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Saúde

Saúde

Tabagismo: largar o cigarro apenas com força de vontade é exceção; conheça os métodos eficazes

por Redação 11 de março de 2025

Uma meta de Ano Novo que costuma entrar na lista de boa parte dos cerca de 10% dos brasileiros adultos que ainda fumam é abandonar o cigarro. Os motivos não faltam, já que o tabagismo eleva o risco de uma gama de doenças que vão desde diferentes tipos de câncer até problemas cardíacos, diabetes, disfunções reprodutivas e muitas outras. Mas apenas querer é suficiente para sair da dependência?

Especialistas e estudos apontam que o feito é até possível, porém improvável. Quando comparado ao uso de intervenções farmacológicas e comportamentais, as chances de a pessoa conseguir largar o cigarro aumentam consideravelmente. É o que explica a coordenadora da Comissão Científica de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Maria Enedina Scuarcialupi:

— Não é fácil largar sozinho, costuma ser a exceção. A grande maioria das pessoas precisa de ajuda, como terapia cognitiva comportamental, medicamentos e reposição de nicotina para superar a síndrome de abstinência. Cerca de 5% param sozinhos, e por volta de 50% nos programas de cessação.

Os estudos que acompanham pessoas que querem parar de fumar mostram de fato essa realidade. Um dos mais recentes, conduzido por pesquisadores da University College of London, no Reino Unido, e publicado em janeiro na revista científica JAMA Network Open, analisou dados de 25 mil fumantes britânicos. Como resultado, aqueles que tentaram parar de fumar sem ajuda tiveram cerca de um terço a menos de chances de sucesso do que aqueles que usaram alguma forma de apoio.

Já uma revisão de 319 ensaios clínicos feita por pesquisadores das Universidades de Oxford e Leicester, com 157,2 mil voluntários, concluiu que a cada 100 pessoas que tentam parar de fumar sem auxílio, apenas 6 conseguem. Essa proporção dobra para aqueles com métodos de reposição de nicotina (12 a cada 100) e chega a 14 a cada 100 com o uso de medicamentos, segundo a publicação na Cochrane em 2023.

— A partir do momento que se começa a usar o cigarro, os receptores de nicotina crescem em proporção geométrica. Nós nascemos com esses receptores, porque a nicotina é um neurotransmissor que usamos para outras coisas na vida, mas quando você fuma, a nicotina entra no cérebro em apenas nove segundos, e esses receptores aumentam muito. Se você tinha 1, por exemplo, vira 4. E aí vai se criando o quadro de dependência. E quando você para, entra num quadro de abstinência muito grave. Por isso parar sem ajuda é muito difícil, você precisa dessensibilizar esse mecanismo aos poucos — explica Elnara Negri, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O que funciona para largar o cigarro?
Em julho do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a 1ª diretriz de tratamento clínico voltada para pessoas que querem deixar de fumar. O documento reúne as intervenções consideradas eficazes para a cessação do tabagismo.

A organização estima que 60% dos 1,25 bilhão de consumidores de tabaco pelo mundo (750 milhões) desejam largar o hábito e destaca que as recomendações são válidas tanto para o cigarro convencional, como para os eletrônicos, o artesanal, narguilés, charutos, entre outros.

Segundo a nova diretriz, combinar remédios com intervenções comportamentais é a forma mais eficaz de cessar o tabagismo. Entre as alternativas farmacológicas, há a Terapia de Reposição de Nicotina (TRN), como adesivos, pastilhas e gomas de nicotina, e os remédios bupropiona, vareniclina e citisina.

Já a intervenção comportamental se caracteriza por estratégias como aconselhamento médico, terapia comportamental cognitiva (TCC) e grupos de apoio. Qualquer estratégia, especialmente a medicamentosa, deve ser recomendada e supervisionada por um profissional.

— A abordagem de terapia é a inicial e funciona para entender de onde vem a dependência, auxiliar a parar de fumar e a manter a abstinência. É uma intervenção muito eficaz e dá um suporte significativo principalmente no momento da abstinência. Mas, para algumas pessoas que têm uma dependência elevada, é indicado também o uso de medicamentos — conta Mariana Pinho, coordenadora do projeto Tabaco da ACT Promoção da Saúde.

O Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PCNT), oferece de forma gratuita acesso às terapias de reposição, à bupropiona e a terapia cognitivo comportamental.

Sobre os remédios, Elnara explica que a bupropiona “diminui a vontade de fumar por meio de mecanismos no cérebro que promovem bem-estar e fazem o paciente sentir menos os efeitos da falta de nicotina”.

Já a vareniclina e a citisina, os outros remédios indicados pela OMS, mas indisponíveis no SUS, têm uma ação diferente: se ligam diretamente aos receptores de nicotina no cérebro. A vareniclina é uma alternativa mais antiga, mas que hoje não tem fácil acesso no Brasil nas farmácias, o que é considerado um problema.

— Infelizmente estamos passando por um momento de dificuldade não só no Brasil, mas em outros países. Estamos sem por problemas químicos, contaminação por metal pesado na sua fabricação, segundo a empresa responsável. Mas aqui também não temos o genérico, a que outros países já têm acesso — diz a coordenadora da SBPT.

