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Segurança

Segurança

Câmera escondida em tomada de banheiro de empresa é descoberta por funcionária em SC

por Redação 6 de março de 2026

Uma microcâmera escondida dentro de uma tomada foi encontrada no banheiro de uma empresa em Içara, no Sul de Santa Catarina. O equipamento estava instalado sob a pia e apontado diretamente para o vaso sanitário, segundo registro feito pela Polícia Militar.

O dispositivo foi localizado na quarta-feira (4) por uma funcionária que percebeu uma luz intermitente saindo do conector enquanto utilizava o banheiro. O local é unissex e de uso exclusivo dos funcionários da empresa.

Após o acionamento da Polícia Militar, os agentes apreenderam a microcâmera, que possuía chip de armazenamento, além de três celulares, um computador e um notebook que podem ter ligação com o equipamento. De acordo com o comandante do 29º Batalhão da PM, tenente-coronel Eduardo Moreno Persson, inicialmente não foram encontradas imagens no dispositivo.

O caso foi registrado por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento aplicado em infrações de menor potencial ofensivo. A ocorrência foi classificada como registro não autorizado de intimidade sexual e perturbação do trabalho ou sossego alheio.

Segundo o artigo 216-B do Código Penal, produzir, fotografar ou filmar conteúdo íntimo sem autorização pode resultar em pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

O TCO será encaminhado ao Juizado Especial Criminal. A Polícia Civil informou que não recebeu o caso até o momento.

Em nota, a empresa SS Solar Energia afirmou que desconhecia a existência do equipamento. A companhia declarou que foi surpreendida com a situação e afirmou que tomou providências para que os fatos sejam esclarecidos pela Justiça.

Segundo os policiais, a funcionária que encontrou o dispositivo trabalhava na empresa havia poucos dias. Durante o atendimento da ocorrência, o responsável pelo estabelecimento compareceu ao local e disse desconhecer o equipamento, afirmando que a situação estava causando transtornos no ambiente de trabalho.

Fonte: G1

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caso Master

“Sicário” ligado a Vorcaro segue em estado gravíssimo após tentativa de suicídio sob custódia da PF

por Redação 6 de março de 2026

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (5) que o estado de saúde de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido nas investigações como “Sicário”, é considerado gravíssimo.

Mourão foi preso na quarta-feira (4) durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Segundo os investigadores, ele era tratado por comparsas como “Sicário”, termo usado para designar assassinos de aluguel.

Inicialmente, na noite de quarta-feira, a Polícia Federal informou que médicos do Hospital João XXIII haviam constatado morte cerebral. Pouco depois, porém, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou uma atualização informando que o suspeito permanecia internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

De acordo com o advogado da família, Robson Lucas, Mourão segue vivo e internado no hospital. O diretor da unidade teria informado à defesa que o quadro clínico permanece gravíssimo, porém estável, e que não há, até o momento, indicação de abertura de protocolo para investigação de morte encefálica.

Luiz Phillipi Mourão foi socorrido na tarde de quarta-feira dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte, onde estava preso. Segundo a PF, ele aguardava audiência de custódia quando tentou tirar a própria vida.

Diante do episódio, a Polícia Federal abriu um inquérito nesta quinta-feira (5) para apurar as circunstâncias do ocorrido durante a custódia do preso.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a movimentação foi registrada por câmeras de segurança e que não há pontos cegos nas imagens. Segundo ele, os registros serão encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa de Mourão declarou, em nota divulgada na quarta-feira, que esteve com ele pessoalmente até por volta das 14h e que, naquele momento, o investigado apresentava plena integridade física e mental. Os advogados afirmaram que só souberam do incidente após a divulgação da nota oficial da Polícia Federal.

A Operação Compliance Zero investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar bilhões em fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Na mesma ação também foi preso o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado pelos investigadores como chefe do grupo.

Segundo a Polícia Federal, Mourão exercia papel central no esquema e seria responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

Relatórios da investigação também apontam conversas consideradas violentas entre Vorcaro e Mourão, sugerindo que ele atuaria como “longa manus” do banqueiro — expressão jurídica utilizada para indicar alguém que age em nome de outro.

De acordo com os investigadores, há indícios de que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento pelos serviços ilícitos prestados à organização.

