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Palestinos formam ‘corredor humano’ em retorno ao norte de Gaza

por Redação 27 de janeiro de 2025

Famílias palestinas deslocadas pelo conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas começaram a retornar para o norte da faixa de Gaza após os acessos serem liberados por Israel na manhã desta segunda-feira (27).

O desbloqueio das vias para o norte de Gaza foi anunciado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em uma publicação no X no domingo (26) e ocorre após o Hamas concordar em liberar a refém israelense Arbel Yehud, além de outras duas cativas até sexta-feira (31).

Em imagens feitas pela agência de notícias Reuters, foi possível observar um grande número de palestinos andando a pé, ou transportados por meio de carros, caminhões e carroças sobrecarregados com colchões, alimentos e as tendas que serviram como abrigo por mais de um ano.

O deslocamento formou um “corredor humano” de dezenas de milhares de palestinos, que andavam pela orla de Wadi Gaza, próximo a uma praia. Veja no vídeo acima e em fotos mais abaixo.

Apesar da paisagem marcada por escombros, o retorno à região está sendo comemorado pelas famílias, que se abraçam e tiram selfies. Segundo testemunhas da Reuters, os primeiros palestinos chegaram à Cidade de Gaza, no norte, nas primeiras horas da manhã desta segunda.

Após aguardarem por dois dias à frente dos bloqueios nas estradas, um primeiro ponto de travessia foi aberto por volta das 7h no horário local (2h no horário de Brasília), e outro ponto foi aberto duas horas depois, às 9h no horário local.

A liberação das vias ocorreu após novo progresso nas negociações entre Israel e Hamas no âmbito do cessar-fogo no conflito, quando acordaram na libertação de mais seis reféns israelenses até sábado (1º). Antes do novo entendimento, ambos os lados se acusavam de violar a trégua, e Netanyahu se recusava a abrir os pontos de travessia.

A medida, intermediada pelo Catar e por mediadores egípcios, permitirá que cerca de 650 mil palestinos da faixa central e sul da Faixa de Gaza retornem para suas casas no norte do enclave. No entanto, a maioria das residências estão em escombros pelos 15 meses de ofensiva aérea e terrestre de Israel.

Mais de 47 mil palestinos foram mortos durante a guerra, a maioria deles mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas.

Fonte: G1

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Mundo

Algemas em deportados pelos EUA são ‘praxe’, mas só durante o voo, diz PF; uso após desembarque gerou tensão

por Redação 27 de janeiro de 2025

O uso de algemas em migrantes brasileiros deportados sempre foi praxe do governo dos Estados Unidos, segundo a Polícia Federal.

Fontes ligadas à PF esclarecem que essa prática ocorre exclusivamente nos voos fretados pelo governo norte-americano para repatriação dessas pessoas, exatamente o caso do voo que trouxe ao país os primeiros 88 brasileiros deportados após Donald Trump assumir a presidência dos EUA.

Ainda de acordo com essas fontes, a praxe é retirar as algemas dos migrantes quando o avião fretado pousa no Brasil. Entretanto, isso não aconteceu no voo que chegou ao país na sexta-feira (24): os brasileiros foram mantidos algemados durante o desembarque em Manaus.

De acordo com esses interlocutores da PF, os migrantes não poderiam desembarcar em solo brasileiro algemados porque não são prisioneiros.

O governo brasileiro reagiu à conduta da imigração norte-americana e protestou contra o que chamou de “uso indiscriminado de algemas”.

Na nota, o governo brasileiro diz ainda que os brasileiros foram submetidos a “tratamento degradante” e que considera “inaceitável” o desrespeito ao acordo firmado entre Brasil e EUA.

O voo fretado pelo governo dos EUA tinha como destino a cidade de Belo Horizonte. O pouso em Manaus ocorreu porque o avião teve uma pane no sistema de ar-condicionado.

A situação, porém, levou o governo brasileiro a não autorizar que o voo seguisse para a capital mineira. Os migrantes foram levados em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

Deportações feitas pelo Brasil
Ainda segundo as fontes da PF, não há obrigação de uso de algemas nos estrangeiros deportados pelo Brasil.

As algemas são usadas caso o estado de ânimo ou situação indique potencial de risco à segurança do voo, avaliação que é feita antecipadamente pela Polícia Federal.

