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Saúde

Saúde

Celular emite radiação? É seguro deixar ele ao lado da cama? Entenda se há riscos

por Redação 22 de janeiro de 2025

Dormir com o celular na cama, ao lado dela, ou até mesmo com ele nas mãos, é um hábito comum de muita gente. Pode ser até o seu. Mas será que isso faz bem para a saúde?

Além de interferir na qualidade do sono (o ideal é tentar desconectar por uma hora ou mais antes de ir para a cama), será que o celular irradia algo que possa fazer mal? É bom a gente mantê-lo afastado da cabeça ao dormir?

A resposta é simples: não, pelo contrário, estudos recentes e robustos mostram que os celulares NÃO têm energia suficiente para causar danos graves à sua saúde.

Em outras palavras, isso quer dizer que a radiação emitida pelos smartphones que usamos não tem força para causar danos no nível do DNA, o que seria necessário para provocar problemas de saúde, como o desenvolvimento de um câncer, por exemplo.

Radiofrequência baixa
De fato, o celular que você está segurando enquanto lê essa matéria emite uma certa radiação.

Mas tudo bem. Esse tipo de radiação é chamada de radiação de radiofrequência e faz parte de uma faixa de baixa energia no espectro eletromagnético.

Para entender melhor?⃤ RELEMBRE: A energia é transferida em ondas. O espectro eletromagnético inclui desde as ondas de rádio dos telefones e micro-ondas, que usamos no dia a dia, até a luz visível, aquela que enxergamos com nossos olhos.

? Como a energia eletromagnética viaja em forma de ondas, esse espectro é muito amplo: começa com ondas de rádio, que são bem longas, e vai até os raios gama, que são curtos.

E celulares de gerações anteriores como 2G, 3G e 4G funcionam em frequências entre 0,7 e 2,7 GHz (gigahertz são unidades que indicam quantas vezes uma onda se repete por segundo).

Já a nova tecnologia 5G pode usar frequências mais altas, de até 80 GHz.

Mesmo assim, a questão toda é apesar desses números maiores, todas essas frequências estão na faixa chamada de não ionizante:

☢️”Ionizante” se refere à capacidade de uma radiação remover elétrons de átomos, o que pode danificar células.
✅E radiações não ionizantes, como as dos celulares, NÃO têm essa capacidade.
Na prática, isso quer dizer que esse tipo de energia é baixa demais para quebrar o DNA ou causar danos significativos às células do nosso corpo.

Ou seja, a energia emitida por esses aparelhos é tão baixa que NÃO representa um risco nesse sentido.

A questão é tão bem investigada pela ciência que, no ano passado, pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês) apresentaram resultados que mostram que o uso de celular, mesmo entre as pessoas que passam mais tempo ao telefone, não aumenta o risco do desenvolvimento tumores cerebrais.

O estudo, que acompanhou mais de 250 mil pessoas por vários anos, não encontrou diferença alguma no surgimento de tumores cerebrais entre aqueles que usaram o celular com mais frequência e os que usaram menos.

Por outro lado, radiações como vindas de raios-X, radônio e outros aparelhos fazem parte do grupo de radiação ionizante. E essas sim têm alta frequência e energia suficiente para alterar o DNA e aumentar o risco de câncer.

“É prudente observar o que diz o princípio da precaução quanto à exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos, cuja premissa é a adoção de medidas de controle de riscos, mesmo que as evidências científicas não sejam completas ou conclusivas”, acrescenta Paredes de Souza.

Moderação e precauções no uso
Agora, tendo tudo isso em mente, é importante lembrar que, embora o uso do celular na cama não esteja ligado ao risco de câncer, ele pode afetar outros aspectos da saúde.

Ele pode, por exemplo, influenciar a qualidade do sono, causar problemas comportamentais ou até contribuir para transtornos de ansiedade e questões psíquicas.

Por isso, a moderação sempre é o caminho mais saudável.

Abaixo, veja outras 10 dicas para melhorar sua noite de sono

Tenha regularidade: vá dormir e acorde no mesmo horário todos os dias, incluindo fins de semana. É importante que o seu corpo tenha um horário regular de sono.
Relaxe antes de dormir: ouça uma música, leia um livro, tome um banho morno, medite.
Durma pelo menos sete horas se você for adulto: o National Sleep Foundation recomenda que adultos entre 18 e 65 anos durmam entre sete e nove horas por noite.
Mantenha o quarto silencioso: o ideal é evitar distrações barulhentas.
Bloqueie a luz: sabemos que a exposição excessiva à luz pode prejudicar o sono. Evitar luz forte ajuda na produção da melatonina, o hormônio da escuridão que prepara o nosso corpo para dormir.
Evite comidas pesadas e gordurosas antes de dormir: o ideal é se alimentar algumas horas antes de ir para a cama. Caso precise de um lanchinho, opte por algo leve.
Nada de cigarro ou álcool: eles podem atrapalhar o sono e podem causar despertares noturnos.
Faça exercícios: tente manter uma rotina de exercícios – 40 minutos de treino aeróbico ou de resistência quatro vezes por semana ajudam no sono.
Deixe o celular para lá: o ideal é tentar desconectar por uma hora ou mais antes de ir para a cama. A luz dos dispositivos eletrônicos pode suprimir a produção natural de melatonina.
Vá para cama com sono: se não conseguir dormir após 30 minutos, levante-se. Especialista dizem que a cama é apenas para dormir e fazer sexo.

Fonte: G1

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BrasilSaúde

A prisão de grupo que produzia e vendia anabolizantes clandestinos; mercadoria tinha até remédio para sarna

por Redação 20 de janeiro de 2025

O Fantástico deste domingo (19) destacou detalhes da prisão de 15 pessoas nesta semana no Rio de Janeiro por produzir e vender anabolizantes clandestinos para todo país. Segundo a polícia, a mercadoria era preparada em ambientes sem higiene e misturada com substâncias tóxicas –, incluindo até remédio para sarna. Veja no vídeo acima.

