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Segurança

Segurança

Corregedoria apura falha humana na soltura de detento suspeito de matar a irmã em MT

por Redação 13 de março de 2026

A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso investiga uma possível “falha humana” na soltura de Marcos Pereira Soares, de 23 anos, que voltou a ser preso na noite de quarta-feira (11) após ser suspeito de assassinar a própria irmã, menor de idade, em Cuiabá.

Uma análise preliminar apontou que a soltura do detento, ocorrida no sábado (7), pode ter sido facilitada por inconsistências nos registros judiciais, já que existiam dois processos vinculados ao mesmo nome. A Corregedoria afirma que “não há, até o momento, indícios de falha no funcionamento do sistema” e que a apuração visa esclarecer os fatos e as circunstâncias do ocorrido.

O juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto, da Vara de Execuções Penais, encaminhou pedido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e determinou um mandado de recaptura, emitido no mesmo dia em que o corpo da adolescente foi encontrado.

O crime ocorreu no bairro Três Barras, na capital cuiabana. Stephany Pereira saiu de casa com o irmão na terça-feira (10) e foi encontrada morta amarrada dentro de um córrego na noite de quarta-feira, próximo à residência da família. Segundo a polícia, a adolescente foi torturada e pode ter sido vítima de abuso sexual.

Marcos possui histórico criminal extenso, incluindo condenação de 19 anos por matar um vizinho com 27 facadas em 2020. Ele também é investigado pela morte da tia materna, por violência doméstica e por comportamento de voyeurismo, como observar funcionárias de um salão de beleza durante a madrugada. A motivação do suspeito pode estar ligada a ódio contra mulheres.

Fonte: G1

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Segurança

Jovem autista denuncia estupro após aceitar carona durante crise na Barra da Tijuca

por Redação 12 de março de 2026

Uma jovem autista de 28 anos relatou ter sido vítima de estupro na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, após aceitar uma carona de um homem enquanto passava por uma crise. O suspeito foi preso, e o caso é investigado pela Polícia Civil.

Segundo o relato da vítima, o episódio ocorreu há cerca de duas semanas, quando ela saiu de casa desorientada em direção ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde costuma receber atendimento durante crises. A jovem é autista nível 2 de suporte, condição que exige apoio frequente em situações do cotidiano e interações sociais.

“Eu estava muito mal, estava em crise. E aí, eu estava completamente desorientada e eu fugi de casa para ir, porque no Hospital Lourenço Jorge eles normalmente me acolhem”, contou a mulher, que pediu para não ter a identidade divulgada.

Naquela noite, ela permaneceu por mais de uma hora dentro de um ônibus. Com o agravamento da crise emocional, decidiu seguir o trajeto a pé.

Foi nesse momento que, segundo o relato, um homem se aproximou dela em um posto de combustíveis na Avenida das Américas. A jovem usava um cordão e um crachá que a identificavam como pessoa autista e explicou ao suspeito que estava em crise e tentava chegar ao hospital.

“Eu falei que era autista que estava tendo uma crise e estava tentando chegar ao hospital porque eu estava me sentindo muito mal. Ele pareceu muito compreensivo e disse que entendia um pouco de autismo, e perguntou se podia me dar uma carona para o hospital”, relatou.

Imagens obtidas pelos investigadores mostram a jovem no posto e, posteriormente, o carro do suspeito passando pela ponte nova da Barra e pela Avenida Ayrton Senna.

De acordo com a vítima, o homem não a levou ao hospital. Ele teria seguido até a Praia da Reserva, onde o crime ocorreu.

“Aí ele ficou dirigindo um tempo, parou o carro e eu falei que não queria descer. Ele disse: ‘vamos, você vai se sentir melhor’. Pegou minha mão e fomos para a praia. E aí ele me machucou lá na areia”, contou.

Após o abuso, o suspeito deixou a jovem no Hospital Lourenço Jorge e fugiu.

“Assim que cheguei lá, saí correndo e falei para a primeira pessoa que vi: ‘me ajuda, me ajuda, me ajuda que eu fui estuprada’. Eles me levaram para a Maternidade Leila Diniz e começaram os procedimentos para vítimas de violência sexual”, afirmou.

O pai da jovem disse que recebeu a notícia por telefone e relatou o impacto da situação. “Para mim foi uma dor muito grande saber o que tinha acontecido. Ele sabia que minha filha era autista, que estava em surto, e mesmo assim abusou dela”, declarou.

