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caso Master

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Jato de luxo de Daniel Vorcaro é vendido e levado para San Marino

por Redação 10 de março de 2026

O Gulfstream G700, avião mais caro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já tem novo proprietário. Um dia antes da prisão de Vorcaro, na quarta-feira (4 de março), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o jato decolou do Brasil rumo a San Marino, na Itália, sob registro da Flexjet, empresa líder em aviação executiva global.

Documentos obtidos por O GLOBO mostram que o avião, comprado por Vorcaro em junho de 2025, foi “exportado” no dia 3 de março, com a matrícula cancelada junto à Anac. Oficialmente, a aeronave estava registrada em nome da PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A., controlada por Marcus Vinícius da Matta, presidente da Prime You, empresa que gerencia jatos e outros bens de luxo ligados a Vorcaro, incluindo sua mansão em Brasília e o iate Benetti Oasis 40M.

O Gulfstream G700 é um modelo de luxo com autonomia de cerca de 14.353 km, transporte para até 19 passageiros e assentos que se transformam em camas ergonômicas. O valor total pago pelo jato chegou a R$ 538 milhões, embora a importação tenha sido registrada em R$ 435 milhões. Após o cancelamento da matrícula brasileira, a aeronave foi registrada na FAA dos EUA com a matrícula N103FX no mesmo dia da prisão de Vorcaro.

A Flexjet, nova dona do jato, tem investido em expansão global e modernização de frota, captando US$ 800 milhões em 2025, com participação de investidores como L Catterton, KSL Capital Partners e o J. Safra Group. A empresa também adquiriu 182 aeronaves da Embraer, em operação histórica de US$ 7 bilhões, com possibilidade de mais 30 unidades.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Caso Master aprofunda crise no STF e expõe tensão entre ministros após suspeitas envolvendo Moraes

por Redação 9 de março de 2026

Os novos desdobramentos do caso Banco Master ampliaram a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) e elevaram o nível de tensão entre ministros da Corte. Integrantes do tribunal ouvidos reservadamente afirmam que o episódio envolvendo o ministro Alexandre de Moraes é considerado ainda mais grave do que a controvérsia que atingiu anteriormente o ministro Dias Toffoli.

Segundo relatos feitos ao jornal Valor, a situação colocou o Supremo no centro de um debate sobre a conduta individual de magistrados, algo considerado incomum em comparação às críticas tradicionais direcionadas ao tribunal, que geralmente se concentram em decisões judiciais.

No atual cenário, Moraes passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviadas ao ministro pouco antes da primeira prisão do empresário, em novembro de 2025. O magistrado nega ter recebido as mensagens.

O caso também reacendeu o debate interno sobre o papel de outros ministros. Dias Toffoli já vinha sendo criticado por sua atuação quando era relator das investigações sobre o Banco Master, especialmente após limitar o acesso da Polícia Federal a provas obtidas durante a Operação Compliance Zero.

Com a mudança na relatoria, o ministro André Mendonça assumiu o comando das apurações e determinou medidas que restabeleceram o que chamou de “fluxo ordinário” das investigações, devolvendo aos investigadores dados anteriormente restritos. A decisão é vista por alguns colegas como um fator que fortaleceu sua posição dentro da Corte.

A atuação de Mendonça, no entanto, também divide opiniões no Supremo. Uma ala considera que o ministro ampliou sua influência após assumir o caso e por também relatar investigações relevantes, como o inquérito que apura desvios associativos envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Além disso, Mendonça deve assumir a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições deste ano, o que também aumenta seu protagonismo no cenário institucional.

Outra ala do STF, contudo, minimiza esse suposto fortalecimento e avalia que Mendonça não possui a mesma capacidade de articulação política ou influência interna de outros integrantes da Corte.

O clima de tensão também envolve o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na sexta-feira (6), ele respondeu a críticas feitas por Mendonça após solicitar mais prazo para se manifestar sobre a prisão de Daniel Vorcaro e de outros investigados da Operação Compliance Zero.

Gonet afirmou que a manifestação do Ministério Público não pode ser tratada como “formalidade vazia” e citou o impacto de medidas cautelares em referência à tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O episódio ocorreu durante a operação e terminou com a confirmação da morte do investigado no mesmo dia.

No centro da nova controvérsia estão mensagens divulgadas em reportagem do jornal O Globo, assinada pela jornalista Malu Gaspar. Segundo a publicação, registros extraídos do celular de Vorcaro por perícia da Polícia Federal indicariam que o banqueiro enviou mensagens ao ministro Alexandre de Moraes no dia em que foi preso pela primeira vez.

