Enquanto Jordana continuava rebatendo as críticas, Babu ainda provocou a participante com a frase: “Fala, bonequinha”.

A discussão reforçou o clima de tensão dentro da casa após a dinâmica do Sincerão, que terminou com vários participantes trocando acusações e expondo conflitos acumulados ao longo da convivência no reality.

Fonte: GSHOW

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BBB

Climão no BBB 26: Ana Paula Renault chama Babu de covarde e provoca no Sincerão

por Redação 10 de março de 2026

O Sincerão desta segunda-feira (9) no BBB 26 teve mais um momento de forte tensão dentro da casa. Durante a dinâmica do “Pódio dos Medrosos”, a jornalista Ana Paula Renault escolheu Babu Santana para ocupar o primeiro lugar e receber a medalha de “covarde”, o que provocou um novo confronto entre os dois participantes.

Ao subir ao pódio para ouvir a justificativa, o ator encarou a sister, que imediatamente reagiu à atitude. “Você está me encarando assim, você deveria me encarar todos os dias, porque você me falou que ia me encher o saco todos os dias. Não tenho medo de homem, não. Só por que você está em uma posição mais alta?”, disparou Ana Paula.

Babu respondeu à provocação dizendo que apenas queria manter contato visual durante a conversa. “Não, eu estou querendo olhar no seu olho”, afirmou.

Durante a justificativa, Ana Paula relembrou os embates que teve com o ator ao longo da última semana e criticou a forma como ele lidou com as discussões dentro da casa. Em determinado momento, Babu interrompeu a rival e rebateu algumas acusações.

Ao concluir sua fala, a mineira afirmou que o brother evitou levar os conflitos adiante dentro do jogo. “Não resolveu levar os embates adiante”, declarou.

Depois que a sister terminou a justificativa, o ator voltou a se defender e comentou uma situação citada na discussão. “A música só tinha frases que você falou”, argumentou.

Ana Paula então questionou o fato de Babu ter dito anteriormente que iria provocá-la diariamente dentro da casa. Para a jornalista, esse comportamento justificava sua escolha na dinâmica. “Isso para mim é covardia”, afirmou.

A troca de farpas reforçou o clima de rivalidade entre os dois participantes e aumentou ainda mais a tensão durante o Sincerão.

Fonte: GSHOW

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BBB

Sincerão do BBB 26 vira campo de batalha e força intervenção de Tadeu Schmidt

por Redação 10 de março de 2026

O clima pegou fogo no BBB 26 durante o Sincerão exibido nesta segunda-feira (10). A dinâmica colocou os participantes frente a frente em um momento de confronto direto, com direito a acusações, troca de ofensas e até intervenção do apresentador Tadeu Schmidt para conter o clima tenso.

Na atividade da noite, os brothers precisaram montar o chamado “Pódio dos Medrosos”. Cada participante teve que escolher colegas da casa para receber medalhas de “covarde”, “frouxo” e “arregão”, justificando as escolhas diante de todos.

O resultado foi uma sequência de discussões e alfinetadas. Um dos momentos mais tensos ocorreu entre Chaiany e Jordana, que protagonizaram um bate-boca acalorado. Durante a discussão, Chaiany questionou a escolha feita pela rival.

“Por que eu fui escolhida, e você não? Será que a minha verdade é pequena? Eu não tenho medo de você”, disparou a advogada, elevando o tom da conversa.

A troca de acusações cresceu rapidamente e obrigou o apresentador Tadeu Schmidt a intervir para tentar controlar a situação dentro da casa.

Outro embate que chamou atenção envolveu Ana Paula Renault e Babu Santana. Durante a dinâmica, a veterana também confrontou o brother.

“Não tenho medo de homem, não. Só porque você está em uma posição mais alta?”, afirmou Ana Paula, em meio à discussão.

O Sincerão, tradicional dinâmica de confronto do reality, acabou se transformando em uma verdadeira “lavação de roupa suja”, com participantes expondo conflitos acumulados ao longo da convivência no confinamento.

Fonte: GSHOW

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caso Master

Escândalo no Banco Master: banqueiro teve acesso a investigações sigilosas meses antes de prisão

por Redação 10 de março de 2026

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu documentos sigilosos do Ministério Público Federal (MPF) cerca de quatro meses antes de ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2025. O material foi enviado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como comparsa do banqueiro.

