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Mundo

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Piloto desligou o motor errado antes de avião bater e matar 179 em desastre aéreo na Coreia do Sul, diz agência

por Redação 21 de julho de 2025

Uma investigação sobre o acidente do voo Jeju Air 2216, conduzido pela Coreia do Sul, tem “evidências claras” de que os pilotos desligaram o motor errado após uma colisão com pássaros pouco antes do pouso.

A informação é da agência Reuters, com base em uma fonte que tem conhecimento da investigação, cujo nome não foi revelado. O acidente ocorreu em 29 de dezembro de 2024 e deixou 179 mortos — dois ocupantes da aeronave foram resgatados com vida.

A fonte da Reuters disse que as evidências, incluindo o gravador de voz da cabine, dados de computador e um interruptor do motor encontrado em maio aos destroços, mostraram que os pilotos desligaram o motor esquerdo em vez do direito ao tomar medidas de emergência após uma colisão com pássaros, pouco antes do pouso programado.

O motor esquerdo, porém, estava menos danificado que o direito, que permaneceu ligado.

Uma fonte do governo disse que exames dos motores recuperados do avião revelaram que não havia defeitos antes da colisão e da queda.

A queda do jato Boeing 737-800 no Aeroporto de Muan foi o desastre aéreo mais mortal em solo sul-coreano em todos os tempos.

Veículos de comunicação sul-coreanos, incluindo MBN e Yonhap, noticiaram essa informação no sábado e domingo (19 e 20).

O Conselho de Investigação de Acidentes de Aviação e Ferrovias da Coreia do Sul (ARAIB), que lidera a investigação, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Boeing encaminhou perguntas sobre o acidente para a ARAIB. A fabricante de motores de aeronaves CFM International não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Jeju Air afirmou estar cooperando ativamente com a investigação da ARAIB e aguardando o anúncio oficial dos resultados.

A maioria dos acidentes aéreos é causada por múltiplos fatores e, segundo as regras internacionais, um relatório final é esperado dentro de um ano após o acidente.

Um relatório preliminar divulgado em janeiro afirmou que restos de patos foram encontrados em ambos os motores do avião da Jeju Air após o voo proveniente de Bangkok cair no Aeroporto de Muan, mas não forneceu detalhes sobre a extensão dos danos encontrados em cada motor.

Famílias vetam publicação de relatório
O órgão de investigação da Coreia do Sul cancelou no sábado a divulgação planejada para a mídia de uma atualização sobre o que se sabe até o momento sobre os motores.

As famílias das vítimas do acidente foram informadas sobre o relatório antes de sua divulgação planejada, mas se opuseram à sua publicação, alegando que ele parecia atribuir a culpa aos pilotos sem explorar outros fatores contribuintes, disseram os advogados que representam as famílias.

O voo da Jeju Air ultrapassou a pista do Aeroporto de Muan ao fazer um pouso de emergência de barriga e colidir com um muro que separava a pista de um local que abrigava equipamentos de navegação, causando um incêndio e uma explosão parcial.

Representantes das famílias das vítimas e do sindicato dos pilotos da Jeju Air afirmaram no fim de semana que a investigação também precisa se concentrar no aterro, que, segundo especialistas em aviação, provavelmente contribuiu para o alto número de mortos.

O sindicato dos pilotos da Jeju Air afirmou que a ARAIB estava “enganando o público” ao sugerir que não havia problema com o motor esquerdo, visto que vestígios de restos de pássaros foram encontrados em ambos os motores.

‘Bodes expiatórios’
O sindicato acusou a ARAIB de tentar transformar os pilotos em “bodes expiatórios” ao não apresentar evidências científicas e tecnológicas de que o avião poderia ter pousado em segurança apenas com o motor esquerdo ligado.

Acidentes aéreos são incidentes complexos que ocorrem devido a uma série de fatores contribuintes, e os investigadores não apresentaram evidências até o momento para sustentar a insinuação de que o acidente foi resultado de erro do piloto, afirmou o sindicato.

Os investigadores estão até o momento “em silêncio sobre a responsabilidade organizacional”, afirmou o sindicato.

Uma entidade que representa as famílias enlutadas afirmou em um comunicado que havia algumas frases relacionadas à causa do acidente no comunicado à imprensa planejado que poderiam ser interpretadas como se uma conclusão final tivesse sido alcançada, e que todos os fatos relacionados ao incidente devem ser esclarecidos.

Fonte: G1

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Mundo

Sister Hong: chinês finge ser mulher, grava encontros com homens e caso viraliza nas redes

por Redação 18 de julho de 2025

A história de Sister Hong, um chinês que se vestia de mulher para ter encontros sexuais com homens, está dando o que falar nas redes sociais.

Após viralizar na China e em Taiwan, o caso ganhou repercussão mundial após a prisão do suspeito, que teve sua identidade confirmada pela polícia de Nanquim, cidade onde ocorreu o crime: Jiao, de 38 anos.

