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Mundo

Irã x EUA

Pentágono diz ter eliminado militar iraniano ligado a suposto plano contra Trump

por Redação 4 de março de 2026

As Forças Armadas dos Estados Unidos mataram um oficial iraniano que chefiava uma unidade envolvida em um suposto plano de assassinato contra o presidente Donald Trump, informou o Pentágono nesta quarta-feira (4). O anúncio foi feito pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth.

Sem divulgar a identidade do militar, Hegseth afirmou que a morte ocorreu na terça-feira (3). “O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto. O Irã tentou matar o presidente Trump, e o presidente Trump deu a última risada”, declarou a jornalistas.

Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano por ligação com um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã para assassinar Trump, então presidente eleito. Teerã negou as acusações de que teria como alvo o presidente americano e outros funcionários dos Estados Unidos.

Hegseth afirmou ainda que o militar morto não era o foco inicial da operação conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo ele, o nome do oficial não havia sido mencionado publicamente pelo presidente ou por outras autoridades como objetivo da ação militar.

“Embora esse não fosse o foco do esforço de forma alguma — na verdade, nunca foi mencionado pelo presidente ou qualquer outra pessoa — eu garanti, e outros garantiram, que os responsáveis por isso fossem eventualmente incluídos na lista de alvos”, disse o secretário.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã aciona CIA para negociar guerra enquanto conflito já deixa mais de mil mortos

por Redação 4 de março de 2026

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira (4) pelo The New York Times revelou que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram abertura à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) para negociar o fim da guerra no Oriente Médio. A proposta teria sido transmitida por meio do serviço de espionagem de um país não identificado, segundo o jornal, que cita autoridades do Oriente Médio e de uma nação ocidental sob condição de anonimato.

A Casa Branca e a CIA não comentaram o caso. De acordo com a reportagem, integrantes do governo Donald Trump ainda demonstravam ceticismo quanto à possibilidade de Irã e Estados Unidos estarem prontos para uma saída diplomática no curto prazo.

Na terça-feira (3), o embaixador iraniano nas Nações Unidas, em Genebra, descartou por ora qualquer negociação com Washington, dias após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o país. No mesmo dia, Trump afirmou que Teerã queria dialogar, mas declarou que já seria tarde demais, uma vez que a operação militar americana continuava.

No campo militar, um míssil balístico disparado do Irã em direção ao espaço aéreo da Turquia foi abatido nesta quarta-feira (4), segundo o Ministério da Defesa turco. O projétil foi interceptado pelas defesas aéreas da OTAN no Mediterrâneo Oriental após sobrevoar o Iraque e a Síria. Não houve registro de vítimas.

Em nota, o governo turco informou que dialogará com a OTAN e aliados após o incidente. Afirmou ainda que, embora defenda a paz regional, é plenamente capaz de proteger seu território e seus cidadãos contra qualquer ameaça. O comunicado ressalta que todas as medidas necessárias para defender o espaço aéreo serão adotadas de forma decisiva e que o direito de responder a atos hostis permanece reservado.

O número de mortos no Irã em decorrência dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel subiu para 1.045, segundo a agência Tasnim, alinhada ao regime iraniano. Informações mais recentes do Crescente Vermelho do Irã também indicam mais de mil mortos, sem detalhar o total exato. Na terça-feira (3), o balanço era inferior a 800 vítimas.

Em meio à escalada do conflito, o governo iraniano anunciou o adiamento da cerimônia fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, inicialmente marcada para esta quarta-feira (4), em Teerã, devido à “presença sem precedentes”, segundo comunicado exibido pela televisão estatal. A nova data ainda será informada.

Khamenei será enterrado na cidade sagrada de Mashhad, a segunda maior do país, onde também está sepultado seu pai, conforme a agência Fars. A morte do aiatolá foi confirmada no fim da noite de sábado (28), no horário de Brasília, e na madrugada de domingo (1º), em Teerã. O gabinete do governo iraniano decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.

