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Saúde

Saúde

Sintomas da Covid-19 mudaram? Agora, estes são os mais comuns

por Redação 15 de janeiro de 2024

No início da pandemia, a perda do paladar e do olfato, a febre alta e a falta de ar eram os sintomas mais comuns da Covid-19. No entanto, com o surgimento de novas variantes do vírus SARS-CoV-2, esses sintomas não são mais tão frequentes.

Segundo o infectologista e professor universitário Leonardo Weissmann, os sintomas mais comuns relatados por doentes com Covid-19 atualmente são parecidos com os de uma gripe ou constipação, o que pode dificultar o diagnóstico.

“Pode ser difícil saber só pelos sintomas se é Covid-19 ou não. Daí a importância da realização do teste”, diz Weissmann.

O infectologista recomenda que o teste seja feito nos primeiros três a cinco dias dos sintomas, quando a carga viral é mais alta. Mesmo sem sintomas, se você tiver contato com alguém positivo, também é recomendado fazer o teste, pois a infecção pode ocorrer antes das manifestações aparecerem.

Sintomas mais comuns da Covid-19

De acordo com Weissmann, os sintomas mais comuns da Covid-19 atualmente são:

Febre ou calafrios;
Tosse seca e persistente;
Cansaço;
Dor de garganta;
Dores de cabeça;
Dores musculares em todo o corpo;
Pingo no nariz;
Náusea/vômito;
Diarreia.
Outros sintomas possíveis

Além desses sintomas, também são possíveis outros, como:

Fadiga;
Perda de apetite;
Dificuldade para respirar;
Dor no peito;
Erupção cutânea;
Conjuntivite;
Perda de paladar;
Perda de olfato.
O que fazer se você apresentar sintomas

Se você apresentar algum dos sintomas da Covid-19, é importante procurar um médico para realizar o teste e iniciar o tratamento adequado.

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Saúde

Farmácia Popular pagou R$ 7,4 bilhões em medicamentos para pacientes falecidos, aponta CGU

por Redação 5 de janeiro de 2024

O programa “Farmácia Popular” (FPB) gastou R$ 7,43 bilhões na compra de medicamentos para pacientes já falecidos. Os dados são de uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que analisou os valores investidos entre julho de 2015 a dezembro de 2020. A checagem também mostrou que o governo federal também vendeu R$ 2,57 bilhões em medicamentos sem nota fiscal que comprovasse a compra dos estabelecimentos credenciados. A reportagem entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda posicionamento. O espaço permanece aberto.

A análise dos técnicos mostrou que as irregularidades foram causadas pela falta de controle dos ressarcimentos pago às farmácias onde os medicamentos foram retirados. No documento, a CGU destaca que foram encontradas falhas no controle do programa.

“Essas ocorrências denotam falhas nos controles previstos na regulamentação do Programa, seja na etapa de checagem da documentação e identificação do beneficiário ou procurador, seja nos algoritmos ou fontes de informação previstos no Sistema Autorizador de Vendas, mantido pelo gestor do Programa FPB [Farmácia Popular do Brasil].”

Sobre a venda para acidentes com o óbito confirmado, o órgão atestou que o protocolo “carece de adoção de medidas capazes de atestar a presença do beneficiário no momento da venda, assim como a existência dos documentos exigidos pelas regras.”

A CGU também recomenda um recadastramento geral dos estabelecimentos para a “lavratura de novos Termos de Adesão, incluindo como condição a essa nova adesão a quitação dos débitos identificados neste trabalho.”

“Nesse recadastramento e revisão dos Termos de Adesão devem ser observados ainda critérios que contemplem uma distribuição da rede de credenciados equilibrada em todo o território Nacional sob ponto de vista social e de indicadores de Saúde, conforme já relatado em diversos trabalhos sobre o tema.”

Farmácia Popular do Brasil
O programa foi criado em 2004, durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é disponibilizar medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde (APS) por meio de parcerias com estabelecimentos privados.

A FPB disponibiliza medicamentos gratuitos para o tratamento de pacientes diabéticos, asmáticos e hipertensos. A partir de junho de 2023, os remédios para osteoporose e anticoncepcionais foram adicionados na lista do programa.