Em comunicado oficial divulgado pela imprensa chinesa no dia 8 de julho, o Departamento de Segurança Pública afirma que prendeu Jiao no dia 5 de julho e falou sobre os rumores que vinham sendo espalhados virtualmente.

Apesar de não confirmar os números que vinham sendo falados nas redes – de 1.691 homens gravados -, a polícia diz que as apurações preliminares apontam que realmente houve centenas de vítimas.

Boatos de que o chinês seria portador do vírus HIV e que 11 homens foram infectados pela AIDS também foram desmentidos pelas autoridades.

Jiao se apresentava como uma mulher divorciada à procura de relacionamento em um aplicativo de relacionamento. Usava perucas, maquiagem, filtros de beleza e até software de modulação de voz para se passar por mulher.

Após conversar com as vítimas, os atraía para seu apartamento para encontros íntimos pedindo apenas presentes simples, como leite, frutas e óleo, sem pagamento em dinheiro.

Com o vazamento dos vídeos, muitos homens começaram a ser expostos, levando à identificação pública de participantes, rompimentos de relacionamentos e até linchamentos virtuais.

Uma extensa montagem com centenas de rostos passou a circular, e namoradas ou esposas de alguns deles criaram uma nova tendência: mostraram, em vídeos gravados ou transmissões ao vivo, a reação dos identificados ao serem confrontados com a imagem.

Os vídeos, gravados sem o consentimento dos homens, eram vendidos por cerca de 150 yuan – aproximadamente R$ 116 – em grupos privados online.

De acordo com um jurista ouvido pela imprensa chinesa, Jiao pode ser acusado de pelo menos sete crimes graves.

O crime pelo qual o chinês foi detido inicialmente – divulgação de material obsceno – pode render uma condenação de até 10 anos, dependendo da quantidade de imagens e do lucro obtido com elas. Se os presentes recebidos por ele forem considerados pagamento, ele pode ser denunciado por prostituição.

Fonte: G1

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Mundo

Caso Lamine Yamal: o que dizem brasileiros com nanismo sobre a contratação para ‘animar festas’

por Redação 18 de julho de 2025

Lamine Yamal, jogador do Barcelona, se tornou centro de uma polêmica nesta semana, após contratar pessoas com nanismo como animadoras em uma festa de aniversário. Os profissionais contratados serviram bebidas, dançaram e realizaram truques de mágica.

Yamal chegou a ser denunciado pela Associação de Pessoas com Acondroplasia e Outras Displasias com Nanismo (ADEE), da Espanha – sob a acusação de isso “perpetua estereótipos, alimenta a discriminação e prejudica a imagem e os direitos das pessoas com nanismo”.

A denúncia se baseia em uma lei espanhola que proíbe espetáculos que “desonram” pessoas com deficiência. O Ministério Público espanhol vai investigar o caso. Já um dos animadores da festa disse que não se sentiu desrespeitado. “Somos pessoas normais que fazem o que querem fazer de forma absolutamente legal”, declarou.

O caso traz à tona uma discussão sobre uma prática bem comum no Brasil.

‘É válido investigar’, diz atriz
A atriz Juliana Caldas considera que o trabalho pode ser realizado com respeito, mas a investigação é válida. “Eu não posso julgar uma pessoa com nanismo que aceita esse tipo de trabalho. E se foi um trabalho de servir bebidas, fazer truque de mágicas, essas coisas, se foi um trabalho realizado e com respeito, ok. Eu não veria problema nenhum”.

“Mas tem esse tipo de trabalho estereotipado, que a gente sabe que existe. Eu acho muito válido, sim, entrar com a denúncia do caso [Yamal] para dar uma investigada”.

Para ela, o capacitismo ainda é um assunto pouco debatido – e compreendido – na sociedade.

Para humorista, ‘já era para ter mudado’
“Não se trata tanto da pessoa com nanismo que está ganhando seu dinheiro dessa forma, servindo de ‘entretenimento’ para outras pessoas. Eu acho que a grande questão está no pensamento da sociedade sobre isso”, diz o ator e humorista Gigante Leo.

Leo diz que não há consenso entre associações que representam pessoas com nanismo — mas que ele, pessoalmente, não se sente confortável com esse tipo de entretenimento.

“Eu já tive propostas de fazer trabalhos, ser um ajudante de palco que seria esse tipo de papel – que tá ali para ser jocoso, para ser o bobo da corte. Eu não me sinto confortável, pessoalmente, em fazer esse tipo de trabalho”.

“Acho que tem milhões de outras possibilidades de se fazer humor, entretenimento sem precisar passar por esse estereótipo, esse clichê que é muito fácil e que a sociedade já tá acostumada”, reforça.

Sambista recomenda regulamentar
Para a sambista Viviane de Assis, que é passista da Viradouro, a contratação em si não é um incômodo “desde que a pessoa não seja ridicularizada”. Ela diz que ela mesma já trabalhou dessa forma.

“Coqueleteiros, que colocam a bebida na boca da pessoa, balançam a cabeça, dançam… tá tudo bem. Eu não vejo ridicularização nisso, até porque eu já trabalhei assim”.

