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Brasil

COP30

Êxito da COP30 dependerá de sinalização para abandono dos combustíveis fósseis

por Redação 17 de novembro de 2025

O principal resultado que a COP30 pode oferecer ao mundo está além da pauta oficial de Belém: avançar na construção de um caminho que leve à redução e, futuramente, ao abandono dos combustíveis fósseis. À medida que a conferência entra em sua semana decisiva, temas fora da agenda formal tendem a influenciar mais diretamente o combate à emergência climática do que as negociações estruturadas.

As conclusões da conferência ainda são incertas, e não há expectativa de anúncios surpreendentes. Entretanto, qualquer passo que indique a disposição global de caminhar para o fim do uso de carvão, petróleo e gás seria considerado um marco.

As decisões da COP30 se distribuem em três eixos. O primeiro envolve articulações políticas; o segundo, os temas oficialmente em negociação; e o terceiro, a busca por um plano concreto que sinalize o distanciamento da produção e do consumo de combustíveis fósseis. Este último deriva dos compromissos estabelecidos na COP28, em Dubai, quando os países concordaram em triplicar a capacidade de energias renováveis, duplicar a eficiência energética e iniciar uma transição “justa, ordenada e equitativa” para longe dos fósseis.

Apesar de ter sido negligenciado na COP29, o tema voltou a ganhar relevância em Belém. O presidente Lula mencionou a necessidade de definir uma rota global de transição em seus discursos, e manifestações sociais, incluindo a marcha pelo clima, reforçam essa demanda. Delegações de diferentes países também pressionam para que o tema avance nas salas de negociação, apesar da resistência de grandes produtores de petróleo.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tem atuado em articulações paralelas para construir consenso. Em um encontro recente com chefes de delegação, representantes como Jochen Flasbarth, da Alemanha, expressaram apoio à elaboração de um mapa de transição. A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Veléz-Torres, defende que a COP30 explicite pela primeira vez a necessidade de eliminação dos combustíveis fósseis, destacando que reduzir emissões não é suficiente sem mudanças estruturais na matriz energética global.

No campo formal da negociação, quatro temas centrais continuam a gerar impasses: financiamento climático, medidas comerciais unilaterais, ambição de corte de emissões e transparência nos compromissos nacionais. As duas primeiras questões são prioridades para o Sul Global, enquanto as outras são demandas dos países desenvolvidos. Comércio e clima estão cada vez mais interligados, especialmente diante de iniciativas como o imposto de carbono europeu, contestado por China, Índia, Arábia Saudita e outras nações emergentes.

Esses temas — apelidados nos corredores da COP30 de “os quatro tópicos do apocalipse” — podem resultar em um pacote de decisões equilibradas, mas ainda não há clareza sobre como a presidência brasileira irá conduzir o processo. Especialistas apontam que a incorporação de elementos de política comercial à Convenção do Clima pode ser um avanço, ainda que tímido.

O financiamento climático também enfrenta entraves. Com a ausência dos Estados Unidos e a União Europeia direcionando recursos para a guerra na Ucrânia, é improvável que compromissos robustos de novos aportes públicos sejam anunciados em Belém.

Na pauta oficial, um dos temas mais relevantes é a definição de indicadores para orientar políticas de adaptação climática. No entanto, as discussões encontram resistência de países africanos, que pedem um adiamento de dois anos por considerarem que não estão prontos para adotar as métricas propostas.

Para organizações da sociedade civil, adiar não é uma opção. “Precisamos começar de algum lugar e começar agora, com garantia de uma meta clara para o financiamento”, afirma Thaynah Gutierrez, assessora internacional de Clima do Geledés – Instituto da Mulher Negra.

Fonte: VALOR

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Brasil

Uber e iFood iniciam integração entre aplicativos em meio à disputa crescente no mercado de delivery

por Redação 17 de novembro de 2025

A concorrência no setor de delivery no Brasil ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (17), com o início da integração operacional entre Uber e iFood. Na primeira etapa, usuários do iFood passam a visualizar e solicitar corridas da Uber diretamente pelo aplicativo. A partir de dezembro, o app da Uber também exibirá entregas feitas pelo iFood, incluindo refeições, compras em mercados e outros itens.

