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segunda-feira, junho 8, 2026
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Categoria:

Brasil

Segurança

Jovem que teve mãos amputadas em ataque de foice inicia fisioterapia; namorado e cunhado viram réus

por Redação 18 de maio de 2026

Os irmãos Ronivaldo Rocha dos Santos e Evangelista Rocha dos Santos se tornaram réus por tentativa de feminicídio contra a estudante Ana Clara Oliveira, vítima de um ataque brutal ocorrido na madrugada do dia 1º em Quixeramobim, no sertão do Ceará. A jovem sobreviveu após passar por uma cirurgia de 12 horas para reimplantar as duas mãos — uma delas havia sido decepada e a outra quase totalmente arrancada.

Segundo a investigação da Polícia Civil, Ronivaldo, namorado da vítima na época, atuou como coautor ao planejar e ordenar o crime, enquanto Evangelista executou os golpes de foice. De acordo com o delegado Júlio César Grelli Lobo, ambos respondem como coautores da tentativa de feminicídio.

Evangelista foi preso no mesmo dia do ataque na casa onde morava. Já Ronivaldo foi localizado e detido em outra cidade, a mais de 60 quilômetros de Quixeramobim.

Ana Clara relatou que o relacionamento de quase dois anos era marcado por agressividade e crises de ciúmes. Na noite do crime, após uma discussão em frente à residência do casal, ela atirou uma pedra contra o carro do namorado, quebrando o para-brisa. Em seguida, Ronivaldo saiu do local para buscar o irmão.

Câmeras de segurança registraram o momento em que os dois retornaram. Segundo a vítima, Evangelista pulou o muro da casa com uma foice, enquanto Ronivaldo permaneceu no carro e incentivou as agressões.

“Ele pulou a janela e já foi atacando, amputou minha mão. Foi atacando nos braços, costas. Eu me fiz de morta”, relembrou Ana Clara. Ela sofreu ferimentos graves nos braços, pernas, costas, rosto e pescoço.

O delegado informou que Evangelista confessou a intenção de matar a estudante. Segundo a polícia, o suspeito chegou a sofrer esgotamento físico devido à quantidade de golpes desferidos.

Após a fuga dos agressores, Ana Clara conseguiu pedir socorro aos vizinhos. A equipe do Samu realizou o primeiro atendimento e destacou que o acondicionamento correto da mão amputada foi fundamental para o sucesso do reimplante.

A jovem foi transferida para um hospital de referência em Fortaleza, onde uma força-tarefa médica mobilizou 15 profissionais, incluindo especialistas em cirurgia da mão e microcirurgia. O procedimento utilizou dois microscópios cirúrgicos para operar os membros simultaneamente.

Na última sexta-feira (15), Ana Clara iniciou sessões de fisioterapia e terapia ocupacional e conseguiu realizar os primeiros movimentos voluntários com os dedos.

“Será que eu vou ficar com as minhas mãos? A felicidade é enorme de conseguir mexer meus dedos”, declarou.

Os médicos afirmam que a recuperação será lenta, mas avaliam de forma positiva a possibilidade de reabilitação motora. Após sobreviver ao ataque, Ana Clara disse que pretende usar sua história para alertar outras mulheres sobre violência doméstica.

“Não esconda. Eu escondi muitas vezes. Procurem ajuda. Eu quero levar isso em frente”, afirmou.

Fonte: FANTÁSTICO

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Brasil

MC Ryan SP chora na TV e nega lavar dinheiro para o PCC após operação da PF

por Redação 18 de maio de 2026

O funkeiro MC Ryan SP negou envolvimento em um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo. Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record TV, exibida neste domingo (17), o cantor afirmou que nunca movimentou R$ 1,6 bilhão, valor apontado pela PF, e declarou que “jamais” participou de atividades ilegais.

Aos prantos, Ryan afirmou que não liderou qualquer organização criminosa e disse acreditar que virou alvo da investigação por ser uma figura popular no funk e nas redes sociais. O artista ficou preso por 28 dias e deixou a cadeia nesta semana após decisão da Justiça.