Mas Viviane ressalta que muitas vezes é preciso ter um limite, um regulamento no contrato – o que ela mesma já aplicou em vários eventos em que participou.

Fonte: G1

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Mundo

Iceberg gigante ameaça pequena vila de 200 habitantes na Groelândia

por Redação 17 de julho de 2025

Um pequeno vilarejo na Groenlândia está em estado de alerta enquanto um iceberg de grandes proporções se aproxima perigosamente de sua costa — e das casas dos habitantes.

Há dias, a massa congelada está em rota de colisão com a vila de Innaarsuit, levando as autoridades locais a emitir alerta aos moradores. Se a fração de gelo fizer contato com a costa ou se partir, as consequências são imprevisíveis.

Embora seja improvável que qualquer pedaço de gelo quebrado caia diretamente na terra, o impacto do deslizamento de alguns pedaços na água pode criar ondas enormes, o que poderiam arrasar a costa.

Innaarsuit está localizada em uma pequena ilha no oeste da Groenlândia, e a economia local gira principalmente em torno da pesca. Com menos de 200 habitantes, o local só é acessível por barco ou avião.

Normalmente, grandes icebergs se movem em poucos dias, mas este já está parado há cerca de uma semana, o que é a principal fonte de preocupação.

Representantes do governo alertaram os habitantes dos perigos de aproximarem-se do iceberg ao navegar, ou mesmo durante as atividades diárias em terra firme. Empresas e estabelecimentos que ficam na região que pode ser atingida já foram fechadas como medida de precaução.

Esta não é a primeira vez que um enorme iceberg chega ao porto de Innaarsuit. Em 2018, uma massa de tamanho semelhante flutuou no mesmo porto e, com 11 toneladas, era tão grande que podia ser vista do espaço.

Na época, moradores próximos às áreas que poderiam ser impactadas foram evacuados para terrenos mais altos. O iceberg de 2018 acabou flutuando para longe — após ser alguns dias de ventos fortes e constantes.

Fonte: revistacasaejardim

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Mundo

Como Trump quer mudar receita da Coca-Cola nos EUA

por Redação 17 de julho de 2025

O presidente americano, Donald Trump, disse que a Coca-Cola concordou em usar açúcar de cana para adoçar suas bebidas vendidas nos Estados Unidos.

Atualmente, a Coca-Cola usa xarope de milho em seus produtos americanos, mas o secretário de Saúde de Trump, Robert F. Kennedy Jr., manifestou preocupação com os impactos do ingrediente na saúde.

“Tenho conversado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade na Coca nos Estados Unidos, e eles concordaram em fazer isso”, escreveu Trump nas redes sociais. “Gostaria de agradecer a todos aqueles em posição de autoridade na Coca-Cola.”

Sem confirmar explicitamente o ajuste da receita, um porta-voz da Coca-Cola disse que eles “agradeciam o entusiasmo do presidente Trump”, e que “mais detalhes sobre novas ofertas inovadoras em nossa linha de produtos Coca-Cola serão compartilhados em breve”.

Trump afirmou em uma postagem na quarta-feira (16/07) na plataforma Truth Social: “Será uma boa iniciativa deles — vocês vão ver. É simplesmente melhor!”

Enquanto a Coca-Cola vendida nos EUA é normalmente adoçada com xarope de milho, a Coca-Cola em outros países, como México, Reino Unido, Austrália e Brasil, tende a usar açúcar de cana.

Em abril, o CEO da Coca-Cola, James Quincey, disse aos investidores que “continuamos a avançar na redução do açúcar em nossas bebidas”.

Ele afirmou que a empresa sediada em Atlanta “fez isso mudando as receitas, assim como usando nossos recursos globais de marketing e rede de distribuição para aumentar a conscientização e o interesse em nosso portfólio em constante expansão”.

Mas qualquer decisão de usar açúcar de cana em vez de xarope de milho pode deixar um gosto amargo para os agricultores de milho americanos.

John Bode, presidente e CEO Associação de Refinadores de Milho, disse em um comunicado: “Substituir o xarope de milho com alto teor de frutose por açúcar de cana custaria milhares de empregos americanos na fabricação de alimentos, reduziria a renda agrícola e aumentaria as importações de açúcar estrangeiro, tudo isso sem nenhum benefício nutricional”.

O secretário de Saúde dos EUA e seu movimento Make America Healthy Again (“Torne a América saudável novamente”, em tradução livre) tem defendido que as empresas removam de seus produtos ingredientes como xarope de milho, óleos de sementes e corantes artificiais, associando-os a uma série de problemas de saúde.

Kennedy Jr. também tem sido crítico em relação à quantidade de açúcar que os americanos consomem e, segundo relatos, planeja atualizar as diretrizes alimentares nacionais em breve.

Trump toma regularmente Diet Coke — que usa o adoçante artificial aspartame. Ele mandou instalar, inclusive, um botão na mesa dele no Salão Oval da Casa Branca para solicitar que o refrigerante seja servido.