Os arquivos foram encaminhados em 24 de julho de 2025 e continham três procedimentos confidenciais da Procuradoria da República no Distrito Federal. Dois deles tratavam de suspeitas envolvendo a negociação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), enquanto o terceiro investigava a possível utilização de um triplex de luxo em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 60 milhões, como propina na operação.

As mensagens estavam no celular de Sicário, apreendido após a primeira prisão de Vorcaro, quando o banqueiro tentava embarcar para Dubai com escala em Malta. Segundo investigadores, os documentos foram enviados em formato PDF em um intervalo de poucos minutos.

De acordo com a investigação, Vorcaro e seus aliados utilizavam palavras-chave como “Banco Master”, “Vorcaro” e “Nelson Tanure” para localizar procedimentos sigilosos. Tanure é apontado pela Polícia Federal como possível sócio oculto da instituição financeira.

Na época em que os documentos foram enviados, o Banco Central já havia identificado dificuldades financeiras no Banco Master, com alertas sobre risco de liquidez e necessidade de medidas preventivas. A negociação com o BRB era considerada crucial para a sobrevivência da instituição.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) também apontou irregularidades nas carteiras de crédito transferidas do Banco Master para o BRB. Segundo o relatório, teriam sido usados artifícios contábeis para ocultar a real situação financeira do banco, envolvendo operações suspeitas e sem comprovação adequada.

A Polícia Federal também investiga se houve vazamento da ordem de prisão contra Vorcaro. Um dos indícios é o fato de que a defesa do banqueiro protocolou um pedido na Justiça Federal apenas 18 minutos após a assinatura da decisão que autorizou a prisão, em 17 de novembro de 2025.

Na petição enviada naquele mesmo dia, os advogados já se posicionavam contra possíveis medidas cautelares que poderiam causar “impacto relevante” ao conglomerado financeiro.

As investigações indicam ainda que o grupo teria acessado ilegalmente sistemas restritos de órgãos públicos. Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram identificados registros de consultas e extrações de dados em bases utilizadas por instituições de segurança e investigação.

De acordo com a apuração, Sicário teria utilizado credenciais funcionais de terceiros para acessar sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol.

O esquema também teria incluído ataques de “spearfishing”, técnica de fraude digital que utiliza e-mails falsos para capturar senhas de servidores públicos. Segundo fontes da investigação, Sicário criou páginas falsas de troca de senha com aparência semelhante às utilizadas pela Procuradoria-Geral da República.

Servidores do MPF receberam mensagens alertando sobre a necessidade de atualização de senha e, ao acessarem o link fraudulento, teriam fornecido involuntariamente suas credenciais. Com isso, o grupo conseguiu acessar investigações sigilosas relacionadas ao Banco Master.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão tinha extensa ficha criminal em Minas Gerais, com registros de estelionato, furto de veículos, crimes cibernéticos e associação criminosa. Segundo a investigação, ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro. Mourão morreu após tentar suicídio dentro da superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não comentará conteúdos provenientes de vazamentos de material sigiloso. Os advogados argumentam que a divulgação dessas informações também é alvo de investigação determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Brasileiros dominam setores estratégicos na lista de bilionários da Forbes em 2026

por Redação 10 de março de 2026

O Brasil segue com forte presença na lista global de bilionários divulgada pela revista Forbes em 2026. Os nomes refletem o peso histórico do país em áreas como finanças, alimentos e bebidas, indústria e varejo, além da crescente participação em tecnologia e saúde.

Entre os brasileiros mais ricos, o destaque é Eduardo Saverin, cofundador do Facebook (Meta), que aparece como o brasileiro mais bem posicionado no ranking global, ocupando o 59º lugar, com uma fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões.

Logo atrás estão nomes ligados ao sistema financeiro e a grandes grupos empresariais. O banqueiro André Esteves, chairman do BTG Pactual, aparece na 131ª posição com patrimônio de US$ 20,2 bilhões. Já o empresário Jorge Paulo Lemann, fundador da 3G Capital, figura no 137º lugar, com US$ 19,8 bilhões.

Entre as famílias mais tradicionais do país, destacam-se integrantes da dinastia Moreira Salles. Fernando Roberto Moreira Salles aparece na 346ª posição, com US$ 9,9 bilhões, enquanto Pedro Moreira Salles ocupa o 383º lugar, com US$ 9,1 bilhões.

O ranking também inclui empresários de setores variados. Jorge Moll Filho, fundador da Rede D’Or, maior rede hospitalar privada do Brasil, aparece em 509º lugar, com US$ 7,5 bilhões. No setor de cosméticos, Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, ocupa a 595ª posição, com fortuna de US$ 6,8 bilhões.

