Brasileiro ganha destaque mundial ao ajudar corredor na Maratona de Boston

O operador de máquinas Robson Gonçalves de Oliveira, de 36 anos, natural de São Paulo, ganhou repercussão internacional ao ajudar um corredor norte-americano a concluir a Maratona de Boston, nos Estados Unidos. O gesto, realizado na reta final da prova na última segunda-feira (20), foi amplamente elogiado e levou o brasileiro a ser chamado pela imprensa internacional de “herói” da competição.

Durante o trecho final da corrida, Robson, que estava próximo de sua melhor marca pessoal, parou para auxiliar o engenheiro Ajay Haridasse, que apresentava sinais de exaustão extrema. Com a ajuda do também corredor Aaron Beggs, os três cruzaram juntos a linha de chegada, sob aplausos do público.

Em entrevista, o brasileiro afirmou que a decisão foi imediata. “Foi uma decisão muito rápida. Eu precisava de alguns segundos para bater meu melhor tempo, mas vi o rapaz caído no chão e decidi ajudar”, relatou. Segundo ele, o espírito de solidariedade prevaleceu no momento decisivo da prova.

Robson explicou que já havia vivido situação semelhante em outra maratona, quando ajudou um amigo nos metros finais, e destacou que enxerga a atitude como parte da essência do esporte. “Dois são mais fortes que um”, afirmou.

Com dez maratonas no currículo, ele viajou aos Estados Unidos após conquistar índice classificatório na Maratona do Rio de Janeiro em 2024, garantindo vaga na tradicional prova de Boston. Ele trabalha em uma indústria metalúrgica em São Bernardo do Campo e concilia treinos com a rotina profissional e familiar.

O brasileiro contou ainda que precisou de atendimento médico após concluir a prova, devido ao desgaste físico, e recebeu liberação da organização para retorno ao país. A história ganhou grande repercussão nas redes e na imprensa internacional, destacando o gesto de solidariedade em um dos eventos mais tradicionais do atletismo mundial.

Fonte: GE

Notícias Relacionadas

Soldado israelense será julgado após vandalizar imagem de Cristo e gerar crise no Líbano

Neonazi português tenta culpar internet por massacre em SP, mas investigação aponta liderança no crime

Massacre nos EUA: polícia confirma que atirador era pai de sete crianças mortas