A comunicação do STF afirmou em nota que Moraes nega ter recebido qualquer mensagem do banqueiro naquele dia. A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, também negou o recebimento das mensagens.

Apesar das negativas, integrantes da Corte avaliam que o episódio agravou a crise de imagem do tribunal. Um interlocutor de um ministro afirmou que a situação envolvendo Moraes é considerada mais delicada do que a que atingiu Toffoli, porque as relações atribuídas ao segundo ocorreriam em um período em que a atuação do Banco Master ainda era considerada legal.

Já as supostas mensagens envolvendo Moraes sugeririam uma possível interlocução com Vorcaro em meio a investigações em curso, hipótese que amplia a repercussão do caso.

Nos bastidores do Supremo, ministros descrevem o ambiente interno como deteriorado. Um deles afirmou que o país vive um cenário “totalmente caótico” e que o tribunal, que por anos foi visto como o poder mais estável da República, também passou a enfrentar forte desgaste institucional.

Outro magistrado descreveu o momento atual como de “clima péssimo” dentro da Corte, avaliando que a crise pode ter reflexos no cenário político nacional e nas eleições deste ano, que ele considera potencialmente “violentas e radicalizadas”.

Para o professor Rubens Glezer, da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito SP), o episódio representa a pior crise de reputação já enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo o especialista, diferentemente de crises anteriores — centradas em decisões judiciais —, agora as suspeitas recaem sobre a conduta pessoal de ministros, o que amplia o dano institucional.

Glezer afirma que o desgaste acumulado ao longo da última década faz com que parte significativa da população já desconfie automaticamente da atuação dos magistrados citados em controvérsias.

Na avaliação do professor, a crise pode abrir espaço para mudanças institucionais dentro da Corte. Entre as propostas está a criação de um código de ética para ministros do STF, medida defendida pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, mas que enfrenta resistência interna.

Para o especialista, regras claras sobre conduta poderiam funcionar como proteção institucional para os próprios magistrados e reduzir suspeitas sobre a atuação do Supremo no futuro.

Fonte: VALOR

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caso Master

Escritório da mulher de Moraes confirma contrato com Banco Master e nega atuação no STF

por Redação 9 de março de 2026

O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou nota nesta segunda-feira (9) confirmando que prestou serviços jurídicos ao Banco Master, instituição pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o comunicado, a contratação ocorreu entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 e envolveu consultoria e atuação jurídica para a instituição financeira. O escritório destacou, no entanto, que nunca conduziu nenhuma causa do Banco Master no âmbito do STF.

De acordo com a nota, o trabalho foi realizado por uma equipe composta por 15 advogados e contou também com a contratação de três escritórios especializados em consultoria, que atuaram sob coordenação da banca.

O documento detalha que, durante o período do contrato até a liquidação extrajudicial do banco em novembro de 2025, foram realizadas 94 reuniões de trabalho. Desse total, 79 ocorreram presencialmente na sede do Banco Master, com duração aproximada de três horas, envolvendo análise de documentos, discussão de problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto contratual.

Outros 13 encontros ocorreram com a presidência da instituição, sendo dois presenciais no escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas. Também foram realizadas duas reuniões virtuais entre o departamento jurídico do banco e a equipe da banca.

Segundo o escritório, os serviços incluíram a produção de 36 pareceres e opiniões legais sobre temas diversos, como questões previdenciárias, contratuais, trabalhistas, regulatórias, de compliance, proteção de dados e crédito.

A atuação também envolveu revisão de políticas internas, elaboração de manuais e implementação de estruturas de compliance, incluindo revisão do Código de Ética e Conduta do banco, políticas de relacionamento com o poder público, licitações, conflitos de interesse e gestão de riscos.

Outra frente de atuação da equipe jurídica, ainda de acordo com a nota, concentrou-se na análise consultiva e estratégica de investigações, inquéritos policiais, ações penais e procedimentos administrativos que poderiam impactar o banco ou seus dirigentes.

O comunicado não informa os valores firmados no contrato. Reportagem publicada anteriormente pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, apontou que o Banco Master teria pago R$ 3,6 milhões mensais ao escritório por 36 meses a partir de janeiro de 2024.

O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por uma organização criminosa.

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, relator do caso desde o mês passado.