Após receber alta médica, a vítima registrou o caso na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá.

Durante o depoimento, ela descreveu o agressor e o trajeto percorrido. A partir dessas informações, os investigadores analisaram imagens de câmeras de segurança, identificaram a placa do veículo e localizaram o suspeito.

O exame de corpo de delito confirmou o abuso sexual.

“De posse das imagens, foi possível identificar tanto a placa do veículo quanto seu condutor, além de suas características físicas, que foram reconhecidas pela vítima em sede policial”, afirmou a delegada Viviane Costa.

O suspeito, Gabriel Lessa Messa, foi preso na última quarta-feira (11). Nas redes sociais, ele se apresenta como corretor de imóveis de alto padrão na Barra da Tijuca.

A jovem afirma que o trauma do ocorrido deve acompanhá-la pelo resto da vida. “Eu acho que vai ficar uma coisa que eu vou carregar para sempre. É muito difícil”, disse.

Fonte: G1

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Polícia Federal

PF flagra suplente de Alcolumbre sacando R$ 350 mil e investiga esquema em licitações do DNIT

por Redação 12 de março de 2026

A Polícia Federal flagrou o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixando uma agência bancária com R$ 350 mil em dinheiro vivo durante uma investigação que apura fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amapá.

O episódio foi registrado em relatório de monitoramento da PF após alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações consideradas atípicas envolvendo saques elevados em espécie. Segundo os investigadores, as retiradas ocorriam pouco tempo após pagamentos relacionados a contratos públicos, o que levantou suspeitas de lavagem de dinheiro.

De acordo com o inquérito, Chaves Pinto é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa suspeita de manipular licitações do DNIT no estado. A PF afirma que ele exercia “forte ingerência institucional” no órgão e utilizava a posição de suplente de senador para, em tese, praticar tráfico de influência.

As investigações identificaram saques sucessivos que ultrapassam R$ 3 milhões, realizados a partir das contas de empresas ligadas ao empresário em datas próximas aos repasses de contratos públicos.

Um dos episódios monitorados ocorreu em 7 de novembro de 2024, em uma agência bancária no município de Santana, a cerca de 20 quilômetros de Macapá. Informados de que o empresário havia solicitado previamente a retirada de R$ 350 mil em espécie, agentes federais passaram a monitorar a movimentação.

Segundo o relatório, Chaves Pinto chegou ao local às 13h14 em uma SUV branca, entrou na agência carregando uma mochila azul e permaneceu no interior do banco por cerca de 30 minutos. Ao sair, retornou ao mesmo veículo, que o aguardava do lado de fora, e seguiu em direção à sede de uma de suas empresas.

A PF identificou que o carro utilizado estava registrado em nome da empresa Lojas 2A Ltda., que tem como sócios Alberto Brasil Alcolumbre e André Luiz Brasil Alcolumbre, primos de primeiro grau de Davi Alcolumbre.

Documentos obtidos indicam que o veículo só foi transferido oficialmente para o empresário em julho de 2025, cerca de nove meses após o episódio monitorado. A comunicação da transferência ocorreu dois dias depois de Chaves Pinto ser alvo de buscas e apreensões da Polícia Federal na Operação Route-156.

Procurado, André Alcolumbre afirmou que o carro havia sido vendido ao empresário em 2022 e que a transferência não foi realizada na época devido a um “erro material”.

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, o comprador tem até 30 dias para formalizar a transferência de propriedade do veículo junto ao órgão de trânsito.

Suspeitas em obras da BR-156

A investigação aponta um suposto esquema para fraudar o caráter competitivo de licitações do DNIT no Amapá, envolvendo obras de manutenção e recuperação da BR-156, principal rodovia do estado.

Conversas interceptadas pela PF indicam troca de documentos e informações sigilosas entre o superintendente regional do órgão e representantes de empresas antes mesmo da publicação de editais.

Em um dos diálogos registrados em outubro de 2023, o então chefe do DNIT local agradece a Chaves Pinto pelo aumento de recursos destinados ao órgão, atribuindo o envio das verbas a “tratativas do nosso senador”, referência que, segundo a investigação, seria ao presidente do Senado.

Em outro trecho, o superintendente pede que o empresário solicite a Alcolumbre pressão junto ao governo federal para acelerar a liberação de pagamentos.

