Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
Voz de Guarulhos
quinta-feira, abril 23, 2026
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
Voz de Guarulhos
Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal Impresso
@2023 Voz de Guarulhos
Categoria:

Saúde

Saúde

Família cria mochila que carrega equipamentos médicos, e filho eletrodependente pode viver longe do hospital; outros pacientes receberam

por Redação 30 de setembro de 2024

O Léo, de 9 anos, nasceu muito prematuro, teve complicações médicas quando bebê e precisou retirar o intestino. Ainda na gravidez, teve que fazer uma cirurgia intraútero. Esses acontecimentos fizeram com que ele se tornasse um paciente eletrodependente — que precisa estar conectado a máquinas para sobreviver.

Para os pais do pequeno, ver o filho bem durante quase uma década contraria todas as expectativas. “Os médicos me disseram que ele não ia sobreviver, ele sobreviver seria viver pouco tempo, que ia viver para sempre dentro do hospital”, lembrou a mãe, Aline Bertolozzi.

Ela e o marido, Rodrigo Monteiro, não queriam que a criança passasse a vida toda em casa ou no hospital. Os dois viram que não existia uma solução para isso e resolveram criar uma mochila capaz de carregar os equipamentos sem a necessidade de ficar preso a um lugar.

Os pais perceberam que o filho apresentou melhoras significativas, diminuiu a quantidade de internações e decidiram compartilhar a ideia: “A gente falou ‘Isso tem que ir pro mundo'”, disse a mãe.

Aline e o Rodrigo levaram a ideia da mochila para o Hospital Samaritano Higienópolis, onde Leo é acompanhado, e os médicos se uniram para melhorar a tecnologia.

“A gente precisava ter toda essa avaliação do ponto de vista ergonômico, do ponto de vista de segurança, aí sim poder disseminar para os outros pacientes já com as instruções de uso correto”, explicou Mariana Barcia, nefropedriatra.

Liberdade
Como os resultados com o Leo foram positivos, um grande sonho dos pais foi realizado: o hospital resolveu dar essa possibilidade para mais gente. Em dezembro do ano passado, 50 pacientes receberam a mochila de graça e adaptada às necessidades de cada um.

“Após 3 meses nessa utilização, a gente acabou percebendo que 38% dos pais e das crianças colocam como melhora da qualidade de vida, 100% falam que puderam ter novas experiências. A gente perguntou como que a palavra que você traduz a utilização da mochila: e eles colocam como liberdade”, relatou Maria Fernanda Carvalho de Camargo, médica nefrologista pediátrica do Hospital Samaritano Higenópolis.

Primeiro paciente a testar a novidade, o menino que teria que viver no hospital agora vai a jogos do time do coração, ama praia e já viajou para outros países.

Rebeca Nascimento, de 18 anos, também está nessa lista. Aos 18 anos, a vida dela mudou. Hoje, faz faculdade de enfermagem, dirige e viaja.

“O meu intestino não absorve direito as coisas que eu como, então, se eu fosse comer pela boca, não ia conseguir ficar em pé. Eu tinha que ficar em casa no horário da infusão, agora é em qualquer lugar”, disse a estudante.

O hospital acompanha todos os pacientes para entender os impactos da mochila.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Brasileiras desconhecem fatores de risco para o câncer de mama e a importância da mamografia, diz pesquisa

por Redação 30 de setembro de 2024

O câncer de mama é o mais comum entre as brasileiras — depois do tumor de pele não melanoma — e também o que causa mais mortes por essa doença entre elas. Ainda assim, as mulheres do país desconhecem informações importantes sobre essa enfermidade, como o melhor método diagnóstico e os fatores de risco.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (30), são do levantamento A Mulher Perante o Câncer, realizado pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a pedido da farmacêutica Pfizer. A pesquisa ouviu 1.400 mulheres, de 20 anos ou mais, moradoras da capital e das regiões metropolitanas de São Paulo, Belém, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O estudo mostrou que a maioria das entrevistadas têm uma percepção errada sobre as causas da doença. Para 77%, a herança genética é a principal responsável pelos tumores de mama.

Na realidade, o câncer de mama está associado a diversos fatores, entre eles os não controláveis e os controláveis. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 5 a 10% dos casos estão relacionados à hereditariedade. Por outro lado, cerca de 17% poderiam ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e amamentar um bebê.

As participantes da pesquisa desconhecem o peso do estilo de vida na prevenção da doença: 71% não sabem que o álcool está relacionado ao tumor, 69% não reconhecem o excesso de peso como um fator de risco e 84% ignoram a amamentação como uma proteção contra o câncer de mama. Somente 9% sabiam que a primeira menstruação antes dos 9 anos também eleva o risco da enfermidade.

“Essa falsa percepção de que o câncer de mama é causado pela genética pode mascarar cuidados necessários para prevenir a doença”, aponta a ginecologista Adriana Ribeiro, diretora médica da da Pfizer Brasil.

Percepção arraigada sobre o autoexame
Nos anos 1990, a campanha do Outubro Rosa ensinou para as mulheres a importância de tocar as mamas para identificar a presença de nódulos. Embora o autoconhecimento seja relevante, ele é insuficiente em se tratando de câncer de mama. Caroços perceptíveis pelo toque costumam ter pelo menos 1 centímetro. O ideal seria detectar lesões menores por meio de exames de rastreamento. Afinal, quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de cura.

A pesquisa do Ipec revelou que para 54% das brasileiras o autoexame é a principal medida de detecção precoce. No recorte por idade, 59% daquelas com 50 anos ou mais — o grupo mais atingido pela enfermidade — têm essa percepção equivocada.