O recurso estreia em Belo Horizonte e será expandido gradualmente até janeiro de 2026. A parceria marca, de certa forma, o retorno da Uber ao segmento de entregas de refeição, do qual se afastou há mais de três anos.

Mercado aquecido e novos concorrentes

O movimento ocorre em um ambiente de crescente competição. A Keeta, plataforma da chinesa Meituan, iniciou operação no Brasil no fim de outubro com um piloto na Baixada Santista, prometendo investir US$ 1 bilhão nos próximos cinco anos. Já a 99Food, controlada pela Didi Chuxing, retornou após quatro anos fora, agora como serviço dentro do app da 99 — e com previsão de investir R$ 2 bilhões até 2026. A Rappi também anunciou aportes de R$ 1,4 bilhão para ampliar a base de restaurantes e levar sua operação de 50 para 300 cidades.

Apesar do cenário competitivo, as duas empresas negam que a parceria seja uma reação direta à chegada de novos players. Segundo o CEO do iFood, Diego Barreto, as conversas começaram em setembro de 2023, antes da movimentação dos concorrentes. De acordo com ele, a integração atende à estratégia comum de reunir múltiplos serviços em um único ambiente digital. Silvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil, reforça que o objetivo é “facilitar a vida dos consumidores e aumentar o engajamento”.

Impacto para os usuários

A integração permitirá que ambos os aplicativos recebam novas abas dedicadas ao serviço da outra empresa, sem necessidade de atualização manual por parte do usuário. Além disso, será lançada uma assinatura conjunta por R$ 21,90 ao mês — alternativa mais barata que as duas assinaturas separadas (Clube iFood por R$ 12,90 e Uber One por R$ 19,90). O plano integrado promete mais descontos e vantagens combinadas, como fretes e corridas com valores reduzidos.

Cronograma da integração

Novembro de 2025

  • Belo Horizonte passa a ter corrida da Uber disponível no iFood.

Dezembro de 2025

  • São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Campinas, Goiânia, Recife, Porto Alegre e Salvador recebem o recurso.
  • Usuários de Belo Horizonte passam a acessar o iFood pelo app da Uber, seguido pelas demais capitais.

Janeiro de 2026

  • Expansão total para todas as cidades atendidas pelas duas empresas.

Fonte: G1

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Segurança

Marketing do crime: redes sociais viram vitrine para facções e porta de entrada para jovens

por Redação 17 de novembro de 2025

Até pouco mais de um ano atrás, o adolescente X., de 14 anos, jamais havia estado na Penha, Zona Norte do Rio. Seu contato com o território dominado pelo Comando Vermelho (CV) começou pelo celular, ao interagir com publicações da Tropa do Urso — grupo ligado ao traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, líder da facção nos complexos da Penha e do Alemão. A partir dessas conexões virtuais, X. passou a frequentar comunidades da região e, segundo parentes, chegou a sair de casa na garupa de homens que iam buscá-lo.

X. foi um dos 117 mortos na megaoperação das polícias fluminenses. A Polícia Civil apontou, com base em postagens nas redes, que ele e outros oito mortos tinham vínculos com o CV. Conteúdos publicados por facções têm alcançado milhares de jovens, exibindo armas, drogas, ameaças e uma estética que mistura ostentação e violência.

Para o subsecretário de Inteligência da Secretaria de Segurança, Pablo Sartori, essa estratégia se consolidou nos últimos cinco anos. Segundo ele, o CV adota uma comunicação orientada para conquistar simpatizantes fora dos limites das favelas que controla. O objetivo é projetar uma imagem de liberdade, status e ascensão, muitas vezes associada a veículos roubados, dinheiro fácil e homenagens póstumas que reforçam a narrativa de pertencimento.

