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Categoria:

Feminicidio

FeminicidioSão Paulo

Advogado mata ex-mulher a tiros em garagem no litoral de SP e depois tira a própria vida

por Redação 16 de março de 2023

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher, de 27 anos, identificada como Michelli Stefani do Nascimento, ocorrida na noite de terça-feira (14), na rua Alexandre Martins, em Santos. Logo depois, o autor do crime, o advogado e ex-companheiro da vítima, Vicente Nogueira Gumbis de Souza, de 48 anos, deu um tiro na própria boca e morreu no local.

Policiais militares foram acionados e encontraram a mulher ferida dentro de um carro e o homem caído no chão, em um estacionamento.

A arma do crime, um revólver calibre 38, e dois celulares foram apreendidos.

Imagens do circuito interno do prédio mostraram a chegada da vítima no estacionamento do edifício, parando o carro e retirando duas malas do porta-malas de seu carro, enquanto Vicente já a aguardava no local.

Minutos antes dela estacionar, o advogado aparece andando de um lado para o outro.

Após a vítima colocar as duas malas no chão e entrar novamente no carro dela, o advogado foi até o lado do motorista e atirou duas vezes contra a vítima. Posteriormente, ele colocou a arma na direção de sua boca, apertou o gatilho e caiu ao lado da ex-companheira.

O caso foi registrado como feminicídio e suicídio pela Delegacia de Defesa da Mulher – DDM de Santos que solicitou perícia ao local e exames de IML.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Jovem é esfaqueada pelo ex e morre em ponto de ônibus em SP

por Redação 16 de março de 2023

Uma jovem, de 19 anos, identificada como Fernanda Gomes dos Santos, morreu após ser esfaqueada em um ponto de ônibus de Diadema, no ABC Paulista, na manhã de quarta-feira (15). O principal suspeito do crime é o ex-namorado dela.

Segundo informações, a vítima foi atacada pelo ex, de 20 anos, enquanto esperava pelo ônibus na rua Jovercina Paula de Oliveira, no bairro Conceição. Eles haviam terminado há um mês após dois anos de relacionamento.

O motivo do termino teria sido por ciúme excessivo por parte do homem, que não aceitava o fim do namoro.

Fernanda precisou bloqueá-lo de todas as redes sociais, mesmo assim, ele continuou perseguindo. Segundo amigos próximos da jovem, ele afirmava que “se ela não fosse feliz com ele, não seria com mais ninguém”.

De acordo com a Polícia Civil, um amigo dele teria participação no ataque.

Conhecia a rotina de Fernanda
Por conhecer a rotina da vítima, o suspeito sabia exatamente o local que deveria esperar a ex-namorada passar. Após os ataques, Fernanda morreu no local.

Logo após o crime, testemunhas que presenciaram a violência, tentaram linchar o homem. O amigo, por outro lado, conseguiu fugir.

O ex-namorado de Fernanda foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e encaminhado ao Hospital Municipal, onde permanece internado sob escolta da Polícia Militar. Segundo a corporação, assim que receber alta, será encaminhado à carceragem.

Por meio da nota, a Fundação Florestan Fernandes, escola de cursos profissionalizantes gratuitos, lamentou a morte da jovem. Ela era aluna do curso de Departamento Pessoal.

O caso foi registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Diadema.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioGuarulhos

Parceria entre Prefeitura e Defensoria garante atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica

por Redação 8 de março de 2023

A Prefeitura de Guarulhos iniciou uma parceria com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo para atendimento às mulheres em situação de violência doméstica na Casa das Rosas, Margaridas e Betes, o Centro de Referência de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8) para um público de mais de 200 pessoas durante a abertura oficial do Mês da Mulher no auditório da Secretaria da Educação, no Macedo.

O acordo prevê um defensor público para atender mulheres que sofreram violência doméstica diretamente na Casa das Rosas, Margaridas e Betes. Ele oferecerá de forma objetiva e qualificada orientações e procedimentos jurídicos, o que possibilitará agilizar ainda mais os serviços de assistência às mulheres em Guarulhos.

Na ocasião também foram entregues a 221 mulheres atendidas pelas Casas e Espaços Clara Maria os certificados dos cursos de capacitação do projeto De Bem com a Vida, uma parceria da administração municipal com o governo federal, ministrados nos equipamentos da Subsecretaria de Política para as Mulheres no ano passado.

