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Saúde

Saúde

Entenda por que Faustão recebeu coração apenas sete dias após entrar na fila de transplante

por Redação 28 de agosto de 2023

O apresentador Fausto Silva, de 73 anos, passou por uma cirurgia de transplante de coração neste domingo (27). Segundo o boletim médico, o procedimento foi realizado com sucesso e ele permanece internado na UTI de um hospital particular em São Paulo para “acompanhar a adaptação do órgão”.

Faustão conseguiu um coração compatível com suas condições clínicas apenas sete dias após entrar na lista de espera. Diante da notícia, surgiram muitas dúvidas sobre como funciona o processo para conseguir um transplante de órgãos e por que o comunicador conseguiu realizar a cirurgia em um período tão curto.

No Brasil, os transplantes de órgãos são realizados pelo SNT (Sistema Nacional de Transplantes), e é ele que monitora as listas de estados e regiões, juntamente com outros órgãos de controle federais. A organização da fila de espera é feita somente pela rede pública, que envolve o Ministério da Saúde e secretarias estaduais de Saúde, mesmo que a cirurgia seja custeada de forma particular e não pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, os transplantes, de modo geral, dependem “de fatores como disponibilização do órgão por meio do processo de doação, ordem cronológica, gravidade do caso e disponibilidade ou não de tratamentos alternativos, com prioridade aos casos de urgência, em que há risco de morte”.

Há pessoas que podem ser priorizadas na lista, de acordo com critérios legais. Por exemplo, um paciente que tem falência renal e não tem mais condições de ser submetido à diálise (rim), ou até mesmo indivíduos com insuficiência hepática aguda grave (fígado).

Além disso, em 2021, o Ministério da Saúde definiu três condições que determinam as prevalências para a lista de espera de transplantes. São elas:

1 – É considerado um paciente com prioridade máxima aquele que necessita de um retransplante agudo. São casos de rejeição a um transplante efetuado num prazo de um mês e que apresenta um quadro grave relacionado ao transplante. A rejeição aguda é um deles;

2 – Também são considerados prioritários os pacientes com ECMO (oxigenação por membrana extracorpórea) que tem a capacidade de funcionar como um pulmão e um coração artificiais;

3 – Pacientes internados com choque cardiogênico, que utilizam medicamentos intravenosos para ajudar o coração a bombear o sangue.

Faustão estava nessa lista de prioridades após agravamento do quadro clínico. Ele se encaixa no terceiro grupo de pacientes prioritários, pois estava fazendo sessões de diálise e uso de medicamentos intravenosos para ajudar o coração a bombear o sangue. As informações sobre a piora do quadro clínico do artista foram divulgadas em boletim médico.

Na madrugada de hoje, o Hospital Albert Einstein foi acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo e, segundo informações da instituição, “foi iniciada a avaliação sobre a compatibilidade do órgão, levando em consideração o tipo sanguíneo B”, o mesmo de Faustão.

A cirurgia durou duas horas e meia e foi considerada bem-sucedida pelos médicos. O apresentador continua internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), “para acompanhamento da adaptação do órgão e controle de rejeição”.

Fonte: r7

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Saúde

Farmácias do SUS vão divulgar estoques de medicamentos na internet

por Redação 24 de agosto de 2023

Uma nova lei publicada, nesta quinta-feira (24) no Diário Oficial da União, determina que as farmácias públicas do SUS (Sistema Único de Saúde) passam a ter a obrigação de disponibilizar na internet os estoques de medicamentos. A medida foi sancionada e entrará em vigor em janeiro de 2024.

O dispositivo alterou a Lei Orgânica da Saúde, de 1990, que trata da promoção e do funcionamento dos serviços do setor. O texto adicionou ao campo de atuação do SUS, descrito na lei, a obrigatoriedade de “disponibilizar nas respectivas páginas eletrônicas na internet os estoques de medicamentos das farmácias públicas que estiverem sob sua gestão, com atualização quinzenal, de forma acessível ao cidadão comum”.

A proposta original foi apresentada pelo ex-deputado federal Eduardo Cury (PSDB-SP), em 2019, inspirada em uma iniciativa da Prefeitura Municipal de São José dos Campos, em São Paulo. Segundo ele, a divulgação dos estoques, além de melhor gestão na aquisição dos medicamentos, evitará o deslocamento desnecessário de pacientes. “Os pacientes perdem tempo e dinheiro nas visitas constantes às farmácias e não conseguem obter o remédio indicado, o que é, no fim das contas, um enorme desrespeito com os usuários da rede pública de saúde.”