A Polícia Federal aponta o cantor como líder e principal beneficiário de um grupo suspeito de lavar dinheiro por meio de casas de apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

Durante a entrevista, MC Ryan SP negou qualquer ligação com facções criminosas e garantiu que todo o dinheiro movimentado por suas empresas possui origem lícita.

“Não lavo dinheiro para o PCC. Não lavo dinheiro para o Comando Vermelho, não lavo dinheiro para nada. Eu apenas faço as minhas publicidades”, declarou o cantor. Segundo ele, a origem de todo o patrimônio poderá ser comprovada durante o andamento das investigações.

O artista também afirmou que a ostentação nas redes sociais pode ter contribuído para chamar atenção das autoridades. “Talvez por ostentar muito, querer mostrar muito o que eu tenho”, disse.

Na Operação Narco Fluxo, a Polícia Federal informou ter apreendido cerca de R$ 20 milhões em veículos e bloqueado aproximadamente R$ 1,6 bilhão em bens e valores. Foram cumpridos 90 mandados judiciais em oito estados e no Distrito Federal.

Além de MC Ryan SP, a operação também teve como alvos MC Poze do Rodo, Raphael Sousa de Oliveira e outros influenciadores digitais. Segundo a PF, empresas ligadas ao entretenimento e à produção musical teriam sido usadas para misturar receitas legais com recursos obtidos ilegalmente.

A investigação aponta ainda que valores supostamente ilícitos teriam sido utilizados na compra de imóveis, joias, carros de luxo e outros bens de alto valor. A polícia também afirma que Ryan teria transferido participações empresariais para familiares e operadores financeiros para ocultar patrimônio.

Apesar das acusações, o cantor disse estar confiante na absolvição. “Quero ouvir que fui absolvido desse inquérito policial. Quero viver em paz”, afirmou.

Fonte: METRÓPOLES

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Eleições

Joaquim Barbosa vira pré-candidato do DC e disputa interna expõe racha no partido

por Redação 18 de maio de 2026

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República após sua filiação à legenda. A decisão, porém, abriu uma disputa interna, já que o ex-ministro Aldo Rebelo afirmou que manterá sua própria pré-candidatura até a convenção partidária, mesmo que precise recorrer à Justiça.

Em nota, o presidente nacional do DC e ex-deputado federal João Caldas declarou que Barbosa representa “a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”. Segundo ele, “o momento exige união, propósito e desprendimento” e “o Brasil está acima de projetos pessoais”.

O partido havia lançado no início do ano a pré-candidatura de Aldo Rebelo, mas, segundo Caldas, a mudança foi necessária porque o ex-ministro não avançou nas pesquisas eleitorais.

Rebelo contestou a decisão e afirmou à TV Globo que a troca representa apenas a posição de João Caldas, ressaltando que Joaquim Barbosa ainda não se pronunciou oficialmente sobre a candidatura. Procurado pela emissora, o ex-ministro do STF não respondeu aos pedidos de entrevista.

Joaquim Barbosa integrou o Supremo entre 2003 e 2014 e se aposentou antecipadamente em julho daquele ano, deixando a Corte cerca de dez anos antes do prazo limite previsto por lei. Em 2018, chegou a ser cogitado para disputar a Presidência, mas desistiu da corrida eleitoral.

João Caldas afirmou que a filiação ocorreu com objetivo eleitoral e defendeu o nome do ex-ministro para enfrentar o atual cenário político. “Vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso”, declarou.

A informação sobre a filiação de Barbosa ao Democracia Cristã foi revelada inicialmente pelo Painel, da Folha de S.Paulo, e confirmada pelo g1.

A corrida presidencial de 2026 segue em formação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição, enquanto nomes ligados à direita e ao centro também articulam espaço na disputa, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador Romeu Zema (Novo).

Fonte: G1

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Influencer

Gato Preto vira réu após batida na Faria Lima e Justiça manda vender Porsche de R$ 960 mil

por Redação 18 de maio de 2026

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu o influenciador digital Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto, por duas tentativas de homicídio por dolo eventual após um grave acidente ocorrido em agosto de 2025 na Avenida Brigadeiro Faria Lima, Zona Oeste da capital.