“Hoje é um dia de conquista e luta das mulheres que são protagonistas: trabalham e muitas sustentam o lar ou estão junto ao marido. Parabéns a todas”, disse o vice-prefeito, Professor Jesus, que representou o prefeito Guti.

A subsecretária de Políticas para as Mulheres, Verinha Souza, lembrou que o 8 de março (Dia Internacional da Mulher) simboliza a luta feminina ao longo do tempo e representa reivindicações por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos. “É uma luta em busca por mais respeito e participação social. A violência, o desrespeito e o tratamento com desqualificação a nós, mulheres, ainda é muito elevado. Nossa resposta a isso é continuar lutando e transformando a sociedade em busca de equidade e justiça social”, comentou.

A Defensoria Pública é uma instituição jovem no Estado de São Paulo e não está ainda presente em todos os municípios, de acordo com a 2ª defensora pública-geral, Mara Renata da Mota Ferreira. “No nosso dia a dia notamos que as mulheres são 80% dos que procuram pelo nosso atendimento e que elas estão sempre numa situação de vulnerabilidade maior que a dos homens. Isso nos mostra o quanto temos que expandir a atuação e avançar na garantia dos direitos das mulheres. Nosso objetivo é ficar mais próximo dessa população vulnerável para um atendimento qualificado e humanizado”, disse Mara.

O público presente assistiu também à palestra Conquistas e Desafios, proferida pela instrutora de meditação, planejamento estratégico e marketing pessoal Ângela Lessa.

O evento teve ainda a participação do secretário de Direitos Humanos, Abdo Mazloum, da presidente da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), Dalila Figueiredo, da assessora da deputada federal Maria Rosas, Marta Alves, da inspetora da Delegacia de Polícia da Mulher, Denise Delfim, da presidente do Conselho de Políticas para as Mulheres, Irene Araujo, e da responsável pela Patrulha Maria da Penha da GCM, Inspetora Darci.

Ao longo de março mês a Subsecretaria promoverá 25 palestras gratuitas sobre temas relacionados às mulheres, como violência doméstica, relacionamento abusivo, desafio de ser mãe solo, empreendedorismo feminino, entre outros, em empresas e nas Casas e Espaços da Mulher Clara Maria. A programação completa pode ser consultada no link https://bit.ly/MulheresAgenda.

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FeminicidioGuarulhos

Patrulha Maria da Penha ultrapassa 10,5 mil visitas a vítimas de violência doméstica

por Redação 8 de março de 2023

A Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal (GCM) de Guarulhos já efetuou mais de 10,5 mil visitas monitoradas às vítimas de violência doméstica desde sua criação em 2018, a fim de fiscalizar o cumprimento de medidas judiciais que proíbem a aproximação de agressores de mulheres. A infração à determinação já resultou em 30 prisões em flagrante pela equipe.

O serviço nasceu para fortalecer a proteção às vítimas. Mesmo após a ordem do juiz, muitos agressores continuam as ameaças e a perseguição às ex-companheiras, inconformados com o fim dos relacionamentos e as denúncias contra eles. “Há mulheres que se encontram sem a esperança de ter uma vida digna, que foram tiradas do seu direito de ir e vir”, explica a inspetora Darcy, que muitas vezes esteve ao lado de vítimas de violência doméstica no Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito devido à reaproximação desses homens agressores.

Quase 260 vítimas são assistidas pela equipe, disponível 24 horas. “Nós vamos constantemente até a residência delas para verificar se o agressor tem passado pelo local, importunando-as ou fazendo contato de qualquer tipo. Caso isso ocorra e o flagremos, conduzimos o homem à delegacia para que o delegado ratifique a prisão”, conta a GCM Fátima Ozato.

Além de fiscalizar o cumprimento da distância determinada judicialmente, a patrulha presta apoio emocional ao garantir que essas mulheres possuam uma equipe especializada que assiste e acompanha a evolução de suas independências e autoestima para que quebrem o ciclo de violência.

Na maioria dos casos elas são aconselhadas pela GCM sobre o processo para o cadastro em programas sociais, uma vez que ao se separarem perdem parte da renda familiar e podem ficar desabrigadas, ou encaminhadas à Casa das Rosas, Margaridas e Betes para acompanhamento jurídico e psicológico. De lá, podem ser levadas à Casa Abrigo Reflorescer, um lugar seguro para que reconstruam suas vidas com seus filhos, aprendam atividades para gerar renda e encontrem novas motivações.