‘Next’
A marca Next, conhecida no meio do fisiculturismo, era a principal patrocinadora de um dos maiores campeonatos do país, o Mr. Rio. O presidente da Federação de Culturismo do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Costa.

O grupo construiu uma rede de venda e de promoção, dando a aparência de uma empresa profissional legalizada, mas eles fabricavam e comercializavam anabolizantes de forma clandestina e, segundo as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em condições de insalubridade extrema.

O Fantástico visitou um dos pontos de estoque dos produtos, que eram feitos em garagens e casas dentro de regiões dominadas pelo crime organizado no Rio de Janeiro.

Investigações
As investigações da polícia começaram em junho de 2024, após o setor de inteligência dos Correios identificar uma grande quantidade de remessas de anabolizantes e medicamentos restritos saindo de duas agências de São Gonçalo.

As encomendas tinham como remetentes um nome fictício. Imagens das câmeras de segurança das agências registraram os momentos dos envios. Em um dos flagrantes, um homem mostra um primeiro pacote. Depois coloca mais 17 pacotes para remessa, de diferentes tamanhos.

Em seis meses, as encomendas da quadrilha foram enviadas para todo o país.

Influenciadores pagos para divulgar
A polícia calcula que o grupo movimentou R$ 82 milhões em seis meses com a venda ilegal de anabolizantes.

Uma das peças fundamentais para o sucesso das vendas era a captação de influenciadores digitais que eram patrocinados pela marca. Segundo a polícia, essas pessoas recebiam até R$ 10 mil por mês da quadrilha para promover os produtos ilegais.

Entre eles, um treinador de atletas de fisiculturismo com mais de 720 mil seguidores nas redes sociais.

Prisões
Essa semana, 15 pessoas ligadas ao grupo foram presas, incluindo o chefe da organização, Miguel Barbosa de Souza Costa Júnior, conhecido como “Boss” ou “Escobar”. Miguel foi preso em casa, na cidade de São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

Além do tráfico de anabolizantes, a organização criminosa também é suspeita de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outros crimes financeiros. A polícia afirma que vai investigar também a rede de influenciadores digitais pagos para divulgar os produtos clandestinos.

Por mensagem, Gustavo Costa, presidente da Federação de Culturismo do Estado do Rio de Janeiro, disse que a federação conta com o apoio de diversas marcas patrocinadoras comprometidas com o desenvolvimento do esporte e desconhecia qualquer ilicitude em relação a seus apoiadores. A nota também diz que a federação rompeu relações com qualquer marca sob suspeita de envolvimento em atos ilícitos.

Miguel Barbosa de Souza Costa Júnior segue preso e a polícia disse que ele ainda não apresentou advogado.

Riscos à saúde
Os anabolizantes são produtos sintéticos geralmente derivados do hormônio sexual masculino, a testosterona. No Brasil, o uso é regulamentado para tratamentos de saúde, com receita médica.

Mas a prescrição de anabolizantes para ganhos de rendimento ou fins estéticos foi proibida pelo Conselho Federal de Medicina.

Fonte: Fantástico

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Saúde

Dá para contrair HPV em aparelho da academia? Especialistas explicam

por Redação 16 de janeiro de 2025

Um vídeo no TikTok, onde uma jovem relata ter contraído HPV ao usar um equipamento de academia, está viralizando. Ela conta que percebeu uma verruga no dedo e, ao consultar uma médica, foi informada de que era causada pelo vírus. O que especialistas explicam é que o que ela tem não é uma infecção sexualmente transmissível e que é impossível contrair o vírus na academia. (Leia mais abaixo)

?Primeiro, é importante entender que o HPV, papilomavírus humano, é um grupo de vírus capaz de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 200 tipos; nem todos são genitais, transmitidos no sexo. E o mais importante: em nenhum dos tipos é possível a contaminação por objetos.

A questão é que, entre os subtipos do vírus, existem alguns que podem afetar a pele, causando verrugas, como é o caso contado no vídeo. Eles são inofensivos para a saúde.

No vídeo postado no TikTok, a estudante Victoria Sartorelli conta que percebeu uma verruga no dedo da mão e decidiu procurar uma dermatologista que explicou que era causada por HPV. Em um dos vídeos, que tem mais de um milhão de views, ela explica que é um subtipo do vírus e que pegou na academia, fazendo o alerta aos seguidores.

➡️ O g1 conversou com médicos especialistas e o que eles reforçam é que não é preciso pânico. Essa versão do vírus é inofensiva, não é transmitida por qualquer toque na região genital e não é possível o contágio por superfície, como aparelhos de academia.

A médica ginecologista Carolina Corsini, especialista no diagnóstico e tratamento do HPV, explica que essa versão do vírus é comum, até mesmo em crianças. Ela observa que a maioria das pessoas não percebe a infecção, pois o vírus não causa problemas de saúde, apenas uma reação na pele com o surgimento de verrugas.

A médica ginecologista e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fabiene Castro Vale, reforça que não há motivo para pânico, já que esse tipo de HPV é diferente do que causa a infecção sexualmente transmissível.

É possível contrair a doença por superfície?
O contágio desse subtipo do HPV segue a mesma linha da versão genital: é preciso o contato pele com pele ou mucosa com mucosa com a pessoa infectada para a transmissão.

A médica ginecologista Fabiene Castro Vale explica que ele não resiste em superfícies e que seria impossível contrair ao encostar, por exemplo, em equipamentos de academia.

“É preciso ter uma lesão e encostar em alguém que tem o vírus ativo em uma região também com lesão para que seja transmitido. É impossível que seja por superfície”, explica.

O ginecologista Marcelo Steiner, ligado à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), também reforça que ele não resiste nas superfícies e que não é motivo para ter medo de sentar em lugares públicos, por exemplo.