Além disso, as entrevistadas desconhecem a importância da mamografia, uma radiografia dos seios, no diagnóstico da doença. Para 56% delas, não está clara a necessidade de passar por esse procedimento quando outros exames, como o ultrassom de mamas, indicam normalidade.

O levantamento mostrou ainda que a maioria (52%) subestima a importância de se submeter à mamografia com regularidade: 25% das participantes acreditam que, após um primeiro teste com resultado normal, podem acompanhar qualquer mudança somente pelo autoexame.

Baixa adesão à mamografia
A falta de conhecimento sobre o método diagnóstico se reflete nos cuidados preventivos das mulheres. Apenas 33% das entrevistadas de 40 a 49 anos disseram ter ido ao médico, recebido o pedido de mamografia, feito o exame e compartilhado o resultado com o profissional que a acompanha. O percentual se manteve baixo tanto entre as mulheres das classes A/B (35%) como no grupo da classe C (24%).

A pesquisa identificou ainda que uma a cada cinco participantes com idade entre 40 e 49 anos (20%) não recebeu do médico uma solicitação de mamografia nos 18 meses que precederam o levantamento do Ipec.

É possível que o resultado seja influenciado por uma divergência entre o Ministério da Saúde e por entidades médicas. O primeiro, que segue a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e norteia as práticas do Sistema Único de Saúde (SUS), recomenda que a mamografia seja realizada por mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos.

Já a Sociedade Brasileira de Mastologia, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) estabelecem o rastreamento a partir dos 40 anos, anualmente. Estima-se que 21% das brasileiras diagnosticadas com câncer de mama tenham 40 anos ou menos.

Fonte: revistamarieclaire

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Inca e Fiocruz vão produzir dados sobre cigarro eletrônico para fortalecer políticas públicas

por Redação 12 de setembro de 2024

O Inca (Instituto Nacional do Câncer) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) firmaram acordo de cooperação técnica para produzir e divulgar conhecimentos científicos sobre os DEFs (Dispositivos Eletrônicos para Fumar), conhecidos como cigarros eletrônicos. Fortalecer as políticas públicas de controle do tabagismo é o objetivo das duas instituições. O principal desafio é contrapor o marketing da indústria de tabaco com dados científicos sobre os danos causados à saúde pelo cigarro eletrônico. A primeira reunião conjunta ocorreu terça-feira (10).

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, disse que o compromisso dos dois órgãos é com a ciência. Estamos alimentando todos os interlocutores com evidências de que esses produtos [DEFs] fazem muito mal e vamos produzir ainda mais dados”, afirmou. Gil destacou que a sustentabilidade do sistema de saúde depende do enfrentamento dos fatores de risco de doenças crônicas, como o tabagismo. “A conta chega lá na frente. Por isso temos que agir agora”.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou o apoio da instituição à decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir os DEFs no Brasil. Ele considera que a ideia de regulamentação do uso desses produtos atende a interesses apenas do mercado, e não da população e da saúde pública. “A Fiocruz e o Inca são instituições estratégicas nesse debate. Vamos trabalhar juntos para exercer nosso papel técnico na geração de mais evidências científicas sobre a extensão dos malefícios desses dispositivos eletrônicos sobre a saúde humana, especialmente a dos jovens, que têm sido tão impactados”, afirmou Moreira.

Especialistas das duas instituições vão manter um grupo permanente de trabalho para a produção de dados científicos e econômicos sobre o potencial impacto negativo da inserção dos DEFs no mercado.

Fonte: r7

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Estado de SP registra 315 casos de Mpox entre janeiro e julho de 2024; alta de 257% em relação ao ano anterior

por Redação 15 de agosto de 2024

O estado de São Paulo registrou nos primeiros sete meses de 2024 pelo menos 315 casos confirmados de Mpox (antiga varíola dos macacos), segundo os dados da secretaria estadual da Saúde (SES).

De acordo com a pasta, entre janeiro e julho deste ano o número de casos da doença cresceu 257% em relação ao mesmo período de 2023, quando 88 casos da doença foram registrados no estado.

Apesar disso, os números de 2024 estão bem abaixo do registrado em 2022, primeiro ano da doença, quando 4.129 casos de Mpox foram registrados no estado durante todo o ano.

Em todo o Brasil foram notificados em 2024 ao menos 709 casos confirmados ou prováveis da doença, segundo o Ministério da Saúde. O número é significativamente menor em comparação aos mais de 10 mil casos notificados em 2022, durante o pico da doença no Brasil, segundo a pasta.

Desde 2022, foram registrados 16 óbitos no país pela doença, sendo o mais recente em abril de 2023, disse o órgão federal.

A pasta diz que já iniciou a atualização das recomendações e do plano de contingência para a doença no Brasil, assim que soube que a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a mpox é, mais uma vez, uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

“O Ministério da Saúde instalará, a partir desta quinta-feira (15), um Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE) para coordenar as ações de resposta à Mpox. Desde 2023, o Brasil apresenta estabilidade de casos. Desde a ESPII anterior para Mpox, declarada pela OMS em julho de 2022 e encerrada em maio de 2023, a vigilância para a doença se manteve como prioridade no Ministério da Saúde, que vinha monitorando atentamente a situação mundial e as informações compartilhadas pela OMS e outras instituições”, disse o ministério.