As polícias Civil e Militar monitoram perfis usados por criminosos, especialmente pelo CV. Quando identificam apologia ao crime, relatórios são encaminhados para que sejam instaurados inquéritos. Entre os conteúdos mais comuns, estão as contas “bebel”, administradas por menores que exibem joias, armas e bens furtados. Em muitos casos, nomes de usuários fazem referência aos artigos de furto e roubo do Código Penal.

Investigações já resultaram em prisões. Em um caso, três suspeitos que furtavam celulares na Barra da Tijuca apareciam nas redes se vangloriando dos crimes. Um deles, Kevyn Natham Domingos, 18 anos, admitiu que buscava “mais seguidores” ao publicar vídeos com o grupo.

Levantamento do GLOBO identificou perfis no Instagram e no TikTok com dezenas de milhares de seguidores e vídeos que acumulam centenas de milhares de visualizações, mesmo quando criminosos tentam driblar a moderação borrando armas ou usando figurinhas sobre elas. Hashtags como “tropa do urso” são recorrentes e remetem diretamente a lideranças do CV.

As postagens também têm sido usadas para incitar violência entre facções rivais, com símbolos e emojis que aludem a chefes do Terceiro Comando Puro (TCP), como Lacoste e Coelhão.

Especialistas afirmam que as facções ampliaram seu alcance com o apoio das plataformas digitais, criando narrativas sedutoras para adolescentes. O procurador Márcio Mothé destaca que o crime se vale do apelo de dinheiro, poder e status para recrutar jovens. Já o analista Alessandro Visacro, autor de A guerra na era da informação, afirma que o ambiente digital tornou-se terreno fértil para a difusão da cultura criminal.

Famílias relatam dificuldade em impedir a aproximação de jovens com o tráfico pela internet. O pai de X., morador da Baixada Fluminense, conta que se assustou ao ver uma foto do filho armado no celular. A mãe de outro jovem, preso e condenado por roubo, afirma que tenta alertar outras famílias sobre o risco de deixar crianças navegarem sem supervisão.

As plataformas afirmam que combatem contas e conteúdos ligados ao crime. O TikTok removeu perfis identificados pela reportagem por violação às diretrizes da comunidade. A Meta, proprietária do Instagram, disse que não permite conteúdos que promovam atividades criminosas ou glorifiquem indivíduos perigosos e que retirou do ar os perfis enviados ao setor de checagem.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Operação Rastreio cumpre 132 mandados em 11 estados e mira rede ligada a desbloqueio de celulares roubados

por Redação 17 de novembro de 2025

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta segunda-feira (17) uma nova fase da Operação Rastreio, ação permanente de combate ao roubo, furto e receptação de celulares. Nesta etapa, a Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) cumpre 132 mandados de busca e apreensão em 11 estados, com foco em grupos que ofereciam “cursos de desbloqueio de celulares on-line”.

A investigação teve início em maio, após a prisão de Alan Gonçalves, apontado como especialista no desbloqueio de aparelhos e responsável por realizar o serviço remotamente. Segundo a polícia, o investigado mantinha uma rede de “alunos” e clientes espalhados pelo país, ensinando como destravar dispositivos e afirmando saber remover IMEIs do Cadastro Nacional de Celulares com Restrição (CNCR), banco de dados utilizado pela Anatel e pelas operadoras para bloquear aparelhos roubados.

O IMEI, número único de identificação de cada celular, é fundamental para rastreamento e bloqueio de aparelhos em casos de roubo ou perda e impede o uso do dispositivo em outras redes. Ao tentar alterá-lo ou removê-lo, criminosos buscam reinserir telefones furtados no mercado com aparência de legalidade.

As diligências são realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Pará e Rondônia. Os alvos são pessoas suspeitas de fornecer aparelhos roubados para desbloqueio e de atuar na revenda dos dispositivos. Parte dos investigados também teria tentado acessar dados bancários das vítimas para realizar empréstimos e transações fraudulentas.

