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Saúde

Saúde

Estudo no BMJ conclui que paracetamol na gravidez não causa autismo e desmente declarações de Trump

por Redação 10 de novembro de 2025

Um amplo levantamento publicado nesta segunda-feira (10) no periódico científico British Medical Journal (BMJ) concluiu que não há evidências que sustentem uma relação entre o uso de paracetamol na gravidez e o desenvolvimento de transtornos do espectro autista (TEA) em crianças.

A análise, considerada a mais abrangente já feita sobre o tema, reforça o consenso científico e contradiz as recentes afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia declarado existir um vínculo entre o medicamento e o autismo, sem apresentar provas.

“Os dados atualmente disponíveis são insuficientes para confirmar um vínculo entre a exposição ao paracetamol no útero e o autismo, assim como o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) durante a infância”, diz o texto do estudo.

Revisão “guarda-chuva” e metodologia rigorosa

O artigo não traz novas pesquisas, mas compila e revisa estudos anteriores sobre o tema — um tipo de análise conhecido como “revisão guarda-chuva”, que consolida resultados de revisões sistemáticas e meta-análises.

De acordo com os autores, muitos dos trabalhos que sugeriam uma possível ligação entre o uso de paracetamol e o autismo tinham “qualidade baixa ou extremamente baixa”, sem controle adequado de fatores como predisposição genética, condições médicas da mãe ou uso do medicamento para tratar febre e dor — variáveis que podem distorcer os resultados.

A revisão destaca que esses estudos “não fornecem evidências robustas sobre mecanismos de causa e efeito” e, portanto, não sustentam qualquer relação causal entre o medicamento e o TEA.

Repercussão científica

A conclusão foi amplamente elogiada pela comunidade médica. O professor Dimitrios Sassiakos, especialista em obstetrícia da University College London, afirmou que o trabalho é “metodologicamente sólido e confirma o que especialistas vêm afirmando há anos”.

Após as declarações de Trump, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também reiterou que não há comprovação científica de que o paracetamol cause autismo, defendendo seu uso controlado como analgésico seguro durante a gravidez, diferentemente de medicamentos como aspirina e ibuprofeno, que apresentam riscos conhecidos para o feto.

O novo estudo, portanto, reafirma o paracetamol como a principal opção segura para gestantes no tratamento de febre e dor.

Fonte: G1

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Intoxicação por Metanol

Jovem de 25 anos é a 7ª vítima confirmada de intoxicação por metanol em São Paulo

por Redação 23 de outubro de 2025

A sétima morte confirmada por intoxicação por metanol no estado de São Paulo é a de Cleiton da Silva Conrado, de 25 anos, morador de Osasco, na Região Metropolitana.

Ele foi encontrado morto em casa após participar de um churrasco em que outra pessoa também morreu. A companheira dele, Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, foi levada desacordada ao hospital e morreu depois — embora a morte dela ainda não conste como caso investigado pelas autoridades.

Horas antes, Cleiton e Jhenifer haviam estado na casa de Daniel, outra vítima da intoxicação, que também passou mal e morreu.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), o corpo de Cleiton apresentava 16 decigramas de metanol por litro de sangue e presença de cocaína. O médico do Samu, que atendeu a ocorrência, já havia identificado suspeita de overdose no momento do atendimento, mas sem sinais de violência.

A viúva de Daniel, Josiellen dos Santos de Jesus, relatou que o casal participou do churrasco para que ela conhecesse o marido da prima. Após o encontro, os três permaneceram bebendo e compraram bebidas em uma adega próxima, local que Daniel frequentava com frequência.

“A gente fez um churrasco lá em casa para conhecer o marido da minha prima, que foi o primeiro que faleceu, o Cleiton. Depois, a minha prima também morreu. A minha sorte é que eu não bebo. Senão, estaria ele em um caixão e eu do lado em outro”, disse Josiellen.

Segundo ela, a perícia recolheu todas as garrafas encontradas na residência.

O casal tinha uma filha de quase um ano.

Aumento de casos

Com a nova confirmação, o total de mortes subiu para sete, e o número de casos confirmados passou de 38 para 42. Há 18 casos em investigação, incluindo um óbito em Piracicaba, e 423 suspeitas descartadas.