Fonte: CBN

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Irã x EUA

Irã ameaça guerra prolongada e diz guardar armas mais avançadas enquanto Israel já lançou 4 mil bombas

por Redação 4 de março de 2026

O ministro da Defesa do Irã afirmou nesta terça-feira (3) que o país ainda não utilizou suas “armas mais avançadas” no atual conflito e declarou estar preparado para sustentar uma guerra prolongada. A declaração foi feita pelo porta-voz do ministério, Reza Talaei-Nik, em entrevista à agência oficial IRNA.

“Temos capacidade para resistir e manter uma defesa ofensiva por mais tempo do que [o inimigo] planejou para esta guerra imposta”, afirmou. Segundo ele, o Irã não pretende mobilizar todos os seus armamentos e equipamentos avançados neste estágio inicial. “Não pretendemos mobilizar todas as nossas armas e equipamentos avançados nos primeiros dias”, acrescentou.

Enquanto Teerã sinaliza que ainda não empregou todo seu potencial militar, Israel intensifica os ataques. A Força Aérea israelense lançou mais de 4.000 bombas sobre o território iraniano desde sábado (28), informou o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, brigadeiro-general Effie Defrin, em coletiva nesta terça-feira (3).

O volume de munições já supera o total utilizado durante toda a Operação Leão Ascendente, conflito de 12 dias travado entre os dois países em junho de 2025. Na ocasião, cerca de 4.000 bombas foram lançadas. “Hoje ultrapassamos a quantidade de munições que as Forças de Defesa de Israel lançaram durante toda a Operação Leão Ascendente”, declarou Defrin.

O cenário expõe uma escalada acelerada, com declarações duras de ambos os lados e sinais de que o confronto pode se prolongar.

Fonte: CBN

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Irã x EUA

Israel ameaça sucessor de Khamenei e amplia tensão após morte do líder iraniano

por Redação 4 de março de 2026

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, será considerado “um alvo” destinado à eliminação. A declaração foi divulgada em comunicado oficial do gabinete do ministro.

“Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano será um alvo inequívoco para eliminação”, declarou Katz. Segundo ele, o primeiro-ministro e o próprio ministro determinaram que as Forças Armadas se preparem para agir “por todos os meios necessários” para cumprir a missão.

O novo líder supremo será escolhido por um conselho. Até que a definição ocorra, o aiatolá Alireza Arafi foi eleito líder supremo interino.

Na terça-feira (3), o Exército de Israel afirmou ter atacado o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, órgão responsável por eleger o próximo líder supremo, conforme noticiado pela imprensa israelense e por uma agência estatal iraniana. O jornal The Jerusalem Post, citando fontes do governo israelense, informou que os 88 aiatolás que compõem a assembleia estavam presentes no momento do ataque, mas destacou não haver confirmação sobre eventuais atingidos. O Irã não se pronunciou sobre o possível bombardeio.

A escalada ocorre após a morte de Ali Khamenei, que, segundo informações oficiais, morreu em um bombardeio durante ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel no sábado (28).

Em rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento norte-americanos em parceria com Israel. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou o assassinato como um “crime religioso” e prometeu sérias consequências. Ele também acusou os Estados Unidos de trair a diplomacia ao atacar o país em meio às negociações sobre armamentos nucleares.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Quase 900 mortos expõem escalada devastadora em ofensiva contra o Irã

por Redação 4 de março de 2026

Quase 900 pessoas morreram desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada no sábado (28). O balanço divulgado pela agência Reuters nesta terça-feira (3), quarto dia de confrontos, aponta 787 mortos apenas no Irã, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano.

Entre as vítimas em território iraniano estão 165 alunas e funcionários mortos em um ataque com mísseis contra uma escola primária em Minab, no sul do país, no primeiro dia da guerra. Não está claro se o total inclui baixas militares da Guarda Revolucionária Islâmica.

Em Israel, dez civis morreram, incluindo nove pessoas atingidas em Beit Shemesh, perto de Jerusalém, em 1º de março, conforme o serviço de ambulâncias Magen David Adom. As Forças de Defesa de Israel não relataram baixas militares.

No Líbano, 50 pessoas morreram em ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde local. Os Estados Unidos confirmaram a morte de seis militares em um ataque a uma instalação no Kuwait, de acordo com o Comando Central.

