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Segurança

caso Master

Escândalo no Banco Master: banqueiro teve acesso a investigações sigilosas meses antes de prisão

por Redação 10 de março de 2026

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu documentos sigilosos do Ministério Público Federal (MPF) cerca de quatro meses antes de ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2025. O material foi enviado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como comparsa do banqueiro.

Os arquivos foram encaminhados em 24 de julho de 2025 e continham três procedimentos confidenciais da Procuradoria da República no Distrito Federal. Dois deles tratavam de suspeitas envolvendo a negociação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), enquanto o terceiro investigava a possível utilização de um triplex de luxo em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 60 milhões, como propina na operação.

As mensagens estavam no celular de Sicário, apreendido após a primeira prisão de Vorcaro, quando o banqueiro tentava embarcar para Dubai com escala em Malta. Segundo investigadores, os documentos foram enviados em formato PDF em um intervalo de poucos minutos.

De acordo com a investigação, Vorcaro e seus aliados utilizavam palavras-chave como “Banco Master”, “Vorcaro” e “Nelson Tanure” para localizar procedimentos sigilosos. Tanure é apontado pela Polícia Federal como possível sócio oculto da instituição financeira.

Na época em que os documentos foram enviados, o Banco Central já havia identificado dificuldades financeiras no Banco Master, com alertas sobre risco de liquidez e necessidade de medidas preventivas. A negociação com o BRB era considerada crucial para a sobrevivência da instituição.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) também apontou irregularidades nas carteiras de crédito transferidas do Banco Master para o BRB. Segundo o relatório, teriam sido usados artifícios contábeis para ocultar a real situação financeira do banco, envolvendo operações suspeitas e sem comprovação adequada.

A Polícia Federal também investiga se houve vazamento da ordem de prisão contra Vorcaro. Um dos indícios é o fato de que a defesa do banqueiro protocolou um pedido na Justiça Federal apenas 18 minutos após a assinatura da decisão que autorizou a prisão, em 17 de novembro de 2025.

Na petição enviada naquele mesmo dia, os advogados já se posicionavam contra possíveis medidas cautelares que poderiam causar “impacto relevante” ao conglomerado financeiro.

As investigações indicam ainda que o grupo teria acessado ilegalmente sistemas restritos de órgãos públicos. Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram identificados registros de consultas e extrações de dados em bases utilizadas por instituições de segurança e investigação.

De acordo com a apuração, Sicário teria utilizado credenciais funcionais de terceiros para acessar sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol.

O esquema também teria incluído ataques de “spearfishing”, técnica de fraude digital que utiliza e-mails falsos para capturar senhas de servidores públicos. Segundo fontes da investigação, Sicário criou páginas falsas de troca de senha com aparência semelhante às utilizadas pela Procuradoria-Geral da República.

Servidores do MPF receberam mensagens alertando sobre a necessidade de atualização de senha e, ao acessarem o link fraudulento, teriam fornecido involuntariamente suas credenciais. Com isso, o grupo conseguiu acessar investigações sigilosas relacionadas ao Banco Master.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão tinha extensa ficha criminal em Minas Gerais, com registros de estelionato, furto de veículos, crimes cibernéticos e associação criminosa. Segundo a investigação, ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro. Mourão morreu após tentar suicídio dentro da superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não comentará conteúdos provenientes de vazamentos de material sigiloso. Os advogados argumentam que a divulgação dessas informações também é alvo de investigação determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Fachin se reúne com Mendonça e OAB para discutir caso Banco Master

por Redação 10 de março de 2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu na noite desta segunda-feira (9) com o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. O encontro não estava na agenda oficial de Fachin e ocorre após a autorização da Terceira Fase da Operação Compliance Zero e a revelação de que Daniel Vorcaro enviou mensagens ao ministro Alexandre de Moraes no dia de sua primeira prisão, em novembro de 2025.