Vorcaro já havia sido detido em novembro do ano passado, quando foi interceptado pela Polícia Federal ao tentar embarcar em um avião particular com destino à Europa no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Para os investigadores, havia indícios claros de tentativa de fuga do país.

Dias após a nova prisão, uma reportagem do blog de Malu Gaspar divulgou prints de mensagens atribuídas a Vorcaro enviadas ao ministro Alexandre de Moraes em 17 de novembro de 2025, horas antes da primeira prisão do banqueiro.

Segundo a publicação, as mensagens foram obtidas a partir da perícia da Polícia Federal em celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com o empresário.

Após a divulgação do conteúdo, a comunicação do STF informou que Alexandre de Moraes nega que as mensagens tenham sido enviadas a ele.

A troca de mensagens teria ocorrido pelo WhatsApp e incluía textos registrados em um bloco de notas do celular do banqueiro. Em parte da conversa, Vorcaro mencionava negociações com investidores e citava preocupações com possíveis vazamentos de informações sobre o caso.

De acordo com a reportagem, algumas respostas atribuídas ao ministro teriam sido enviadas em formato de visualização única, o que impediu a recuperação do conteúdo.

Pouco depois das mensagens, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master. O negócio, no entanto, não foi concluído. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

A crise envolvendo o Banco Master se agravou ao longo de 2025 e também resultou na liquidação do Will Bank e do Banco Pleno, instituições que integravam o mesmo grupo financeiro.

O banco vinha operando sob elevado risco de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados, com taxas de juros superiores às praticadas no mercado.

Entre os produtos oferecidos estavam Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remuneração acima do padrão. Nesse tipo de investimento de renda fixa, o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca, que podem ser definidos previamente ou atrelados a indicadores como o CDI.

Tentativas de venda da instituição, incluindo uma proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram em meio a questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao banco em investigações.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, o escritório Barci de Moraes reiterou que sua atuação consistiu em consultoria jurídica e estratégica e afirmou possuir quase duas décadas de atuação prestando serviços para grandes clientes.

Fonte: G1

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caso Master

‘Sicário’: quem era o operador ligado a fraudes e ameaças investigado no caso do Banco Master

por Redação 9 de março de 2026

Apontado pela polícia como um operador com histórico de ameaças, fraudes financeiras e intimidação de adversários, Luiz Phillipi Mourão — conhecido pelo apelido “Sicário” — estava no centro de investigações que envolvem supostas irregularidades bilionárias relacionadas ao Banco Master.

Mourão foi preso na operação Compliance Zero, mas morreu após tentar suicídio dentro da cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, enquanto aguardava audiência de custódia.

Segundo as autoridades, ele já era conhecido da polícia havia mais de duas décadas. Apesar do apelido que remete a matador de aluguel, Mourão nunca respondeu formalmente por homicídio. Ainda assim, acumulava registros por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça. Em alguns desses casos chegou a ser preso, mas não houve condenações.

Em 2021, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou Mourão e outras dez pessoas por participação em um esquema de fraude financeira que teria prejudicado milhares de investidores. De acordo com a promotora de Justiça Janaina de Andrade Dauro, o grupo anunciava investimentos com promessas de retornos extraordinários.

Segundo ela, os denunciados praticavam crimes contra a economia popular ao oferecer investimentos com promessa de lucros exorbitantes, além de operar um esquema caracterizado como pirâmide financeira.

Durante as investigações, a Polícia Militar de Minas Gerais analisou o conteúdo de um celular atribuído a Mourão. Em mensagens trocadas com um dos denunciados, os dois discutem valores ligados a pedras preciosas, como brilhantes e rubis, em uma conversa que termina com tom ameaçador.

Em outro episódio registrado pela polícia, um ex-sócio afirmou ter recebido uma ligação de ameaça após conversar com autoridades que investigavam crimes financeiros. Segundo o depoimento, Mourão teria dito que “a batata dele estava assando”.

As investigações também apontam uma relação próxima entre Mourão e o banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro lideraria um grupo informal chamado de “A Turma”.

Nesse grupo, Mourão teria a função de monitorar adversários do banqueiro, constranger opositores e, em alguns casos, promover agressões físicas. Os investigadores também apontam tentativas de acesso a informações sigilosas em sistemas restritos.

Mensagens entre Mourão e Vorcaro foram citadas em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Em uma delas, Vorcaro afirma que queria agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Segundo o ministro, a intenção seria silenciar a imprensa que publicasse opiniões contrárias aos interesses do empresário.