“A vacinação contra a Mpox foi iniciada em 2023, durante a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, com o uso provisório da vacina liberado pela Anvisa, priorizando a proteção das pessoas com maior risco de evolução para formas graves da doença. Desde o início da vacinação, mais de 29 mil doses foram aplicadas”, afirmou o governo federal.

Alerta da OMS

Nesta quarta-feira (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a mpox é, mais uma vez, uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

O mais alto nível de alerta da organização havia sido declarado para o surto da “varíola dos macacos”, como era então conhecida a doença, no final de julho de 2022.

Somente em maio de 2023 que a organização decidiu rebaixar seu status, por causa da diminuição global do número de casos (como também aconteceu com a Covid).

Agora a preocupação é com a rápida propagação da mpox – numa variante nova – que vem acontecendo no continente africano, em especial na República Democrática do Congo (RDC), país que vem registrando somente este ano quase 14 mil casos, incluindo 450 mortes, segundo o último relatório do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, o Africa CDC (entenda mais abaixo).

Fora da África, até o momento, “o surto continua com um baixo nível de transmissão”, afirmou a OMS.

“A OMS está comprometida em coordenar a resposta global nos próximos dias e semanas, trabalhando em estreita colaboração com cada um dos países afetados e alavancando nossa presença local para prevenir a transmissão, tratar os infectados e salvar vidas”, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da organização nesta quarta-feira.

No momento, a avaliação do Ministério da Saúde é de que o risco para o Brasil é baixo. Atualmente, há duas vacinas recomendadas pela OMS contra a doença. No entanto, nenhuma delas está sendo usada de forma ampla no país.

Especialistas sugerem a vacinação principalmente em casos de contato com infectados, para evitar surtos – como o do RDC. Uma campanha de vacinação em massa é improvável, a menos que ocorra uma grande emergência sanitária global. Essas ações são consideradas cruciais para proteger os grupos mais vulneráveis.

Ao g1, o Ministério da Saúde disse que “caso novas evidências demonstrem a necessidade de alterações no planejamento, as ações necessárias serão adotadas e divulgadas” sobre a imunização contra a doença.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Mpox: qual o risco da nova cepa mais letal que acendeu o alerta da OMS chegar ao Brasil?

por Redação 13 de agosto de 2024

Na próxima quarta-feira, um Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai se reunir para decidir se recomenda, ou não, que o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decrete uma nova emergência de saúde pública de importância internacional por causa da Mpox, como foi com a Covid-19 e com a própria Mpox em 2022.

Embora os casos globais da doença tenham caído depois do surto inédito há dois anos, a doença continuou a circular, especialmente nos lugares onde já era endêmica, como a República Democrática do Congo (RDC). No entanto, as infecções têm crescido no país africano e chegaram neste ano a 14 mil infectados e 511 mortos, impulsionados por uma nova linhagem do vírus.

O diretor-geral da OMS destacou que o número de casos em seis meses é igual ao registrado em todo o ano passado e que o vírus se espalhou para províncias anteriormente não afetadas. Além disso, que cerca de 50 casos foram relatados em quatro países vizinhos que não tinham registros de Mpox: Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda.

— Dada a propagação da Mpox fora da República Democrática do Congo (RDC) e a possibilidade de uma nova propagação internacional dentro e fora da África, decidi convocar um comitê de emergência para me aconselhar sobre se a epidemia constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional — declarou Tedros Adhanom em coletiva de imprensa na semana passada.

Um dos temores é que a cepa que tem se disseminado não é a mesma do surto de 2022. O vírus Mpox é dividido em duas linhagens, chamadas de Clado 1 e Clado 2. A 2, que é mais branda, foi a responsável pela propagação global em 2022, o que foi ligado a ela ter começado a ser transmitida por meio de relações sexuais.

Agora, a OMS relata a identificação de uma nova versão do Clado 1, batizada de Clado 1b, que também passou a ser disseminada pelo contato sexual, explica a virologista Giliane Trindade, coordenadora do Laboratório de Vírus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professora de Microbiologia da instituição.

— O Clado 1 é historicamente conhecido, afeta a RDC e principalmente países da África Central, e tem uma letalidade maior. O que acontece agora é que detectaram uma nova linhagem do Clado 1, que registra mutações que foram relacionadas a essa transmissão mais alta entre humanos — explica.

Para ela, que é especialista em Poxvírus, esses fatores, junto ao fato de mundo ser cada vez mais globalizado, fazem o risco da nova versão da Mpox se disseminar para fora do continente africano, assim como a anterior, ser uma realidade:

— Apesar de não termos registrado ainda casos do Clado 1 fora da África, a possibilidade de o vírus chegar às Américas e ao Brasil existe especialmente se considerarmos a transmissão sustentada relacionada ao contato sexual que estamos vendo na RDC, o que facilita a disseminação de uma maneira parecida com a emergência do Clado 2 em 2022. E quanto mais a situação se agrava na África, são mais pessoas infectadas, uma maior transmissão e consequentemente um maior risco para os outros países.

O Clado 1b, por exemplo, já foi confirmado no Quênia, Ruanda e Uganda, enquanto há casos em Burundi que ainda estão sendo analisados. Em relação à gravidade, enquanto a RDC acumula mais de 500 mortos em 2024, o surto global de 2022 chegou apenas a cerca de 120 óbitos em todos os países naquele ano.

— A mortalidade agora é completamente diferente da que observamos com a outra linhagem de Mpox do surto de 2022. Ela chega a ser de 4% dos casos notificados em adultos e até 10% em crianças pelo que temos observado na RDC — diz o virologista da Universidade Feevale e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vigilância Genômica de Vírus, Fernando Spilki.