“A transmissão acontece no contato de pele com pele. Dificilmente você vai ter esses HPVs passando em situações como na academia, no assento do ônibus ou por toalhas, por exemplo. Se a gente pensar assim, em qualquer lugar que você tiver um contato com esse eventual vírus, você pode desenvolver uma verruga, né? E não é assim”, explica o médico.

Fonte: G1

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BrasilSaúde

Bebê de 1 ano morre após contrair metapneumovírus, no Paraná

por Redação 10 de janeiro de 2025

Uma bebê de 1 ano e 2 meses, de Renascença, no Paraná, morreu após contrair metapneumovírus humano (HMPV), em dezembro. A causa da morte da menina já estava sendo investigada pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Em nota enviada à CRESCER, a Sesa afirmou que a menina apresentou resultado detectável para metapneumovírus. A confirmação foi realizada pelo Laboratório Central do Estado (LACEN-PR), nesta sexta-feira (10).

Regional do Sudoeste Dr. Walter Alberto Pecóits. Apesar dos esforços médicos, evoluiu a óbito em 13 de dezembro de 2024″, disse a nota.

O metapneumovírus humano (HMPV) ganhou os noticiários nas últimas semanas já que está por trás da recente alta de casos de infecções respiratórias no norte da China, sobretudo entre crianças. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do país, no entanto, a magnitude e a intensidade das infecções registradas ao longo do último mês foram menores do que as registradas no mesmo período do ano passado.

Vale destacar que o HMPV não é um novo vírus. Os surtos de metapneumovírus ocorrem principalmente no inverno — estação que atualmente predomina no hemisfério norte.

Essa não é a primeira vez que um caso de HMPV termina em morte no Brasil. Embora chame a atenção, Renato Kfouri, infectologista, pediatra e colunista da CRESCER, afirma que não é preciso entrar em pânico. “Morte por metapneumovírus tem todo ano, não acende nenhum alerta diferente”, ressalta. O médico diz, ainda, que não houve um aumento significativo de casos no país.

O que significa HMPV?
Segundo informações da Sesa, o metapneumovírus humano (HMPV) é um vírus respiratório comum, que pode causar infecções das vias respiratórias superiores e inferiores. Ele pertence à família Pneumoviridae, assim como o vírus sincicial respiratório (VSR). De acordo com Kfouri, é um vírus que provoca doenças respiratórias muito frequentes.

Embora seja comumente associado a quadros leves semelhantes aos da gripe, em alguns casos pode evoluir para formas graves, como SRAG. Identificado no Brasil pela primeira vez em 2004, o HMPV registrou mais de mil casos no Paraná no ano passado, de acordo com a Sesa.

Sintomas de HMPV
Os principais sintomas de HMPV incluem:

Tosse
Febre
Congestão nasal
Falta de ar
Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para complicações como bronquite ou pneumonia, especialmente em crianças, cujo sistema imunológico é menos desenvolvido. O período de incubação do vírus geralmente varia entre 3 e 6 dias.

Como prevenir o vírus HMPV
Para evitar a propagação do vírus HMPV, é preciso adotar algumas práticas de higiene como:

Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos.
Não tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos sujas.
Não compartilhar objetos como copos e talheres com outras pessoas.
Evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais.
Pacientes infectados devem cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar e evitar sair de casa.
Além disso, a vacinação é a principal estratégia para prevenir complicações relacionadas a vírus respiratórios. Embora não existam vacinas contra o HMPV, os imunizantes contra a Covid-19 e Influenza, disponíveis gratuitamente no SUS, são eficazes na proteção contra formas graves de doenças respiratórias, contribuindo para a redução de hospitalizações e óbitos.

Fonte: revistacrescer

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BrasilSaúde

‘Chegou lá gritando de dor, até que morreu com o pescoço tombado’, diz pai de paciente que morreu em sala de espera de UPA no Rio

por Redação 16 de dezembro de 2024

“Ele chegou lá gritando de dor, pedindo atendimento e ninguém atendeu. Foi ficando lá sentado. Até que ele morreu com o pescoço tombado”. Foi dessa forma que o pai de José Augusto Mota Silva descreveu, ainda no velório, a morte do filho na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.

O corpo do homem, que tinha 32 anos, foi enterrado neste domingo (15), em Mogi Guaçu (SP) – cidade em que ele nasceu e a família mora. Vídeos gravados por testemunhas na sexta-feira (13) mostram José Augusto Mota Silva já sem vida sentado na recepção.

O enterro foi no Cemitério Jardim Santo Antônio. Os familiares estão revoltados com a morte e pela falta de atendimento médico.

“Ele não merecia morrer daquele jeito, sentado. Ninguém merece morrer que nem bicho, daquela forma. É desumano uma pessoa ficar sentada ali sem atendimento, sem acolhimento”, declarou emocionada a irmã Meiriane Mota Silva.

José Augusto era artesão durante o dia e trabalhava como garçom à noite. É o quinto filho de José Adão e estava no Rio de Janeiro há 12 anos. Para trazer o corpo à cidade Natal, os parentes precisaram fazer uma vaquinha pela internet.

Paciente chegou com dor, mas não foi atendido
Pacientes relataram que José Augusto deu entrada na unidade se queixando de fortes dores e passou pela triagem, mas morreu sentado, sem ser atendido. Nas imagens é possível ver que uma pessoa se aproxima dele, que não reage. Em seguida, é colocado na maca.

Funcionários serão demitidos

Os funcionários não teriam percebido a gravidade do caso. Por meio das redes sociais, o secretário de Saúde do município, Daniel Soranz, disse que todos os funcionários que estavam de plantão no momento da ocorrência serão demitidos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que tudo aconteceu “muito rápido”. Disse que o paciente estava lúcido e entrou andando na unidade. No entanto, quando foi atendido o homem estava desacordado. Uma sindicância deve apurar o caso.