No Bahrein, uma pessoa morreu após um incêndio provocado pela interceptação de um míssil na Cidade Industrial de Salman. O Kuwait registrou três mortos, incluindo dois soldados, em ataques iranianos. Em Omã, um projétil atingiu o navio-tanque MKD VYOM, causando uma morte. Já nos Emirados Árabes Unidos, três pessoas morreram, segundo o Ministério da Defesa.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Trump diz que Irã quis negociar, mas afirma que era “tarde demais” após ofensiva

por Redação 3 de março de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em publicação na rede Truth Social que a “defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança” do Irã “desapareceram” após os ataques recentes.

Ao responder a um usuário que mencionou o “nascimento da Doutrina Trump”, o presidente declarou que os iranianos quiseram negociar, mas que já era “tarde demais”.

O enviado especial do governo para o Oriente Médio, Steve Witkoff, disse à Fox News que, durante negociações, representantes iranianos afirmaram possuir 460 kg de urânio enriquecido a 60%, quantidade que, segundo ele, seria suficiente para produzir 11 bombas nucleares após enriquecimento a 90%. De acordo com Witkoff, a informação foi repassada “direta e descaradamente” a ele e a Jared Kushner, genro de Trump.

O governo iraniano nega possuir armas nucleares e sustenta que suas usinas não são utilizadas para esse fim.

Reportagem do Financial Times aponta que o momento do ataque ocorreu após uma oportunidade identificada por Estados Unidos e Israel de atingir o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Segundo o jornal, Israel teria invadido o sistema de câmeras de trânsito de Teerã para monitorar autoridades e utilizado ferramentas de Inteligência Artificial e algoritmos para analisar padrões de deslocamento.

A publicação afirma que houve confirmação de que Khamenei estaria em sua residência para uma reunião no dia da ofensiva. Apesar de contar com dois bunkers, ele costumava permanecer em casa. O complexo foi atingido por 30 mísseis Sparrow, enquanto torres de telefonia celular na região foram danificadas para impedir alertas aos agentes de segurança. A operação teria envolvido inteligência de sinais e penetração na rede celular.

Ainda segundo o jornal, o planejamento teria começado em 2001, quando o então primeiro-ministro Ariel Sharon determinou que o Irã se tornasse alvo prioritário da inteligência israelense. O New York Times relatou que Trump pretendia atacar o Irã na sexta-feira (27), mas adiou diante da possibilidade de matar o aiatolá.

Em meio à escalada, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou países europeus a “não se juntarem à guerra”. Em entrevista ao Tehran Times, afirmou que “qualquer ação militar europeia é um ato de guerra que exige uma resposta”.

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, disse que o país está focado na “defesa” e rejeitou nova rodada de negociações com Washington. Ele afirmou que a “desgraça eterna recairá” sobre aqueles que alegaram buscar diplomacia, mas optaram pela via militar.

Baghaei também criticou a postura europeia, classificando-a como “contraditória”, e alertou que as consequências da guerra poderiam se espalhar para a Europa e o mundo. Disse ainda que o Irã se considera comprometido com princípios humanitários e acusou Israel de expandir o conflito. Em suas declarações, referiu-se aos Estados Unidos como “o diabo”.

Diante do agravamento da crise, os Estados Unidos orientaram cidadãos que estejam em 14 países do Oriente Médio e regiões próximas a deixarem esses locais por meios comerciais, citando “sérios riscos à segurança”. A recomendação foi divulgada por Mora Namdar, subsecretária de Estado.

Os países citados são: Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

Além disso, o Departamento de Estado determinou que funcionários governamentais não essenciais deixem Jordânia, Bahrein, Iraque, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, após ataques iranianos e do Hezbollah a embaixadas americanas na região.

Fonte: CBN

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Irã x EUA

Petróleo salta mais de 8% após Irã fechar Estreito de Ormuz e ameaçar incendiar navios

por Redação 3 de março de 2026

Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3) em meio ao temor de prolongamento da guerra no Oriente Médio, ao anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz e a ataques contra instalações do setor de energia.