Ao longo do dia, Fachin também discutiu o caso com outros ministros e com Moraes, vice-presidente da Corte. Na última quarta-feira (4), Vorcaro foi novamente preso pela Polícia Federal em São Paulo e transferido na sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília.

Nos bastidores, ministros do STF reclamam da condução da PF e há pressão para que Fachin se manifeste publicamente sobre as mensagens envolvendo Moraes. Ainda na segunda-feira, o presidente do Supremo se reuniu com a diretoria do Conselho Federal da OAB, que reforçou o pedido de acesso irrestrito ao material produzido na investigação e solicitou reunião com André Mendonça, ainda sem data marcada.

Durante o encontro, Fachin defendeu a continuidade das investigações e afirmou que tudo será apurado “doa a quem doer”, preservando a integridade da Corte.

As mensagens atribuídas a Vorcaro, divulgadas pelo blog de Malu Gaspar, do jornal O Globo, teriam sido enviadas a Moraes horas antes da primeira prisão do banqueiro, segundo perícia da Polícia Federal. O ministro nega que as mensagens tenham sido direcionadas a ele.

Fonte: G1

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caso Master

Jato de luxo de Daniel Vorcaro é vendido e levado para San Marino

por Redação 10 de março de 2026

O Gulfstream G700, avião mais caro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já tem novo proprietário. Um dia antes da prisão de Vorcaro, na quarta-feira (4 de março), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o jato decolou do Brasil rumo a San Marino, na Itália, sob registro da Flexjet, empresa líder em aviação executiva global.

Documentos obtidos por O GLOBO mostram que o avião, comprado por Vorcaro em junho de 2025, foi “exportado” no dia 3 de março, com a matrícula cancelada junto à Anac. Oficialmente, a aeronave estava registrada em nome da PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A., controlada por Marcus Vinícius da Matta, presidente da Prime You, empresa que gerencia jatos e outros bens de luxo ligados a Vorcaro, incluindo sua mansão em Brasília e o iate Benetti Oasis 40M.

O Gulfstream G700 é um modelo de luxo com autonomia de cerca de 14.353 km, transporte para até 19 passageiros e assentos que se transformam em camas ergonômicas. O valor total pago pelo jato chegou a R$ 538 milhões, embora a importação tenha sido registrada em R$ 435 milhões. Após o cancelamento da matrícula brasileira, a aeronave foi registrada na FAA dos EUA com a matrícula N103FX no mesmo dia da prisão de Vorcaro.

A Flexjet, nova dona do jato, tem investido em expansão global e modernização de frota, captando US$ 800 milhões em 2025, com participação de investidores como L Catterton, KSL Capital Partners e o J. Safra Group. A empresa também adquiriu 182 aeronaves da Embraer, em operação histórica de US$ 7 bilhões, com possibilidade de mais 30 unidades.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Homem e adolescente morrem após carro cair em represa no RN

por Redação 9 de março de 2026

Um homem de 33 anos e uma adolescente de 17 anos morreram depois que o carro em que estavam caiu na Barragem Boqueirão, em Parelhas, no Seridó potiguar, na tarde deste domingo (9). As vítimas foram identificadas como Danilo Soares Barbosa e Jaqueline Cristina Lima de Oliveira.

Segundo familiares, o grupo estava no local aproveitando o dia com amigos e parentes. A barragem é frequentada por banhistas, especialmente aos finais de semana. O acidente ocorreu quando eles tentavam deixar a represa, mas a dinâmica exata ainda será investigada.

De acordo com relatos preliminares, Danilo estava ao volante de um carro de passeio estacionado próximo a uma ladeira de acesso a um dos pontos de banho. No veículo também estavam a namorada de 17 anos e um adolescente de 13 anos, que ocupava o banco traseiro.