Nas conversas, o banqueiro sugere colocar pessoas para seguir o jornalista e cogita simular um assalto para realizar a agressão.

Mourão foi preso no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master. Horas depois da prisão, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou se enforcar duas vezes dentro da cela da Polícia Federal.

Após ser socorrido, Mourão foi levado ao Hospital Estadual João XXIII. Dois dias depois, teve morte cerebral confirmada.

A Polícia Federal informou que abriu procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido, incluindo o tempo de resposta dos agentes responsáveis pela custódia.

O caso também revelou conexões políticas e institucionais ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em 2024, ele participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O empresário também ofereceu um voo de helicóptero ao senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, quando ambos estiveram em São Paulo para o Grande Prêmio de Fórmula 1. Nogueira afirmou que não utilizou o helicóptero, enquanto a assessoria de Rueda informou que ele não comentará o episódio.

Reportagens também apontam que Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro do STF Alexandre de Moraes, inclusive no dia em que seria preso. O ministro afirma que não recebeu essas mensagens.

Antes das investigações relacionadas ao Banco Master, o Ministério Público de Minas Gerais já apurava um esquema financeiro envolvendo Mourão.

Ele foi sócio da empresa Maximus Digital Fomento Mercantil Ltda., que prometia rendimentos muito acima do mercado. Segundo a promotoria, os contratos eram pouco claros e não explicavam exatamente onde os valores seriam investidos.

Com o tempo, investidores passaram a relatar dificuldades para retirar o dinheiro aplicado. Advogados que representam vítimas afirmam que pessoas de diversas regiões do país foram atraídas para o esquema, incluindo investidores do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Belém do Pará.

Muitos dos participantes eram pessoas de baixa renda que chegaram a contrair empréstimos para aplicar na empresa.

De acordo com o Ministério Público, entre junho de 2018 e julho de 2021, Mourão movimentou cerca de R$ 28 milhões em contas relacionadas a empresas de fachada.

A investigação também aponta que o grupo teria obtido cerca de R$ 62 milhões em empréstimos bancários utilizando imóveis superavaliados como garantia. Propriedades avaliadas entre R$ 400 mil e R$ 600 mil teriam sido apresentadas com valores de até R$ 16 milhões ou R$ 19 milhões para viabilizar os financiamentos.

Segundo os investigadores, os imóveis pertenciam a uma empresa que teve como acionista Natália Vorcaro, irmã do banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, o banco responsável pelos empréstimos foi adquirido por Vorcaro e passou a se chamar Banco Master.

Os irmãos Vorcaro não foram denunciados na ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais. Procurada, a defesa de Natália Vorcaro não comentou o caso.

Durante uma audiência realizada no ano passado, na fase de instrução do processo sobre as fraudes financeiras, Mourão compareceu ao tribunal, mas optou por permanecer em silêncio.

O advogado do investigado afirmou que ainda aguardava acesso aos autos do processo e que não teve tempo de discutir as acusações com o cliente devido ao desfecho do caso.

Ainda não há previsão para o julgamento dos outros dez réus denunciados na ação.

Fonte: FANTÁSTICO

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Fotos de Daniel Vorcaro após prisão expõem rotina no sistema penitenciário e geram reação da defesa

por Redação 6 de março de 2026

Fotos obtidas pelo blog mostram o empresário Daniel Vorcaro logo após dar entrada no sistema prisional. Dono do Banco Master, ele foi preso na quarta-feira (4), em São Paulo, durante uma nova fase da operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Na quinta-feira (5), Vorcaro foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. Já nesta sexta-feira (6), acabou levado para Brasília (DF), onde permanecerá em uma penitenciária federal.

Ao chegar à unidade em Potim, o empresário passou pelos procedimentos padrão aplicados a todos os detentos. Entre eles estavam revista pessoal e de pertences, higienização obrigatória, corte de cabelo conforme as normas do presídio, registro fotográfico e coleta de impressões digitais. Ele também trocou as roupas civis pelo uniforme da unidade.

Ainda na quinta-feira, a Polícia Federal solicitou a transferência de Vorcaro alegando risco à segurança pública. O pedido foi aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Segundo a corporação, havia “necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”.

Vorcaro deixou a penitenciária em Potim por volta das 11h30 desta sexta-feira. O avião que transportava o empresário pousou no Distrito Federal durante a tarde.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou ter recebido com surpresa e indignação a divulgação das imagens feitas dentro da unidade prisional.