Segundo a Polícia Civil, diversos locais alvo das buscas funcionam como lojas, boxes e quiosques de celulares. A Operação Rastreio já recuperou mais de 10 mil aparelhos desde seu início, com 2.800 devolvidos aos donos. Mais de 700 pessoas foram presas por envolvimento na cadeia criminosa.

Fonte: G1

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Brasil

Mãe de 82 anos busca filho doado há 58 anos para pedir perdão; família tenta reencontro no Vale do Ribeira

por Redação 17 de novembro de 2025

Moradora de Registro, no interior de São Paulo, Amélia de Freitas Ribeiro, de 82 anos, manifesta o desejo de reencontrar o filho que doou há 58 anos. A filha, Jardete de Freitas, relatou ao g1 que a mãe, atualmente debilitada, sem conseguir falar ou andar, começou a pedir pelo reencontro após o agravamento de seu estado de saúde.

O filho procurado é Adauto Lemos Ribeiro, entregue à adoção em 1967 a um casal que vivia na mesma rua da família, em Jacupiranga. À época, Amélia enfrentava dificuldades após a separação do primeiro companheiro, com quem teve três filhos — Leonel, Josine e Adauto. Sem condições de criar o bebê, decidiu entregá-lo ao casal vizinho. A adoção, no entanto, nunca foi formalizada.

Segundo Jardete, essa lembrança acompanhou a mãe por toda a vida. Ao adoecer, Amélia pediu à filha que tentasse localizar o filho para “pedir perdão”. Há três anos, Jardete busca informações sobre o paradeiro do irmão. Ela afirma que já percorreu delegacias, hospitais e escolas em Cajati — cidade onde a família adotiva viveu —, mas não tem acesso a documentos por falta de autorização judicial. Os pais adotivos de Adauto já morreram, e ninguém da família sabe como ele se parece hoje.

A única pista concreta surgiu há décadas: Leonel, irmão biológico de Adauto, chegou a encontrá-lo cerca de dez anos após a adoção, mas a mãe adotiva teria impedido que ele soubesse da origem biológica. Depois desse episódio, o contato nunca mais ocorreu.

Jardete mantém consigo apenas a certidão de nascimento do irmão e segue em busca de qualquer informação que permita localizar Adauto. Ela afirma acreditar que o reencontro possa trazer paz à mãe neste momento delicado.

O advogado e ex-secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel de Castro Alves, explica que adoções informais eram comuns antes de 1990, período anterior à criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A prática, conhecida como “adoção à brasileira”, permitia a entrega direta de crianças a outras famílias, sem a participação da Justiça. Atualmente, esse tipo de adoção é irregular e pode gerar sanções legais.

Fonte: G1

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PIS/Pasep

PIS/Pasep terá novas regras a partir de 2026; mudança deve restringir acesso ao abono salarial

por Redação 17 de novembro de 2025

O abono salarial do PIS/Pasep, pago anualmente a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, passará por mudanças significativas a partir de 2026. O benefício, de até um salário mínimo, é concedido a quem trabalhou por pelo menos 30 dias no ano-base (dois anos anteriores) e recebeu remuneração média dentro do limite estabelecido pelo governo.

Hoje, têm direito ao abono trabalhadores que receberam até dois salários mínimos no ano-base. No entanto, conforme o pacote fiscal aprovado no fim de 2024, esse limite deixará de acompanhar o salário mínimo e passará a ser corrigido apenas pela inflação, calculada pelo INPC. Na prática, a alteração deve reduzir gradualmente o número de pessoas atendidas pelo programa.

Em 2025, o pagamento referente ao ano-base 2023 ainda seguiu as regras antigas, beneficiando quem recebeu até dois salários mínimos — R$ 2.640 à época. O valor pago foi proporcional ao tempo trabalhado, tomando como referência o salário mínimo vigente no ano do pagamento (R$ 1.518 para quem trabalhou os 12 meses).