Familiares relataram que o carro teria descido de ré em direção à água, aparentemente sem freios. O adolescente de 13 anos conseguiu abrir a porta e escapar antes que o veículo entrasse no açude. Testemunhas tentaram socorrer as vítimas, mas não conseguiram retirá-las do carro.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte enviou mergulhadores de Caicó para as buscas. O veículo foi localizado a cerca de cinco metros de profundidade, com os corpos dentro.

“O mergulhador não consegue ver um objeto que está a um palmo dele. Foi necessário um trabalho tato a tato”, explicou o tenente-coronel Lima Verde, comandante da corporação na região.

Os corpos foram recolhidos pela Polícia Científica para perícia, e as circunstâncias do acidente seguem sendo investigadas.

Fonte: G1

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Segurança

Recepcionista de hotel relata tentativa de estupro e agressões brutais por hóspede em Curitiba

por Redação 9 de março de 2026

Uma recepcionista de hotel de Curitiba, de 55 anos, afirma ter sido vítima de uma violenta agressão e de uma tentativa de estupro dentro do local de trabalho. O ataque aconteceu no sábado (7) e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.

O suspeito, identificado como Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, pintor que estava na capital paranaense a trabalho, foi preso em flagrante e autuado por tentativa de homicídio qualificado.

Segundo o relato da vítima, o homem a agrediu após abordá-la com investidas de cunho sexual. “Ele me jogou no chão, deu chute e começou a me enforcar”, contou. A recepcionista afirmou ainda que acreditava que o agressor pretendia estuprá-la e que, ao não conseguir, teria tentado matá-la.

De acordo com a funcionária, o suspeito passou parte da noite circulando pelo hotel e consumindo bebida alcoólica. Em determinado momento, ele ficou sentado na recepção bebendo. A recepcionista pediu que ele não consumisse álcool no local e o homem subiu para o quarto, mas retornou pouco tempo depois.

Segundo a vítima, ele disse que estava passando mal e pediu que ela o acompanhasse até o quarto. A recepcionista recusou, afirmando que não poderia deixar a recepção naquele momento. Em seguida, o homem revelou outra intenção.

“Ele veio até o balcão e disse que não estava passando mal, que na verdade estava a fim de mim, que tinha gostado muito de mim. Depois pediu um beijo. Eu disse que não, que sou comprometida”, relatou.

Após a abordagem, a funcionária foi ao banheiro destinado aos empregados do hotel. Imagens mostram que o homem pulou o balcão da recepção e foi atrás dela.

Quando a recepcionista abriu a porta do banheiro para sair, o agressor já estava do lado de fora. Ela contou que tentou se defender, mas foi atacada imediatamente.

Dentro do banheiro, a vítima foi agredida com socos e chutes. O suspeito também teria quebrado uma saboneteira de porcelana e usado os pedaços para golpeá-la na cabeça, causando um corte profundo em uma das mãos.

“Eu dizia: ‘moço, pelo amor de Deus, o que você está fazendo?’ Ele me deu um chute na barriga, começou a me enforcar. Eu resisti de todos os jeitos”, relatou.

A recepcionista afirmou que chegou a perder a consciência por alguns segundos após ser estrangulada. Depois disso, o agressor deixou o banheiro.

Ferida e ensanguentada, a mulher correu até a recepção e tentou sair do hotel. O suspeito ainda a perseguiu e desferiu mais um soco próximo à porta de saída.

Ela conseguiu fugir e foi até um prédio em frente ao hotel pedir ajuda.

“Eu bati, bati, gritei muito. Falei: ‘pelo amor de Deus, me deixa entrar, esse homem está tentando me matar’”, contou.

Segundo a vítima, o agressor permaneceu no hotel aguardando a chegada da polícia.

A recepcionista sofreu ferimentos na cabeça, braços e mãos. Ela precisou passar por cirurgia em uma das mãos e levou pontos na cabeça. De acordo com a vítima, o corte na mão atingiu ligamentos dos dedos.

