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Categoria:

Segurança

Golpe do amor

Influencer é procurado por aplicar “golpe do amor” e lesar namorado virtual em R$ 207 mil

por Redação 11 de março de 2026

A Polícia Civil procura o influenciador digital Luís Felipe de Oliveira, conhecido como Felipe Heystee, após a Justiça de Cotia, na Grande São Paulo, decretar sua prisão preventiva em 4 de março. O jovem de 23 anos é acusado de estelionato eletrônico ao aplicar o chamado “golpe do amor” contra um morador da cidade, obtendo cerca de R$ 207 mil.

Segundo a investigação, Felipe criou um perfil falso em aplicativo de relacionamentos, fingindo ser uma jovem de 19 anos com suspeita de câncer. Durante mais de dois anos, manteve contato com a vítima, um geógrafo de 46 anos, e recebeu valores para supostos tratamentos médicos, pagamento de aluguel e refeições. Ele também utilizou contas de terceiros para receber parte do dinheiro.

Em mensagens, a vítima relatou acreditar estar ajudando a suposta namorada e que desconfiou da fraude apenas após ouvir a voz feminina em uma ligação e notar que a maior parte das transferências era para contas de Felipe. A farsa se confirmou quando o homem fez busca reversa na internet e descobriu que a imagem usada pertencia a outra adolescente, sem ligação com o caso.

Na esfera cível, Felipe já foi condenado a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais, e mais de R$ 200 mil foram bloqueados judicialmente em suas contas para ressarcir a vítima. A Justiça entendeu que o influencer explorou a fragilidade emocional da vítima para obter vantagem financeira.

O promotor Renan Mendes Rodríguez, do Ministério Público de São Paulo, destacou que a prática de estelionato eletrônico tem se tornado recorrente e alertou para a necessidade de cautela em transações virtuais: “Converse pessoalmente ou por chamada de vídeo antes de enviar qualquer valor para garantir que não se trata de golpe”.

Prints de conversas e mensagens indicam que Felipe teria admitido a fraude em algumas trocas de mensagens e feito ameaças à vítima. Ele também teria divulgado vídeo ensinando o golpe nas redes sociais, o que reforçou o pedido de prisão preventiva.

Fonte: G1

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Segurança

Adolescente de 15 anos é encontrada morta a facadas em Passos, MG

por Redação 11 de março de 2026

Uma adolescente de 15 anos, identificada como Natasha Aguiar Matos, foi encontrada morta na tarde desta segunda-feira (9) na zona rural de Passos, em Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, o caso foi registrado inicialmente como feminicídio.

O crime ocorreu em uma propriedade na região da Fazenda Valdira, próximo à Igrejinha dos Toledo, a cerca de 35 km da área urbana. De acordo com a Polícia Militar, o namorado da jovem, de 19 anos, foi quem encontrou Natasha em casa com diversas perfurações de faca ao chegar do trabalho na residência onde moravam, na localidade conhecida como Linha da Usina.

O rapaz levou a adolescente até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passos, mas ela já chegou sem vida. O registro policial aponta que o corpo apresentava pelo menos 17 perfurações. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.

Familiares afirmaram à reportagem da EPTV que não tinham conhecimento de ameaças ou possíveis motivações para o crime. Até o momento, nenhum suspeito havia sido preso. A Polícia Militar realiza buscas na zona rural, e a Polícia Civil informou que a apuração terá prioridade absoluta.

Fonte: G1

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caso Master

Mendonça torna facultativo depoimento de banqueiro Augusto Lima na CPMI do INSS

por Redação 11 de março de 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tornar facultativa a participação do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, na CPMI do INSS, cuja oitiva estava prevista para quarta-feira (11).

Pela decisão, Lima terá direito ao silêncio, à assistência de advogado, a não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade ou assinar termos com esse conteúdo, e a não sofrer constrangimentos físicos ou morais ao exercer esses direitos.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou a decisão: “Representa mais uma interferência no trabalho do Parlamento. Decisões monocráticas como essa acabam atrasando e dificultando o trabalho do Congresso na busca de respostas ao povo brasileiro sobre graves irregularidades na Previdência Social”. A reunião da comissão que ouviria Lima foi, assim, cancelada.