Além das farmácias populares, também são geridas pelo SUS as farmácias hospitalares, as especializadas, que mantém medicamentos de alto custo, e as farmácias das unidades básicas de Saúde.

Fonte: r7

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Saúde

Sífilis não tem vacina e pode passar despercebida; saiba reconhecer os sintomas da infecção

por Redação 23 de agosto de 2023

A sífilis é uma IST (infecção sexualmente transmissível) causada pela bactéria Treponema pallidum e para a qual não existe uma vacina disponível. Se não for tratada, ela se manifesta em três ocasiões — há períodos em que os sintomas desaparecem —, sendo a fase terciária a mais perigosa.

“A sífilis se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato direto com uma ferida sifilítica, conhecida como cancro. Cancros podem ocorrer no pênis, vagina, ânus, reto, lábios ou boca. A sífilis pode se espalhar durante o sexo vaginal, anal ou oral. Pessoas grávidas com sífilis também podem transmitir a infecção ao seu bebê não nascido”, descrevem os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos.

Sífilis primária
A sífilis primária se manifesta por uma ferida única, no local por onde a bactéria entrou no organismo (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), que surge entre dez e 90 dias após o contágio.

“Essa lesão é rica em bactérias e é chamada de ‘cancro duro'”, diz o Ministério da Saúde. Também é uma lesão que normalmente não causa dor nem coceira, não arde nem tem pus. Mas um indicativo pode ser o surgimento de ínguas na virilha.

O problema maior nessa fase é que a lesão pode não ser percebida. Às vezes, ela desaparece sozinha após algumas semanas, mesmo sem tratamento.

“Cerca de metade das mulheres infectadas e de um terço dos homens infectados não sabem que sofrem de cancro, pois ele causa poucos sintomas. Os cancros no reto ou na boca, que geralmente ocorrem em homens, muitas vezes passam despercebidos”, relata o Manual MSD de Diagnóstico e Tratamento.

Sífilis secundária
Entre seis semanas e seis meses após a cicatrização da ferida inicial, surgem os sintomas da sífilis secundária. Eles são genéricos e podem ser confundidos com outras doenças.

Nessa fase, as pessoas podem apresentar manchas vermelhas indolores e que não coçam por todo o corpo, mas principalmente na palma das mãos e na planta dos pés. Também é comum haver aumento de linfonodos, febre e cansaço.

“As manchas desaparecem em algumas semanas, independentemente de tratamento, trazendo a falsa impressão de cura”, salienta o Ministério da Saúde.

Sífilis latente
Após o estágio secundário, a doença pode permanecer latente por anos a décadas, com a bactéria ainda presente nos testes para sífilis.

Embora em geral não seja contagiosa durante esse período, ocasionalmente podem surgir ulcerações na pele ou em membranas mucosas, transmitindo a infecção.

O estágio latente é dividido em prematuro (até 12 meses após a infecção inicial) e tardio (mais de 12 meses após a infecção inicial).

Sífilis terciária
O Manual MSD descreve que “a sífilis terciária se desenvolve em cerca de um terço das pessoas não tratadas anos a décadas depois da infecção inicial. Os sintomas variam entre leves e devastadores”.

Nesse momento, pode haver três principais formas de manifestação.

A sífilis terciária benigna é um tipo que se desenvolve entre três e dez anos após a infecção. “Surgem protuberâncias macias e flexíveis na pele, chamadas granulomas, mais comumente no couro cabeludo, no rosto, na parte superior do tronco e nas pernas”, explica o guia médico.

Essas lesões se desenvolvem no fígado ou ossos, mas podem afetar qualquer órgão. “Elas podem se desintegrar, formando uma ulceração aberta. Se não forem tratados, os granulomas destroem o tecido ao redor deles. Nos ossos, eles geralmente causam dor profunda, penetrante, que geralmente piora à noite. Os granulomas crescem lentamente, curam-se aos poucos e deixam cicatrizes”, acrescenta a publicação.

A segunda forma é a sífilis cardiovascular, que ocorre quando o Treponema pallidum infecta vasos sanguíneos no entorno do coração. Ela surge entre 10 e 15 anos depois do contato com a bactéria.