A Polícia Militar do Paraná prendeu Jhonathan em flagrante. Ele passou por audiência de custódia no domingo (8), quando a Justiça decidiu converter a prisão em preventiva.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito permaneceu em silêncio durante o depoimento e segue detido na Cadeia Pública de Curitiba.

A defesa do homem afirmou, em nota enviada à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que o caso é pontual e está sendo tratado pela Justiça do estado.

O advogado da vítima informou que pretende buscar o enquadramento do crime como tentativa de feminicídio, o que poderia resultar em uma pena mais severa.

O hotel onde ocorreu o ataque foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até a publicação.

Fonte: G1

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caso Master

Caso Master aprofunda crise no STF e expõe tensão entre ministros após suspeitas envolvendo Moraes

por Redação 9 de março de 2026

Os novos desdobramentos do caso Banco Master ampliaram a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) e elevaram o nível de tensão entre ministros da Corte. Integrantes do tribunal ouvidos reservadamente afirmam que o episódio envolvendo o ministro Alexandre de Moraes é considerado ainda mais grave do que a controvérsia que atingiu anteriormente o ministro Dias Toffoli.

Segundo relatos feitos ao jornal Valor, a situação colocou o Supremo no centro de um debate sobre a conduta individual de magistrados, algo considerado incomum em comparação às críticas tradicionais direcionadas ao tribunal, que geralmente se concentram em decisões judiciais.

No atual cenário, Moraes passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviadas ao ministro pouco antes da primeira prisão do empresário, em novembro de 2025. O magistrado nega ter recebido as mensagens.

O caso também reacendeu o debate interno sobre o papel de outros ministros. Dias Toffoli já vinha sendo criticado por sua atuação quando era relator das investigações sobre o Banco Master, especialmente após limitar o acesso da Polícia Federal a provas obtidas durante a Operação Compliance Zero.

Com a mudança na relatoria, o ministro André Mendonça assumiu o comando das apurações e determinou medidas que restabeleceram o que chamou de “fluxo ordinário” das investigações, devolvendo aos investigadores dados anteriormente restritos. A decisão é vista por alguns colegas como um fator que fortaleceu sua posição dentro da Corte.

A atuação de Mendonça, no entanto, também divide opiniões no Supremo. Uma ala considera que o ministro ampliou sua influência após assumir o caso e por também relatar investigações relevantes, como o inquérito que apura desvios associativos envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Além disso, Mendonça deve assumir a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições deste ano, o que também aumenta seu protagonismo no cenário institucional.

Outra ala do STF, contudo, minimiza esse suposto fortalecimento e avalia que Mendonça não possui a mesma capacidade de articulação política ou influência interna de outros integrantes da Corte.

O clima de tensão também envolve o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na sexta-feira (6), ele respondeu a críticas feitas por Mendonça após solicitar mais prazo para se manifestar sobre a prisão de Daniel Vorcaro e de outros investigados da Operação Compliance Zero.

Gonet afirmou que a manifestação do Ministério Público não pode ser tratada como “formalidade vazia” e citou o impacto de medidas cautelares em referência à tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O episódio ocorreu durante a operação e terminou com a confirmação da morte do investigado no mesmo dia.

No centro da nova controvérsia estão mensagens divulgadas em reportagem do jornal O Globo, assinada pela jornalista Malu Gaspar. Segundo a publicação, registros extraídos do celular de Vorcaro por perícia da Polícia Federal indicariam que o banqueiro enviou mensagens ao ministro Alexandre de Moraes no dia em que foi preso pela primeira vez.

A comunicação do STF afirmou em nota que Moraes nega ter recebido qualquer mensagem do banqueiro naquele dia. A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, também negou o recebimento das mensagens.

Apesar das negativas, integrantes da Corte avaliam que o episódio agravou a crise de imagem do tribunal. Um interlocutor de um ministro afirmou que a situação envolvendo Moraes é considerada mais delicada do que a que atingiu Toffoli, porque as relações atribuídas ao segundo ocorreriam em um período em que a atuação do Banco Master ainda era considerada legal.

