Brasil Caso Henry Borel: julgamento de Jairinho e Monique começa no RJ e pode durar mais de 10 dias Redação23 de março de 2026012 visualizações Teve início nesta segunda-feira (23), no 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela m0rt3 do menino Henry Borel, ocorrida há cinco anos em um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da capital fluminense. A acusação pretende a condenação dos dois a pelo menos 35 anos de prisão, enquanto as defesas sustentam que a criança teria m0rrid0 em decorrência de um acidente e apontam supostos erros nos laudos periciais. A sessão é presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro e a expectativa é que o julgamento dure no mínimo 10 dias, devido ao número de depoimentos previstos. No total, 26 testemunhas devem ser ouvidas, além dos próprios réus. Após essa fase, haverá debates entre acusação e defesa antes da deliberação do júri popular. O veredito será decidido por sete cidadãos sorteados, que compõem o chamado Conselho de Sentença, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Jairinho responde por homicídio duplamente qualificado, por meio cruel e recurso que teria impossibilitado a defesa da vítima, além de três episódios de tortura ocorridos antes da m0rt3. Já Monique é acusada de homicídio qualificado na forma omissiva, por supostamente não ter protegido o filho das agressões. Ambos também respondem por coação no curso do processo. De acordo com o Ministério Público, Henry teria sido vítima de agressões reiteradas que culminaram em um “homicídio brutal”. A defesa de Jairinho nega a autoria e levanta hipóteses como erro médico durante manobras de ressuscitação e queda acidental. Já a defesa de Monique sustenta que ela teria sido manipulada e não tinha conhecimento das agressões, negando qualquer omissão intencional. Os dois estão presos desde abril de 2021. Monique chegou a deixar a prisão em 2022, mas retornou após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em 2023. O caso segue com forte repercussão nacional e também mobiliza discussões entre moradores de Guarulhos e da Grande São Paulo, onde temas ligados à violência contra crianças e à atuação da Justiça costumam gerar grande comoção social. Fonte: G1