O metanol é um álcool industrial altamente tóxico, utilizado em solventes e produtos químicos. Quando ingerido, é metabolizado pelo fígado e gera substâncias que causam lesões no cérebro, na medula e nos nervos ópticos, podendo levar à cegueira, coma e morte.

Outra vítima: 50 dias em coma

Em Osasco, o jovem Rafael Anjos Martins, de 28 anos, completou 50 dias em coma após ingerir gin adulterado comprado em uma adega na Zona Sul de São Paulo.
O exame indicou 155 mg/L de metanol — valor considerado crítico. Rafael segue internado em UTI e depende de ventilação mecânica.

A Polícia Civil investiga o caso e apreendeu garrafas abertas e lacradas para perícia.

Orientação à população

O Centro de Vigilância Sanitária de SP recomenda atenção redobrada à procedência das bebidas.
Os sintomas de intoxicação incluem visão turva, dor de cabeça, náusea, vômito, convulsões e desorientação.

Em caso de suspeita, o atendimento médico deve ser imediato.
? Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP): (11) 5012-5311 / 0800 771 3733
? Localize o serviço mais próximo: buscasaude.prefeitura.sp.gov.br

Fonte: G1

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Saúde

Anvisa aprova uso do Mounjaro para tratamento da apneia do sono em adultos com obesidade

por Redação 21 de outubro de 2025

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do Mounjaro para o tratamento da apneia obstrutiva do sono (AOS) em adultos com obesidade. A decisão foi assinada na sexta-feira (17) e publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

O medicamento, cujo princípio ativo é a tirzepatida, já era aprovado no país para o tratamento do diabetes tipo 2. Com a nova autorização, ele se torna o primeiro fármaco validado para tratar a apneia do sono no Brasil, segundo a fabricante Eli Lilly.

“A aprovação de Mounjaro para a apneia obstrutiva do sono é um marco transformador para os pacientes, já que se trata de uma condição subdiagnosticada e com opções de tratamento limitadas”, afirmou Luiz André Magno, diretor médico sênior da Lilly.

A decisão da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que demonstraram a eficácia da tirzepatida na redução dos episódios de interrupção respiratória durante o sono.

Um estudo publicado em 2024 na revista científica New England Journal of Medicine mostrou que o medicamento levou à melhora significativa na qualidade do sono e à redução dos sintomas da apneia, com até 50% dos pacientes deixando de apresentar os sinais da doença.

Atualmente, o tratamento mais comum para a apneia do sono é o CPAP, aparelho que mantém as vias aéreas abertas durante o sono. No entanto, o uso da tirzepatida apresentou resultados que, em alguns casos, dispensaram a necessidade do equipamento.

Além da melhora respiratória, os pacientes tiveram redução no peso corporal e nos fatores de risco cardiovasculares. O efeito colateral mais comum relatado foi desconforto estomacal leve.

O Mounjaro ainda não está disponível no mercado brasileiro devido à alta demanda mundial, mas a expectativa é de que chegue às farmácias até o fim de 2024.

Fonte: G1

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Metanol

STF julga nesta sexta ação que pode reativar sistema de controle da produção de bebidas

por Redação 17 de outubro de 2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta sexta-feira (17), a ação que discute a retomada do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), ferramenta criada em 2008 para monitorar, em tempo real, a fabricação de cervejas, refrigerantes e águas engarrafadas.

O objetivo do sistema era coibir fraudes fiscais e garantir o recolhimento de impostos no setor. O Sicobe foi desativado em 2016, por decisão da Receita Federal, sob o argumento de que os custos e falhas técnicas superavam os benefícios.

Em 2020, o Tribunal de Contas da União (TCU) entendeu que a medida da Receita foi além do previsto em lei e determinou a reativação do sistema. O governo federal, no entanto, recorreu ao Supremo, sustentando que a retomada representaria, na prática, um benefício fiscal estimado em R$ 1,8 bilhão por ano, sem previsão orçamentária.

Desde abril deste ano, a obrigação de restabelecer o Sicobe está suspensa por decisão do ministro Cristiano Zanin, relator do caso. O magistrado considerou que a reimplantação do sistema poderia impactar negativamente as contas públicas e gerar inconsistências técnicas.

“A reativação do Sicobe implicaria, em tese, concessão de incentivo de natureza tributária, sem que o impacto tenha sido contemplado no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2025”, afirmou Zanin.