A citisina tem sido testada apenas mais recentemente para auxiliar a cessação do tabagismo, mas os estudos já indicam um efeito positivo, tornando o fármaco a 1ª nova opção em cerca de duas décadas para ajudar a largar o cigarro.

Em um dos trabalhos, publicado no periódico JAMA, 32,6% (um terço) dos participantes que receberam o medicamento continuavam em abstinência três meses após interromperem o fumo, percentual que foi de apenas 7% no grupo placebo. O remédio, porém, ainda não foi aprovado com essa finalidade no Brasil.

Em relação aos medicamentos no SUS, em 2019 a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliou a inclusão da vareniclina, mas recomendou que o fármaco não fosse ofertado na rede pública pelo alto custo.

Porém, em 2023, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) publicou uma carta aberta em que defendeu oferecer o remédio no SUS citando a existência da vareniclina genérica, que tem custo reduzido, e chamando já a atenção para a “ótima eficácia e tolerabilidade” observada com a citisina, ainda que pendente de aprovação.

Maria Enedina, da SBPT, diz que a entidade vai “buscar entender o processo para que a citisina, já utilizada em outros países, inclusive na forma genérica, seja aprovada para uso no Brasil”.

Hoje, 9,3% dos brasileiros com mais de 18 anos são fumantes, segundo a edição de 2023 do levantamento Vigitel, do Ministério da Saúde. Há 35 anos, em 1989, esse percentual era de 34,8% da população adulta, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN) da época.

Cigarros eletrônicos não são alternativa
Um método que seria eficaz para reduzir o fumo convencional adotado por países como Reino Unido e Suécia é o uso de modelos eletrônicos que, embora sejam nocivos, causariam menos danos do que os tradicionais. No entanto, a estratégia não é recomendada nem pela OMS, nem pelas especialistas brasileiras.

— Muitas evidências mostram que uma parcela grande volta a fumar os convencionais e passa a fazer o uso dos dois. Então é uma falsa premissa que os cigarros eletrônicos ajudam a parar de fumar, você não se livra da dependência de nicotina. Fora os problemas que o cigarro eletrônico continua a causar — diz Elnara.

Além disso, Mariana, da ACT, afirma que tem se observado uma dependência maior de nicotina com os cigarros eletrônicos do que a com os modelos convencionais, o que tem levado a uma nova geração de fumantes.

— As pessoas que consomem cigarros eletrônicos estão tendo muito mais dificuldade na hora de parar de fumar. Suspeitamos que seja porque a nicotina nos dispositivos eletrônicos tenha uma absorção muito mais rápida pelo organismo, e estabeleça a dependência química de forma mais significativa. Isso deixa a pessoa dependente mais rápido e com uma intensidade muito forte.

Fonte: OGLOBO

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BrasilSaúde

Jovens relatam uso frequente de remédios para disfunção erétil em bares de SP: ‘Todo mundo já toma’

por Redação 20 de fevereiro de 2025

O Profissão Repórter desta terça-feira (18) abordou o uso crescente de medicamentos para disfunção erétil. Em bares de São Paulo, a reportagem conheceu jovens na faixa dos 20 anos que saem de casa com os comprimidos de medicamentos para disfunção erétil na carteira

Médicos alertam para os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos.

Aumento da venda de remédio para disfunção erétil

Disponíveis nas farmácias sem a necessidade de apresentação de receita, os medicamentos que contêm a substância tadalafila estão entre os mais vendidos do país. Foram mais de 43 milhões de unidades comercializadas em 2023.

À reportagem, um frequentador de academia revelou que utiliza o medicamento para melhorar desempenho tanto sexual quanto físico.

Prescrição médica para exercícios?
A reportagem conversou com médicos que prescrevem tadalafila para a prática de exercícios.

O Conselho Regional de Medicina, no entanto, alerta para os riscos do uso indiscriminado desses medicamentos.

Fonte: G1

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Saúde

‘Tive um AVC aos 20 anos enquanto fazia esteira, tentando emagrecer a qualquer custo’

por Redação 18 de fevereiro de 2025

A criadora de conteúdo Nicole Peixoto Freire, de 29 anos, sofreu um acidente vascular cerebral aos 20. Ela estava na esteira da academia quando passou mal. O lado esquerdo de seu corpo paralisou e só melhorou com fisioterapia. Ainda assim, ela não tem mais o movimento da mão esquerda.

“Eu estava fissurada em emagrecer e fui para esteira correr. Só que eu não tinha preparo físico. Escolhi um treino aleatório, que era tiro super rápido a 17 km/h, sendo que eu nunca tinha corrido antes. Eu queria me ver suando. Também estava fazendo uma dieta restrita, sem muito carboidrato”, lembra.

“Ainda que isso não tenha causado meu AVC, o meu alerta é que nada que você faça por estética vai valer tão a pena que compense você perder sua saúde”, diz.

Enquanto corria na esteira do prédio em que morava, Freire olhou para trás ao pensar que viu alguém e depois sentiu uma pontada na cabeça. Ela chegou a pensar que tinham batido nela. Instintivamente, a criadora de conteúdo puxou a trava de segurança da esteira, desceu e sentou no chão. Ao ligar para o seu pai, ele notou que havia algo de errado com a filha. “Eu achava que estava morrendo”, lembra Freire.

