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Brasil

Brasil

Marcos do Val: quem é senador que viajou ao exterior, contrariando decisão de Moraes

por Redação 25 de julho de 2025

O senador Marcos Ribeiro do Val (Podemos-ES) viajou para os Estados Unidos nesta quinta-feira (24), desobedecendo uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O político saiu do país usando seu passaporte diplomático.

Em agosto do ano passado, Moraes determinou a apreensão dos passaportes de do Val, inclusive o diplomático, e o bloqueio de R$ 50 milhões da conta dele, no âmbito de um inquérito aberto pela PF para apurar ofensas e ataques contra investigadores da instituição.

Quem é Marcos do Val?

Antes de ser político e se tornar senador já na primeira eleição que disputou, Marcos do Val foi militar do Exército Brasileiro no 38º Batalhão de Infantaria e instrutor da Swat (grupo de elite da polícia americana).

Com 863.359 votos, foi eleito senador pelo PPS (atual Cidadania) em 2018, na onda bolsonarista, mas integrando a coligação do atual governador Renato Casagrande (PSB), que na época tentava voltar ao cargo.

Marcos do Val nasceu em Vitória (ES) em 1970. De acordo com seu site oficial, o senador é mestre em Aikido, especialista em Resgate de Reféns, abordagens táticas, CQB (combate a curta distância), Planejamento Operacional e fundador de uma empresa especializada no desenvolvimento de técnicas de imobilizações táticas.

Segundo o próprio site, o senador levou treinamentos a agentes da Swat, Nasa (agência espacial), FBI (polícia federal) e dos Navy Seals (Marinha americana), todos nos Estados Unidos.

À frente da empresa, Marcos do Val passou a prestar consultorias a várias corporações no Brasil e em outros países como EUA, China, França, Espanha, Luxemburgo, Bélgica, Itália, Portugal, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Equador e Colômbia.

Marcos do Val também treinou atores e figurantes do filme “Tropa de Elite”, além de participar de programas de TV.

Por que ele não poderia sair do país?
Moraes determinou, em agosto do ano passado, a apreensão dos passaportes de do Val e o bloqueio de R$ 50 milhões da conta dele (relembre mais abaixo).

A PF cumpriu mandados em endereços do senador em Vitória com o objetivo de apreender o passaporte diplomático. No entanto, o documento não foi retido, porque estaria no gabinete de do Val, em Brasília (relembre no vídeo abaixo).

Em 15 de julho, do Val encaminhou um pedido ao STF para viajar com a família a Orlando. No dia seguinte, Moraes negou o requerimento.

Segundo Moraes, não existe motivo para revogar as medidas cautelares, já que a investigação da qual do Val é alvo ainda está em curso.

Em nota oficial, o parlamentar afirmou que viajou “com toda a documentação diplomática e consular plenamente regular” e disse que a saída do país foi informada antecipadamente ao STF, ao Ministério das Relações Exteriores e ao Senado Federal.

Uma decisão unânime da Primeira Turma do STF, em fevereiro de 2025, rejeitou recurso do senador e manteve a determinação de bloqueio e entrega dos passaportes — inclusive o diplomático (um tipo de passaporte especial emitido pelo Itamaraty).

➡️ A medida cautelar foi mantida diante da suspeita de que do Val integrava um grupo que estaria realizando campanha de intimidação contra policiais federais.
Em outras situações de apreensão de passaportes, a Polícia Federal informou que não cabia a ela, mas ao Itamaraty, reter passaportes diplomáticos.

No caso da saída de do Val do país, nem PF, nem Itamaraty se manifestaram oficialmente até a última publicação desta reportagem.

Fonte: G1

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Brasil

Obras paradas, rombo financeiro e R$ 103 milhões em emendas: menor cidade de Roraima vive caos econômico

por Redação 25 de julho de 2025

Parque de vaquejada, escola municipal, posto de saúde, praça, conjunto habitacional e um enorme portal de concreto na entrada da cidade. Essas obras milionárias estão paradas, com atrasos de mais de 2 anos, na menor cidade de Roraima, São Luiz, no Sul do estado. As construções começaram no mandato do ex-prefeito James Batista (SD), que foi cassado pelo TRE, mas recorreu e administrou o município de 2021 a 2024. Na gestão dele, São Luiz recebeu mais de R$ 103 milhões em emendas parlamentares federais e estaduais em quatro anos, alvos de investigação.

Atualmente, de acordo com a atual gestão da prefeitura de São Luiz, o município deve mais de R$ 38 milhões, com dívidas até com funerária, herdadas da administração anterior. O valor representa 74% do orçamento sancionado para 2025 na cidade, de R$ 51,9 milhões.

O g1 procurou o ex-prefeito de São Luiz, James Batista, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Diante do rombo nos cofres, o atual prefeito de São Luiz, Chicão (PP), decretou estado de calamidade pública financeira em janeiro deste ano, por seis meses — o decreto é válido até o final de julho.

No entanto, em meio ao decreto, Chicão contratou e fez pagamentos indevidos a empresas de fachada e também passou a ser investigado por desvio de verbas do município. A investigação é do Ministério Público de Contas (MPC). Em julho, o órgão pediu o afastamento imediato dele da prefeitura por desvios de verbas que somam mais de R$ 7,4 milhões. O pedido foi encaminhado ao Tribunal de Contas de Roraima (TCE) e ainda não foi analisado.

?️ São Luiz tem 7.315 moradores, segundo o Censo 2022, e é o menos populoso do estado. Para se ter uma noção do rombo nos cofres públicos, é como se cada morador da cidade, incluindo idosos, crianças e bebês recém-nascidos, devesse mais de R$ 5 mil.

? O município recebeu cerca de R$ 100 milhões em emendas PIX federais ao longo do último mandato de James, de 2021 até 2024, conforme o portal da transparência da Controladoria-Geral da União (CGU). Além disso, outros R$ 3,5 milhões vieram de emendas estaduais, de acordo com a Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR). É como se cada morador de São Luiz tivesse ganhado mais de R$ 14 mil em quatro anos, considerando todas as emendas recebidas no período.

Cerca de seis obras iniciadas a partir de 2021 nunca foram concluídas. A que mais chama atenção é o portal de 26 metros na entrada da cidade no valor de R$ 2,16 milhões, que deveria ser entregue em outubro de 2022, mas está parada desde julho de 2024.