Fonte: epocanegocios

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Mundo

‘Deporte-os Já’, o movimento xenófobo supremacista que promove caçadas a imigrantes em cidade espanhola

por Redação 16 de julho de 2025

Um movimento xenófobo supremacista que organiza patrulhas de bairro para caçar imigrantes —o “Deport Them Now EU” (“Deporte-os já União Europeia”, em português)— mobilizou dezenas de pessoas, desencadeando cenas de violência e incitação ao ódio racial, nos últimos dias na cidade espanhola de Torre Pacheco.

O grupo é recente e opera em uma plataforma no Telegram destinada a convocar seguidores e partilhar mensagens contra imigrantes. Na Espanha, seu DNA está vinculado ao partido de extrema direita Vox, que atualmente tem 33 dos 350 deputados do Congresso, e prega a anti-islamização no país. O alvo? As comunidades oriundas de países do Norte da África, como Marrocos, Argélia e Tunísia.

Com 40 mil habitantes, Torre Pacheco, em Múrcia, tem 30% de imigrantes, a maioria marroquinos que trabalham na agricultura. No domingo passado, um homem de 68 anos foi brutalmente espancado na rua por três jovens, que ele identificou pela origem norte-africana.

Grupos de seguidores rumaram para Torre Pacheco e, em três noites violentas, acabaram por sitiar imigrantes em suas casas, com medo de sair às ruas. O DTN —a sigla que caracteriza o movimento— defende o conceito de remigração de estrangeiros a seus países de origem e tem grupos atuantes também em Itália, França, Alemanha, Irlanda, Reino Unido e Polônia.

A Guarda Civil prendeu, nesta segunda-feira, num subúrbio de Barcelona, o suposto líder do “Deport Them Now”, identificado como Christian LF, um segurança de 29 anos, e desativou dois canais do DTN no país. Outras 13 pessoas foram presas nos incidentes violentos de Torre Pacheco.

O presidente regional do Vox, o ex-jogador de basquete José Ángel Antelo, é investigado por incitar o ódio em Torre Pacheco com mensagens aos imigrantes, que resumiam o cerne da virulência do movimento.

Fonte: G1

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Mundo

Documento em que EUA anunciam investigação do comércio com Brasil cita 25 de março, PIX e falsificações

por Redação 16 de julho de 2025

O governo americano vai investigar se práticas e políticas do Brasil restringem ou prejudicam o comércio dos Estados Unidos. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos vai averiguar atividades relacionadas a serviços de pagamento eletrônico, comércio digital, propriedade intelectual, iniciativas de combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol, o uso de tarifas para favorecer outros países e até desmatamento ilegal.

O representante dos Estados Unidos para o comércio, Jamieson Greer, informou em comunicado que tomou a decisão por ordem do presidente Donald Trump.

Esse documento cita diversos temas para falar das investigações das relações comerciais entre os países, entre eles a rua de comércio em São Paulo 25 de março e o sistema de pagamento eletrônico PIX.

Já para a região comercial paulista, os Estados Unidos a cita ao abordar as falsificações, destacando que essa ‘continua disseminada porque as operações de fiscalização não são seguidas por medidas ou penalidades dissuasivas e pela interrupção a longo prazo dessas práticas comerciais ilícitas’.

Além disso, o documento aborda a questão da propriedade intelectual, dizendo que a pirataria em solo brasileiro “prejudica os trabalhadores americanos cujos meios de subsistência estão ligados aos setores dos EUA impulsionados pela inovação e criatividade”.

O presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, Edson Vismona, diz que relatórios como esse são divulgados todos os anos. Para ele, a abertura de investigação vai ter pouco efeito prático, a não ser de pressionar as autoridades brasileiras a combater o problema.

Segundo Edson Vismona, as operações na região da 25 de Março já foram mais efetivas, mas desde o ano passado elas diminuíram de intensidade.

A associação que representa os lojistas, a Univinco, divulgou uma nota dizendo que, embora existam casos pontuais de comércio irregular em determinadas galerias, essas ocorrências não refletem a realidade da maioria dos comerciantes, que atuam de maneira legal.

Na carta enviada ao presidente Lula na semana passada, em que anunciou o tarifaço de 50% sobre todos os brasileiros, Trump já tinha indicado que ia determinar a abertura desta investigação.

A apuração tem como base um regulamento que autoriza o governo dos Estados Unidos a retaliar, com medidas tarifárias e não tarifárias, qualquer nação estrangeira que tome práticas vistas como injustificadas e que penalizam o comércio americano. China e União Europeia já foram alvo desse tipo de medida.

O documento que detalha a investigação diz que o Brasil pode estar prejudicando a competitividade de empresas americanas ao retaliar redes sociais por elas não censurarem conteúdo político e restringir a capacidade das empresas de oferecer serviços.