Por volta das 11h12, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em maio avançava 8,43%, cotado a US$ 84,29. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, com vencimento em abril, subia 8,79%, negociado a US$ 77,49.

Na segunda-feira (2), o Irã anunciou, por meio da mídia estatal, o fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer embarcação que tente atravessar a rota. O comunicado, atribuído ao comandante da Guarda Revolucionária, foi considerado o alerta mais direto desde o aviso feito no sábado (28) sobre o bloqueio da passagem. A medida foi apresentada como retaliação à morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

“O estreito de Ormuz está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, declarou Ebrahim Jabari, assessor do comandante.

Apesar da declaração iraniana, a emissora americana Fox News informou que o Comando Central dos Estados Unidos afirma que o estreito não está fechado.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais para exportação de petróleo, conectando grandes produtores do Golfo — como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. O bloqueio da passagem ameaça interromper cerca de um quinto do fluxo mundial da commodity, pressionando ainda mais os preços.

Após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o fechamento do estreito elevou o risco ao abastecimento global e acendeu alertas nos mercados internacionais.

A escalada do conflito também levou países da região a interromper preventivamente a produção de petróleo e gás, intensificando a alta nos preços da energia. No domingo, um dia após o início do conflito, o petróleo já havia saltado cerca de 13%, superando US$ 82 por barril, o maior patamar desde janeiro de 2025.

Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi impactado. O Catar suspendeu a produção após ataques a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Israel mira órgão que escolherá novo líder supremo do Irã em ataque direto ao coração do regime

por Redação 3 de março de 2026

O Exército de Israel atacou, nesta terça-feira (3/3), o edifício da Assembleia dos Peritos do Irã — órgão responsável por escolher o sucessor de Ali Khamenei como líder supremo do regime teocrático islâmico, conforme noticiado pela imprensa israelense.

Fontes do governo informaram à mídia de Israel que os 88 aiatolás que compõem a assembleia estavam reunidos no prédio, localizado em Teerã, capital iraniana. Até o momento, não há confirmação sobre aiatolás mortos ou feridos.

Também nesta terça-feira, as Forças de Defesa de Israel bombardearam um complexo utilizado pelas lideranças do regime teocrático iraniano. Aproximadamente 100 caças participaram da operação, lançando mais de 250 bombas sobre o local.

Em comunicado, o Exército afirmou que o complexo de liderança do “regime terrorista” é um dos ativos mais protegidos do país e ocupa várias ruas no centro de Teerã. Segundo Israel, trata-se do “quartel-general mais importante e central do regime terrorista iraniano”.

A ofensiva ocorre dias após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que liderava o Irã desde 1989. No sábado (28/2), ele morreu em decorrência de ataques realizados por Estados Unidos e Israel.

Com a morte de Khamenei, o Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para assumir o comando interino do país até a escolha de um novo líder supremo. Ao lado de Arafi, o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, passaram a integrar a condução temporária do governo.

De acordo com o artigo 111 da Constituição iraniana, a morte do líder supremo determina a formação de um conselho de transição, que permanece no poder até que a Assembleia dos Peritos eleja um novo aiatolá para o cargo máximo do regime. O colegiado é composto pelos mesmos 88 membros que estavam reunidos no prédio atingido.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Drones atingem embaixada dos EUA em Riad e elevam tensão no Golfo

por Redação 3 de março de 2026

A embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Saudita, foi atingida por dois drones na terça-feira (3, noite de segunda em Brasília). O prédio estava vazio no momento do ataque e não houve mortos ou feridos, segundo a representação diplomática americana.

De acordo com a agência Reuters, um incêndio foi registrado na sede diplomática após uma explosão. “Ouvi duas explosões seguidas de fumaça subindo sobre o bairro”, relatou um morador à AFP. A agência afirmou ter confirmado o episódio com quatro testemunhas na zona oeste da capital saudita, onde se concentram diversas embaixadas.

Em meio à escalada de tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi questionado sobre eventual retaliação pelo ataque à embaixada e pelas mortes de seis militares americanos desde o início da guerra. A resposta foi direta: “Vocês vão ver”.