As apurações começaram após denúncias de favorecimento em quatro licitações do DNIT. Auditorias da Controladoria-Geral da União apontaram lentidão nas obras e possíveis desvios de recursos.

Os contratos investigados somam R$ 60,2 milhões e envolvem serviços na BR-156, rodovia de 823 quilômetros que liga Laranjal do Jari a Oiapoque. Problemas na manutenção da estrada afetam diretamente o acesso da população a serviços básicos no estado.

Histórico de investigações

Breno Chaves Pinto já havia sido alvo de uma operação da Polícia Federal em dezembro de 2022. Na ocasião, agentes apreenderam cerca de R$ 800 mil em dinheiro vivo na sede de uma empresa ligada ao empresário.

A investigação analisava suspeitas de superfaturamento de R$ 6,1 milhões em obras rodoviárias e também um esquema de inserção de dados falsos no sistema do Ibama para movimentação irregular de créditos florestais, que poderia ter sido usado para “esquentar” madeira de origem ilegal.

O empresário é investigado por crimes como organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Procurado, Chaves Pinto afirmou que os saques em espécie seriam utilizados para pagar funcionários e prestadores de serviços de suas empresas. Ele ressaltou que o processo tramita sob segredo de Justiça e que a defesa se manifesta apenas nos autos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, declarou que não possui qualquer relação com as atividades empresariais de seu segundo suplente.

O DNIT informou, em manifestação anterior, que colabora com as investigações e que suas instâncias internas de integridade também apuram os fatos. A autarquia afirmou ainda repudiar qualquer prática fraudulenta ou ato de corrupção.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

CPMI do INSS convoca ex-noiva e cunhado de Daniel Vorcaro e amplia pressão sobre entorno do banqueiro

por Redação 12 de março de 2026

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (12) a convocação de pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre os nomes chamados para prestar esclarecimentos estão Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e a modelo e blogueira Martha Graeff, que foi noiva do empresário.

Os requerimentos foram aprovados em votação simbólica e as datas dos depoimentos ainda serão definidas pela comissão. Em casos de convocação, a presença costuma ser obrigatória, embora alguns investigados tenham obtido decisões judiciais para não comparecer, como ocorreu com o próprio Vorcaro.

O Banco Master passou a ser investigado pela CPMI após a revelação de que cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados da instituição foram suspensos pelo INSS por “falta de comprovação de documentação”.

Relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que a convocação de Martha Graeff pode contribuir para o esclarecimento das investigações. Segundo ele, a modelo manteve um relacionamento com Vorcaro e teria presenciado situações relevantes para a comissão.

Gaspar mencionou conversas entre Martha e o banqueiro nas quais teriam sido citados encontros de Vorcaro com políticos e autoridades. Ao defender a convocação, o relator afirmou que a intenção da comissão é aprofundar as apurações.

“Ninguém quer saber quem namora com quem. Nós queríamos saber, primeiro, a quem Vorcaro pagou propina. Não deixaram Vorcaro vir, então, nós temos que ir ao entorno dele para esclarecer. Quem achacou Vorcaro? Martha Graeff sabe”, declarou.

Empresária, modelo e influenciadora digital, Martha Graeff atualmente reside em Miami, nos Estados Unidos.

A CPMI também aprovou a convocação de Fabiano Zettel, empresário e pastor ligado à Igreja Batista da Lagoinha. Ele é casado com uma irmã de Daniel Vorcaro e foi preso em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Zettel já participou de empresas ligadas ao banqueiro, incluindo a Super Empreendimentos, que adquiriu um imóvel avaliado em R$ 36 milhões em Brasília. O local é apontado como um possível centro de negociações e investimentos relacionado a Vorcaro.

Além desses nomes, a comissão aprovou a convocação de Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, e de Luiz Antônio Bull, ex-diretor de Riscos, Compliance, Recursos Humanos, Operações e Tecnologia da instituição.

Por outro lado, a CPMI rejeitou, por 16 votos a 12, um requerimento que pedia a convocação da empresária Roberta Luchsinger. Ela é apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo investigações, Roberta é suspeita de ter recebido pagamentos de Antonio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, para atuar junto a órgãos da área da saúde na comercialização de produtos à base de cannabis medicinal.

Fonte: G1

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caso Master

Centrão articula nos bastidores do STF para tentar libertar Daniel Vorcaro e evitar possível delação

por Redação 12 de março de 2026

Nos bastidores de Brasília, lideranças ligadas ao centrão passaram a se mobilizar para tentar garantir a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro no Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento ocorre diante do receio de que o avanço das investigações leve o empresário a optar por um acordo de delação premiada.