Com a nova regra de transição, a partir de 2026 o limite de renda será reajustado somente pela inflação, enquanto o salário mínimo continuará recebendo aumento real, seguindo critérios do arcabouço fiscal. A estimativa do governo é de que, até 2035, apenas trabalhadores que ganharam até um salário e meio por mês no ano-base tenham direito ao benefício.

O Ministério da Economia afirma que o objetivo é manter o abono voltado às faixas mais baixas de renda, garantindo a sustentabilidade fiscal do programa e evitando a ampliação contínua das despesas públicas.

Apesar das mudanças, os requisitos para receber o PIS/Pasep permanecem os mesmos: ter ao menos cinco anos de inscrição no programa, trabalhar com carteira assinada por 30 dias ou mais no ano-base, estar dentro do limite de renda definido e ter os dados corretamente enviados pelo empregador à RAIS ou ao eSocial.

O calendário oficial de pagamentos para 2026 deve ser divulgado em dezembro pelo Codefat. Em 2025, o governo destinou R$ 30,7 bilhões para atender cerca de 25,8 milhões de trabalhadores. O último lote, incluindo um pagamento extra para cadastros enviados fora do prazo, pôde ser sacado até 29 de dezembro de 2025.

A consulta ao benefício pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Trabalhadores do setor privado também podem verificar valores e datas pelos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.

Fonte: G1

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Brasil

‘Cocaína negra’: polícia apreende em Manaus droga até 10 vezes mais cara e criada para burlar cães e testes

por Redação 17 de novembro de 2025

Uma operação do Departamento de Investigação sobre Entorpecentes (Denarc) apreendeu cerca de 40 quilos de “cocaína negra” em uma mansão de luxo no bairro Ponta Negra, em Manaus. A substância, segundo a Polícia Civil, é desenvolvida para ser praticamente indetectável por cães farejadores e por testes químicos preliminares.

A casa monitorada pelos investigadores era utilizada como base de armazenamento e distribuição de drogas. O imóvel de alto padrão conta com heliporto, campo de futebol e diversas estruturas anexas. Na primeira ação, em 17 de outubro, foram encontrados 16 quilos de cocaína branca e um caderno de anotações que sugeria a existência de mais entorpecentes escondidos: “40 quilos, 42 quilos dentro de cadeiras e de quadros”.

Ao retornar ao imóvel, os agentes utilizaram cães farejadores, que não detectaram nada. A droga só foi localizada após a inspeção manual de móveis e quadros com fundos falsos. Tanto os animais quanto os testes rápidos falharam em identificar o material.

A análise laboratorial confirmou que a substância era cocaína modificada com carvão ativado e corantes, o que mascara o odor e impede a reação química que normalmente gera cor azul nos testes. A perita Midori Hiraoka explicou que esses compostos formam um complexo químico que dificulta a identificação. Por esse motivo, o entorpecente pode valer até dez vezes mais no mercado ilegal.

As investigações apontam que a droga veio do Peru e tinha como destino a Austrália, seguindo a conhecida “Rota do Solimões”, usada há décadas pelo tráfico internacional. O Amazonas registrou 43,2 toneladas de drogas apreendidas em 2024, segundo o secretário de Segurança, Vinícius Almeida.

Na operação, foram presos os caseiros German Alonso Pires Rodrigues e Jeyme Farias Batalha, ambos peruanos. A proprietária da mansão, Liege Aurora Pinto da Cruz, de 74 anos, permanece fora do país e, por meio de sua defesa, afirmou estar à disposição das autoridades. A defesa dos caseiros solicitou novo depoimento, mas não comentou sobre a droga encontrada no local.

Fonte: FANTÁSTICO

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Brasil

Jovem confessa assassinato de padre em MS; polícia aponta crime premeditado e detém cinco suspeitos

por Redação 17 de novembro de 2025

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deteve dois jovens de 18 anos — Leanderson de Oliveira Junior e João Victor Martins Vieira — além de três adolescentes, suspeitos de envolvimento no assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, morto em Dourados no sábado (15).