Os agentes brasileiros que fazem a escolta de estrangeiros deportados, porém, contam com algemas que poderão ser usadas durante o voo, se necessário.

Essas mesmas fontes esclarecem ainda que o Brasil não freta voos para deportação em massa, como faz o governo dos EUA. São, no máximo, dois estrangeiros por vez e sempre em voos comerciais.

Baixo número de deportações
Em 2024, o Brasil fez quatro deportações de estrangeiros em situação irregular após entrar no país, com prazo de estada vencido ou falta de registro migratório, por exemplo. As deportações são mais raras no Brasil porque a legislação permite que o migrante apresente recurso e regularize a situação.

Além disso, no ano passado outros 8.799 estrangeiros foram inadmitidos ao chegarem ao Brasil, ou seja, foram devolvidos ainda nos aeroportos e demais pontos migratórios por ausência de requisitos como visto de entrada.

O governo também fez 32 expulsões de estrangeiros em 2024, que acontecem quando o estrangeiro comete crime grave em território brasileiro. A expulsão corre, geralmente, após cumprimento da pena.

Fonte: G1

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Mundo

Comissária alerta sobre tendência viral de colocar bebês para dormir no chão do avião: “Loucura”

por Redação 27 de janeiro de 2025

Uma comissária de bordo fez um alerta recentemente pedindo para que os influenciadores digitais que viajam com bebês parem de colocar seus filhos dormirem no chão dos aviões. Skye Taylor, que trabalhou por 16 anos na Virgin Atlantic, disse que a nova tendência a deixou chocada. Ela disse que tem visto cada vez mais vídeos alarmantes sendo compartilhados online. “A quantidade de pessoas que mostram seus bebês dormindo no chão é absolutamente louca”, disse ela.

“Certamente você não colocaria seu filho no espaço para os pés de um carro. Por que você o colocaria no chão de uma aeronave que poderia cair 10.000 pés em minutos enquanto seu filho está deitado no chão sob o metal?”, questionou. Ela disse achar “chocante” que não haja restrições a esse tipo de conteúdo: “É uma loucura que não haja restrições para postar coisas assim ou fazer com que apareçam de uma certa maneira nas redes sociais, porque isso dá ideias às pessoas.”

Apesar de entender que nem todo mundo é especialista em aviação, ela enfatizou a importância da consciência de segurança: “É apenas sobre estar ciente da segurança, o que muitas pessoas não estão, e eu entendo isso totalmente porque elas não fazem isso todos os dias. Mas parte disso é um pouco de bom senso, que parece se perder, às vezes, nas mídias sociais”, relatou ela ao Express.

Ela também disse: “Não temos mais permissão para segurar bebês. Isso é uma questão de segurança, que foi alterada. Se quisermos segurar um bebê, temos que encontrar um assento seguro, nos amarrar e colocar o bebê no colo.” Skye também observou que, depois da Covid, quase não há oportunidade para esse tipo de assistência, dado o número reduzido de funcionários e o aumento da carga de trabalho: “Hoje em dia, com a quantidade de tripulantes que foram embora depois da pandemia, a chance de realmente fazer isso com alguém quando você está trabalhando é provavelmente nula, porque você está muito ocupado. Você faz o que pode para ajudar os pais e não estamos sendo rudes se dissermos que não podemos fazer algo, normalmente há uma razão por trás disso. O público, com razão, não entende.”

Fonte: revistacrescer

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Mundo

Trump pausa imposição de sanções e tarifas sobre Colômbia após país sul-americano concordar em receber imigrantes deportados

por Redação 27 de janeiro de 2025

Os Estados Unidos suspenderam a imposição de sanções e tarifas à Colômbia, após o país sul-americano ter concordado em aceitar colombianos deportados dos Estados Unidos, informou a secretária de imprensa da Casa Branca em um comunicado publicado no domingo (26) à noite.

O comunicado da Casa Branca aconteceu apenas horas depois do presidente Donald Trump anunciar tarifas e sanções à Colômbia, em razão da recusa do governo colombiano em receber deportados colombianos em dois voos militares.

