Morte com 23 tiros em abordagem da PM na Pavuna levanta suspeitas de excesso

A morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio, gerou questionamentos sobre a conduta dos agentes. Segundo familiares, o carro em que ele estava foi atingido por 23 disparos.

Daniel voltava de um pagode com três amigos quando foi baleado. Dono de uma loja de eletrônicos na região, ele não resistiu aos ferimentos. A irmã, Thaís Oliveira, contestou a versão de ação policial padrão e afirmou que não houve reação por parte das vítimas. “Foram 23 tiros. Então, 23 tiros não é ordem de parada. Não teve revide, porque não tinha arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado”, declarou.

De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) realizavam patrulhamento quando abordaram o veículo, momento em que um homem foi baleado. A corporação não detalhou o que motivou a abordagem nem confirmou a quantidade de disparos efetuados.

A Polícia Civil realizou perícia no local e investiga o caso por meio da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer as circunstâncias da ação. O comando da PM informou que abriu um procedimento interno para apuração.

Morador da Pavuna há 22 anos, Daniel deixa esposa e uma filha de 4 anos. A mãe dele, Elaine Oliveira, afirmou ter presenciado a cena e criticou a atuação dos policiais. “Eu vi o despreparo. Eu vi todos os policiais aqui parados, vendo o absurdo que eles tinham feito”, disse.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso reacende o debate sobre abordagens policiais e uso da força em áreas urbanas do Rio de Janeiro.

Fonte: G1

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