As prisões ocorreram pouco depois de o corpo do sacerdote ser encontrado em uma estrada na região de mata do Distrito Industrial. Segundo o inquérito, Leanderson confessou ter matado o padre e guiou os policiais até o local onde havia deixado o corpo, envolto em um tapete.

A investigação aponta que o crime ocorreu na noite de sexta-feira (14), na casa da vítima, e foi premeditado. O delegado Lucas Albe Veppo informou que o padre foi atacado com golpes de marreta na cabeça e ferido com facadas no pescoço e no peito. Após o homicídio, o autor furtou o carro da vítima e circulou pela cidade.

Leanderson foi autuado em flagrante por latrocínio, ocultação de cadáver e fraude processual. João Victor é suspeito de ajudar na limpeza da residência para dificultar o trabalho da perícia, participar da ocultação do corpo e furtar objetos do local.

A polícia também apurou que um adolescente de 17 anos auxiliou na execução do crime e planejava, junto com Leanderson, levar o veículo da vítima ao Paraguai para vendê-lo por cerca de R$ 40 mil. O adolescente admitiu ter golpeado o padre com uma faca ao perceber que ele ainda respirava.

Outras duas adolescentes, de 16 e 17 anos, foram apreendidas por participar da limpeza do local e do furto de pertences, incluindo eletrodomésticos, utensílios domésticos e o celular da vítima. O carro e parte dos objetos foram recuperados.

A investigação avançou após um adolescente encontrar o celular do padre e acionar a polícia. Em buscas, agentes localizaram o veículo circulando com quatro jovens, que carregavam pertences retirados da residência.

Os dois maiores de idade tiveram a prisão convertida em preventiva e serão encaminhados para unidades diferentes da Polícia Civil. Os adolescentes foram levados para a Unei de Dourados. A Polícia Civil concluiu que o caso envolve latrocínio, ocultação de cadáver, fraude processual e furto qualificado. Uma coletiva está prevista para segunda-feira (17), quando haverá novos detalhes e os detidos devem passar por audiência de custódia.

O padre Alexsandro foi velado e sepultado neste domingo (16). Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Douradina, ele também atuava como coordenador geral do clero e responsável pela pastoral da acolhida da diocese. A prefeitura de Douradina divulgou nota lamentando a morte, destacando sua atuação e proximidade com a comunidade.

Fonte: G1

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PL Antifacções

Câmara tenta votar projeto Antifacção em meio a impasse entre governo e oposição

por Redação 17 de novembro de 2025

A Câmara dos Deputados deve tentar votar nesta terça-feira o projeto de lei Antifacção, iniciativa do governo Lula, mas relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), integrante da oposição e atualmente licenciado do cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo. O texto será o único item da pauta.

A votação, originalmente prevista para a semana passada, foi adiada após quatro versões de relatório e duas tentativas frustradas de levar o projeto ao plenário. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu suspender a análise por falta de consenso entre governo, direita e bancadas do centro.

O impasse surgiu em meio a críticas do Planalto, de governadores alinhados à direita, de parlamentares da base e da oposição, além de especialistas em segurança pública. Mesmo com a quarta versão apresentada, o governo aponta falhas de técnica legislativa e possíveis brechas que poderiam beneficiar faccionados. Já parlamentares bolsonaristas pressionam para incluir a classificação de facções como organizações terroristas, ponto rejeitado pelo governo e ausente no texto atual.

Governadores de direita pediram que a discussão fosse prorrogada por 30 dias, enquanto a bancada do PL busca estender o debate para desgastar o governo e ampliar seu protagonismo no tema. Entre as principais divergências estão o financiamento das atividades da Polícia Federal e a definição do crime de “facção criminosa”.