A nota da Casa Branca informa que o “governo da Colômbia concordou com todos os termos propostos pelo presidente Trump, incluindo a recepção irrestrita de todos os imigrantes ilegais colombianos que retornam dos Estados Unidos, até mesmo daqueles transportados em aviões militares norte-americanos, sem limitações ou atrasos”.

Em seguida, diz que as restrições sobre vistos de oficiais colombianos e seus familiares permanecerão ativas até que o primeiro voo com deportados colombianos chegue ao país sul-americano.

Além disso, a Casa Branca diz que a suspensão das tarifas e sanções está condicionada ao cumprimento efetivo da deportação de colombianos que residiam ilegalmente nos Estados Unidos.

De sua parte, a chancelaria colombiana também publicou um comunicado, confirmando a superação “do impasse com o governo dos Estados Unidos”.

Segundo o documento oficial, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, e o embaixador Daniel García-Peña viajarão para Washington, onde darão seguimento às tratativas para receber os colombianos deportados.

O governo de Gustavo Petro reafirmou que utilizará um avião presidencial para conduzir a repatriação e garantirá “condições dignas” aos colombianos que voltarão ao país sul-americano em razão da deportação.

As ameaças de Trump à Colômbia
Trump usou a sua rede social, Truth Social, no domingo para atacar a decisão de Petro em negar a entrada de voos americanos com deportados colombianos.

Segundo o republicano, Petro teria colocado em risco a segurança nacional dos Estados Unidos. Em uma publicação na Truth Social neste domingo (26), o presidente americano afirmara que os EUA aplicariam tarifas emergenciais de 25% sobre todos os produtos colombianos que entram no país, aumentando essa taxa para 50% em uma semana.

Além das tarifas, Trump disse que imporia sanções a vistos de oficiais do governo colombiano, bem como seus aliados, apoiadores, membros de partidos e familiares. Todos os colombianos que entrarem nos EUA também, segundo Trump, passarão por inspeções mais rigorosas.

As sanções anunciadas à Colômbia incluíam:

Tarifas de emergência de 25% em todos os produtos colombianos que entram nos EUA, subindo para 50% em uma semana;
Bloqueio de viagens;
Inspeções rigorosas nas fronteiras e aeroportos na entrada de cidadãos colombianos nos EUA;
Revogação de vistos de autoridades do governo e aliados;
Sanções ao Tesouro, ao setor bancário e ao setor financeiro colombianos.
Petro então reagiu às falas de Trump, anunciando que, em retribuição, a Colômbia taxaria em 25% todos os produtos vindos dos Estados Unidos. O governante colombiano também usou suas redes sociais para criticar a política de deportação de Trump, sugerindo que ele trata os migrantes como criminosos.

Em uma publicação no X, ele afirmou que o país sul-americano está disposto a receber os imigrantes deportados em aviões civis, ressaltando que eles devem ser “tratados com dignidade e respeito”.

A recusa da Colômbia em aceitar os voos representava o segundo caso de um país latino-americano rejeitando aeronaves militares norte-americanas destinadas à deportação. A decisão seguia o México, que também recusou, na semana passada, a solicitação para permitir o pouso de uma aeronave militar norte-americana com migrantes.

Neste domingo , o governo brasileiro disse que um voo com imigrantes deportados dos Estados Unidos que chegou ao Brasil na sexta-feira (24) “viola os termos de acordo com os EUA, que prevê o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”. Segundo o comunicado, os deportados tiveram “tratamento degradante” pois foram algemados nos pés e nas mãos no voo de repatriação.

Fonte: G1

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Mundo

Homem se recusa a vender casa e fica ilhado no meio de rodovia; agora ele se diz arrependido

por Redação 27 de janeiro de 2025

Um homem que se recusou a vender a sua casa para a passagem de uma rodovia em Jinxi (China), acabou “ilhado” pelo asfalto.

Huang Ping disse que agora se arrepende de não ter aceitado as condições de realocação do governo. Ele disse que parece ter “perdido uma grande oportunidade”. Os moradores locais apelidaram Huang de “o dono de casa de pregos mais forte” da China, de acordo com o “Shanghai Daily”.

O homem mora na propriedade com seu neto de 11 anos. Quando vista do ar, a casa se assemelha a um olho. O telhado da casa está quase no mesmo nível da rodovia que está atualmente em construção. A rodovia ao redor da casa de dois andares deve ser aberta ainda no primeiro semestre. O imóvel acabou atraindo curiosos e virando ponto turístico.