Nesse tipo de colaboração, o investigado aceita fornecer informações aos investigadores em troca de benefícios, como eventual redução de pena. A preocupação de aliados políticos é que, caso permaneça preso por um período prolongado, Vorcaro decida cooperar e revele detalhes de possíveis relações políticas e financeiras envolvendo outras pessoas, incluindo parlamentares.

Nesta quinta-feira (12), a defesa do banqueiro afirmou que não há qualquer negociação em andamento para um acordo de delação.

Vorcaro foi preso no último dia 4 por determinação do ministro André Mendonça, que herdou de Dias Toffoli a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no STF. Desde então, ele permanece isolado em uma cela de um presídio federal de segurança máxima em Brasília.

A situação será analisada nesta sexta-feira (13), quando a Segunda Turma do Supremo começa a julgar se o banqueiro deve continuar preso ou se poderá responder ao processo em liberdade. Os ministros avaliarão a decisão de Mendonça, que justificou a prisão apontando riscos à ordem pública e às investigações.

De acordo com relatos obtidos pelo blog, interlocutores políticos iniciaram uma contagem de votos dentro da Segunda Turma e passaram a atuar nos bastidores em busca de uma maioria favorável à libertação do banqueiro.

O cenário ganhou um novo elemento após decisão do ministro Dias Toffoli, que na noite de quarta-feira (11) se declarou suspeito para participar do julgamento que analisa a prisão de Vorcaro.

Com a saída de Toffoli, a Segunda Turma passa a deliberar com apenas quatro ministros. Nesse contexto, um eventual empate no julgamento tende a favorecer o réu, o que poderia resultar na libertação do banqueiro.

Além de Mendonça, integram a Segunda Turma os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux.

Antes da declaração de suspeição de Toffoli, a estratégia do centrão considerava a necessidade de obter três votos entre os cinco integrantes do colegiado. Como Mendonça autorizou a prisão e atua como relator do caso, a expectativa do grupo político se volta para os demais ministros.

No entanto, dentro do próprio STF, a avaliação é de que ainda não existe um indicativo claro sobre qual será a posição predominante na Segunda Turma. Até o momento, apenas o voto de Mendonça é considerado previsível, por ter sido o responsável pela decisão que determinou a prisão.

Fonte: G1

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caso Master

Centrão articula no STF para tentar libertar Daniel Vorcaro e evitar delação

por Redação 12 de março de 2026

Nos bastidores de Brasília, políticos do centrão têm se mobilizado para tentar garantir a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre diante do receio de que, se permanecer preso por muito tempo, Vorcaro opte por uma delação premiada, expondo relações políticas e financeiras de integrantes do grupo.

Fontes relatam que interlocutores políticos começaram a mapear votos na Segunda Turma e atuar nos bastidores para formar uma maioria favorável à soltura. A estratégia ganhou novo contorno após o ministro Dias Toffoli se declarar suspeito para analisar a decisão que levou à prisão de Vorcaro, reduzindo a turma a quatro ministros. Nesse cenário, um eventual empate favoreceria o réu, resultando na libertação do banqueiro, já que a lei prevê que, em casos criminais, empate beneficia o acusado.

Caso Toffoli participasse, o centrão precisava garantir três votos favoráveis, considerando que o relator, ministro André Mendonça, autorizou a prisão. Entre os integrantes da Segunda Turma, além de Mendonça, participam os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. No STF, a avaliação é de que o caso é grave e imprevisível; Mendonça é o único com posição pública até o momento.

Fonte: G1

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Comando Vermelho

Operação contra o Comando Vermelho prende PMs e vereador; mãe de Oruam está entre os foragidos

por Redação 11 de março de 2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (11) a Operação Contenção Red Legacy, voltada a desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho (CV). Até a última atualização, sete pessoas haviam sido presas, enquanto quatro dos alvos já estavam detidos anteriormente.

Ao todo, a Justiça expediu 13 mandados de prisão. Entre os presos na operação estão seis policiais militares e o vereador carioca Salvino Oliveira (PSD).

Entre os procurados está Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, e mãe do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam. Ela é considerada foragida. Outro alvo que ainda não foi localizado é Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho VP.

De acordo com a Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), responsável pela investigação, a operação busca atingir a estrutura nacional do Comando Vermelho, que, segundo a polícia, atua como uma organização criminosa altamente estruturada e com atuação interestadual.