Somadas, as construções paradas custam cerca de R$ 36 milhões aos cofres públicos. O g1 visitou São Luiz e conversou com moradores, que chamam as obras de “elefantes brancos”. São elas:

Parque de Vaquejada, no valor de R$ 13,7 milhões, atrasada 2 anos e 4 meses;
Conjunto habitacional com mais de 100 casas, no valor de R$ 12,3 milhões, sem previsão para entrega;
Praça na entrada da cidade, no valor de R$ 6 milhões, atrasada em 11 meses;
Escola municipal, no valor de R$ 2,7 milhões, atrasada em 1 ano e 6 meses;
Portal na entrada da cidade, no valor de R$ 2,16 milhões, atrasada 2 anos e 9 meses,
Unidade Básica de Saúde (UBS), no valor de R$ 1,3 milhões, atrasada em 2 anos e 11 meses.
Além disso, a Ale-RR instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suspeita de desvios dos R$ 3,5 milhões em duas emendas estaduais no segundo mandato de James.

Chicão decretou a emergência no município 22 dias após ele assumir a gestão. No decreto, citou salários atrasados dos servidores municipais, pendências tributárias e dívidas com empresas terceirizadas.

Em entrevista, o prefeito Chicão afirmou que pretende concluir as obras assim que possível mas que a prioridade é a atual gestão do município. Ele afirmou que o plano para sanar a dívida de São Luiz é seguir recorrendo às emendas parlamentares, pois apenas com a receita da cidade “não é possível continuar”. Não há previsão para quando as obras serão retomadas nem novas datas para entrega.

? Emendas investigadas
Nos quatro anos do segundo mandato do ex-prefeito James, de 2021 ao fim de 2024, São Luiz recebeu 41 emendas PIX de deputados federais e senadores. No âmbito estadual, foram duas emendas levantadas pela CPI na Ale-RR.

De acordo com o portal da transparência da CGU, entre os parlamentares federais que mais enviaram dinheiro para São Luiz está o ex-senador Telmário Mota, preso por estuprar a filha e mandar matar a mãe dela, em 2023. Ele mandou ao município R$ 26,8 milhões. A defesa do ex-senador não respondeu até a publicação desta reportagem

? As emendas parlamentares são recursos do orçamento público que deputados e senadores podem direcionar para projetos e ações em estados e municípios. Elas não fazem parte do orçamento do município, portanto, contam como “dinheiro extra”.

? E as emendas PIX? Esse tipo de emenda, criado em 2019, ficou conhecido pela dificuldade na fiscalização dos recursos, uma vez que os valores são transferidos por parlamentares diretamente para estados ou municípios sem a necessidade de apresentação de projeto, convênio ou justificativa – por isso, não há como fiscalizar qual função o dinheiro terá na ponta.

Chico Rodrigues (União Brasil) é o parlamentar em atividade que mais enviou recurso ao município no período de tempo que compreende o mandato de James. Foram cinco emendas desde agosto de 2021 ao final de 2024, totalizando R$ 19,2 milhões em recursos. A última enviada foi em julho de 2024, no valor de R$ 6,8 milhões. Chico é o senador flagrado com dinheiro na cueca, em 2020.

Procurado, o senador Chico Rodrigues informou que as emendas enviadas para São Luiz foram para compra de cestas básicas, para a construção das moradias no conjunto habitacional e investimentos em infraestrutura. Disse ainda que a prefeitura de São Luiz é quem deve responder sobre como esses valores foram gastos.

Entre os deputados federais, Nicoletti (União) foi quem mais enviou recursos para o município no período de tempo: um total de R$ 5 milhões em quatro anos.

Por meio de nota, Nicoletti informou que as quatro emendas foram enviadas para: infraestrutura urbana (pavimentação, calçamento, sinalização viária), reforma e ampliação da UBS e para compra de equipamentos de informática, aparelhos médicos, raio-x odontológico, entre outros equipamentos médicos.

O senador Mecias de Jesus (Republicanos) enviou duas emendas à cidade, totalizando R$ 3 milhões em recursos extras. O parlamentar informou que R$ 2,6 milhões foram para o fortalecimento da área social do município, “mas mais da metade desse valor não foi empenhado”.

O deputado federal Gabriel Mota (Republicanos) enviou uma emenda no valor de R$ 3 milhões. Em nota, informou que foi destinada para “recapeamento asfáltico”.

? Emendas estaduais
A CPI que investiga suspeita de desvios de emendas estaduais em São Luiz encontrou irregularidades em dois repasses feitos em fevereiro de 2024. De acordo com o deputado estadual, Jorge Everton (União), relator da comissão, elas foram sacadas e transferidas para conta de recursos próprios da prefeitura da cidade sem autorização. São elas:

R$ 2,6 milhões para compra de medicamentos pelo, enviada pelo deputado Idazio da Perfil (MDB);
R$ 900 mil para a construção da UBS, enviada pelo deputado Isamar Júnior (PSC).
Em nota, o deputado Isamar afirmou que “não compactua com qualquer ato ilegal, imoral e, sobretudo, que levem ao descaso no manuseio da verba pública”. O deputado Idazio afirmou que a “responsabilidade pela execução e gestão dos recursos oriundos dessas emendas é exclusiva do Poder Executivo Municipal, cabendo aos parlamentares a indicação da destinação dos valores”.

Durante uma das oitivas da CPI, a servidora pública do município Raimara Andrade afirmou ter sido obrigada a suspender, de forma irregular, ao menos três processos licitatórios durante a gestão do ex-prefeito James Batista. Raimara, que atua como pregoeira desde 2021, disse ter recebido ordens do então pregoeiro da Secretaria Municipal de Licitação e Contratação e relatou que precisou buscar justificativas para embasar as suspensões.

A servidora afirmou que não tinha contato direto com o ex-prefeito, mas que as orientações vinham do secretário da pasta. Um deles, segundo o relator da CPI, envolvia a compra de medicamentos com com a emenda do deputado Idazio, mas acabou sendo interrompido e posteriormente direcionado a outra finalidade.

A CPI levantou que o dinheiro das licitações foi transferido da conta de recurso próprio da prefeitura e, no mesmo dia, fizeram um pagamento para a empresa TechMix. Com isso, foi solicitado a quebra de sigilo da empresa e do dono, Márcio Muller. A Comissão foi instalada em março deste ano e não tem prazo para finalizar.

Fonte: G1

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Educação

Sem ler nem contar: o Brasil que ficou à margem da educação básica

por Redação 25 de julho de 2025

Apesar de avanços importantes na educação, o Brasil chega à segunda década do século XXI sem vencer um desafio básico: cerca de 30% da população entre 15 e 64 anos não conseguem compreender plenamente o que leem ou realizar operações matemáticas simples. O número, preocupante, é do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), que mostra ainda: o percentual é o mesmo desde 2018, e a taxa de analfabetismo é maior entre pessoas com 40 anos ou mais, o que tem forte impacto em produtividade, cidadania e no exercício da democracia no país.