A decisão foi publicada pelo Tribunal de Justiça em 22 de abril. Além de responder ao processo em liberdade, o influenciador teve a Carteira Nacional de Habilitação suspensa e está proibido de dirigir qualquer veículo.

A pedido do Ministério Público, a Justiça também autorizou a venda antecipada do Porsche Carrera 911 apreendido após o acidente. Avaliado em cerca de R$ 960 mil, o veículo deverá garantir eventual indenização às vítimas, pai e filho, que estavam em um Hyundai HB20 atingido pelo carro esportivo. Os dois automóveis ficaram parcialmente destruídos e câmeras de segurança registraram a colisão.

O Ministério Público pede R$ 100 mil por danos morais e materiais para Edilson Maiorano e Ivan Maiorano, ocupantes do Hyundai. A Justiça ainda irá definir o valor final da indenização. A audiência de instrução, quando testemunhas, vítimas e o réu serão ouvidos, ainda não tem data marcada.

Além das tentativas de homicídio, Gato Preto também responde por ameaça, omissão de socorro, fuga do local do acidente e por dirigir sob efeito de álcool e drogas, segundo o Código de Trânsito Brasileiro.

De acordo com o MP, laudos apontaram que o influenciador estava sob efeito de álcool, ecstasy e maconha, além de dirigir em alta velocidade quando avançou o sinal vermelho e atingiu o Hyundai que tinha preferência no cruzamento. Ivan Maiorano sofreu fratura na mandíbula e lesões na mão direita e no globo ocular. Apesar da gravidade da batida, ninguém morreu.

A defesa de Gato Preto afirmou ao g1 que tentará reverter a acusação de tentativa de homicídio para lesão corporal culposa. Segundo o advogado Jonata Carvalho, o caso “passa longe de ter dolo homicida”. A defesa declarou ainda solidariedade às vítimas e afirmou buscar “justiça longe do calor emocional”.

A Justiça também analisou a participação de pessoas que estavam com o influenciador. O Ministério Público propôs acordo para Bia Miranda, então namorada de Gato Preto e passageira do Porsche, pagar R$ 150 mil de indenização por omissão de socorro. Já o segurança Felipe Junior da Silva Souza aceitou pagar R$ 10 mil e cumprir medidas alternativas após ajudar o casal a deixar o local do acidente.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque o influenciador já responde a outros processos. Em 2025, virou réu por violência doméstica contra Bia Miranda, foi preso por dívida de pensão alimentícia superior a R$ 57 mil e também é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a jogos ilegais de azar.

Fonte: G1

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Brasil

Ex-namorado de Elize Matsunaga morre atropelado por vários veículos em rodovia de SP

por Redação 14 de maio de 2026

Tiago Cheregatte Neves, ex-namorado de Elize Matsunaga, morreu após ser atropelado por diversos veículos na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em São Vicente, no litoral de São Paulo.

De acordo com informações do boletim de ocorrência obtido pelo g1 nesta quarta-feira (13), policiais militares rodoviários foram acionados no último dia 5 para atender uma ocorrência de acidente de trânsito com vítima na rodovia.

Segundo relato do primeiro motorista que atingiu Tiago, ele dirigia dentro do limite de velocidade e de forma atenta quando percebeu que o veículo à frente desviou bruscamente para evitar atropelar um pedestre na pista. O motorista afirmou que tentou frear, mas não conseguiu evitar o impacto.

Ainda conforme o registro policial, uma viatura da Polícia Militar também passou sobre a vítima após o primeiro atropelamento. O motorista relatou ainda que outros veículos atingiram Tiago na sequência.

O condutor do carro e o policial militar responsável pela viatura realizaram teste do bafômetro, ambos com resultado negativo para consumo de álcool.

A morte foi constatada por um médico da Ecovias, concessionária responsável pela administração do trecho da rodovia. Segundo o boletim de ocorrência, equipes da concessionária localizaram junto ao corpo um papel contendo a identificação da vítima.