A investigação também aponta indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre os alvos da operação estão nomes apontados como integrantes da estrutura da facção, incluindo Arnaldo da Silva Dias, conhecido como Samurai; Francisco Glauber de Oliveira, o GL; Luiz Claudio Machado, o Marreta; e o próprio Marcinho VP, todos já presos.

Também foram presos nesta quarta-feira policiais militares identificados como Hélio da Costa Silva, major da PM; Reuel de Almeida Silva Fernandes, capitão da PM; Leandro Oliveira Loiola; Rodrigo Paiva Lopes; Thiago Monteiro Gomes Marcelino; e Thomás dos Santos Machado.

O vereador Salvino Oliveira também foi preso durante a operação. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico para transformá-las em bases eleitorais.

De acordo com a corporação, o parlamentar teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho no Rio, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul.

Segundo a polícia, em troca o vereador teria articulado benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local.

Um dos exemplos investigados envolve a instalação de quiosques na região. De acordo com os investigadores, parte dos beneficiários teria sido escolhida diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.

Salvino Oliveira negou qualquer ligação com o traficante Doca e afirmou não ter envolvimento com a instalação de quiosques na Gardênia Azul. O vereador também declarou que não conhece o sobrinho de Marcinho VP.

“Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, afirmou.

As investigações também apontam que Marcinho VP, mesmo após quase três décadas no sistema prisional, continua exercendo papel central na estrutura de comando do Comando Vermelho. Segundo a polícia, ele integraria um “conselho federal permanente” da facção.

A Polícia Civil afirma ainda que Márcia Nepomuceno atuaria fora do sistema prisional como intermediária de interesses do grupo, participando da circulação de informações e de articulações entre integrantes da organização e pessoas externas.

Já Landerson Lucas dos Santos, sobrinho de Marcinho VP, seria responsável por fazer a ligação entre lideranças da facção, membros que atuam em comunidades dominadas pelo grupo e pessoas envolvidas em atividades econômicas exploradas pela organização, como serviços e imóveis.

O vereador Salvino Oliveira, de 29 anos, nasceu na Cidade de Deus e teve uma trajetória marcada por trabalhos informais na juventude, vendendo balas e água em ônibus. Aos sete anos, ingressou no Colégio Pedro II por meio de sorteio.

Antes da carreira política, trabalhou como ambulante, garçom e ajudante de pedreiro. Formou-se em Gestão Pública pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em 2021, aos 22 anos, foi escolhido secretário municipal especial da Juventude na gestão do prefeito Eduardo Paes. Posteriormente, foi eleito vereador pelo PSD com mais de 27 mil votos e atualmente cumpre seu primeiro mandato.

Entre suas propostas mais conhecidas está um projeto de regulamentação do aluguel por temporada na cidade do Rio de Janeiro.

Em nota, a Câmara Municipal do Rio informou que acompanha o caso. “A Câmara do Rio acompanha o desenrolar dos fatos e se coloca à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários. O Legislativo municipal reafirma sua confiança no trabalho das instituições e no devido processo legal”, afirmou a instituição.

Fonte: G1

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PCCComando Vermelho

Polícia encontra mensagens que indicam aliança entre CV e PCC e acende alerta sobre avanço do crime organizado

por Redação 11 de março de 2026

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou indícios de uma aliança entre duas das maiores facções criminosas do país: o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram obtidas a partir de mensagens encontradas em celulares apreendidos durante a Operação Contenção Red Legacy, realizada nesta terça-feira, 11 de março.

Entre os materiais analisados pelos investigadores está um documento intitulado “Comunicado Geral”, datado de 25 de fevereiro de 2025, que teria sido enviado a integrantes das duas organizações criminosas. O texto informa que CV e PCC teriam decidido encerrar conflitos anteriores para estabelecer uma nova parceria.

No comunicado, as facções afirmam que a data representaria um marco histórico para os grupos. “Deixamos todos cientes de que, a partir da data de hoje, 25/02/2025 — data essa histórica —, o CV e o PCC estão colocando fim a esta guerra e refazendo uma nova aliança”, diz um trecho da mensagem.

O documento também menciona a intenção de ampliar a cooperação entre grupos criminosos. “Deixamos a prerrogativa para outras organizações de que estamos abertos ao diálogo e assim incorporando ainda mais nossas fileiras nessa empreitada em que lutamos de mãos dadas por um só ideal, que é: o crime fortalece o crime”, afirma o texto.