No agronegócio e na indústria de alimentos, os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, aparecem empatados na 780ª posição, com patrimônio estimado em US$ 5,4 bilhões cada.

Entre os nomes ligados ao mercado financeiro e investimentos globais também estão Alex Behring, sócio da 3G Capital, na 720ª posição com US$ 5,8 bilhões, e Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, na 908ª posição com US$ 4,7 bilhões.

A lista inclui ainda herdeiros de grandes conglomerados brasileiros, como os irmãos José Roberto, João Roberto e Roberto Irineu Marinho, ligados ao Grupo Globo, além de empresários conhecidos como Luciano Hang, dono da Havan, Rubens Menin, fundador da MRV, e Guilherme Benchimol, fundador da XP.

O setor financeiro continua sendo um dos mais representativos entre os bilionários brasileiros, acompanhado por empresários do varejo, indústria farmacêutica, agronegócio, energia e tecnologia.

Também aparecem no ranking nomes ligados à mídia e à religião, como Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, e Luiz Frias, ligado ao Grupo Folha.

Entre os representantes do setor de tecnologia financeira está Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, com fortuna estimada em US$ 1,9 bilhão.

Ao todo, dezenas de brasileiros aparecem na lista de 2026, com patrimônios que variam de US$ 35,9 bilhões até cerca de US$ 1,1 bilhão, valor mínimo para integrar o ranking global da Forbes.

A presença diversificada evidencia o peso de grupos tradicionais da economia brasileira, ao mesmo tempo em que mostra o avanço de novos setores e empreendedores no cenário global de grandes fortunas.

Fonte: epocanegocios

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Brasil

Dona do Pão de Açúcar recorre a recuperação extrajudicial para renegociar dívida bilionária

por Redação 10 de março de 2026

A Companhia Brasileira de Distribuição (GPA), controladora da rede de supermercados Pão de Açúcar, informou nesta terça-feira que firmou acordo com credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial voltado à reestruturação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas sem garantia. O processo não inclui fornecedores, parceiros comerciais, clientes ou trabalhadores, que permanecem fora do plano.

Logo após o anúncio, as ações do GPA registraram forte reação negativa no mercado. Os papéis chegaram a abrir o pregão com queda de 8,8%, mas reduziram parte das perdas minutos depois, passando a recuar cerca de 4%, ainda figurando entre as maiores baixas do Ibovespa. No acumulado do ano, a desvalorização das ações já se aproxima de 30%.

A recuperação extrajudicial permite que a empresa renegocie seus débitos diretamente com os credores, sem necessidade de aprovação prévia da Justiça. Nesse modelo, a companhia suspende temporariamente o pagamento das dívidas incluídas no plano, com o objetivo de reorganizar o passivo e manter suas operações em funcionamento.

Segundo comunicado divulgado pela empresa, o acordo inicial foi firmado com credores que detêm 46% dos R$ 4,5 bilhões em dívidas contempladas no plano. O percentual supera o mínimo legal exigido para protocolar a proposta, que é de um terço dos créditos afetados.

De acordo com o GPA, o plano já produz efeitos imediatos e prevê a suspensão das obrigações financeiras com os credores envolvidos, criando um ambiente considerado mais estável para a continuidade das negociações durante os próximos 90 dias. Nesse período, a companhia pretende ampliar o apoio entre os demais credores para alcançar a maioria necessária e consolidar a reestruturação.

A empresa enfrenta um cenário financeiro pressionado. Apenas neste ano, há R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo, além de um capital circulante negativo de R$ 1,22 bilhão — sinal de que os recursos disponíveis no curto prazo não são suficientes para cobrir as obrigações imediatas.

Analistas avaliam que, além da renegociação com credores, o grupo poderá precisar recorrer a novas fontes de recursos, como empréstimos, aumento de capital ou venda adicional de ativos, como forma de reduzir a alavancagem.

Para o GPA, a recuperação extrajudicial representa um passo importante para reforçar o balanço e melhorar o perfil de endividamento da companhia. O presidente Alexandre Santoro, que assumiu o cargo há cerca de dois meses, vem promovendo mudanças na estrutura de diretoria com o objetivo de reverter o quadro financeiro adverso.

A empresa também afirmou que o processo não trará impacto para a operação das lojas, que continuam funcionando normalmente. Fundado em 1948 e presente em todo o país, o grupo possui mais de 728 unidades e cerca de 37 mil colaboradores diretos.