Fonte: G1

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caso Master

Mensagens indicam contato entre Vorcaro e Alexandre de Moraes no dia da prisão do dono do Banco Master

por Redação 6 de março de 2026

Mensagens obtidas a partir do celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele manteve contato com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao longo do dia 17 de novembro de 2025, data em que foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

De acordo com registros analisados pela investigação, Vorcaro teria enviado ao ministro uma série de mensagens ao longo do dia relatando negociações para a venda do Banco Master e mencionando preocupações com um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília e que acabaria resultando em sua prisão.

O material inclui nove mensagens enviadas por Vorcaro entre 7h19 e 20h48. O último contato ocorreu pouco mais de uma hora antes da abordagem policial, registrada por volta das 22h.

Segundo os dados extraídos do aparelho, tanto o banqueiro quanto o ministro escreviam as mensagens no bloco de notas do celular, tiravam prints e enviavam como imagens de visualização única pelo WhatsApp. Por esse motivo, as respostas de Moraes não ficaram registradas no aparelho de Vorcaro.

Procurado, Alexandre de Moraes afirmou, em nota divulgada anteriormente, que “não recebeu as mensagens referidas na matéria” e classificou a informação como “ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o STF”. A defesa de Vorcaro informou que não comentaria o conteúdo.

A primeira mensagem foi enviada às 7h19. Nela, Vorcaro comenta com o ministro sobre a tentativa de antecipar negociações com investidores para anunciar parte da venda do Banco Master ao grupo Fictor ainda naquele dia.

No mesmo texto, o banqueiro também menciona um possível vazamento de informações relacionadas ao caso. “De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhes. Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso”, escreveu.

Em seguida, acrescentou um trecho considerado pelos investigadores como possível referência ao inquérito sigiloso que corria contra ele: “Se vazar antes será péssimo, mas pode ser um gancho para entrar no circuito do processo”.

Segundo os registros do celular, Moraes teria respondido às 8h16 por mensagem de visualização única.

Horas depois, às 11h08, um site publicou a informação de que havia um inquérito na 10ª Vara Federal de Brasília investigando uma suposta fraude bilionária relacionada à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria obtido informações sobre esse inquérito por meio de acesso ilegal aos sistemas da corporação. A estratégia, segundo os investigadores, teria sido tornar o caso público para permitir que sua defesa apresentasse uma petição ao juiz responsável antes da adoção de medidas cautelares.

A prisão preventiva foi decretada às 15h29 pelo juiz Ricardo Leite. A defesa do banqueiro protocolou uma petição às 15h47 tentando impedir eventuais medidas contra ele.

No fim da tarde, às 17h22, Vorcaro voltou a escrever para Moraes relatando esforços para concluir parte da venda do banco. “Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação”, afirmou.

Quatro minutos depois, enviou nova mensagem: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”

O ministro respondeu às 17h31, novamente por mensagem de visualização única, segundo os registros do aparelho.

O diálogo continuou no início da noite. Às 20h04, Vorcaro voltou a perguntar: “Alguma novidade?”. Moraes respondeu às 20h21 e 20h23.

A última mensagem foi enviada às 20h48. Nela, o banqueiro comentou sobre o anúncio da venda parcial do banco e afirmou: “Acho que pode inibir”, sem detalhar o que pretendia evitar.

Segundo os dados periciados, Moraes reagiu apenas com um emoji de polegar para cima.

Pouco mais de uma hora depois, Vorcaro foi abordado pela Polícia Federal em Guarulhos quando se preparava para viajar a Malta. Menos de 12 horas depois, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

O banqueiro ficou preso por 11 dias e foi libertado por decisão da desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), com medidas cautelares como tornozeleira eletrônica e retenção do passaporte. Ele voltou a ser preso na última quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

As investigações também identificaram outro registro de diálogo entre Vorcaro e Moraes em 1º de outubro de 2025, além de ligações telefônicas entre ambos.

Outro ponto investigado envolve um contrato firmado em janeiro de 2024 entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, onde trabalham a esposa e dois filhos do ministro Alexandre de Moraes. O acordo previa remuneração mensal de R$ 3,6 milhões durante três anos para representação judicial do banco.