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o acordo teria contado com a participação do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores, ele aparece nas conversas utilizando o contato identificado como “Deus é fiel” e teria tratado diretamente com lideranças do PCC em São Paulo para firmar o entendimento entre as organizações.

A descoberta reforça preocupações das autoridades sobre uma possível cooperação estratégica entre as duas maiores facções do país, o que poderia ampliar a capacidade de atuação do crime organizado em diferentes regiões do Brasil.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Relatório do Coaf aponta repasses de R$ 3,6 milhões do Banco Master e da Reag a empresa de ACM Neto

por Redação 11 de março de 2026

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que uma empresa ligada ao vice-presidente do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, e da gestora de recursos Reag. Os repasses ocorreram entre dezembro de 2022 e maio de 2024.

Segundo o documento, os pagamentos foram feitos à empresa A&M Consultoria Ltda., da qual ACM Neto é sócio junto com sua esposa. A empresa foi aberta em 28 de dezembro de 2022, com capital social de R$ 2 mil, e tem como atividade principal a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atuação de apoio à educação.

De acordo com dados do Coaf, entre junho de 2023 e maio de 2024 a empresa recebeu R$ 1,55 milhão em 11 transferências da gestora Reag e R$ 1,34 milhão em nove repasses do Banco Master, somando R$ 2,89 milhões nesse período. Antes disso, entre março e junho de 2023, a consultoria recebeu mais R$ 422,325 mil do Master e R$ 281,55 mil da Reag.

Ainda segundo o relatório, no mesmo intervalo de tempo ACM Neto recebeu de sua própria empresa R$ 4,2 milhões em 14 transferências.

O Coaf afirmou ter identificado movimentações financeiras consideradas elevadas em comparação à capacidade financeira declarada da empresa. “Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, registra o relatório do órgão, que atua na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro.

Procurado, ACM Neto confirmou os pagamentos e afirmou que os valores são referentes à prestação de serviços de consultoria realizados após deixar cargos públicos.

Em nota enviada por meio de sua defesa, o ex-prefeito de Salvador disse que constituiu a empresa quando já não ocupava função pública e passou a prestar serviços a clientes, entre eles o Banco Master e a Reag.

“Isso sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes”, afirmou.

ACM Neto também declarou que, no período em que prestou os serviços, não havia fatos que desabonassem as empresas contratantes, ambas inseridas em setores regulados.

Segundo ele, as atividades realizadas não têm relação com investigações envolvendo o Banco Master. “Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação”, afirmou.

O ex-prefeito acrescentou ainda que os honorários recebidos e os rendimentos declarados são compatíveis com os serviços prestados, destacando que também atuou como consultor para outros clientes no mesmo período.

Além de ACM Neto, o Banco Master firmou contratos com diversos consultores e advogados com atuação política e jurídica. Reportagens anteriores apontaram que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega também foi contratado pelo banco como consultor.

Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, Mantega intermediou um encontro entre Daniel Vorcaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atuou em articulações para a aprovação da venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

Outro nome citado foi o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, que passou a prestar consultoria ao banco após se aposentar do Supremo Tribunal Federal em 2023. O contrato previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e teria rendido cerca de R$ 6,5 milhões ao ex-ministro e a seu filho entre agosto de 2023 e agosto de 2025.

Também foi revelado que o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, foi contratado para prestar serviços ao Banco Master em Brasília. O acordo previa pagamentos de até R$ 129 milhões ao longo de três anos, mas foi encerrado após a prisão de Vorcaro e a liquidação da instituição financeira.

O Banco Master tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal após a descoberta de um esquema bilionário de fraude no sistema financeiro, envolvendo emissão de títulos de crédito sem lastro e outras operações irregulares que podem chegar a R$ 12 bilhões.

Diante das irregularidades, o Banco Central decretou a liquidação da instituição em novembro de 2025.

Na semana passada, Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Na decisão, o magistrado afirmou que o banqueiro mantinha um “braço armado” para intimidar adversários, com uso de “coação por meio de sua milícia”.

Fonte: OGLOBO

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caso Master

Coaf aponta transferência de R$ 700 milhões do Banco Master para paraíso fiscal durante negociação com BRB

por Redação 11 de março de 2026

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro transferiu ao menos R$ 700 milhões em ativos do Banco Master para uma holding sediada nas Ilhas Cayman, considerado um paraíso fiscal. As movimentações ocorreram entre janeiro e julho de 2025, período em que o banco negociava a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB), operação posteriormente barrada pelo Banco Central.