Críticas também ganharam força nas redes sociais, com postagens miradas em Derrite e no presidente da Câmara. A PF é um dos principais pontos de atrito: versões anteriores do relatório previam que bens apreendidos de organizações criminosas poderiam ser destinados apenas a fundos estaduais ou distritais. O governo defende que, em investigações federais, os recursos devem financiar diretamente a PF.

Na nova versão, Derrite incluiu que os bens serão destinados ao Fundo de Aparelhamento da PF (Funapol) quando o caso estiver sob investigação federal. Técnicos do Ministério da Justiça, porém, argumentam que os valores deveriam ir para o Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que também financia operações da PF em casos de narcotráfico.

O relatório mais recente também introduz o conceito de “organização criminosa ultraviolenta” para definir o crime de “facção criminosa”, buscando diferenciar o novo tipo penal da lei que já trata de organizações criminosas. Segundo o texto, facções seriam grupos que utilizam violência, coação ou intimidação para controlar territórios ou atividades econômicas. A pena prevista é de 20 a 40 anos, significativamente maior que a punição atual de 3 a 8 anos por organização criminosa comum.

Além do conteúdo do projeto, questões políticas também alimentam tensões. Um jantar entre Derrite e os ex-presidentes da Câmara Arthur Lira e Eduardo Cunha repercutiu negativamente entre apoiadores do governo e adversários internos de Lira, como o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Calheiros acusou o relatório de “minar a autonomia da PF” e afirmou que o encontro evidencia disputas internas na Casa.

Apesar das divergências, o presidente da Câmara afirma estar confiante na aprovação do texto. Segundo o Planalto, porém, a nova versão ainda não resolve a sobreposição de crimes e problemas já apontados no relatório anterior.

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Brasil

Operação Contenção chega a São João de Meriti; vereador é preso em flagrante com arma e medicamentos controlados

por Redação 14 de novembro de 2025

Policiais civis e militares deflagraram, nesta sexta-feira (14), mais uma fase da Operação Contenção, voltada a conter o avanço do Comando Vermelho por áreas do Rio de Janeiro. Nesta etapa, as equipes cumprem 16 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão em comunidades de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Até a última atualização, oito pessoas haviam sido presas, sem registro de confrontos.

Entre os detidos está o vereador Marcos Henrique Matos de Aquino (Republicanos), o mais votado do município nas últimas eleições. Ele não era alvo da operação, mas acabou preso em flagrante após policiais encontrarem, em seu veículo oficial da Câmara de Meriti, uma arma de fogo registrada em nome de outra pessoa e caixas de medicamentos de uso controlado.

As equipes realizavam buscas contra o irmão do parlamentar, o empresário Luiz Paulo Matos de Aquino, que tem mandado de busca e é investigado por suposta ligação com o núcleo do Comando Vermelho na região. Luiz Paulo não foi localizado em casa, mas Marcos foi ao endereço ao saber da operação e acabou detido no local.

A defesa de Marcos afirmou que a prisão tem motivação política e que os fatos “carecem de fundamento jurídico”. Os advogados disseram que irão tomar “todas as medidas legais” para garantir sua libertação. Já a defesa de Luiz Paulo declarou que as ações contra ele também têm caráter político e buscam prejudicar sua imagem pública.

A Operação Contenção é uma iniciativa permanente das forças de segurança do Rio e foi responsável pela ofensiva realizada no fim de outubro nos complexos do Alemão e da Penha, que resultou em mais de 120 mortes.

A Câmara Municipal de São João de Meriti foi procurada, mas não comentou o caso.

Nesta fase, agentes atuam na Bacia do Éden, no Castelinho e em áreas próximas, com participação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-Cap), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e de outras unidades de apoio.

A operação é resultado de 11 meses de investigação da DRE-Cap. Além de cumprir medidas judiciais, a ação busca impedir o avanço territorial da facção, prender integrantes já identificados, apreender armas, drogas e documentos, identificar patrimônios ilícitos para posterior bloqueio e remover barricadas que impedem a circulação dos moradores.

Fonte: G1

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