O texto não cita diretamente as decisões do Supremo Tribunal Federal para remoção de conteúdo considerado golpista de big techs, mas o ponto foi levantado por Trump quando anunciou a sobretaxa de 50%.

A decisão cita também “tarifas preferenciais e injustas”; falta de práticas anticorrupção; problemas de propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; desmatamento ilegal; e discriminação aos americanos no comércio.

A investigação se soma ao tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros, que entra em vigor em primeiro de agosto, se não houver acordo.

Perguntado sobre como justificaria a sobretaxa contra o Brasil, com quem os Estados Unidos têm superávit, o presidente Donald Trump reagiu de forma autoritária. O presidente americano disse que não é amigo de Jair Bolsonaro, mas voltou a criticar o processo contra o ex-presidente conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro responde

Na segunda-feira (14), a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe e outros quatro crimes, em que as penas somadas chegam a 43 anos de prisão.

Em entrevistas nessa terça-feira (15), Bolsonaro voltou a dizer que está sendo perseguido e agradeceu o apoio do presidente dos Estados Unidos. O ex-presidente disse que não pediu a taxação ao Brasil e atribuiu a decisão de Trump à postura do presidente Lula.

À CNN Brasil, Bolsonaro afirmou que está disposto a ir aos Estados Unidos para negociar a redução das tarifas diretamente com Trump, desde que tenha o passaporte de volta.

Embora negue que tenha participado da negociação que culminou na tarifa de 50%, o ex-presidente apoia a campanha do filho, Eduardo, que está nos Estados Unidos articulando sanções ao Brasil e ao ministro Alexandre de Moraes.

Nessa terça-feira (15), o deputado licenciado voltou a criticar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que recebeu no Palácio dos Bandeirantes representantes da embaixada americana no Brasil e empresários de setores afetados pelo tarifaço.

A intenção do governador é buscar diálogo com autoridades estaduais americanas e parlamentares republicanos para negociar a redução da tarifa de 50% sobre as exportações.

Por causa da iniciativa, Eduardo Bolsonaro disse que Tarcísio é “subserviente e servil às elites”. O deputado declarou que o governador deveria defender o fim do que ele chamou de regime de exceção no Brasil.

Em entrevista ao Poder 360, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse que já resolveu a briga entre o filho e o governador aliado, que disputam uma possível candidatura à presidência em 2026. Mais tarde, à CNN, o ex-presidente disse que o governador Tarcísio não vai resolver a questão das tarifas porque quem comanda as negociações é Eduardo Bolsonaro.

Preocupação entre exportadores e governo

Entre os exportadores do agronegócio, uma das preocupações é com as cargas que já estão a caminho ou prestes a serem levadas aos Estados Unidos.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que comanda o comitê de negociação, afirmou que as propostas dos setores coincidem com o encaminhamento que o presidente Lula quer dar para a crise. Segundo Alckmin, pelo menos por enquanto, o governo não vai pedir a prorrogação de prazo, que termina em primeiro de agosto.

O Senado aprovou nessa terça-feira (15) o envio de uma missão parlamentar aos Estados Unidos a fim de reforçar as articulações contra a taxação de 50%.

De acordo com o requerimento aprovado, será criado um grupo composto por quatro parlamentares, que viajarão a Washington entre 29 e 31 de julho. A ideia é abrir canal de diálogo direto com congressistas norte-americanos, a fim de sensibilizá-los sobre a situação.

Fonte: CBN

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Mundo

Sonhos desfeitos: ‘Pegam as crianças em parques’, diz brasileira que vive pela segunda vez medo de separação da família nos EUA

por Redação 16 de julho de 2025

“Vim com minha família aos Estados Unidos no início de 2020, sem coiotes [traficantes de pessoas]. O motivo da minha vinda foi porque sofria perseguições devido a alguns partidos políticos que eu apoiava e porque lutava por algumas causas na minha cidade. Infelizmente, a Justiça no Brasil não funcionava. Por isso, mudamos de estado duas vezes, fomos morar no Rio de Janeiro, depois em São Paulo, até tomarmos a decisão de vir para cá.

Saímos do Brasil, chegamos ao México e, dois dias depois, nos entregávamos à Imigração. Na época, ainda era Donald Trump quem governava [último ano do primeiro mandato]. Dali em diante, foram 15 dias detidos. Nós nos entregamos na cidade de Tijuana, na fronteira dos EUA com o México, e de lá fomos para Santo Antonio [Texas], onde ficamos numa cadeia durante três dias.

Fui separada dos meus filhos. Tenho quatro, duas meninas e dois meninos. Eles vieram com 2, 3, 5 e 11 anos. Hoje estão com 6, 7, 10 anos e o mais velho completa 17 em breve.

Lá, eu fiquei numa cela com as duas meninas — a mais nova é uma bebê especial — e meu marido ficou em outra cela com os dois meninos. Ficamos nessa cadeia em uma situação muito precária. Era uma cela para 16 pessoas, e nós estávamos em 25 mães, com um total de 42 crianças. Minha filha mais nova ainda era bebê de colo.