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FeminicidioGuarulhos

Sete em cada dez feminicídios são cometidos por companheiros ou ex das vítimas

por Redação 8 de março de 2023

Sete em cada dez feminicídios foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros de vítimas em 2022, contabilizando os estados de São Paulo, Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Maranhão, Piauí e Pernambuco. No total, foram registrados 495 casos, ou seja, uma mulher foi assassinada por dia.

As informações são do boletim “Elas Vivem: dados que não se calam”, produzido pela Rede de Observatórios da Segurança, que reúne sete organizações acadêmicas de sete estados. Os dados foram coletados pelo grupo a partir do monitoramento de casos de violência contra a mulher divulgados em grandes veículos de comunicação e nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, os companheiros e ex foram responsáveis pela morte de 373 mulheres no ano passado. São Paulo registrou o maior índice, com mais de 94% (103), seguido do Maranhão com 80% (46) e de Pernambuco com 69% (41).

A pesquisadora Francine Ribeiro, da Rede de Observatórios da Segurança, conta que a expectativa do monitoramento era a redução do número de casos de violência contra a mulher em razão da flexibilização das medidas sanitárias de combate à Covid-19 em 2022, o que não aconteceu.

Em teoria, com a retomada das atividades presenciais, o homem passaria menor tempo em casa, diminuindo o convívio com a cônjuge e reduzindo os episódios de agressão e até mesmo de feminicídio. Para Ribeiro, nos últimos quatro anos, o desmonte das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher, que incluem os serviços de acolhimento e disque-denúncia, por parte do governo Bolsonaro impactaram esse cenário.

De acordo com a delegada Jamila Jorge Ferrari, coordenadora das DDMs (Delegacia de Defesa da Mulher) de São Paulo, após a pandemia, houve aumento da violência em todos os sentidos. Pequenas ações no cotidiano, como um carro com o som alto ou um acidente de trânsito, estão provocando respostas muito violentas. As mulheres acabam sendo um dos principais alvos dessa banalização da violência.

A delegada também diz que, nos últimos anos, crimes mais violentos e com requintes de crueldade contra as mulheres estão sendo observados. Em setembro, por exemplo, Vanessa Bianca de Lima foi perseguida, agredida e teve o corpo incendiado pelo marido no meio da rua, em Diadema, na região metropolitana de São Paulo. Eles estavam em processo de separação.

Casos de violência
No último ano, a Rede de Observatórios da Segurança registrou 2.423 casos de violência, ou seja, a cada quatro horas ao menos uma mulher foi vítima de agressão física e verbal, estupro, tortura, ameaça, cárcere privado ou sequestro nos sete estados monitorados. São Paulo é o líder do ranking com 898 casos — um a cada dez horas.

Em 2022, dois casos ganharam destaque devido à brutalidade contra as vítimas. Em junho, a procuradora-geral do município de Registro, Gabriela Samadello, foi espancada pelo colega Demétrius Oliveira de Macedo dentro da própria prefeitura, no interior de São Paulo.

Enquanto, em maio, uma jovem de 18 anos teve o rosto tatuado à força com o nome do ex-namorado na cidade de Taubaté, também no interior do estado. O homem, que posteriormente foi preso, não aceitava o fim do relacionamento e descumpriu duas medidas protetivas.

Comparando com o ano de 2021, a Bahia e o Rio de Janeiro apresentaram o maior incremento com, respectivamente, 58% e 45%. Na contramão dos outros estados, Pernambuco registrou queda de 27%.

Para a pesquisadora Francine Ribeiro, há dois fatores principais que explicam a dificuldade na redução dos casos de violência contra a mulher: o machismo e a falta de estrutura. “O primeiro problema é o sistema patriarcal, e essa relação de poder sobre o corpo feminino. O segundo está relacionado à falta de estrutura. Na periferia, dificilmente tem delegacia 24 horas. Às vezes as mulheres precisam viajar mais de 40 km para fazer uma denúncia. Você vê que o estado falhou”, afirma.

A coordenadora das DDMs de São Paulo também acredita que o aumento do registro de boletins de ocorrência por violência doméstica e outros tipos de crime pode ser considerado positivo, e não necessariamente indicam um incremento no número de casos. “A vítima está confiando mais na polícia, pedindo ajuda. A preocupação é quando aumentam os casos de feminicídio”, diz.