O proprietário disse que autoridades locais ofereceram o equivalente a R$ 1,3 milhão e duas outras propriedades, que mais tarde foram aumentadas para três. Huang se manteve firme.

“Se eu pudesse voltar no tempo, concordaria com as condições de demolição que eles ofereceram. Agora parece que perdi uma grande proposta. Eu me arrependo”, declarou o chinês.

Após um longo período de negociações infrutíferas, autoridades locais autorizaram um projeto com desvio em ambos os lados da casa de Huang para avançar a construção da rodovia e decidiram não voltar mais atrás.

Fonte: EXTRA

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Mundo

EUA prendem 538 imigrantes e fazem primeiras deportações após decretos de Trump, diz Casa Branca

por Redação 24 de janeiro de 2025

O governo de Donald Trump iniciou nesta semana a primeira leva de prisões e deportações de imigrantes ilegais. “Centenas” de pessoas foram deportadas desde que Trump iniciou sua gestão, na segunda-feira (20). Em uma série de operações na noite de quinta-feira (23), autoridades prenderam 538 pessoas, segundo relatório divulgado pela Casa Branca.

As medidas são parte do cerco a imigrantes que o novo presidente dos EUA prometeu fazer ao tomar posse, na segunda-feira (20).

As prisões foram feitas por agentes de imigração em diferentes estados. A nova porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os presos eram “imigrantes ilegais criminosos”, mas não deu detalhes sobre os deportados.

Leavitt afirmou que as deportações foram feitas com aviões militares dos EUA. Ela não especificou a nacionalidade dos deportados e nem para onde os voos se destinavam. Segundo a Fox News, um dos aviões teve como destino a Guatemala.

Já a Polícia Federal do Brasil disse que um voo com 158 deportados chegará nesta noite a Belo Horizonte vindo dos Estados Unidos. Ao g1, o Itamaraty afirmou que, desses, 88 são brasileiros — é possível que o restante sejam latino-americanos de outras nacionalidades, mas nem as autoridades norte-americanas nem as brasileiras deram detalhes sobre os passageiros.

A porta-voz da Casa Branca também não disse se os deportados já estavam presos — normalmente cidadãos estrangeiros são deportados nos EUA após cometerem algum crime e estando no país de forma irregular. Mesmo assim, as pessoas podem recorrer à Justiça do país a pedidos de deportação.

Condenação de imigrantes não justifica deportação
A condenação de imigrantes ilegais não necessariamente justifica, pela lei, a deportação deles, apenas a detenção. A devolução de imigrantes aos países de origem depende de três aspectos:

gravidade do crime;
pedido de extradição do país de origem;
recusa de pedido de asilo ou refúgio pelos EUA.

Mesmo sob a gestão do ex-presidente Joe Biden, os EUA deportaram milhões de pessoas. No entanto, Trump prometeu acelerar esse processo e deportar todos os cerca de 11 milhões de imigrantes que residem nos EUA de forma ilegal.

Uma reportagem do jornal “The New York Times” publicada nesta sexta-feira (24) afirma que o governo Trump concedeu a autoridades da Agência de Imigração e Fronteiras dos EUA (ICE, na sigla em inglês) o poder de fazer deportações instantâneas.

Essa mudança significa dizer que os agentes podem devolver para o território mexicano indivíduos que acabaram de entrar nos Estados Unidos, o que é proibido por leis internacionais. O aumento de poder concedido aos agentes de imigração pode ter acelerado o processo de deportação iniciado nesta semana.

Normalmente, o processo de deportação é demorado e envolve a existência prévia de acordos bilaterais ou negociações com o país de origem dos imigrantes.

Já entre os presos, a Casa Branca afirmou que todos os imigrantes detidos também já tinham algum tipo de condenação na Justiça norte-americana. Na maioria dos casos, as condenações foram sentenciadas há poucos dias.

Veterano de guerra detido

Também na noite de quinta-feira, agentes de imigração fizeram uma operação em Nova Jersey que prendeu tanto imigrantes quando cidadãos norte-americanos, segundo o prefeito de Newark, cidade onde ocorreu a ação.