O contrato estabelecia atuação do escritório junto ao Banco Central, Receita Federal, Cade, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Congresso Nacional. No entanto, segundo a apuração, não há registro público da atuação da advogada Viviane Barci de Moraes nesses órgãos.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Mensagens revelam plano de Vorcaro para levar Ivanka Trump ao Carnaval do Rio

por Redação 6 de março de 2026

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelam que o CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a planejar levar Ivanka Trump, filha do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, e o marido dela, Jared Kushner, para um camarote exclusivo na Marquês de Sapucaí durante o Carnaval de 2025.

A ideia surgiu em conversas com a então namorada do banqueiro, a influenciadora Martha Graeff, amiga de Ivanka. No diálogo, iniciado em 22 de dezembro de 2024, pouco mais de um mês após Trump vencer a eleição presidencial contra a democrata Kamala Harris, Martha mencionou que Ivanka demonstrava interesse em participar da festa no Rio de Janeiro.

“Seria péssimo pra você ser visto com a Ivanka Trump e o marido, né? Ela não para de me mandar mensagem sobre o carnaval”, escreveu Martha.

Vorcaro respondeu demonstrando entusiasmo com a possibilidade: “Óbvio que não. Legal demais. Pode chamar. Eles ficam conosco”.

A influenciadora, no entanto, demonstrou preocupação com a repercussão da presença do casal. “Amor, o Brasil é tão ridículo. Eu acho que seria ruim simmm. Poderia te prejudicar, não?”, questionou.

O banqueiro tentou tranquilizá-la, afirmando que o espaço seria reservado apenas para convidados próximos. “Nada, amor. Camarote nosso será super restrito. Só convidados nossos”, disse.

Posteriormente, em 8 de janeiro de 2025 — 12 dias antes da posse de Trump — o assunto voltou à pauta quando Martha começou a montar uma lista preliminar de convidados para acompanhar o grupo na Sapucaí.

Entre os nomes citados estavam Ivanka Trump e Jared Kushner, o jogador francês Paul Pogba, campeão da Copa do Mundo de 2018, e sua esposa Zulay. Também apareciam na lista o empresário Dave Grutman e a modelo brasileira Isabela Grutman, o fundador da marca de perfumes Byredo, Ben Gorham, e sua esposa Natasa Gorham, além da influenciadora brasileira Chanda Carroll e o empresário Joseph del Vecchio.

A lista ainda mencionava outras pessoas próximas ao círculo social da influenciadora em Miami, incluindo nomes como Liandra, Vita e Valerio, ligados ao grupo de amigos da elite da Flórida.

O camarote mencionado nas conversas foi financiado pelo Banco Master no Carnaval de 2025 e correspondia ao espaço Cafe de la Musique, organizado pelo empresário Álvaro Garnero e restrito a convidados. Vorcaro afirmou que o ambiente seria exclusivo para cerca de 200 pessoas.

Apesar do planejamento, não há registros de que Ivanka Trump ou Jared Kushner tenham comparecido ao evento. Com a liquidação do Banco Master posteriormente, o espaço mudou de nome neste ano para Alma Rio e passou a vender ingressos que chegaram a R$ 5 mil.

As mensagens fazem parte do acervo obtido pela Polícia Federal nas investigações sobre um suposto esquema de fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB).

Em nota, a assessoria de Martha Graeff informou que ela e Daniel Vorcaro não mantêm mais relacionamento. Segundo a equipe da influenciadora, as conversas citadas ocorreram em contexto pessoal.

“As mensagens referem-se a conversas privadas trocadas durante o período em que estavam em um relacionamento, em um contexto estritamente pessoal, como qualquer casal que compartilha aspectos do seu dia a dia. Martha nunca participou ou teve qualquer envolvimento com os negócios ou atividades profissionais de Daniel Vorcaro”, afirmou a assessoria.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Mensagens de banqueiro expõem ligações políticas e elevam tensão no Congresso

por Redação 6 de março de 2026

A divulgação de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro ampliou a preocupação no Congresso Nacional sobre os possíveis desdobramentos políticos da investigação envolvendo o Banco Master. O conteúdo já revelado expôs detalhes da relação do empresário com o senador Ciro Nogueira (PP), presidente do partido, e com Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

Entre parlamentares, a avaliação é de que os trechos divulgados até agora podem representar apenas uma prévia do que ainda pode surgir. A apreensão gira em torno de dois pontos principais: a relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), agora sob responsabilidade do ministro André Mendonça, e o aumento da pressão política para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dedicada exclusivamente ao Banco Master.