Sua madrasta desceu com a médica do prédio, e Freire foi encaminhada para o hospital às pressas. Nesse momento, o lado esquerdo do seu corpo estava paralisado. Entre a ligação de Freire com o pai e a ida ao pronto-socorro levou cerca de 30 minutos. A rapidez em buscar atendimento especializado é fundamental para um desfecho positivo em casos de AVC.

A confirmação do AVC
Ao chegar ao pronto-socorro, a jovem foi rapidamente medicada com trombolítico, fármaco usado para disolver coágulos sanguíneos. Na sequência, fez tomografia, exame que confirmou o acidente vascular cerebral isquêmico.

Freire ficou três dias na UTI e os descreve como os piores da sua vida. “Eu gritava para os meus médicos que não ia mais andar e chorava muito por medo de morrer”, lembra. Ela sofreu também pela incerteza do que seria sua vida após o AVC e de tudo que ela teria que abrir mão pelas perdas dos movimentos do lado esquerdo do corpo.

Você entende, aos poucos, que não consegue andar ou se mexer na cama e precisa de ajuda para ir ao banheiro, colocar roupa e comer.”
— Nicole Peixoto Freire, criadora de conteúdo
Depois da UTI, ainda ficou uma semana no quarto e, então, recebeu alta do hospital. Em casa, a situação ainda estava delicada. Mas a criadora de conteúdo tinha a certeza de nunca estar sozinha.

“Eu estava torta, não conseguia andar nem comer e tomava remédios de duas em duas horas. Mas agradeço a Deus porque eu tinha amigos e familiares por perto, para me darem banho, lavarem meu cabelo, me fazerem dar risada”, reflete.

A busca do diagnóstico correto
No hospital de Curitiba (PR), onde Freire mora, o AVC foi justificado como se paciente tivesse uma doença autoimune. Insatisfeitos com a explicação médica, os pais da criadora de conteúdo a levaram para São Paulo.

Quando chegaram no novo estado, a paranaense foi internada novamente para iniciar a investigação do seu quadro. Ela passou sete dias no hospital. Embora exausta devido ao desgaste emocional de duas internações seguidas, Freire descobriu o motivo de ter tido um AVC: um quadro de dissecção arterial.

“A dissecção ocorre quando a camada mais interna da parede da artéria se rompe, permitindo que o sangue infiltre a própria parede arterial. Isso compromete sua estrutura, que deveria permanecer íntegra para garantir um fluxo sanguíneo adequado dentro da artéria”, explica o neurologista Érico Induzzi Borges, do Hospital Nove de Julho.

Já a relação entre o quadro e o AVC isquêmico se dá porque “quando o sangue ocupa espaço dentro da parede da artéria, a área destinada ao fluxo sanguíneo é reduzida. Além disso, o sangue também pode coagular no local da lesão. Se tratando de uma artéria do pescoço, chegará menos sangue para irrigar o sistema nervoso e, no segundo exemplo, o coágulo pode causar entupimento de uma artéria menor, que se localize dentro do cérebro”, como informa Borges.

Com o diagnóstico correto, Freire iniciou a reabilitação. Com três meses de fisioterapia, os movimentos começaram a voltar, mas foi preciso aprimorá-los. “Eu andava, mas muito mancando. Meu braço voltou a mexer, mas não tinha força nele. A minha mão não mexe até hoje”, explica.

A reabilitação também fez com que a criadora de conteúdo aprendesse a perder peso de forma saudável, sem se colocar em risco, para inclusive ter disposição para realizar a fisioterapia. Freire também se dedicou a cuidar da sua saúde mental no processo de recuperação.

“Hoje, sou uma pessoa totalmente independente. Posso ficar sozinha, cuido da minha casa, malho, já montei a cavalo, joguei tênis, faço box, musculação… O meu propósito de vida é mostrar para pessoas que passam pelo AVC que podemos mudar o que quisermos”, reflete.

Freire faz isso principalmente nas redes sociais, como no seu perfil @ni.freire no TikTok, em que ela divide seu dia a dia com seguidores e suas reflexões sobre a vida seguir apesar das adversidades.

Qual a relação entre dissecção arterial, AVC e atividade física?
“Exercícios de alto impacto ou movimentos bruscos de rotação ou inclinação do pescoço podem aumentar o risco de dissecção, mas a corrida por si só não é uma causa. Na presença de sintomas neurológicos, é muito importante buscar ajuda antes da prática de qualquer atividade física”, reforça Borges.

Vale lembrar que o sintoma mais frequente da dissecção arterial é a dor no pescoço, do lado da lesão da artéria. No entanto, outros sinais menos específicos podem estar associados ao quadro como visão dupla, tontura, dificuldade para falar ou engolir e fraqueza em um dos lados do corpo.

Fonte: revistamarieclaire

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BrasilSaúde

Pai de adolescente com vício grave em celular mostra mordidas que levou do filho durante crises: ‘Foram mais de 40’

por Redação 12 de fevereiro de 2025

O Profissão Repórter desta terça-feira (11) destacou o poder das telas sobre os jovens e suas consequências. Em São Paulo, a reportagem contou a história de uma família que está passando por uma situação delicada após o filho de 15 anos ter apresentado sinais graves de vício em telas.