Isso pode levar a fraquezas nas paredes da aorta, formando um aneurisma que pressiona estruturas no peito, resultando em dificuldade respiratória, tosse e rouquidão. A válvula aórtica pode vazar, e as artérias coronárias podem se estreitar, provocando dor no peito, insuficiência cardíaca e, potencialmente, a morte.

A terceira manifestação é a neurossífilis, que ocorre em cerca de 5% de todas as pessoas com sífilis não tratada.

Neurossífilis, sífilis ocular e otossífilis são complicações da sífilis que podem afetar o sistema nervoso, visual e auditivo, respectivamente.

A neurossífilis pode causar dor de cabeça intensa, problemas de movimento, fraqueza muscular, dormência e alterações mentais ou demência.

Já a sífilis ocular pode resultar em dor nos olhos, manchas flutuantes na visão, sensibilidade à luz e mudanças visuais.

A otossífilis pode causar perda auditiva, zumbido, dificuldades de equilíbrio e tontura.

O Manual MSD adverte que a “sífilis pode afetar os olhos ou ouvidos em qualquer estágio da doença”.

Sífilis congênita
Quando uma pessoa grávida tem sífilis, a infecção pode se espalhar para o feto, dizem os CDC. Gestantes devem fazer teste de sífilis na primeira consulta de pré-natal e algumas delas mais de uma vez durante o acompanhamento.

A sífilis não tratada em gestantes pode levar a riscos graves para o feto, incluindo natimortos ou morte logo após o nascimento, com até 40% de mortalidade infantil.

Bebês nascidos vivos com sífilis podem não mostrar sinais iniciais, mas sem tratamento podem desenvolver problemas graves em semanas, como atrasos no desenvolvimento, convulsões ou morte.

Diagnóstico e tratamento
Como não existe vacina, a melhor forma de se prevenir da sífilis é utilizar preservativo nas relações sexuais. Para pessoas que tenham múltiplos parceiros, é fundamental a testagem periódica, a fim de evitar que a doença avance para outras fases.

O diagnóstico pode ser feito por um teste rápido (em postos de saúde) ou exames de sangue laboratoriais.

Em caso de teste positivo, o tratamento é feito com antibióticos — normalmente, injeções de Benzetacil. Quadros mais graves podem exigir internação para administração de remédios na veia.

Novos exames serão solicitados pelo médico para certificação de que a bactéria foi eliminada. Ainda assim, o indivíduo ficará com o exame positivo para sempre (cicatriz sorológica).

Fonte: r7

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Saúde

A luta de Faustão e MC Marcinho para conseguirem transplante de coração

por Redação 22 de agosto de 2023

Dois famosos aparecem entre os 386 nomes que compõem a longa lista de espera para o transplante de coração, que é gerida pelo SUS (Sistema Único de Saúde). São eles: o apresentador Fausto Silva, de 73 anos, e o cantor MC Marcinho, 45.

O funkeiro — que luta contra uma doença cardíaca — permanece internado desde junho no Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. No mês seguinte, ele recebeu um coração artificial, conhecido também como DAV (Dispositivo de Assistência Ventricular), indicado para pacientes com insuficiência cardíaca grave. Desde então, Marcinho está à espera de um coração novo.

“O estado de saúde [dele] é estável, mas grave. Ele permanece na fila de espera por um coração novo”, disse Vanessa Bicalho, assessora do funkeiro em contato com o R7. O cantor continua respirando com a ajuda de aparelhos.

Já Faustão deu entrada no Hospital Albert Einstein no começo do mês. com um quadro de insuficiência cardíaca. A condição se caracteriza pela perda da capacidade de bombeamento de sangue do órgão para outras partes do corpo.

Na noite deste domingo (20), um novo boletim médico indicou que o apresentador foi incluído na fila de transplante de coração.

“Ele encontra-se sob cuidados intensivos e, em virtude do agravamento do quadro, há indicação para transplante cardíaco. O paciente está em diálise e necessitando de medicamentos para ajudar na força de bombeamento do coração”, diz trecho do boletim.

Tanto Faustão quanto MC Marcinho estão internados com quadro de insuficiência cardíaca, que é a condição que se caracteriza pela perda da capacidade de bombeamento de sangue do órgão para outras partes do corpo. Os sintomas mais comuns são falta de ar, cansaço, acúmulo de líquidos (e consequente inchaço) nas pernas e falta de capacidade de realizar exercícios ou tarefas que exijam esforço físico.