Nos bastidores do Congresso, deputados e senadores afirmam que ainda não é possível medir o alcance das conversas apreendidas, o que alimenta o temor de que novos diálogos possam atingir outros atores políticos e gerar novos desdobramentos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), evitou comentar o assunto ao deixar um evento. Já o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), vem sendo pressionado por parlamentares a não convocar sessão conjunta do Legislativo, passo necessário para a leitura do requerimento que permitiria a instalação formal da CPI do Banco Master.

Sem essa sessão, o pedido permanece parado.

O nome de Ciro Nogueira ganhou destaque após aparecer em mensagens de Vorcaro. Em conversa com a então namorada, o banqueiro se refere ao senador como um “grande amigo”.

Documentos obtidos a partir da quebra de sigilo telemático do empresário também indicam que uma empresa ligada a Vorcaro chegou a reservar um helicóptero para transportar Ciro Nogueira e Antonio Rueda após ambos participarem do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1. O senador afirma que não utilizou a aeronave e que deixou o local em uma van.

Segundo relatos de aliados, Hugo Motta passou parte da tarde reunido na residência oficial da Presidência da Câmara com líderes partidários para discutir o cenário político.

Para alguns parlamentares, o potencial impacto do caso pode ser amplo. O deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) afirmou que os documentos revelados têm capacidade de provocar forte abalo institucional.

Nos bastidores, um integrante da Mesa da Câmara classificou o clima político em torno do episódio como “horroroso” e relatou aumento da pressão sobre Davi Alcolumbre nos últimos dias.

De acordo com esse parlamentar, o presidente do Senado estaria sendo cobrado não apenas para evitar a instalação da CPI do Banco Master, mas também para reduzir o ritmo de outras investigações em andamento.

A avaliação entre líderes políticos é de que a cúpula do Congresso tenta administrar a crise para impedir que o caso paralise a agenda legislativa.

O deputado Rogério Correia (PT-MG), integrante da CPI do INSS, afirmou que o cancelamento de uma sessão da comissão no dia seguinte ao vazamento das mensagens foi interpretado como um possível sinal de cautela diante da repercussão.

Outro trecho das conversas também gerou incômodo entre governistas. Em diálogo com a então namorada, Vorcaro descreveu como “ótimo” um encontro que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros no Palácio do Planalto em 2024.

Diante da resistência de Alcolumbre em relação à criação de uma nova CPI, parlamentares passaram a avaliar alternativas para aprofundar as investigações por meio de comissões já existentes, como a CPI do INSS e a CPI do Crime Organizado.

O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a CPI do INSS continuará insistindo na quebra de sigilos e na convocação de executivos ligados ao caso.

Na mesma linha, o senador Sergio Moro (União-PR) defendeu que a CPI do Crime Organizado também investigue o episódio até que outras comissões possam ser instaladas.

Enquanto isso, lideranças políticas avaliam que os trechos divulgados das conversas estariam sendo revelados de forma seletiva e, até o momento, não atingiriam diretamente integrantes do governo. Apesar disso, a CPI do INSS recebeu o extrato bancário do filho do presidente Lula, cujo conteúdo acabou se tornando público.

As mensagens também mostram possíveis impactos para diferentes atores políticos. Em um diálogo com Vorcaro, o ex-governador de São Paulo João Doria afirma estar “preocupado” com a situação do banqueiro e do Banco Master, sugerindo que ele reaja a informações que estariam circulando e que poderiam envolver seu nome.

Outro fator que aumenta a apreensão no Congresso é a mudança na relatoria do caso no STF. A saída do ministro Dias Toffoli e a entrada de André Mendonça alteraram a percepção entre parlamentares sobre a condução da investigação.