O programa também oferece medicamentos de forma subsidiada para dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, glaucoma e fraldas geriátricas. Nesses casos, o Ministério da Saúde paga parte do valor dos medicamentos (até 90% do valor de referência tabelado) e o cidadão paga o restante, conforme o valor praticado pela farmácia. Ao todo, o Farmácia Popular contempla o tratamento para 11 doenças.

Além disso, os 55 milhões de brasileiros que são beneficiários do Bolsa Família passaram a ter acesso a todos os medicamentos disponíveis no programa de forma totalmente gratuita.

Para retirar, basta o usuário ir até a farmácia credenciada e apresentar a receita médica, documento de identidade e CPF. O reconhecimento do vínculo do beneficiário com o Bolsa Família ocorrerá automaticamente pelo sistema, necessário cadastro prévio.

Fonte: r7

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Saúde

Dourados (MS) é a primeira cidade do Brasil a vacinar a população contra a dengue pelo SUS

por Redação 4 de janeiro de 2024

Dourados, no Mato Grosso do Sul, é a primeira cidade do país a vacinar a população contra a dengue pelo SUS. A imunização em massa começou nesta quarta (3) e é uma estratégia para barrar o avanço da doença, que registrou recorde de mortes no Brasil em 2023. Nesta primeira etapa, podem se vacinar pessoas entre 4 e 59 anos.

Fonte: r7

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Saúde

INSS: começa a valer a lista com 165 novas doenças ligadas ao trabalho

por Redação 29 de dezembro de 2023

As condições de saúde que podem ser causadas ou agravadas pela atividade profissional ou pelo ambiente de trabalho estão entre as maiores causas de afastamentos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Desde 1999, o Brasil tem uma lista com 182 doenças profissionais reconhecidas, que, a partir desta sexta (29), passa a contar com um total de 347 patologias, entre elas a Covid-19.

A LDRT (Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho), do Ministério da Saúde, não era atualizada havia 24 anos. A inclusão de 165 patologias, apontadas como responsáveis por danos à integridade física ou mental dos trabalhadores, foi anunciada em 29 de novembro, com a publicação da Portaria GM/MS nº 1.999/2023 no D.O.U. (Diário Oficial da União), assinada pela ministra da Saúde, Nísia Trindade. A nova lista começa a valer nesta sexta-feira.

O status de doença relacionada ao trabalho precisa ser reconhecido oficialmente para orientar as decisões do governo e de diferentes órgãos e empresas sobre a saúde do trabalhador. Com a inclusão das novas patologias, o poder público vai poder planejar medidas de assistência e vigilância para tentar evitar essas doenças em locais de trabalho, promovendo medidas para tornar os ambientes profissionais mais seguros e saudáveis.

A lista de condições de saúde provocadas pelo trabalho ou por características da atividade que o trabalhador exerce ganhou, além da Covid-19, itens como: distúrbios musculares, ansiedade, depressão, tentativa de suicídio e alguns tipos de câncer. Também foram inseridos transtornos relacionados ao uso excessivo de álcool, drogas e café, pois foi reconhecido que o consumo de determinadas drogas, por exemplo, pode ser uma consequência de jornadas exaustivas e de assédio moral.

Além do Ministério da Saúde, a atualização da LDRT recebeu o parecer favorável dos ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social. Essas alterações dão respaldo para a fiscalização dos auditores do trabalho, favorecem o acesso a benefícios previdenciários e oferecem mais proteção aos trabalhadores que são diagnosticados com uma das doenças da lista.

As 165 novas patologias reconhecidas como doença ocupacional ou laboral foram selecionadas levando-se em conta todas as ocupações e valem para atividades exercidas por trabalhadores formais e informais, que atuem no meio urbano ou rural.

A Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho
A LDRT é um documento composto de duas partes: uma delas apresenta os riscos do ambiente profissional para o desenvolvimento de doenças, e a outra traz a descrição das doenças para identificação, diagnóstico e tratamento. A lista atualizada, com os 347 itens, está disponível no D.O.U. de 27 de novembro de 2023, em anexo à portaria GM/MS nº 1.999/2023.