Critérios para transplantes

Segundo reportagem do R7 Saúde, o SNT (Sistema Nacional de Transplantes) funciona de maneira nacional. É ele que monitora as listas de estados e regiões, juntamente com outros órgãos de controle federais. Isso impossibilita um indivíduo de estar em mais de uma lista ou a ordem legal não ser obedecida.

Há pessoas que podem ser priorizadas na lista, de acordo com critérios legais. Por exemplo, um paciente que tem falência renal e não tem mais condições de ser submetido à diálise (rim), indivíduos com insuficiência hepática aguda grave (fígado) ou até mesmo em um caso em que haja necessidade de assistência circulatória (coração).

Pessoas transplantadas recentemente e que tiveram rejeição do órgão também são consideradas prioritárias.

Fonte: r7

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Saúde

Brasil registra o primeiro caso de infecção pela subvariante Éris do coronavírus

por Redação 18 de agosto de 2023

O Brasil confirmou o primeiro caso da cepa EG.5 do coronavírus, uma subvariante da Ômicron, conhecida popularmente como Éris, em São Paulo, segundo informações do Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, a notificação veio do Estado de São Paulo na noite de quinta-feira (17). Trata-se de uma paciente do sexo feminino, com 71 anos, que reside na capital paulista.

Atualmente, essa é a cepa que está prevalecendo globalmente. A OMS (Organização Mundial da Saúde) já registrou casos dessa nova cepa em ao menos 51 países.

O Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) informou que a paciente já está curada e apresentou os primeiros sintomas de febre, tosse, fadiga e dor de cabeça em 30 de julho; ela fez a coleta para exame laboratorial em 8 de agosto.

“A informação é de que a senhora está com o esquema vacinal completo”, afirma o ministério.

Apesar da confirmação, a pasta ressalta que a situação permanece estável no país e afirma que monitora permanentemente o cenário epidemiológico da doença.

Conforme a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a paciente chegou a dar entrada em unidade hospitalar privada no dia 3 de agosto, mas teve alta médica no dia seguinte.

Na quinta-feira, o CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) recebeu a confirmação do primeiro caso da nova cepa EG.5, por meio do laboratório de hospital privado da capital paulista.

A secretaria estadual afirma ainda que a confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético.

“A pasta mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todo o território estadual. A investigação epidemiológica será realizada pela vigilância municipal”, disse, em nota.

“Monitoramos e avaliamos permanentemente as evidências científicas mais atuais em nível internacional e o cenário epidemiológico da Covid-19. A pasta está atenta às informações sobre novas subvariantes e mantém contato permanente com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a OMS sobre o cenário internacional”, ressaltou, em nota, o Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o ministério, para evitar casos graves, a vacinação é a principal medida de proteção.

“A recomendação da vacinação como principal medida de combate à Covid-19 se torna cada vez mais importante, com atualização das doses de reforço para prevenção da doença”, disse em comunicado.

Desde o fim da emergência, decretado pela OMS em maio deste ano, ainda se mantém a recomendação aos grupos de maior risco de agravamento pela doença que continuem a seguir as medidas de prevenção e controle não farmacológicas, incluindo o uso de máscaras em locais fechados e mal ventilados ou aglomerações, além do isolamento de pacientes infectados com o vírus Sars-CoV-2. Ainda conforme o ministério, a recomendação também vale para pessoas com sintomas gripais.

“Também está disponível gratuitamente em toda a rede do Sistema Único de Saúde o antiviral nirmatrelvir/ritonavir para ser utilizado no tratamento da infecção pelo vírus logo que os sintomas aparecerem e houver confirmação de teste positivo”, acrescenta a pasta.

Antes da confirmação do primeiro caso no Brasil, na manhã de quinta-feira, a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) já havia alertado sobre a variante. A entidade médica recomendou o uso de máscaras pela população de risco, como idosos, gestantes e imunodeprimidos, em ambientes fechados.

A cepa possui mutações que conferem maior capacidade de transmissão e de escape imune, tornando-a capaz de aumentar o número de casos mundialmente e se tornar a cepa predominante.

Apesar dessas características, a OMS classificou a EG.5 como de baixo risco para a saúde pública em nível global, uma vez que não apresentou mudanças no padrão de gravidade de doença (hospitalização e óbitos) quando comparada às demais.