— Essa dimensão do indivíduo é bem importante. Cada uma dessas pessoas teve seu direito à educação negado de alguma maneira em sua história. Do ponto de vista dos direitos humanos, este talvez seja o marco zero. Do ponto de vista social, isso tem um impacto negativo sobre a renda e, consequentemente, sobre o acesso a saúde, moradia, a uma vida melhor, em resumo. São pessoas que estão sempre à margem do mercado de trabalho — analisa Roberto Catelli Jr., coordenador da área de educação da ONG Ação Educativa, responsável pelo Inaf.

O Inaf acompanha os índices de alfabetização no Brasil em uma série histórica que começou em 2001, e identifica cinco níveis de proficiência: analfabeto (7%), rudimentar (22%), elementar (34%), intermediário (25%) e proficiente (12%). Pela primeira vez, o instituto trouxe informações da vida digital.

— O que a gente viu é uma tendência de reprodução da desigualdade no universo digital, porque o analfabeto funcional tem muita limitação para dominar esse mundo. Não é uma coisa simples — diz Catelli.

EJA como caminho
Entre as estratégias para reverter este quadro de analfabetismo funcional, o especialista aponta o caminho da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade de ensino para pessoas a partir de 15 anos que não tiveram acesso à educação na idade considerada própria. Segundo a Constituição Federal de 1998 e a Emenda Constitucional 59, de 2009, a educação básica deve ser cumprida, obrigatoriamente, dos 4 aos 17 anos de idade.

— Há uma parcela muito grande da população que não consegue retomar essa escolaridade ou avançar nela. E ainda tem um grupo grande de jovens que abandona a escola no fim da infância ou na adolescência. E onde isso poderia reverberar com força? No avanço da Educação de Jovens e Adultos, que vai responder por uma grande demanda desse público.

Catelli diz que o governo vem buscando uma aliança, um pacto com essa finalidade. Mas aponta um problema complexo: como fazer esse sujeito que de alguma maneira abandonou a escola retomar os estudos com condição de vida pra isso?

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), Zara Figueiredo, vem trabalhando muito pelo fortalecimento da EJA, que, segundo ela, não está no centro da política educacional.

— A EJA é uma modalidade, mas as redes têm compreendido de modo equivocado que ela não é uma oferta obrigatória. Os dados do último Censo nos mostram que temos 1.092 municípios que não ofertam nenhuma vaga de EJA, ou 20% dos municípios brasileiros. Isso não acontece no Fundamental I, no Fundamental II, no Ensino Médio em termos de oferta, mas acontece com a EJA.

Zara aponta esse problema como central e estruturante, porque leva a outros: ausência de formação, de políticas de incentivo para professores permanecerem na EJA e um outro problema de natureza pedagógica que é uma “juvenilização da EJA” — porque muitos estudantes de 15 anos com problemas de indisciplina são encaminhados para a modalidade.

Demanda pela EJA
Esses problemas se somam a um currículo defasado, que não envolve profissionalização, à falta de formação continuada para professores e à ausência de busca ativa por parte das redes. São motivos que levam a EJA atual a não conseguir atrair e manter esses jovens nas escolas.

— O público da EJA é composto por indivíduos muito empobrecidos, negros, de renda per capita baixíssima. A maioria está no Nordeste e sequer sabem que a EJA é um direito. Sem busca ativa, dificilmente esse indivíduo vai procurar a escola. E quando você fala com a rede que não tem EJA, a rede diz que não tem demanda, o que não é verdade — diz a secretária.

No ano passado, o MEC lançou o Pacto de Superação do Analfabetismo. Este ano, a EJA teve ajustes de financiamento. A Secadi aposta ainda na formação de professores e na construção de uma rede de governança com 2.300 profissionais para atuar nos territórios, ajudando na busca ativa, na articulação para montar turmas e também como uma ponte entre o MEC e as redes de ensino para que os professores participem das formações.

Zara Figueiredo enfatiza que é preciso ter um currículo mais flexível para atrair os jovens e reconhecer os saberes dessas pessoas.

—Todo saber informal que permitiu a essas pessoas viverem ao longo da vida em uma sociedade letrada sem que fossem letradas precisa ser reconhecido. Eles não podem chegar na escola e ter a percepção de que são uma xícara vazia. Não são. Reconhecer e valorizar esses saberes como estratégia pedagógica para reduzir o currículo de formação tem impacto na autoestima e na permanência do aluno na escola — acredita a secretária.

Gargalo educacional
A partir do diagnóstico do Inaf, o professor de matemática Vitor Fontes, pesquisador dos novos ambientes educativos e especialista de conteúdo e inovação na Casa Firjan, tem a percepção de que as articulações de órgãos e sociedade para tentar sanar as questões de educação são sempre muito institucionais. Ficam na dimensão dos gestores, dos líderes, de quem concebe os projetos. Não vão para o cotidiano. Mas cita projetos como o Mais Educação (2007-2016), iniciativa do governo federal que integrava diferentes áreas do conhecimento, com o objetivo de ampliar a jornada escolar. Atualmente, ele cita como iniciativas positivas o programa Sesi Matemática, da Firjan, o data_labe e diversas outras ações que acontecem no Complexo da Maré, conjunto de favelas na Zona Norte do Rio.

— Se você olhar as iniciativas da Redes da Maré, parece que eles funcionam como uma secretaria de cultura, educação, atendimento à mulher, tamanha a potência — elogia. — Assim como fazem essa migração do Ensino Fundamental para o Médio, eles fazem preparatório para o 6º ano, que é uma fase crítica de evasão escolar. São projetos que criam frestas e possibilidades para os jovens daquele território.

Nenhum a menos
Um dos objetivos do eixo de educação da Redes da Maré, segundo Andreia Martins, integrante da direção da organização e técnica em assuntos educacionais da UFRJ, é contribuir para ampliar o tempo de escolarização dos moradores da região, tendo uma relação direta com o processo de alfabetização.

A Redes foi ampliando a atuação em educação. Começou com o Curso Pré-Vestibular no fim dos anos 1990. Depois vieram os cursos preparatórios para as escolas de excelência do Ensino Médio e para o 6º ano (que ainda era chamado de 5ª série). Por fim, em 2007, foi lançado o Nenhum a Menos, para crianças com histórico de escolarização irregular e muitas reprovações e evasões.