Os advogados disseram que parece não haver limites para o vazamento de informações com o objetivo de expor, desgastar e humilhar o cliente. A defesa informou ainda que pretende solicitar novamente a abertura de inquérito para investigar a divulgação de informações sigilosas e responsabilizar eventuais envolvidos.

No comunicado, os advogados também afirmaram confiar no Estado Democrático de Direito e no respeito à integridade mínima de pessoas sob custódia do Estado.

Operação da Polícia Federal

Daniel Vorcaro foi preso junto com outras três pessoas na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Além do empresário, foram detidos seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes — conhecido como “Sicário” — e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Segundo a PF, enquanto estava sob custódia das autoridades, Sicário atentou contra a própria vida e precisou ser levado ao hospital. De acordo com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, na noite de quinta-feira (5) ele seguia internado em um CTI em estado gravíssimo.

A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira um inquérito para investigar o ocorrido.

Fonte: G1

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caso Master

“Sicário” ligado a Vorcaro segue em estado gravíssimo após tentativa de suicídio sob custódia da PF

por Redação 6 de março de 2026

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (5) que o estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido nas investigações como “Sicário”, é considerado gravíssimo.

Mourão foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo os investigadores, ele era tratado por comparsas como “Sicário”, termo usado para designar assassinos de aluguel.

Inicialmente, na noite de quarta-feira, a Polícia Federal informou que médicos do Hospital João XXIII haviam constatado morte cerebral. Pouco depois, porém, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou uma atualização informando que o suspeito permanecia internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

De acordo com o advogado da família, Robson Lucas, Mourão segue vivo e internado no hospital. O diretor da unidade teria informado à defesa que o quadro clínico permanece gravíssimo, porém estável, e que não há, até o momento, indicação de abertura de protocolo para investigação de morte encefálica.

Luiz Phillipi Mourão foi socorrido na tarde de quarta-feira dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, onde estava preso. Segundo a PF, ele aguardava audiência de custódia quando tentou tirar a própria vida.

Diante do episódio, a Polícia Federal abriu um inquérito nesta quinta-feira (5) para apurar as circunstâncias do ocorrido durante a custódia do preso.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a movimentação foi registrada por câmeras de segurança e que não há pontos cegos nas imagens. Segundo ele, os registros serão encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa de Mourão declarou, em nota divulgada na quarta-feira, que esteve com ele pessoalmente até por volta das 14h e que, naquele momento, o investigado apresentava plena integridade física e mental. Os advogados afirmaram que só souberam do incidente após a divulgação da nota oficial da Polícia Federal.

A Operação Compliance Zero investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar bilhões em fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Na mesma ação também foi preso o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como chefe do grupo.

Segundo a Polícia Federal, Mourão exercia papel central no esquema e seria responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

Relatórios da investigação também apontam conversas consideradas violentas entre Vorcaro e Mourão, sugerindo que ele atuaria como “longa manus” do banqueiro — expressão jurídica utilizada para indicar alguém que age em nome de outro.

De acordo com os investigadores, há indícios de que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento pelos serviços ilícitos prestados à organização.

Fonte: G1

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Mensagens indicam contato entre Vorcaro e Alexandre de Moraes no dia da prisão do dono do Banco Master

por Redação 6 de março de 2026

Mensagens obtidas a partir do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele manteve contato com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao longo do dia 17 de novembro de 2025, data em que foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

De acordo com registros analisados pela investigação, Vorcaro teria enviado ao ministro uma série de mensagens ao longo do dia relatando negociações para a venda do Banco Master e mencionando preocupações com um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília e que acabaria resultando em sua prisão.

O material inclui nove mensagens enviadas por Vorcaro entre 7h19 e 20h48. O último contato ocorreu pouco mais de uma hora antes da abordagem policial, registrada por volta das 22h.

Segundo os dados extraídos do aparelho, tanto o banqueiro quanto o ministro escreviam as mensagens no bloco de notas do celular, tiravam prints e enviavam como imagens de visualização única pelo WhatsApp. Por esse motivo, as respostas de Moraes não ficaram registradas no aparelho de Vorcaro.

Procurado, Alexandre de Moraes afirmou, em nota divulgada anteriormente, que “não recebeu as mensagens referidas na matéria” e classificou a informação como “ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o STF”. A defesa de Vorcaro informou que não comentaria o conteúdo.