Já as supostas mensagens envolvendo Moraes sugeririam uma possível interlocução com Vorcaro em meio a investigações em curso, hipótese que amplia a repercussão do caso.

Nos bastidores do Supremo, ministros descrevem o ambiente interno como deteriorado. Um deles afirmou que o país vive um cenário “totalmente caótico” e que o tribunal, que por anos foi visto como o poder mais estável da República, também passou a enfrentar forte desgaste institucional.

Outro magistrado descreveu o momento atual como de “clima péssimo” dentro da Corte, avaliando que a crise pode ter reflexos no cenário político nacional e nas eleições deste ano, que ele considera potencialmente “violentas e radicalizadas”.

Para o professor Rubens Glezer, da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito SP), o episódio representa a pior crise de reputação já enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo o especialista, diferentemente de crises anteriores — centradas em decisões judiciais —, agora as suspeitas recaem sobre a conduta pessoal de ministros, o que amplia o dano institucional.

Glezer afirma que o desgaste acumulado ao longo da última década faz com que parte significativa da população já desconfie automaticamente da atuação dos magistrados citados em controvérsias.

Na avaliação do professor, a crise pode abrir espaço para mudanças institucionais dentro da Corte. Entre as propostas está a criação de um código de ética para ministros do STF, medida defendida pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, mas que enfrenta resistência interna.

Para o especialista, regras claras sobre conduta poderiam funcionar como proteção institucional para os próprios magistrados e reduzir suspeitas sobre a atuação do Supremo no futuro.

Fonte: VALOR

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caso Master

Escritório da mulher de Moraes confirma contrato com Banco Master e nega atuação no STF

por Redação 9 de março de 2026

O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou nota nesta segunda-feira (9) confirmando que prestou serviços jurídicos ao Banco Master, instituição pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o comunicado, a contratação ocorreu entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 e envolveu consultoria e atuação jurídica para a instituição financeira. O escritório destacou, no entanto, que nunca conduziu nenhuma causa do Banco Master no âmbito do STF.

De acordo com a nota, o trabalho foi realizado por uma equipe composta por 15 advogados e contou também com a contratação de três escritórios especializados em consultoria, que atuaram sob coordenação da banca.

O documento detalha que, durante o período do contrato até a liquidação extrajudicial do banco em novembro de 2025, foram realizadas 94 reuniões de trabalho. Desse total, 79 ocorreram presencialmente na sede do Banco Master, com duração aproximada de três horas, envolvendo análise de documentos, discussão de problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto contratual.

Outros 13 encontros ocorreram com a presidência da instituição, sendo dois presenciais no escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas. Também foram realizadas duas reuniões virtuais entre o departamento jurídico do banco e a equipe da banca.

Segundo o escritório, os serviços incluíram a produção de 36 pareceres e opiniões legais sobre temas diversos, como questões previdenciárias, contratuais, trabalhistas, regulatórias, de compliance, proteção de dados e crédito.

A atuação também envolveu revisão de políticas internas, elaboração de manuais e implementação de estruturas de compliance, incluindo revisão do Código de Ética e Conduta do banco, políticas de relacionamento com o poder público, licitações, conflitos de interesse e gestão de riscos.

Outra frente de atuação da equipe jurídica, ainda de acordo com a nota, concentrou-se na análise consultiva e estratégica de investigações, inquéritos policiais, ações penais e procedimentos administrativos que poderiam impactar o banco ou seus dirigentes.

O comunicado não informa os valores firmados no contrato. Reportagem publicada anteriormente pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, apontou que o Banco Master teria pago R$ 3,6 milhões mensais ao escritório por 36 meses a partir de janeiro de 2024.

O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por uma organização criminosa.

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, relator do caso desde o mês passado.

