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caso Master

caso Master

‘Experiência incrível’, disse Castro a Vorcaro após jantar de R$ 60 mil em NY; veja diálogos

por Redação 28 de maio de 2026

Mensagens reveladas pela GloboNews e citadas em investigação da Polícia Federal detalham a relação entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O material foi enviado ao ministro do STF André Mendonça, relator dos inquéritos sobre supostas fraudes financeiras envolvendo a instituição, que autorizou operação de busca e apreensão contra Castro.

Segundo a PF, os registros mostram encontros entre os dois no Brasil e no exterior antes de aportes milionários do Rioprevidência — fundo de previdência dos servidores estaduais — no Banco Master. Um dos episódios ocorreu em 11 de maio de 2023, em Nova York, quando Castro enviou mensagem se identificando como “Cláudio Castro” e recebeu resposta de Vorcaro: “Opa”, com o endereço de um restaurante.

Após o jantar, Castro escreveu ao banqueiro: “Amigo, foi uma experiência incrível. Muito obrigado.” Vorcaro respondeu: “Bom dia, meu caro. Que bom que deu certo.” De acordo com a investigação, a conta ultrapassou US$ 13 mil (cerca de R$ 60 mil) e teria sido paga integralmente por Vorcaro.

Seis meses depois, segundo a PF, o Rioprevidência iniciou aportes no Banco Master: R$ 40 milhões em 1º de novembro de 2023, seguido por R$ 80 milhões após reunião entre os dois em São Paulo, em 6 de novembro. Em dezembro, houve novo investimento de R$ 200 milhões em Letras Financeiras do banco.

As mensagens também registram encontro no Palácio Laranjeiras em março de 2024, quando Vorcaro escreveu: “Fala, amigo, tudo bem? Tô na entrada aqui.” Antes disso, a PF aponta que o banqueiro perguntou a um funcionário sobre os investimentos do Estado do Rio no banco, recebendo a resposta de que o Rioprevidência tinha R$ 320 milhões aplicados e a Cedae cerca de R$ 200 milhões.

Dias depois, houve nova reunião no Palácio Guanabara. Em maio de 2024, a investigação cita ainda uma degustação exclusiva de uísque em Nova York, restrita a 10 convidados e descrita como evento “só homens”, com custo superior a US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões), pago por Vorcaro. No dia seguinte, o Rioprevidência teria feito novo aporte de R$ 80 milhões no banco.

Ao todo, a PF aponta R$ 3,691 bilhões do Rioprevidência em investimentos ligados ao Banco Master. A defesa de Cláudio Castro nega irregularidades, e o Banco Master afirma que todas as operações seguiram critérios técnicos e legais.

Fonte: G1

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caso Master

PF aponta relação pessoal entre Cláudio Castro e banqueiro preso como chave para aporte bilionário no Banco Master

por Redação 26 de maio de 2026

A investigação da Polícia Federal sobre aplicações do RioPrevidência no Banco Master aponta que a relação pessoal entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro foi determinante para viabilizar investimentos de R$ 3,691 bilhões considerados irregulares pelo Ministério Público.

A informação consta na decisão judicial que derrubou o sigilo da investigação e autorizou operações da PF nesta terça-feira (26). Castro foi alvo de busca e apreensão em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e teve dois celulares recolhidos pelos agentes.

Segundo o documento obtido pela TV Globo, os investigadores afirmam que a relação entre Castro e Vorcaro “ultrapassou o mero contato institucional”, apresentando indícios de “tratativas ilícitas” que permitiram a captação bilionária de recursos do fundo previdenciário dos servidores estaduais para o Banco Master.

De acordo com a investigação, recursos do RioPrevidência foram aplicados em Letras Financeiras e fundos ligados ao banco em desacordo com a política de investimentos do regime previdenciário e sem atender exigências regulatórias.

A decisão aponta ainda que o esquema envolveu alterações deliberadas em procedimentos internos, credenciamentos considerados apenas formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e uso de intermediários para elevar comissões e ocultar supostos pagamentos indevidos.