A primeira mensagem foi enviada às 7h19. Nela, Vorcaro comenta com o ministro sobre a tentativa de antecipar negociações com investidores para anunciar parte da venda do Banco Master ao grupo Fictor ainda naquele dia.

No mesmo texto, o banqueiro também menciona um possível vazamento de informações relacionadas ao caso. “De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhes. Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso”, escreveu.

Em seguida, acrescentou um trecho considerado pelos investigadores como possível referência ao inquérito sigiloso que corria contra ele: “Se vazar antes será péssimo, mas pode ser um gancho para entrar no circuito do processo”.

Segundo os registros do celular, Moraes teria respondido às 8h16 por mensagem de visualização única.

Horas depois, às 11h08, um site publicou a informação de que havia um inquérito na 10ª Vara Federal de Brasília investigando uma suposta fraude bilionária relacionada à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria obtido informações sobre esse inquérito por meio de acesso ilegal aos sistemas da corporação. A estratégia, segundo os investigadores, teria sido tornar o caso público para permitir que sua defesa apresentasse uma petição ao juiz responsável antes da adoção de medidas cautelares.

A prisão preventiva foi decretada às 15h29 pelo juiz Ricardo Leite. A defesa do banqueiro protocolou uma petição às 15h47 tentando impedir eventuais medidas contra ele.

No fim da tarde, às 17h22, Vorcaro voltou a escrever para Moraes relatando esforços para concluir parte da venda do banco. “Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação”, afirmou.

Quatro minutos depois, enviou nova mensagem: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”

O ministro respondeu às 17h31, novamente por mensagem de visualização única, segundo os registros do aparelho.

O diálogo continuou no início da noite. Às 20h04, Vorcaro voltou a perguntar: “Alguma novidade?”. Moraes respondeu às 20h21 e 20h23.

A última mensagem foi enviada às 20h48. Nela, o banqueiro comentou sobre o anúncio da venda parcial do banco e afirmou: “Acho que pode inibir”, sem detalhar o que pretendia evitar.

Segundo os dados periciados, Moraes reagiu apenas com um emoji de polegar para cima.

Pouco mais de uma hora depois, Vorcaro foi abordado pela Polícia Federal em Guarulhos quando se preparava para viajar a Malta. Menos de 12 horas depois, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

O banqueiro ficou preso por 11 dias e foi libertado por decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte. Ele voltou a ser preso na última quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

As investigações também identificaram outro registro de diálogo entre Vorcaro e Moraes em 1º de outubro de 2025, além de ligações telefônicas entre ambos.

Outro ponto investigado envolve um contrato firmado em janeiro de 2024 entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, onde trabalham a esposa e dois filhos do ministro Alexandre de Moraes. O acordo previa remuneração mensal de R$ 3,6 milhões durante três anos para representação judicial do banco.

O contrato estabelecia atuação do escritório junto ao Banco Central, Receita Federal, Cade, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Congresso Nacional. No entanto, segundo a apuração, não há registro público da atuação da advogada Viviane Barci de Moraes nesses órgãos.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Mensagens revelam plano de Vorcaro para levar Ivanka Trump ao Carnaval do Rio

por Redação 6 de março de 2026

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelam que o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a planejar levar Ivanka Trump, filha do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, e o marido dela, Jared Kushner, para um camarote exclusivo na Marquês de Sapucaí durante o Carnaval de 2025.

A ideia surgiu em conversas com a então namorada do banqueiro, a influenciadora Martha Graeff, amiga de Ivanka. No diálogo, iniciado em 22 de dezembro de 2024, pouco mais de um mês após Trump vencer a eleição presidencial contra a democrata Kamala Harris, Martha mencionou que Ivanka demonstrava interesse em participar da festa no Rio de Janeiro.

“Seria péssimo pra você ser visto com a Ivanka Trump e o marido, né? Ela não para de me mandar mensagem sobre o carnaval”, escreveu Martha.

Vorcaro respondeu demonstrando entusiasmo com a possibilidade: “Óbvio que não. Legal demais. Pode chamar. Eles ficam conosco”.

A influenciadora, no entanto, demonstrou preocupação com a repercussão da presença do casal. “Amor, o Brasil é tão ridículo. Eu acho que seria ruim simmm. Poderia te prejudicar, não?”, questionou.

O banqueiro tentou tranquilizá-la, afirmando que o espaço seria reservado apenas para convidados próximos. “Nada, amor. Camarote nosso será super restrito. Só convidados nossos”, disse.