Integrantes de partidos do Centrão avaliam que Toffoli mantinha maior interlocução com o meio político, enquanto Mendonça é visto como mais reservado e com menor circulação entre lideranças partidárias, o que aumenta a sensação de imprevisibilidade sobre os rumos do processo.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Mensagens revelam proximidade entre dono do Banco Master e Ciro Nogueira

por Redação 5 de março de 2026

Mensagens analisadas pela CPI do INSS indicam uma relação de proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em conversas privadas de 2024, o empresário chega a classificar o parlamentar como “um dos meus grandes amigos de vida”.

Os diálogos também mostram que Vorcaro comemorou uma emenda apresentada por Ciro Nogueira durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65 de 2023, que trata da autonomia orçamentária do Banco Central.

A sugestão do senador previa elevar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por depositante. A proposta também defendia que a gestão do fundo deixasse de ser privada e passasse para a alçada do Banco Central.

Atualmente, o FGC é administrado pelas próprias instituições financeiras. A mudança proposta gerou resistência no setor bancário, que avaliou que a medida poderia elevar custos e alterar o funcionamento do sistema de garantia de depósitos. A emenda, no entanto, não foi incluída no texto final aprovado pelo Congresso.

Em uma das mensagens, Vorcaro afirma que a proposta teria impacto significativo no mercado financeiro. “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, escreveu.

O banqueiro também relatou que recebeu diversas ligações após a divulgação da proposta. “Kkk todo mundo me ligando”, afirmou em seguida, acrescentando: “Sentiram o golpe”.

Em outra conversa, meses antes, Vorcaro comentou com a namorada sobre o senador e o classificou novamente como um de seus “grandes amigos de vida”. Em um trecho adicional, o empresário afirma que, se a situação fosse retratada em um filme, teria “tantos desdobramentos loucos”.

As mensagens fazem parte de documentos analisados pela CPI do INSS. Após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, investidores com aplicações de até R$ 250 mil na instituição foram ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Procurado, Ciro Nogueira afirmou que mantém diálogo por mensagens com muitas pessoas e que isso não significa proximidade. Em nota, o senador declarou que conversa “com centenas de pessoas” e que eventuais interações não indicam relação próxima.

O parlamentar também afirmou estar tranquilo em relação às investigações da Polícia Federal e disse que nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Banqueiro do Banco Master é transferido para presídio no interior após nova prisão em operação da PF

por Redação 5 de março de 2026

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido na manhã desta quinta-feira (5) do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos para a Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O deslocamento ocorreu por volta das 7h30 em uma caminhonete da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) adaptada para transporte de presos.

Vorcaro havia sido preso na quarta-feira (4) pela Polícia Federal em uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também foi detido e transferido para a mesma unidade prisional.

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma “milícia privada” chamada “A Turma”, usada para intimidar e espionar adversários. Entre os alvos estaria o jornalista Lauro Jardim, que, de acordo com a apuração, poderia sofrer um ataque. A operação também apontou suspeitas de acesso ilegal a sistemas da Polícia Federal, Ministério Público Federal, FBI e Interpol para obtenção de dados sigilosos.

A investigação ainda identificou o possível envolvimento de dois servidores do Banco Central, suspeitos de receber vantagens indevidas e antecipar informações estratégicas ao Banco Master.

Antes da transferência, Vorcaro passou a noite no CDP de Guarulhos, onde realizou o procedimento padrão de entrada no sistema prisional, incluindo corte de cabelo. Durante o transporte, ele já vestia o uniforme da SAP, composto por calça caqui e camiseta branca.

Ao chegar à Penitenciária 2 de Potim, o banqueiro foi colocado em uma cela de isolamento, procedimento comum para novos detentos. Após um período inicial de dez dias, ele deverá ser encaminhado ao pavilhão do regime fechado.

A unidade prisional, inaugurada em 2002, tem capacidade para 844 presos e atualmente abriga 472 detentos. Nos últimos anos, passou a receber presos envolvidos em casos de grande repercussão nacional, após mudanças feitas pelo governo paulista no perfil da antiga Penitenciária 2 de Tremembé, conhecida como “presídio dos famosos”.

A defesa de Vorcaro afirma que ele sempre esteve à disposição das autoridades e nega qualquer tentativa de obstrução das investigações. Os advogados também disseram confiar que o esclarecimento dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Além de Vorcaro e Zettel, a operação também teve como alvos o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. A Justiça determinou ainda o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, para interromper a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado.