A embaixada americana emitiu alerta recomendando que cidadãos dos EUA na Arábia Saudita busquem abrigo imediatamente.

O ataque ocorre em um contexto de intensificação da ofensiva iraniana contra países do Golfo. Teerã tem promovido ondas de ataques com mísseis e drones em resposta a bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel.

Drones do tipo Shahed foram lançados contra alvos no Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, muitos deles direcionados a bases americanas na região.

Na segunda-feira, um drone iraniano atingiu uma refinaria da Saudi Aramco em Ras Tanura, a 438 quilômetros de Riad, ampliando o cenário de instabilidade no Oriente Médio.

Fonte: G1

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Irã x EUA

Irã pré-revolução: liberdade aparente, repressão real e o mito da “monarquia liberal”

por Redação 3 de março de 2026

Quase cinco décadas após a Revolução Islâmica de 1979, o debate sobre o passado do Irã voltou ao centro das atenções. O príncipe Reza Pahlavi, herdeiro da antiga monarquia, afirmou estar disposto a liderar uma transição no país — movimento considerado improvável por especialistas, mas suficiente para reacender comparações entre o regime do xá e a atual república islâmica.

Para parte da opinião pública, sobretudo fora do Irã, o período monárquico é lembrado como mais liberal. A imagem de mulheres sem véu, usando minissaias e circulando livremente nas grandes cidades tornou-se símbolo dessa narrativa, em contraste com a rígida polícia de costumes do regime atual, que chega a matar mulheres que descumprem as normas de vestimenta.

Essa percepção, no entanto, convive com uma outra face do período. Segundo o historiador Filipe Figueiredo, o governo do xá mantinha uma estrutura autoritária. “Esse mesmo governo do xá, que tem essa imagem liberal, essa imagem de ter sido um governo tolerante, é governo que tinha a polícia política, que tinha prisões, que tinha torturas, que tinha centros de tortura em que pessoas desapareciam”, afirmou ao Fantástico. A monarquia era absolutista e comandava um país marcado por ampla pobreza.

A dinastia Pahlavi chegou ao poder há cerca de 100 anos, por meio de um golpe militar. O primeiro monarca, avô do atual pretendente ao trono, governou até a Segunda Guerra Mundial. Em posição estratégica entre a União Soviética e o Império Britânico, o Irã foi ocupado por ambos durante o conflito.

O petróleo tornou-se peça-chave da disputa geopolítica. Em 1951, um líder social-democrático eleito defendeu a nacionalização do recurso como forma de impulsionar o desenvolvimento e a industrialização do país. Dois anos depois, com apoio britânico, o xá depôs o primeiro-ministro e concentrou ainda mais poder nas mãos da monarquia.

A atual crise do regime islâmico reacendeu o nome de Reza Pahlavi, filho de Mohammad Reza Pahlavi, o último xá deposto em 1979. Mas o apoio à restauração monárquica é limitado. Segundo Figueiredo, a principal base está na diáspora iraniana, formada por exilados ligados à antiga família real. Dentro do país, o cenário é mais complexo e o respaldo é menor.

O analista Paulo Hilu avalia que setores como comerciantes poderiam apoiar a monarquia, favorecidos também pelo distanciamento histórico — a maioria da população nasceu após a revolução. Ainda assim, ele descarta o príncipe como alternativa viável. “Na verdade, o príncipe não é nenhuma alternativa, ele representa justamente esse descrédito geral das figuras políticas dentro do Irã. Tendo dito isso, ele voltar sobre bombas americanas israelenses e tanques americanos israelenses, obviamente, não vai garantir com ele nenhuma legitimidade”, afirmou o coordenador do núcleo de estudos do Oriente Médio na Universidade Federal Fluminense (UFF).

O contraste entre costumes mais flexíveis no passado e a repressão institucionalizada tanto antes quanto depois da revolução mostra que a ideia de uma “monarquia liberal” é, para especialistas, uma leitura simplificada de um período marcado por autoritarismo e disputas geopolíticas profundas.

Fonte: FANTÁSTICO

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