Para a PF, a atuação de Cláudio Castro não se restringiu a contatos institucionais. O documento cita um “vínculo pessoal estreito” entre o então governador e Daniel Vorcaro, incluindo encontros frequentes, reuniões em ambientes privados e viagens internacionais custeadas pelo banqueiro.

Os investigadores destacam que essas viagens coincidiram com períodos em que o RioPrevidência realizou aportes bilionários no Banco Master.

A apuração também indica que a relação teria garantido o “alinhamento político necessário” para liberar os investimentos e influenciado diretamente a nomeação de dirigentes estratégicos no RioPrevidência, incluindo cargos de presidência, diretoria e gerência de investimentos.

Segundo a PF, os aportes continuaram mesmo após alertas formais de órgãos de controle e pareceres técnicos desfavoráveis, mantendo operações classificadas como “temerárias” e sem justificativa técnica adequada.

A investigação apura possíveis crimes relacionados à gestão dos recursos do regime próprio de previdência do estado do Rio de Janeiro.

A defesa de Cláudio Castro afirmou que o ex-governador está à disposição da Justiça e sustenta que todos os atos da gestão seguiram critérios técnicos e legais previstos na legislação. O Banco Master também negou irregularidades.

Fonte: G1

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caso Master

Pai de Daniel Vorcaro tem surto em presídio após prisão em operação da PF

por Redação 22 de maio de 2026

O empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, teve um surto nesta quinta-feira (22) no presídio Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo informações da investigação, ele sofre de depressão e enfrenta dificuldades para se adaptar à rotina da unidade prisional.

Henrique foi preso em Nova Lima (MG) durante a última fase da Operação Compliance Zero, realizada no dia 14 de maio. Empresário mineiro, ele é fundador e principal nome do Grupo Multipar, conglomerado que atua nos setores imobiliário, engenharia, energia e agronegócio.

De acordo com a Polícia Federal, Henrique Vorcaro é apontado como “demandante, beneficiário e operador financeiro” da chamada “A Turma”, grupo supostamente comandado pelo filho, Daniel Vorcaro, para monitorar e intimidar pessoas consideradas desafetas.

Em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, Henrique é descrito como alguém que atuava em colaboração direta com o filho, exercendo funções próprias dentro da estrutura financeira que sustentaria as atividades investigadas.

Segundo pessoas ligadas ao caso, Henrique ficou abalado após saber que a primeira proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro foi rejeitada por integrantes da Polícia Federal. Um dos pedidos feitos pela defesa do banqueiro durante as negociações seria a blindagem dos familiares envolvidos.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também teria demonstrado insatisfação com o conteúdo entregue até agora, mas concedeu uma nova oportunidade para apresentação de provas e relatos sobre o suposto esquema de fraudes bilionárias investigado.

Os investigadores avaliam que os materiais extraídos dos celulares de Daniel Vorcaro, do cunhado Fabiano Zettel e do ex-operador Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, contêm mais elementos do que os apresentados no rascunho da colaboração.

Nesta semana, Daniel Vorcaro também perdeu privilégios na custódia da Polícia Federal, em Brasília. Ele foi transferido de uma sala de Estado Maior para uma cela comum na Superintendência da PF.

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caso Master

Saída de advogado abala defesa de Daniel Vorcaro após fracasso em negociação de delação

por Redação 22 de maio de 2026

O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação foi confirmada pelo próprio criminalista, que afirmou ao blog que a decisão ocorreu “de comum acordo”.