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Saúde

Criança é internada no Ceará após receber na veia remédio que deveria ter sido inalado

por Redação 18 de agosto de 2023

Uma criança de um ano e dez meses recebeu uma medicação errada no Hospital Municipal de Morrinhos, no Ceará, na última terça-feira (15). O menino recebeu na veia a aplicação de um remédio que deveria ter sido utilizado por meio de soro e inalado, o que fez o garoto ficar em estado grave.

O caso aconteceu quando Anthony Gabriel Zeferino Ribeiro foi levado pelos pais ao hospital do município com sintomas gripais, como febre, falta de ar e suspeita de pneumonia. Na unidade, passou por consulta e o médico receitou as medicações.

Na hora de receber o medicamento, uma técnica de enfermagem aplicou na veia da criança um remédio que deveria ter sido administrado por meio de soro e inalado. Na mesma hora, o menino desmaiou. Depois disso, sofreu quatro paradas cardíacas, foi reanimado e intubado. De acordo com parentes, ele teve uma hemorragia nos pulmões.

Técnica de enfermagem que aplicou remédio em criança é afastada
A Secretaria de Saúde de Morrinhos disse que foi instaurado um procedimento administrativo para averiguar os fatos e que a técnica de enfermagem foi afastada das funções até que a apuração seja concluída.

O Hospital Regional Norte, para onde a criança foi transferida, informou que a criança deu entrada na unidade em estado grave, mas está em “curva de melhora” respondendo ao tratamento clínico.

O Governo Municipal de Morrinhos, através da Secretaria de Saúde, informou que estão sendo tomadas todas as medidas necessárias para apuração do caso ocorrido no Hospital Municipal no dia 15 de agosto.

A administração municipal salientou que, conforme resultado da apuração, a Secretaria de Saúde adotará todas as providências cabíveis. “Estamos acompanhando o caso junto ao Hospital que a criança foi referenciada e desde já, colocamo-nos à disposição dos familiares”, conclui a nota.

Fonte: gcmais

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Saúde

Reajustes de planos de saúde coletivos mais que dobram em relação aos individuais

por Redação 8 de agosto de 2023

Algumas das modalidades de planos de saúde coletivo registraram, no acumulado dos cinco últimos anos, reajustes que chegam a ser quase duas vezes maiores do que os sofridos pelos planos individuais.

Se em algum ano o reajuste não foi maior, nos outros os aumentos compensaram, destacam os dados de um estudo divulgado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

O preço médio da mensalidade de planos de saúde individuais com segmentação ambulatorial e/ou hospitalar, contratados para a faixa etária de 39 a 44 anos, passou de R$ 522,55 para R$ 707,59 (+35,4%) entre 2017 e 2022.

Por outro lado, os coletivos empresariais contratados apresentaram valores bem maiores no mesmo período: com 30 vidas ou mais, aumentaram 58,94%; coletivos por adesão, com 30 vidas ou mais, 67,68%; coletivos por adesão, com até 29 vidas, 74,33%; e coletivos empresariais, com até 29 vidas, 82,36%.

“Os resultados indicam, nitidamente, a grande vantagem na contratação de planos individuais. Ainda que o plano fosse contratado por um valor ligeiramente superior ao de outros tipos de produtos, a limitação dos reajustes protege o consumidor das flutuações de preços subsequentes, que encarecem muito o contrato no médio prazo”, conclui o estudo.

“Apesar dessas ligeiras variações anuais, quando comparamos a oscilação de preço médio entre 2017 e 2022, percebemos que todos os aumentos nos coletivos superaram significativamente os dos individuais”, comenta Marina Magalhães, analista do programa de saúde do Idec responsável pela pesquisa.

Para Ana Carolina Navarrete, coordenadora do programa de saúde do Idec, a pesquisa evidencia como os planos coletivos acabam se tornando uma armadilha para uma grande parcela dos consumidores do país que acredita estar escolhendo a melhor alternativa.

“Com grande disponibilidade, ao contrário da oferta cada vez mais reduzida dos planos individuais, os coletivos dominam o mercado e acabam se tornando uma bomba-relógio que ao longo do tempo vai aumentando a chance de explodir”, ressalta Ana.

Se o período a ser analisado for ampliado, as discrepâncias permanecem. Em uma outra análise, comparando a contratação de um plano de saúde para a mesma faixa etária, em 2015, um consumidor de plano individual veria sua mensalidade crescer 74,62% até 2022. No mesmo período analisado, os planos coletivos empresariais com até 29 vidas tiveram um aumento médio de 148%, ou seja, mais do que dobraram de valor.