O banqueiro é controlador do Banco Pleno, cuja liquidação extrajudicial foi decretada pelo Banco Central em fevereiro. Ele também foi preso preventivamente em novembro de 2025 na Operação Compliance Zero, vinculada a fraudes envolvendo o Master, e tem histórico de conexões políticas, incluindo proximidade com petistas da Bahia, como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Lima ganhou notoriedade ao adquirir a rede de supermercados Cesta do Povo e o cartão de benefícios Credcesta, que evoluiu para um produto de crédito consignado distribuído nacionalmente, negociado com fundos de investimento e outras instituições financeiras. A CPMI aponta que parte significativa desses créditos não foi devidamente informada às autoridades ou não possuía estrutura adequada para operação.

O banqueiro também foi CEO do Banco Master e adquiriu o controle do Banco Pleno em 2025, com autorização do Banco Central em julho do mesmo ano. Segundo relatos, Lima procurou Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Master e participou de reunião de Daniel Vorcaro com o presidente Lula no fim de 2024.

Fonte: G1

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caso Master

Escândalo no Banco Master: banqueiro teve acesso a investigações sigilosas meses antes de prisão

por Redação 10 de março de 2026

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu documentos sigilosos do Ministério Público Federal (MPF) cerca de quatro meses antes de ser preso pela Polícia Federal em novembro de 2025. O material foi enviado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como comparsa do banqueiro.

Os arquivos foram encaminhados em 24 de julho de 2025 e continham três procedimentos confidenciais da Procuradoria da República no Distrito Federal. Dois deles tratavam de suspeitas envolvendo a negociação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), enquanto o terceiro investigava a possível utilização de um triplex de luxo em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 60 milhões, como propina na operação.

As mensagens estavam no celular de Sicário, apreendido após a primeira prisão de Vorcaro, quando o banqueiro tentava embarcar para Dubai com escala em Malta. Segundo investigadores, os documentos foram enviados em formato PDF em um intervalo de poucos minutos.

De acordo com a investigação, Vorcaro e seus aliados utilizavam palavras-chave como “Banco Master”, “Vorcaro” e “Nelson Tanure” para localizar procedimentos sigilosos. Tanure é apontado pela Polícia Federal como possível sócio oculto da instituição financeira.

Na época em que os documentos foram enviados, o Banco Central já havia identificado dificuldades financeiras no Banco Master, com alertas sobre risco de liquidez e necessidade de medidas preventivas. A negociação com o BRB era considerada crucial para a sobrevivência da instituição.

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) também apontou irregularidades nas carteiras de crédito transferidas do Banco Master para o BRB. Segundo o relatório, teriam sido usados artifícios contábeis para ocultar a real situação financeira do banco, envolvendo operações suspeitas e sem comprovação adequada.

A Polícia Federal também investiga se houve vazamento da ordem de prisão contra Vorcaro. Um dos indícios é o fato de que a defesa do banqueiro protocolou um pedido na Justiça Federal apenas 18 minutos após a assinatura da decisão que autorizou a prisão, em 17 de novembro de 2025.

Na petição enviada naquele mesmo dia, os advogados já se posicionavam contra possíveis medidas cautelares que poderiam causar “impacto relevante” ao conglomerado financeiro.

As investigações indicam ainda que o grupo teria acessado ilegalmente sistemas restritos de órgãos públicos. Segundo decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram identificados registros de consultas e extrações de dados em bases utilizadas por instituições de segurança e investigação.

De acordo com a apuração, Sicário teria utilizado credenciais funcionais de terceiros para acessar sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como FBI e Interpol.

O esquema também teria incluído ataques de “spearfishing”, técnica de fraude digital que utiliza e-mails falsos para capturar senhas de servidores públicos. Segundo fontes da investigação, Sicário criou páginas falsas de troca de senha com aparência semelhante às utilizadas pela Procuradoria-Geral da República.

Servidores do MPF receberam mensagens alertando sobre a necessidade de atualização de senha e, ao acessarem o link fraudulento, teriam fornecido involuntariamente suas credenciais. Com isso, o grupo conseguiu acessar investigações sigilosas relacionadas ao Banco Master.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão tinha extensa ficha criminal em Minas Gerais, com registros de estelionato, furto de veículos, crimes cibernéticos e associação criminosa. Segundo a investigação, ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro. Mourão morreu após tentar suicídio dentro da superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.

Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não comentará conteúdos provenientes de vazamentos de material sigiloso. Os advogados argumentam que a divulgação dessas informações também é alvo de investigação determinada pelo ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Fachin se reúne com Mendonça e OAB para discutir caso Banco Master

por Redação 10 de março de 2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu na noite desta segunda-feira (9) com o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. O encontro não estava na agenda oficial de Fachin e ocorre após a autorização da Terceira Fase da Operação Compliance Zero e a revelação de que Daniel Vorcaro enviou mensagens ao ministro Alexandre de Moraes no dia de sua primeira prisão, em novembro de 2025.