Posteriormente, em 8 de janeiro de 2025 — 12 dias antes da posse de Trump — o assunto voltou à pauta quando Martha começou a montar uma lista preliminar de convidados para acompanhar o grupo na Sapucaí.

Entre os nomes citados estavam Ivanka Trump e Jared Kushner, o jogador francês Paul Pogba, campeão da Copa do Mundo de 2018, e sua esposa Zulay. Também apareciam na lista o empresário Dave Grutman e a modelo brasileira Isabela Grutman, o fundador da marca de perfumes Byredo, Ben Gorham, e sua esposa Natasa Gorham, além da influenciadora brasileira Chanda Carroll e o empresário Joseph del Vecchio.

A lista ainda mencionava outras pessoas próximas ao círculo social da influenciadora em Miami, incluindo nomes como Liandra, Vita e Valerio, ligados ao grupo de amigos da elite da Flórida.

O camarote mencionado nas conversas foi financiado pelo Banco Master no Carnaval de 2025 e correspondia ao espaço Cafe de la Musique, organizado pelo empresário Álvaro Garnero e restrito a convidados. Vorcaro afirmou que o ambiente seria exclusivo para cerca de 200 pessoas.

Apesar do planejamento, não há registros de que Ivanka Trump ou Jared Kushner tenham comparecido ao evento. Com a liquidação do Banco Master posteriormente, o espaço mudou de nome neste ano para Alma Rio e passou a vender ingressos que chegaram a R$ 5 mil.

As mensagens fazem parte do acervo obtido pela Polícia Federal nas investigações sobre um suposto esquema de fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).

Em nota, a assessoria de Martha Graeff informou que ela e Daniel Vorcaro não mantêm mais relacionamento. Segundo a equipe da influenciadora, as conversas citadas ocorreram em contexto pessoal.

“As mensagens referem-se a conversas privadas trocadas durante o período em que estavam em um relacionamento, em um contexto estritamente pessoal, como qualquer casal que compartilha aspectos do seu dia a dia. Martha nunca participou ou teve qualquer envolvimento com os negócios ou atividades profissionais de Daniel Vorcaro”, afirmou a assessoria.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Mensagens de banqueiro expõem ligações políticas e elevam tensão no Congresso

por Redação 6 de março de 2026

A divulgação de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro ampliou a preocupação no Congresso Nacional sobre os possíveis desdobramentos políticos da investigação envolvendo o Banco Master. O conteúdo já revelado expôs detalhes da relação do empresário com o senador Ciro Nogueira (PP), presidente do partido, e com Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

Entre parlamentares, a avaliação é de que os trechos divulgados até agora podem representar apenas uma prévia do que ainda pode surgir. A apreensão gira em torno de dois pontos principais: a relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), agora sob responsabilidade do ministro André Mendonça, e o aumento da pressão política para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dedicada exclusivamente ao Banco Master.

Nos bastidores do Congresso, deputados e senadores afirmam que ainda não é possível medir o alcance das conversas apreendidas, o que alimenta o temor de que novos diálogos possam atingir outros atores políticos e gerar novos desdobramentos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), evitou comentar o assunto ao deixar um evento. Já o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), vem sendo pressionado por parlamentares a não convocar sessão conjunta do Legislativo, passo necessário para a leitura do requerimento que permitiria a instalação formal da CPI do Banco Master.

Sem essa sessão, o pedido permanece parado.

O nome de Ciro Nogueira ganhou destaque após aparecer em mensagens de Vorcaro. Em conversa com a então namorada, o banqueiro se refere ao senador como um “grande amigo”.

Documentos obtidos a partir da quebra de sigilo telemático do empresário também indicam que uma empresa ligada a Vorcaro chegou a reservar um helicóptero para transportar Ciro Nogueira e Antonio Rueda após ambos participarem do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1. O senador afirma que não utilizou a aeronave e que deixou o local em uma van.

Segundo relatos de aliados, Hugo Motta passou parte da tarde reunido na residência oficial da Presidência da Câmara com líderes partidários para discutir o cenário político.

Para alguns parlamentares, o potencial impacto do caso pode ser amplo. O deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) afirmou que os documentos revelados têm capacidade de provocar forte abalo institucional.

Nos bastidores, um integrante da Mesa da Câmara classificou o clima político em torno do episódio como “horroroso” e relatou aumento da pressão sobre Davi Alcolumbre nos últimos dias.