As inclusões foram avaliadas durante o 11º Encontro da Renast (Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador), realizado em Brasília entre os dias 27 e 29 de novembro. A Renast foi criada em 2002, envolve o Ministério da Saúde e as secretarias de Saúde de estados, municípios e Distrito Federal e tem um papel estratégico no desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador.

De 2007 a 2022, o SUS (Sistema Único de Saúde) atendeu quase 3 milhões de casos de doenças ocupacionais, segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), gerenciado pelo Ministério da Saúde. De todas as notificações, 52,9% estão relacionadas com acidentes de trabalho graves.

Os mesmos dados mostram que 26,8% das notificações foram provocadas por exposição a material biológico; 12,2% resultaram de acidentes com animais peçonhentos; e 3,7% foram decorrentes de LER (lesão por esforço repetitivo) ou Dort (distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho). Em 2023, só até a metade de novembro, já havia mais de 390 mil notificações de doenças relacionadas ao trabalho.

Fonte: r7

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Saúde

Câmara aprova pensão vitalícia para pessoas com sequelas adquiridas pelo zika vírus

por Redação 13 de dezembro de 2023

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (12) um projeto de lei que garante pensão mensal vitalícia para pessoas com microcefalia ou síndrome de Guillain-Barré adquiridas a partir do zika vírus. Além disso, uma indenização de R$ 50 mil em danos morais será paga em parcela única e sem cobrança no Imposto de Renda. O projeto tramitava na Casa desde 2015 e agora será analisado pelo Senado.

O valor da pensão pode variar entre um salário mínimo (R$ 1.320) e o teto do Regime Geral de Previdência Social (R$ 7.087,22), além de um abono natalino a fim de custear os gastos de fim de ano, assim como o benefício concedido aos beneficiários da Previdência Salarial e trabalhadores em geral.

O zika é uma arbovirose causada por vírus transmitidos por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. Já a síndrome de Guillain Barré é um distúrbio autoimune onde o sistema imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso. É geralmente provocado por um processo infeccioso anterior e manifesta fraqueza muscular, com redução ou ausência de reflexos.

A Lei 13.985/20 já oferta pensão especial de um salário mínimo para as crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus nascidas entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2019. Porém, de acordo com o parecer, o projeto aprovado na Câmara nesta terça pode contemplar de maneira mais efetiva as famílias beneficiárias.

Segundo o relator, deputado Lula da Fonte (PP/PE), o benefício atual é insuficiente. “As relevantes limitações psicomotoras observadas nas crianças com microcefalia e síndrome de Guillain-Barré que geram gastos catastróficos nas famílias atingidas demandam a concessão de benefícios que tenham valor proporcional à gravidade das limitações diagnosticadas”, pontua.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2015 a 2017, foram registrados 4.595 nascidos vivos com a malformação congênita. Foi no período em questão que aconteceu a Emergência em Saúde Pública devido ao aumento na ocorrência de nascidos vivos com microcefalia no Brasil associada à epidemia de vírus.

A pasta esclarece ainda que associação da infecção por zika com complicações neurológicas como microcefalia congênita e síndrome de Guillain-Barré foi demonstrada por estudos realizados durante surtos da doença no Brasil e na Polinésia Francesa.

Fonte: r7

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Saúde

Crianças de 6 meses a 5 anos serão obrigadas a tomar vacina contra a Covid-19 no Brasil

por Redação 31 de outubro de 2023

O Ministério da Saúde incluiu a vacinação contra a Covid-19 no Programa Nacional de Imunização (PNI). Com isso, a aplicação passa a ser obrigatória no caderno de vacina dos 6 meses até os 5 anos de idade a partir de 2024. A mudança foi anunciada pela pasta nesta terça-feira (31). Em caso de descumprimento, há previsão legal de aplicação de multas e até perda de benefícios sociais, como o Bolsa Família.

“Quando a vacina passa a ser incorporada ao calendário, como há obrigatoriedade, vai ter durante a matrícula escolar a necessidade de olhar se a vacina está lá”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel. Há estados, como é o caso de São Paulo, que condicionam a matrícula à apresentação da carteira de vacinação para menores de 18 anos.