— Há seis anos começamos com alfabetização de mulheres e, este ano, temos turmas mistas, além da EJA em parceria com a Fundação Roberto Marinho — comemora Andreia. — Ampliamos porque percebemos que era importante trabalhar com aqueles estudantes que queriam passar em algum concurso, mas também da alfabetização e da EJA, que é uma modalidade sucateada e atende a um público que está fora da escola.O Brasil chega à segunda década do século XXI com 30% da população entre 15 e 64 anos sem compreender plenamente o que lê ou realizar operações matemáticas simples, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf). O percentual é o mesmo desde 2018. A taxa de analfabetismo é maior entre pessoas com 40 anos ou mais.

— Cada uma dessas pessoas teve seu direito à educação negado de alguma maneira. Do ponto de vista dos direitos humanos, este talvez seja o marco zero — avalia Roberto Catelli Jr., coordenador da área de educação da ONG Ação Educativa, responsável pelo Inaf.

Para reverter este quadro, Catelli Jr. aponta a importância da Educação de Jovens e Adultos (EJA), voltada a pessoas a partir de 15 anos.

— Há um grupo grande de jovens que abandona a escola no fim da infância ou na adolescência. Onde isso poderia reverberar com força? No avanço da EJA.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, Zara Figueiredo, reconhece que a EJA não está no centro da política educacional.

— As redes têm compreendido de modo equivocado que ela não é uma oferta obrigatória. Os dados do último Censo nos mostram que temos 1.092 municípios sem nenhuma vaga de EJA, ou 20% dos municípios.

Zara aponta que o problema leva à ausência de formação, de políticas de incentivo para professores e a uma “juvenilização da EJA”: estudantes de 15 anos com problemas de disciplina são enviados para a modalidade.

— O público da EJA é composto por indivíduos muito empobrecidos, negros, de renda per capita baixíssima. A maioria está no Nordeste e sequer sabe que a EJA é um direito. Quando você fala com a rede que não tem EJA, a rede diz que não tem demanda, o que não é verdade — queixa-se Zara, enfatizando que é preciso um currículo mais flexível para atrair os jovens e reconhecer os saberes dessas pessoas. — Eles não podem, na escola, ter a percepção de que são uma xícara vazia.

Redes da Maré aponta caminho
Para o professor de matemática Vitor Fontes, pesquisador dos novos ambientes educativos e especialista de conteúdo e inovação na Casa Firjan, as articulações de órgãos e sociedade para tentar melhorar a educação ficam na dimensão dos gestores, dos líderes e de quem concebe os projetos, mas não vão para o cotidiano. Fontes cita cita como iniciativas positivas o programa Sesi Matemática, da Firjan, o data_labe e diversas outras ações que acontecem no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

— Se você olhar as iniciativas da Redes da Maré, parece que eles funcionam como uma secretaria de cultura, educação, atendimento à mulher — elogia. — Assim como fazem essa migração do Ensino Fundamental para o Médio, eles fazem preparatório para o 6º ano, uma fase crítica de evasão escolar.

Um dos objetivos do eixo de educação da Redes da Maré, segundo Andreia Martins, da direção da organização e técnica em assuntos educacionais da UFRJ, é ampliar o tempo de escolarização dos moradores. A Redes começou com o Curso Pré-Vestibular no fim dos anos 1990. Depois vieram os cursos preparatórios para as escolas de excelência do Ensino Médio e para o 6º ano (que ainda era chamado de 5ª série). Em 2007, foi lançado o Nenhum a Menos, para crianças com histórico de escolarização irregular e muitas reprovações e evasões.

— Há seis anos começamos com alfabetização de mulheres e, este ano, temos turmas mistas, além da EJA em parceria com a Fundação Roberto Marinho — comemora Andreia.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

‘Ninguém põe a mão’, diz Lula em meio ao interesse dos EUA em metais estratégicos

por Redação 25 de julho de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (24) o interesse declarado dos Estados Unidos nos minerais estratégicos brasileiros, como o lítio e o nióbio. Durante cerimônia de entregas do governo federal em Minas Novas (MG), Lula afirmou que “aqui ninguém põe a mão” e defendeu a soberania do Brasil sobre suas riquezas naturais.

A fala ocorre após o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, ter se reunido com representantes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e manifestado interesse em fechar acordos com o Brasil para aquisição de minerais considerados estratégicos.

Segundo o presidente do Ibram, Raul Jungmann, os americanos demonstraram preocupação e insistência sobre o tema. Ele afirmou que deixou claro aos diplomatas que a negociação deve ser feita com o governo federal, uma vez que os recursos minerais pertencem à União, conforme determina a Constituição.

“Essa é uma pauta do governo. Nós estávamos preocupados em estreitar uma pauta e fazer contrapartidas com o setor privado e também com o Congresso americano. Mas, repito: isso é algo que diz respeito privativamente ao governo Lula e à sua estratégia de negociação”, afirmou Jungmann.

?Minerais críticos e estratégicos são aqueles que desempenham papel central na economia do presente e do futuro. São usados, por exemplo, na tecnologia de ponta, em chips para celulares e computadores e na transição energética. Grande parte desses minerais são as chamadas “terras raras”
Trump e as terras raras
O governo americano não fez contato direto com o Palácio do Planalto sobre o tema. A informação chegou apenas por meio do setor privado. O interesse por terras raras e minerais estratégicos é parte de uma política global do presidente Donald Trump, que tem pressionado outros países a garantir o fornecimento desses recursos aos EUA.

Antes mesmo de tomar posse, Trump exigiu, por exemplo, que a Ucrânia cedesse terras raras como compensação pela ajuda americana na guerra contra a Rússia — e fechou um acordo nesse sentido em abril. Também tenta costurar com a China um pacto envolvendo entrega de minerais em troca da retirada de tarifas comerciais.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, mas responde por apenas 1% da produção global.

A oito dias do prazo estabelecido por Trump para impor novas tarifas ao Brasil, o tema adiciona tensão às negociações comerciais e diplomáticas com os EUA.

O Brasil e os minérios estratégicos
Pouco conhecida do grande público, a presença brasileira no mapa dos minerais estratégicos tem despertado cada vez mais atenção de governos e empresas ao redor do mundo. O país possui vastas reservas de recursos considerados cruciais para o futuro da economia global — entre eles, o nióbio, o lítio, o grafite, o cobre, o cobalto, o urânio e os chamados elementos terras raras. Esses minerais estão no centro das transformações tecnológicas e energéticas do século 21.

Do carro elétrico à energia solar, do celular ao míssil hipersônico, praticamente todas as grandes inovações da atualidade dependem de minerais críticos. E é justamente por isso que as maiores potências do mundo têm se movido para garantir acesso seguro e diversificado a essas matérias-primas. Com o avanço da chamada “transição energética” e a corrida tecnológica entre Estados Unidos e China, a pressão sobre essas cadeias de fornecimento só aumenta.