A saída acontece em meio ao desgaste das negociações para um acordo de delação premiada envolvendo o banqueiro. Nesta semana, a Polícia Federal rejeitou a proposta apresentada por Vorcaro. Embora a Procuradoria-Geral da República ainda mantenha tratativas em andamento, cresce nos bastidores a avaliação de que um eventual acordo homologado pela gestão do procurador-geral Paulo Gonet poderia ser interpretado como um “vexame” e enfrentaria resistência do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Juca havia assumido a defesa de Vorcaro em março e era considerado peça-chave na tentativa de construir uma colaboração premiada. Um dos criminalistas mais conhecidos do país, o advogado acumula experiência em acordos de delação em investigações de grande repercussão, como o firmado pelo empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, durante a Operação Lava Jato.

Segundo interlocutores que acompanham o caso, Daniel Vorcaro estaria sob forte pressão psicológica devido à prisão. Relatos obtidos pelo blog apontam que, após uma fase inicial de proteção a aliados, o banqueiro estaria disposto a ampliar o alcance de uma eventual colaboração premiada.

Na quinta-feira (21), antes da saída da defesa, os advogados solicitaram a transferência de Vorcaro da cela onde está custodiado na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como “Papudinha”.

A defesa alegou que as condições da custódia na sede da PF não seriam adequadas para a permanência do empresário.

Fonte: G1

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caso Master

Renan diz que Vorcaro fez 24 visitas ao BC na gestão Campos Neto e chama caso Master de “maior escândalo do planeta”

por Redação 19 de maio de 2026

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou 24 visitas ao Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto, encerrada em 2024. Segundo o senador, os encontros somaram 21 horas e 45 minutos de permanência na instituição.

De acordo com Calheiros, a reunião mais longa ocorreu em 30 de outubro de 2024, das 9h às 12h38, totalizando 2 horas e 44 minutos dentro do BC. O senador afirmou que os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Durante audiência na CAE com o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Renan classificou o caso envolvendo o Banco Master como o “maior escândalo financeiro do planeta”.

Em resposta, Galípolo afirmou que não participou da maior parte das reuniões relacionadas ao caso Master porque, até dezembro de 2024, ocupava a diretoria de Política Monetária e não estava diretamente envolvido no tema.

Ainda assim, o presidente do BC reconheceu que a frequência das reuniões refletia a complexidade da situação do banco.

“É super comum que bancos que estejam em dificuldade tenham reuniões longas e extensas”, declarou Galípolo.

O presidente do Banco Central afirmou ainda que surgiram diversas comunicações indicando um cenário de “asfixiamento financeiro” do grupo Master. Segundo ele, o BC adotou um acompanhamento mais próximo justamente por causa da gravidade da situação.

Galípolo informou que, ao longo de 2025, o Banco Master registrou captação líquida negativa de R$ 11,5 bilhões. Segundo os dados apresentados, a captação líquida coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ficou negativa em R$ 9 bilhões, enquanto houve um aporte de R$ 2,5 bilhões.

Durante a audiência, Galípolo também negou que o Banco Central tenha atuado para facilitar a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

“Seria preciso não ter TV a cabo ou acesso à internet para concluir que o Banco Central trabalhou para viabilizar a venda do Master ao BRB”, afirmou.

Ele ainda agradeceu à imprensa e disse que a reação pública e jornalística contra a operação foi determinante.

“Poucas vezes eu vi uma reação tão rápida e virulenta contra decisões de uma instituição como o Banco Central como a rejeição da compra do BRB e a liquidação do Master”, declarou.

Galípolo afirmou que o Banco Central e seus servidores sofreram pressão e ataques após rejeitarem a operação. Segundo ele, houve até propostas para afastar a diretoria da instituição após a decisão.

“Coincidentemente, na semana em que o BC rejeitou compra do BRB foi colocada proposta de voto para mandar embora o presidente do BC e seus diretores”, disse.

O presidente do BC também defendeu a atuação do Fundo Garantidor de Crédito, afirmando que o FGC agiu corretamente ao honrar os pagamentos que venciam no período de crise.

Galípolo revelou ainda que, em novembro de 2024, antes de assumir a presidência do Banco Central, o Banco Master já havia recebido prazo de seis meses para se adequar às exigências de governança, capital e liquidez.