Tiago Cheregatte Neves era homem trans e cumpria pena após tentar matar o próprio avô. Ele ficou conhecido nacionalmente após se relacionar com Elize Matsunaga na Penitenciária 2 de Tremembé, unidade conhecida como “presídio dos famosos”.

Por questões de segurança, Tiago cumpria pena na ala feminina da penitenciária, já que havia risco de agressões caso permanecesse no setor masculino.

O relacionamento entre Tiago e Elize ganhou repercussão após ser citado pelo escritor Ullisses Campbell na biografia não autorizada sobre a ex-detenta.

Elize Matsunaga foi condenada pelo assassinato e esquartejamento do marido, Marcos Matsunaga, crime ocorrido em 2012 e que teve grande repercussão nacional.

Fonte: G1

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Brasil

Fim da “taxa das blusinhas” reduz preço de compras internacionais de até US$ 50

por Redação 14 de maio de 2026

Compras internacionais de até US$ 50 devem ficar mais baratas para consumidores brasileiros após o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% que incidia sobre encomendas de baixo valor em plataformas como Shopee, Shein e AliExpress.

A mudança entrou em vigor nesta terça-feira (12), por meio de Medida Provisória, e vale para compras feitas no programa Remessa Conforme, sistema da Receita Federal que reúne plataformas estrangeiras autorizadas a vender diretamente ao consumidor brasileiro.

Até então, produtos de até US$ 50 eram tributados com imposto federal de 20% mais o ICMS estadual. Com a extinção do imposto de importação para essa faixa de valor, permanece apenas a cobrança do ICMS, cuja alíquota varia entre 17% e 20%, dependendo do estado.

Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, a tendência é de redução perceptível no valor final das encomendas.

Apesar disso, ele alerta que a tributação não acabou totalmente.

“O ICMS continua sendo cobrado normalmente, e compras acima de US$ 50 seguem sujeitas ao imposto de importação de 60%, além do tributo estadual”, explicou.

Como funciona o cálculo

O cálculo do ICMS em compras internacionais é feito “por dentro”, ou seja, o próprio imposto integra a base de cálculo.

Na prática, isso significa que o valor não é apenas acrescido diretamente da porcentagem correspondente.

“O imposto ‘por dentro’ significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. O imposto também incide sobre ele mesmo”, detalhou Jackson Campos.

Quanto muda na prática

Antes da mudança, uma compra internacional de US$ 50 passava primeiro pelo imposto federal de 20%, elevando o valor para US$ 60. Depois, era aplicado o ICMS estadual.

Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o valor final chegava a US$ 72,29, cerca de R$ 354 considerando a cotação de R$ 4,8955 por dólar.

Já em Minas Gerais, onde o ICMS é de 20%, a compra chegava a US$ 75, aproximadamente R$ 367.

Com o fim da taxa federal, o consumidor paga apenas o ICMS.

No mesmo exemplo, a compra passa a custar US$ 60,24 em estados com ICMS de 17%, cerca de R$ 295.

Em Minas Gerais, o valor cai para US$ 62,50, aproximadamente R$ 306.

Compras acima de US$ 50 continuam tributadas

A mudança não altera as regras para compras acima de US$ 50.

Nesses casos, continua valendo o imposto de importação de 60%, além do ICMS estadual.

Uma compra de US$ 100, por exemplo, sobe inicialmente para US$ 160 com o imposto federal.

Após aplicação do ICMS de 17%, o valor final chega a US$ 192,77, equivalente a cerca de R$ 943 em São Paulo.

Já em Minas Gerais, com ICMS de 20%, o total alcança US$ 200, aproximadamente R$ 979.

Arrecadação bateu recorde

Segundo dados da Receita Federal, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais entre janeiro e abril de 2026 — alta de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior e recorde histórico para o quadrimestre.

A chamada “taxa das blusinhas” havia sido criada em agosto de 2024 após aprovação do Congresso Nacional, durante a gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda.

A medida gerou críticas de consumidores, principalmente pelo aumento no custo de produtos importados de baixo valor vendidos em plataformas estrangeiras.