O Brasil é um dos poucos países com potencial para ocupar papel relevante nesse tabuleiro. Além das grandes reservas naturais, o país tem vantagens comparativas importantes, como matriz energética limpa, território estável, tradição mineradora e conhecimento técnico acumulado em instituições como o Serviço Geológico do Brasil e a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

Entre os minerais mais cobiçados, destacam-se os elementos terras raras, usados em turbinas eólicas, carros elétricos, chips e sistemas de defesa. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o Brasil possui a segunda maior reserva conhecida desses elementos no planeta, atrás apenas da China — justamente a nação que hoje domina a cadeia global de produção e refino desses materiais.

Mas não se trata apenas de extração. O desafio brasileiro é transformar esse potencial mineral em desenvolvimento tecnológico e industrial. Para isso, será necessário investir em pesquisa, atrair parcerias estratégicas e desenvolver capacidades nacionais para refinar e agregar valor aos minérios aqui mesmo, antes de exportá-los. O governo brasileiro já começou a dar sinais nesse sentido, com incentivos à transformação mineral e parcerias com centros de pesquisa e inovação.

Fonte: G1

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Brasil

Encarregado de negócios da embaixada americana diz a empresários que EUA querem acesso a minerais críticos do Brasil

por Redação 25 de julho de 2025

O governo dos Estados Unidos está interessado em realizar acordos com o Brasil para a aquisição dos chamados minerais críticos e estratégicos, como lítio, nióbio e terras raras. Essa mensagem foi transmitida a representantes do setor de mineração brasileiro, em reunião na quarta-feira, pelo encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília, Gabriel Escobar. Ele é o principal representante dos EUA em Brasília, já que a representação americana no país está sem embaixador.

Conforme relatou ao GLOBO o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann, Escobar ouviu como resposta que qualquer negociação nesse sentido deve ser decidida pelo governo brasileiro, e não pelos empresários do setor. Afinal, esses minerais são bens da União.

— Foi demonstrado o interesse dos Estados Unidos nos chamados minerais críticos e estratégicos, mas deixamos claro que cabe ao governo decidir — disse Jungmann.

O caso foi levado em seguida por Jungmann ao vice-presidente Geraldo Alckmin. O vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no comando das negociações com os EUA, na tentativa de evitar que as exportações brasileiras sejam prejudicadas pela aplicação de uma sobretaxa de 50%, prevista para entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto.

Interlocutores do governo brasileiro afirmaram que as empresas têm concessão da União para explorar e vender esses produtos. Isso é feito geralmente por meio de processos públicos e não há restrição a nenhum país. No entanto, o momento atual é de crise entre os dois países e a oferta desses minerais aos EUA não poderia ocorrer deliberadamente, sem uma barganha.

De acordo com interlocutores do governo brasileiro, os EUA jamais deram sinais de que gostariam de incluir o acesso a minerais críticos e estratégicos em uma negociação em torno da política tarifária americana para o Brasil. Até agora, o presidente Donald Trump tem deixado claro que um acordo deveria incluir o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Judiciário brasileiro. Mas não é uma surpresa o interesse da Casa Branca pelo setor.

Procurada, a embaixada dos EUA informou que o encarregado de negócios participou de um encontro com representantes do Instituto Brasileiro de Mineração e que não divulga conteúdo de reuniões privadas.

Raul Jungmann explicou que a legislação brasileira não prevê compra, nem venda de minerais estratégicos de governo a governo. Entretanto, é possível a participação de empresas americanas no país por meio de parcerias, como joint-ventures.

— Isso é aberto para todos, australianos, canadenses, chineses, peruanos, até o Afeganistão pode ter participação na exploração mineral brasileira. Nossa percepção é que os EUA gostariam de discutir esse tema — disse.

Dos 51 tipos de minerais que interessam os EUA, o Brasil tem reservas relevantes de cobre, lítio, silício e terras raras.

Os minerais críticos e estratégicos são recursos importantes para o desenvolvimento econômico e tecnológico. O nióbio, por exemplo, é considerado essencial para a indústria siderúrgica, viabilizando ligas leves e resistentes de aços avançados, materiais magnéticos e supercondutores.

Para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a oferta desses produtos se tornou uma questão de geopolítica. Mas o tema não havia sido mencionado em manifestações anteriores de Trump sobre o Brasil.

Logo que assumiu, em janeiro deste ano, o presidente republicano adotou uma estratégia agressiva em relação ao tema: chegou a ameaçar tomar a Groenlândia da Dinamarca e passou a pressionar a Ucrânia, em guerra contra a Rússia, a ceder direitos de exploração.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de 400 milhões de toneladas de minérios em 2024, totalizando aproximadamente US$ 43,4 bilhões (R$ 250 bilhões). A balança comercial brasileira é positiva para minerais. No ano passado, as exportações superaram 2 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 6,3 bilhões (R$ 36,4 bilhões).

Os principais destinos foram a China, responsável por 24%, e a Alemanha, com 12% do total. Por outro lado, o Brasil importou aproximadamente 400 mil toneladas desses minerais em 2024, com custo de US$ 4,392 bilhões (R$ 25,3 bilhões).

A reunião com o Ibram foi pedida pelo próprio Escobar. Os dirigentes da instituição comentaram que está sendo montada uma comitiva de empresários que viajará aos Estados Unidos, para convencer os importadores americanos a pressionarem Washington por uma negociação com o Brasil.

A missão empresarial, que incluirá vários setores, deve embarcar para o país, provavelmente, em setembro ou outubro, tento em vista que agosto é mês de férias.

O país concentra a segunda maior reserva do mundo de terras raras, atrás apenas da China, em meio à valorização dessas matérias-primas.

Dados do Guia para o Investidor Estrangeiro em Minerais Críticos 2025, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), mostram que o Brasil detém 12,3% das reservas mundiais de níquel e uma participação de 2,47% na produção internacional. Em grafita, 26,4% das reservas globais são brasileiras, mas a produção local atende 4,56% da demanda.

No caso das terras raras, o país possui 19% das reservais totais e apenas 0,02% da produção mundial. Em lítio, 4,9% das reservas são brasileiras e 2,72% da oferta global. O Brasil é rico em nióbio, com 94% das reservas e 90% da produção do mundo, e detém reservas importantes de vanádio, manganês e bauxita.

Só o estado de Minas Gerais, que tem os maiores estoques, está atraindo investimentos que passam dos R$ 5 bilhões. No caso do lítio, os aportes estimados até 2030 para a produção do mineral são calculados em R$ 15 bilhões pelo Ministério de Minas e Energia.

O Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, desponta como polo produtor no Brasil. De nióbio, mineral usado em supercondutores e em baterias de íons de lítio, o Brasil detém mais de 90% das reservas mundiais.

De acordo com interlocutores do governo brasileiro, os EUA jamais deram sinais de que gostariam de incluir o acesso a minerais críticos e estratégicos em uma negociação em torno da política tarifária americana para o Brasil. Até agora, o presidente Donald Trump tem deixado claro que um acordo deveria incluir o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Judiciário brasileiro. Mas não é uma surpresa o interesse da Casa Branca pelo setor.

Professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e coordenador do Laboratório de Análise Política Mundial (Labmundo), Rubens Duarte afirma que o interesse de China e EUA pelos minerais do Brasil é esperado. Como grande parte desses minérios é utilizada para fabricação de bens que o Brasil não produz, seja por falta de capacidade industrial ou tecnológica, a exportação é um caminho possível e provável.

— Não surpreende que a descoberta de reservas de materiais críticos e estratégicos em território brasileiro desperte o interesse de potências mundiais, em especial da China e dos Estados Unidos. A exploração desses recursos naturais pode entrar na mesa de negociação comercial com os Estados Unidos, inclusive como moeda de troca para outras vantagens. Cabe ao governo brasileiro, portanto, verificar quais acordos serão mais vantajosos para o país, levando em consideração as consequências políticas e econômicas, que estão acentuadas devido à disputa geopolítica entre China e EUA — disse.

Ronaldo Carmona, professor de geopolítica da Escola Superior de Guerra (ESG), afirmou que a possibilidade de o governo Trump forçar um acordo quanto às sanções tarifárias impostas ao Brasil por meio de acesso às reservas brasileiras de minerais críticos revela um padrão de comportamento visto em outras negociações.

Carmona ressaltou que a questão dos minérios, sobretudo naqueles em que os EUA têm maior dependência, é tema chave da postura americana. Um exemplo foi a negociação com a Ucrânia, que teria que compensar o apoio de Washington fornecendo esses minerais.

— Não é o caso do Brasil, que não deve aceitar um acordo sobre minerais desfavorável aos seus interesses nacionais. É preciso ter em alta conta que, na realidade do mundo atual, a gestão dos minerais críticos e estratégicos é um fator de segurança nacional — disse ele.

O consultor Luís Fernando Madella disse que se houver interesse dos EUA em introduzir os minerais em uma negociação avançar, será algo positivo. Ele ressaltou que Trump não costuma mostrar as cartas nesse jogo comercial.

— Países que querem ser líderes em tecnologia, como EUA e China, precisam comprar esses minerais — afirmou.

Fonte: OGLOBO

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Bolsonaro

Moraes diz que Bolsonaro cometeu ‘irregularidade isolada’ e nega converter cautelares em prisão

por Redação 24 de julho de 2025

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em decisão nesta quinta-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro descumpriu a medida cautelar, mas cometeu uma “irregularidade isolada” e que, por isso, não cabe decretar prisão preventiva.

A manifestação de Moraes, relator do caso, ocorre em resposta às alegações da defesa de Bolsonaro, enviadas ao Supremo a pedido do próprio ministro.

Os advogados do ex-presidente foram convocados a esclarecer se ele descumpriu, ou não, a proibição de usar redes sociais, direta ou indiretamente, após trechos de seu discurso em ida à Câmara serem publicados na internet.

Entenda o que aconteceu:

Bolsonaro foi alvo de medidas cautelares determinadas pelo STF na última sexta-feira (18): colocou tornozeleira, está proibido de falar com outros investigados e usar redes sociais.
Na segunda-feira (21), o ex-presidente foi à Câmara, fez declarações e os registros foram parar na internet.
Na visão do ministro, a divulgação desses vídeos representa uma forma de burlar as restrições, que também proíbem a distribuição de conteúdo por meio de terceiros, de forma indireta.
Moraes então pediu esclarecimentos da defesa sobre um eventual descumprimento da proibição.

Regras sobre entrevistas
Nesta quinta-feira, o ministro explicou que, em sua decisão anterior, não proibiu Bolsonaro de conceder entrevistas a veículos de comunicação. O que ficou proibido foi o uso de redes sociais, de forma direta ou por meio de terceiros (relembre aqui o que Bolsonaro pode ou não fazer).

O ministro sinalizou ainda que discursos em eventos públicos e privados também não foram vetados, mas ponderou que o ex-presidente deve respeitar os horários estabelecidos nas medidas restritivas.

Ele também ressaltou que “não será admitida a utilização de subterfúgios para a manutenção da prática de atividades criminosas, com a instrumentalização de entrevistas ou discursos públicos como ‘material pré-fabricado’ para posterior postagens nas redes sociais de terceiros previamente coordenados”.

O ministro deixou claro na decisão, portanto, que será considerado descumprimento das cautelares a replicação de conteúdo em redes sociais de entrevistas e discursos públicos ou privados com falas relacionadas à determinação judicial.

Medidas cautelares
Na última sexta-feira, Moraes aplicou medidas cautelares contra Bolsonaro em razão de indícios de que o ex-presidente teria tentado atrapalhar o processo em que é réu por tentativa de golpe de Estado.

As determinações são as seguintes:

proibição de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros;
proibição de se comunicar com outros réus e investigados; isso inclui o filho Eduardo Bolsonaro, os réus e investigados pela tentativa de golpe de Estado em 2022;
proibição de acessar as redes sociais, mesmo que de forma indireta;
uso de tornozeleira eletrônica; relatórios diários sobre o uso do equipamento serão enviados pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
recolhimento domiciliar entre 19h e 6h e integral nos feriados, dias de folga e finais de semana; o local onde mora será informado às autoridades e ele não pode ausentar-se da comarca onde mora (o Distrito Federal);
distância de 200 metros de embaixadas e consulados de países estrangeiros com representação no Brasil.
Dias depois, na segunda-feira, o ministro reforçou que a proibição vale também para contas de terceiros nas redes.

No pedido de esclarecimentos, Moraes alertou que, caso a defesa não justificasse adequadamente a conduta, poderia decretar a prisão imediata do ex-presidente.

O ministro citou os vídeos publicados nas redes sociais em que Bolsonaro aparece exibindo a tornozeleira eletrônica e fazendo discurso na Câmara. E destacou que isso configuraria uma violação das medidas impostas por ele.

O que a defesa alegou?
No documento enviado ao STF, advogados disseram que Bolsonaro não desobedeceu às obrigações, e pediram esclarecimentos quanto ao alcance da proibição de uso das redes sociais.