Fonte: valor

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caso Master

Flávio admite visita a Vorcaro em prisão domiciliar e crise expõe desgaste no PL

por Redação 19 de maio de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, confirmou ter visitado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no fim do ano passado, enquanto ele cumpria prisão domiciliar em São Paulo. A informação já havia sido divulgada pelo site Metrópoles e foi confirmada pelo parlamentar nesta terça-feira.

Segundo Flávio, o encontro aconteceu porque Vorcaro estava impedido de sair do estado. O senador afirmou que a conversa teve como foco o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

— Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele — declarou. — Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco.

Flávio afirmou ainda que todas as conversas com Vorcaro, por telefone ou presencialmente, trataram exclusivamente do longa sobre o pai. O senador vinha cobrando pagamentos atrasados relacionados ao projeto por meio de mensagens.

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em 17 de novembro no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para Dubai em um jatinho particular. Em 29 de novembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de contato com outros investigados. As visitas, no entanto, estavam liberadas. Em 4 de março, ele voltou a ser preso por ordem do ministro André Mendonça, do STF, após suspeitas de tentativa de obstrução de Justiça.

A confirmação da visita ocorre em meio a uma crise política dentro do PL. Flávio participou nesta terça-feira de uma reunião em Brasília com cerca de 70 parlamentares do partido, numa tentativa de reorganizar sua pré-campanha presidencial após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo cobranças de recursos a Vorcaro para o financiamento do filme.

Nos últimos dias, o senador também se reuniu reservadamente com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho. Participaram do encontro desta terça lideranças como Sostenes Cavalcante, Carlos Portinho, Altineu Côrtes e Efraim Filho.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que houve falhas de comunicação e desencontro de versões durante a crise. Parte do desgaste interno aumentou após Flávio inicialmente negar relação com Vorcaro antes de admitir os pedidos de recursos para o filme. Também geraram ruído declarações divergentes de aliados ligados à produção do longa, como Mario Frias, que chegou a negar o financiamento do banqueiro enquanto Flávio já reconhecia os aportes.

A entrevista concedida pelo senador à GloboNews na última semana também foi alvo de críticas internas. Aliados avaliam que Flávio respondeu sem estratégia definida e ampliou dúvidas sobre a relação com Vorcaro.

O episódio ainda provocou desconforto entre aliados da família Bolsonaro. O influenciador Paulo Figueiredo afirmou que a oposição enfrenta um problema de “comunicação e política”, enquanto Eduardo Bolsonaro admitiu em uma live que o grupo demorou a reagir para evitar contradições.

Agora, a direção do PL tenta reorganizar a ofensiva política do senador. A estratégia inclui ampliar agendas públicas, intensificar viagens pelo país e reforçar encontros com empresários para reduzir os impactos da crise.

Fonte: OGLOBO

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Zema chama áudio de Flávio Bolsonaro para Vorcaro de “imperdoável” e Caiado cobra explicações do senador

por Redação 14 de maio de 2026

Os pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) reagiram nesta quarta-feira (13) à divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

O material revelado mostra Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ampliou a crise política em torno do escândalo envolvendo o Banco Master e provocou críticas até mesmo entre nomes da direita e possíveis aliados do senador.

Romeu Zema divulgou um vídeo nas redes sociais condenando a postura de Flávio Bolsonaro e afirmou que o episódio compromete o discurso político do grupo bolsonarista contra o PT.

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.

A fala de Zema ganha peso político porque ele vinha sendo citado nos bastidores como possível candidato a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026.

Outro presidenciável, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou após a repercussão do caso e cobrou esclarecimentos públicos do senador.

As críticas surgem depois da divulgação de conversas reveladas pelo portal Intercept Brasil, que apontam que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção cinematográfica “Dark Horses”, inspirada em Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, os contatos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro ocorreram entre setembro e novembro de 2025. Em um dos áudios, o senador demonstra preocupação com pagamentos atrasados e afirma que a equipe do filme estava sob pressão.