A análise do caso ocorre em plenário virtual, modalidade em que os ministros depositam seus votos em ambiente eletrônico. O julgamento vai até 24 de outubro, a menos que haja pedido de vista (para mais tempo de análise) ou destaque (para levar o caso ao plenário físico).

A decisão ocorre em meio à preocupação com casos recentes de contaminação por metanol em bebidas adulteradas em diferentes estados do país, o que reacendeu o debate sobre rastreabilidade e controle de origem no setor.

Fonte: G1

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Saúde

As 10 maiores mentiras sobre vacinas que viralizam no Telegram — e o que a ciência já sabe sobre cada uma

por Redação 17 de outubro de 2025

Um levantamento inédito da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que o Brasil concentra 40% de toda a desinformação antivacina da América Latina e Caribe. O estudo, conduzido pelo Laboratório DesinfoPop, analisou 1,47 milhão de mensagens publicadas entre 2019 e 2025 em 1.785 comunidades conspiratórias do Telegram, que somam 5,8 milhões de usuários ativos.

Os pesquisadores identificaram 175 falsos “danos” atribuídos às vacinas e 80 supostos “antídotos”, que vão de argilas detox a dióxido de cloro. O cruzamento dessas alegações com dados científicos e oficiais mostrou que a desinformação opera como um “mercado do medo”: primeiro cria o pânico e, depois, oferece uma “cura” paga.

“O medo é o combustível da desinformação — e também o produto que ela vende”, afirma Ergon Cugler, coordenador do DesinfoPop e autor principal do estudo.

Para marcar o Dia Nacional da Vacinação, o g1 reuniu quatro das principais referências brasileiras em imunização — Luana Araújo, Renato Kfouri, Isabella Ballalai e Mônica Levi — para explicar, com base científica, as dez maiores mentiras sobre vacinas que circulam no Telegram.

Entre as alegações mais frequentes estão:

“Vacinas causam morte súbita” (15,7%) — coincidência temporal, não causal.

“Vacinas mudam o DNA” (8,2%) — o RNA não entra no núcleo da célula.

“Vacinas causam AIDS” (4,3%) — manipulação de termos sem base científica.

“Vacinas envenenam o corpo” (4,1%) — doses seguras, testadas e controladas.

“Vacinas causam câncer” (2,9%) — pelo contrário, previnem tumores.

“Vacinas causam cegueira” (2,0%) — sem evidências; infecções sim aumentam risco ocular.

“Vacinas formam microcoágulos invisíveis” (1,9%) — distorção de casos raros já controlados.

“Vacinas causam miocardite” (1,8%) — quadro raro e leve; doença é muito mais perigosa.

“Vacinas contêm vermes vivos” (1,3%) — falso; vacinas são estéreis e rigorosamente testadas.

“Vacinas provocam aborto” (1,3%) — estudos mostram segurança e proteção para mãe e bebê.

O relatório conclui que o Brasil é o epicentro regional da desinformação antivacina, alimentada por medo, manipulação e interesses comerciais.

“A hesitação vacinal não é só ignorância — é falta de educação científica. Quando a ciência não chega, a fantasia ocupa o espaço”, resume Mônica Levi, presidente da SBIm.

Fonte: G1

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Intoxicação por Metanol

Polícia localiza fábrica clandestina ligada à morte de duas pessoas por intoxicação com metanol em São Paulo

por Redação 10 de outubro de 2025

A Polícia Civil de São Paulo encontrou nesta sexta-feira (10) uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, suspeita de estar ligada à morte de duas pessoas por intoxicação com metanol na capital paulista.

Segundo as investigações, a fábrica pirata comprava etanol em postos de combustível, que estaria adulterado com metanol — uma substância altamente tóxica. Esse produto era então misturado a bebidas como vodka, que foram vendidas em um comércio da Zona Leste de São Paulo, onde as vítimas haviam consumido o álcool antes de morrer.

A operação foi deflagrada após a identificação dos fabricantes das bebidas adulteradas, levando ao cumprimento de mandados de busca e apreensão que resultaram no desmantelamento da fábrica.

Durante a ação, a proprietária do local foi presa em flagrante e confessou ter comprado as garrafas de uma distribuidora não autorizada. Ela responderá por falsificação, corrupção e adulteração de substâncias alimentícias, crime com pena prevista de quatro a oito anos de reclusão, além de multa.