Motivação
As brigas, os términos de relacionamento e o ciúme são indicados pela pesquisa como os principais motivos que levam ao assassinato das mulheres. “No fundo, [a causa] é o machismo estrutural, algo que está enraizado na sociedade. Desde pequenos [os homens] são ensinados que não podem chorar porque é coisa de menina, que mulheres não podem ter certas profissões, entre outras coisas. São pequenas situações que estão no nosso dia a dia”, explica a delegada.

Os dados também mostram que a violência está concentrada nos lares brasileiros, onde as mulheres convivem com os companheiros e agressores. De acordo com as especialistas ouvidas, quando as vítimas tentam romper o ciclo de violência e terminar a relação, elas acabam ficando mais vulneráveis a episódios de agressão. Nos primeiros meses após o término, muitos homens não aceitam a situação e passam a perseguir e ameaçar as ex-namoradas ou ex-esposas.

Acompanhando os dados da Rede de Observatórios da Segurança, a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), divulgada na quinta-feira (2), mostrou que as mulheres separadas e divorciadas (41,3%) são mais vulneráveis à violência do que as casadas (17%), viúvas (24,6%) e solteiras (37,3%).

A delegada Jamila Jorge Ferrari e a pesquisadora Francine Ribeiro também assinalam que é essencial a vítima contar com uma rede de apoio formada por familiares e amigos, além de serviços de acolhimento, de assistência psicossocial e de geração de renda ofertados pelo poder público para garantir a retomada da própria vida.

“Falta a prevenção da violência contra as mulheres e concessão de ferramentas para libertá-las. Em briga de marido e mulher, tem que meter a colher e trazer medida protetiva”, finaliza Ribeiro.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Homem espanca esposa até a morte na frente da filha de dois anos em Santo André

por Redação 7 de março de 2023

Um homem espancou e matou a esposa em frente da filha de 2 anos, na rua Eneida, na Vila Suíça, em Santo André, região metropolitana de São Paulo, por volta das 9h de segunda-feira (6).

Vinícius e Eduarda eram casados havia três anos e o homem a chantageava toda vez que ela queria terminar o relacionamento. Ele dizia que se isso acontecesse, ela nunca mais veria a filha.

Segundo os vizinhos, apesar de o homem, que trabalhava como pedreiro, não ter histórico de violência, e de Eduarda nunca ter feito nenhum boletim de ocorrência contra o marido, eles ouviram os gritos e barulho como se Vinícius estivesse jogando coisas na esposa.

Ainda ouviram Eduarda gritando “desse jeito vou morrer. Não estou conseguindo respirar”.

Homem ligou para a mãe da vítima confessando o crime
Segundo a mãe da vítima, o homem ainda ligou para a sogra e avisou que espancou a mulher, mas não tinha matado. A mãe de Eduarda ainda disse que Vinícius debochou na ligação e disse que ia se entregar com uma advogada.

De acordo com um policial militar, as equipes foram acionadas para uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar ao local, os oficiais encontraram Eduarda, de 18 anos, no chão de uma residência, com vários ferimentos por todo o corpo.

Para os policiais, a vítima afirmou que o responsável pelos ferimentos foi o seu companheiro e que ele já tinha fugido do local.

A PM acionou o Corpo de Bombeiros no socorro da jovem, que chegou a ser encaminhada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Luzita, mas morreu na unidade hospitalar.

O caso foi registrado como feminicídio no 6° DP (Santo André). A família de Eduarda foi ao Instituto Médico-Legal e agora busca, com o conselho tutelar, ficar com a guarda da criança.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioGuarulhos

Brasil registra mais de 50 mil casos de violência contra mulher por dia em 2022

por Redação 2 de março de 2023

Mais de 18,6 milhões de brasileiras sofreram violência física, psicológica ou sexual em 2022. São 50.962 casos por dia. Os dados alarmantes são da quarta edição da pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, produzida pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) e pelo Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (2).

De acordo com o levantamento, todas as formas de violência contra a mulher apresentaram crescimento acentuado no último ano, com destaque para violência física e ameaças graves com armas brancas e de fogo. Entre 9 e 13 de janeiro deste ano, os pesquisadores ouviram 2.017 entrevistadas de 16 anos ou mais em 126 municípios espalhados pelo país.

A pesquisa mostra que 28,9% das mulheres relataram ter sido vítima de algum tipo de violência ou agressão nos últimos 12 meses; é o maior número registrado na série histórica do FBSP. Em relação ao último levantamento realizado, o crescimento foi de 4,5 pontos percentuais, o que revela um agravamento das violências sofridas pelas brasileiras.