Segundo a Polícia Federal, o esquema investigado envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master, além de suspeitas de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado ao tentar embarcar em um avião particular com destino à Europa no aeroporto de Guarulhos. Para a PF, havia indícios claros de que ele pretendia fugir do país.

O banqueiro também era esperado para prestar depoimento na CPI do Crime Organizado, em Brasília, nesta semana. No entanto, havia sinalizado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Na terça-feira (3), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que a presença dele na CPI seria facultativa.

Fonte: G1

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caso Master

PF abre investigação após tentativa de suicídio de “Sicário” ligado ao caso Banco Master

por Redação 5 de março de 2026

A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira (5) um inquérito para investigar as circunstâncias envolvendo a tentativa de suicídio de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso na Operação Compliance Zero. A investigação busca esclarecer o que ocorreu durante o período em que ele estava sob custódia da corporação.

De acordo com a Polícia Federal, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava detido na Superintendência Regional da instituição em Minas Gerais. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a ação e o atendimento prestado pelos policiais foram registrados por câmeras de segurança, sem pontos cegos.

Na noite de quarta-feira (4), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que não há confirmação de morte e que Mourão permanece internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

A Polícia Federal comunicou o episódio ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso envolvendo o Banco Master, e informou que irá encaminhar todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido.

A defesa de Mourão afirmou que esteve com ele durante a tarde de quarta-feira, até por volta das 14h, e que naquele momento ele apresentava plena integridade física e mental. Segundo os advogados, a informação sobre o incidente foi recebida apenas após a divulgação da nota oficial da Polícia Federal.

Os defensores também disseram que estão acompanhando o caso diretamente no Hospital João XXIII, mas que, até o momento, não havia confirmação oficial sobre o estado de saúde do investigado.

“Sicário” foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master. Na mesma operação também foi detido o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como chefe da organização criminosa investigada.

Segundo os investigadores, Mourão teria papel central na estrutura do grupo, atuando no monitoramento de alvos, na extração ilegal de dados de sistemas sigilosos e em ações de intimidação física e moral.

O relatório da investigação menciona ainda uma “dinâmica violenta” evidenciada em conversas entre Vorcaro e Mourão. Os documentos indicam que ele atuaria como “longa manus” — expressão jurídica usada para designar alguém que executa ações em nome de outra pessoa — nas práticas violentas atribuídas ao grupo.

As apurações também apontam indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento pelos serviços ilícitos prestados à organização criminosa.

Fonte: G1

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caso Master

PF aponta rede de vigilância ligada a Daniel Vorcaro e revela estrutura de grupo investigado

por Redação 5 de março de 2026

A terceira fase da Operação Compliance Zero, que resultou na nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, revelou a estrutura e os principais integrantes de uma rede suspeita de atuar como uma espécie de milícia privada para vigiar, intimidar e levantar informações sigilosas sobre pessoas consideradas adversárias do empresário.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo, apelidado de “A Turma”, seria dividido em núcleos com funções específicas, incluindo articulação financeira, repasse de recursos, coordenação operacional, execução de ameaças e acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos, como a própria PF, o Ministério Público Federal e bases internacionais de investigação.

Apontado como líder da estrutura, Vorcaro teria contado com o cunhado, o empresário e pastor Fabiano Zettel, responsável pelo núcleo financeiro. Já a coordenação operacional das ações de ameaça e monitoramento teria ficado a cargo de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”. A execução de atividades de vigilância e acesso a sistemas restritos envolveria o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e outros ex-integrantes de órgãos públicos.

A nova prisão ocorreu na terceira fase da operação, a primeira autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu a relatoria do caso no mês passado, substituindo o ministro Dias Toffoli.

Pouco mais de três meses após deixar a prisão, Vorcaro voltou a ser detido na quarta-feira (4). Segundo a investigação, ele estaria à frente de uma rede suspeita de monitorar e planejar ações violentas contra pessoas consideradas seus desafetos. A apuração envolve possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão a sistemas oficiais da PF e de outros órgãos de investigação.

Ainda na quarta-feira, Vorcaro e Zettel foram transferidos da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na região metropolitana da capital.

