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Brasil

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Do café na calçada ao sucesso: casal acorda às 2h para alimentar trabalhadores no DF

por Redação 1 de junho de 2026

Uma banca de café da manhã montada diariamente ao lado da parada de ônibus da 515 Norte, na Asa Norte, em Brasília, se transformou em referência para trabalhadores que começam o dia ainda antes do amanhecer. Há nove anos, Inês Maria, de 52 anos, e Renilton Santos, de 61, atravessam a madrugada para garantir alimentos frescos a quem passa pela região.

Moradores de Valparaíso (GO), os dois acordam por volta das 2h para preparar bolos, salgados, cafés, sucos, cuscuz, sanduíches e frutas. O atendimento começa às 6h30 e segue até as 10h. A rotina, porém, vai muito além desse horário: após as vendas, o casal faz compras, produz novas encomendas e organiza os preparativos para o dia seguinte.

A ideia surgiu após Inês enfrentar a perda de uma gestação. Segundo ela, o empreendedorismo foi uma forma de recomeçar. Desde o início, adotou como princípio não deixar ninguém passar fome, independentemente da condição financeira. O primeiro dia de trabalho rendeu apenas R$ 50, mas a clientela cresceu rapidamente e transformou a banca em um ponto de encontro tradicional da região.

Renilton, que trabalhava como pedreiro, passou a atuar ao lado da esposa em todas as etapas do negócio. Juntos, eles produzem, transportam e comercializam os alimentos, mantendo uma rotina intensa que atravessa madrugadas e finais de semana.

O sucesso da banca reflete uma realidade comum no Distrito Federal. Segundo a Semob-DF, o sistema de transporte coletivo registra cerca de 1,2 milhão de acessos por dia útil. Já dados da Junta Comercial do DF apontam mais de 45 mil empresas ativas no segmento de lanchonetes e similares e mais de 15 mil ligadas à alimentação ambulante.

Além da alimentação, o espaço acabou se tornando uma rede de apoio para clientes que compartilham histórias, dificuldades e experiências. Mesmo convivendo com fibromialgia e hérnia de disco, Inês afirma encontrar motivação na cozinha e sonha em conquistar um quiosque fixo para ampliar a produção. Enquanto isso não acontece, ela segue recebendo diariamente trabalhadores que fazem questão de esperar a chegada da banca antes de iniciar a jornada.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Influenciadora e artista americana é encontrada morta em hotel de luxo em São Paulo

por Redação 1 de junho de 2026

A artista visual e influenciadora norte-americana Hilde Ann Lynn Helphenstein, conhecida nas redes sociais como Jerry Gogosian, foi encontrada morta na noite de domingo (31) em um quarto do Hotel Rosewood, empreendimento de luxo localizado no centro de São Paulo. Ela tinha 40 anos.

Hilde era conhecida no mercado internacional de arte e acumulava mais de 145 mil seguidores no Instagram, onde se apresentava como “sua melhor amiga no mundo da arte”. A norte-americana também era fundadora das empresas Chapter 61, Hilde L.A. e Jerry Gogo, além de coapresentadora do podcast Art Smack. Sua formação acadêmica incluía passagens por instituições como San Francisco Art Institute, NYU Stern School of Business, Strykejernet Kunstskole e Valand Kunstakademiet.

De acordo com o boletim de ocorrência, um homem que se identificou como cirurgião plástico procurou a recepção do hotel após não conseguir contato com Hilde. Segundo ele, a influenciadora estava no Brasil havia cerca de três semanas e teria realizado uma cirurgia plástica durante a estadia.

O médico relatou ainda que havia resgatado a norte-americana em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após um episódio de overdose e afirmou que ela fazia uso de substâncias entorpecentes.

Após tentativas sem sucesso de contato com a hóspede, funcionários do hotel decidiram entrar no quarto. Hilde foi encontrada desacordada na cama. No ambiente, havia uma garrafa de vodca vazia, um copo no chão e diversos comprimidos localizados entre as pernas da vítima.

O sistema interno do hotel também registrou uma reclamação sobre o comportamento da influenciadora na noite anterior. Segundo o relato, ela estaria em um restaurante do hotel com amigas e teria apresentado comportamento exaltado, incluindo demonstrações íntimas em público e exposição parcial do corpo, causando desconforto entre outros hóspedes.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito no local. A Polícia Civil solicitou exames ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado como morte suspeita no 78º Distrito Policial (Jardins), e as circunstâncias da morte seguem sob investigação.