“Eles invadiram um estabelecimento local (…) detendo moradores e cidadãos sem documentação, sem apresentar uma ordem judicial’, disse o Baraka.

Política migratória de Trump

A Casa Branca ainda não havia se manifestado sobre a acusação até a última autalização desta reportagem.

Nos dois primeiros dias de seu mandato, Trump assinou ordens executivas — espécies de decretos sem efeito de lei, que determinam como setores do governo deve aplicar verbas — para impedir a entrada de imigrantes e prender os que estiverem em situação irregular nos Estados Unidos.

O presidente norte-americano também assinou decretos de “emergência nacional” na fronteira sul, anunciou o envio de mais tropas para a área e prometeu deportar “milhões e milhões de estrangeiros criminosos”.

No início desta semana, o Congresso, de maioria republicana, aprovou uma lei para prorrogar a prisão preventiva de estrangeiros suspeitos de crimes.

A Casa Branca publicou nesta sexta-feira (24) o primeiro relatório de prisão de imigrantes

O relatório traz o exemplo de 4 presos, todos condenados por um crime, o que vai ao encontro das falas de Trump sobre ir atrás dos imigrantes que tenham cometido crimes. Veja abaixo

Investida contra imigrantes: ponto a ponto
Em dois dias de governo, Donald Trump adotou uma série de medidas para combater a imigração ilegal nos Estados Unidos. Entre segunda-feira (20) e terça-feira (21), várias ordens executivas e diretrizes governamentais foram aplicadas com o objetivo de reforçar a fiscalização e impedir a entrada irregular de estrangeiros no país.

Trump está tirando do papel promessas que fez durante a campanha presidencial. O republicano garante que vai fazer a maior deportação em massa da história do país, com milhões de imigrantes ilegais sendo expulsos.

Fonte: G1

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Mundo

Kremlin diz que Trump ‘gosta desses métodos’ após ameaça de sanções: ‘Estamos prontos para diálogo respeitoso’

por Redação 23 de janeiro de 2025

O Kremlin disse nesta quinta-feira que está aberto a um diálogo “respeitoso” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora não veja “nada de particularmente novo” em suas últimas declarações sobre o conflito na Ucrânia e sua ameaça de impor mais sanções à Rússia caso a país se recuse a negociar um possível fim do conflito, que completará três anos em fevereiro.

— Não vemos nada de particularmente novo. Ele gosta desses métodos, pelo menos gostava deles durante sua primeira presidência [2017-2021] — respondeu o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, aos repórteres sobre as declarações de Trump. — Estamos esperando por sinais que ainda não chegaram. Continuamos prontos para o diálogo, diálogo em pé de igualdade e respeito mútuo.

O porta-voz também disse que o Kremlin está acompanhando “de perto” as declarações do presidente recém-empossado. Na véspera, a Chancelaria da Rússia disse que via uma janela de oportunidades, “embora pequena”, para forjar acordos com o novo governo, quando comparado ao que o antecedeu.

Na terça-feira, em uma mensagem em sua conta na Truth Social, Trump se dirigiu ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, para chegar a um acordo o mais rápido possível com a Ucrânia. Também deu um prazo de 100 dias para o enviado especial da Casa Branca Keith Kellogg acabar com o conflito.

“Se não fizermos um ‘acordo’, e logo, não tenho escolha a não ser colocar altos níveis de impostos, tarifas e sanções sobre qualquer mercadoria vendida pela Rússia aos Estados Unidos” e a outros países, advertiu.

Frente às ameaças, o vice-embaixador russo na ONU, Dmitry Polyanskiy, destacou que o governo precisava saber o que Trump queria em um acordo para dar fim à guerra. O embaixador alegou que não bastava apenas dar fim ao conflito, mas “abordar as causas fundamentais da crise ucraniana.”

— Temos que ver o que significa o ‘acordo’ no entendimento do presidente Trump. Ele não é responsável pelo que os EUA vêm fazendo na Ucrânia desde 2014, tornando-a ‘antirrussa’ e se preparando para a guerra conosco, mas está em seu poder agora interromper essa política maliciosa — explicou. Em 2014, a Rússia anexou a Crimeia, alegando que a região sempre fez parte do país.