A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas às apurações a autenticidade do áudio e das mensagens.

Após a divulgação do conteúdo, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu recursos a Vorcaro, mas afirmou que se tratava apenas de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e afirmou que adversários políticos tentam associá-lo indevidamente ao escândalo do Banco Master.

O caso provocou forte repercussão no cenário político nacional, especialmente porque Flávio vinha defendendo publicamente a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e associando o escândalo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: G1

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caso Master

Flávio Bolsonaro negava ligação com caso Master antes de mensagens revelarem pedidos de dinheiro a Daniel Vorcaro

por Redação 14 de maio de 2026

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) vinha negando qualquer ligação com as irregularidades investigadas envolvendo o Banco Master. No entanto, mensagens e um áudio divulgados nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil mostraram o parlamentar cobrando recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para custear a produção cinematográfica “Dark Horses”, ainda sem lançamento oficial. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a autenticidade do áudio e das mensagens reveladas.

Após a divulgação do material, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu dinheiro ao banqueiro, mas afirmou que se tratava de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e voltou a associar o escândalo do Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nos últimos meses, essa vinha sendo a principal linha de defesa adotada por Flávio. Durante um evento de pré-campanha em Santa Catarina, no último fim de semana, ele chegou a usar uma camiseta com a frase:
“O PIX é do Bolsonaro; o Master é do Lula”.

O senador também defendia publicamente a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master.

De acordo com o Intercept, os repasses de Vorcaro ao filme ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, por meio de um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

As conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro aconteceram entre setembro e novembro de 2025. Em uma das mensagens reveladas, enviada um dia antes da prisão do banqueiro pela Polícia Federal, o senador escreveu:

“Estou e estarei contigo sempre.”

A prisão de Vorcaro aconteceu quando ele tentava embarcar em um jatinho no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em meio às investigações sobre suspeitas de fraudes, corrupção e uso de uma suposta “milícia privada” para intimidar opositores.

Durante entrevista coletiva concedida no último fim de semana, Flávio afirmou que a esquerda tentava criar uma associação artificial entre Jair Bolsonaro e o Banco Master.

“A esquerda tenta criar narrativas querendo vincular de alguma forma o Bolsonaro à questão do Banco Master, mas não dá liga”, declarou.

O senador também citou uma reunião realizada em 2024 entre o presidente Lula e Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, intermediada pelo ex-ministro Guido Mantega.

“Não foi o Bolsonaro que se reuniu escondidinho com o Vorcaro, foi o Lula”, afirmou.

Em fevereiro, Lula confirmou o encontro e declarou que apenas informou ao banqueiro que as investigações envolvendo o Master seriam conduzidas tecnicamente, sem interferência política.

Flávio ainda mencionou um contrato de R$ 5 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia do ministro Ricardo Lewandowski, atual integrante do governo Lula.

“Tinha um contratinho assinado com o Banco Master de alguns milhões ali, e depois que virou ministro da Justiça, seu filho continuou recebendo o mesmo contrato”, afirmou o senador.

Na época da revelação do contrato, a assessoria de Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao banco após sua saída do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023, e informou que ele deixou de atuar em causas relacionadas ao escritório ao assumir o ministério.

O caso também virou alvo do PT. No fim de abril, o partido exibiu em seu congresso nacional um vídeo associando o escândalo ao bolsonarismo e apelidando o caso de “Bolsomaster”. O material citava supostas conexões entre o Banco Master, aliados de Bolsonaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.

Em resposta, Flávio divulgou nota afirmando que o PT tenta desviar o foco das investigações.

“As acusações do PT são mentirosas e absurdas. A tentativa de vincular o senador Flávio Bolsonaro revela o desespero de quem vê a crise atingir o próprio governo. Flávio não tem qualquer relação com o Banco Master e esse esquema de corrupção ocorrido em 2024, já no governo Lula”, diz o texto.

Na semana passada, quando o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, foi alvo de uma operação da Polícia Federal, Flávio chegou a defender rigor nas investigações.