Segundo dados da OMS, 66% dos casos e 82% das mortes na RDC até agora foram abaixo de 15 anos, e 73% entre homens.

— Gera uma preocupação pela agressividade, mas ainda temos pouca informação para prever como isso vai caminhar daqui para frente. Sempre existe o risco de esse vírus se espalhar e, se houver essa expansão da área de transmissão, ele eventualmente chegar ao Brasil. Mas não há como dizer com certeza nesse momento se vai ou não — avalia o infectologista e pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) José Cerbino Neto, consultor científico do Richet/Rede D’Or.

Ele destaca que, caso a OMS decida decretar o status emergência, “haverá medidas de contenção para buscar restringir a circulação do vírus, e é possível que se consiga evitar que ele chegue a outros países”. Para Spilki, que participa junto com Giliane da Câmara Técnica Pox do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), para isso é importante que países estejam atentos e se preparem:

— Como é uma doença extremamente contagiosa, as vigilâncias e os sistemas de controle precisam estar muito atentos para qualquer evidência de casos. E temos o problema de hoje ter o mundo globalizado, com as pessoas viajando e se deslocando, em que, se não houver um cuidado transnacional muito grande, podemos ter uma transmissão sim. Precisamos estar atentos a essa possibilidade especialmente com doenças suspeitas em viajantes e em contatos próximos no país.

Ele acredita que a experiência com pesquisa e diagnóstico decorrente do surto de 2022 é uma vantagem. Uma das ferramentas que está mais acessível, por exemplo, são as vacinas, inicialmente desenvolvidas para a versão tradicional da varíola, erradicada em 1980, mas que também conferem proteção contra a Mpox por serem da mesma família de vírus.

— A grande pergunta que vem sendo estudada é em que medida a vacina consegue dar uma boa proteção contra essa cepa em específico, o que é bastante possível. Desde junho, as vacinas vêm sendo aplicadas na RDC. Então é de esperar que continuemos tendo uma proteção adequada. Mas precisamos ter estoques da vacina, principalmente para imunizar as cadeias de contatos próximos daquele paciente e profissionais de saúde, de laboratórios. Isso os países precisam estar preparados — diz Spilki.

No Brasil, uma das vacinas é inclusive aplicada a grupos de maior risco no SUS, como pessoas que vivem com HIV e com contagens baixas de células de defesa. Na última sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um documento oficial em que convidou os fabricantes a submeterem as doses para aprovação de uso em caráter de emergência pela autarquia.

As doses já foram aprovadas por agências reguladoras de referência, como a europeia, a americana e pela Anvisa, mas um aval da OMS poderá acelerar o acesso pelo mundo, especialmente em países de baixa renda, e permitir que parceiros como Gavi e Unicef adquiram os imunizantes para distribuição.

Nesse contexto de maior risco, o patologista Helio Magarinos Torres Filho, diretor do Richet Medicina & Diagnóstico, também lembra a importância da testagem para que os casos de Mpox sejam isolados e evitar, dessa forma, a maior disseminação do vírus:

— O diagnóstico laboratorial é realizado através de técnicas de biologia molecular, como o PCR, em amostras coletadas diretamente das lesões suspeitas. Também é possível diagnosticar o vírus em amostras de orofaringe ou raspado anal. No entanto, nesses casos, o resultado pode indicar apenas que a pessoa é portadora do vírus, sem necessariamente apresentar sintomas da doença. Mesmo assim, recomenda-se adotar medidas para prevenir a transmissão a outras pessoas.

Além disso, como a Mpox se manifesta com erupções na pele (lesões), como bolhas, além de febre e dores musculares, o diagnóstico pode ser confundido com doenças mais comuns, como herpes e sífilis, por isso a importância da testagem.

Fonte: OGLOBO

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Genérico, referência ou similar: entenda diferenças e veja lista dos medicamentos mais vendidos

por Redação 13 de agosto de 2024

Você já deve ter visto, em algum momento, aquela caixinha de medicamento com um G gigante e uma tarja amarela. A política de medicamentos genéricos no Brasil, estabelecida em 1999, promoveu uma profunda mudança no panorama da saúde pública no país.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos) apontam que:

85% dos medicamentos do programa Farmácia Popular são genéricos;
79% dos consumidores compram ou já compraram medicamentos genéricos;
38% dos medicamentos vendidos no país são genéricos;
Os preços são, geralmente, 35% mais baixos em comparação aos de referência.
Os genéricos estão disponíveis nas farmácias como uma alternativa ao medicamento de referência, mas você sabe as diferenças entre genérico, referência e similar? A gente te explica nesta reportagem.

?Genéricos
Os genéricos são aqueles considerados equivalentes aos de referência, com o mesmo princípio ativo, mesma dose e forma farmacêutica. São administrados pela mesma via e com a mesma posologia e indicação terapêutica. Seria como uma “cópia” e, por isso, são intercambiáveis.

“É possível, no momento da compra de um medicamento de referência, substituí-lo por um medicamento genérico. Importante destacar que os medicamentos genéricos também possuem a sua eficácia, segurança e qualidade comprovadas por meio de testes de biodisponibilidade e bioequivalência garantindo assim a sua total eficácia terapêutica”, explica o farmacêutico Fábio Ribeiro da Silva, conselheiro do Conselho Regional de Farmácia de SP e diretor geral da Faculdade de Guarulhos (FAG).