“Ele foi levado à Sala Vermelha para atendimento, mas infelizmente não resistiu e foi constatada a parada cardiorrespiratória. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal para apurar a causa do óbito”, completa a nota.

“Todos os profissionais que estavam no plantão da UPA da Cidade de Deus, na noite de ontem, serão demitidos, responderão sindicância e serão denunciados nos seus respectivos conselhos de classe. É inadmissível não perceberem a gravidade do caso”, afirmou.

Fonte: G1

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Saúde

‘Bebia para não pensar em merda’: Adriano narra depressão após morte do pai

por Redação 9 de dezembro de 2024

Adriano Imperador, 42, ídolo do Flamengo e da Inter de Milão, abriu o coração em sua biografia “Adriano, Meu Medo Maior” (Planeta), publicada no último mês. Escrita pelo jornalista Ulisses Neto, a obra resume em pouco mais de 500 páginas a trajetória do jogador — da Rua 9 na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, passando pelos anos na Itália, o retorno ao Brasil e sua despedida nos gramados pelo Miami United.

Na publicação, Didico toca em temas sensíveis, como a morte do pai em 2004, no auge do seu momento no futebol, que desencadeou o diagnóstico de depressão. Quem vê Adriano sempre sorrindo, fazendo piadas e repetindo bordões — ‘morde as costas’; ‘nem cavalo aguenta’; ‘habib és’— não imagina o vale sombrio que ele atravessou.

Seu desempenho em campo já não era mais o mesmo e seus momentos de “danone” (como ele se refere ao álcool) eram cada vez mais frequentes. “Me afundei mesmo, ‘xará’. Na época eu não sabia, mas eu tinha entrado em depressão”, afirma Adriano, no livro.

Eu não tinha ânimo para acordar cedo e ir treinar com vontade, cara, que dirá fazer as outras coisas que você precisa fazer fora do clube: comer direito, dormir bem, descansar e, principalmente, pegar leve na cachaça. Minha única preocupação era beber e ir pra balada. Essa rotina não me deixava feliz, ao contrário do que muita gente imagina. As pessoas confundem as coisas até hoje. Acham que a gente é bagunceiro porque é pilantra mesmo, cabeça de bagre, sem vergonha. Não, cara. Beber era a única forma que eu encontrava para não ficar pensando merda em casa.

‘Não gosto nem de lembrar’
Durante toda a leitura, a impressão é de se estar sentado, conversando com ele em um quiosque na Barra da Tijuca ou em sua casa em Búzios — dois ambientes muito presentes no livro e que fazem parte de sua rotina hoje.

Com um papo tão direto e sem tabus, não tem como não sentir empatia: o Imperador aguentou muito e ainda foi simpático. Quando foi deixado fora do time que disputaria a Champions League, Adriano se fechou ainda mais.

“Meu poço não tinha fundo, negão. (…) Eu me afundei numa depressão braba, cara. Foi feio mesmo. Minha família percebeu e ficou perto de mim.” Dona Rosilda e dona Vanda, sua mãe e sua avó, tiveram — e ainda têm, ele deixa claro— papel importante no sucesso e recuperação do jogador.

Minha depressão tinha chegado a um nível que eu não gosto nem de lembrar. Nada mais funcionava. (…) Para não beber e não ir para a balada, eu tinha que estar com a cabeça no lugar. E sem jogar nem fazer gol era impossível. Tá entendendo o tamanho da cagada? Uma coisa estava ligada a outra.

‘Rehab’ no SPFC

‘Rehab’ no SPFC
Foi quando Massimo Moratti, na época presidente da Internazionale, o chamou para conversar e sugeriu que ele fosse internado em uma clínica de reabilitação na Suíça. “Olhei para a porta, assustado. Achei que entrariam uns enfermeiros com camisa de força a qualquer momento. Que merda era aquela, mano? Eu não aceitaria de jeito nenhum. Queria sair da sala imediatamente”, lembra ele.

A solução proposta por Gilmar Rinaldi, procurador de Adriano na época, foi de o jogador ir para o São Paulo e se tratar no Reffis (Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica) do time do Morumbi. A ideia foi vendida para o Imperador como “uma clínica dentro do CT” e ele topou.

Depois, Adriano ainda ficou no SPFC para jogar a Libertadores.

Depressão e futebol
Em abril, VivaBem publicou uma matéria mostrando as principais demandas dos jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro e da seleção brasileira quando o assunto é saúde mental. Após a Copa do Mundo de 2022, o atacante Richarlison se disse “no fundo do poço” e buscou ajuda.

Até pouco tempo atrás, a seleção brasileira não tinha psicólogos em sua comissão técnica. O treinador na última Copa, Tite, chegou a dizer que sua comissão conseguia lidar com as questões de saúde mental do grupo sem um profissional da área.

Fonte: UOL

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Saúde

O que acontece quando se para de tomar Ozempic, segundo estudos

por Redação 22 de novembro de 2024

A diretora do Centro Washington de Pesquisa e Controle do Peso, Domenica Rubino, diz que tem se sentido frustrada nos últimos três anos com o aumento da percepção de que os medicamentos que promovem a perda de peso – como o Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk, e o Mounjaro, da Eli Lilly – seriam curas permanentes da obesidade.

Nos últimos três anos, a chegada de uma nova classe de medicamentos conhecidos como agonistas de GLP-1 – capazes de imitar a ação do hormônio intestinal GLP-1 natural, que promove a saciedade – transformou o setor de perda de peso.

Inicialmente, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) aprovou o Wegovy (o nome comercial do remédio baseado em GLP-1 chamado semaglutida) para gestão crônica do peso, em junho de 2021. No Brasil, o medicamento foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em janeiro de 2023 para tratamento de obesidade e diabetes.

A demanda insaciável por este tipo de medicamento fez com que o Mounjaro, ou tirzepatida, chegasse ao mercado no final de 2023. E, agora, uma substância mais nova e supostamente mais eficaz, chamada retatrutida, está em fase de preparação.