O governo russo tem advertido com frequência os aliados ocidentais da Ucrânia sobre o envio de armas. Em um de seus últimos atos como presidente, Joe Biden autorizou o uso de mísseis ATACMS de longo alcance por Kiev em novembro, após o envio, de acordo com as potências ocidentais e a Ucrânia, de milhares de tropas norte-coreanas em apoio às forças russas. A Rússia respondeu disparando pela primeira vez uma arma hipersônica experimental chamada “Oreshnik”.

Em uma entrevista exclusiva ao GLOBO em fevereiro de 2024, próximo ao aniversário de dois anos do conflito, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, disse que o Ocidente deveria “parar de encher a Ucrânia de armas”.

Antes de tomar posse na segunda-feira, Trump havia prometido acabar com o conflito no leste europeu antes mesmo de assumir o cargo (e “em 24h”, segundo prometeu durante uma chamada telefônica com o presidente Volodymyr Zelensky), aumentando a perspectiva de que poderia forçar Kiev a fazer concessões a Moscou. O republicano não é um grande aliado de Kiev, posicionando-se diversas vezes, antes de tomar posse, contrário aos pacotes americanos bilionários.

Na terça-feira, Trump criticou a União Europeia por não enviar mais ajuda à Ucrânia e disse que iria “verificar” se os EUA estariam enviando armas adicionais ao país. A fala indica que Trump estaria disposto a recuperar parte dos US$ 61 bilhões em financiamentos para a Ucrânia que foram aprovados pelo Congresso em 2024, mas que ainda não foram gastos.

A Rússia rejeitou em dezembro os termos-base de uma proposta de paz com a Ucrânia, atribuída pelo chanceler a “representantes da equipe” de Trump, que previa o adiamento da adesão da Ucrânia à Otan por 20 anos e a introdução de um contingente de manutenção da paz formado por forças britânicas e europeias em território ucraniano — proposta defendida por Zelensky novamente durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

A hipótese teria sido discutida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e o premier polonês, Donald Tusk, em Varsóvia, em meados de dezembro, e poderia envolver os exércitos de membros da Otan, ou de países com armas nucleares, como França e Reino Unido. No ano passado, Putin condicionou uma paz negociada à renúncia de Kiev a qualquer possibilidade de integrar a aliança, além de abrir mão de partes de seu territórios ocupada parcialmente pelos russos.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Por que estou seguindo Trump e seu vice nas redes sociais?

por Redação 22 de janeiro de 2025

O presidente dos EUA, Donald Trump, tomou posse na segunda-feira (20) e já está “invadindo” as redes sociais de usuários do mundo todo.

Desde o início da semana, usuários dos Estados unidos — e também do Brasil — repararam que estavam seguindo sem querer tanto ele como o seu vice, JD Vance, no Instagram, Facebook e X, de Elon Musk.

Nas redes sociais, as pessoas estão reclamando que a Meta está os “forçando” a seguir o novo presidente dos EUA. As informações são do Daily Mail.

Outra interferência nas contas dos usuários foi a dificuldade em fazer buscas por “#Democrata”, enquanto “#Republicano” retornava milhões de resultados, segundo o Daily Mail. Pesquisar por “Democrata” ou por figuras políticas como Bernie Sanders gera uma mensagem dizendo: “Nós ocultamos esses resultados” ou “Os resultados para o termo que você pesquisou podem conter conteúdo sensível”.

Em uma publicação no X, o congressista democrata Eric Sorensen escreveu: “Esta manhã, o Facebook começou a me oferecer todos os tipos de conteúdo de direita no meu feed. “Quando fui gerenciar preferências de conteúdo, vi que eles automaticamente me fizeram seguir Trump ontem. Eu sou o único?”

A Meta rebateu as alegações de parcialidade, afirmando que essas mudanças fazem parte de um procedimento padrão.

Segundo a empresa, as contas que os usuários relataram seguir não eram contas pessoais de Trump, Vance e Melania, mas contas oficiais do presidente, vice-presidente e primeira-dama. Essas contas são controladas pela Casa Branca e são repassadas ao novo presidente e sua equipe após cada eleição. Isso significa que qualquer pessoa que estivesse seguindo a conta oficial de Joe Biden (presidente dos Estados Unidos) estaria automaticamente seguindo a conta de Donald Trump, por exemplo.