O genérico é comercializado após a expiração da patente do medicamento original. Nas farmácias, ele tem a tarja amarela, o G de genérico e é identificado pelo nome do princípio ativo (por exemplo: dipirona)

?Referência (ou de marca)
É o medicamento considerado inovador, registrado na Anvisa, que teve sua eficácia, segurança e qualidade comprovadas por estudos clínicos e não clínicos. Serve como padrão para a comparação com genéricos e similares. Estão no mercado há bastante tempo e são conhecidos por nomes comerciais. Quando a patente expira, outros laboratórios são autorizados a produzir o mesmo medicamento.

?Similares
Também são cópias do medicamento de referência, com mesma composição química, concentração, eficácia, segurança e qualidade. Contudo, diferentemente dos genéricos, podem ter diferenças em características como excipientes, embalagem, rotulagem, prazo de validade, entre outros. Além disso, sempre serão identificados por meio de um nome comercial ou uma marca.

O farmacêutico explica que é mais difícil diferenciar o que é medicamento similar e o que é medicamento referência. “Nesse caso, recomendo que o paciente se oriente com o médico ou com o farmacêutico”, diz.

??Resumindo: as principais diferenças estão no processo de registro, nome comercial e, às vezes, nos excipientes. Todos atendem os padrões da Anvisa sobre eficácia, segurança e qualidade.

Por que o genérico é mais barato?
Como o genérico é uma “cópia” do medicamento referência, o fabricante não precisou realizar todas as pesquisas para o seu desenvolvimento.

“Como a indústria que vai produzir o genérico não teve esse custo, essa é uma das razões pelas quais o medicamento genérico acaba ficando mais barato para aquisição do paciente”, aponta o farmacêutico.

Além disso, segundo a legislação, o medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato que o medicamento de referência.

A intercambialidade dos medicamentos
Tanto genéricos quanto similares são intercambiáveis apenas com o medicamento de referência. Ou seja, não dá para trocar um similar por um genérico ou vice-versa. O motivo? Os estudos de comparação de cada um foram feitos com o medicamento referência.

Fábio Ribeiro da Silva explica que a intercambialidade entre o medicamento referência e o genérico pode acontecer no ato da compra. O paciente pode questionar se existe um genérico mais acessível.

Os genéricos mais vendidos no país em 2023
Remédios para pressão alta, disfunção erétil, analgésico e antigases estão entre os genéricos mais vendidos em 2023, segundo a PróGenéricos. Veja abaixo:

Losartana (hipertensão)
Dipirona Sódica (analgésico)
Hidroclorotiazida (hipertensão)
Nimesulida (anti-inflamatório)
Enalapril (hipertensão)
Sildenafila (disfunção erétil)
Atenolol (hipertensão)
Simeticona (antigases)
Tadalafila (disfunção erétil)
Sinvastatina (reduzir colesterol)
“Com um preço mais acessível é possível que um número muito maior de pessoas tenha acesso aos medicamentos de qualidade e aos tratamentos. Os genéricos apresentam a mesma qualidade e os mesmos efeitos do medicamento de referência”, completa o farmacêutico e conselheiro do CRF-SP.

Como saber os medicamentos genéricos registrados?
Para consultar qualquer medicamento regularizado na Anvisa, acesse a página Consultas – Medicamentos. Para consultar os medicamentos genéricos registrados, selecione “Genérico” no campo “Categoria Regulatória” e efetue a pesquisa de acordo com os outros dados de interesse.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Nitazeno: novo opioide, mais forte que heroína e fentanil, é achado em drogas apreendidas em SP

por Redação 22 de julho de 2024

Pesquisadores da USP e Unicamp encontraram um novo opióide misturado a drogas sintéticas vendidas em São Paulo. A substância tem um poder devastador no usuário, mais perigoso do que a heroína ou o fentanil.

Quem fuma cigarros, nem sempre sabe quais substâncias ele carrega. Uma droga feita em laboratório, que tem como base os canabinoides sintéticos e preocupa pelo poder de expansão.

Estamos longe do centro de São paulo. É nesse terminal de ônibus, na zona leste da capital paulista, um lugar movimentado, de dia, que dezenas de pessoas consomem drogas K.

A droga é conhecida como K – seguida por números – ou spice, especiaria em inglês. Lado a lado, os usuários sentem os efeitos.

Um usuário da droga, que estava no local da reportagem, afirmou que a substância deixa uma pessoa apagada por cerca de duas horas.

Repórter: o que é aquilo ali?
Usuário 1: é o k9. É o que se faz. Você fuma e desliga.
Repórter: fica quanto tempo apagado?
Usuário 1: coisa de uma, duas horas.
O vício fez esse rapaz de 23 anos deixar para trás o emprego, casa.

Repórter: Você perdeu tudo de seis meses para cá?
Usuário 1: Seis meses. Vendi o carro, comecei a discutir com a família e vim para a rua. Digo até que neurônio. Antes, eu era uma pessoa bem mais rápida, bem mais ligeira. Hoje sinto uma pessoa mais devagar, bem mais burra, digamos.
Na parte de cima do terminal de ônibus, a gente tem os passageiros que circulam saindo do local onde se pega os trens. Do outro lado, próximo ao metrô e perto das grades da estação, é possível ver uma situação bastante difícil: um homem curvado, parado já há algum tempo.

É uma imagem chocante, no meio do vai e vem do transporte público. Ele tinha usado a droga momentos antes.

Um segundo usuário de 25 anos estava dormindo e acordou com a chegada da reportagem. São jovens, gente ainda mais nova, que nem começou a vida direito. Nos arredores da estação, restam vazios os frascos usados para guardar droga.