Um estudo clínico fundamental sobre semaglutida, publicado em 2021, concluiu que os participantes experimentaram, em média, 15% de perda de peso ao longo de 68 semanas. Já os pacientes que receberam placebo perderam apenas 2%.

Mas algumas pessoas que tomaram a medicação chegaram a perder até 20% do seu peso inicial. E os supostos benefícios à saúde, agora, parecem ser ainda mais abrangentes.

Os últimos dados de um estudo chamado Select, publicado em 2023, demonstram que a semaglutida pode reduzir o risco de ataques cardíacos e AVCs em 20%, em pacientes com histórico anterior de doenças cardiovasculares.

Mas, considerando seus altos preços – um mês de Wegovy custa US$ 1.350 (cerca de R$ 7,3 mil) – e os sérios efeitos colaterais, que podem incluir náuseas, azia e dores de estômago, a questão sempre foi: o que acontece quando as pessoas param de tomar as medicações?

Diversos estudos tentaram examinar esta questão específica e todos parecem indicar a mesma resposta: os quilos perdidos retornam rapidamente.

Em um estudo, cerca de 800 pessoas receberam injeções semanais de semaglutida, acompanhadas por ajustes da alimentação, um regime de exercícios prescrito e aconselhamento psicológico. Todos estes fatores, em conjunto, ajudaram os participantes a perder cerca de 11% do seu peso inicial ao longo de quatro meses.

Mas, quando um terço dos participantes passou a receber injeção de placebo por mais um ano, eles ganharam novamente 7% do peso perdido.

A mesma tendência foi observada após o teste de 2021, conhecido como Etapa 1.

Após 68 semanas de injeções de semaglutida, o paciente médio perdeu mais de 15% do seu peso do corpo. Mas, em 12 meses após o final do tratamento, os pacientes recuperaram, em média, dois terços do peso que haviam perdido anteriormente.

Este resultado foi associado a um nível similar de reversão para os níveis originais dos pacientes, em alguns dos seus indicadores de saúde cardiometabólica – uma categoria que inclui condições como diabetes e ataques cardíacos.

Rubino e outros especialistas em várias partes do mundo observaram padrões semelhantes ao administrar medicamentos similares ao GLP-1 nas suas clínicas.

A trajetória de recuperação do peso, normalmente, é mais rápida do que a perda de peso inicial, segundo Miras. “As pessoas recuperam a maior parte nos primeiros três a seis meses”, explica ele.

Miras e outros pesquisadores fazem questão de enfatizar que isso deveria ter sido esperado. Afinal, para todas as doenças crônicas, da artrite reumatoide à asma e pressão alta, os pacientes normalmente recaem assim que suspendem seu tratamento.

Mas compreender por que isso acontece com semaglutida, tirzepatida e outros medicamentos análogos ao GLP-1 poderá ser fundamental para conhecer suas consequências de longo prazo e saber como melhor receitar esses medicamentos no futuro.

O problema da recuperação de peso
A principal teoria sobre o motivo que leva a maior parte dos pacientes a recuperar seu peso com tanta rapidez quando param de tomar a medicação defende que as regiões do cérebro relativas ao apetite ainda estão desreguladas, o que leva as pessoas a consumir alimentos em excesso.

Os medicamentos análogos ao GLP-1 simplesmente mascaram essa desregulagem e, quando seu efeito é removido, os desejos das pessoas por alimentos retornam rapidamente.

“As pessoas nem sempre gostam disso”, conta Rubino.

Esta pode não ser a única explicação. O professor de medicina metabólica Martin Whyte, da Universidade de Surrey, no Reino Unido, explica uma possível teoria sobre a tendência das pessoas de recuperar o peso depois de suspender as medicações.

Segundo ele, as doses de GLP-1 fornecidas por semaglutida e tirzepatida são muito mais altas do que o corpo espera receber naturalmente. E estas doses podem suprimir a capacidade do corpo de secretar GLP-1 por si próprio.

O resultado é que a fome das pessoas pode retornar, com intensidade até maior, quando elas interrompem suas doses, explica o professor.

As possíveis consequências fisiológicas dessa recuperação de peso são atualmente as maiores preocupações de saúde para os médicos especializados neste campo.

Em um estudo, os participantes que passaram a receber injeções de placebo não só começaram a reacumular gordura do corpo, mas a sua cintura também começou a retomar o seu tamanho original. E o excesso de gordura nesta região também está relacionado a inúmeros problemas, que variam de doenças cardíacas até a resistência à insulina e a doença do fígado gorduroso (esteatose hepática).

Miras afirma que muitas pessoas que recuperam seu peso após o término da medicação ou dieta sofrem alterações da sua composição corporal, que podem ser até piores para sua saúde a longo prazo do que se tivessem simplesmente mantido seu peso inicial.

“Isso não é bom do ponto de vista metabólico, pois ter mais músculos é bom para reduzir o risco de diabetes e doenças cardíacas.”

Mas ainda não existe nenhuma evidência direta de que a composição corporal de uma pessoa seria pior depois de suspender as medicações para perda de peso do que antes de iniciá-las.

Compreendendo a obesidade
Embora estas sejam as tendências gerais, a reação às medicações análogas ao GLP-1 pode variar muito de um indivíduo para outro.

Para começar, nem todos se beneficiam das medicações. O estudo clínico de semaglutida realizado em 2021 concluiu que quase 14% dos participantes perderam menos de 5% do peso do corpo, mesmo depois de tomarem a medicação por mais de um ano.

Embora os estudos indiquem que a perda de peso atingida com a administração de semaglutida possa ser mantida enquanto a medicação continua sendo tomada, também sabemos que algumas pessoas começam a recuperar parte do peso, mesmo antes de parar.