O Relatório de Inteligência Financeira (RIF), obtido pelo jornal O Globo, mostra que o Master realizou diversas movimentações envolvendo fundos de investimento e repassou as cotas para a empresa de Vorcaro no exterior. As transações chamaram a atenção do órgão de controle porque os valores movimentados não seriam compatíveis com o patrimônio declarado pelo banqueiro.

Na última semana, o Banco Central decretou a indisponibilidade de bens da offshore ligada ao banqueiro, apontada como uma das controladoras do Banco Master.

Segundo o Coaf, a empresa, inicialmente chamada Master Holding e posteriormente rebatizada como Titan Holding, tem Vorcaro como acionista. A estrutura funcionaria como uma holding patrimonial, utilizada para registrar bens pessoais do banqueiro, como imóveis de luxo, aeronaves e automóveis.

Procurada, a defesa de Vorcaro informou que não comentaria o caso.

As transferências começaram em janeiro de 2025, quando houve a cessão de cotas do fundo Quíron por R$ 85 milhões. Em fevereiro, o Banco Master transferiu à holding suas cotas no fundo Saint German, avaliadas em R$ 66 milhões.

Em abril, ocorreu a maior movimentação do período: a transferência de cotas do fundo GSR para o fundo Krispy, em operação estimada em R$ 555 milhões. De acordo com o Coaf, a holding de Vorcaro nas Ilhas Cayman aparece como cotista desse fundo.

No relatório, a equipe técnica do órgão destacou a suspeita em relação às operações. “Os valores movimentados pelo cliente mostram-se incompatíveis com os valores de patrimônio declarados nas fichas cadastrais fornecidas”, afirma o documento.

Além dessas operações, em julho de 2025 a holding realizou uma aplicação de R$ 314 milhões no fundo Tessália. Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que os fundos Quíron e Tessália possuem participação societária na Oncoclínicas.

Em novembro do ano passado, as ações da Oncoclínicas caíram 13% após a revelação de que a empresa mantinha R$ 433 milhões em CDBs do Banco Master, que também era um de seus acionistas.

Segundo as investigações, os fundos repassados por Vorcaro para sua própria holding no exterior têm como principais ativos precatórios relacionados a ações judiciais envolvendo usinas e empresas de saúde contra o poder público.

O reforço financeiro da holding ocorreu paralelamente às negociações entre o Banco Master e o BRB para a venda da instituição financeira ao banco estatal do Distrito Federal.

A Polícia Federal investiga operações atribuídas a Vorcaro que teriam envolvido o repasse de cartas de crédito fraudadas ao BRB. O negócio acabou cancelado após a identificação de que os ativos não tinham expectativa de pagamento, o que poderia gerar um rombo bilionário à instituição.

Além disso, conforme revelado anteriormente pelo O Globo, fundos ligados ao Banco Master também participaram da operação de aumento de capital do BRB entre o final de 2024 e fevereiro de 2025. Segundo as investigações, as compras de ações teriam como objetivo inflar artificialmente o tamanho do banco para facilitar a aprovação da aquisição pelo Banco Central.

Depoimentos prestados por Vorcaro e representantes do BRB à Polícia Federal indicam que o banqueiro tentou reunir diferentes ativos para transferir ao banco estatal e viabilizar o negócio. Apesar do anúncio da venda em março de 2025, o Banco Central rejeitou a operação em setembro do mesmo ano.

No último dia 5 de março, o Banco Central determinou a indisponibilidade de bens da Titan Capital Holding, novo nome da Master Holding. Segundo o comunicado, a decisão ocorreu por causa da participação indireta da offshore no controle do Banco Master.

A legislação prevê que administradores de instituições financeiras em liquidação, como é o caso do Banco Master, tenham seus bens tornados indisponíveis até a apuração final de responsabilidades. A medida impede que os controladores transfiram ou vendam patrimônio até a conclusão do processo.

O Coaf elabora relatórios quando identifica movimentações financeiras que se enquadram em critérios legais de suspeita de lavagem de dinheiro. Os documentos não indicam necessariamente a existência de crime, mas são encaminhados às autoridades responsáveis para aprofundamento das investigações.

Fonte: OGLOBO

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