“As informações são graves e devem ser apuradas com rigor e transparência”, declarou na ocasião.

Nesta quarta-feira (13), porém, após o avanço das investigações e a repercussão envolvendo seu nome, Flávio mudou o tom ao comentar o caso de Ciro Nogueira e afirmou acreditar na inocência do aliado político.

“O Ciro é um presidente de um partido importante, sofreu acusações graves, que ele, inclusive, já começou a explicar”, afirmou.

Fonte: G1

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Haddad liga Daniel Vorcaro ao governo Bolsonaro após revelação de áudio de Flávio cobrando pagamentos para filme

por Redação 14 de maio de 2026

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (13) que o banqueiro Daniel Vorcaro mantém ligação direta com o entorno político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra pagamentos de Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção inspirada em Bolsonaro.

Durante conversa com jornalistas após participação em um evento promovido pelo movimento Direitos Já! Fórum pela Democracia, na capital paulista, Haddad afirmou que não existe separação entre o banqueiro e o grupo político bolsonarista.

“Não existe uma possível relação entre os Bolsonaro e o Master. É uma coisa só. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar pelo presidente do BC indicado pelo Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro recebeu doação de campanha do Daniel Vorcaro, Tarcísio recebeu doação de campanha do Daniel Vorcaro, o ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro, o ministro da Secom do Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro. A ministra da SRI do Bolsonaro tem relação com o Daniel Vorcaro. Toda a relação do Daniel Vorcaro é com o governo Bolsonaro. Daniel Vorcaro é rebento do governo Bolsonaro”, declarou o petista.

Durante o encontro, Haddad também ironizou o caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro.

“Hoje saiu um áudio do Flávio Bolsonaro, o dólar já sobe, a Bolsa já não sei o quê… Estão exagerando. O cara pede uma contribuição de R$ 134 milhões para a família dele, e o pessoal está apavorado com isso. Normal, um amigo seu, você nunca fez isso? Várias vezes, né?”, afirmou em tom irônico.

Mais cedo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi questionado sobre o caso, mas evitou comentar o assunto durante entrevista coletiva sobre a explosão registrada no Jaguaré, Zona Oeste da capital paulista, que deixou um homem morto.

“Vou tratar deste assunto aqui no dia de hoje. Isso aí não é pauta”, disse o governador.

As informações sobre o financiamento do filme foram divulgadas pelo portal Intercept Brasil, que revelou mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, além de um áudio enviado pelo senador ao banqueiro em setembro do ano passado. A TV Globo confirmou com investigadores e fontes ligadas às apurações a autenticidade do conteúdo.

Segundo o Intercept, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões para a produção do longa “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. Os recursos teriam sido enviados para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Questionado sobre o tema ao deixar o Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro limitou-se a afirmar que se trata de “dinheiro privado”.

A reportagem aponta ainda que parte dos pagamentos foi feita por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro. O nome da companhia aparece em mensagens trocadas entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou que documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado indicam que o Banco Master transferiu ao menos R$ 2,3 milhões para essa empresa em 2025, período em que ocorreram os aportes relacionados ao filme.

O publicitário Thiago Miranda, apontado como responsável por aproximar Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, confirmou ter intermediado as negociações para o investimento de aproximadamente R$ 62 milhões na produção cinematográfica. Segundo ele, os pagamentos foram interrompidos após a crise envolvendo o Banco Master e a participação do banqueiro no projeto não seria divulgada publicamente.

Em um áudio enviado em 8 de setembro, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos e menciona o momento delicado vivido por Vorcaro após a rejeição, pelo Banco Central, da compra do Banco Master pelo BRB.

“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, afirmou o senador.

As mensagens mostram ainda que Flávio e Vorcaro mantinham contatos frequentes. Em outubro, o senador afirmou que a produção estava “no limite” e convidou o banqueiro para um jantar com o ator Jim Caviezel, escolhido para interpretar Jair Bolsonaro no filme.