A decisão de avançar com o plano teve autorização unânime do Conselho de Administração da companhia. O fato relevante foi assinado por Pedro Vieira Lima de Albuquerque, vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores do GPA.

Especialistas apontam que a situação atual da empresa decorre de uma combinação de fatores. Para Júlio Moret, CEO da empresa de tecnologia Neot, três elementos principais explicam a crise: o ambiente macroeconômico adverso, o elevado volume de dívidas com vencimento concentrado no curto prazo e decisões financeiras que ampliaram a pressão sobre o caixa.

Com a taxa Selic em 15% ao ano, as despesas financeiras do GPA saltaram de R$ 580 milhões em 2021 para R$ 1,679 bilhão em 2025, consumindo grande parte da geração de caixa operacional, que no último exercício ficou em R$ 699 milhões.

Outro fator relevante é a concentração de vencimentos. O passivo total relacionado ao plano chega a R$ 4,5 bilhões, enquanto obrigações que vencem até 2026 somam cerca de R$ 2,1 bilhões, considerando dívidas, juros e penalidades contratuais.

A situação foi agravada por uma sentença arbitral proferida em dezembro de 2025, que condenou o GPA a pagar R$ 170 milhões ao Grupo Casas Bahia até 11 de março de 2026. A empresa afirmou não ter condições de cumprir a decisão sem comprometer suas operações.

Entre os principais credores financeiros envolvidos estão Itaú Unibanco, Rabobank, BTG Pactual e HSBC, além de agentes fiduciários ligados a emissões de debêntures e certificados de recebíveis imobiliários. Parte desses credores ainda não aderiu ao acordo inicial, e sua participação será decisiva para que o plano alcance o quórum necessário nos próximos meses.

Segundo especialistas, o perfil dos credores — formado majoritariamente por grandes instituições financeiras — indica que a dívida do grupo está concentrada em operações bancárias e instrumentos do mercado de capitais.

A escolha pela recuperação extrajudicial, em vez da recuperação judicial tradicional, indica que a reestruturação já vinha sendo negociada previamente com parte relevante dos credores. O modelo também reduz o impacto reputacional e preserva as relações comerciais da empresa, já que não envolve fornecedores nem interfere diretamente na cadeia de abastecimento.

O GPA já vinha sinalizando dificuldades desde o início do mês, quando informou ao mercado que mantinha negociações com credores para repactuar dívidas financeiras de curto prazo. Para conduzir o processo, a companhia contratou o escritório Munhoz Advogados, especializado em reestruturação empresarial.

O setor varejista brasileiro tem enfrentado pressão com as altas taxas de juros e o aumento do endividamento. No caso do GPA, as dificuldades para reorganizar o principal negócio de alimentos já haviam sido mencionadas no balanço de 2025, divulgado em fevereiro.

Na ocasião, a empresa alertou que existiam condições que indicavam “incerteza relevante” sobre a continuidade operacional da companhia.

Desde 2021, o grupo vem promovendo um amplo processo de reestruturação, com venda de ativos considerados não essenciais. Nesse período, negociou 71 pontos comerciais do Extra com o Assaí, vendeu sua participação no Grupo Éxito, da Colômbia, e se desfez de imóveis e postos de combustível, levantando mais de R$ 1,5 bilhão.

Apesar dessas medidas, analistas avaliam que o principal desafio da companhia — a geração de caixa após o pagamento dos custos financeiros — ainda não foi solucionado, o que acabou levando ao caminho da recuperação extrajudicial.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Grupo Pão de Açúcar pede recuperação extrajudicial e expõe rombo bilionário em meio à pressão dos bancos

por Redação 10 de março de 2026

O Grupo Pão de Açúcar (GPA), controlador das redes Pão de Açúcar e Extra Mercado, protocolou nesta terça-feira (10) um pedido de homologação de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas com credores financeiros. O processo foi apresentado no Tribunal de Justiça de São Paulo e ocorre em meio ao agravamento do quadro de liquidez da companhia.

Fundado em 1948, o grupo informou em fato relevante que já firmou acordo com credores que representam 46% dos passivos envolvidos no plano — aproximadamente R$ 2,1 bilhões. O percentual supera o quórum mínimo exigido pela legislação brasileira, que estabelece adesão de ao menos um terço dos créditos para protocolar o pedido.