Fonte: r7

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Saúde

Lula sanciona lei que autoriza uso de ozonioterapia em todo o país

por Redação 7 de agosto de 2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que autoriza o uso da ozonioterapia em todo o território nacional como um tratamento complementar. O texto foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (7). A proposta foi aprovada em julho pelo Senado.

A terapia foi alvo de polêmica durante a pandemia de Covid-19. Em 2020, a técnica foi recomendada pelo prefeito de Itajaí (SC), Volnei Morastoni (MDB), mesmo sem ter a eficácia comprovada.

Em agosto do mesmo ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu uma nota esclarecendo que a terapia com ozônio não era reconhecida para o tratamento da Covid-19, nem de qualquer outra doença.

A ozonioterapia consiste na aplicação de oxigênio e ozônio diretamente na pele ou no sangue do paciente, na tentativa de conter infecções ou aumentar a oxigenação do tecido.

De acordo com a lei sancionada nesta segunda (7), a ozonioterapia fica autorizada como procedimento de caráter complementar, nas seguintes condições:

  • a ozonioterapia somente poderá ser realizada por profissional de saúde de nível superior inscrito em seu conselho de fiscalização profissional;
  • a ozonioterapia somente poderá ser aplicada por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal devidamente regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou órgão que a substitua;
  • o profissional responsável pela aplicação da ozonioterapia deverá informar ao paciente que o procedimento possui caráter complementar.

Fonte: r7

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Saúde

Paciente com ceratocone coça os olhos e perde a visão; entenda o problema ocular

por Redação 4 de agosto de 2023

Um vídeo publicado no TikTok pela residente em oftalmologia Mariana Mendes chamou atenção dos internautas ao mostrar um caso de ceratocone em que o paciente, ao coçar os olhos, gera uma hidropsia, ocasião em que a última camada da córnea é rompida, e faz com que os fluídos oculares adentrem regiões mais internas e, consequentemente, provocam a perda da visão.

De acordo com o oftalmologista Halim Féres Neto, do COB (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), o ceratocone é uma doença ocular progressiva que afeta a córnea, parte transparente do olho, responsável por receber as imagens e focá-las dentro dos olhos.

A córnea deve ser curva e lisa. Quando ocorre o ceratocone, esse tecido passa a se afinar e adquirir o formato de cone. “Para exemplificar isso, gosto de comparar uma bola de futebol com um ovo: em um olho normal, a córnea tem uma curva mais parecida com a da bola de futebol. No ceratocone, a córnea é mais curva, como a ponta de um ovo”, alega Neto.

Caio Regatieri, oftalmologista da UPO (Unidade Paulista de Oftalmologia), complementa que essa alteração provoca, então, alterações na visão e distorções e tira a nitidez de objetos distantes.

As causas do ceratocone não são totalmente esclarecidas. No entanto, os especialistas afirmam que fatores genéticos podem estar associados a ele, ao afetar a rigidez da córnea e diminuir a sua espessura.

Além disso, existe um componente comportamental: o ato de coçar os olhos, que faz com que as fibras estruturais se tornem mais fracas e mais suscetíveis ao afinamento e à curvatura do tecido ocular.

O diagnóstico é feito com o auxílio de um oftalmologista, que verificará o histórico médico e poderá analisar a estrutura ocular por meio de exames, como a topografia corneana e a paquimetria, para mapear a curvatura e a espessura da córnea, e a aberrometria, que pode verificar as irregularidades visuais.

Entre os sinais de suspeita, Neto destaca alterações constantes nos graus de óculos, com astigmatismo cada vez mais alto; óculos que nunca ficam adequados; exames com resultados diferentes entre profissionais distintos; alta sensibilidade à luz; coceira nos olhos, o que pode, também, dar sinais de alergias oculares, que devem ser tratadas; e piora na visão noturna.

Já os tratamentos variam conforme a gravidade de cada caso e podem incluir o uso de óculos e lentes especiais. Conforme a progressão da doença, pode haver a necessidade de procedimentos cirúrgicos, como o crosslinking corneano, para fortalecer o tecido, e casos avançados podem necessitar do transplante de córnea.

A falta de tratamento do ceratocone pode ocasionar complicações na visão, interferir na nitidez das imagens, gerar sensibibilidade à luz, intolerância ao uso de lentes de contato e aumento nos graus de miopia e astigmatismo. Casos que gerem cicatrizes e interfiram na visibilidade podem, também, exigir o transplante do tecido.