Em nota, o Hotel Rosewood informou que está colaborando integralmente com as autoridades e fornecendo todas as informações solicitadas para auxiliar na apuração dos fatos. O estabelecimento afirmou ainda que não comentará detalhes adicionais em respeito à privacidade da hóspede e de seus familiares.

Fonte: METRÓPOLES

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Canetas Emagrecedoras

Semaglutida brasileira terá teto igual ao Ozempic, mas EMS promete preço 30% menor

por Redação 1 de junho de 2026

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, chamada Ozivy e fabricada pela EMS, avançou mais uma etapa para chegar às farmácias. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, definiu o preço máximo que poderá ser cobrado pelo produto, estabelecendo o mesmo teto aplicado ao Ozempic e ao Wegovy.

O valor máximo para as canetas de 1,5 ml foi fixado em R$ 803,44 sem ICMS. Com a incidência de impostos estaduais, o preço final varia conforme a região. Em São Paulo, por exemplo, o teto pode chegar a R$ 1.314,37, enquanto em Alagoas alcança R$ 1.330,60. Já as versões de 3 ml terão preço máximo de R$ 1.399,72 sem impostos.

A definição do teto é uma exigência regulatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado no país. A CMED enquadrou o Ozivy na categoria destinada a novas apresentações de medicamentos já existentes no mercado, permitindo que pratique os mesmos preços máximos dos produtos de referência.

Apesar disso, a EMS afirmou que pretende lançar o medicamento com preços cerca de 30% inferiores aos praticados pela concorrência. Considerando que versões de menor dosagem do Ozempic são encontradas atualmente por cerca de R$ 900, a expectativa é que o Ozivy seja vendido por aproximadamente R$ 630.

A empresa informou que divulgará na próxima semana o preço oficial de mercado e a data de chegada do medicamento às farmácias. Especialistas avaliam que o fim da exclusividade da patente da semaglutida pode ampliar a concorrência e contribuir para a redução dos preços no setor.

A Anvisa possuía até o início do ano 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, sendo o Ozivy o primeiro aprovado. A EMS recebeu autorização para comercializar quatro apresentações do produto, incluindo cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, individuais e em embalagens duplas.

Fonte: G1

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Brasil

Ilha dos Gatos vira alerta ambiental e sanitário na Costa Verde do Rio

por Redação 1 de junho de 2026

A Ilha Furtada, localizada entre as baías de Mangaratiba e Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, enfrenta um problema que vai além do abandono animal. Conhecida como “Ilha dos Gatos”, o local abriga atualmente mais de 700 felinos e se tornou alvo de estudos e ações de órgãos públicos devido aos possíveis impactos ambientais e riscos à saúde humana.

Segundo moradores da região, os primeiros gatos chegaram à ilha após serem deixados por uma família que viveu no local na década de 1950. Com o passar dos anos, o abandono de animais se tornou recorrente. Relatos apontam que há até transporte de gatos para a ilha por embarcações particulares, mediante pagamento.

A situação levou à criação do projeto “Uma só saúde na Ilha Furtada”, que reúne pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Fiocruz, Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Instituto Boto Cinza e Prefeitura de Mangaratiba. O objetivo é investigar os impactos da superpopulação de gatos sobre o ecossistema local e desenvolver estratégias para reduzir danos ambientais e sanitários.

Sem fontes naturais de água doce e sem oferta natural de alimento, os animais dependem da ajuda de voluntários e organizações de proteção animal. Além da assistência, equipes realizam resgates de gatos feridos, doentes ou com zoonoses.

Pesquisadores identificaram uma circulação significativa do parasita Toxoplasma gondii entre os felinos da ilha. Estudos da UFRRJ encontraram anticorpos contra o agente causador da toxoplasmose em cerca de 40% dos gatos analisados. A preocupação é que os oocistos eliminados nas fezes dos animais sejam levados pelas chuvas ao mar, contaminando organismos filtradores, como ostras e mexilhões, que podem ser consumidos por pessoas.

Além dos riscos à saúde humana, cientistas investigam possíveis impactos na fauna marinha. Pesquisas realizadas após episódios de mortalidade de golfinhos na Baía de Sepetiba encontraram casos de toxoplasmose em mamíferos marinhos, embora ainda não exista comprovação de ligação direta com a Ilha Furtada.