O filho ganhou o primeiro celular com seis anos de idade. Na época, os pais não imaginavam o que isso poderia provocar.

Aos oito anos, o menino foi diagnosticado com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e começou iniciou um tratamento com uma neuropsiquiatra. Foi a pandemia que escancarou o vício no celular.

O pai mostrou à reportagem fotos das mordidas que levou do filho durante as crises.

A busca por ajuda
À reportagem, eles contam como têm buscado ajuda e tratamento.

Luciana Alves é uma das psicólogas da Associação Matera, uma entidade sem fins lucrativos que trabalha para a conscientização do uso saudável das telas.

Para ela, o grande desafio é encontrar um equilíbrio.

Fonte: G1

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BrasilSaúde

Enfermeira teve dificuldade para descartar pé de idosa de 103 anos amputado sem anestesia no DF, mostram conversas

por Redação 30 de janeiro de 2025

Trocas de mensagens em um aplicativo de conversa mostram que a enfermeira suspeita de amputar o pé de uma idosa em casa e sem anestesia, no Distrito Federal, teve dificuldade para descartar o membro retirado. As capturas de tela foram obtidas pelo portal Metrópoles, e o g1 confirmou que se trata de diálogo com a enfermeira suspeita.

Em uma conversa com uma pessoa ligada à família da idosa de 103 anos, a enfermeira disse que estava enfrentando problemas para descartar o pé amputado no hospital privado onde ela trabalha. A mulher afirmou que estava dando um “bo”, gíria para problema, e riu.

Nas mensagens, a enfermeira perguntou para a pessoa se havia alguém da família que pudesse a ajudar com o descarte do membro amputado. Segundo ela, o hospital exigia a “PCT” (procalcitonina – exame de diagnóstico de infecções bacterianas). Depois, ela afirmou que faria o descarte em um hospital público.

O caso foi comunicado à Polícia Civil na segunda-feira (27). De acordo com o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF), a cirurgia também foi feita “com um bisturi inadequado” (entenda abaixo).

Idosa está internada na UTI

A idosa – que é acompanhada, desde 2023, por uma equipe médica e de enfermagem em casa – tinha uma ferida no pé que aumentou a ponto de ter uma indicação médica para amputação, segundo a PCDF.

Mas, por conta da idade, a família optou por tratar o ferimento com cuidados paliativos, o que poderia gerar uma amputação natural.

A cirurgia de amputação, segundo o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF), foi feita “com um bisturi inadequado, em ambiente domiciliar e sem anestesia”. O procedimento foi realizado no dia 13 de janeiro, segundo as investigações.

Após a amputação, a mulher foi submetida a uma cirurgia. Ela está internada na UTI, de acordo com a PCDF.

Fonte: G1

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Saúde

Snus: sachê de nicotina é mais forte que cigarro, vicia e pode causar câncer, alertam especialistas

por Redação 28 de janeiro de 2025

Os sachês de nicotina estão começando a entrar ilegalmente no mercado brasileiro. Conhecidos como snus, eles são bolsas com nicotina sintética com aroma e sabor. A comercialização do snus com tabaco é proibida na União Europeia, com exceção da Suécia, e no Reino Unido, embora o consumo não seja ilegal. Nos Estados Unidos, a FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos, recentemente autorizou a venda do produto.

Nas redes sociais, há anúncios que buscam convencer os brasileiros com promessas de que o produto é um caminho para abandonar o cigarro, mas o que especialistas alertam é que isso não é verdade. O produto tem alto teor de nicotina, que é altamente viciante, e aumenta o risco de câncer de boca.

➡️ A proposta do snus é sem um produto com nicotina, mas sem fumaça. Ele pode ser feito com ou sem tabaco, em uma versão com nicotina sintética. Essa versão existe no mercado mundial há cerca de 15 anos e é vendida com apelo de aroma e sabor – assim como os cigarros eletrônicos.

A pessoa coloca o produto entre o lábio superior da boca e a linha das gengivas e, ali, ele vai soltando nicotina que é absorvida pela mucosa, o que faz com que altos teores da droga cheguem ao sistema nervoso rapidamente.

Apesar disso, anúncios nas redes sociais vêm oferecendo o dispositivo como opção para parar de fumar, com caixas sendo vendidas a R$ 139. A Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul apreendeu cerca de 2,2 mil sachês da substância Snus, uma das primeiras apreensões no país.

O g1 conversou com especialista e eles reforçam que isso não é verdade e explicam quais os riscos e o que pode fazer quem quer parar de fumar.

O que são os snus e quanto de nicotina eles têm?
Esse tipo de sachê é tradicional nos países nórdicos, principalmente na Suécia. Por lá, eles começaram há décadas em uma versão com tabaco que tinha gosto amargo. No entanto, começou a ser produzido com uma versão sintética de nicotina. Sem o uso do tabaco, o produto acabou entrando em vários países.