Depois de três dias ali, fomos transferidos para Yuma, no Arizona, onde ficamos mais 12 dias sem tomar banho, comendo sanduíche estragado e sendo humilhados. Depois disso, eles queriam nos obrigar a assinar a deportação. Como não tínhamos a opção de voltar ao Brasil porque sofríamos perseguição, aguentamos tudo lá, calados. Mesmo assim, eles nos colocaram sob o programa que existia na época, o MPP [também conhecido como ‘Fique no México’, obrigando requerentes de asilo a permanecerem no país vizinho enquanto aguardavam audiências de imigração nos EUA].

Então, eles nos deportaram para o México. Nos tiraram de Yuma e voltamos para o Texas. Em seguida, fomos para El Paso e, de lá, mandados para um albergue em Ciudad Juárez, no México, onde ficamos por um ano e um mês. Quando eu cheguei nesse albergue, havia mais de 200 famílias brasileiras e muitas da América Central, de Guatemala, El Salvador, Equador, Honduras… E ali começou outro sofrimento, porque, enquanto as 200 famílias brasileiras se programavam para voltar ao Brasil, nós ficamos, dada a nossa situação, e sofremos.

Trump, naquela época, baixou o Título 42 [uma regra imposta pelo governo americano no início da pandemia de Covid-19, que tornou praticamente impossível pedir asilo nos EUA], e aí ninguém podia entrar no país. Então, a minha audiência, que era para ocorrer logo um mês depois de ser devolvida para o México, foi adiada durante esse período todo de um ano que fiquei por lá.

Quando vieram as eleições, em 2020, [Joe] Biden ganhou, graças a Deus, assumindo em 2021. Assim, a gente entrou [nos EUA] com dignidade. Depois de um ano e um mês, entramos num posto de entrada de Ciudad Juárez, na divisa com El Paso, no Texas. Já tínhamos o I-94 válido [documento que prova que um estrangeiro foi legalmente admitido nos EUA] e autorização de trabalho por sermos requerentes de asilo, que ainda não foi aprovado, mas será. Não precisamos ficar detidos, passamos da imigração igual a uma pessoa normal que vem com um visto.

Até então, estava tudo muito bom. A economia não estava lá essas coisas na época de Biden, mas estava bom. Podíamos comprar, podíamos sair, podíamos nos divertir…

Sempre houve deportações, independentemente de governo. Biden deportou muita gente também, mas era com base. Não era a torto e direito, pegando todo mundo na rua, indo nas obras, catando pessoas como animais, com pessoas mascaradas, pessoas sequestradas… Não existia isso na época de Biden.

Eu tenho muito o que agradecer a Biden por tudo, porque, se Trump tivesse vencido naquela época, eu acho que estaria até hoje no México sofrendo com os meus filhos. E eu sofri. Sofri todos os tipos de violência que uma pessoa poderia aguentar. Meus filhos foram agredidos, humilhados. Foram muitas situações desconfortáveis que aconteceram com a gente durante esse um ano e um mês no México.

Falem o que quiser, mas a gente teve quatro anos maravilhosos de governo Biden. A extrema direita é tão nojenta quanto a extrema esquerda, eles usam de armas e agem da mesma forma.

Então, desde que Kamala [Harris] perdeu em 2024 e Trump assumiu em 2025, de janeiro pra cá, foi só inferno. Só inferno, só inferno. Os extremistas estão mostrando as suas faces, a hipocrisia está gritando, porque são pessoas conservadoras, que falam de Deus, que carregam a Bíblia, que dizem ser cristãos e estão destilando ódio ao próximo.

Eu concordo que o país tem que ser limpo de criminosos. Que tem, sim, que deportar criminosos, mas quem está com seu devido processo em andamento merece respeito. Estão agindo e pegando pessoas por aparência. Se não é uma pessoa branca de olhos claros, eles pegam. Estão sendo bem cruéis.

Eles não podem vir atrás da gente, estamos com um processo ativo legal. Porém, se tiver uma batida na rua, eles podem me pegar e me deixar detida. E é o que tem acontecido com várias outras pessoas. Pegam gente que tem green card [visto de residência], até cidadão eles prendem. Por exemplo, ontem [meados de junho] na Califórnia, um menino de 16 anos de aparência hispânica foi preso pela Imigração mesmo sendo cidadão. Estão (agindo) com abuso incondicional de poder, de autoridade.

Eles estão rasgando a Constituição, estão passando por cima de tudo e de todos. É uma situação triste. Meu amigo foi preso há um mês, e depois foram na casa da esposa dele tentar pegá-la também. É uma situação muito desconfortável. Pegam crianças em parques. Meus filhos estão de férias e a gente está vivendo dentro de casa, ninguém sai por medo. É uma situação complicada.

Trump é um homem autoritário, xenofóbico, homofóbico. Esse tipo rasgou a Constituição americana. Eu nunca vi uma pessoa tão baixa que assumiu a Presidência com a Bíblia na mão e não tem o mínimo de respeito por ninguém. Estamos vivendo tempos difíceis, mas a gente vai vencer, porque aquele que é cristão de verdade perdoa esse tipo de gente, e eu os perdoo. Eu creio que a justiça de Deus virá sobre a vida deles.