Alex Miras indica dados de pessoas que tomaram uma formulação anterior de GLP-1, conhecida como Saxenda, ou liraglutida.

Domenica Rubino afirma que algumas pessoas podem recuperar peso depois de abandonar a semaglutida, mas ainda manter parte dos benefícios à saúde metabólica atingidos enquanto tomavam a medicação, como o melhor controle do açúcar no sangue.

Muitas vezes, este melhor controle do açúcar no sangue persistirá por algum tempo (até três anos, segundo um estudo), o que pode ser causado por muitas razões, segundo Rubino.

“Aquela pessoa pode conseguir ser mais ativa depois de perder peso”, explica ela. “Talvez ela esteja dormindo melhor e sofrendo menos eventos de apneia do sono [que foi relacionada como fator de risco para diabetes tipo 2]. Todos estes fatores podem afetar dinamicamente as complicações metabólicas de uma pessoa.”

Parte destas variações pode também se dever à existência de diferentes subtipos de obesidade. Até relativamente pouco tempo, os cientistas consideravam a obesidade uma única doença, mas, agora, especialistas de todo o mundo começaram a perceber que a realidade é muito mais complexa.

E pode também haver outros efeitos benéficos duradouros. Um estudo acompanhou mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP) e obesidade, tratadas com injeções de semaglutida por 16 semanas, além do medicamento contra diabetes metformina.

Ao longo do tratamento, as participantes do estudo perderam peso, seus parâmetros cardiometabólicos melhoraram e seus níveis de testosterona livre – que costumam ser elevados em mulheres com SOP – foram reduzidos.

Dois anos depois, elas pararam de tomar semaglutida e seu peso e níveis de testosterona livre permaneceram significativamente mais baixos. Mas os indicadores cardiometabólicos das participantes haviam retornado aos níveis iniciais do estudo.

A popularidade das medicações análogas ao GLP-1 apresentou uma oportunidade única. Dados publicados pela Novo Nordisk no início deste ano indicam que 25 mil americanos estão se inscrevendo para tomar Wegovy toda semana.

Com esse grande volume de amostra, os cientistas podem conseguir aprender mais sobre os diferentes tipos de obesidade, observando como as pessoas reagem às medicações, durante e depois do tratamento.

A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, forneceu à BBC a seguinte declaração:

“Não há evidências que indiquem que os pacientes irão recuperar totalmente todo o peso depois de suspenderem a medicação. A Novo Nordisk relatou os resultados do teste de extensão ETAPA 1 sobre o impacto do abandono do tratamento, que concluiu que, um ano depois de suspender a aplicação subcutânea de 2,4 mg de semaglutida uma vez por semana e das intervenções no estilo de vida, os participantes recuperaram dois terços do seu peso perdido anteriormente. Estas conclusões também confirmam a natureza crônica da obesidade e indicam que é necessário tratamento contínuo para manter a melhoria da saúde e do peso.”

Um novo consórcio europeu, conhecido como Estratificação de Fenótipos Obesos para Otimizar a Terapia Futura contra a Obesidade (Sophia, na sigla em inglês), tenta agora pesquisar este ponto com mais detalhes. O consórcio é liderado por cientistas da University College de Dublin, na Irlanda.

“Queremos tentar obter indicadores diferentes, seja por meio de exames de sangue ou de testes psicológicos, que possam nos ajudar a entender como um paciente poderá se sair com cada uma dessas medicações”, explica Miras.

“No momento, administro a eles uma medicação por três meses e, se eles perderem peso, isso quer dizer que tive sorte. Estamos atirando totalmente no escuro.”

Miras prevê um futuro no qual estas informações serão utilizadas para identificar o medicamento de perda de peso mais apropriado para um paciente específico, a probabilidade de que eles se tornem resistentes ao longo do tempo e diferentes combinações de medicamentos que podem ser utilizadas para manter o peso do paciente sob controle.

Rubino conta que estão sendo planejados estudos clínicos para determinar se doses mais altas de medicamentos de GLP-1 podem ser utilizadas na fase aguda para ajudar os pacientes a perder peso, seguidas por doses mais baixas de “manutenção”, que trazem menos efeitos colaterais e podem ser prescritas para prazo mais longo.

Foram também levantadas preocupações sobre o enorme custo das medicações contra a obesidade para o sistema de saúde pública. No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) cobre atualmente o Wegovy apenas por um período de dois anos.

Mas a onda futura de alternativas genéricas, com custo mais baixo, pode viabilizar esta questão.

A patente do Saxenda, da Novo Nordisk, vence em 2024 – e seus concorrentes Teva, Pfizer e Mylan/Viatris devem lançar versões genéricas de liraglutida ainda este ano. Espera-se ainda que alternativas genéricas do Ozempic sejam disponibilizadas na próxima década.

“Por isso, as pessoas logo poderão começar a pensar nela como opção de prazo mais longo e, quando os custos gerais dos medicamentos de GLP-1 forem reduzidos, ficará mais fácil prescrevê-los como medicamentos de uso contínuo”, conclui o professor.

Fonte: G1

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SaúdeCuriosidade

Amado por brasileiros, pão com ovo pode ser mais saudável sem perder charme

por Redação 21 de novembro de 2024

Quem nunca teve preguiça de cozinhar e preparou um pão com ovo para matar a fome? A boa notícia é que essa combinação pode oferecer diversos nutrientes e até contribuir para uma dieta equilibrada, quando feita corretamente e em porções adequadas.

Nutrientes do pão com ovo
A receita é prática e nutritiva e fornece diversos nutrientes essenciais para o corpo, tais como:

Carboidratos: o pão é a principal fonte de energia na refeição, fornecendo carboidratos que sustentam as atividades diárias.

Proteínas: o ovo oferece proteínas de alta qualidade, necessárias para a reparação e construção muscular.

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Vitaminas: contém vitamina A, B6, B12 e folato e D.

Minerais: é fonte de ferro, zinco e selênio.