A preocupação com as drogas K aumenta com a mais recente descoberta de pesquisadores da USP e da Unicamp. Eles ajudaram a polícia técnico-científica de São Paulo a identificar a presença de nitazeno em drogas que foram apreendidas no estado.

Um opióide extremamente forte, que torna a droga ainda mais perigosa, bastando uma pequena quantidade para causar efeito. O mesmo grupo já tinha detectado o fentanil, um potente anestésico.

Maurício Yonamine, professor de toxicologia da faculdade de ciências farmacêuticas da USP, afirma que o fentanil é 50 vezes mais forte que a heroína.

Até 2020, a quantidade de drogas K apreendidas pela polícia civil do estado não passava de alguns gramas. Em 2021, já saltou para cerca de 5 quilos. No ano seguinte, 51 quilos e em 2023, foram 157 quilos.

A rede pública de saúde também sente o impacto. Na unidade mantida pelo governo paulista para tratar dependentes químicos, dos pacientes que foram questionados, 36% disseram ter usado drogas K recentemente.

No ano passado, a secretaria municipal registrou 1099 casos suspeitos de intoxicação por drogas sintéticas.

O professor de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) explica que esse tipo de entorpecente pode levar a transtornos mentais para quem já tem essa predisposição.

Origem
O nitazeno surgiu na década de 1950 em pesquisas farmacêuticas, mas por causa da alta potência, nunca foi aprovado para uso na medicina. E se conhece bem pouco dos seus efeitos.

O que já se sabe é o que essa droga tira de quem usa. Um terceiro usuário afirma: “minha vontade de me movimentar, minha vontade de comer. Nem me olhar no espelho eu consigo mais. Não tem nada, nem amor próprio mais. O vício me tirou tudo: a vontade de viver, a vontade de sonhar. Novamente, tirou tudo”.

O Departamento de Narcóticos do estado de São Paulo afirmou que as drogas K são manipuladas, principalmente, em países asiáticos e europeus e que, muito provavelmente, o nitazeno já vem adicionado nesses entorpecentes.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que possui um centro especializado em tratar pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso do crack e de outras drogas. Segundo a Secretaria, a unidade funciona 24 horas por dia e os dependentes químicos passam por triagem e avaliação médica. Se necessário, ficam internados ou são encaminhados para outros serviços de saúde.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
BrasilSaúde

De viagra a remédio para a asma: veja lista com mais de 300 medicamentos que podem ficar mais baratos com a reforma

por Redação 11 de julho de 2024

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a proposta principal de regulamentação da reforma tributária. O texto inclui uma lista de mais de 300 medicamentos que vão ter imposto zero e, com isso, vão ficar mais baratos.

Na lista estão medicamentos populares como losartana (usado para o tratamento de pressão alta), insulina (para o controle da diabetes), isotretinoína (para controle da acne), além de remédios para ansiedade, como Diazepan. (Veja a lista abaixo)

Como funcionaria na prática?
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os impostos incluídos no valor dos medicamentos são: ICMS, IPI, contribuição para o PIS/Pasep e Cofins. No entanto, o ICMS é o com maior impacto, podendo ser de mais de 20% em alguns medicamentos.

? A Anvisa tem um painel que acompanha o preço máximo dos medicamentos pelo país e a taxa de ICMS cobrada por cada um deles.

➡️ No caso do medicamento para a acne, por exemplo, a isotretinoína, o valor máximo é de R$ 287 em São Paulo com uma alíquota de ICMS de 18%. Caso o projeto seja aprovado como está, esse imposto não seria cobrado. Com o desconto, o medicamento chegaria a R$ 229, isso sem incluir a redução dos outros impostos.
➡️ O citrato de sildenafila, conhecido comercialmente como viagra, tem valor máximo de R$ 39,23 em São Paulo com uma alíquota de ICMS de 22%. Com o projeto e o desconto desse imposto, o preço já seria reduzido para R$ 30,59.
➡️No caso da prednisolona, um anti-inflamatório popular, o preço máximo em São Paulo é R$ 39,92 com ICMS de 20%. Caso o projeto seja aprovado como está, só com essa classe de imposto o medicamento ficaria por R$ 31,93.

Além da isenção, o projeto ainda prevê imposto reduzido (correspondente a 40% da alíquota geral) para todos os outros medicamentos registrados na Anvisa ou produzidos por farmácias de manipulação.

? A regulamentação ainda precisa ser votada na Câmara e no Senado e, depois, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até lá, o texto pode mudar e os descontos não começam a valer.

Confira os remédios que podem ficar isentos de imposto:
Para encontrar, basta digitar o princípio ativo do produto no campo “search” abaixo. A lista não inclui os nomes comerciais dos medicamentos.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Mãe dá chiclete de nicotina para adolescente parar de fumar vape; jovem está com enfisema aos 16

por Redação 8 de julho de 2024

Ana* encontrou um cigarro eletrônico na mochila de sua filha, uma adolescente de 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio de uma das escolas de alto padrão mais tradicionais de São Paulo.

Cigarro eletrônico, também conhecido como vape ou pod, é um aparelho que aquece um líquido que se transforma em vapor e é tragado pelo usuário. A concentração de nicotina chega a ser 50 vezes maior do que a de um cigarro tradicional. Apesar de o produto ser encontrado em lojas, a venda é proibida no Brasil.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) com adolescentes de 53 países de Europa e Ásia Central e do Canadá mostrou que aos 13 anos, 16% dos adolescentes já haviam usado vape. Aos 15 anos, este percentual sobe para 32%.