Em uma publicação no Threads, o diretor de comunicações da Meta, Andy Stone, afirmou: “As contas Facebook.com/POTUS e Facebook.com/WhiteHouse são gerenciadas pela Casa Branca e mudam quando o ocupante da Casa Branca muda.”

Mas isso não explica o fato de certos termos de busca associados à política de esquerda estarem bloqueados pelo Instagram após a posse.

Pesquisas por termos como ‘#voteblue’, ‘#obama’, ‘#biden’ e ‘#democrats’ não produziram resultados durante a segunda (20) e terça-feira (21). Enquanto isso, alguns usuários apontaram que termos associados à direita, como ‘#republican’, ainda estavam mostrando resultados de pesquisa.

Pesquisados novamente nesta quarta-feira (22) pela Época NEGÓCIOS, os termos ainda não aparecem no Threads. No X, a busca funciona normalmente.

O Meta afirma que esse problema não foi produto de parcialidade política, mas sim uma questão técnica não especificado.

Stone disse em uma postagem no Threads: “Há um problema que afeta a capacidade das pessoas de pesquisar várias hashtags diferentes no Instagram – não apenas as da esquerda. Estamos trabalhando rapidamente para resolver isso.”

Essas acusações de parcialidade ocorrem em um momento particularmente sensível para a Meta, pois o fundador e CEO Mark Zuckerberg faz uma mudança extrema em seu posicionamento político, passando a apoiar as políticas de Trump.

Embora Zuckerberg tenha defendido anteriormente um sistema de verificadores automatizados, ele anunciou recentemente que isso seria substituído por um sistema de notas da comunidade no estilo X. Na prática, isso significa o fim da moderação, dando espaço para posts racistas, homofóbicos e com discurso de ódio.

Fonte: epocanegocios

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Mundo

Golpe: mulher se passa por ‘homem bonito’ e faz amiga lhe dar R$ 685 mil para ‘tratar câncer’

por Redação 22 de janeiro de 2025

Uma mulher que se passou por um “homem bonito” para enganar uma amiga e tirar dela o equivalente a R$ 685 mil foi condenada em Birmingham (Inglaterra) a 3 anos e 9 meses de prisão na semana passada.

Sumaiya Khurram, de 33 anos, passou-se por um “homem atraente” que precisava de ajuda para tratar um câncer. A inglesa enviava à amiga por WhatsApp fotos de um homem, identificado como Etesham Khan, que se dizia apaixonado por ela. As duas se conheciam havia 20 anos.

O golpe durou 20 meses, até que a vítima ficou sem dinheiro na conta bancária, relatou o “Yahoo! News.

“Um dos casos mais desprezíveis desse tipo que já vi”, disse o juiz Peter Cooke.

“A vítima era uma pessoa vulnerável que tinha deficiências físicas óbvias e que acreditava que a ré era sua amiga. Ela era inexperiente dos costumes do mundo”, acrescentou o promotor do caso, Andrew Wallace.

As conversas por WhatsApp se tornaram picantes e o “homem bonito”, e a vítima chegam a conversar sobre “até onde ela iria sexualmente”.

O crime ocorreu entre 2015 e 2017. Sumaiya se aproveitou da fé muçulmana estrita da vítima, que acreditava que Etesham era alguém que ela iria conhecer e se casar.

“Ao mesmo tempo, a ré estava agindo como sua confidente, discutindo o relacionamento e encorajando-o”, completou o promotor.

“Mesmo depois que o dinheiro acabou, a ré ameaçou expor a vítima”, finalizou ele.

Fonte: EXTRA

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Mundo

Dólar forte, redes sociais, cidadania automática: o que pode mudar para o brasileiro com Trump no poder

por Redação 22 de janeiro de 2025

O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retornou à Casa Branca com um discurso protecionista, imperialista e sem sinais de reconciliação com os desafetos.

? No primeiro dia de trabalho, na segunda-feira (20), o republicano já assinou uma série de ordens executivas (uma espécie de decreto) que impactam o mundo, como a declaração de emergência na fronteira com o México e a retirada dos EUA do Acordo de Paris.

➡️ E para o brasileiro? O que pode mudar nos próximos quatro anos?