Vale destacar que um pão francês com ovo contém aproximadamente 212 calorias, 30,2 g de carboidratos e 10,1 g de proteínas.

Pode substituir refeições?
Sim, mas nem sempre. A frequência e a quantidade de consumo fazem toda a diferença. “Quando comparado a uma refeição principal, temos um valor calórico parecido. Mas há baixa oferta de proteínas, fibras, vitaminas e minerais. Além disso, como lanche intermediário, o valor calórico é mais alto do que é indicado”, diz Sueli Longo, nutricionista e presidente da Sban (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição).

Débora Palos, nutricionista do Hospital Nove de Julho, diz que é importante variar o pão com ovo com outros alimentos ao longo do dia. Mas que essa combinação pode ser vantajosa se acompanhada de fibras, gorduras saudáveis e outros nutrientes de diferentes fontes.

Quando o pão com ovo é consumido no café da manhã, por exemplo, as gorduras e proteínas da combinação aumentam a sensação de saciedade. Mas é importante escolher pães integrais. Eles são digeridos mais lentamente, o que estabiliza os níveis de açúcar no sangue e evita picos de glicemia. E a fibra no pão integral contribui para uma sensação de “estômago cheio” por mais tempo e controla o apetite entre as refeições.

Atenção ao consumo diário
Apesar de saboroso e prático, é preciso consumir o pão com ovo com moderação e em porções adequadas, principalmente o pão branco, para evitar ingestão excessiva de carboidratos.

“Mesmo consumido diariamente, o pão com ovo não apresenta problemas quando integrado a uma dieta planejada, respeitando o equilíbrio ideal de carboidratos, gorduras e colesterol dentro do plano alimentar”, diz Fabiano Robert, nutrólogo e docente dos cursos de pós-graduação da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Vale lembrar que o consumo diário pode levar a uma dieta monótona, pobre em outros nutrientes essenciais. E dependendo do tipo de pão, pode aumentar o consumo de carboidratos refinados, que afetam o controle glicêmico e levam ao aumento de peso a longo prazo.

Formas de tornar o pão com ovo mais saudável
Parece bastante simples preparar um pão com ovo, mas algumas dicas podem ajudar a aumentar os nutrientes do lanche. Veja a seguir algumas formas para torná-lo mais saudável e saboroso.

Quantidade de gordura

Se for necessário utilizar óleo, use a menor quantidade possível e prefira opções vegetais, como óleo de soja ou girassol.

Escolha do pão

A escolha do pão faz muita diferença, tanto no valor nutricional quanto na saciedade e no controle glicêmico. Pães integrais, com grãos e sementes, fermentação natural e ricos em fibras são os mais recomendados para uma combinação mais saudável e balanceada com ovo.

Acrescentar outros ingredientes

Incluir alimentos como abacate, que fornece gorduras saudáveis e fibras, e verduras ou legumes, como rúcula, espinafre e tomate, enriquece a refeição com fibras e antioxidantes.

Sementes como chia, linhaça e girassol adicionam fibras, ácidos graxos ômega 3 e minerais. Já o queijo magro traz proteínas e cálcio, mas deve ser consumido em quantidades moderadas para evitar o excesso de gordura.

Maneirar no sal

É importante acrescentar pouco sal para evitar problemas de saúde. Vale a pena substituir o sal por ervas frescas, como salsinha, cebolinha ou manjericão, além de especiarias como pimenta ou açafrão. Esses ingredientes oferecem sabor sem adicionar sódio. Se o sal for essencial, use uma quantidade mínima.

Preparação do ovo

A recomendação é consumir o ovo cozido, pochê ou mexido sem óleo, já que são as formas mais saudáveis e conservam os nutrientes do ovo. Outra opção é preparar uma omelete com legumes, como tomate e cebola, para elevar o valor nutricional e o conteúdo de fibras da refeição.

Contraindicações
Apesar de ser considerada uma combinação segura, algumas pessoas devem consumir com bastante moderação (ou evitar de vez). São elas:

Alérgicos ao ovo, pois o consumo pode desencadear reações graves.

Intolerantes ao glúten, os celíacos, devem optar por pães sem a substância.

Pessoas com problemas renais, como insuficiência renal, precisam moderar a ingestão de proteínas para não sobrecarregar os rins, sendo aconselhável a consulta com um especialista.

Indivíduos com diabetes devem se atentar para a escolha do pão e preferir os integrais para evitar picos de glicose.

Quem tem colesterol elevado deve ser cauteloso com o consumo de ovos e moderar na ingestão desse lanche.

Fonte: UOL

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Saúde

STF derruba lei municipal que proíbe vacinação compulsória contra Covid-19

por Redação 6 de novembro de 2024

Por unanimidade, o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) invalidou, nesta quarta-feira (6), uma lei municipal de Uberlândia (MG) que proíbe a vacinação compulsória contra a Covid-19 e proíbe restrições ou sanções a pessoas que optem por não se vacinar.

Os ministros mantiveram uma decisão monocrática de Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, que suspendeu a lei em 2022.

O STF analisou uma ação apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade, que alegou no processo ofensas à vida e à saúde da sociedade, além da proteção da criança e da pessoa idosa.

Prevaleceu o entendimento de Barroso. Para ele, o STF já reconheceu a legitimidade da vacinação compulsória, por meio da adoção de medidas como restrição de atividades e de acesso a estabelecimentos, afastando apenas a vacinação forçada, por meio de medidas invasivas.

O ministro também afirmou que há um entendimento do tribunal de que temas relacionados à proteção da saúde devem ser norteadas pelos princípios da precaução e da prevenção, “de modo que, sempre que haja dúvida sobre eventuais efeitos danosos de uma providência, deve-se adotar a medida mais conservadora necessária a evitar o dano”.