A filha de Ana disse que queria parar de fumar. Sem saber o que fazer, a mãe comprou chiclete de nicotina.

O médico Paulo César Corrêa, coordenador da Comissão Científica de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), ressalta que o uso da goma de nicotina deve ser feito apenas com supervisão médica.

O risco é uma superdosagem de nicotina.

“Um perigo muito grande, quando o médico prescreve a reposição de nicotina, é que tem que ficar claro que a pessoa não pode utilizar cigarro eletrônico”, alertou Corrêa.

A filha de Ana disse para a mãe que conseguiu parar com o vape usando o chiclete.

No começo de junho, porém, teve uma recaída em uma festa. Nos dias seguintes, uma tosse persistente assustou a mãe, que a levou ao médico.

Resultado: a tomografia do pulmão apontou o início de um enfisema pulmonar – doença tratável, mas sem cura, que destrói gradualmente as células do pulmão e é mais frequente a partir dos 40 anos (veja no infográfico abaixo).

Dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, mostram que pacientes de 15 a 19 anos representaram 0,6% das internações por enfisema nos últimos 16 anos.

A filha de Ana, que nunca havia tido problemas respiratórios, agora faz uso regular de bombinha para asma e “vai ficar sem festa por um tempo”, afirmou a mãe.

Uso precoce do vape
Marina Buarque atua como pneumopediatra há 26 anos. Nos últimos, passou perguntar sobre o uso do vape quando o paciente tem mais de 11 anos.

O primeiro caso que a especialista atendeu em consequência do uso do cigarro eletrônico foi em 2019, quando um adolescente de 13 anos deu entrada na emergência do Hospital Sírio-Libanês com insuficiência respiratória.

O diagnóstico apontou Evali, sigla em inglês que significa lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico, doença inflamatória que causa insuficiência respiratória.

Marina diz que chegam pacientes cada vez mais jovens com problemas relacionados ao uso de cigarros eletrônicos.

Antes, eram do ensino médio. Agora, há alunos do ensino fundamental, que têm entre 11 a 14 anos.

Nessa faixa etária estão dois irmãos, uma menina de 12 e um adolescente de 14, que o pneumologista Fred Fernandes, membro da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, recebeu em junho em seu consultório em São Paulo. Os dois estavam com sintomas de abstinência de nicotina.

A mãe contou que os filhos começaram a apresentar dificuldade de concentração, ansiedade, e ficaram irritadiços após a escola atuar contra o uso do vape.

O médico receitou goma de nicotina. “Orientei para tentar diminuir esses sintomas”, diz Fernandes.

Orientação médica
Paulo César Corrêa, que coordena a Comissão Científica de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), conta ter receitado a goma para mais de 10 adolescentes com dificuldades para abandonar o vape que atendeu em seu consultório, em Belo Horizonte (MG).

Antes de iniciar o tratamento, o especialista estabelece o que chama de Dia D para a mudança, a partir do qual o paciente não deve mais usar cigarro eletrônico. O especialista aconselha os pacientes a verificar bolsas, casacos e gavetas antes desse dia e descartar qualquer dispositivo que possa estar ao alcance.

Corrêa esclarece ainda que o tratamento com a goma precisa ser associado a outras medidas, como terapia comportamental.

Em alguns casos, é preciso medicação.

Vício rápido e armadilhas do vape
Com aromas e sabores e a falsa percepção de que é apenas um vapor de água, os cigarros eletrônicos são extremamente atrativos para os adolescentes, explica Paulo Côrrea.

Lotufo, da USP, afirma que os vapes têm causado dependência de nicotina em pessoas cada vez mais jovens. “Os problemas de saúde gerados pelo cigarro vão acontecer também, mas pelo vape estão acontecendo mais precocemente”, alerta.

Fonte: G1

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Saúde

Planos de saúde: empresas negociam criar contratos sem cobertura de internação em nova lei

por Redação 5 de junho de 2024

O acordo para que os planos de saúde suspendessem os cancelamentos unilaterais de contratos de usuários em tratamento continuado, anunciado na semana passada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi condicionado a alguns termos que estarão na nova lei que regulamenta o setor.

Um dos temas que estão sendo negociados com deputados e que devem estar no novo texto da lei é o que se refere à regulamentação de um novo produto, o chamado “plano segmentado”. A modalidade de contratação daria aos usuários o direito apenas a consultas e exames, sem contemplar internações.

As operadoras argumentam que isso aliviaria os seus caixas, já que os contratantes de planos com esta restrição teriam que arcar, à parte, com os custos de eventuais permanências em hospitais para tratamentos.

Além disso, a regulamentação deste tipo de “plano popular” evitaria aquilo que os planos chamam de “judicialização da saúde”, que ocorre quando pacientes conseguem liminares que obrigam as operadoras a custear as suas internações. Com os planos segmentados que restringem o rol de atendimentos, portanto, seria criada uma espécie de “blindagem jurídica” para o setor.

Isso é equivalente ao modelo de planos de saúde populares proposto em 2016, num projeto que não avançou. Ao oferecer menos serviços que o que estava previsto no rol, esses planos seriam mais acessíveis à população, ampliando a entrada de pessoas na saúde suplementar.

Consórcio para compras
Outro pedido dos planos é a criação de uma espécie de consórcio para a aquisição de medicamentos de alto custo, essenciais para alguns tratamentos.

Em alguns casos previstos em lei, as seguradoras são obrigadas a custear remédios para pacientes em estado grave. Entretanto, o setor reclama de preços altos, sobretudo em medicamentos importados.