Mas está difícil. A gente está com medo de ser deportado. A gente não pode voltar pelas ameaças, mas a gente sofre ameaça aqui dentro também. Está difícil. Eu não consigo falar tudo, porque me dói a alma. A gente tem vivido com muito medo, com pânico, crise de ansiedade. Eu mal consigo me expressar, me desculpe. É que me dói muito. O medo do marido ir para o trabalho e não voltar pra casa… É muita coisa envolvida.”

*Célia, nome fictício para preservar sua identidade, em relato à repórter Amanda Scatolini. Ela vive, pela segunda vez, à espera, com a família, de obter asilo nos Estados Unidos desde 2020, mas teme que sejam deportados ou separados antes que o processo seja concluído, em meio ao avanço da rígida agenda anti-imigração do presidente Donald Trump.

Fonte: OGLOBO

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Tarifaço

‘Estamos fazendo isso porque eu posso’, diz Trump sobre tarifas de 50% ao Brasil

por Redação 16 de julho de 2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (15) que decidiu impor tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros porque “pode fazer isso” e quer “dinheiro entrando” no país.

A declaração, que ignora fatores econômicos, foi dada após jornalistas questionarem o republicano sobre a tarifa imposta ao Brasil. A medida é a mais alta até agora, entre mais de 20 países que devem enfrentar cobranças elevadas sobre importação nos EUA a partir de 1º de agosto.

Em carta endereçada ao presidente Lula (PT) na última quarta-feira (9), Trump argumentou que irá elevar a taxa do Brasil em 50% por ter uma relação comercial “injusta” com o país. Os dados oficiais, no entanto, mostram que os norte-americanos têm vantagem na balança comercial. (leia abaixo)

Além disso, o republicano citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira, Trump também voltou a defender Bolsonaro após ser informado sobre o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em sua fala, Trump afirmou que “não é que ele seja amigo” de Bolsonaro, mas sim alguém que conhece. O presidente dos EUA também voltou a dizer, sem apresentar provas, que o julgamento de Bolsonaro no STF seria uma “caça às bruxas”.

“Ele negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país. Ele não era um homem desonesto. Acredito que isso seja uma caça às bruxas e que não deveria estar acontecendo. Eu sei disso”, continuou.

Déficit comercial?
Ao justificar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é “injusta”. “Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco”, escreveu.

Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram o contrário. O Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações.

Ao longo desse período, as vendas americanas ao Brasil superaram as importações em US$ 90,28 bilhões (equivalente a R$ 493 bilhões na cotação atual), considerando os números até junho de 2025. Leia mais aqui.

Por isso, analistas afirmam que a postura de Trump com as tarifas tem um forte componente geopolítico, com o objetivo principal de ampliar seu poder de barganha e influência nas relações internacionais.

Na carta, o republicano também afirmou que o Brasil não será atingido pela tarifa em 1º de agosto caso empresas brasileiras decidam “construir ou fabricar produtos dentro dos EUA”. Em caso de retaliação, ele prometeu devolver na mesma medida.

Tarifaço
Na carta que Trump enviou ao governo Lula em 9 de julho, o republicano afirmou, sem apresentar provas, que a decisão de aumentar a taxa foi tomada “em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

O documento mistura alegações comerciais e políticas para justificar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo o suposto déficit que os EUA teriam com o Brasil.

Entidades da indústria e do agronegócio brasileiro manifestaram preocupação com o anúncio e disseram que as taxas ameaçam empregos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, afirmou que não há qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho.

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, se reuniu hoje com empresários para discutir a crise e possíveis saídas para ela, enquanto o governo publicou o decreto da Lei da Reciprocidade Econômica. O texto determina as formas como o Brasil pode responder ao tarifaço.

Após as reuniões, Alckmin afirmou que o governo brasileiro não planeja pedir ao governo americano que adie a entrada em vigor da tarifa anunciada por Trump. O objetivo, segundo ele, é “resolver o problema”.

Ao ser perguntado sobre os setor de produtos perecíveis, o vice-presidente admitiu que é um segmento delicado e acrescentou que a produção embarcada também é uma “questão importante e urgente”.

Fonte: G1

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Tarifaço

Frigoríficos de MS paralisam produção de carne destinada aos EUA após tarifaço de Trump

por Redação 15 de julho de 2025

Frigoríficos de Mato Grosso do Sul suspenderam a produção de carne destinada aos Estados Unidos após Trump anunciar tarifa extra de 50% sobre produtos brasileiros. A informação foi confirmada ao g1 pelo governo do estado e pelo Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sincadems). A produção nacional segue normalizada.

Segundo o vice-presidente do sindicato, Alberto Sérgio Capucci, a paralisação apenas para o mercado norte-americano é uma medida logística para evitar o acúmulo de estoques de carne que não seriam vendidos. Com a nova taxação, as exportações para os EUA ficaram inviáveis financeiramente, se não houver negociação.