A equipe jurídica reiterou que Bolsonaro parou de utilizar suas redes e determinou que terceiros também suspendessem qualquer tipo de acesso.

Os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno argumentam que a decisão de Moraes não proíbe entrevistas, mesmo que seus conteúdos venham a ser reproduzidos posteriormente por terceiros nas redes sociais.

Os advogados argumentam que Bolsonaro apenas concedeu entrevista e que não tem controle sobre sua posterior veiculação em redes sociais, que seria de responsabilidade da imprensa.

A defesa também pediu que o STF esclareça o alcance exato da proibição, especialmente se ela envolve a concessão de entrevistas que possam ser transmitidas ou transcritas em redes sociais. Foi o que Moraes fez nesta quinta.

Fonte: G1

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Luto

Hulk Hogan, ator e lenda da luta livre, morre aos 71 anos

por Redação 24 de julho de 2025

Hulk Hogan morreu aos 71 anos, segundo o site TMZ. De acordo com a publicação, a lenda da luta livre morreu em sua casa, em Clearwater, no estado americano da Flórida, na manhã de quinta-feira (24). A morte foi confirmada pelo agente de Hogan, mas a causa não foi oficialmente divulgada.

Hogan foi um dos nomes mais famosos da luta livre americana nas décadas de 1980 e 1990. Ele atuou em filmes como “Rocky III” (1982), “Desafio Total” (1989), “Comando Suburbano” (1991) e “O Senhor Babá” (1993), além da série “Thunder – Missão no Mar” (1994).

Em produções que misturavam ação e comédia, conquistou o público, mas sem aval da crítica. Depois do sucesso como ator, ele se envolveu na política e rasgou sua camisa para declarar apoio à candidatura de Donald Trump.

Da luta livre à política

Terry Gene Bollea, conhecido como Hulk Hogan, nasceu em 11 de agosto de 1953, em Augusta, no estado americano de Geórgia. Ele se destacou como um dos nomes mais famosos da luta livre americana e fez muito sucesso nas décadas de 1980 e 1990.

Ele foi um dos protagonistas dos eventos das organizações World Wrestling Federation (WWF, hoje WWE) e World Championship Wrestling (WCW). Seu personagem carismático e o físico marcante fizeram com que ele recebesse convites para ser ator.

Hogan fez parte do elenco de filmes como “Rocky III” (1982), quando interpretou Thunderlips. Ele também atuou em “Desafio total” (1989), “Comando suburbano” (1991) e “O senhor babá” (1993). Como ator, também estrelou a série “Thunder – Missão no Mar”, em 1994. Seus filmes geralmente exploravam gêneros como ação, comédia e aventura. Passaram longe de ser sucessos da crítica, mas conquistaram muitos fãs.

Durante sua trajetória na luta livre, Hogan conquistou doze títulos mundiais, seis na WWF e seis na WCW, com uma marca de 1.474 dias seguidos como campeão na WWF entre 1984 e 1988. Ele também foi o primeiro lutador a vencer duas edições consecutivas do Royal Rumble, em 1990 e 1991.

O lutador também fez participações como ele mesmo em produções como “Esquadrão Classe A”, “S.O.S. Malibu”, “Gremlins 2”, “Duro de Espiar” e “Muppets do Espaço”. Hogan ainda emprestou sua voz para episódios das animações “Frango Robô” e “American Dad”. Ele também estrelou o reality show “Hogan Knows Best” e o desenho animado “Hulk Hogan’s Rock ‘n’ Wrestling”.

Em 2012, Hulk Hogan esteve envolvido em uma polêmica judicial quando o site Gawker divulgou sem autorização um vídeo íntimo dele, o que resultou em um processo judicial. Hogan foi indemnizado em US$ 115 milhões, que com multas adicionais ultrapassaram US$ 140 milhões. Depois, os dois lados fizeram um acordo de US$ 31 milhões para encerrar o litígio, fato que contribuiu para a falência do grupo Gawker.

Alguns anos depois dessa polêmica, ele foi demitido da WWE após falas racistas, incluindo um insulto direcionado a pessoas negras. Ele se desculpou por seus comentários e foi reintegrado ao Hall da Fama da organização.

Hogan também se envolveu na política, marcando presença em eventos republicanos nos Estados Unidos. Entre seus momentos mais marcantes, fez uma aparição na Convenção Republicana, onde expressou apoio ao ex-presidente Donald Trump, chegando a rasgar a própria camisa em um gesto simbólico de engajamento político.

Fonte: G1

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PIX

Vazamento no CNJ expõe dados cadastrais de chaves Pix de 11 milhões de pessoas; senhas não foram reveladas

por Redação 24 de julho de 2025

O Banco Central e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmaram nesta quarta-feira (24) que houve um acesso indevido a dados vinculados a chaves Pix no sistema Sisbajud, ferramenta de busca de ativos operada pelo CNJ em parceria com o Banco Central. O incidente de segurança ocorreu nos dias 20 e 21 de julho e afetou dados cadastrais de 11.003.398 pessoas.

Segundo os dois órgãos, não houve vazamento de dados sensíveis, como senhas, saldos, extratos bancários ou informações protegidas por sigilo bancário. As informações expostas foram exclusivamente de natureza cadastral: nome do titular, chave Pix, instituição financeira, número da agência e número da conta.

Em nota, o Banco Central afirmou que o vazamento “não permite movimentações de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”. O CNJ, por sua vez, informou que o problema foi “imediatamente identificado e corrigido”, e que o sistema voltou a funcionar normalmente após a adoção das medidas de segurança.

A Polícia Federal e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foram oficialmente comunicadas sobre o ocorrido.

Riscos e recomendações
Apesar de os dados expostos não permitirem movimentações financeiras, o CNJ alertou que a exposição de dados cadastrais representa riscos potenciais, como tentativas de golpes e fraudes. Por isso, o órgão recomenda que os usuários fiquem atentos a comunicações suspeitas e reforcem os cuidados com segurança digital.

O CNJ ressaltou que não entra em contato com os afetados por meio de SMS, e-mail ou chamadas telefônicas, e que irá disponibilizar em seu site oficial um canal exclusivo para que cidadãos consultem se foram impactados pelo vazamento.

O incidente ocorre em um contexto de atenção crescente à proteção de dados no país, especialmente após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O artigo 48 da LGPD prevê que os responsáveis por dados pessoais devem comunicar incidentes de segurança que possam acarretar risco ou dano relevante aos titulares.