Vorcaro já havia sido detido em novembro do ano passado, quando foi interceptado pela Polícia Federal ao tentar embarcar em um avião particular com destino à Europa no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Para os investigadores, havia indícios claros de tentativa de fuga do país.

Dias após a nova prisão, uma reportagem do blog de Malu Gaspar divulgou prints de mensagens atribuídas a Vorcaro enviadas ao ministro Alexandre de Moraes em 17 de novembro de 2025, horas antes da primeira prisão do banqueiro.

Segundo a publicação, as mensagens foram obtidas a partir da perícia da Polícia Federal em celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com o empresário.

Após a divulgação do conteúdo, a comunicação do STF informou que Alexandre de Moraes nega que as mensagens tenham sido enviadas a ele.

A troca de mensagens teria ocorrido pelo WhatsApp e incluía textos registrados em um bloco de notas do celular do banqueiro. Em parte da conversa, Vorcaro mencionava negociações com investidores e citava preocupações com possíveis vazamentos de informações sobre o caso.

De acordo com a reportagem, algumas respostas atribuídas ao ministro teriam sido enviadas em formato de visualização única, o que impediu a recuperação do conteúdo.

Pouco depois das mensagens, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master. O negócio, no entanto, não foi concluído. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

A crise envolvendo o Banco Master se agravou ao longo de 2025 e também resultou na liquidação do Will Bank e do Banco Pleno, instituições que integravam o mesmo grupo financeiro.

O banco vinha operando sob elevado risco de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados, com taxas de juros superiores às praticadas no mercado.

Entre os produtos oferecidos estavam Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remuneração acima do padrão. Nesse tipo de investimento de renda fixa, o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca, que podem ser definidos previamente ou atrelados a indicadores como o CDI.

Tentativas de venda da instituição, incluindo uma proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram em meio a questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao banco em investigações.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, o escritório Barci de Moraes reiterou que sua atuação consistiu em consultoria jurídica e estratégica e afirmou possuir quase duas décadas de atuação prestando serviços para grandes clientes.

Fonte: G1

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caso Master

‘Sicário’: quem era o operador ligado a fraudes e ameaças investigado no caso do Banco Master

por Redação 9 de março de 2026

Apontado pela polícia como um operador com histórico de ameaças, fraudes financeiras e intimidação de adversários, Luiz Phillipi Mourão — conhecido pelo apelido “Sicário” — estava no centro de investigações que envolvem supostas irregularidades bilionárias relacionadas ao Banco Master.

Mourão foi preso na operação Compliance Zero, mas morreu após tentar suicídio dentro da cela da Polícia Federal em Belo Horizonte, enquanto aguardava audiência de custódia.

Segundo as autoridades, ele já era conhecido da polícia havia mais de duas décadas. Apesar do apelido que remete a matador de aluguel, Mourão nunca respondeu formalmente por homicídio. Ainda assim, acumulava registros por crimes como estelionato, receptação, uso de documento falso e ameaça. Em alguns desses casos chegou a ser preso, mas não houve condenações.

Em 2021, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou Mourão e outras dez pessoas por participação em um esquema de fraude financeira que teria prejudicado milhares de investidores. De acordo com a promotora de Justiça Janaina de Andrade Dauro, o grupo anunciava investimentos com promessas de retornos extraordinários.

Segundo ela, os denunciados praticavam crimes contra a economia popular ao oferecer investimentos com promessa de lucros exorbitantes, além de operar um esquema caracterizado como pirâmide financeira.

Durante as investigações, a Polícia Militar de Minas Gerais analisou o conteúdo de um celular atribuído a Mourão. Em mensagens trocadas com um dos denunciados, os dois discutem valores ligados a pedras preciosas, como brilhantes e rubis, em uma conversa que termina com tom ameaçador.

Em outro episódio registrado pela polícia, um ex-sócio afirmou ter recebido uma ligação de ameaça após conversar com autoridades que investigavam crimes financeiros. Segundo o depoimento, Mourão teria dito que “a batata dele estava assando”.