?Na Suécia, até 2022 ele não era regulamentado. Depois de ser permitido, as autoridades suecas anunciaram pesquisas para entender o impacto do uso.

Dados de saúde do país mostram que a “Suécia viu um aumento acentuado no uso desde que o snus branco foi introduzido no mercado, especialmente entre mulheres jovens que historicamente não usavam snus”. Ou seja, não eram dependentes de nicotina.

Há versões que variam de 3 a 6 miligramas da droga por sachê – para uma comparação, o cigarro convencional tem 1 miligrama.

Snus pode mesmo ser opção para deixar de fumar?
O g1 conversou com especialistas em saúde e em controle do tabagismo e eles são uníssonos: não é uma opção.

O problema do tabagismo, vício em cigarro, é a nicotina. Ela é considerada uma das drogas mais viciantes do mundo. No tecido cerebral, a nicotina se liga a receptores localizados nas membranas dos neurônios. A integração desses circuitos é responsável pela sensação de prazer causada assim que a droga chega ao sistema nervoso.

Apesar do snus não ter tabaco, ele tem altas concentrações de nicotina, que acabam mantendo a pessoa ainda viciada na droga.

Os especialistas explicam que no tratamento contra o vício há alternativas mais seguras com nicotina: o chiclete e o adesivo. O que diferencia essas duas opções do snus é a forma como ele age no corpo.

Além disso, o médico, que é especialista em tratamento contra o tabagismo, explica que não há pesquisas que mostram que o snus tenha ajudado pessoas a deixarem o vício em nicotina. Pelo contrário, estudos recentes como a do ministério da saúde sueco mostram que ele está levando pessoas que não tinham contato com a droga a usar.

O pesquisador de controle do tabaco no Instituto Nacional do Câncer (Inca), André Szklo, reforça também que as pesquisas mais recentes mostram aumento do risco de câncer de lábio, boca e esôfago com o uso desses dispositivos.

O que os dois especialistas alertam é que é preciso cuidado com o apelo de sabor e aroma de produtos com nicotina. André explica que os cigarros eletrônicos conquistaram principalmente os jovens no mercado brasileiro com o marketing de ser uma opção mais segura – quando na verdade não são. Pesquisas recentes já mostraram que ele é mais viciante e, também, cancerígeno (Leia mais aqui).

? Em 2012 a Anvisa chegou a proibir a venda de todos os produtos de tabaco com qualquer aditivo que pudesse alterar seus sabores e gostos. No entanto, a medida foi barrada. Uma pesquisa recente feita por André e outros pesquisadores mostra que de 2012 e 2023, um total de 1112 novos registros de produtos de tabaco com gosto e sabor foram registrados.

O snus pode ser vendido no Brasil?
? No Brasil, o produto é ilegal. Segundo a Anvisa, é necessário regulamentação e isso não existe.

Apesar disso, há quem venda esses dispositivos na internet. Pelas redes sociais, há dezenas de anúncios oferecendo o produto a um clique. Apesar disso, os especialistas explicam que o uso de snus no Brasil é pequeno.

No exterior, a venda do snus com tabaco é ilegal na União Europeia — exceto na Suécia — e no Reino Unido. Mas o seu consumo não é proibido. Recentemente, Premiere Ligue, uma das mais importantes no futebol, se viu diante de uma questão séria de saúde pública: epidemia de “snus”. Jogadores foram flagrados usando esse produto até mesmo no banco de reservas, apesar dos malefícios para a saúde.

Nos Estados Unidos, a FDA, a Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, liberou a venda de snus. Para os especialistas, o movimento pode acabar ampliando a ‘fama’ dos snus em países pelo mundo, principalmente entre os mais jovens.

Se quiser parar de fumar, o que fazer?
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem ambulatórios pelo país que apoiam pessoas que querem parar de fumar e abandonar produtos com nicotina. Basta procurar a unidade de saúde mais próxima e se informar se na cidade ou região há um ambulatório.

Os médicos explicam que o primeiro passo do tratamento é a conscientização dos malefícios e a decisão de parar de fumar. Depois, o tratamento segue caminhos que dependem de pessoa para pessoa. É preciso entender o nível de dependência, os hábitos de fumo para saber qual é a melhor estratégia.

➡️ Por exemplo, a pessoa que fumou por décadas todos os dias depois de tomar um café. O café pode ser um gatilho para o fumo e durante o tratamento pode ser melhor suspender e trocar por outra bebida matinal.

O tratamento pode ter o uso de produtos com nicotina, mas só dois são reconhecidos pelo Ministério da Saúde: o chiclete e o adesivo.

“Parar de fumar é muito difícil, mas é possível. O Brasil já reduziu em 70% o número de fumantes no país. O ponto central é entender qual o papel do cigarro na vida da pessoa e tratar os hábitos do tabagista que foram criados em torno do hábito de fumar. Não precisamos de mais dispositivos de nicotina”, explica Ubiratan Santos, médico que atua nos ambulatórios de Cessação de Tabagismo.

? Os médicos explicam que deixar o tabagismo não depende de acompanhamento médico e que há conteúdos disponíveis no site do ministério.