Através de uma espécie de “pool”, as seguradoras poderiam fazer compras com preços iguais aos aplicados ao governo, quando faz compras para abastecer hospitais públicos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Também está entre os pleitos das seguradoras a criação de uma espécie de “prontuário unificado eletrônico”, válido tanto para a rede pública quanto para a privada. Hoje, as duas redes não têm canal único de comunicação.

Desta forma, um paciente que é transferido de um hospital público para a rede privada, em muitos casos, precisa realizar novamente exames de imagem e ressonância, por exemplo — o que acarreta um sobrecusto aos planos. Com a criação de um prontuário eletrônico, este custo poderia ser poupado.

Proibição de rescisões
Em contrapartida aos pedidos dos planos, a Câmara também apresentou alguns pontos considerados “inegociáveis”, que estarão no texto da nova lei: a proibição das rescisões unilaterais de contratos que estejam adimplentes e a criação de uma fórmula de cálculo que impeça o que se considera reajustes abusivos dos planos coletivos.

A ideia é criar um cálculo que faça uma razão entre todos os contratos das seguradoras, impedindo o reajuste abusivo para uma única empresa.

Relator da Lei dos Planos de Saúde, o deputado Duarte Jr. (PSB-MA) diz estar disposto a negociar alguns pontos com os planos para o novo texto, mas reitera a vontade de impedir as rescisões unilaterais. Pelo acordo firmado por Lira, o texto final, com ajustes, deve ser votado até o fim do ano.

— Este projeto tramita há incríveis 18 anos na Câmara e já está pronto para ser votado, com requerimento de urgência aprovado. Podemos fazer alguns ajustes, sim, dialogar entre as partes. Mas, precisamos combater essa prática imoral, ilegal e criminosa que é rescindir contratos de maneira unilateral de pacientes que se tratam de câncer e usuários com espectro autista, por exemplo. Isto é mais do que crime, é um pecado praticado pelos planos — afirma o parlamentar.

O texto atual
O ponto do projeto que proíbe as operadoras de rescindirem unilateralmente os contratos firmados com beneficiários, ressalta a exceção de casos em que o atraso na mensalidade supere 60 dias consecutivos. Outro ponto obriga o poder público a manter plataforma digital com informações relativas ao histórico de saúde de pacientes atendidos em toda a rede de saúde do Brasil.

O texto prevê ainda, na hipótese de o contrato prever coparticipação, que o percentual máximo a ser cobrado do beneficiário não poderá ultrapassar 30% do valor do procedimento ou evento.

Cancelamentos
Nos últimos meses, aumentaram as queixas de rescisões feitas pelas operadoras e que têm afetado usuários com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou doenças graves. Após negociações entre Lira e representantes do setor na semana passada ficou acertada a suspensão de rescisões unilaterais.

Esses casos compreendem pacientes internados, pacientes com câncer com terapia em curso e pacientes com dois transtornos de desenvolvimento: Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD).

Depoimento: ‘Sem as terapias, meu filho regrediu muito’, diz mãe de criança com paralisia cerebral e autismo que teve plano de saúde cancelado
O acerto foi firmado em reunião que contou com a presença de Duarte Jr. e representantes de empresas como Unimed, Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica, associações do setor e ANS.

O acordo também foi feito em meio à mobilização na Câmara por uma CPI dos planos de saúde, hipótese que está praticamente descartada nos bastidores.

Fonte: OGLOBO

0 FacebookTwitterLinkedinWhatsappTelegramEmail
Novas Notícias
Notícias Anteriores
Weather Data Source: Guarulhos weather

Sobre Guarulhos

  • Guarulhos é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil.
  • Clima: tropical de altitude (Cwa)
  • Altitude: 759 m
  • Emancipação: 24 de março de 1880 (143 anos)
  • Fundação: 8 de dezembro de 1560 (462 anos)

Informações

  • Sobre
  • Contato
  • Anuncie Conosoco

Links Úteis

  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Telefones Úteis
  • Delegacia de Defesa da Mulher

Assine nossa Newsletter

* obrigatório
/* real people should not fill this in and expect good things - do not remove this or risk form bot signups */

referral badge

@2023 Voz de Guarulhos

Facebook Twitter Youtube Instagram Linkedin
Usamos cookies em nosso site para oferecer a você a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar tudo”, você concorda com o uso de todos os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado.
Cookie SettingsAccept All
Manage consent

Privacy Overview

This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may affect your browsing experience.
Necessary
Sempre ativado
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. These cookies ensure basic functionalities and security features of the website, anonymously.
CookieDuraçãoDescrição
cookielawinfo-checkbox-analytics11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics".
cookielawinfo-checkbox-functional11 monthsThe cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional".
cookielawinfo-checkbox-necessary11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary".
cookielawinfo-checkbox-others11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other.
cookielawinfo-checkbox-performance11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance".
viewed_cookie_policy11 monthsThe cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data.
Functional
Functional cookies help to perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collect feedbacks, and other third-party features.
Performance
Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.
Analytics
Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.
Advertisement
Advertisement cookies are used to provide visitors with relevant ads and marketing campaigns. These cookies track visitors across websites and collect information to provide customized ads.
Others
Other uncategorized cookies are those that are being analyzed and have not been classified into a category as yet.
SALVAR E ACEITAR
Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
Voz de Guarulhos
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Pet
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Jornal ImpressoHOT
@2021 - All Right Reserved. Designed and Developed by PenciDesign
Envie sua Denúncia ou Vídeo!