As investigações também apontam uma relação próxima entre Mourão e o banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro lideraria um grupo informal chamado de “A Turma”.

Nesse grupo, Mourão teria a função de monitorar adversários do banqueiro, constranger opositores e, em alguns casos, promover agressões físicas. Os investigadores também apontam tentativas de acesso a informações sigilosas em sistemas restritos.

Mensagens entre Mourão e Vorcaro foram citadas em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça. Em uma delas, Vorcaro afirma que queria agredir o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. Segundo o ministro, a intenção seria silenciar a imprensa que publicasse opiniões contrárias aos interesses do empresário.

Nas conversas, o banqueiro sugere colocar pessoas para seguir o jornalista e cogita simular um assalto para realizar a agressão.

Mourão foi preso no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master. Horas depois da prisão, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou se enforcar duas vezes dentro da cela da Polícia Federal.

Após ser socorrido, Mourão foi levado ao Hospital Estadual João XXIII. Dois dias depois, teve morte cerebral confirmada.

A Polícia Federal informou que abriu procedimento interno para apurar as circunstâncias do ocorrido, incluindo o tempo de resposta dos agentes responsáveis pela custódia.

O caso também revelou conexões políticas e institucionais ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em 2024, ele participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O empresário também ofereceu um voo de helicóptero ao senador Ciro Nogueira, presidente do PP, e ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, quando ambos estiveram em São Paulo para o Grande Prêmio de Fórmula 1. Nogueira afirmou que não utilizou o helicóptero, enquanto a assessoria de Rueda informou que ele não comentará o episódio.

Reportagens também apontam que Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro do STF Alexandre de Moraes, inclusive no dia em que seria preso. O ministro afirma que não recebeu essas mensagens.

Antes das investigações relacionadas ao Banco Master, o Ministério Público de Minas Gerais já apurava um esquema financeiro envolvendo Mourão.

Ele foi sócio da empresa Maximus Digital Fomento Mercantil Ltda., que prometia rendimentos muito acima do mercado. Segundo a promotoria, os contratos eram pouco claros e não explicavam exatamente onde os valores seriam investidos.

Com o tempo, investidores passaram a relatar dificuldades para retirar o dinheiro aplicado. Advogados que representam vítimas afirmam que pessoas de diversas regiões do país foram atraídas para o esquema, incluindo investidores do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília e Belém do Pará.

Muitos dos participantes eram pessoas de baixa renda que chegaram a contrair empréstimos para aplicar na empresa.

De acordo com o Ministério Público, entre junho de 2018 e julho de 2021, Mourão movimentou cerca de R$ 28 milhões em contas relacionadas a empresas de fachada.

A investigação também aponta que o grupo teria obtido cerca de R$ 62 milhões em empréstimos bancários utilizando imóveis superavaliados como garantia. Propriedades avaliadas entre R$ 400 mil e R$ 600 mil teriam sido apresentadas com valores de até R$ 16 milhões ou R$ 19 milhões para viabilizar os financiamentos.

Segundo os investigadores, os imóveis pertenciam a uma empresa que teve como acionista Natália Vorcaro, irmã do banqueiro Daniel Vorcaro. Posteriormente, o banco responsável pelos empréstimos foi adquirido por Vorcaro e passou a se chamar Banco Master.

Os irmãos Vorcaro não foram denunciados na ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais. Procurada, a defesa de Natália Vorcaro não comentou o caso.

Durante uma audiência realizada no ano passado, na fase de instrução do processo sobre as fraudes financeiras, Mourão compareceu ao tribunal, mas optou por permanecer em silêncio.

O advogado do investigado afirmou que ainda aguardava acesso aos autos do processo e que não teve tempo de discutir as acusações com o cliente devido ao desfecho do caso.