Veja abaixo, por tema:

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Para especialistas, o retorno de Trump pode fazer com que o Brasil aumente as exportações de soja, milho e carne. Isto porque o republicano já anunciou que irá aumentar as tarifas de importação para parceiros comerciais, em especial da China. Neste cenário, a China também pode taxar produtos agrícolas dos EUA, o que poderia levar a um aumento das vendas do Brasil para o país asiático, o que já aconteceu no primeiro mandato de Trump.
Por outro lado, a intenção protecionista de Trump de aumentar as tarifas para produtos importados pode atingir os exportadores brasileiros. A proposta inicial é impor uma alíquota de 10% a 20% sobre todas as importações, o que afetaria todos os parceiros comerciais dos EUA.
?Visto de estudante
Por enquanto, de acordo com as medidas já anunciadas pelo republicano na cerimônia de posse, nada muda para quem já está matriculado em universidades americanas ou para os que pretendem pleitear um visto para começar a estudar lá.
No entanto, o histórico deixa a comunidade acadêmica em alerta. No 1º governo de Trump, ele proibiu que cidadãos de sete países predominantemente muçulmanos (Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen), além da Coreia do Norte e da Venezuela, viajassem aos EUA. A emissão de vistos também ficou mais rígida.

? Dólar mais forte
Especialistas destacam que o cenário é de potencial fortalecimento do dólar. Tudo indica que o Federal Reserve (Fed) — o Banco Central americano — vai manter as taxas de juros altas, o que faz os títulos públicos americanos renderem mais. Investidores se animam, levam recursos para os EUA e o dólar se valoriza frente a outras moedas.
O último boletim Focus, relatório do Banco Central (BC) que reúne as projeções de mais de 100 instituições financeiras, mostra que a expectativa é de que o dólar continue a R$ 6 até o fim de 2025.
Para a bolsa brasileira, o ano tende a ser difícil. André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, diz que o movimento clássico dos investidores brasileiros em um ambiente como esse é abrir mão de suas posições dentro do mercado de ações e ir para os títulos de renda fixa.
? Nacionalidade americana
No dia da posse, Trump assinou uma ordem executiva que prevê que os Estados Unidos deixem de conceder nacionalidade a crianças que nasçam dentro dos EUA cujos pais não tenham residência norte-americana. Se essa medida virar lei, afetará brasileiros que vivem de forma ilegal nos EUA e também residentes temporários e turistas que viajam para lá com o intuito de dar à luz em hospitais americanos.
No entanto, juristas acreditam que esta medida será difícil de ser aplicada, já que este é um direito previsto na Constituição norte-americana. Revogar a cidadania por direito de nascença exigiria mais do que uma ordem executiva, e precisaria do apoio de 2/3 do Congresso e 3/4 dos Estados dos EUA.

? Saúde
No primeiro dia de seu segundo mandato, Trump ordenou a suspensão de “futuras transferências de fundos, apoio ou recursos do governo dos EUA para a OMS”. Isso não muda muito para o Brasil, pois a OMS depende de diversas fontes de financiamento. Embora os EUA sejam o maior doador, a organização ainda recebe contribuições significativas de outros países e organizações.
? Meio Ambiente
Trump anunciou novamente a saída dos EUA do Acordo de Paris. Ele já havia feito isso antes, dizendo que o acordo prejudicava a economia americana. Isso é ruim para o Brasil e o mundo, já que os EUA são um dos maiores poluidores da planeta. Na COP30, inclusive, são esperadas decisões para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, e os EUA têm um papel importante nisso.
? Tecnologia e redes sociais
As perspectivas para o novo mandato são de menos moderação de conteúdo em redes como X, Instagram e Facebook, o que poderá impactar usuários do mundo inteiro, inclusive brasileiros.
As principais big techs têm sinalizado a intenção de se aproximar do novo governo e estiveram em lugar de destaque na posse de Trump.
Mark Zuckerberg, o chefão da Meta, que comanda Facebook, WhatsApp e Instagram, anunciou mudanças na moderação de conteúdo nos EUA e afirmou que esse é o momento de a empresa “voltar às raízes em torno da liberdade de expressão” e que vai trabalhar com Trump para impedir o que chamou de “censura” de outros países contra companhias americanas.
Inteligência Artificial: os especialistas também preveem um possível afrouxamento na regulamentação de IA.

Fonte: G1

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