Ao longo do dia, Fachin também discutiu o caso com outros ministros e com Moraes, vice-presidente da Corte. Na última quarta-feira (4), Vorcaro foi novamente preso pela Polícia Federal em São Paulo e transferido na sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília.

Nos bastidores, ministros do STF reclamam da condução da PF e há pressão para que Fachin se manifeste publicamente sobre as mensagens envolvendo Moraes. Ainda na segunda-feira, o presidente do Supremo se reuniu com a diretoria do Conselho Federal da OAB, que reforçou o pedido de acesso irrestrito ao material produzido na investigação e solicitou reunião com André Mendonça, ainda sem data marcada.

Durante o encontro, Fachin defendeu a continuidade das investigações e afirmou que tudo será apurado “doa a quem doer”, preservando a integridade da Corte.

As mensagens atribuídas a Vorcaro, divulgadas pelo blog de Malu Gaspar, do jornal O Globo, teriam sido enviadas a Moraes horas antes da primeira prisão do banqueiro, segundo perícia da Polícia Federal. O ministro nega que as mensagens tenham sido direcionadas a ele.

Fonte: G1

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caso Master

Jato de luxo de Daniel Vorcaro é vendido e levado para San Marino

por Redação 10 de março de 2026

O Gulfstream G700, avião mais caro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já tem novo proprietário. Um dia antes da prisão de Vorcaro, na quarta-feira (4 de março), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o jato decolou do Brasil rumo a San Marino, na Itália, sob registro da Flexjet, empresa líder em aviação executiva global.

Documentos obtidos por O GLOBO mostram que o avião, comprado por Vorcaro em junho de 2025, foi “exportado” no dia 3 de março, com a matrícula cancelada junto à Anac. Oficialmente, a aeronave estava registrada em nome da PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A., controlada por Marcus Vinícius da Matta, presidente da Prime You, empresa que gerencia jatos e outros bens de luxo ligados a Vorcaro, incluindo sua mansão em Brasília e o iate Benetti Oasis 40M.

O Gulfstream G700 é um modelo de luxo com autonomia de cerca de 14.353 km, transporte para até 19 passageiros e assentos que se transformam em camas ergonômicas. O valor total pago pelo jato chegou a R$ 538 milhões, embora a importação tenha sido registrada em R$ 435 milhões. Após o cancelamento da matrícula brasileira, a aeronave foi registrada na FAA dos EUA com a matrícula N103FX no mesmo dia da prisão de Vorcaro.

A Flexjet, nova dona do jato, tem investido em expansão global e modernização de frota, captando US$ 800 milhões em 2025, com participação de investidores como L Catterton, KSL Capital Partners e o J. Safra Group. A empresa também adquiriu 182 aeronaves da Embraer, em operação histórica de US$ 7 bilhões, com possibilidade de mais 30 unidades.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Homem e adolescente morrem após carro cair em represa no RN

por Redação 9 de março de 2026

Um homem de 33 anos e uma adolescente de 17 anos morreram depois que o carro em que estavam caiu na Barragem Boqueirão, em Parelhas, no Seridó potiguar, na tarde deste domingo (9). As vítimas foram identificadas como Danilo Soares Barbosa e Jaqueline Cristina Lima de Oliveira.

Segundo familiares, o grupo estava no local aproveitando o dia com amigos e parentes. A barragem é frequentada por banhistas, especialmente aos finais de semana. O acidente ocorreu quando eles tentavam deixar a represa, mas a dinâmica exata ainda será investigada.

De acordo com relatos preliminares, Danilo estava ao volante de um carro de passeio estacionado próximo a uma ladeira de acesso a um dos pontos de banho. No veículo também estavam a namorada de 17 anos e um adolescente de 13 anos, que ocupava o banco traseiro.

Familiares relataram que o carro teria descido de ré em direção à água, aparentemente sem freios. O adolescente de 13 anos conseguiu abrir a porta e escapar antes que o veículo entrasse no açude. Testemunhas tentaram socorrer as vítimas, mas não conseguiram retirá-las do carro.

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte enviou mergulhadores de Caicó para as buscas. O veículo foi localizado a cerca de cinco metros de profundidade, com os corpos dentro.

“O mergulhador não consegue ver um objeto que está a um palmo dele. Foi necessário um trabalho tato a tato”, explicou o tenente-coronel Lima Verde, comandante da corporação na região.