Fonte: G1

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caso Master

Zema chama áudio de Flávio Bolsonaro para Vorcaro de “imperdoável” e Caiado cobra explicações do senador

por Redação 14 de maio de 2026

Os pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) reagiram nesta quarta-feira (13) à divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

O material revelado mostra Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ampliou a crise política em torno do escândalo envolvendo o Banco Master e provocou críticas até mesmo entre nomes da direita e possíveis aliados do senador.

Romeu Zema divulgou um vídeo nas redes sociais condenando a postura de Flávio Bolsonaro e afirmou que o episódio compromete o discurso político do grupo bolsonarista contra o PT.

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.

A fala de Zema ganha peso político porque ele vinha sendo citado nos bastidores como possível candidato a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026.

Outro presidenciável, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou após a repercussão do caso e cobrou esclarecimentos públicos do senador.

As críticas surgem depois da divulgação de conversas reveladas pelo portal Intercept Brasil, que apontam que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção cinematográfica “Dark Horses”, inspirada em Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, os contatos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro ocorreram entre setembro e novembro de 2025. Em um dos áudios, o senador demonstra preocupação com pagamentos atrasados e afirma que a equipe do filme estava sob pressão.

A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas às apurações a autenticidade do áudio e das mensagens.

Após a divulgação do conteúdo, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu recursos a Vorcaro, mas afirmou que se tratava apenas de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e afirmou que adversários políticos tentam associá-lo indevidamente ao escândalo do Banco Master.

O caso provocou forte repercussão no cenário político nacional, especialmente porque Flávio vinha defendendo publicamente a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e associando o escândalo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: G1

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caso Master

Flávio Bolsonaro negava ligação com caso Master antes de mensagens revelarem pedidos de dinheiro a Daniel Vorcaro

por Redação 14 de maio de 2026

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) vinha negando qualquer ligação com as irregularidades investigadas envolvendo o Banco Master. No entanto, mensagens e um áudio divulgados nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil mostraram o parlamentar cobrando recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para custear a produção cinematográfica “Dark Horses”, ainda sem lançamento oficial. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a autenticidade do áudio e das mensagens reveladas.

Após a divulgação do material, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu dinheiro ao banqueiro, mas afirmou que se tratava de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e voltou a associar o escândalo do Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos últimos meses, essa vinha sendo a principal linha de defesa adotada por Flávio. Durante um evento de pré-campanha em Santa Catarina, no último fim de semana, ele chegou a usar uma camiseta com a frase:
“O PIX é do Bolsonaro; o Master é do Lula”.

O senador também defendia publicamente a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master.

De acordo com o Intercept, os repasses de Vorcaro ao filme ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

As conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro aconteceram entre setembro e novembro de 2025. Em uma das mensagens reveladas, enviada um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal, o senador escreveu:

“Estou e estarei contigo sempre.”

A prisão de Vorcaro aconteceu quando ele tentava embarcar em um jatinho no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em meio às investigações sobre suspeitas de fraudes, corrupção e uso de uma suposta “milícia privada” para intimidar opositores.

Durante entrevista coletiva concedida no último fim de semana, Flávio afirmou que a esquerda tentava criar uma associação artificial entre Jair Bolsonaro e o Banco Master.

“A esquerda tenta criar narrativas querendo vincular de alguma forma o Bolsonaro à questão do Banco Master, mas não dá liga”, declarou.

O senador também citou uma reunião realizada em 2024 entre o presidente Lula e Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, intermediada pelo ex-ministro Guido Mantega.

“Não foi o Bolsonaro que se reuniu escondidinho com o Vorcaro, foi o Lula”, afirmou.

Em fevereiro, Lula confirmou o encontro e declarou que apenas informou ao banqueiro que as investigações envolvendo o Master seriam conduzidas tecnicamente, sem interferência política.

Flávio ainda mencionou um contrato de R$ 5 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia do ministro Ricardo Lewandowski, atual integrante do governo Lula.