Entre as instituições financeiras que já demonstraram apoio à proposta estão Itaú, principal credor do grupo, além de Rabobank, HSBC e BTG Pactual. A empresa agora tem prazo de até 90 dias para ampliar o apoio e atingir a maioria necessária para aprovação definitiva do plano.

Segundo o presidente do GPA, Alexandre Santoro, a decisão foi tomada após análise detalhada da situação financeira da companhia nas últimas semanas. De acordo com o executivo, o objetivo é acelerar a reorganização da estrutura de dívidas diante dos vencimentos relevantes concentrados no curto prazo.

O balanço da companhia mostra deterioração do perfil de liquidez. Em 2025, o passivo circulante — dívidas com vencimento em até 12 meses — atingiu R$ 1,7 bilhão, o dobro dos R$ 850 milhões registrados no ano anterior. Já as obrigações de longo prazo somavam R$ 2,4 bilhões.

A situação pressionou os indicadores financeiros. O índice de liquidez corrente caiu de 0,96 no fim de 2024 para 0,83 em dezembro de 2025, indicando que, para cada R$ 1 em dívidas de curto prazo, a empresa tinha apenas R$ 0,83 disponíveis para pagamento.

Apesar da pressão financeira, Santoro afirma que o problema da companhia não é operacional. O fluxo de caixa operacional do GPA alcançou R$ 1,2 bilhão em 2025, valor superior ao registrado no ano anterior. Entretanto, grande parte desses recursos foi consumida pelo custo da dívida: cerca de R$ 920 milhões foram destinados ao pagamento de juros, fianças bancárias e despesas financeiras.

O plano de recuperação extrajudicial inclui apenas dívidas financeiras sem garantia e não afeta compromissos com fornecedores, parceiros comerciais ou obrigações trabalhistas. A varejista afirma que está em dia com todos esses pagamentos.

Em dezembro, o GPA também tinha cerca de R$ 3 bilhões em passivos com fornecedores com vencimento em até 12 meses, valor semelhante ao registrado um ano antes. Já as debêntures que vencem em 2026 somam R$ 1,7 bilhão, com prazos em maio e julho.

Além das dívidas financeiras, a companhia carrega um volume elevado de contingências fiscais e trabalhistas acumuladas ao longo dos anos, estimadas em cerca de R$ 17 bilhões. Esses valores, no entanto, não fazem parte do processo de recuperação extrajudicial.

A decisão de recorrer à renegociação judicial também foi influenciada pelo aumento da tensão no mercado financeiro. Nos últimos dias, surgiram preocupações sobre a continuidade operacional da companhia, agravadas após o rebaixamento da classificação de crédito do GPA pela agência Fitch, que reduziu a nota da empresa de “A” para “CCC”.

O movimento gerou receio entre credores e fornecedores e provocou forte reação no mercado acionário. Na semana passada, as ações do GPA chegaram a cair mais de 17% em um único dia diante das especulações sobre uma possível reestruturação de dívidas.

Internamente, o conselho de administração autorizou por unanimidade o pedido de recuperação extrajudicial. O colegiado reúne representantes da família Coelho Diniz, que detém 24,6% do capital, e do grupo francês Casino, com participação de 22,5%. Durante mais de uma década, o Casino exerceu influência predominante na gestão da varejista.

A estratégia agora é garantir estabilidade para renegociar o endividamento e preservar a operação da rede, que conta com 728 lojas em funcionamento — sendo 187 unidades do Pão de Açúcar, 164 do Extra Mercado, 155 do Mini Extra e 221 do Minuto Pão de Açúcar.

Em 2025, o GPA registrou receita líquida de R$ 19,1 bilhões, crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o grupo encerrou o período com capital circulante líquido negativo de cerca de R$ 1,22 bilhão, indicando insuficiência de recursos de curto prazo para cobrir obrigações imediatas.

Diante desse cenário, o mercado já avaliava a necessidade de medidas mais duras, como um aporte bilionário ou uma renegociação mais profunda das dívidas para restaurar a sustentabilidade financeira da companhia.

Fonte: valor

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CPI

Senador Alessandro Vieira protocola pedido de CPI para investigar Moraes e Toffoli

por Redação 10 de março de 2026

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira (9) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi assinado por 35 senadores, oito a mais que o mínimo necessário para a instalação do colegiado.

A comissão pretende apurar a conduta dos ministros no escândalo envolvendo o Banco Master. A maioria das assinaturas é de parlamentares da oposição, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nenhum senador do PT endossou o pedido, e o único da base governista foi Flávio Arns (PSB-PR).