Os corpos foram recolhidos pela Polícia Científica para perícia, e as circunstâncias do acidente seguem sendo investigadas.

Fonte: G1

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Segurança

Recepcionista de hotel relata tentativa de estupro e agressões brutais por hóspede em Curitiba

por Redação 9 de março de 2026

Uma recepcionista de hotel de Curitiba, de 55 anos, afirma ter sido vítima de uma violenta agressão e de uma tentativa de estupro dentro do local de trabalho. O ataque aconteceu no sábado (7) e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.

O suspeito, identificado como Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, pintor que estava na capital paranaense a trabalho, foi preso em flagrante e autuado por tentativa de homicídio qualificado.

Segundo o relato da vítima, o homem a agrediu após abordá-la com investidas de cunho sexual. “Ele me jogou no chão, deu chute e começou a me enforcar”, contou. A recepcionista afirmou ainda que acreditava que o agressor pretendia estuprá-la e que, ao não conseguir, teria tentado matá-la.

De acordo com a funcionária, o suspeito passou parte da noite circulando pelo hotel e consumindo bebida alcoólica. Em determinado momento, ele ficou sentado na recepção bebendo. A recepcionista pediu que ele não consumisse álcool no local e o homem subiu para o quarto, mas retornou pouco tempo depois.

Segundo a vítima, ele disse que estava passando mal e pediu que ela o acompanhasse até o quarto. A recepcionista recusou, afirmando que não poderia deixar a recepção naquele momento. Em seguida, o homem revelou outra intenção.

“Ele veio até o balcão e disse que não estava passando mal, que na verdade estava a fim de mim, que tinha gostado muito de mim. Depois pediu um beijo. Eu disse que não, que sou comprometida”, relatou.

Após a abordagem, a funcionária foi ao banheiro destinado aos empregados do hotel. Imagens mostram que o homem pulou o balcão da recepção e foi atrás dela.

Quando a recepcionista abriu a porta do banheiro para sair, o agressor já estava do lado de fora. Ela contou que tentou se defender, mas foi atacada imediatamente.

Dentro do banheiro, a vítima foi agredida com socos e chutes. O suspeito também teria quebrado uma saboneteira de porcelana e usado os pedaços para golpeá-la na cabeça, causando um corte profundo em uma das mãos.

“Eu dizia: ‘moço, pelo amor de Deus, o que você está fazendo?’ Ele me deu um chute na barriga, começou a me enforcar. Eu resisti de todos os jeitos”, relatou.

A recepcionista afirmou que chegou a perder a consciência por alguns segundos após ser estrangulada. Depois disso, o agressor deixou o banheiro.

Ferida e ensanguentada, a mulher correu até a recepção e tentou sair do hotel. O suspeito ainda a perseguiu e desferiu mais um soco próximo à porta de saída.

Ela conseguiu fugir e foi até um prédio em frente ao hotel pedir ajuda.

“Eu bati, bati, gritei muito. Falei: ‘pelo amor de Deus, me deixa entrar, esse homem está tentando me matar’”, contou.

Segundo a vítima, o agressor permaneceu no hotel aguardando a chegada da polícia.

A recepcionista sofreu ferimentos na cabeça, braços e mãos. Ela precisou passar por cirurgia em uma das mãos e levou pontos na cabeça. De acordo com a vítima, o corte na mão atingiu ligamentos dos dedos.

A Polícia Militar do Paraná prendeu Jhonathan em flagrante. Ele passou por audiência de custódia no domingo (8), quando a Justiça decidiu converter a prisão em preventiva.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito permaneceu em silêncio durante o depoimento e segue detido na Cadeia Pública de Curitiba.

A defesa do homem afirmou, em nota enviada à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que o caso é pontual e está sendo tratado pela Justiça do estado.

O advogado da vítima informou que pretende buscar o enquadramento do crime como tentativa de feminicídio, o que poderia resultar em uma pena mais severa.

O hotel onde ocorreu o ataque foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até a publicação.

Fonte: G1

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caso Master

Caso Master aprofunda crise no STF e expõe tensão entre ministros após suspeitas envolvendo Moraes

por Redação 9 de março de 2026

Os novos desdobramentos do caso Banco Master ampliaram a crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) e elevaram o nível de tensão entre ministros da Corte. Integrantes do tribunal ouvidos reservadamente afirmam que o episódio envolvendo o ministro Alexandre de Moraes é considerado ainda mais grave do que a controvérsia que atingiu anteriormente o ministro Dias Toffoli.