Fonte: G1

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Saúde

Celular emite radiação? É seguro deixar ele ao lado da cama? Entenda se há riscos

por Redação 22 de janeiro de 2025

Dormir com o celular na cama, ao lado dela, ou até mesmo com ele nas mãos, é um hábito comum de muita gente. Pode ser até o seu. Mas será que isso faz bem para a saúde?

Além de interferir na qualidade do sono (o ideal é tentar desconectar por uma hora ou mais antes de ir para a cama), será que o celular irradia algo que possa fazer mal? É bom a gente mantê-lo afastado da cabeça ao dormir?

A resposta é simples: não, pelo contrário, estudos recentes e robustos mostram que os celulares NÃO têm energia suficiente para causar danos graves à sua saúde.

Em outras palavras, isso quer dizer que a radiação emitida pelos smartphones que usamos não tem força para causar danos no nível do DNA, o que seria necessário para provocar problemas de saúde, como o desenvolvimento de um câncer, por exemplo.

Radiofrequência baixa
De fato, o celular que você está segurando enquanto lê essa matéria emite uma certa radiação.

Mas tudo bem. Esse tipo de radiação é chamada de radiação de radiofrequência e faz parte de uma faixa de baixa energia no espectro eletromagnético.

Para entender melhor?⃤ RELEMBRE: A energia é transferida em ondas. O espectro eletromagnético inclui desde as ondas de rádio dos telefones e micro-ondas, que usamos no dia a dia, até a luz visível, aquela que enxergamos com nossos olhos.

? Como a energia eletromagnética viaja em forma de ondas, esse espectro é muito amplo: começa com ondas de rádio, que são bem longas, e vai até os raios gama, que são curtos.

E celulares de gerações anteriores como 2G, 3G e 4G funcionam em frequências entre 0,7 e 2,7 GHz (gigahertz são unidades que indicam quantas vezes uma onda se repete por segundo).

Já a nova tecnologia 5G pode usar frequências mais altas, de até 80 GHz.

Mesmo assim, a questão toda é apesar desses números maiores, todas essas frequências estão na faixa chamada de não ionizante:

☢️”Ionizante” se refere à capacidade de uma radiação remover elétrons de átomos, o que pode danificar células.
✅E radiações não ionizantes, como as dos celulares, NÃO têm essa capacidade.
Na prática, isso quer dizer que esse tipo de energia é baixa demais para quebrar o DNA ou causar danos significativos às células do nosso corpo.

Ou seja, a energia emitida por esses aparelhos é tão baixa que NÃO representa um risco nesse sentido.

A questão é tão bem investigada pela ciência que, no ano passado, pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês) apresentaram resultados que mostram que o uso de celular, mesmo entre as pessoas que passam mais tempo ao telefone, não aumenta o risco do desenvolvimento tumores cerebrais.

O estudo, que acompanhou mais de 250 mil pessoas por vários anos, não encontrou diferença alguma no surgimento de tumores cerebrais entre aqueles que usaram o celular com mais frequência e os que usaram menos.

Por outro lado, radiações como vindas de raios-X, radônio e outros aparelhos fazem parte do grupo de radiação ionizante. E essas sim têm alta frequência e energia suficiente para alterar o DNA e aumentar o risco de câncer.

“É prudente observar o que diz o princípio da precaução quanto à exposição a agentes químicos, físicos ou biológicos, cuja premissa é a adoção de medidas de controle de riscos, mesmo que as evidências científicas não sejam completas ou conclusivas”, acrescenta Paredes de Souza.

Moderação e precauções no uso
Agora, tendo tudo isso em mente, é importante lembrar que, embora o uso do celular na cama não esteja ligado ao risco de câncer, ele pode afetar outros aspectos da saúde.

Ele pode, por exemplo, influenciar a qualidade do sono, causar problemas comportamentais ou até contribuir para transtornos de ansiedade e questões psíquicas.

Por isso, a moderação sempre é o caminho mais saudável.

Abaixo, veja outras 10 dicas para melhorar sua noite de sono

Tenha regularidade: vá dormir e acorde no mesmo horário todos os dias, incluindo fins de semana. É importante que o seu corpo tenha um horário regular de sono.
Relaxe antes de dormir: ouça uma música, leia um livro, tome um banho morno, medite.
Durma pelo menos sete horas se você for adulto: o National Sleep Foundation recomenda que adultos entre 18 e 65 anos durmam entre sete e nove horas por noite.
Mantenha o quarto silencioso: o ideal é evitar distrações barulhentas.
Bloqueie a luz: sabemos que a exposição excessiva à luz pode prejudicar o sono. Evitar luz forte ajuda na produção da melatonina, o hormônio da escuridão que prepara o nosso corpo para dormir.
Evite comidas pesadas e gordurosas antes de dormir: o ideal é se alimentar algumas horas antes de ir para a cama. Caso precise de um lanchinho, opte por algo leve.
Nada de cigarro ou álcool: eles podem atrapalhar o sono e podem causar despertares noturnos.
Faça exercícios: tente manter uma rotina de exercícios – 40 minutos de treino aeróbico ou de resistência quatro vezes por semana ajudam no sono.
Deixe o celular para lá: o ideal é tentar desconectar por uma hora ou mais antes de ir para a cama. A luz dos dispositivos eletrônicos pode suprimir a produção natural de melatonina.
Vá para cama com sono: se não conseguir dormir após 30 minutos, levante-se. Especialista dizem que a cama é apenas para dormir e fazer sexo.