Como resposta ao problema, a União retomou a posse da ilha em 2024 por interesse público. A Prefeitura de Mangaratiba também aprovou legislação específica para o manejo da população de gatos e ampliou as punições para quem abandonar animais em ilhas da região.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Vini Jr pede respeito a Virginia após torcida entoar xingamentos em amistoso da Seleção

por Redação 1 de junho de 2026

Vini Jr se manifestou na noite deste domingo (31) após torcedores entoarem ofensas contra sua ex-namorada, Virginia Fonseca, durante o amistoso entre Brasil e Panamá, no Maracanã. A partida terminou com vitória brasileira por 6 a 2.

Os xingamentos ocorreram logo após o atacante marcar o primeiro gol da Seleção. Em uma publicação no Instagram, o jogador pediu que os torcedores não direcionem ofensas à influenciadora.

“Ambiente foi mágico hoje no Maraca. Mas queria pedir, com todo o carinho, para não ofenderem a Virginia. Tivemos uma relação muito bonita e gostaria que a apoiassem, porque entre a gente está tudo bem. O respeito e carinho seguem. Vamos juntos pelo hexa”, escreveu Vini Jr ao compartilhar uma imagem da ex-namorada.

A repercussão do episódio também gerou reações de outros influenciadores. Mariana Menezes criticou a atitude da torcida e afirmou que os gritos demonstram a relevância de Virginia. “Estão mandando a Virginia tomar naquele lugar! Estou passada! Ridículos! Mas para vocês verem o quanto ela é poderosa. O Brasil fazendo gol e o pessoal preocupado em gritar o nome dela. Ela é muito rainha”, declarou.

Rico Melquiades também condenou as ofensas e afirmou que Virginia não merecia ser alvo dos insultos. “O cara que trai a Virginia e ela que é xingada. O Brasil é um circo! Por isso que eu não vou torcer para o Brasil”, disse.

Virginia Fonseca e Vini Jr anunciaram o fim do relacionamento em 15 de maio. Após a separação, circularam rumores de que o jogador teria pago a viagem de duas mulheres para Madri, na Espanha, onde a influenciadora estava. As mulheres citadas negaram qualquer envolvimento com o atleta.

Fonte: G1

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Brasil

Itaú admite cobranças não contratadas e consumidores podem buscar ressarcimento

por Redação 1 de junho de 2026

O Itaú reconheceu, segundo revelou o Metrópoles, que adota há 14 anos a prática de cobrar por serviços não contratados por clientes. A admissão ocorreu no contexto de uma ação civil coletiva que resultou em um acordo firmado entre o banco e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

O acordo, porém, tem sido alvo de críticas por limitar o acesso dos consumidores ao ressarcimento. Pelo texto aprovado, apenas correntistas que conseguirem comprovar que sofreram cobranças indevidas poderão solicitar a devolução dos valores. Além disso, o benefício alcança somente consumidores que registraram reclamações em canais oficiais até dezembro de 2025.

Na prática, especialistas apontam que o acordo não contempla integralmente garantias previstas no Código de Defesa do Consumidor. Ainda assim, clientes que identificarem descontos indevidos podem recorrer a outros mecanismos para buscar reparação.

O primeiro passo é verificar o extrato do cartão de crédito, incluindo cartões de lojas administrados pelo Itaú. Cobranças relacionadas a termos como “seguro”, “assistência” ou “garantia” merecem atenção. Caso o cliente não tenha contratado esses serviços, pode ter sido alvo da prática admitida pelo banco.

Em seguida, a orientação é procurar o próprio Itaú para solicitar esclarecimentos, cancelamento e eventual devolução dos valores. Também é importante guardar protocolos, e-mails e registros de atendimento, que podem servir como provas em futuras reclamações ou processos.

Se o problema não for solucionado, o consumidor pode registrar uma queixa na Ouvidoria do Banco Central e também na plataforma consumidor.gov.br, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Caso não haja acordo, ainda existe a possibilidade de recorrer à Justiça, por meio da Defensoria Pública ou com o auxílio de um advogado especializado.