Fonte: G1

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Brasil

Valor de R$ 700 mil apreendido pela PF estava com assessor e tem ligação com ataque hacker a instituições financeiras

por Redação 24 de julho de 2025

O valor de R$ 700 mil em espécie apreendido pela Polícia Federal estava com o assessor parlamentar Jackson Renei Aquino de Souza. A PF identificou que o montante está relacionado ao ataque hacker que desviou milhões das contas de instituições financeiras – o ataque é considerado um dos maiores e mais graves do país.

Jackson Renei, que também atua como corretor de imóveis, foi preso em flagrante pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro. Ele foi abordado ao sair de uma agência bancária na segunda-feira (22). Nesta terça-feira (23), a Justiça converteu a prisão em preventiva durante audiência de custódia. Procurada, a defesa dele não se manifesta publicamente sobre nenhum caso.

Ele atua como assessor do deputado estadual Neto Loureiro (PMB). Em nota, o parlamentar disse que Jackson está de férias e que “não compactua com qualquer tipo de ato ilegal.” A Assembleia Legislativa de Roraima informou que “estão sendo adotadas as providências administrativas cabíveis para o seu desligamento, que será formalizado ainda hoje” (leia as notas no fim da reportagem).

A PF chegou até Jackon após um alerta da Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas de que ele havia agendado um saque de R$ 1 milhão para a segunda. Na investigação, agentes descobriram que havia caído R$ 2,4 milhões na poupança do assessor e que o dinheiro tinha relação o desvio do ataque cibernético.

As transferências para a conta poupança do assessor partiram de duas empresas que, segundo rastreamento do Banco Central enviado à PF, têm ligação com o furto milionário contra instituições financeiras. A primeira repassou R$ 1,85 milhão; a segunda, R$ 600 mil.

Em depoimento à PF, o assessor disse que não conhecia as empresas que enviaram o dinheiro. Ele alegou que os valores eram de um garimpeiro venezuelano com quem, na condição de corretor, negociava a compra de uma fazenda em Roraima. A operação, segundo ele, foi intermediada por outro homem. Disse ainda que usou a própria conta bancária para receber os valores porque havia promessa de lucro na transação.

No entanto, para a PF, Jackson não poderia alegar desconhecimento sobre a origem ilícita do dinheiro. O delegado do caso entendeu que o comportamento dele se enquadra no que é chamado de “cegueira deliberada”, quando alguém, mesmo podendo e devendo saber de uma irregularidade, opta por ignorá-la de forma consciente.

“Jackson podia e devia conhecer as circunstâncias, posto que é corretor de imóveis, técnico no assunto com o qual trabalha”, cita trecho do documento ao qual o g1 teve acesso.

Além dos R$ 700 mil em dinheiro, a PF também apreendeu o carro de Jackson. Na audiência de custódia, o juiz Marcelo Mazur decretou a prisão preventiva dele para garantir a “ordem pública e da ordem econômica” e por entender que ele “gera à sociedade, diante do grande potencial de risco de dano aos usuários do sistema financeiro”.

Ataque a instituições financeiras

No dia 2 de julho, o Banco Central do Brasil (BC) informou que a C&M Software — empresa que presta serviços tecnológicos e conecta instituições financeiras ao BC — comunicou ter sido alvo de um ataque à sua infraestrutura.

? O alvo do ataque não foi o Banco Central ou o PIX, em si, mas a C&M Software. Ela é uma das empresas de tecnologia que fazem a “ponte” entre instituições financeiras menores e os sistemas do BC, para a realização de operações como o PIX.

A C&M disse que ao menos seis de seus clientes foram afetados; nem todos tiveram os nomes revelados. Também não foi divulgado o montante roubado, mas fontes da TV Globo estimam que a quantia pode chegar a R$ 800 milhões. O ataque é investigado pela PF.

O que dizem os citados
Assembleia Legislativa de Roraima
“A Assembleia Legislativa de Roraima informa que o servidor citado encontra-se em período de usufruto de férias, de 1° a 30 de julho de 2025, lotado na Comissão Parlamentar, nomeado no Cargo de Assistente de Gabinete das Comissões. Já estão sendo adotadas as providências administrativas cabíveis para o seu desligamento, que será formalizado ainda hoje.

Reforçamos nosso respeito e confiança na atuação da Justiça, esperando que todos os fatos sejam adequadamente apurados e eventuais responsáveis, devidamente responsabilizados.

Ressaltamos que a Assembleia Legislativa não pode ser responsabilizada por atos praticados pelo servidor fora de suas funções institucionais.”

Deputado Neto Loureiro
O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do deputado Neto Loureiro, que informou que o mesmo não tinha conhecimento do assunto até o presente momento.

Além disso, informou que a pessoa referida ocupa o cargo de assessor técnico das comissões da Assembleia Legislativa de Roraima e que a mesma encontra-se de férias no mês de julho, conforme publicação do Diário Oficial da ALE-RR.

Contudo, a assessoria do deputado finalizou reforçando que o parlamentar não compactua com qualquer tipo de ato ilegal.

Fonte: G1

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Robocalls

Zeladora que passou dias recusando ligações e descobriu que contato era aviso de prêmio de R$ 100 mil vai usar dinheiro para quitar dívidas

por Redação 24 de julho de 2025

Izabel Azevedo, moradora de Curitiba que ganhou R$ 100 mil no sorteio de julho do Nota Paraná, afirma que vai usar o dinheiro para quitar dívidas.

A mulher tem 51 anos e só descobriu o prêmio quando a equipe do programa foi até a casa dela, após ela passar 15 dias recusando ligações e chegar a bloquear números de telefone que tentavam avisá-la sobre o resultado do sorteio.

Izabel tem dois empregos: pela manhã, trabalha como zeladora de uma academia, e de tarde é promotora de vendas. Para ela, o dinheiro veio em boa hora.

Programa é usado como contexto por golpistas
O receio de Izabel não é infundado, já que golpistas costumam utilizar o nome do Nota Paraná para tentar enganar os consumidores. Por isso, a coordenadora do programa reforça que os participantes devem ficar atentos sempre que receberem algum contato do tipo.

Segundo ela, a equipe do Nota Paraná nunca pede que a pessoa forneça algum tipo de dado pessoal, e muito menos que clique em links ou faça algum tipo de pagamento.

“O nosso contato é sempre confirmando dados que já temos e pedindo para que a pessoa abra o aplicativo. Só que, para isso, a pessoa tem que nos dar uma chance e atender a ligação”, brinca.

Contatos oficiais do Nota Paraná

A Secretaria Estadual da Fazenda reforça que os meios oficiais de contato do programa são os seguintes:

??WhatsApp: (44) 98831-9499 e (41) 3235-8487;
?telefone de Curitiba e região: (41) 3200-5004;
?telefone das demais localidades (0800-644-0934).

Fonte: G1

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