De acordo com esse parlamentar, o presidente do Senado estaria sendo cobrado não apenas para evitar a instalação da CPI do Banco Master, mas também para reduzir o ritmo de outras investigações em andamento.

A avaliação entre líderes políticos é de que a cúpula do Congresso tenta administrar a crise para impedir que o caso paralise a agenda legislativa.

O deputado Rogério Correia (PT-MG), integrante da CPI do INSS, afirmou que o cancelamento de uma sessão da comissão no dia seguinte ao vazamento das mensagens foi interpretado como um possível sinal de cautela diante da repercussão.

Outro trecho das conversas também gerou incômodo entre governistas. Em diálogo com a então namorada, Vorcaro descreveu como “ótimo” um encontro que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros no Palácio do Planalto em 2024.

Diante da resistência de Alcolumbre em relação à criação de uma nova CPI, parlamentares passaram a avaliar alternativas para aprofundar as investigações por meio de comissões já existentes, como a CPI do INSS e a CPI do Crime Organizado.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a CPI do INSS continuará insistindo na quebra de sigilos e na convocação de executivos ligados ao caso.

Na mesma linha, o senador Sergio Moro (União-PR) defendeu que a CPI do Crime Organizado também investigue o episódio até que outras comissões possam ser instaladas.

Enquanto isso, lideranças políticas avaliam que os trechos divulgados das conversas estariam sendo revelados de forma seletiva e, até o momento, não atingiriam diretamente integrantes do governo. Apesar disso, a CPI do INSS recebeu o extrato bancário do filho do presidente Lula, cujo conteúdo acabou se tornando público.

As mensagens também mostram possíveis impactos para diferentes atores políticos. Em um diálogo com Vorcaro, o ex-governador de São Paulo João Doria afirma estar “preocupado” com a situação do banqueiro e do Banco Master, sugerindo que ele reaja a informações que estariam circulando e que poderiam envolver seu nome.

Outro fator que aumenta a apreensão no Congresso é a mudança na relatoria do caso no STF. A saída do ministro Dias Toffoli e a entrada de André Mendonça alteraram a percepção entre parlamentares sobre a condução da investigação.

Integrantes de partidos do Centrão avaliam que Toffoli mantinha maior interlocução com o meio político, enquanto Mendonça é visto como mais reservado e com menor circulação entre lideranças partidárias, o que aumenta a sensação de imprevisibilidade sobre os rumos do processo.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Mensagens revelam proximidade entre dono do Banco Master e Ciro Nogueira

por Redação 5 de março de 2026

Mensagens analisadas pela CPI do INSS indicam uma relação de proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em conversas privadas de 2024, o empresário chega a classificar o parlamentar como “um dos meus grandes amigos de vida”.

Os diálogos também mostram que Vorcaro comemorou uma emenda apresentada por Ciro Nogueira durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65 de 2023, que trata da autonomia orçamentária do Banco Central.

A sugestão do senador previa elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. A proposta também defendia que a gestão do fundo deixasse de ser privada e passasse para a alçada do Banco Central.

Atualmente, o FGC é administrado pelas próprias instituições financeiras. A mudança proposta gerou resistência no setor bancário, que avaliou que a medida poderia elevar custos e alterar o funcionamento do sistema de garantia de depósitos. A emenda, no entanto, não foi incluída no texto final aprovado pelo Congresso.

Em uma das mensagens, Vorcaro afirma que a proposta teria impacto significativo no mercado financeiro. “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, escreveu.

O banqueiro também relatou que recebeu diversas ligações após a divulgação da proposta. “Kkk todo mundo me ligando”, afirmou em seguida, acrescentando: “Sentiram o golpe”.

Em outra conversa, meses antes, Vorcaro comentou com a namorada sobre o senador e o classificou novamente como um de seus “grandes amigos de vida”. Em um trecho adicional, o empresário afirma que, se a situação fosse retratada em um filme, teria “tantos desdobramentos loucos”.

As mensagens fazem parte de documentos analisados pela CPI do INSS. Após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, investidores com aplicações de até R$ 250 mil na instituição foram ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Procurado, Ciro Nogueira afirmou que mantém diálogo por mensagens com muitas pessoas e que isso não significa proximidade. Em nota, o senador declarou que conversa “com centenas de pessoas” e que eventuais interações não indicam relação próxima.

O parlamentar também afirmou estar tranquilo em relação às investigações da Polícia Federal e disse que nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso.

Fonte: OGLOBO

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