Fonte: METRÓPOLES

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Brasil

Operação contra produtora de filme sobre Bolsonaro não tem relação com obra, diz Flávio

por Redação 1 de junho de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação da Polícia Civil de São Paulo realizada na sede da produtora Go UP Entertainment não tem ligação com o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao chegar a um evento no Rio de Janeiro, o parlamentar foi questionado por jornalistas sobre a investigação e respondeu de forma breve. “(Não) tem nada a ver com o filme”, declarou.

A operação da Polícia Civil apura suspeitas de fraude em um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade responsável pela produção de Dark Horse. O foco das investigações é um termo de colaboração celebrado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto, representado por Karina Ferreira da Gama, para a instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades periféricas da capital paulista.

Segundo as autoridades, foram identificados indícios de irregularidades desde a origem da contratação. A investigação aponta possíveis falhas graves no processo e apura eventuais condutas ilegais relacionadas ao contrato.

O caso ganhou repercussão nacional por envolver a mesma entidade ligada à produção do filme sobre Jair Bolsonaro. As apurações seguem em andamento para esclarecer se houve irregularidades na execução do acordo firmado com a administração municipal.

Fonte: METRÓPOLES

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Brasil

Contrato ligado a produtora de filme sobre Bolsonaro teria valor 230% acima do mercado, aponta polícia

por Redação 1 de junho de 2026

A operação Wi-Fi, realizada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (1º), colocou sob investigação um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade responsável pela produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo os investigadores, o acordo para instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades periféricas da capital previa pagamentos até 230% acima dos valores praticados no mercado.

As apurações envolvem o termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto, representado por Karina Ferreira da Gama. De acordo com a investigação, enquanto a empresa municipal Prodam cobrava R$ 306 por ponto, além de R$ 200 de manutenção mensal, o contrato com o ICB previa pagamento fixo de R$ 1.800 por ponto.

A Polícia Civil também aponta outras suspeitas. Entre elas estão a falta de capacidade técnica da entidade, que teria histórico de atuação apenas em feiras de livros e eventos religiosos; o descumprimento de metas, com a instalação de 3.200 dos 5 mil pontos previstos; a celebração de três aditivos em curto intervalo de tempo; e a antecipação de R$ 26 milhões sem a devida contraprestação. Segundo os investigadores, houve repasses relativos a 3.200 pontos quando apenas seis estariam funcionando no período analisado.

As autoridades suspeitam ainda que recursos do contrato público possam ter sido direcionados à produtora Go Up Entertainment Ltda, controlada por Karina Ferreira da Gama, para subsidiar a produção do filme Dark Horse.

O caso ganha repercussão em meio a outras controvérsias envolvendo o financiamento da obra. O filme já havia sido citado em reportagens sobre o Banco Master após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para apoiar a produção coordenada pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP). Segundo informações divulgadas, ao menos R$ 61 milhões teriam sido repassados por uma empresa ligada ao banco por meio de um fundo de investimentos sediado no Texas, nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que colabora com as investigações e que toda a documentação solicitada já havia sido disponibilizada às autoridades. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) informou que o programa funciona normalmente, com apenas 52 dos 3,2 mil pontos contratados fora do ar para manutenção na manhã desta segunda-feira. A administração também negou pagamentos relacionados a 5 mil pontos e afirmou que o contrato seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Segundo a prefeitura, o custo estimado para 2026 é de R$ 1.280 por ponto ao mês, valor inferior às propostas recebidas em 2022. O Instituto Conhecer Brasil foi procurado e ainda não se manifestou.

Fonte: METRÓPOLES

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Brasil

Operação mira produtora de filme sobre Bolsonaro por suspeita de desvio de verba pública

por Redação 1 de junho de 2026

A Polícia Civil realiza nesta segunda-feira (1º) uma operação para investigar uma suposta fraude em uma licitação envolvendo a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A principal suspeita é de que parte da produção cinematográfica tenha sido financiada com recursos de um contrato público firmado entre a ONG e a administração municipal.

As investigações apuram possíveis irregularidades em um termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto, representado por Karina Ferreira da Gama, para a contratação e instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades periféricas da capital paulista. Segundo a polícia, foram identificadas falhas consideradas graves e indícios de condutas ilegais desde a origem da contratação.