Na avaliação do relator, a lei municipal estabelece atos opostos aos parâmetros estabelecidos pelo STF, pois ignora os princípios da cautela e da precaução e contraria o consenso médico-científico sobre a importância da vacina para reduzir o risco de contágio e para aumentar a capacidade de resistência de pessoas que sejam infectadas. “Ao argumento de proteger a liberdade daqueles que decidem não se vacinar, na prática a lei coloca em risco a proteção da saúde coletiva, em meio a uma emergência sanitária sem precedentes”, afirmou.

O STF começou a analisar o caso no plenário virtual em 2023, mas suspendeu o julgamento por um pedido de destaque feito pelo ministro Kassio Nunes Marques. Quando há pedido de destaque em um julgamento no plenário virtual, a análise é levada ao plenário físico.

Fonte: r7

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Saúde

Whey protein é para todo mundo? Veja 5 mitos e verdades sobre o suplemento

por Redação 5 de novembro de 2024

Diferentemente do que muitos ratos de academia podem tentar te fazer acreditar, não, whey protein não é para todo mundo.

E não por não ser seguro ou eficaz, mas por uma razão bem simples: o suplemento tem como objetivo aumentar o consumo de proteína – e boa parte das pessoas consegue a cota diária necessária apenas com uma alimentação balanceada.

Sem dúvida o whey é democrático. Pode ser recomendado para atletas e não atletas, pessoas saudáveis ou doentes e em qualquer faixa etária. (entenda mais abaixo)

?Isso porque o suplemento é produzido a partir da proteína do soro do leite. Assim, na teoria, todas as pessoas que podem consumir lácteos pode ingerir whey.

Mas nutricionistas explicam que sua indicação deve ser feita somente quando a dieta não supre a quantidade de proteínas recomendada.

⚠️O uso indiscriminado do suplemento, como se fosse um chocolate em pó em receita de bolo, não é aconselhado e pode levar até ao ganho de peso.

Suplemento para quem?
Nem sempre a possibilidade de fazer algo significa que aquilo deva ser feito. E isso se aplica até ao consumo de whey.

Apesar de não haver nenhum tipo de proibição para o consumo do suplemento por aqueles que não tenham uma deficiência na ingestão diária de proteínas, o uso do whey nesses casos acaba perdendo a função.

Glaucia Figueiredo Braggion, nutricionista da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), comenta que o consumo do suplemento não é vetado para quem não treina, por exemplo.

?De forma geral, as nutricionistas indicam que o whey é recomendado para os seguintes casos:

Atletas que precisam de uma quantidade elevada de proteínas para a síntese proteica e ganho de massa muscular
Idosos com perda de massa muscular própria do envelhecimento (sarcopenia)
Adolescentes em fase de crescimento intenso que precisam de maior quantidade de proteínas
Pacientes oncológicos em tratamento com perda de massa muscular
Favero também acrescenta que o suplemento pode ser uma boa alternativa para vegetarianos que não consigam adequar a dieta para atingir a quantidade ideal de proteínas por dia.

?Mesmo com a indicação para o consumo nessas situações, as nutricionistas alertam que todos os casos exigem uma orientação adequada para o uso, com acompanhamento médico.

Excesso no consumo = efeitos indesejados
Considerado um suplemento bastante seguro, o consumo do whey não está associado a efeitos adversos preocupantes se realizado dentro da quantidade recomendada. Já o excesso, como com quase tudo, pode gerar problemas.

Estudos recentes mostram que, a longo prazo, o consumo excessivo de proteínas pode elevar o risco de doenças cardiovasculares.

Glaucia também destaca que o excesso na ingestão de whey pode levar ao ganho de peso. Ela explica que isso acontece pelo exagero de calorias ingeridas e não pela natureza do suplemento.

Mitos e verdades
Para auxiliar no uso mais saudável e consciente do suplemento, as nutricionistas reuniram os principais mitos sobre o whey.

Abaixo, confira 5 mitos e verdades relacionados ao suplemento:

❌Uso de whey faz ganhar massa muscular
✅O uso de whey, sendo sedentário, não vai promover o ganho de massa muscular. O treinamento, associado à ingestão de proteínas e outros nutrientes, é o que auxilia no fortalecimento muscular.

Como o suplemento também oferece aminoácidos que são essenciais para a recuperação muscular, ele pode favorecer o ganho de força e a hipertrofia.

Mas isso só acontece se o consumo está inserido em um plano alimentar, com a realização de treinos regulares.

❌Whey deve ser consumido depois do treino para fazer efeito
✅Estudos mostram que distribuir a oferta de proteínas ao longo do dia em todas as refeições, ou ao menos nas principais, promove melhores resultados de síntese proteica.

Assim, o sucesso seria atingido com um consumo de proteínas balanceado durante o dia – e não somente após o treino. O momento ideal para a ingestão também vai depender dos objetivos, rotina de treino e estilo de vida.

❌Whey faz mal para o fígado e para os rins
✅O consumo adequado de proteínas, incluindo ou não suplementos, não causa problemas renais ou no fígado.

Pesquisas científicas recentes confirmam essa teoria, mostrando que, quando consumido nas doses recomendadas, a suplementação proteica não prejudica os rins em indivíduos saudáveis.

❌Quebrar o jejum com whey ajuda a emagrecer
✅Apesar do suplemento dar saciedade, o que impediria um consumo alimentar excessivo, a ideia de uso de whey com fins de emagrecimento não tem embasamento científico.

As estratégias de emagrecimento mais eficazes requerem déficit energético e a restrição calórica é a forma correta de promover o emagrecimento.

❌Whey não pode ser ingerido por intolerantes à lactose
✅Basta escolher o tipo de Whey. O suplemento concentrado costuma ter grandes quantidades de lactose e, consequentemente, pode gerar desconfortos gastrointestinais para algumas pessoas.

Já o whey isolado pode ser a melhor opção para quem sofre de intolerância à lactose, já que é a forma mais pura da proteína do soro do leite.

Fonte: G1

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