Segundo relatos feitos ao jornal Valor, a situação colocou o Supremo no centro de um debate sobre a conduta individual de magistrados, algo considerado incomum em comparação às críticas tradicionais direcionadas ao tribunal, que geralmente se concentram em decisões judiciais.

No atual cenário, Moraes passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, enviadas ao ministro pouco antes da primeira prisão do empresário, em novembro de 2025. O magistrado nega ter recebido as mensagens.

O caso também reacendeu o debate interno sobre o papel de outros ministros. Dias Toffoli já vinha sendo criticado por sua atuação quando era relator das investigações sobre o Banco Master, especialmente após limitar o acesso da Polícia Federal a provas obtidas durante a Operação Compliance Zero.

Com a mudança na relatoria, o ministro André Mendonça assumiu o comando das apurações e determinou medidas que restabeleceram o que chamou de “fluxo ordinário” das investigações, devolvendo aos investigadores dados anteriormente restritos. A decisão é vista por alguns colegas como um fator que fortaleceu sua posição dentro da Corte.

A atuação de Mendonça, no entanto, também divide opiniões no Supremo. Uma ala considera que o ministro ampliou sua influência após assumir o caso e por também relatar investigações relevantes, como o inquérito que apura desvios associativos envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Além disso, Mendonça deve assumir a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições deste ano, o que também aumenta seu protagonismo no cenário institucional.

Outra ala do STF, contudo, minimiza esse suposto fortalecimento e avalia que Mendonça não possui a mesma capacidade de articulação política ou influência interna de outros integrantes da Corte.

O clima de tensão também envolve o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na sexta-feira (6), ele respondeu a críticas feitas por Mendonça após solicitar mais prazo para se manifestar sobre a prisão de Daniel Vorcaro e de outros investigados da Operação Compliance Zero.

Gonet afirmou que a manifestação do Ministério Público não pode ser tratada como “formalidade vazia” e citou o impacto de medidas cautelares em referência à tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O episódio ocorreu durante a operação e terminou com a confirmação da morte do investigado no mesmo dia.

No centro da nova controvérsia estão mensagens divulgadas em reportagem do jornal O Globo, assinada pela jornalista Malu Gaspar. Segundo a publicação, registros extraídos do celular de Vorcaro por perícia da Polícia Federal indicariam que o banqueiro enviou mensagens ao ministro Alexandre de Moraes no dia em que foi preso pela primeira vez.

A comunicação do STF afirmou em nota que Moraes nega ter recebido qualquer mensagem do banqueiro naquele dia. A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, também negou o recebimento das mensagens.

Apesar das negativas, integrantes da Corte avaliam que o episódio agravou a crise de imagem do tribunal. Um interlocutor de um ministro afirmou que a situação envolvendo Moraes é considerada mais delicada do que a que atingiu Toffoli, porque as relações atribuídas ao segundo ocorreriam em um período em que a atuação do Banco Master ainda era considerada legal.

Já as supostas mensagens envolvendo Moraes sugeririam uma possível interlocução com Vorcaro em meio a investigações em curso, hipótese que amplia a repercussão do caso.

Nos bastidores do Supremo, ministros descrevem o ambiente interno como deteriorado. Um deles afirmou que o país vive um cenário “totalmente caótico” e que o tribunal, que por anos foi visto como o poder mais estável da República, também passou a enfrentar forte desgaste institucional.

Outro magistrado descreveu o momento atual como de “clima péssimo” dentro da Corte, avaliando que a crise pode ter reflexos no cenário político nacional e nas eleições deste ano, que ele considera potencialmente “violentas e radicalizadas”.

Para o professor Rubens Glezer, da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito SP), o episódio representa a pior crise de reputação já enfrentada pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo o especialista, diferentemente de crises anteriores — centradas em decisões judiciais —, agora as suspeitas recaem sobre a conduta pessoal de ministros, o que amplia o dano institucional.

Glezer afirma que o desgaste acumulado ao longo da última década faz com que parte significativa da população já desconfie automaticamente da atuação dos magistrados citados em controvérsias.

Na avaliação do professor, a crise pode abrir espaço para mudanças institucionais dentro da Corte. Entre as propostas está a criação de um código de ética para ministros do STF, medida defendida pelo presidente do tribunal, Edson Fachin, mas que enfrenta resistência interna.

Para o especialista, regras claras sobre conduta poderiam funcionar como proteção institucional para os próprios magistrados e reduzir suspeitas sobre a atuação do Supremo no futuro.