Quanto à hidropsia, como ocorreu no vídeo, os especialistas esclarecem que se trata de casos avançados de ceratocone e são raros. Tal complicação causa inchaço, dor e perda de visão súbita. Os tratamentos da hidropsia corneana podem envolver o uso de lentes específicas, e, dependendo da gravidade, a resolução se dá apenas com o transplante de córnea.

“É importante destacar que o acompanhamento oftalmológico regular é fundamental para o tratamento adequado do ceratocone. O diagnóstico precoce e o cuidado podem ajudar a retardar a progressão da doença e minimizar suas complicações”, finaliza Regatieri.

Fonte: r7

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Saúde

Cobertura vacinal contra o sarampo cai de maneira mais significativa em cidades pobres do Brasil

por Redação 2 de agosto de 2023

O Brasil enfrenta uma queda desigual da cobertura vacinal de um dos imunizantes mais importantes para as crianças, a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Um estudo publicado nesta terça-feira (1º) na revista científica PLOS Global Public Health revela que os municípios mais pobres são os que menos aderiram à vacinação nos últimos anos.

O trabalho foi conduzido por um grupo de pesquisadoras da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que analisou dados de 5.565 cidades brasileiras entre 2006 e 2020.

De acordo com o artigo, em todas as regiões (exceto no Sudeste), menos de 50% dos municípios do Brasil atingiram a meta de cobertura de 95% da vacina tríplice viral em 2020.

Foi constatada uma queda média de 1,2% ao ano na cobertura, e os municípios mais carentes foram os que tiveram declínios mais acentuados.

Verificou-se que a cobertura caiu 1,64% ao ano nas cidades mais pobres entre 2006 e 2020. Já nos municípios menos carentes, a redução foi de 0,61%.

“Enquanto a média da cobertura da primeira dose da vacina SCR [sarampo, caxumba e rubéola] diminuiu 17% entre 2015 e 2020 nas regiões mais carentes do Norte e do Nordeste, chegando a 68% e 78%, respectivamente, a cobertura na região mais rica do Sul caiu apenas 11%, alcançando uma cobertura de 85% em 2020”, escreveram as autoras.

O estudo analisou ainda padrões e mudanças regionais durante 2006 e 2016. Descobriram-se grupos de alto risco em estados do Norte e do Nordeste, como Pará, Maranhão e Bahia, onde a proporção de crianças que receberam a vacina SCR diminuiu a uma taxa mais rápida por ano do que no resto do país.

Uma queda na proporção de crianças não vacinadas contra sarampo, caxumba e rubéola nesses grupos de alto risco pode indicar um aumento potencial de disseminação dessas enfermidades nas áreas onde elas vivem.

“Embora o Brasil tenha sido designado como livre do sarampo em 2016, ocorreu uma reemergência da doença em 2018, com 10.346 casos relatados, principalmente na região Norte do Brasil. Em 2019, uma epidemia de sarampo causou 20.901 casos em 23 dos 26 estados brasileiros, muito acima da escala de surtos das duas décadas anteriores. Em 2020, foram relatados mais 8.448 casos de sarampo. Também ocorreram surtos de caxumba no Brasil, sendo o maior surto recente em 2016, afetando nove estados, principalmente das regiões Sul e Sudeste. Embora não tenha sido relatada transmissão local de rubéola no Brasil desde 2009, um caso importado sem transmissão secundária foi relatado em 2014, e o Ministério da Saúde brasileiro permanece vigilante”, relembraram as autoras.

As pesquisadoras observaram que a situação da cobertura vacinal no Brasil piorou desde 2014 devido a uma grave recessão econômica, à crise política, à austeridade nos gastos públicos e, principalmente, por causa da pandemia de Covid-19, a partir de 2020.

Por fim, o estudo conclui que os resultados reafirmam as disparidades socioeconômicas e de saúde regionais no Brasil e sugere que, para promover a equidade vacinal e prevenir futuros surtos, mais pesquisas são urgentemente necessárias para compreender os mecanismos causais subjacentes às associações observadas entre a cobertura da vacina SCR em nível municipal e a falta de acesso a recursos e serviços básicos como educação, saúde e saneamento, o que pode impactar negativamente a saúde e o bem-estar de indivíduos e comunidades.

Fonte: r7

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