A falta de investimento dos recursos orçamentários destinados ao enfrentamento da violência contra a mulher pelo governo federal, as restrições ao funcionamento de serviços de acolhimento em razão da pandemia e o avanço dos movimentos ultraconservadores foram apontados como os principais fatores que levaram ao agravamento desse cenário.

Segundo Juliana Martins, coordenadora institucional do FBSP e doutora em psicologia escolar e desenvolvimento humano, a questão da violência contra a mulher é complexa e multicausal, por isso é necessário considerar todos esses elementos.

Para Martins, embora os dados de feminicídios e homicídios dolosos de mulheres em 2022 ainda não estejam disponíveis, essas categorias também devem sofrer incremento.

Violência física e ameaças graves
As ofensas verbais (23,1%), a perseguição (13,5%) e as ameaças (12,4%) foram as formas de violência citadas com mais frequência pelas entrevistadas. Entretanto, é importante destacar o aumento acentuado da violência física e ameaças graves, que podem terminar em morte.

A pesquisa realizada neste ano mostrou crescimento de 3,1% para 5,1% de ameaças perpetradas com faca ou arma de fogo em comparação com 2021. Nos últimos três anos, o país também bateu recordes de registros de armas, impulsionados pela flexibilização das leis para porte e aquisição durante o governo Bolsonaro.

Há dois anos, 2.199.388 mulheres haviam sido ameaçadas com facas e armas de fogo, enquanto no ano passado o número de vítimas chegou a 3.303.315, segundo a projeção de dados do FBSP.

“Se o agressor tem arma em casa, aumenta a possibilidade de uma tragédia acontecer. A facilitação ao acesso de armas e o aumento da circulação entre a população são fatores de risco para as mulheres”, alerta Juliana Martins.

Jovens, negras e de baixa renda são as maiores vítimas
Ao analisar o perfil étnico e racial das entrevistadas, as mulheres negras (65,5%) sofreram mais que o dobro de violência em comparação com as brancas (29%) durante o ano passado.

“A mulher negra está mais vulnerável do ponto de vista socioeconômico e de moradia. É a parcela da população que tem mais dificuldade para acessar seus direitos e informações disponíveis, por isso está mais suscetível a violências mais graves”, explica a coordenadora institucional do FBSP.

A pesquisadora também reitera que esse cenário de desigualdade não é novo e que é preciso priorizar esse recorte no momento da elaboração de políticas públicas para as vítimas.

Em relação à faixa etária, 30,3% das entrevistadas que relataram episódios de violência tinham entre 16 e 24 anos, 22,8% entre 25 e 34 anos, 20,6% entre 35 e 44 anos, 17,1% entre 45 e 59 anos e 9,2% com 60 anos ou mais.

As mulheres mais jovens, de acordo com o levantamento, apresentam maiores níveis de vitimização e são alvos maiores de ofensas verbais, enquanto as vítimas de 45 a 59 anos experimentaram os maiores níveis de violências como espancamento (8,2%), ameaça com faca ou arma de fogo (8,7%) e esfaqueamento ou tiro (4,5%).

Os dados também mostram que, à medida que aumenta a renda familiar mensal,
diminui a prevalência de violências mais graves. As agressões físicas (13,8%) e os espancamentos (7,7%), por exemplo, são muito mais frequentes entre as entrevistadas com renda de até dois salários mínimos.

No último ano, 31,2% das mulheres com renda de até dois salários mínimos sofreram violência, 28,4% entre as que ganham entre dois e cinco salários, 27,4% entre as que têm rendimento entre cinco e dez salários e 22,6% entre as que têm mais de dez salários.

Divórcio
As mulheres separadas e divorciadas apresentaram níveis mais elevados de vitimização (41,3%) do que as casadas (17%), viúvas (24,6%) e solteiras (37,3%). Os dados demonstram como é difícil romper o ciclo de violência.

Nos últimos 12 meses, as vítimas de violência ou agressão sofreram, em média, quatro episódios nesse período, enquanto para as divorciadas a média foi de nove agressões.

O crescimento dos movimentos ultraconservadores e a defesa “dos valores da família” nos últimos anos também são um empecilho nos processos de divórcio e no rompimento desses papéis sociais de gênero, de acordo com a psicóloga.