Fonte: G1

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BrasilSaúde

A prisão de grupo que produzia e vendia anabolizantes clandestinos; mercadoria tinha até remédio para sarna

por Redação 20 de janeiro de 2025

O Fantástico deste domingo (19) destacou detalhes da prisão de 15 pessoas nesta semana no Rio de Janeiro por produzir e vender anabolizantes clandestinos para todo país. Segundo a polícia, a mercadoria era preparada em ambientes sem higiene e misturada com substâncias tóxicas –, incluindo até remédio para sarna. Veja no vídeo acima.

‘Next’
A marca Next, conhecida no meio do fisiculturismo, era a principal patrocinadora de um dos maiores campeonatos do país, o Mr. Rio. O presidente da Federação de Culturismo do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Costa.

O grupo construiu uma rede de venda e de promoção, dando a aparência de uma empresa profissional legalizada, mas eles fabricavam e comercializavam anabolizantes de forma clandestina e, segundo as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, em condições de insalubridade extrema.

O Fantástico visitou um dos pontos de estoque dos produtos, que eram feitos em garagens e casas dentro de regiões dominadas pelo crime organizado no Rio de Janeiro.

Investigações
As investigações da polícia começaram em junho de 2024, após o setor de inteligência dos Correios identificar uma grande quantidade de remessas de anabolizantes e medicamentos restritos saindo de duas agências de São Gonçalo.

As encomendas tinham como remetentes um nome fictício. Imagens das câmeras de segurança das agências registraram os momentos dos envios. Em um dos flagrantes, um homem mostra um primeiro pacote. Depois coloca mais 17 pacotes para remessa, de diferentes tamanhos.

Em seis meses, as encomendas da quadrilha foram enviadas para todo o país.

Influenciadores pagos para divulgar
A polícia calcula que o grupo movimentou R$ 82 milhões em seis meses com a venda ilegal de anabolizantes.

Uma das peças fundamentais para o sucesso das vendas era a captação de influenciadores digitais que eram patrocinados pela marca. Segundo a polícia, essas pessoas recebiam até R$ 10 mil por mês da quadrilha para promover os produtos ilegais.

Entre eles, um treinador de atletas de fisiculturismo com mais de 720 mil seguidores nas redes sociais.

Prisões
Essa semana, 15 pessoas ligadas ao grupo foram presas, incluindo o chefe da organização, Miguel Barbosa de Souza Costa Júnior, conhecido como “Boss” ou “Escobar”. Miguel foi preso em casa, na cidade de São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

Além do tráfico de anabolizantes, a organização criminosa também é suspeita de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outros crimes financeiros. A polícia afirma que vai investigar também a rede de influenciadores digitais pagos para divulgar os produtos clandestinos.

Por mensagem, Gustavo Costa, presidente da Federação de Culturismo do Estado do Rio de Janeiro, disse que a federação conta com o apoio de diversas marcas patrocinadoras comprometidas com o desenvolvimento do esporte e desconhecia qualquer ilicitude em relação a seus apoiadores. A nota também diz que a federação rompeu relações com qualquer marca sob suspeita de envolvimento em atos ilícitos.

Miguel Barbosa de Souza Costa Júnior segue preso e a polícia disse que ele ainda não apresentou advogado.

Riscos à saúde
Os anabolizantes são produtos sintéticos geralmente derivados do hormônio sexual masculino, a testosterona. No Brasil, o uso é regulamentado para tratamentos de saúde, com receita médica.

Mas a prescrição de anabolizantes para ganhos de rendimento ou fins estéticos foi proibida pelo Conselho Federal de Medicina.

Fonte: Fantástico

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Saúde

Dá para contrair HPV em aparelho da academia? Especialistas explicam

por Redação 16 de janeiro de 2025

Um vídeo no TikTok, onde uma jovem relata ter contraído HPV ao usar um equipamento de academia, está viralizando. Ela conta que percebeu uma verruga no dedo e, ao consultar uma médica, foi informada de que era causada pelo vírus. O que especialistas explicam é que o que ela tem não é uma infecção sexualmente transmissível e que é impossível contrair o vírus na academia. (Leia mais abaixo)

?Primeiro, é importante entender que o HPV, papilomavírus humano, é um grupo de vírus capaz de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 200 tipos; nem todos são genitais, transmitidos no sexo. E o mais importante: em nenhum dos tipos é possível a contaminação por objetos.

A questão é que, entre os subtipos do vírus, existem alguns que podem afetar a pele, causando verrugas, como é o caso contado no vídeo. Eles são inofensivos para a saúde.

No vídeo postado no TikTok, a estudante Victoria Sartorelli conta que percebeu uma verruga no dedo da mão e decidiu procurar uma dermatologista que explicou que era causada por HPV. Em um dos vídeos, que tem mais de um milhão de views, ela explica que é um subtipo do vírus e que pegou na academia, fazendo o alerta aos seguidores.