“O caso Master revelou ao país uma complexa teia de irregularidades financeiras, cujos desdobramentos investigativos alcançaram o coração do Poder Judiciário nacional, gerando questionamentos de enorme gravidade sobre conduta de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que merecem — e exigem — a atenção investigativa do Parlamento”, afirmou Vieira em nota.

A instalação da CPI depende da aprovação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda resiste à criação do colegiado. Uma CPI mista sobre o mesmo tema também já conta com assinaturas, mas ainda não tem perspectiva de ser instalada.

Mensagens atribuídas ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mostram que ele enviou uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes no dia de sua primeira prisão, em 17 de novembro de 2025, às 17h26, questionando sobre bloqueios ou novidades. As respostas enviadas por Moraes eram do tipo visualização única, apagando-se após lidas.

O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, informou que durante contrato com o Banco Master, entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, produziu 36 pareceres e realizou 94 reuniões, sem atuar perante o STF. Toffoli, que era relator do caso, deixou a função em fevereiro após relatório da PF revelar mensagens de Vorcaro mencionando o ministro, com a relatoria passando para André Mendonça.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Fachin se reúne com Mendonça e OAB para discutir caso Banco Master

por Redação 10 de março de 2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu na noite desta segunda-feira (9) com o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. O encontro não estava na agenda oficial de Fachin e ocorre após a autorização da Terceira Fase da Operação Compliance Zero e a revelação de que Daniel Vorcaro enviou mensagens ao ministro Alexandre de Moraes no dia de sua primeira prisão, em novembro de 2025.

Ao longo do dia, Fachin também discutiu o caso com outros ministros e com Moraes, vice-presidente da Corte. Na última quarta-feira (4), Vorcaro foi novamente preso pela Polícia Federal em São Paulo e transferido na sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília.

Nos bastidores, ministros do STF reclamam da condução da PF e há pressão para que Fachin se manifeste publicamente sobre as mensagens envolvendo Moraes. Ainda na segunda-feira, o presidente do Supremo se reuniu com a diretoria do Conselho Federal da OAB, que reforçou o pedido de acesso irrestrito ao material produzido na investigação e solicitou reunião com André Mendonça, ainda sem data marcada.

Durante o encontro, Fachin defendeu a continuidade das investigações e afirmou que tudo será apurado “doa a quem doer”, preservando a integridade da Corte.

As mensagens atribuídas a Vorcaro, divulgadas pelo blog de Malu Gaspar, do jornal O Globo, teriam sido enviadas a Moraes horas antes da primeira prisão do banqueiro, segundo perícia da Polícia Federal. O ministro nega que as mensagens tenham sido direcionadas a ele.

Fonte: G1

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caso Master

Jato de luxo de Daniel Vorcaro é vendido e levado para San Marino

por Redação 10 de março de 2026

O Gulfstream G700, avião mais caro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já tem novo proprietário. Um dia antes da prisão de Vorcaro, na quarta-feira (4 de março), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o jato decolou do Brasil rumo a San Marino, na Itália, sob registro da Flexjet, empresa líder em aviação executiva global.

Documentos obtidos por O GLOBO mostram que o avião, comprado por Vorcaro em junho de 2025, foi “exportado” no dia 3 de março, com a matrícula cancelada junto à Anac. Oficialmente, a aeronave estava registrada em nome da PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A., controlada por Marcus Vinícius da Matta, presidente da Prime You, empresa que gerencia jatos e outros bens de luxo ligados a Vorcaro, incluindo sua mansão em Brasília e o iate Benetti Oasis 40M.

O Gulfstream G700 é um modelo de luxo com autonomia de cerca de 14.353 km, transporte para até 19 passageiros e assentos que se transformam em camas ergonômicas. O valor total pago pelo jato chegou a R$ 538 milhões, embora a importação tenha sido registrada em R$ 435 milhões. Após o cancelamento da matrícula brasileira, a aeronave foi registrada na FAA dos EUA com a matrícula N103FX no mesmo dia da prisão de Vorcaro.

A Flexjet, nova dona do jato, tem investido em expansão global e modernização de frota, captando US$ 800 milhões em 2025, com participação de investidores como L Catterton, KSL Capital Partners e o J. Safra Group. A empresa também adquiriu 182 aeronaves da Embraer, em operação histórica de US$ 7 bilhões, com possibilidade de mais 30 unidades.

Fonte: OGLOBO

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