“Tinha um contratinho assinado com o Banco Master de alguns milhões ali, e depois que virou ministro da Justiça, seu filho continuou recebendo o mesmo contrato”, afirmou o senador.

Na época da revelação do contrato, a assessoria de Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao banco após sua saída do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023, e informou que ele deixou de atuar em causas relacionadas ao escritório ao assumir o ministério.

O caso também virou alvo do PT. No fim de abril, o partido exibiu em seu congresso nacional um vídeo associando o escândalo ao bolsonarismo e apelidando o caso de “Bolsomaster”. O material citava supostas conexões entre o Banco Master, aliados de Bolsonaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Em resposta, Flávio divulgou nota afirmando que o PT tenta desviar o foco das investigações.

“As acusações do PT são mentirosas e absurdas. A tentativa de vincular o senador Flávio Bolsonaro revela o desespero de quem vê a crise atingir o próprio governo. Flávio não tem qualquer relação com o Banco Master e esse esquema de corrupção ocorrido em 2024, já no governo Lula”, diz o texto.

Na semana passada, quando o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal, Flávio chegou a defender rigor nas investigações.

“As informações são graves e devem ser apuradas com rigor e transparência”, declarou na ocasião.

Nesta quarta-feira (13), porém, após o avanço das investigações e a repercussão envolvendo seu nome, Flávio mudou o tom ao comentar o caso de Ciro Nogueira e afirmou acreditar na inocência do aliado político.

“O Ciro é um presidente de um partido importante, sofreu acusações graves, que ele, inclusive, já começou a explicar”, afirmou.

Fonte: G1

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caso Master

Haddad liga Daniel Vorcaro ao governo Bolsonaro após revelação de áudio de Flávio cobrando pagamentos para filme

por Redação 14 de maio de 2026

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (13) que o banqueiro Daniel Vorcaro mantém ligação direta com o entorno político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra pagamentos de Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada em Bolsonaro.

Durante conversa com jornalistas após participação em um evento promovido pelo movimento Direitos Já! Fórum pela Democracia, na capital paulista, Haddad afirmou que não existe separação entre o banqueiro e o grupo político bolsonarista.

“Não existe uma possível relação entre os Bolsonaro e o Master. É uma coisa só. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar pelo presidente do BC indicado pelo Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro recebeu doação de campanha do Daniel Vorcaro, Tarcísio recebeu doação de campanha do Daniel Vorcaro, o ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro, o ministro da Secom do Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro. A ministra da SRI do Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro. Toda a relação do Daniel Vorcaro é com o governo Bolsonaro. Daniel Vorcaro é rebento do governo Bolsonaro”, declarou o petista.

Durante o encontro, Haddad também ironizou o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro.

“Hoje saiu um áudio do Flávio Bolsonaro, o dólar já sobe, a Bolsa já não sei o quê… Estão exagerando. O cara pede uma contribuição de R$ 134 milhões para a família dele, e o pessoal está apavorado com isso. Normal, um amigo seu, você nunca fez isso? Várias vezes, né?”, afirmou em tom irônico.

Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi questionado sobre o caso, mas evitou comentar o assunto durante entrevista coletiva sobre a explosão registrada no Jaguaré, Zona Oeste da capital paulista, que deixou um homem morto.

“Vou tratar deste assunto aqui no dia de hoje. Isso aí não é pauta”, disse o governador.

As informações sobre o financiamento do filme foram divulgadas pelo portal Intercept Brasil, que revelou mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de um áudio enviado pelo senador ao banqueiro em setembro do ano passado. A TV Globo confirmou com investigadores e fontes ligadas às apurações a autenticidade do conteúdo.

Segundo o Intercept, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões para a produção do longa “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. Os recursos teriam sido enviados para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Questionado sobre o tema ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro limitou-se a afirmar que se trata de “dinheiro privado”.

A reportagem aponta ainda que parte dos pagamentos foi feita por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro. O nome da companhia aparece em mensagens trocadas entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado indicam que o Banco Master transferiu ao menos R$ 2,3 milhões para essa empresa em 2025, período em que ocorreram os aportes relacionados ao filme.