Em razão desses fatores, os principais autores da violência são os companheiros e ex-companheiros, que, somados, são responsáveis por 58,1% dos casos, ao mesmo tempo que a residência é o principal local das agressões.

Denúncias
Quase metade das vítimas relatou não fazer nada após sofrer um episódio grave de violência. Apenas 14% das entrevistadas denunciaram o crime em uma Delegacia da Mulher, e 4,8% ligaram para a Polícia Militar.

Para a pesquisadora, o maior obstáculo para as mulheres é reconhecer a situação de violência e pedir ajuda. A vítima é frequentemente responsabilizada pelas agressões praticadas pelo próprio companheiro e julgada por familiares e amigos. “É uma relação permeada pela culpa e pelo medo, por isso é difícil reconhecer a necessidade de ajuda”, afirma.

Como muitas mulheres também são desencorajadas a registrar denúncias ou desacreditam no trabalho da polícia e do sistema judiciário, há muitas subnotificações de ocorrências de violência contra a mulher no país. Por isso, os números podem ser muito maiores.

Políticas públicas
A punição de forma mais severa dos agressores (76,5%) foi considerada a política pública mais importante pelas entrevistadas, seguida de ter alguém para conversar, como um psicólogo ou outro especialista em saúde mental (72,4%), e disponibilizar aplicativos de celular que permitam às vítimas de violência doméstica pedir ajuda apertando apenas um botão no celular (70,8%).

Esses indicadores, de acordo com Juliana Martins, são reflexo de uma sociedade punitivista que anseia por mais prisões e penas mais duras. “Só prender e punir de forma severa não vai resolver o problema, que é cultural. É preciso trabalhar a base dos problemas, como os papéis desiguais entre homens e mulheres.”

“Precisamos olhar para essa situação complexa com diversas lentes, e o tronco principal é a integração de políticas públicas de saúde, educação, assistência social”, sustenta a psicóloga. Também é necessário oferecer escuta e acolhimento à vítima, sem julgá-la nem revitimizá-la.

Como denunciar?
• Ligue 190 (Polícia Militar)

• Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)

• Acesse o aplicativo “Direitos Humanos Brasil”

• Registre boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher

• Registre denúncia na página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilFeminicidio

Jovem é achada morta e enterrada embaixo da própria casa em SC

por Redação 9 de fevereiro de 2023

Uma mulher de 22 anos foi encontrada morta e enterrada embaixo da própria residência na cidade de Ituporanga, no interior de Santa Catarina, na tarde desta terça-feira (7). Ela estava desaparecida desde domingo (5).

O marido, de 26 anos, é considerado o principal suspeito pela polícia, e foi preso temporariamente por 30 dias nesta quarta-feira (8).

De acordo com o delegado Fernando Padilha Figueiredo, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Ituporanga, Jéssica Batista e o companheiro saíram de Pernambuco e se mudaram para a cidade — com pouco mais de 26 mil habitantes — em 2021, com o objetivo de trabalhar na roça.

Nesta segunda-feira (6), a Polícia Civil começou a receber denúncias de vizinhos do casal e familiares do Nordeste sobre o desaparecimento da jovem. Segundo eles, o marido — cuja identidade não foi divulgada — teria matado Jéssica.

“Ele também desapareceu, e as filhas de 2 e 5 anos ficaram sozinhas em casa. O que levantou suspeitas. Concluímos que ela estava morta, e o corpo escondido em algum lugar. Como tínhamos indícios que ele seria o autor, foi expedido um mandado de prisão temporária”, afirmou o delegado.

Em dezembro do ano passado, Jéssica chegou a registrar um boletim de ocorrência de violência doméstica contra o marido. Entretanto, segundo Fernando Padilha Figueiredo, ela não deu prosseguimento a denúncia. À polícia, os familiares também relataram que o relacionamento foi marcado por desentendimentos.

Na tarde desta terça-feira (7), após cerca de 30 horas de buscas, o corpo da jovem foi encontrado enterrado embaixo da residência da família. O marido foi localizado em um alojamento, onde o irmão reside.

Após ser preso, ele foi encaminhado à delegacia. Durante o depoimento, ele negou ter cometido o crime apesar de os indícios apontarem para ele como autor. As meninas foram levadas para um abrigo municipal.