➡️ O g1 conversou com médicos especialistas e o que eles reforçam é que não é preciso pânico. Essa versão do vírus é inofensiva, não é transmitida por qualquer toque na região genital e não é possível o contágio por superfície, como aparelhos de academia.

A médica ginecologista Carolina Corsini, especialista no diagnóstico e tratamento do HPV, explica que essa versão do vírus é comum, até mesmo em crianças. Ela observa que a maioria das pessoas não percebe a infecção, pois o vírus não causa problemas de saúde, apenas uma reação na pele com o surgimento de verrugas.

A médica ginecologista e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fabiene Castro Vale, reforça que não há motivo para pânico, já que esse tipo de HPV é diferente do que causa a infecção sexualmente transmissível.

É possível contrair a doença por superfície?
O contágio desse subtipo do HPV segue a mesma linha da versão genital: é preciso o contato pele com pele ou mucosa com mucosa com a pessoa infectada para a transmissão.

A médica ginecologista Fabiene Castro Vale explica que ele não resiste em superfícies e que seria impossível contrair ao encostar, por exemplo, em equipamentos de academia.

“É preciso ter uma lesão e encostar em alguém que tem o vírus ativo em uma região também com lesão para que seja transmitido. É impossível que seja por superfície”, explica.

O ginecologista Marcelo Steiner, ligado à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), também reforça que ele não resiste nas superfícies e que não é motivo para ter medo de sentar em lugares públicos, por exemplo.

“A transmissão acontece no contato de pele com pele. Dificilmente você vai ter esses HPVs passando em situações como na academia, no assento do ônibus ou por toalhas, por exemplo. Se a gente pensar assim, em qualquer lugar que você tiver um contato com esse eventual vírus, você pode desenvolver uma verruga, né? E não é assim”, explica o médico.

Fonte: G1

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BrasilSaúde

Bebê de 1 ano morre após contrair metapneumovírus, no Paraná

por Redação 10 de janeiro de 2025

Uma bebê de 1 ano e 2 meses, de Renascença, no Paraná, morreu após contrair metapneumovírus humano (HMPV), em dezembro. A causa da morte da menina já estava sendo investigada pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Em nota enviada à CRESCER, a Sesa afirmou que a menina apresentou resultado detectável para metapneumovírus. A confirmação foi realizada pelo Laboratório Central do Estado (LACEN-PR), nesta sexta-feira (10).

Regional do Sudoeste Dr. Walter Alberto Pecóits. Apesar dos esforços médicos, evoluiu a óbito em 13 de dezembro de 2024″, disse a nota.

O metapneumovírus humano (HMPV) ganhou os noticiários nas últimas semanas já que está por trás da recente alta de casos de infecções respiratórias no norte da China, sobretudo entre crianças. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do país, no entanto, a magnitude e a intensidade das infecções registradas ao longo do último mês foram menores do que as registradas no mesmo período do ano passado.

Vale destacar que o HMPV não é um novo vírus. Os surtos de metapneumovírus ocorrem principalmente no inverno — estação que atualmente predomina no hemisfério norte.

Essa não é a primeira vez que um caso de HMPV termina em morte no Brasil. Embora chame a atenção, Renato Kfouri, infectologista, pediatra e colunista da CRESCER, afirma que não é preciso entrar em pânico. “Morte por metapneumovírus tem todo ano, não acende nenhum alerta diferente”, ressalta. O médico diz, ainda, que não houve um aumento significativo de casos no país.

O que significa HMPV?
Segundo informações da Sesa, o metapneumovírus humano (HMPV) é um vírus respiratório comum, que pode causar infecções das vias respiratórias superiores e inferiores. Ele pertence à família Pneumoviridae, assim como o vírus sincicial respiratório (VSR). De acordo com Kfouri, é um vírus que provoca doenças respiratórias muito frequentes.

Embora seja comumente associado a quadros leves semelhantes aos da gripe, em alguns casos pode evoluir para formas graves, como SRAG. Identificado no Brasil pela primeira vez em 2004, o HMPV registrou mais de mil casos no Paraná no ano passado, de acordo com a Sesa.

Sintomas de HMPV
Os principais sintomas de HMPV incluem:

Tosse
Febre
Congestão nasal
Falta de ar
Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para complicações como bronquite ou pneumonia, especialmente em crianças, cujo sistema imunológico é menos desenvolvido. O período de incubação do vírus geralmente varia entre 3 e 6 dias.

Como prevenir o vírus HMPV
Para evitar a propagação do vírus HMPV, é preciso adotar algumas práticas de higiene como:

Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos.
Não tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos sujas.
Não compartilhar objetos como copos e talheres com outras pessoas.
Evitar contato próximo com pessoas com sintomas gripais.
Pacientes infectados devem cobrir a boca e o nariz ao tossir e espirrar e evitar sair de casa.
Além disso, a vacinação é a principal estratégia para prevenir complicações relacionadas a vírus respiratórios. Embora não existam vacinas contra o HMPV, os imunizantes contra a Covid-19 e Influenza, disponíveis gratuitamente no SUS, são eficazes na proteção contra formas graves de doenças respiratórias, contribuindo para a redução de hospitalizações e óbitos.

Fonte: revistacrescer

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