Em outra conversa, realizada em 16 de novembro, Flávio escreveu:

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”

Após receber uma resposta reservada de Vorcaro, respondeu apenas: “Amém”.

No dia seguinte à troca de mensagens, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A investigação apura suspeitas de fraudes, corrupção de agentes públicos e uso de uma suposta “milícia privada” para intimidar adversários.

Fonte: G1

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caso Master

Triplex de R$ 22 milhões, mansão de luxo e “emenda Master”: PF mira Ciro Nogueira em investigação bilionária

por Redação 11 de maio de 2026

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex avaliada em R$ 22 milhões em um dos endereços mais luxuosos de São Paulo apenas 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal como parte do esquema investigado envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na última quinta-feira (7), o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a quinta fase da Operação Compliance Zero. A PF suspeita que Ciro atuava em favor de Vorcaro em troca de “vantagens econômicas indevidas”. Segundo os investigadores, o senador recebia pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Ciro nega todas as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.

O triplex adquirido pelo senador fica na Rua Oscar Freire, na zona oeste paulistana, uma das regiões mais valorizadas da capital paulista. O imóvel possui 514 metros quadrados, três suítes e três vagas de garagem, e ainda está em fase final de construção. A negociação ocorreu em julho de 2024 diretamente com a incorporadora RFM.

Pouco menos de um mês depois, em 13 de agosto de 2024, Ciro apresentou uma emenda à PEC nº 65/2023 propondo ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a PF, o texto teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e protocolado “de forma integral” pelo senador no Congresso.

Mensagens obtidas pela investigação mostram que Daniel Vorcaro comemorou a apresentação da emenda afirmando que o texto “saiu exatamente como mandei”. A PF também cita conversas entre Vorcaro e o primo Felipe Vorcaro sobre pagamentos mensais ligados à empresa CNLF Empreendimentos Imobiliários, apontada como holding patrimonial ligada a Ciro.

Ao Metrópoles, o senador afirmou que o triplex foi negociado legalmente. Segundo ele, o pagamento envolve a entrega de outro apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, além de parcelas em dinheiro. Ciro declarou que o imóvel foi adquirido “100%” por sua empresa, a CNLF, citada pela PF como possível veículo para recebimento de recursos ilícitos.

O senador também revelou que já trocou o triplex por uma mansão de alto padrão no Jardim Europa, bairro conhecido por concentrar imóveis milionários em São Paulo. A casa, de 878 metros quadrados, está sendo construída com projeto assinado pelo arquiteto Arthur Casas e contará com piscina aquecida, academia, SPA e espaço para festas com bar e mesa de DJ.

Segundo fontes ligadas à obra, Ciro e sua namorada, Lorena Furtado, participaram diretamente de alterações no projeto da mansão. O senador teria a intenção de usar o imóvel como uma “casa de negócios”. A negociação foi feita com o empresário Antônio Rocha Neto, conhecido como Rochinha, amigo de Ciro e atuante nos setores de educação e transportes.

As investigações apontam ainda que Ciro teria se tornado sócio indireto de Daniel Vorcaro em abril de 2024, quando a CNLF adquiriu 30% de ativos da Green Investimentos por R$ 1 milhão, apesar das ações serem avaliadas em R$ 13 milhões. Para a PF, o negócio gerou uma “vantagem negocial” de R$ 12 milhões ao senador enquanto ele defendia interesses do Banco Master no Congresso.

O Banco Master acabou liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após o avanço da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, cerca de 800 mil investidores serão ressarcidos pelo FGC em aproximadamente R$ 40 bilhões.

Após a operação, Ciro Nogueira afirmou nas redes sociais que sofre “perseguição política” e disse que tentam atingir sua imagem em períodos eleitorais. O senador declarou ainda que acusações semelhantes já teriam ocorrido em eleições anteriores e afirmou confiar na reação do eleitorado do Piauí.

Fonte: METRÓPOLES

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