A vacina também fará parte do calendário anual e vai ser aplicada no grupo prioritário. Nesse rol estão pessoas acima de 60 anos, imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições permanentes, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas com deficiência permanente, trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas e a população privada de liberdade.

As mudanças seguem recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Maciel, a orientação é para que as pessoas que estão incluídas no grupo prioritário procurem os postos de vacinação para a aplicação da dose bivalente, caso ainda não tenham feito o reforço neste ano. A ideia é que, assim como a vacina contra gripe, haja atualização do imunizante de acordo com as cepas que estão circulando. “É uma doença que estará entre nós”, alertou a secretária.

Covid longa
A secretária de Vigilância em Saúde também anunciou a realização de um estudo sobre as sequelas prolongadas de quem foi infectado pelo vírus da Covid. A ideia é entrevistar 33 mil pessoas a partir de novembro deste ano para poder entender melhor os efeitos da chamada Covid longa.

Segundo Maciel, os primeiros dados devem ser anunciados até o fim do ano e vão dar “elementos para a criação de políticas públicas” voltadas a essas pessoas. O estudo será coordenado pelo pesquisador Pedro Hallal, professor da Universidade Federal de Pelotas.

Fonte: r7

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Saúde

Governo cria comitê para combater notícias falsas sobre vacinas

por Redação 26 de outubro de 2023

O governo federal criou um comitê interministerial para combater a disseminação de notícias falsas sobre a vacinação. O “Saúde com Ciência” prevê ações como campanhas e acordos com veículos de comunicação e plataformas digitais. Um site da iniciativa também está no ar, com informações confiáveis e canal de denúncia sobre alguma suspeita de disseminação de notícias falsas.

Segundo dados da pasta, as fake news mais comuns encontradas entre julho e setembro são as que afirmam que os imunizantes causam doenças como câncer, Aids ou diabetes e aquelas que dizem que a vacina da Covid-19 pode provocar alterações na corrente sanguínea ou no DNA.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que não adianta ter o avanço tecnológico se a população não procurar os postos de saúde. “Sabemos que a desinformação está em todas as áreas, mas, quando se trata de saúde e vacina, isso nos afeta de maneira drástica e coloca em risco a saúde da nossa população”, disse Nísia.

A titular da pasta também lembra que doenças como o sarampo e a poliomielite, que já foram erradicadas do país, voltam a ameaçar as crianças. O Dia Mundial de Combate à Pólio é comemorado em 24 de outubro e chama atenção para o fato de o Brasil não alcançar a meta de 95% da cobertura vacinal contra a doença, também conhecida como paralisia infantil, desde 2015, ano a partir do qual o percentual se mantém abaixo do esperado. Apesar disso, o último caso foi registrado em 1989 no país, onde a pólio é considerada eliminada desde 1994.

Além da Saúde, o grupo é formado por representantes da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e dos ministérios da Justiça e da Ciência e Tecnologia e Inovação, bem como pela Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União.

O site
Um site também foi lançado para facilitar o acesso da população a informações confiáveis. Além disso, alertas sobre fake news vão ser divulgados em redes sociais oficiais e em aplicativos de mensagens.

Um teste online também ajuda a população a entender se já foi alvo de notícia falsa ou se até mesmo propagou alguma.

Na mesma página, você encontra um passo a passo para denunciar alguma informação inverídica nas redes sociais. Além disso, o Ministério da Saúde oferece um canal para que a população envie denúncias diretamente à pasta.

Fonte: r7

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Saúde

Anvisa libera injeção emagrecedora para adolescentes acima de 12 anos

por Redação 26 de setembro de 2023

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, nesta terça-feira (26), o uso da semaglutida, em doses semanais de até 2,4 mg, para o tratamento de sobrepeso e obesidade em adolescentes a partir de 12 anos.

O medicamento, cujo nome comercial é o Wegovy, tem o mesmo princípio ativo do Ozempic (aprovado para o tratamento de diabetes tipo 2), mas em um regime de dose mais elevado.

“A obesidade é uma doença que pode começar na infância ou adolescência, e até 90% dos adolescentes com obesidade podem continuar convivendo com a doença na idade adulta. Esses pacientes também correm um risco maior de desenvolver problemas de saúde graves relacionados com o peso”, diz o fabricante do medicamento em nota.