Fonte: VALOR

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caso Master

Escritório da mulher de Moraes confirma contrato com Banco Master e nega atuação no STF

por Redação 9 de março de 2026

O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, divulgou nota nesta segunda-feira (9) confirmando que prestou serviços jurídicos ao Banco Master, instituição pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o comunicado, a contratação ocorreu entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 e envolveu consultoria e atuação jurídica para a instituição financeira. O escritório destacou, no entanto, que nunca conduziu nenhuma causa do Banco Master no âmbito do STF.

De acordo com a nota, o trabalho foi realizado por uma equipe composta por 15 advogados e contou também com a contratação de três escritórios especializados em consultoria, que atuaram sob coordenação da banca.

O documento detalha que, durante o período do contrato até a liquidação extrajudicial do banco em novembro de 2025, foram realizadas 94 reuniões de trabalho. Desse total, 79 ocorreram presencialmente na sede do Banco Master, com duração aproximada de três horas, envolvendo análise de documentos, discussão de problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto contratual.

Outros 13 encontros ocorreram com a presidência da instituição, sendo dois presenciais no escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de duas horas. Também foram realizadas duas reuniões virtuais entre o departamento jurídico do banco e a equipe da banca.

Segundo o escritório, os serviços incluíram a produção de 36 pareceres e opiniões legais sobre temas diversos, como questões previdenciárias, contratuais, trabalhistas, regulatórias, de compliance, proteção de dados e crédito.

A atuação também envolveu revisão de políticas internas, elaboração de manuais e implementação de estruturas de compliance, incluindo revisão do Código de Ética e Conduta do banco, políticas de relacionamento com o poder público, licitações, conflitos de interesse e gestão de riscos.

Outra frente de atuação da equipe jurídica, ainda de acordo com a nota, concentrou-se na análise consultiva e estratégica de investigações, inquéritos policiais, ações penais e procedimentos administrativos que poderiam impactar o banco ou seus dirigentes.

O comunicado não informa os valores firmados no contrato. Reportagem publicada anteriormente pelo blog da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, apontou que o Banco Master teria pago R$ 3,6 milhões mensais ao escritório por 36 meses a partir de janeiro de 2024.

O caso ganhou novos desdobramentos após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal na última quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por uma organização criminosa.

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, relator do caso desde o mês passado.

Vorcaro já havia sido detido em novembro do ano passado, quando foi interceptado pela Polícia Federal ao tentar embarcar em um avião particular com destino à Europa no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Para os investigadores, havia indícios claros de tentativa de fuga do país.

Dias após a nova prisão, uma reportagem do blog de Malu Gaspar divulgou prints de mensagens atribuídas a Vorcaro enviadas ao ministro Alexandre de Moraes em 17 de novembro de 2025, horas antes da primeira prisão do banqueiro.

Segundo a publicação, as mensagens foram obtidas a partir da perícia da Polícia Federal em celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com o empresário.

Após a divulgação do conteúdo, a comunicação do STF informou que Alexandre de Moraes nega que as mensagens tenham sido enviadas a ele.

A troca de mensagens teria ocorrido pelo WhatsApp e incluía textos registrados em um bloco de notas do celular do banqueiro. Em parte da conversa, Vorcaro mencionava negociações com investidores e citava preocupações com possíveis vazamentos de informações sobre o caso.

De acordo com a reportagem, algumas respostas atribuídas ao ministro teriam sido enviadas em formato de visualização única, o que impediu a recuperação do conteúdo.

Pouco depois das mensagens, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Banco Master. O negócio, no entanto, não foi concluído. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição.

A crise envolvendo o Banco Master se agravou ao longo de 2025 e também resultou na liquidação do Will Bank e do Banco Pleno, instituições que integravam o mesmo grupo financeiro.

O banco vinha operando sob elevado risco de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação e pela exposição a investimentos considerados arriscados, com taxas de juros superiores às praticadas no mercado.

Entre os produtos oferecidos estavam Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remuneração acima do padrão. Nesse tipo de investimento de renda fixa, o investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca, que podem ser definidos previamente ou atrelados a indicadores como o CDI.

Tentativas de venda da instituição, incluindo uma proposta do Banco de Brasília (BRB), não avançaram em meio a questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência, pressões políticas e menções ao banco em investigações.

Na nota divulgada nesta segunda-feira, o escritório Barci de Moraes reiterou que sua atuação consistiu em consultoria jurídica e estratégica e afirmou possuir quase duas décadas de atuação prestando serviços para grandes clientes.

Fonte: G1

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