Além de São Bernardo, a polícia também cumpriu diligências em São Caetano do Sul e na capital paulista. Ao todo, oito suspeitos foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos.

A operação apreendeu garrafas, bebidas, aparelhos celulares e outros itens, que foram encaminhados à perícia. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos e rastrear a origem dos produtos apreendidos.

Fonte: G1v

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Saúde

Após suspeita de pelo encravado, homem descobre câncer de mama aos 38 anos: “A coisa mais estranha”

por Redação 10 de outubro de 2025

O músico Rodrigo Fassina, 43 anos, descobriu há quatro anos que o que parecia ser um simples pelo encravado era, na verdade, um câncer de mama — um tipo de tumor raro em homens, que representa menos de 1% dos casos da doença.

O diagnóstico veio após notar dois nódulos na mama direita, retração do mamilo e uma sensação de “bolinha” que se movia, mas sempre voltava para o mesmo ponto. A primeira hipótese médica foi de uma infecção de pele. “O médico achou que era um pelo encravado, mas quando outro profissional apalpou, percebeu que era um nódulo, pela textura e formato”, relembra Fassina.

Encaminhado para uma mastologista, o músico passou por mamografia e exames complementares que confirmaram o tumor. A quimioterapia teve início em junho de 2021 e surtiu efeito rapidamente: “Na primeira sessão, o tumor reduziu 2 cm. Na quarta, já não tinha mais nada”, conta.

Mesmo com boa resposta, Fassina precisou realizar mastectomia bilateral, cirurgia que removeu as duas mamas. O procedimento foi indicado porque o câncer tinha origem genética, herdado do lado paterno — seu pai teve câncer de próstata, a tia e a avó, de mama.

“Se eu não tivesse câncer de mama, teria o de próstata. Era algo de família”, diz.

Atualmente, ele faz acompanhamento semestral e deve ser considerado curado no próximo ano, ao completar cinco anos da cirurgia.

Fassina transformou a dor em propósito: atua como voluntário no A.C. Camargo Cancer Center, ajudando pacientes e reforçando a importância do acolhimento psicológico e das terapias complementares. “Tem que cuidar da mente também. Faço parte do conselho de pacientes e insisto sempre nisso”, afirma.

O oncologista Pedro Exman, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que, embora raro, o câncer de mama em homens exige atenção.

“Os principais sinais são nódulos na mama, dor, retração do mamilo e pele avermelhada. Em geral, há ligação com fatores genéticos herdados de geração em geração”, esclarece.

Entre as referências masculinas conhecidas que enfrentaram a doença está Mathew Knowles, pai da cantora Beyoncé.

Fassina, hoje com a saúde restabelecida, voltou aos palcos. Uma de suas apresentações mais marcantes aconteceu ao fim do tratamento, no próprio centro oncológico, em um tributo ao Queen — como forma de gratidão à equipe médica.

Fonte: GQ

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Saúde

Omeprazol: entenda por que o remédio está sendo cortado das receitas e quais são as alternativas seguras

por Redação 10 de outubro de 2025

Durante anos, o omeprazol foi um dos medicamentos mais prescritos no Brasil, visto como um “protetor gástrico” inofensivo. No entanto, médicos alertam que o uso prolongado pode trazer riscos à saúde e que o remédio deve ser utilizado apenas quando há real necessidade.

O medicamento pertence à classe dos inibidores da bomba de prótons (IBPs), que reduzem a produção de ácido no estômago. Fazem parte dessa categoria também o pantoprazol, esomeprazol e lansoprazol. Apesar de eficazes no tratamento de gastrite, refluxo e úlceras, os IBPs deixaram de ser vistos como medicamentos sem risco.

“A tendência atual é evitar o uso desnecessário”, explica Débora Poli, gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês.
“O problema é que o omeprazol se banalizou. Muitas pessoas começaram e nunca mais pararam, sem reavaliação médica”, alerta o oncologista Raphael Brandão, diretor da Clínica First.

⚠️ Riscos do uso prolongado

O uso contínuo do omeprazol pode causar deficiência de ferro, magnésio, cálcio e vitamina B12, levando a anemia, fadiga, cãibras e osteopenia, segundo a médica Karoline Soares Garcia, da Clínica Sartor.
Também há risco aumentado de infecção intestinal por Clostridioides difficile, doença renal crônica, fraturas e supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO).