Entre os pontos investigados está a falta de capacidade técnica da entidade. De acordo com os investigadores, o chamamento público contou apenas com a participação do ICB, organização sem experiência comprovada no setor de telecomunicações e com histórico de atuação restrito a feiras de livros e eventos religiosos. Também são apuradas suspeitas de superfaturamento. Enquanto a empresa pública Prodam cobrava R$ 306 por ponto para manutenção mensal, o contrato com o instituto previa pagamento fixo de R$ 1.800 por ponto.

A polícia ainda aponta descumprimento de metas e possíveis fraudes em aditivos contratuais. Dos 5 mil pontos previstos, apenas 3,2 mil teriam sido instalados. Para justificar atrasos, três termos aditivos teriam sido assinados em intervalos de poucos dias. Outra suspeita envolve pagamentos antecipados. As autoridades afirmam que R$ 26 milhões teriam sido liberados sem a devida contraprestação, com repasses referentes a 3,2 mil pontos quando apenas seis estariam funcionando no período analisado.

Os investigadores também suspeitam que recursos do contrato tenham sido desviados para a produtora Go Up Entertainment Ltda, controlada por Karina Ferreira da Gama, com o objetivo de subsidiar a produção do filme Dark Horse.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que colabora com as investigações e que todo o material solicitado já havia sido encaminhado às autoridades. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) afirmou que o programa de Wi-Fi funciona normalmente e destacou que, por volta das 9h desta segunda-feira, apenas 52 dos 3,2 mil pontos contratados estavam fora de operação para manutenção. A administração também negou pagamentos relacionados a 5 mil pontos e afirmou que o aditivo citado refere-se exclusivamente à manutenção da estrutura já instalada.

A prefeitura reforçou ainda que o contrato seguiu os princípios da legalidade, transparência e economicidade. Segundo a gestão municipal, o chamamento público ocorreu em 2024, antes mesmo da produção do filme citado, e cumpriu todas as exigências legais. O município também argumentou que o custo estimado para 2026 é de R$ 1.280,80 por ponto ao mês, abaixo das propostas recebidas em 2022. O Instituto Conhecer Brasil foi procurado e ainda não se manifestou.

Fonte: METRÓPOLES

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Brasil

Mãe denuncia creche após criança de 3 anos chegar em casa com fezes dentro da mochila em Petrópolis

por Redação 28 de maio de 2026

Uma mãe denunciou um centro de educação infantil da rede municipal de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, após afirmar que o filho, de 3 anos, chegou em casa com fezes dentro da mochila após um episódio de evacuação durante o período escolar. O caso teria ocorrido no dia 29 de abril, na unidade do bairro Mosela.

Segundo o relato da mãe ao g1, ela foi informada ainda na van escolar de que a criança havia evacuado na roupa e sido trocada na escola. No entanto, ao chegar em casa, encontrou o material dentro de um saco plástico colocado na mochila do menino, que está em processo de desfralde. “As roupas sujas estavam dobradas por cima e, no fundo, estavam todas as fezes dele, soltas”, afirmou.

A mãe disse que havia informado previamente à escola sobre as dificuldades da criança com o desfralde e que enviava fraldas extras para situações de emergência. Ela também relatou que o filho fala, mas tem dificuldade para comunicar quando precisa ir ao banheiro.

Após o episódio, a responsável procurou a escola e questionou a ocorrência, mas afirma que foi informada de que a troca havia sido feita de forma adequada, no banheiro e sem pressa. Ela disse ainda que não recebeu pedido de desculpas e que teria sido orientada a procurar a Secretaria de Educação e avaliar a transferência do aluno.

Uma ata da Secretaria de Educação e da Inspeção Escolar, registrada em 30 de abril, confirma que a criança foi trocada após evacuar na roupa perto do horário de saída e que a responsável relatou ter encontrado o material dentro da mochila. O documento também registra a decisão de transferência do estudante para outra unidade.

A criança foi transferida para outra escola, mas, segundo a mãe, enfrenta dificuldades de adaptação. Ela também informou que o filho está em investigação médica por possíveis questões neurológicas e já teve encefalite no fim de 2024, quando ficou internado por duas semanas.

Em nota, a Prefeitura de Petrópolis informou que houve um possível “equívoco no manuseio da sacola”, que teria sido colocada acidentalmente na mochila da criança. A Secretaria de Educação afirmou que todos os procedimentos de apuração estão sendo realizados e que não foram identificados motivos para afastamento de profissionais, tratando o caso como uma “fatalidade”.

Fonte: G1

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