Pelo menos quatro frigoríficos no estado interromperam a produção voltada ao mercado americano, segundo o sindicato. São eles:

JBS
Naturafrig
Minerva Foods
Agroindustrial Iguatemi
Apenas o frigorífico Naturafrig se pronunciou sobre a paralisação. Segundo a empresa, cerca de 5% da produção é destinada aos Estados Unidos. Os demais frigoríficos citados foram procurados pelo g1, mas não responderam até a última atualização desta reportagem.

A Associação Brasileira de Exportadores de Carne (Abiec) informou que houve uma redução significativa no fluxo de produção da carne voltada ao mercado norte-americano. Leia a nota da entidade na íntegra mais abaixo.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, informou que os frigoríficos suspenderam os abates de animais destinados à produção de carne para os Estados Unidos. Além da paralisação, o acúmulo de carne estocada preocupa empresários e o governo.

Diante do impasse, a pergunta que fica é: onde esse produto pode ser realocado? Verruck comenta que Chile e Egito podem ser novos mercados de Mato Grosso do Sul.

Paralisação é estratégica, diz sindicato
Capucci explica que a suspensão das atividades neste momento é estratégica. Isso porque os embarques levam cerca de 30 dias para chegarem ao mercado americano. Como a nova tarifa começa a valer a partir de 1º de agosto, cargas enviadas agora já seriam taxadas com o adicional.

Em 2025, a carne bovina desossada e congelada foi o principal produto exportado por Mato Grosso do Sul aos Estados Unidos, somando 45,2% do total e movimentando mais de US$ 142 milhões, de acordo com dados da Federação das Indústrias do estado (FIEMS).

No ano anterior, em 2024, esse tipo de carne ficou em segundo lugar nas exportações do estado para os EUA, com 27,8% e cerca de US$ 78 milhões.

Vendas brasileiras aos EUA ficam inviáveis
Uma queda nas vendas não seria algo desprezível para os frigoríficos brasileiros. Os EUA são o segundo maior comprador da carne bovina nacional, depois da China: eles importam 12% de todo o volume que o Brasil vende para o exterior, enquanto os chineses levam praticamente metade (48%), segundo o Ministério da Agricultura.

Mas não é só o Brasil que perde. A inflação da carne bovina para o consumidor americano está batendo recorde por causa de uma redução histórica do rebanho do país, que encareceu o preço do boi por lá – ele está custando duas vezes mais que o boi brasileiro. Daí a disparada nas importações da carne.

O Brasil não é o principal fornecedor de carne bovina dos EUA. Esse posto é ocupado pela Austrália, que não compete diretamente com a carne brasileira. Mas, enquanto os australianos vendem diretamente para os supermercados dos EUA, o Brasil fornece carne para a indústria do país.

Além disso, até agora, o preço da carne brasileira era o mais barato do mercado externo.

Qual é o impacto direto para o Brasil?
Se as vendas de carne bovina para os EUA caírem, isso não significa que os frigoríficos brasileiros vão colocar mais carne no mercado nacional, diz Iglesias.

Iglesias lembra que, neste ano, a Associação Brasileira da Indústria de Carnes (Abiec) abriu um escritório na China, medida que tem ajudado o país a abrir novos negócios no mercado asiático.

Além disso, neste mês, o Vietnã retomou as compras de carne bovina do Brasil. “É possível haver uma compensação em relação ao mercado norte-americano”, avalia.

Redução significativa da produção, diz associação
A Abiec afirmou que houve redução no fluxo de produção de carne que seriam destinadas aos EUA. Leia nota na íntegra abaixo.

“Faz poucos dias que recebemos essa notícia, e o setor está tentando entender como deve atuar para reescalonar e redirecionar as cargas e a produção. O fato é que as indústrias brasileiras já decidiram pausar temporariamente a produção destinada aos Estados Unidos. Houve uma redução significativa no fluxo de produção da carne específica voltada ao mercado norte-americano. O rearranjo está sendo feito com novos parceiros que buscamos intermediar ao redor do mundo, com possibilidades de novas aberturas de mercado. Mas, de forma imediata, esse redirecionamento ocorre para países com os quais já mantemos exportações. Obviamente, China, Sudeste Asiático e Oriente Médio são os destinos mais evidentes nesse momento em que os Estados Unidos, eventualmente, não poderão receber essa carne. As indústrias, de fato, reduziram bastante a produção voltada aos Estados Unidos. Essa é a realidade. Estamos um pouco apreensivos quanto ao que pode acontecer. Por isso, aguardamos o avanço das negociações governamentais, enquanto, no setor privado, atuamos com os importadores e com as empresas brasileiras para entender de que forma também podemos contribuir para influenciar o governo americano a rever essa decisão em relação aos produtos brasileiros. Essa tem sido a nossa atuação no dia de hoje”.

Fonte: G1

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