O estudo apresentado pelo laboratório comprovou que adolescentes com obesidade que fizeram uso de 2,4 mg de semaglutida semanalmente tiverram uma redução média de 16,1% no IMC (índice de massa corporal).

O mesmo remédio já havia sido aprovado pela Anvisa para o público adulto, em janeiro deste ano. A venda no Brasil, todavia, ainda não começou.

O fármaco “imita” um hormônio que nosso intestino libera após as refeições e que atua nos receptores do cérebro que controlam o apetite, a sensação de saciedade e a fome, o GLP-1.

Fonte: r7

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Saúde

Trabalhadores da segurança lutam por saúde mental e enfrentam mito do herói, assédio e preconceito

por Redação 18 de setembro de 2023

Conversar sobre suícidio e saúde mental na sociedade brasileira, em geral, é uma tarefa bem difícil. O cenário se agrava entre os trabalhadores de segurança pública. No mês do Setembro Amarelo, que combate o suicídio, fica o alerta: um policial tirou a própria vida, em média, a cada quatro dias em 2022. Os dados são do 17° Anuário do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

Segundo o relatório, no total, 82 agentes cometeram suicídio em todo o país, sendo 69 policiais militares e 13 policiais civis. O estado de São Paulo concentra o maior número de casos (19). Entretanto, os números não refletem a realidade com exatidão.

O FBSP aponta que muitos estados não possuem a informação de qualidade sobre as mortes ou o registro é inexistente. Alguns ainda alegam que os casos são sigilosos. Para a organização, a falta de clareza dos dados invisibiliza o debate da saúde mental na área de segurança pública.

Apesar da ausência de dados sistematizados, com frequência, notícias de mortes de policiais por suicídio ou por assassinato envolvendo colegas, superiores hierárquicos ou familiares ganham destaque. Em maio, por exemplo, um policial civil matou quatro colegas de trabalho dentro de uma delegacia na cidade de Camocim, no norte do Ceará.

Nos últimos meses, dois casos ainda ganharam notoriedade em São Paulo. Em abril, um capitão matou um sargento a tiros após desavenças em relação a escala de feriado na capital. Enquanto em maio, um sargento entrou atirando em uma delegacia em Salto, no interior do estado, e matou dois colegas. O ataque também foi motivado por brigas de escala de trabalho.

Esses casos são exemplos da carência de políticas públicas voltadas para a prevenção do suicídio e a promoção da saúde mental.

Segundo especialistas ouvidos pelo R7, os profissionais enfrentam múltiplos obstáculos, como: o mito do herói, o assédio moral, o preconceito com quem busca ajuda psicológica, a exposição contínua a situações de estresse e perigo e a falta de assistência por parte das instituições.

Mito do herói
“O policial não se vê como trabalhador, ele se vê como herói. No mito, o herói não procura ajuda. Aquele que busca ajuda psicológica, psiquiátrica ou terapêutica é mal visto. É a cultura da organização”, afirma Lívio Rocha, investigador da Polícia Civil de São Paulo, membro do FBSP e doutorando em políticas públicas pela UFABC.

Ao assumir o papel de herói, o policial exerce a função 24 horas por dia – diferente de outras profissões. É como se ele nunca tivesse uma folga. Como consequência, o agente sofre com o desgaste físico e mental pelo contato contínuo com situações de perigo e estresse, além da sobrecarga de trabalho.

“O trabalhador de segurança pública é a única profissão que tem que ficar sempre atenta, que nunca desliga – no máximo em standby”, reforça Rocha. O impacto é sentido, especialmente, na vida pessoal, pois o policial passa a rever os locais que frequenta, as pessoas com quem convive e até mesmo o comportamento – tudo para se autopreservar e proteger a família.

“Quem sobrevive ao estado de alerta acentuado? A persona do herói vai adoecer em algum momento, vai chorar e encontrar a fragilidade”, pontua Edson Carlos, psicólogo e integrante da Cavalaria da Polícia Militar de São Paulo. E é nesse momento que ele vai precisar de acolhimento e ajuda de um profissional de saúde mental.

“Por trás de uma farda, existe um coração, um homem, uma mulher, um pai, um filho. Então, nós precisamos olhar [criticamente] esse simbolismo do herói”, salienta Carlos.