O caso é investigado como feminicídio, ocultação de cadáver e abandono de incapaz pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Ituporanga.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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FeminicidioSão Paulo

Mulher é encontrada morta com marcas de facadas pelo corpo e suspeito do crime foge

por Redação 6 de fevereiro de 2023

Uma mulher, identificada como Noemi Pereira dos Santos Silva, de 41 anos, foi encontrada morta com diversas marcas de facadas pelo corpo dentro de casa, na rua Anísio da Silveira, em Osasco, região metropolitana de São Paulo, na noite de sábado (4).

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, agentes estavam em patrulhamento quando uma pessoa informou que havia uma mulher morta dentro de uma casa.

Ao chegarem no endereço, encontraram a vítima caída no chão com diversas perfurações, aparentemente causadas por uma faca que estava ao lado do corpo.

O óbito foi constatado ainda no local por uma equipe de resgate. No imóvel, localizaram documentos em nome de Noemi.

A mulher tinha um namorado, porém, momentos antes de ter sido encontrada morta, testemunhas viram um homem desconhecido saindo de sua casa.

Dentro da residência, os agentes encontraram um outro documento no nome de um homem, bem como um papel contendo um endereço. Ele é investigado pelo crime.

O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio simples no 5° DP (Osasco).

Fonte: Com informações da Agência Estado

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BrasilFeminicidio

Suspeito de matar a ex-mulher na frente da filha se entrega à polícia

por Redação 6 de fevereiro de 2023

Paulo Roberto Moreira, suspeito de matar a ex-companheira com um tiro na cabeça, se entregou à polícia na madrugada desta segunda-feira (6). Segundo familiares de Izabel Guimarães, o homem não aceitava o fim do relacionamento. Já a defesa de Paulo nega a versão e diz que Izabel era quem não aceitava a separação. O crime ocorreu em Ceilândia (DF), no sábado (4).

Paulo chegou à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Ceilândia acompanhado dos advogados e de familiares. Parentes de Izabel também foram à delegacia para protestar contra o assassinato.

De acordo com a ocorrência, Paulo atirou na cabeça de Izabel na frente da filha do casal, de 10 anos. Eles tinham discutido momentos antes do crime. A vítima chegou a ser socorrida e levada de helicóptero ao Hospital de Base, mas não resistiu ao ferimento.

Depois de matar ex, Paulo confessou o crime a amigos em um grupo de WhatsApp. Na mensagem, ele diz que Izabel fez uma operação bancária e retirou um dinheiro que ele queria de volta. Ele também justificou que “não pensou no que estava fazendo” ao atirar na ex-companheira.

“A Bel me deixou louco. Ela bloqueou, pegou todo o meu dinheiro da conta. E aí ela ficava rindo, falando que eu ia passar vergonha. Eu cheguei lá nela e falei ‘desbloqueia a conta, Bel, manda pra minha conta de volta’. Ela falou que não ia voltar. Eu não pensei. Eu matei o amor da minha vida”, afirmou Paulo a amigos ainda durante a tarde, após o crime.

Segundo familiares, o casal estava separado e ele já teria feito ameaças à mulher. Nas redes sociais, ele exibe fotos usando armas. A Polícia Militar apreendeu a arma que teria sido usada no crime e o carro do suspeito, um Ford Fusion preto.

O velório e enterro de Izabel Guimarães está marcado para ocorrer nesta segunda-feira (6), a partir das 14h30 no cemitério Campo da Esperança de Taguatinga.

Feminicídios em 2023
Este é o quinto caso de feminicídio no Distrito Federal este ano. O primeiro assassinato aconteceu no réveillon, em 1º de janeiro, em Ceilândia. Fernanda Letícia da Silva, 27 anos, foi asfixiada pelo namorado Maxwel Lucas Rômulo Pereira de Oliveira, de 32 anos. O motivo do crime teria sido uma briga que começou porque Fernanda queria sair para comemorar a virada do ano.

No dia seguinte, André Muniz, 52 anos, enforcou a companheira, Mirian Alves Nunes, 26 anos, com um fio de varal. O crime também aconteceu em Ceilândia. Mirian deixou uma filha de 8 anos, outra de 6 e uma recém-nascida de 1 mês.

Em 17 de janeiro, no Park Way, João Inácio dos Santos, 54 anos, atirou na ex-companheira, Jeane Sena da Cunha Santos, 42 anos, e se matou em seguida. E no quarto caso, Wellington Rodriguez Ferreira assassinou Giovana Camilly, de 20 anos, com um tiro no rosto em 18 de janeiro.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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