Ainda não há previsão para o julgamento dos outros dez réus denunciados na ação.

Fonte: FANTÁSTICO

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Segurança

Bebê de 4 meses é espancado pelo próprio pai e caso revolta em Campo Grande

por Redação 9 de março de 2026

Um homem de 26 anos foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (8), suspeito de espancar o próprio filho, um bebê de apenas 4 meses, dentro de casa no bairro Jardim Inápolis, em Campo Grande. A criança foi socorrida com diversos ferimentos e levada para a Santa Casa.

Segundo o boletim de ocorrência, a irmã da vítima, uma menina de 5 anos, presenciou as agressões e correu para pedir ajuda. Chorando, ela saiu de casa e avisou familiares de que o pai estava batendo no bebê. A menina também relatou ter levado um tapa durante a situação.

Ao chegarem na residência, os parentes encontraram o bebê machucado e acionaram a Polícia Militar. O suspeito foi localizado dentro da casa e preso em flagrante pelos policiais.

Testemunhas relataram que o homem teria consumido bebida alcoólica e drogas antes de cometer as agressões.

De acordo com as informações registradas no caso, o bebê apresentava hematomas nas costas e no braço esquerdo, além de marcas de mordida na parte superior do tórax. A criança também tinha ferimentos na boca, nos olhos, no nariz e na orelha.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o bebê para atendimento médico na Santa Casa.

A mãe da criança trabalhava em uma lanchonete próxima no momento das agressões e foi avisada para acompanhar o atendimento do filho no hospital.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário como tortura qualificada e lesão corporal contra criança.

Fonte: G1

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caso Master

Fotos de Daniel Vorcaro após prisão expõem rotina no sistema penitenciário e geram reação da defesa

por Redação 6 de março de 2026

Fotos obtidas pelo blog mostram o empresário Daniel Vorcaro logo após dar entrada no sistema prisional. Dono do Banco Master, ele foi preso na quarta-feira (4), em São Paulo, durante uma nova fase da operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras.

Na quinta-feira (5), Vorcaro foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. Já nesta sexta-feira (6), acabou levado para Brasília (DF), onde permanecerá em uma penitenciária federal.

Ao chegar à unidade em Potim, o empresário passou pelos procedimentos padrão aplicados a todos os detentos. Entre eles estavam revista pessoal e de pertences, higienização obrigatória, corte de cabelo conforme as normas do presídio, registro fotográfico e coleta de impressões digitais. Ele também trocou as roupas civis pelo uniforme da unidade.

Ainda na quinta-feira, a Polícia Federal solicitou a transferência de Vorcaro alegando risco à segurança pública. O pedido foi aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Segundo a corporação, havia “necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”.

Vorcaro deixou a penitenciária em Potim por volta das 11h30 desta sexta-feira. O avião que transportava o empresário pousou no Distrito Federal durante a tarde.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou ter recebido com surpresa e indignação a divulgação das imagens feitas dentro da unidade prisional.

Os advogados disseram que parece não haver limites para o vazamento de informações com o objetivo de expor, desgastar e humilhar o cliente. A defesa informou ainda que pretende solicitar novamente a abertura de inquérito para investigar a divulgação de informações sigilosas e responsabilizar eventuais envolvidos.

No comunicado, os advogados também afirmaram confiar no Estado Democrático de Direito e no respeito à integridade mínima de pessoas sob custódia do Estado.

Operação da Polícia Federal

Daniel Vorcaro foi preso junto com outras três pessoas na quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Além do empresário, foram detidos seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes — conhecido como “Sicário” — e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Segundo a PF, enquanto estava sob custódia das autoridades, Sicário atentou contra a própria vida e precisou ser levado ao hospital. De acordo com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais, na noite de quinta-feira (5) ele seguia internado em um CTI em estado gravíssimo.

A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira um inquérito para investigar o ocorrido.

Fonte: G1

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