O publicitário Thiago Miranda, apontado como responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, confirmou ter intermediado as negociações para o investimento de aproximadamente R$ 62 milhões na produção cinematográfica. Segundo ele, os pagamentos foram interrompidos após a crise envolvendo o Banco Master e a participação do banqueiro no projeto não seria divulgada publicamente.

Em um áudio enviado em 8 de setembro, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e menciona o momento delicado vivido por Vorcaro após a rejeição, pelo Banco Central, da compra do Banco Master pelo BRB.

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, afirmou o senador.

As mensagens mostram ainda que Flávio e Vorcaro mantinham contatos frequentes. Em outubro, o senador afirmou que a produção estava “no limite” e convidou o banqueiro para um jantar com o ator Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme.

Em outra conversa, realizada em 16 de novembro, Flávio escreveu:

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”

Após receber uma resposta reservada de Vorcaro, respondeu apenas: “Amém”.

No dia seguinte à troca de mensagens, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A investigação apura suspeitas de fraudes, corrupção de agentes públicos e uso de uma suposta “milícia privada” para intimidar adversários.

Fonte: G1

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Brasil

Tarcísio evita comentar áudio em que Flávio Bolsonaro cobra pagamentos de banqueiro para filme sobre Jair Bolsonaro

por Redação 14 de maio de 2026

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), evitou comentar nesta quarta-feira (13) a divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. O material revela cobranças feitas pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada no ex-chefe do Executivo.

Questionado durante entrevista coletiva sobre uma explosão no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, que deixou um homem morto, Tarcísio desconversou ao ser perguntado sobre o caso.

“Vou tratar deste assunto aqui no dia de hoje. Isso aí não é pauta”, afirmou o governador.

As informações foram divulgadas pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de um áudio enviado pelo senador em setembro do ano passado. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas às apurações a autenticidade do conteúdo revelado.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria desembolsado cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o longa-metragem “Dark Horse”. O dinheiro, de acordo com o Intercept, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente.

Flávio Bolsonaro também foi questionado sobre o tema nesta quarta-feira (13), ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF). O senador encerrou rapidamente a entrevista, afirmando apenas que se tratava de “dinheiro privado”.

Ainda segundo o Intercept, parte dos pagamentos foi realizada por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. A empresa aparece em mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelar que documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado indicam que o Banco Master repassou ao menos R$ 2,3 milhões à empresa em 2025 — período em que ocorreram os aportes relacionados ao filme.

O publicitário Thiago Miranda, apontado pelo Intercept como responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Vorcaro, confirmou à colunista ter intermediado as negociações para o investimento de R$ 62 milhões na produção cinematográfica. Ele afirmou ainda que os pagamentos foram interrompidos após a crise envolvendo o Banco Master e que a participação de Vorcaro no projeto não seria divulgada publicamente.

Em um dos trechos mais delicados revelados pela reportagem, Flávio Bolsonaro envia um áudio ao banqueiro em 8 de setembro, dizendo compreender o “momento dificílimo” vivido por Vorcaro. Dias antes, em 3 de setembro, o Banco Central havia rejeitado a compra do Banco Master pelo BRB.

Mesmo demonstrando cautela, o senador cobra uma definição sobre os pagamentos atrasados.

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, afirma Flávio no áudio.

As mensagens mostram contatos frequentes entre os dois. Em outubro, Flávio voltou a pressionar o banqueiro, afirmando que a produção estava “no limite”. No mesmo dia, convidou Vorcaro para um jantar com o ator Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme. O encontro acabou sendo marcado na residência do banqueiro.

As conversas também incluíam ligações telefônicas e mensagens com visualização única. Em uma troca realizada em 16 de novembro, Flávio escreveu:

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”

Após uma resposta reservada enviada por Vorcaro, Flávio respondeu apenas: “Amém”.

No dia seguinte à conversa, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A operação investiga um suposto esquema envolvendo fraudes, corrupção de agentes públicos e até o uso de uma “milícia privada” para intimidar adversários.

Fonte: G1

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