Assédio moral
Uma das principais causas que leva ao esgotamental mental dos trabalhadores de segurança pública é o assédio moral, principalmente por parte por superiores hierárquicos.

O assédio moral, segundo a definição do Tribunal Superior do Trabalho, é a exposição a situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, de forma repetitiva e prolongada. As condutas abusivas podem se manifestar por comportamentos, palavras, atos, gestos ou escrita.

As instituições de segurança, predominantemente masculinas, ainda costumam perpetuar a máxima de que “homem não chora, policial não chora”. O que se torna uma barreira na busca pela saúde mental.

Além dessa questão sociocultural, nesses ambientes, é propagado que o policial precisa estar sempre forte e em alerta. “É uma profissão onde não é permitido errar e é necessário cumprir regras e protocolos rígidos. Então, essa eminência do erro e do acerto desenvolve um quadro de ansiedade e depressivo [nos agentes]”, afirma o psicólogo.

Falta de assistência
Para Lívio Rocha, quando os trabalhadores conseguem enfrentar o preconceito e buscar por ajudar psicólogica, eles se deparam com um novo obstáculo: o encolhimento da remuneração.

“A legislação prejudica o policial que pede afastamento por saúde. Quando você entra com a licença saúde, o salário é reduzido”, pontua o membro do FBSP. Rocha explica que o agente recebe adicionais e benefícios diferentes – dependendo da unidade federativa – além do salário base.

Alguns deles são por insalubridade, periculosidade, vale-transporte e alimentação. No período de licença saúde, muitos adicionais são suspensos. Segundo Rocha, quando o trabalhador mais precisa de ajuda, não recebe o respaldo financeiro do estado.

Outra crítica do doutorando em políticas públicas pela UFABC é em relação ao exercício de atividade remunerada por policiais civis e militares em horário de folga ofertada pelos estados. Muitos agentes acabam aceitando em razão dos baixos salários pagos pelas corporações.

Na busca pela saúde mental, as folgas são essenciais para o descanso dos trabalhadores, especalmente no meio da segurança pública – uma das profissões com maior índice de suicídio, reitera Rocha. “Os estados querem comprar a folga do policial, sendo que deveriam estimular a tirá-la”.

O pesquisador também tem uma visão crítica sobre a promoção da saúde mental dos policiais. Ele afirma que existem algumas iniciativas de políticas de auxílio a saúde mental pontuais, “porém ainda tem muitos [registro de] suicídios, então não está funcionando”.

Enquanto para Edson Carlos, a Polícia Militar “está crescendo em relação à humanização a passos curtos, mas está crescendo. A instituição precisa melhorar sobre saúde mental, mas é melhor engatinhar do que ficar parado. É fácil julgar a instituição e falar que é a culpada. Nós somos responsáveis pela nossa saúde mental”, opina.

Fonte: r7

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Saúde

Guarda municipal morre em academia em Belo Horizonte

por Redação 5 de setembro de 2023

Um homem de 35 anos morreu dentro de uma academia, na noite desta segunda-feira (4), no bairro Glória, na região noroeste de Belo Horizonte. A suspeita é que o aluno tenha sofrido uma parada cardíaca. Há exatamente uma semana, um aluno de 58 anos de outra academia morreu de maneira semelhante, no bairro Castelo, na Pampulha, na capital.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado ao local e tentou reanimar a vítima, mas o aluno não resistiu. Os bombeiros também foram acionados para dar apoio. As duas equipes de socorro constataram a morte do homem, que não teve nenhum dado revelado até o momento desta apuração. O Samu informou que atendeu a ocorrência e constatou o óbito no local.

O jornalismo da Record TV Minas entrou em contato com os representantes da rede de academias e aguarda um posicionamento.

Castelo

No dia 28 de agosto, um aluno da academia do bairro Castelo fazia exercício em uma esteira quando sofreu um mal súbito. O Samu foi chamado ao local, mas a vítima não resistiu. Na ocasião, a academia informou que prestou todo o atendimento, inclusive com uso de um desfibrilador. Em dezembro de 2019, um rapaz de 19 anos também morreu na academia, vítima de um infarto.

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