Na decisão que determinou a prisão, o ministro André Mendonça apontou indícios de que o banqueiro teria determinado a simulação de um assalto para “prejudicar violentamente” o colunista do GLOBO Lauro Jardim. Segundo o magistrado, o objetivo seria “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro indicam que o assunto foi discutido em um grupo chamado “A Turma”. Nos diálogos, o banqueiro teria sugerido colocar pessoas para seguir o jornalista e mencionou a possibilidade de agredi-lo durante um suposto assalto. Em uma das mensagens reproduzidas na decisão judicial, ele teria escrito: “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.

Segundo a investigação, Mourão seria o responsável por coordenar a execução das atividades de vigilância, levantamento de informações e monitoramento de pessoas ligadas a investigações ou críticas ao banco Master. A Polícia Federal afirma ainda que ele realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos utilizando credenciais de terceiros, com acessos indevidos a bases da própria PF, do Ministério Público Federal e até a bancos de dados internacionais, como FBI e Interpol.

Os investigadores apontam que Vorcaro mantinha uma estrutura de vigilância e ameaça, classificada como uma espécie de milícia privada, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de adversários.

O grupo reunia diferentes perfis, incluindo um ex-diretor do Banco Central, um ex-chefe de departamento da mesma instituição, um policial civil aposentado apontado como responsável por ações de caráter miliciano e o próprio Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro. De acordo com a decisão do STF, caberia a Mourão coordenar as atividades e repassar ordens atribuídas a Vorcaro.

A Polícia Federal também identificou indícios de pagamentos regulares a Mourão. Mensagens analisadas indicam que ele teria recebido cerca de R$ 1 milhão por mês, valor que seria repassado por Zettel em nome de Vorcaro e posteriormente dividido entre integrantes da estrutura.

Em outra mensagem interceptada, Vorcaro teria orientado Mourão a “dar um sacode” em um chefe de cozinha ligado a um ex-funcionário. Em outro diálogo, o banqueiro pede que se investigue o endereço de uma empregada que o teria ameaçado.

Durante a operação realizada na manhã de quarta-feira, a PF cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais. Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores possivelmente relacionados às práticas ilícitas.

A defesa de Vorcaro afirmou que o ex-banqueiro não obstruiu a Justiça no caso envolvendo o banco Master e que colaborou com as investigações. Segundo seus advogados, ele declarou ao ser preso que “jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas” e que as mensagens teriam sido enviadas “em tom de desabafo, em privado” e retiradas de contexto. Já o advogado de Fabiano Zettel disse não ter tido acesso aos autos, mas afirmou que seu cliente está à disposição das autoridades. Os advogados dos demais citados não se manifestaram.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Nova fase da PF prende dono do Banco Master e mira esquema bilionário

por Redação 4 de março de 2026

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal, em São Paulo, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira decisão como relator do caso, assumido no mês passado.

Segundo a PF, a operação investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, atribuídos a uma organização criminosa. O foco central é um esquema financeiro que envolveria a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação faz referência à ausência de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Além de Vorcaro, também foram alvos de mandado de prisão o cunhado dele, Fabiano Zettel — que se entregou na Superintendência da PF —, o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

A Justiça determinou ainda ordens de afastamento de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens no valor de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar recursos potencialmente relacionados às práticas ilícitas.

Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado, ao tentar embarcar para a Europa em um avião particular no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. À época, a PF afirmou que não havia dúvidas de que ele pretendia deixar o país. Havia contra ele um mandado de prisão preventiva, e ele foi novamente conduzido à Superintendência da PF na capital paulista.

A defesa do banqueiro declarou que ele “sempre esteve à disposição das autoridades” e “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”. Negou “categoricamente as alegações atribuídas” a ele e afirmou confiar que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta, reiterando confiança no devido processo legal e no funcionamento das instituições.

A defesa de Zettel afirmou que, embora ainda não tenha tido acesso ao objeto das investigações, ele está à inteira disposição das autoridades.

Vorcaro era aguardado para depor nesta quarta-feira na CPI do Crime Organizado, em Brasília. No entanto, já havia sinalizado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Na terça-feira (3), o ministro André Mendonça decidiu que sua ida à CPI seria facultativa.

Fonte: G1

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