“Esses riscos valem para toda a classe dos IBPs. São medicamentos eficazes, mas devem ser usados pelo menor tempo possível”, reforça Garcia.

? Quando o uso é indicado

O omeprazol segue sendo essencial para tratar refluxo gastroesofágico, gastrite, úlceras e infecção por Helicobacter pylori. Pacientes com condições crônicas, como esôfago de Barrett ou que usam anti-inflamatórios continuamente, podem precisar manter o uso sob acompanhamento médico.

? Alternativas e substituições

Para casos leves, os especialistas indicam opções como bloqueadores H2, a exemplo da famotidina, ou novos medicamentos como os P-CABs (bloqueadores de potássio), como a vonoprazana, que tem ação mais rápida e duradoura.

“A troca deve ser feita com supervisão médica, nunca por conta própria”, reforça Brandão.

?️ Mudanças de estilo de vida ajudam

Ajustes na rotina também podem reduzir o refluxo: perder peso, evitar deitar logo após comer, diminuir o consumo de ultraprocessados, álcool e chocolate, e comer devagar são medidas que fazem diferença.

“O omeprazol é um grande avanço da medicina moderna, mas precisa de indicação, tempo e acompanhamento”, conclui Garcia.

Fonte: G1

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Intoxicação por Metanol

Homem intoxicado por metanol recebe alta após 45 dias internado e relata preocupação com o futuro

por Redação 9 de outubro de 2025

O motoboy Wesley Neves Pereira, de 31 anos, recebeu alta nesta quarta-feira (8) após passar 45 dias internado em razão de intoxicação por metanol. Ele foi hospitalizado depois de consumir uma garrafa de uísque adulterado comprada em um baile funk.

Com sequelas graves, Wesley voltou para casa debilitado, com perda de peso significativa e dificuldades de locomoção. Ele ainda enfrenta dores constantes, mobilidade reduzida e a perda da visão. Durante o tratamento, passou por intubação, traqueostomia e sofreu um AVC.

“Eu ajudo meu pai e minha mãe. Eu queria poder ajudar. Não poderia ficar doente”, afirmou o motoboy, emocionado, ao falar sobre o impacto da intoxicação em sua vida.

A irmã, Sheily Pereira Neves, destacou a mistura de alívio e dor da família:
“É muito difícil. A gente vê ele como ele era e como ele está. Ele saiu para se divertir e voltou nesse estado.”

Wesley seguirá com terapias e medicamentos para tentar amenizar as sequelas. A família agora cobra que as investigações avancem para responsabilizar os envolvidos na venda das bebidas adulteradas.

Fonte: JN

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Metanol

Perícia confirma que metanol foi adicionado em bebidas apreendidas em SP

por Redação 8 de outubro de 2025

O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo concluiu que as concentrações de metanol encontradas em dois grupos de garrafas de bebidas alcoólicas apreendidas na capital paulista indicam que a substância foi adicionada artificialmente, não sendo resultado da destilação natural.

A quantidade de garrafas analisadas e os tipos de bebida não foram divulgados. Os laudos já foram encaminhados à Polícia Civil, que conduz as investigações.

Desde o dia 29 de setembro, cerca de 16 mil garrafas foram apreendidas em fiscalizações. Nesta segunda-feira (6), mais de 100 mil vasilhames vazios foram encontrados em um galpão clandestino na Vila Formosa, Zona Leste da capital.

O governo paulista já registrou 176 casos suspeitos de intoxicação por metanol:

18 confirmados

158 em investigação

10 mortes (3 confirmadas e 7 em apuração)

85 descartados

Equipes da força-tarefa interditaram 11 estabelecimentos e suspenderam preventivamente a inscrição estadual de seis distribuidoras e dois bares.

As linhas de investigação consideram o uso do metanol para reaproveitamento de garrafas ou para aumentar o volume da produção clandestina. A Polícia Federal também apura se a substância pode ter origem em tanques abandonados após a operação que desarticulou um esquema bilionário do crime organizado no setor de combustíveis em agosto.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (7) que não descarta nenhuma hipótese e anunciou a criação de um comitê informal para enfrentar a crise.

Fonte: G1

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